domingo, 12 de julho de 2020

MOVIMENTO DO PROTECTORADO PORTUGUÊS DA LUNDA TCHOKWE E A COOPERAÇÃO EM PARCERIAS COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES OU COLIGAÇÕES POLITICAS






Luanda, 09/07 - No âmbito das nossas atribuições estatutárias e nos princípios estratégicos da nossa luta Autonomista a que nos propusemos implementar na Lunda Tchokwe, o Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe quer reforçar, desenvolver e diversificar cooperação em parcerias, pois consideramos a variedade de parcerias Políticas e não só,  uma riqueza institucional. Queremos investir tempo, energia e recursos no trabalho com parcerias a nível local, nacional e internacional.

Acreditamos que o nosso papel é promover o estabelecimento de pontes e trabalho entre parceiros com experiências e competências diferentes do Mundo inteiro, do público ou do privado (Empresas, Universidades, ONGs, Fundações, Igrejas, Instituições, Agências e Organismos Internacionais, Partidos Políticos e Governos) pode abranger entidades e personalidades individuais.

Queremos construir parcerias sólidas e de longa duração, numa lógica de complementaridades de competências e de aprendizagem mútua, manter diferentes abordagens e enfoques no que diz respeito à cadeia de valor, tendo como ponto de partida e análise a tipologia da parceria, do projecto ou programa, o contexto local e internacional e o eixo estratégico da luta.

A cooperação é a busca de vantagens mutuas e recíprocas, porque nenhuma organização esta acima da outra, para incorporar o nosso movimento nos desígnios políticos de outra força, este tipo de posição não colhe no Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe.

Entenda-se por Cooperação, Parcerias ou Coligação de um Protocolo, é respeito da dignidade Jurídica e Independência de cada Organização, na sua forma de trabalhar, de agir, sua ideologia e os fins que persegue e, união significa incorporação e perca imediata de personalidade jurídica de uma força Política, em relação à outra que o vai incorporar.

Cooperação é uma acção conjunta para uma finalidade, objectivo em comum. Cooperação é uma relação baseada entre indivíduos ou organizações, utilizando métodos mais ou menos CONSENSUAIS. A cooperação opõe-se, de certa forma, à colaboração e mesmo a competição. Indivíduos podem organizar-se em grupos que cooperam internamente e, ao mesmo tempo, competem com outros grupos

O Estatuto do Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe aborda esta questão de Cooperação, Parcerias e Coligações Políticas com outras Organizações nos artigos que seguem:

Artigo 58.º
(Coligação)

1.- O Movimento do Protectorado pode coligar-se à outras forças políticas da Lunda Tchokwe ou de outras partes de Angola e do Mundo nos termos do presente Estatuto.

2.- A coligação com outras forças políticas não significa integração ou incorporação definitiva e perda da personalidade jurídica e autonomia do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe.

3.- Compete ao Comitê dos Representantes fixar o âmbito, finalidade e duração das coligações.

4.- A decisão sobre coligação compete ao Comitê dos Representantes, sendo exigido o voto favorável de 2/3 dos seus membros em efectividade e presentes e votantes.

Artigo 59.º
(Filiação em Organizações e Organismos Internacionais)

1.- O Movimento do Protectorado pode filiar-se em Organizações e Organismos Internacionais de forças políticas que não perseguem objetivos contrários, como o terrorismo, a xenofobia, o radicalismo  ou desordem e violência contra a Paz e Segurança Internacional.

2.- A decisão sobre filiação a forças políticas de organizações e organismos internacionais compete ao Comitê dos Representantes, sendo exigido o voto favorável de 2/3 dos seus membros em efectividade e presentes e votantes.

3.- Para filiações as organizações internacionais cuja acção filantrópica susceptível de ajudar o MPLT, o presidente pode avançar ouvindo os membros do Comitê Político.

O protocolo ou união faz parte das cerimônias formais e seu objectivo é evitar que o evento vire uma bagunça, pois obriga os membros a seguirem determinadas regras.

Através do protocolo ou união a cerimônia ganha forma organizada, um tanto que padrão e contribui para que o evento ocorra de maneira correta, sem bagunça e sem constrangimentos.

Exige de toda uma postura especifica; educação, respeito, boa apresentação e principalmente determina que todos sigam as regras de organização e execução.

Sem o protocolo com certeza, ninguém saberia o que fazer e nem como agir, dificultando assim que as cerimônias fossem bem vistas, tal como são atualmente.

A associação ou combinação de vários elementos, semelhantes ou diferentes, com o intuito de formar um conjunto a isto se chama UNIÃO.

União é o acto ou efeito de se unir duas ou mais partes distintas. Uma união pode acontecer de diversas formas, como a ligação ou combinação de esforços e pensamentos para um bem comum, por exemplo: Junção, ligação e conexão são alguns dos sinônimos da palavra união, e que nos ajudam a entender o significado amplo deste termo.

De facto, o artigo 58.º e 59.º do Estatuto do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe apregoa a cooperação e filiação em outras Instituições como, por exemplo: A família Socialista, a família dos Verdes, a família dos Liberais, a família dos Republicanos, a família dos Democratas, a família dos Comunistas, a família dos Cristãos, a família da Direita, da Esquerda ou do Centro, etc, etc., mas respeitando a ideologia de cada organização e os fins perseguidos.

