sexta-feira, 19 de agosto de 2016

JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS E O VII CONGRESSO DO MPLA E OPORTUNISMO DE ALGUNS FILHOS LUNDA TCHOKWE

JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS E O VII  CONGRESSO DO MPLA E OPORTUNISMO DE ALGUNS FILHOS LUNDA TCHOKWE




Luanda  - No arranque do VII congresso do MPLA que teve lugar dia 17/08/2016, José Eduardo dos Santos no seu discurso de abertura, disse tudo mas nada disse sobre a Nação Lunda Tchokwe, em cujo alguns filhos Lundas a tecerem-lhe elogios bajulantes, ao ponto de lemberem-lhe as botas, satisfeitos com a escravidão, o obscurantismo, o colonialismo e o açambarcamento ilícito da riqueza do nosso povo, deixando-o em extrema pobreza, cujo território chora o massacre de mais de 5000 filhos assassinatos por MPLA em “Kambau e Jaribu” na localidade do Lucapa em 1995, assassinatos continuados de mulheres na localidade do Cuango, entre outros males causados por regime tirânico, ditatorial e colonizador de JES/MLA.



O conclave, que termina a 20 de Agosto, vai eleger José Eduardo dos Santos, único candidato à sua sucessão ao cargo de presidente do MPLA e cabeça de lista as eleições de 2017 em Angola, para mais 5 anos a infernizar o povo Lunda Tchokwe com a sua dependência colonial.



Com mais (8.000.000) oito milhões de habitantes a Nação Lunda Tchokwe – Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, de acordo com último censo do governo de Angola em 2014, e, mais 502.686.000 Km2, sendo a segunda economia de peso no orçamento geral, em cujo 90% dos diamantes que o regime tirânico vende no exterior é proveniente deste território, porém, não se conhece empresário nenhum ou accionista de algum Banco.



José Eduardo dos Santos, prometerá no dia 20 de Agosto de 2008, durante a campanha eleitoral daquele ano que a Lunda Tchokwe haveria de mudar e que colocaria os melhores filhos para o seu desenvolvimento, mente pequena de uma Autoridade Tradicional Thumba Kalunga, Muatchikuata Mualuquessa, que traiu o povo a terra e a cultura Tchokwe, para elogiar a moção do ditador colono, e, ainda fala em nome do poder tradicional Lunda Tchokwe da qual não tem se quer influência, talvez falou em nome dos “Comités de especialidade dos Sobas”.


Os últimos 40 anos da independência de Angola, a Nação Lunda Tchokwe, serviu fielmente os desígnios do MPLA e a UNITA. O mesmo aconteceu durante a guerra de guerrilha com 66% de guerrilheiros do MPLA e a UNITA filhos Lundas, que serviram as fileiras da luta de libertação dos angolanos do fascismo português. Depois disso, o MPLA ignora, usando a persuasão da suposta amizade escamoteada mas nos bastidores somos tratados de macacos e matumbos.


José Eduardo dos Santos transformou a Lunda Tchokwe numa quinta pessoal, aproveitando-se do artigo 15º da sua constituição atípica, onde a Policia, SINSE/SINFO, SIC e as FAA, são Cães de guarda e o povo escravo. Assim explica o porque de 95% da Juventude não tem emprego, 70% de jovens entre os 5 á 15 anos não tem acesso a escola, não existe água potável, as mortes sobem assustadoramente por falta de hospitais, médicos e medicamentos. O desenvolvimento de Angola desde 2002 é totalmente diferente com a Nação Lunda Tchokwe, o congresso do MPLA, a Moção anunciada pelo Presidente José Eduardo dos Santos não trará nenhuma novidade para nós.


Alguns filhos  Lunda Tchokwe humilham-se muito ao MPLA, o MPLA nunca esteve do lado deles, usa-os quando precisa do voto nas eleições, enquanto ouvimos muitos deles a vaticinar, que a Lunda havia de brilhar mais do que o diamante!...nada  avançou, a Lunda continua sem brilho, esta mais preto do que nunca.