A Coligação será feita com as forças vivas internas cujo objectivo primordial é o da Independência da Lunda Tchokwe: “DURO LEX SED LEX”.


sábado, 11 de julho de 2020

QUESTIONAR A VERACIDADE DO REGISTO DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO PORTUGUÊS DA LUNDA TCHOKWE NO DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA FEDERAL NOS ESTADOS UNIDOS DE AMÉRICA? É COISA DE GENTE TOLA, IMBECIL E CÉPTICOS




Uma campanha de desinformação e deturpação sobre o registo do Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe no Departamento de Justiça Federal dos Estados Unidos de América, esta sendo levado a cabo por elementos de SINSE do MPLA e de distraídos na Lunda para desencorajar as populações contra os factos verídicos.


Dizem que o Movimento do Protectorado quer ganhar popularidade, mobilizando com mentiras o povo sobre o seu registo no estrangeiro, que a Liderança do Protectorado Português da Lunda Tchokwe quer com esta mentira segundo estes difamadores para irmos extorquindo algum dinheiro aos apoiante da causa da Autonomia, é coisa de indivíduos tolos, imbecis e cépticos, que pensam que fazendo esta campanha suja vão nos derrubar.


Para Justiça americana acreditar uma organização estrangeira nos termos da Lei de 1938, primeiro é o perfil da seriedade e responsabilidade das pessoas envolvidas na Liderança da organização, depois é a não participação em acções terroristas nem  fazerem parte delas com provas, o não envolver-se em branqueamento de capitais, nem ser uma organização radical ou Xenófoba, ou ainda ser uma organização violenta e de guerra, entre outras qualidades e requisitos para ser registado e o pagamento anual das tributações, não foi fácil, o nosso registo levou anos de observação.


Não podemos brincar com Instituições Internacionais, somos uma Instituição com responsabilidades acrescidas em Angola, Africa e no Mundo, 14 anos de luta pacifica, muitos dos nossos Activistas Cívicos estiveram presos, condenados, continuamos a ser perseguidos politicamente pelo Governo Angolano, este não é o momento de irresponsabilidade, são mais de 10.000.000 de habitantes desde o Kuando Kubango, Moxico, Lunda – Sul e a Lunda – Norte, um mosaico etnolinguístico mais complexo de Africa Austral, aos quais temos de respeitar, honrar para que eles possam verem em nós como os seus libertadores, não é simples assim, envolver em mentira uma Instituição de um grande País como os Estados Unidos de América.


Não vamos perder tempo com campanhas politicas do MPLA e dos elementos do SINSE infiltrados da secreta Angolana na Lunda, que a todo custo pretendem destruir o Movimento do Protectorado que já deu provas suficientes da sua maturidade na Comunidade Internacional, adiar para sempre o sonho de liberdade e independência do povo Lunda Tchokwe, jamais.


As nossas populações, os nossos membros, amigos e simpatizantes do Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe, a UMULE e a JUPLE não percam tempo com os elementos do SINSE/SINFO e dos cépticos que queriam nos ver derrotados para aplaudir o fim da nossa organização, toda esta campanha é dor de cotovelo, nós “VENCEREMOS”.


O nosso registo é um facto verídico

“O Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe, esta desde 2018 Registado pelo Departamento de Justiça Federal dos Estados Unidos de América na Secção “FOREIGN AGENTS REGISTRATION ACT “ nos termos da Lei de 1938 e membro Observador da “UNPO – The Unrepresented Nations and Peoples Organization ” desde 2014 em Amesterdão – Holanda, como Organização Politica e Cívica de luta pela Autodeterminação da Lunda Tchokwe, mantêm relacionamento positivo com European Free Alliance – “EFA” – uma agrupação de mais de 45 Associações e Partidos da União Europeia com assento no Parlamento Europeu em Bruxelas – Bélgica, Instituição que em 2015 escreveu ao ex. – Presidente de Angola José Eduardo dos Santos, aconselhando o MPLA a dialogar com o Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe, Movimento Reconhecido Legalmente pelo Governo de Angola, Oficio N.º 0257/Gabinete do Chefe da Casa Civil/PR/038/2018”.


O Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe, luta pacificamente há 14 anos (2006 – 2020), a nossa prioridade tem sido a busca do “DIÁLOGO” com governo do MPLA como o caminho certo para a solução da questão da Lunda 1885/1894 – 1975.


Enquanto o Presidente João Lourenço e o MPLA continuar a nos ignorar, não resta outra alternativa, senão a diplomacia, continuar a luta por todos os meios a nossa disposição e a de escrevermos a nova pagina da nossa história com o nosso sangue e sacrifícios “DURA LEX SED LEX”.


DENÚNCIA: GOVERNO DE JOÃO LOURENÇO E O MPLA COM PLANO DE ACABAR COM O MOVIMENTO DO PROTECTORADO PORTUGUÊS DA LUNDA TCHOKWE USANDO AUTORIDADES DO PODER TRADICIONAL COM APOIO DE UM JORNALISTA E ACTIVISTA DOS DIREITOS HUMANOS





Dundo, 2/07 – Uma fonte do Governo de Angola, que pediu anonimato, denuncia aquilo que chamou de Golpe implacável ao Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe, protagonizado sob ordens superiores do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço que os Governadores; da Lunda – Norte, Lunda-Sul, Moxico e do Cuando Cubango estão a executar, que consiste em mobilizar Autoridades do Poder Tradicional (Regentes, Regedores, Sobas e Reis da região) com apoios logísticos do Governo, estas autoridades devem fazer digressões a nível das Comunas, Bairros, Aldeias e nos Municípios com o objectivo de persuadir as populações; primeiro aderirem a campanhas para as autarquias, segundo desencorajar as mesmas de não aceitarem ou apoiarem o Movimento do Protectorado.