Discursando no acto central de abertura do VII congresso ordinário do MPLA, José Eduardo dos Santos não se referiu aos processos Políticos da Lunda Tchokwe, nem se quer  disse o que se passa em Cabinda, onde Activistas que reivindicam o direito legítimo da Autonomia estão presos acusados de Rebelião, enquanto o Presidente alega que seu seu partido "nunca lutou contra o povo" e que “o MPLA nunca abandonou o povo”, e os 174 cidadãos Lunda Tchokwe que desapareceram misteriosamente em Junho de 2015 no Município do Cuango e  na localidade de Cafunfo?.. Onde estão?..



O Movimento do Protectorado, chama atenção a Juventude Lunda Tchokwe,  não caírem em discursos demagógicos do Presidente José Eduardo dos Santos, e que continuem o trabalho na Mobilização do nosso povo, sem Autonomia não há voto nas eleições em 2017. Muita vigilância, que a tirania JES/MPLA, tudo vai fazer, vai desencadear violência e repressão brutal e mortes desnecessárias, esta é a lógica que segue os colonizadores, por meio disso, os opressores têm a superioridade esmagadora.


A luta para a nossa liberdade, implica necessariamente, um enfrentamento com a brutalidade do poder militar e de policia, implica que, sofreremos com perseguições, cairemos na malha das prisões, seremos sentenciados sem crime nem culpa formal,  as punições, ameaças, as prisões, factores estes que jogam um papel importante a favor do regime tirânico, que o ajuda a submeter o povo a que se governa com uma mão de ferro, de intrigas e bufaria constantes, a troco do silêncio e da desgraça da maioria, etc, teremos de ser muito corajosos senão o resultado final será drástico, as acções serão ineficazes e os sacrifícios já consentidos serão em vão.


Povo Lunda Tchokwe, esqueçam para sempre as promessas do VII do MPLA.



quarta-feira, 17 de agosto de 2016

DIRIGENTES E RESPONSÁVEIS DA JUVENTUDE PATRIÓTICA LUNDA TCHOKWE PARTICIPARAM DO SEMINÁRIO METODOLÓGICO SOBRE A ORGANIZAÇÃO DAS ESTRUTURAS DE BASE - JUPLE

DIRIGENTES E RESPONSÁVEIS DA JUVENTUDE PATRIÓTICA LUNDA TCHOKWE PARTICIPARAM DO SEMINÁRIO METODOLÓGICO SOBRE A ORGANIZAÇÃO DAS ESTRUTURAS DE BASE -  JUPLE


Dirigentes e responsáveis a diversos níveis da JUPLE – Juventude Patriótica Lunda Tchokwe, participaram no seminário metodológico sobre a organização das estruturas de base.


O seminário decorreu em Luanda de 5 à 6 de Agosto de 2016, sob auspicio do Secretariado Nacional da JUPLE.


A JUPLE é o braço juvenil do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, congrega no seu seio jovens  de todos os extractos sociais e sem descriminação.


O seminário serviu para capacitar seus responsáveis e dirigentes a cumprir com as normas organizativas, aplicar na pratica os métodos de trabalho previamente estabelecidos no regulamento e no estatuto, bem como outras normas importantes.


Outros temas como; o estado, estados de facto e de jure, formas de governo, sistemas de governo e regimes políticos foram ministrados no seminário, que contou com as presenças de responsáveis da JUPLE idos do Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte.


O Secretario Nacional da JUPLE, Sr Zola Rocha Lunga Umue agradeceu a presença de todos neste importante encontro da JUPLE, durante uma reunião a margem dos trabalhos do seminário.




terça-feira, 16 de agosto de 2016

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A lenta agonia dos jornais privados angolanos

A lenta agonia dos jornais privados angolanos



Os jornais privados angolanos enfrentam dificuldades financeiras para se manterem no mercado. Com a crise económica, os custos de produção subiram. Os responsáveis dos jornais queixam-se da falta de apoios do Estado.



A atual situação financeira que o país vive esteve na base do encerramento de vários jornais tradicionais como o "Agora", o "Angolense", "A Capital", entre outros. O mais recente caso de semanários falidos é o caso da “Visão”, que não teve capacidade de sobreviver na atual conjuntura.



Outros jornais como o “Manchete", o "Liberdade" e o "Folha 8” (este último pioneiro na imprensa privada em Angola) imprimem exemplares "em miniatura", ou seja, em dimensão reduzida e, na maioria das vezes, sem a qualidade exigida.



Custos de impressão elevados



Em Angola os custos para a impressão de um jornal são considerados muito elevados. Numa gráfica angolana, a edição de três mil jornais pode facilmente custar cerca de um milhão de kwanzas (o equivalente a cerca de cinco mil euros).


A Lei de Imprensa em vigor prevê a atribuição de subvenções a órgãos privados por parte do Estado, mas apenas alguns meios de comunicação social beneficiam, de facto, desses mesmos apoios.



Albino Sampaio, chefe de redação do semanário “Liberdade”, lamenta o facto de o governo não prestar apoio a todos os órgãos independentes como, manda a legislação.


“Infelizmente, daquilo que sabemos, o Estado só entregou dinheiro a Ecclésia", afrma o jornalista. "Temos dificuldades em mantermo-nos no mercado, principalmente neste período, em que as gráficas aumentam os seus preços consideravelmente. Temos, pois, encontrado imensas dificuldades. Temos de multiplicar os esforços com vista a nos mantermos no mercado”.




Dificuldades de acesso a papel



O acesso ao papel para a impressão de jornais está difícil nas gráficas de Luanda. A situação levou à diminuição das tiragens da maior parte dos jornais privados angolanos. Outro problema: a falta de publicidade institucional.


Francisco Kabila, diretor geral do semanário “Manchete”, disse à DW Africa que a perda de poder de compra dos leitores também se associa a este problema.


“Nós já não vendemos ou não colocamos a disposição dos leitores o número de exemplares que colocávamos, por exemplo, há um ano ou há nove meses. Os leitores também perderam o poder de compra. No entanto isto obrigou a que o Manchete fizesse uma engenharia, no sentido de se reduzir a sua tiragem, mas continua a fazer chegar a informação aos seus leitores semanalmente”.


Nova lei agrava situação

O exercício da atividade jornalística está em crise em Angola, e a situação provavelmente agravar-se-á com a entrada em vigor do pacote legislativo que poderá vir a ser aprovado já esta sexta-feira, 12 de agosto de 2016, na Assembleia Nacional.


Os diplomas legais têm sido contestados pela classe jornalística que acusa o poder político de pretender restringir a liberdade de imprensa no país.


A futura legislação prevê, entre outras situações, a obrigatoriedade de as rádios e estações televisivas publicarem em direto as mensagens do Presidente da República.


Falando num colóquio sobre imprensa realizado, na última quinta-feira (10.08), pelo MISA-Angola (Instituto de Comunicação Social da África Austral, órgão independente de acompanhamento dos media, criado no âmbito de um projeto apresentado pela UNESCO), o jornalista Ismael Mateus disse que a nova lei pode constituir uma “intromissão abusiva na autonomia editorial dos órgãos”.



“Aparentemente isto é tranquilo. Só que não é tão tranquila assim. É, sim, uma intromissão abusiva na autonomia editorial. Quem decide o que transmite e o que não transmite é o editor e não devemos abrir mão disso. Ninguém nos pode obrigar, por lei, e impor o que devemos transmitir”, conclui o jornalista sénior angolano, Ismael Mateus.




NO PASSADO NINGUÉM TOCA, Angola. DEMOCRACIA? ONDE? ONDE?

NO PASSADO NINGUÉM TOCA, Angola. DEMOCRACIA? ONDE? ONDE?