De acordo com a denúncia, estas autoridades do poder tradicional lhes foi prometida Viaturas, Motorizadas, Casas e dinheiros se cumprirem cabalmente a missão de destruir o Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe. As mesmas em certas ocasiões deverão fazer declarações públicas a TPA e a Rádio Nacional de Angola, aonde eles deverão solidarizarem-se com as medidas do Governo do MPLA, agradecendo assim o Presidente João Lourenço e condenando o Movimento que quer dividir a Lunda Tchokwe de Angola.


O Governador Ernesto Muangala tem sido o principal protagonizador deste projecto que visa essencialmente o fim do Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe, que durante o mês de Junho esteve envolvido em Reuniões com varias Autoridades do Poder Tradicional.


Actualmente, alguns destes regentes e regedores já receberam Viaturas e Casas do MPLA, recebem dinheiros e estão comprometidos a destruir o Processo Politico Lunda Tchokwe, impedindo assim o sonho de milhões de nossos concidadãos de se verem livre do colonialismo preto e Africano.


O Presidente João Lourenço esta sob pressão da Comunidade Internacional sobre a questão do Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe, tem recebido nos últimos tempos cartas e documentos de Instituições e Organismos Internacionais preocupados com a questão, a mesma comunidade teme que, a tomada de decisões tardias podem desembocar no conflito armado, no que concerne em violências e guerras como é o caso do BOKO HARAM na Nigéria e outros casos semelhantes no mundo.


O Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe foi criado há 14 anos, advoga um dialogo pacifico com as Autoridades do regime Angolano que deveriam desembocar no estabelecimento de uma autonomia ampla como a Escócia, mas que o Governo do MPLA furta-se do dialogo, optando na perseguição politica dos membros e activistas do Protectorado, nas prisões arbitrarias e, como agora, actuando sempre sem visão periférica da questão.


As nossas Autoridades Tradicionais; Regentes, Regedores, Sobas e Reis, tudo aquilo que o MPLA e João Lourenço vos oferecerem (Viaturas, Casas, Dinheiros ou Outros benefícios), recebam sem receio a troco absolutamente de nada, é vosso por direito, mais cedo ou tarde a Soberania da Lunda Tchokwe será restabelecida a qualquer preço, teremos de escrever a nova pagina da nossa historia com o nosso sangue e sacrifícios “DURA LEX SED LEX”.



JORNALISTA E ACTIVISTA DOS DIREITOS HUMANOS ENTRA EM CENA A FAVOR DO REGIME E CONTRA O PROTECTORADO

Um famoso Jornalista e Activista dos Direitos Humanos, que outrora lutava contra a corrupção do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, que denunciava veementemente as atrocidades contra as populações no interior da Lunda, hoje tem pacto com o regime, e tem sido uma das figuras que desde 2019 tenta unir varias Autoridades do Poder Tradicional da Lunda Tchokwe, para os persuadir a não aceitarem as ideias do Movimento do Protectorado.


O referido Jornalista e Activista dos Direitos Humanos, tem estado a prometer estas Autoridades de aceitarem as condições que o Governo do MPLA e João Lourenço vão colocar a disposição das populações da Lunda Tchokwe e promete ser o elo de ligação ou intermediário que poderá conseguir uma Audiência do Presidente com um grupo dos Sobas que serão escolhido na reunião que terá lugar entre Julho à Setembro ou Outubro de 2020 na Lunda aonde o mesmo será a principal peça para presidir a mesma.


Esta reunião vem sido preparada desde 2019, com os primeiros contactos entre o Jornalista e as Autoridades Tradicionais quando estes participaram  no evento denominado “COTA” realizado em Luanda  e organizado pelo Reverendo Ntony-a-nzinga.


Os resultas, conclusões e recomendações do referido encontro serão enviado pelo mesmo Jornalista ao Governo do MPLA e ao Presidente João Lourenço.


O Jornalista e Activista dos Direitos Humanos, em 2019 convocou alguns membros do Poder Tradicional idos da Lunda para o seu Escritório em Luanda num encontro com algumas personalidades vindas da Europa, durante o encontro, ele estava ausente, encontrava-se em Londres, mas por via telefónica advertiu essas Autoridades para não falarem absolutamente nada acerca da luta Autonomista do Protectorado Português da Lunda Tchokwe com aquelas entidades.


Durante a guerra de libertação de Angola, o MPLA, a UNITA e a FNLA, eram Auto denominados movimentos de libertação, não poderiam ter de pedir ao seu colonizador autorização alguma para o combater, claro que, o Movimento do Protectorado é também auto denominado do Povo Lunda Tchokwe, não tem de pedir autorização alguma ao MPLA para o combater sobre um direito legitimo, natural, histórico e  reconhecido internacionalmente.

O Camaleão é o único animal que muda de cor constantemente...


A RESPONSABILIDADE DE PORTUGAL, UNIÃO EUROPEIA E A COMUNIDADE INTERNACIONAL SOBRE A LUNDA TCHOKWE

Lunda Tchokwe compreende as localidades de Cuando Cubango, Moxico, Lunda Sul e Lunda Norte, é um Estado, uma soberania sob protecção de Portugal desde 1885 até a presente data com princípios “Democráticos”, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores éticos, supremos universais de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, e temente da protecção de Deus.


O Tratado de Protectorado Português da Lunda Tchokwe continua vigente (Artigo 1º e 8º do Tratado de Protectorado celebrado entre Portugal e a Corte do Muatiânvua de 18 de Janeiro de 1887, CARVALHO, Henrique A D de – A Lunda, pp. 304-308 e artigo 1º, 10º e 11º do Tratado de Protectorado celebrado entre Portugal e Muatxissengue e os seus Muananganas, de 2 de Setembro de 1886 CARVALHO, Henrique A D de – A Lunda, pp. 225-228. E outros tratados entre 1885 - 1894).


Temos manifestado sempre e publicamente o nosso interesse pelo papel importante que a UNIÃO EUROPEIA e a Comunidade Internacional pode exercer na resolução pacifica da questão do PROTECTORADO PORTUGUES LUNDA TCHOKWE 1885 – 2020, a sua autodeterminação, bem como a de exigir a responsabilidade de Angola e de Portugal sobre a questão.


Em quando a Lunda Tchokwe permanecer como Protectorado Português 1885 – 2020, somos parte integrante da UNIÂO EUROPEIA e a solução do nosso problema depende da EUROPA, porque somos um território sob domínio de um país da EUROPA, concretamente PORTUGAL, que deveria exigir de Angola o fim de perseguições politicas contra Activistas Cívicos do Protectorado, exigir de Angola e da Comunidade Internacional dialogo urgente para a solução da questão de Autodeterminação da Nação Lunda Tchokwe.


Os problemas de conflitos em Africa continuarão sendo problemas da Europa. A solução de problemas políticos e de desenvolvimento de Africa continuarão sendo resolvidos na Europa. A Europa é o epicentro do nosso passado, do nosso presente e do nosso futuro.


Se da Europa não vier soluções, Africa mantém-se estagnada em conflitos armados perpétuos, conflitos religiosos com terror continuado, em subdesenvolvimento casado com a endémica corrupção, a colonização de uns povos contra os outros continuarão.


Eternamente a Europa continuará a resolver por muitos e muitos anos questões Africanas.


O processo da descolonização de ex-colónias portuguesas em Africa (Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tome, Guine Bissau) nos termos da Lei n.º 7/74, publicada no Diário do Governo n.º 174/1974, 1º Suplemento, Série I de 27 de Julho de 1974, nos termos do artigo 2º “O reconhecimento do direito à autodeterminação, com todas as suas consequências, inclui a aceitação da independência dos territórios ultramarinos e a derrogação da parte correspondente do artigo 1.º da “V” Constituição Política de 1933 de 11 de Abril e do artigo 2º da Carta Constitucional de 1826 de 29 de Abril, não poderia ser abrangente ao Protectorado Português da Lunda Tchokwe, porque não era sua colónia, mas, sim seu PROTECTORADO.


Exige-se de Portugal a sua responsabilidade moral sobre a Lunda Tchokwe.
Exige-se da União Europeia e os seus Povos a Responsabilidade moral sobre o vosso passado da colonização de Africa e as feridas deixadas que devem ter solução sem ambiguidades.
Exige-se da ONU, do Comité da descolonização e da Comunidade Internacional a sua responsabilidade moral para com os povos sob jugo colonial a tomada de medidas coerentes para que estes povos tenham suas independências.


Exige-se das grandes Multinacionais, sejam elas da China, Rússia, EUA, Japão, Correia, Alemanha, Reino Unido, França, ou do Médio Oriente e Ásia no geral, que podem ter as mesmas riquezas com os dono destas terras sem a intermediação dos regimes colonizadores actualmente como é o caso dos Kimberlites de Catoca e Luaxe na Lunda Tchokwe.


DENÚNCIA: GOVERNO DO MPLA DE JOÃO LOURENÇO COM O MESMO MODUS OPERANDI DE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS EM RELAÇÃO A ACUSAÇÕES FALSAS CONTRA O PROTECTORADO PORTUGUÊS DA LUNDA TCHOKWE




Luanda, 9/07 – Incidentes entre as Forças Armadas Angolanas (FAA) e as Forças militares da Republica Democrática do Congo, na longa fronteira na região do território da Lunda Tchokwe, mas precisamente a fronteira com a Lunda – Norte, o Governo do MPLA do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço atribui as incursões ao Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe.


Os Comandos Militares, Policiais e os Serviços Secretos Angolanos na Lunda – Norte, estão a relacionar os acontecimentos do dia 5 de Julho corrente no Município do Chitato, que resultaram na morte de um Agente da Policia Angolana, os incidentes do dia 10 de Julho na região de TUNGUILA ao Município do Cuango entre outros incidente fronteiriços, como sendo actos coordenados entre os Lunda Tchokwe residentes na RDC com o Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe.


A atribuição infeliz destes incidentes ao Movimento do Protectorado Português da Lunda Tachokwe, é uma manobra política do MPLA, cuja finalidade é o de destruir a imagem do Movimento perante a Comunidade Internacional e perante os ganhos diplomáticos alcançados nos últimos anos da nossa luta pacifica para o estabelecimento da Autonomia da Lunda como a Escócia.