Os partidos políticos estão para as democracias (quando estas existem) como o sangue está para o corpo humano (quando este está vivo), razão pela qual o funcionamento organizado e com elevado sentido de Estado dos partidos constitui um ganho inestimável… nas democracias.

Orlando Castro* – Folha 8



Numa altura em que, supostamente, nos aproximamos do período de realização de actos que devem levar às próximas eleições gerais, não há dúvidas de que urge enaltecer uma coexistência política pacífica, deste que os subalternos não ponham em dúvida a supremacia de quem está no poder.


E nisto, os partidos políticos enquanto forças que lutam por meios democráticos (quando há democracia) para alcançar, exercer e manter o poder político devem dar exemplos claros, inequívocos e firmes de tolerância, convivência na diversidade, entre outros. Isto é, repita-se, quando se vive em democracia.


Todos os sectores políticos (com excepção dos afectos ao poder) percebem melhor a importância da adopção das melhores práticas, baseadas essencialmente na tolerância, na aceitação da diferença e no pressuposto de que acima estão (ou deveriam estar) os interesses de Angola. Essa deve ser, entre outros gestos, a mensagem que os partidos (fica na dúvida se o MPLA se pode incluir) têm que passar para a sociedade angolana, sobretudo nesta altura em que Angola se encontra na fase de um dia chegar a uma democracia de facto e não apenas formal.


Temos um histórico, relativamente aos esforços para implementação do processo democrático “imposto”, segundo as palavras do próprio presidente do MPLA, que um dia permitirá a cada angolano encarar a democracia como uma conquista de todos, mau grado a alergia do partido no poder desde 1975. Não está a ser um processo fácil chegarmos aos níveis de coabitação política. É que se o poder corrompe, o poder absoluto corrompe de uma ponta à outra.


Como sabemos, tratou-se de uma caminhada que podia, naturalmente, acarretar desafios para todos os intervenientes atendendo a que a vida em democracia implica, ou deve implicar, sempre ajustes a todos os níveis. As autoridades angolanas (o MPLA desde a independência) abraçaram o repto da democracia (“imposta”, repita-se, segundo José Eduardo dos Santos) e, tal como reza a História, foram as primeiras a pôr em causa os fundamentos em que devia assentar o futuro do país.


Acreditamos que o alcance da paz, em 2002, que contribuiu para a retoma do processo democrático sempre defendido pela oposição, em todo o país, permitiu a todos os actores políticos fazer uma avaliação positiva das vantagens do jogo democrático, mau grado seja um sistema que não agrada ao MPLA cujo ADN só vê os tempos áureos do partido único.


As formações políticas, acompanhadas de todos os outros actores que, exceptuando a conquista do poder político, desempenham o papel cívico e interventivo de influência, constituem uma espécie de espinha dorsal da democracia, quando ele existe. E precisam de continuar a fazer prova das suas atribuições e responsabilidades na medida em que os partidos políticos representam a esperança de milhares de angolanos, sem esquecer que para quem manda… o MPLA é Angola e Angola é o MPLA.


Por isso é que a Constituição da República determina que os partidos devem, no âmbito das suas atribuições e fins, contribuir para a consolidação da nação angolana e da independência nacional, para a salvaguarda da integridade territorial, para o reforço da unidade nacional, para a protecção das liberdades fundamentais e dos direitos da pessoa humana, entre outros. Determinar, determina. Mas acima da Constituição está, tem estado sempre, a vontade do MPLA.


Vai começar em todo o país o processo de actualização do registo e o registo eleitoral propriamente dito, uma realidade em que se vão envolver representantes de vários partidos, segundo as regras determinadas por quem está no poder. A nossa expectativa é que as formações se engajem para, como as disposições legais assim o requerem, haja maior participação, maior democraticidade,
transparência, entre outros factores.