Esta campanha é a mesma que entre 2010 à 2012, o SINSE/SINFO do MPLA e as FAA inventaram que o Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe tinha um EXERCITO (Fantasma e inexistente), tinha Regiões Militares e até nomes de Generais Inexistentes falsificaram, exemplo o tal de IFINTE FINTE, o que no terreno o General Furtado não provou enquanto Chefe do Estado Maior General das FAA.


O Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe existe há 14 anos, continuaremos a pregoar que vamos a luta pacificamente até a vitoria e o alcance da nossa autodeterminação, todas as manobras do MPLA serão prontamente denunciadas, todas as manobras do SINSE/SINFO, todas as tentativas de criar alas e estabilizar internamente o Movimento serão combatidas energicamente e denunciadas porque a razão sempre vence.


A corrupção fronteiriço de gasolina, dos diamantes e de venda de medicamentos e produtos alimentares entre as forças militares e Policiais angolanas e as da RDC nada tem haver com o Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe, não existe nenhuma coordenação entre a população Lunda Tchokwe da RDC com o Movimento, os laços familiares de vários activistas com aqueles na RDC não se revêem com a acção politica da nossa reivindicação.


O Governo do MPLA do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço esta com o mesmo Modus Operandi do seu antecessor José Eduardo dos Santos ao invés de promover o dialogo da questão Lunda começa a usar subterfúgios e manobras perigosas para continuar a manter sob jugo colonial angolana a Lunda Tchokwe, para continuar a explorar os diamantes, as terras e outras riquezas do nosso subsolo.


Ao tentar atribuir os incidentes fronteiriços entre Angola e a RDC, o Governo do MPLA e do Presidente João Lourenço, pretendem distrair a Comunidade nacional e internacional com a sua incompetência de resolver o problema abertamente e transparente, porque não tem solução a vista.


Qualquer “LINK” das questões fronteiriços com os povos da Lunda Tchokwe na RDC e no solo da Lunda sob colonização de Angola não passa de uma manobra de distracção.



sábado, 21 de março de 2020

COVID19 E A SITUAÇÃO NO PROTECTORADO PORTUGUES DA LUNDA TCHOKWE, QUAIS MEDIDAS CONCRETAS PARA PREVENÇÃO DA PANDEMIA NAQUELE TERRITÓRIO POR PARTE DO GOVERNO ANGOLANO DO MPLA




Angola (Actual colono da Lunda Tchokwe) regista dois casos positivos de corona vírus na cidade Capital, anunciou, em conferência de imprensa, na manhã deste sábado, em Luanda, a ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta.


A Ministra da Saúde, fez saber, que os dois casos confirmados são de dois indivíduos do sexo masculino, com idades entre os 36 e 38 anos, que entraram em Angola nos dias 17 e 18 de Março, provenientes de Portugal.


Sílvia Lutukuta, apelou a população, cuidados redobrados com a protecção. Lavar as mãos e evitar os conglomerados foram as recomendações deixadas.


Luanda conta actualmente com Laboratórios, Técnicos e Médicos Especializados, medicamentos disponíveis nas farmácias de referência e um Hospital especializado no combate ao Vírus mortífero do presente século.


Acontece que, o Governo Angolano do MPLA a sua preocupação com esta pandemia se resume a Luanda, Benguela, Huila, Namibe e Cabinda.


QUARENTENA DE JÕAO LOURENÇO NO SEU DISCURSO


Todos os passageiros que desembarcarem nos aeroportos nacionais até as zero horas do dia 20 de Março de 2020, devem preencher no momento do desembarque o formulário para o controlo sanitário obrigatório, entregue pelas autoridades competentes, e ficar em casa por um período mínimo de catorze dias, cumprindo as orientações dadas para o efeito pelo Ministério da Saúde.


É proibida a visita aos cidadãos abrangidos pelo disposto no número anterior durante o período de tempo em que estiverem em quarentena.


As administrações e direcções das instituições da Administração Central e Local do Estado, bem como as entidades patronais das empresas públicas e privadas devem considerar como justificada a ausência ao trabalho dos cidadãos, que resulte da observância do período de quarentena, nos termos do disposto no presente diploma.


A PERGUNTA É...

Quais e aonde se localiza as Unidades Hospitalares de Quarentena em Menongue, Luena, Saurimo e Dundo?..


Tendo em consideração a fronteira extensa entre a RDC, Zambia e Botswana e Namíbia ao Sul, Leste e Norte do referido territórios.


Quais as capacidades técnico, tecnológicos Profissionais de Saúde que as citadas cidades podem contar em caso de emergências com o Corona Vírus, com base em medidas concretas do Governo Angolano do MPLA para aquela região?..


Quais foram no concreto as medidas do Governo Angolano do MPLA de fechar a fronteira Norte, Leste e Sul no território do Protectorado Português da Lunda Tchokwe sob sua alçada?..


A população do Kuando Kubango, do Moxico, da Lunda Sul e da Lunda Norte carece de informação e de medidas de prevenção nestas localidades que o Governo Angolano do MPLA não as anunciou de forma específica.


A finalizar, todos os dias cruzam nestas fronteiras milhares de cidadão, tanto nacionais Lunda Tchokwe como daqueles países e o nosso povo continua na ignorância do que se esta a passar, sobretudo as populações junto as fronteiras, é URGENTE A TOMADA DE MEDIDAS ESPECIFICAS E PRACTICAS COM PLANOS ALTERNATIVOS JÁ, JÁ!!!!


O Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe 1885-2020, esta preocupado e vai emitir o seu comunicado detalhado para denunciar a descriminação do Governo Angolano do MPLA sobre as medidas concretas que deveriam ser tomadas antes que apareça casos neste território.



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

MOVIMENTO DO PROTECTORADO PORTUGUÊS DA LUNDA TCHOKWE ESCREVE AOS GOVERNOS DOS ESTADOS UNIDOS DE AMÉRICA E DE PORTUGAL




Fonte da Presidência do Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe 1885 – 2020, disse que uma série de cartas foram enviadas a vários países do Conselho da Segurança da ONU, com destaque aos Governos dos Estados Unidos de América e de Portugal.

Na semana passada, quando da visita da Chanceler Alemã a Angola, Ângela Markel, o Presidente do Movimento do Protectorado português da Lunda Tchokwe Engº José Mateus Zecamutchima, anunciou ter feito entrega de uma Carta ao Governo da Alemanha na Rádio Voz de América e Rádio Despertar.

De acordo com a fonte da Presidência do Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe, outras cartas foram igualmente enviadas aos governos e membros do Conselho da Segurança da ONU em Nova York.

O conteúdo destas cartas não tem sido revelada, presume-se do esforço politico diplomático do Protectorado Português da Lunda Tchokwe 1885 – 2020 de busca do dialogo com o Governo de Angola que ocupa a Lunda (Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Lunda Norte) desde 1975, que continua a recusar as negociações direitas com o Protectorado, para além, de amiúde colocar os activistas cívicos e políticos desta organização nas prisões arbitrarias.

O Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe 1885 – 2020, considera que o MPLA do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, não esta preparada para negociar com a Lunda, por esta razão deve mexer com outros governos e instituições internacionais para servirem de mediação e facilitadores do dialogo entre Angola e a Lunda Tchokwe.

A fonte que temos vindo a citar, disse que as Cartas tiveram anuência e assinatura de algumas Famílias Reais Lunda Tchokwe, incluindo o Rei Muatxissengue Watembo.

O Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe, vai realizar este ano a sua primeira convenção extraordinária, onde será discutida a possibilidade de anunciar o Governo da Lunda Tchokwe, na falta do diálogo com o Governo ocupacionistas de Angola.



sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

CARTA DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE AO PRESIDENTE DE ANGOLA JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO





Ao
Excelentíssimo senhor
João Manuel Gonçalves Lourenço
Presidente da República de Angola
Luanda

Excelentíssimo senhor Presidente!

                 Senhor Presidente da Republica de Angola, sabemos que “vitorias fáceis não dão gloria ao campeão, quem triunfa sem sacrifício, não atinge a gloria”, será que temos mesmo de fazer sacrifícios para atingirmos a Autonomia do Reino Lunda Tchokwe, que é um direito natural e legitimo? Quem ganhará com o conflito armado da Lunda Tchokwe?

               Porque é que cada dia que passa mais cidadãos quer reivindicar o direito da Lunda Tchokwe por via de violência?

               A guerra do conflito angolano entre as Forças do Governo e as da UNITA, ceifou vidas, destruíram a economia, cujo resultados continuam a olhos nus de todos, mesmo depois de terminada o referido conflito 2002, amiúde o MPLA e a UNITA continuam a se acusar da desgraças que trouxe aquela ambição militar para se chegar ao poder, será, é isto que o governo de Angola quer na Lunda Tchokwe? Transportar a guerra Palestina-Israelita ou Ucraniana para esta região de Africa como já acontece com o problema dos grandes lagos, é este o desejo vosso e do vosso Governo? 

               Senhor Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, desde 2007 que o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, tem estado a pedir diálogo ao Governo do MPLA, e este não aceita, Vossa Excelência era Vice-Presidente do MPLA e hoje é o Presidente do MPLA e de Angola.

                Mais de 4 centenas de cartas endereçamos ao ex-Presidente José Eduardo dos Santos e a todas as instituições de Angola e representações diplomáticas incluído a ONU, União Europeia, União Africana e o poder Judiciário angolano que amiúde nos julga e nos condena, em actos que tomam conhecimento antecipada, geralmente 60 dias, porque é que os Presidentes do Governo do MPLA não aceitam dialogar?

               Mais de 370 Activistas Cívicos entre 2007 à 2019, passaram nas cadeias do Governo Angolano por causa das Manifestações Pacificas, que resultaram em 4 mortos e uma centena de feridos e destruição de residências dos nossos membros na localidade de Cafunfo e Cuango.

               É por medo de perder as riquezas da Lunda Tchokwe?..    
          
               Assim, Excelência senhor Presidente da Republica de Angola, temos a certeza de que as nossas cartas lhe chegam e as lê.

               Há 11 meses, ou seja no dia 12 de Fevereiro de 2019, o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, entregou o dossier ao Vosso Gabinete como temos vindo a fazer desde 2007, dossier que continha a Carta da Constituição Autónoma para a Lunda Tchokwe, acompanhado com o projecto do referido Governo, este dossier continua a ser ignorado e sem resposta ou de uma convocatória por parte das Autoridades Competentes do vosso Governo.