É preciso que as instituições do Estado (e não as do regime que, até agora, são uma e a mesma coisa) reforcem os mecanismos de sensibilização junto das populações para que estas, tal como no passado, estejam à altura dos desafios que o país volta a testemunhar com a preparação do processo eleitoral.


Mas insistimos que maiores desafios recaem sobre os principais actores da cena política, nomeadamente os partidos políticos que deverão fazer advocacia da coexistência pacífica entre todas e diferentes sensibilidades políticas, lembrando-se uma das regras de ouro do MPLA: Olhai para o que dizemos e não para o que fazemos.


Não é exagerado pedir e esperar que as formações políticas (será que se pode incluir o MPLA?) contribuam para que a disputa política não se transforme numa espécie de arena em que impera o vale tudo… sendo que quem manda tem poderes que nega aos outros. É que as bases de apoio, os militantes e os simpatizantes dos partidos políticos sejam capazes de aperfeiçoar as normas de convivência que os caracterizam.


Independentemente das falhas que resultam da condição da natureza humana limitada, não há dúvidas de que podemos ainda assim fazer prova das boas práticas em sociedade, assim o MPLA dê um sério exemplo de que está interessado nisso. As diferenças ideológicas, se as há, as diferentes perspectivas de cada segmento relativamente às fórmulas para desenvolver Angola contidas nos programas e estratégias, não superam todo o conjunto de pressupostos que unem os angolanos. Não é assim, mas deveria ser assim.


Os objectivos que todos perseguimos para ver Angola crescer para que o bem-estar de todas as famílias seja uma realidade não são predicados de partidos, mas são metas de todos os angolanos. Acreditamos que a construção de uma sociedade livre, justa, democrática, solidária, de paz, igualdade e progresso social é uma meta de todos os partidos políticos. O passo e o presente mostram e demonstram o contrário. Veremos.


Esperamos que nesta fase em que nos aproximamos do registo eleitoral, os partidos políticos se engajem num processo de mobilização com grande teor pedagógico junto das suas bases de apoio, dos seus militantes, simpatizantes e todos os angolanos. Que o empenho para o sucesso do registo eleitoral por parte dos partidos políticos não se verifique apenas no acompanhamento e fiscalização do processo, mas que sirva para provar que poderemos ser aquilo que ainda não somos, uma democracia e um Estado de Direito.


Nota: Texto baseado num artigo anónimo (presume-se que seja da autoria da Direcção) publicado hoje no Pravda, Boletim Oficial do regime ou Jornal de Angola, sob o título “Uma democracia forte”.

*Diretor-adjunto


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

FALECEU DOMINGOS CAPENDA MEMBRO DO SECRETARIADO NACIONAL DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE NO DUNDO

FALECEU DOMINGOS CAPENDA MEMBRO DO SECRETARIADO NACIONAL DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE  NO DUNDO



Faleceu na cidade de Dundo no dia 7 de corrente, na Lunda-Norte Domingos Capenda Membro do Secretariado Nacional do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe vítima de doença prolongado, que em vida faria 52 anos de idade no próximo dia 17 de Agosto.


Domingos Capenda, filho de Miúdo Muatanda e  Assa, natural de Cambulo, deixa viúva a esposa e filhos.


Membro e combatente da primeira linha do Movimento do Protectorado, esteve preso no Conduege e Kakanda entre 2010 á 2011 altura que ficou liberto, acusado pelo regime tirânico e ditatorial de JES/MPLA de crime contra a Segurança do Estado Angolano.


Fiel as ideias autonomistas sobre a Nação Lunda Tchokwe, depois de soltura da prisão, continuou corajosamente a luta pacifica para o resgate da dignidade do nosso povo.



Como membro do Secretariado Nacional, ocupava também o cargo de Secretario Regional de Dundo para Organização e Quadros do Movimento do Protectorado.