               No dia 21 de Dezembro de 2017, recebemos via telefónica uma comunicação da parte do Cerimonial da Presidência da Republica através do Sr Dr. Alcides Campos, que recebeu a nossa delegação (Sr. Fernando Muaco, Sr. Alberto Kupumbu, Dona Cristina Sanza e o Sr. Jorge Salomão) o senhor Dr. Alcides Campos, fez-se acompanhar dos Sr. Eduardo Simba e do Dr. Salif Dias, no dia 27 de Dezembro do mesmo ano (2017).

               Do referido encontro que teve lugar no Complexo Presidencial da Cidade Alta em Luanda naquele dia, fomos informados de que Sua Excelência o senhor Presidente Estava preocupado em resolver estas revindicações, que o Presidente havia de dialogar com a Sociedade Civil organizada, tal como estava o Protectorado Lunda Tchokwe, para ser ouvida e resolver a questão, desde aquele dia para cá,  2 anos, mais nada se transpirou.

               Excelência senhor Presidente da Republica de Angola, se estas Cartas nunca chegaram na sua mesa de trabalho ou ao teu conhecimento, o certo é que elas fazem entrada no “GUICHE” do Vosso Gabinete sita na Cidade Alta em Luanda, e temos as copias, tem estas copias a comunicação social, os Partidos Políticos, as Igrejas, o corpo diplomático bem como outras instituições angolanas e a comunidade Internacional.

               Senhor Presidente da Republica de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, membros Auxiliares do Executivo Angolano; Ministros e Secretários de Estado, Deputados na Assembleia Nacional pelos respectivos Partidos, Autoridades do Poder Tradicional do Povo Ibinda, Congo, Ndongo ou Kimbundo, Umbundo ou Bailundo, Kwanhama, o reino Lunda Tchokwe e seu mosaico etnolinguistico e étnico – Luvale, Mbunda, Nganguela, Luchaze, Minungo, Xinge, Tchokwe, Luba, Lunda, Mdembo entre outros, membros do BP do MPLA e da Sociedade Civil, Igreja Angolana e o corpo diplomático, qualquer conflito armado e violento e em qualquer momento na Lunda Tchokwe, nunca será protagonizado pelo Movimento do Protectorado porque não possuímos Exercito nem temos Armamento, será para sempre da responsabilidade do Governo do MPLA, arrogante e incapaz de dialogar naquilo que ele exige de outros países Africanos com conflitos semelhantes.

               Finalmente, informo a Vossa Excelência senhor Presidente da Republica de Angola, pacíficos fomos, pacíficos somos e pacíficos seremos, queremos o diálogo no presente ano de 2020, estamos preparados para formar o nosso Governo tal igual como a Escócia, o que não queremos é declarar um Governo Unilateral.

               O povo Lunda Tchokwe deseja a Vossa Excelência muita saúde e prolongados anos de vida, desejando como sempre êxitos nesta árdua tarefa de governação de Angola e do Reino Lunda Tchokwe sobre os vossos ombros de momento.


              Secretariado Executivo do Comité Politico do Protectorado Lunda Tchokwe em Luanda, aos 6 de Janeiro de 2020.



terça-feira, 17 de dezembro de 2019

MENSAGEM DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE ALUSIVA A QUADRA FESTIVA





Caros compatriotas,
Caros irmãos, povo Lunda Tchokwe!..

Estamos em pleno período de festas do final de ano de 2019 e a espera da chegada de 2020. Os desafios para o próximo ano de 2020 serão inúmeros, para cada cidadão da nossa terra, da Nação Lunda Tchokwe ao lado dos povos que lutam por justiça, liberdade, igualdade social e política.

Este período festivo representa paz e reconciliação, unidade, solidariedade, simplicidade que são valores que devemos continuar a seguir, denunciar a violência e a vingança, apenas as mensagens pregadas de arrependimento e de salvação, tanto espiritual como físico.

São estes valores de interesse para todos nós, são estes valores com que poderemos exigir dignidade com dignidade, a fim de servirmos unidos a luta para a emancipação da Nação Lunda Tchokwe.

Aos membros do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, o ano de 2020, será de muitos desafios, de mobilização total e generalizada, da procura de novas vitórias políticas, será o ano de muita entrega a causa, será o ano da realizar da convenção extraordinária, onde iremos tomar decisões do futuro da luta reivindicativa da nossa autodeterminação.

A Convenção Extraordinária deverá decidir o rumo do Movimento, decidirá o futuro que queremos para a Nação Lunda Tchokwe e as 6 teses  para a reconstrução do passado, construção do presente e do futuro.

Autonomia da Nação Lunda Tchokwe, não será uma obra de um homem, ou de um grupo de pessoas ou de indivíduos fanáticas. A Autonomia será construída por todos os filhos Lunda Tchokwe, começou a ser construída muito antes, em 1885 – 1894, quando foram assinados os tratados de Protectorados com Portugal.

O contencioso ou a questão da Lunda 1891 – 1894, foi o reconhecimento internacional da nossa existência como Nação quando Portugal confrontado com a Bélgica sobre a posse da nossa terra, o contencioso sob a observação da França,   Alemanha, Inglaterra e a presença do Vaticano, deram razão a Portugal como o Protector da Lunda, nunca como colonizador.