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

EM CAMBULO LUNDA NORTE POLICIA E FAA ATACAM ZONA AUTORIZADA DE EXPLORAÇÃO ARTESANAL DE DIAMANTES, GARIMPEIROS DISPERSOS COM MORTES E DESAPARECIDOS

EM CAMBULO LUNDA NORTE POLICIA E FAA ATACAM ZONA AUTORIZADA DE EXPLORAÇÃO ARTESANAL DE DIAMANTES, GARIMPEIROS DISPERSOS COM MORTES E DESAPARECIDOS



 Última hora, incidente no Nzaji Lunda Norte, com elevado número de desaparecidos e mortos pelos ataques da Policia e FAA por contabilizar entre mais de 1000 garimpeiros junto do lago nas margens do rio Luembe..



Nzaji – 9/08, Ontem  dia 9 de Agosto de 2016, a Policia Nacional de Angola da Provincia da Lunda-Norte e as Forças Armadas, atacaram zona de exploração  artesanal de diamantes autorizada com licença, junto a margem do rio Luembe. O ataque indiscriminado, dispersou mais de 1000 garimpeiros que se encontravam na área, com tiroteio que se estendeu, desde as 16 horas às 21 horas de acordo com testemunhas no local.


Testemunhas dizem que, de acordo com os primeiros sobreviventes a este ataque, de muita gente que se afogou na lagoa, onde os referidos garimpeiros tentavam secar a água, para depois retirar o “cascalho” das profundezas do lago.



Não há ainda dados oficiais dos que morreram, apanhados pelas balas disparadas indiscriminadamente entre os garimpeiros pela Policia e as FAA, contudo, as proxímas horas serão importantes para informações circunstanciados deste ataque numa zona em que o próprio Governo terá dado autorização de exploração artesanal desde 2012.


Mais um acto bárbaro  do regime tirânico na Lunda Tchokwe, tal igual o acto de  desaparecimento de mais de 174 cidadãos em Junho de 2015 na localidade de Cafunfo.


Noticia em permanente actualização,….



Por Jaime Mulonga no Dundo

ARMANDO MUTONDENO SECRETARIO REGIONAL DO PROTECTORADO NA LUNDA SUL JÁ ESTA EM LIBERDADE

ARMANDO MUTONDENO SECRETARIO REGIONAL DO PROTECTORADO NA LUNDA SUL JÁ ESTA EM LIBERDADE


Finalmente a razão e o direito legitimo falaram mais alto, tribunal provincial do regime tirânico e ditatorial na Lunda-sul, reconheceu, não ter existido crime de rebelião e Armando Mutonde, Secretario Regional do Protectorado Lunda Tchokwe, foi libertado ontem, por volta das 14 horas, e por força da intervenção dos Advogados da Associação Mãos Livres, Dr Salvador Freire e Guilherme, que haviam deslocado á Saurimo para tratar deste assunto.


O regime Angolano, esta consciente, que o processo reivindicativo Lunda Tchokwe, não será resolvido usando-se intimidações, colocando as pessoas nas cadeias, saída é mesmo o diálogo, autonomia é um imperativo, não há outra saída que não seja esta.


Armando Mutondeno, disse que vai continuar a luta com muita firmeza, tem fé de que o povo Lunda já venceu, e encorajou os membros do Movimento a seguir o seu exemplo e dos demais que anteriormente foram presos pela mesma causa…



Agradeceu aos Advogados que, quando o haviam visitado na cadeia, deixaram-lhe mais confortado e, com certeza de vencermos a causa, disse visivelmente cansado dos mais de 90 dias que ficou preso ilegalmente na unidade prisional do Luzia pela vontade da senhora Cândida Narciso, a Governadora que o prendeu no dia 5 de Maio do presente ano.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

PORTUGAL E A LUNDA NA VIRADA DO SÉCULO XIX -(II)

PORTUGAL E A LUNDA NA VIRADA DO SÉCULO XIX -(II)



Além das questões de ordem diplomática que Portugal enfrentaria com os Belgas, na região do Cassai o soba tchokwe Calendende – o mesmo que matara um alferes português em 1908 – proibira a entrada dos prospectores na região que vai do leste de Chicapa até o Cassai.