Por isso, no dia 24 de Março de 2020, haverá manifestação vigília silenciosa durante este dia em homenagem aos 125 anos do reconhecimento internacional da Lunda Tchokwe.

A nossa Autodeterminação será construída por varias pessoas de bem que nos amam; Angolanos,   Bakongos,   Ndongos, Kwanhamas, Umbundos e pessoas de diversas Nações com  distintas opções ideológicas, com o apoio de organizações cívicas, politicam e de Governos em África,  Europa e a Comunidade das Nações Unidas.

Essa será a nossa tarefa primordial em 2020, com uma “DIPLOMACIA” profunda com os representantes da Missão Externa do Movimento do Protectorado radicados na diáspora.

A imprensa e a comunicação social que joga um grande papel na divulgação da verdade, na informação e formação de um homem novo, será a nossa arma principal, contamos com os jornalistas, Sites de divulgação, advogados e juristas, aos quais desejamos festas felizes.

A situação económica e social da NAÇÃO LUNDA TCHOKWE é zero. O propalado crescimento económico operado em Angola não se traduz em benefício no território Lunda Tchokwe, onde falta tudo; desde infraestruturas, escolas, hospitais, estradas, falta de emprego, pobreza extremo, miséria e fome, milhares de crianças não têm acesso à escola, onde a qualidade de ensino é péssima, água potável e energia são miragens para mais de 90% da população Tchokwe.

Persiste a situação de elevadas taxas de mortalidade infantil e materna na Lunda Tchokwe, segundo dados oficiais; morreram em 2019 na localidade de Cafunfo, Cuango e Saurimo acima de 10.000 crianças com diferentes patologias, por falta de hospitais de referência, falta de médicos por especialidades e falta de medicamentos, a expropriação de terras aos camponeses continua, o cenário da Nação Lunda Tchokwe  situa-se entre os piores de Angola e da região da Africa Austral.

Com este regime colonizador de Angola nada vai mudar, nem que passem mais 44 anos da sua presença usurpadora e dependência.

Você que é filho Lunda Tchokwe; Ministro, Militar, Policia, Marinha, Força Aérea,  Policia de Intervenção Rápida, Policia da Guarda Fronteira, Agente dos Serviços Secretos, Governador ou Administrador Municipal ao serviço do regime colonial de Angola e do MPLA, você que é Jornalista, Advogado, Professor Universitário, Estudante Universitário, Medico, Enfermeiro, Funcionário na função publica, Politico ou Deputado, jovens organizados em associações da sociedade civil ou outra actividade, mamãe Zungueira, motoqueiro, você que trabalha no mercado para dar sustento a família ou desempregado vai ficar indiferente perante este quadro desolador da sua própria terra?..

O futuro da Lunda Tchokwe  encontra-se ancorado dentro de cada um de nós, na união de forças e de acção conjugada irreversível e incondicional. Junta-se a esta nobre causa, a libertação!..

A nossa luta é legitima, é contra a usurpação e o neocolonialismo moderno Africano, acompanhado da Incapacidade e impotência com pendor repressivo sobre o Movimento Reivindicativo Lunda Tchokwe,   com a promoção gratuita da  violência que cresce todos os dias, o governo angolano matou cidadãos nacionais tchokwes por reivindicar o direito inalienável da nossa historia jurídica a independência.

Muitos concidadãos bateram palmas, agradeceram a acção assassina do regime angolano na Lunda Tchokwe, imaginem sofrimento daquela família que perdeu seu filho jovem de tenra idade? O sangue deste jovem verteu para nos tirar do cativeiro, a nossa solidariedade para com todas estas famílias.

Finalmente o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe inclina-se perante a memória dos membros anónimos desaparecidos em defesa da Autodeterminação Lunda Tchokwe e acolhemos com agrado os sentimentos de reconhecimento de muitos outros filhos da nossa terra, a sua solidariedade  nos dá mais força e coragem para continuarmos a sacrificar a nossa vida e a da nossas próprias famílias, que há muito perderam o nosso carinho e amor.

Orgulhamo-nos também do apoio do nosso povo, da Autoridade do Poder Tradicional Lunda Tchokwe, perseguida todos os dia pelo MPLA, pelo facto de estes apoiarem sem reserva o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe.

Os desafios em 2020 serão maiores ainda, como a obsessão permanente do regime ditatorial na implementação de mecanismos sofisticados de controlo da sociedade, desde a proliferação de câmaras de vigilância, a perseguição homem-a-homem, as escutas telefónicas dos activistas do movimento, sociedade civil, organizações não governamentais, pelos serviços de segurança; SINSE/SINFO, SISM, com ameaças sistemáticas, prisões, torturas e outras formas repressivas e dos assassinatos persistentes na Lunda Tchokwe.

Aos membros do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, a UMULE – União da mulher Lunda Tchokwe,   JUPLE – Juventude Patriótica Lunda Tchokwe e o nosso povo,  desejamo-vos empenho, disciplina e organização para que em 2020 podermos vencer a nossa causa.

DEUS Abençoe todas as famílias de Angola e as da Nação Lunda Tchokwe, que a prosperidades venha para todos no ano de 2020.

FESTAS FELIZES!..

Comité Politico do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, em Luanda aos 17 de Dezembro de 2019.