Em novembro de 1913 quatro novos prospectores britânicos vieram do Cassai Belga, mas Calendende era cada vez mais incômodo para os planos da PEMA. E foi somente graças ao trabalho de um capitão chamado António Brandão de Melo que municiado de alguns homens, carros bôers e armas, conseguiu chegar a Luachimo em maio de 1914 para dar início aos primeiros trabalhos de prospecção de diamantes. Mas a Lunda estava longe de ser pacificada, tanto que era preferível para a Companhia de Diamantes mandar vir do centro do país – via caminho de ferro do Bié – os materiais que necessitava do que cortar a Lunda.



Finalmente em 1916, os portugueses conseguiram chegar até o Cassai na região de Chiluage ou Txiluange a partir de Henrique de Carvalho actual Saurimo e, inclusive, construíram um posto defronte à concessão de exploração diamantífera dos belgas do outro lado do rio. Por questões estratégicas em 1917 a Lunda foi separada de Malange e Saurimo fora escolhida para a sede do novo distrito. Em 1917, do ponto de vista português, havia muito que fazer para se avançar a ocupação deste longínquo nordeste, pois os belgas também colaboravam para o retardar da penetração portuguesa na Lunda ao vender pólvora em grandes quantidades aos Tchokwes no lado belga do Cassai.



No final deste mesmo ano, a Companhia de Pesquisas Mineiras de Angola (PEMA) forma a Companhia de Diamantes de Angola (Diamang), empresa formada por capitais mistos oriundos de vários países como Estados Unidos, Inglaterra, Bélgica, Portugal e África do Sul.



O início das pros­pecções manuais de diamantes sob os auspícios da Diamang estabeleceu na Lunda – agora ainda mais visada – uma tensa relação de forças entre as sociedades tradicionais africanas e a empresa diaman­tífera. A partir do final de 1917 a Diamang passou a recrutar nos sobados locais os trabalhadores de que necessitava, e eram muitos. Este recrutamento gerou muitos conflitos – principalmente entre os Tchokwes – que na maioria dos casos terminava com mortes dos membros dos destacamentos que recrutavam mão de obra.



Todavia, as autoridades portuguesas nesse momento pouco fizeram na Lunda para estabelecer sua presença efectiva, a bem da verdade que era a própria Diamang que estabelecia a presença portuguesa em vários dos milhares de quilômetros da Lunda. Na Lunda, o domínio português sobre o grande grupo etnolinguístico Lunda Tchokwe ainda era pequeno, todavia, como frisa Pélissier, foram os quiocos do nordeste de Angola quem iriam suportar o peso das exigências da Diamang. Esta esforçou-se por obter a ocupação militar da sua concessão, a fim de conseguir a calma ne­cessária à continuação das prospecções e os milhares de homens que a exploração exige todos os anos (PÉLISSIER, 1986, p. 389).



No intuito de resolver tal ordem de problemas, em 1920 o novo governador da Lunda, o capitão Francisco Martins de Oliveira Santos estabeleceu como uma de suas metas vencer o soba Calendende e outros chefes tchokwes que vinham já desde 1912 resistindo bravamente ao avanço da presença portuguesa na área diamantífera. No final da década de 1910 o interesse com a pacificação dos tchokwes não era apenas português, mas de um conglomerado multinacional sedento pelos diamantes do Rio Cassai e seus afluentes.



Para efectivar seu objectivo, Francisco Santos organizou duas colunas militares, uma que seguiu pelo centro e leste e uma segunda que avançou pelo oeste. A primeira coluna partiu a 2 de junho de 1920 do posto de Capaia, próximo a Luchico, composta por cerca de 385 homens, em sua maioria quiocos recrutados localmente. Seria enfadonho a descrição das idas e vindas desta campanha com duração de cerca de quatro meses e que empurrou os tchokwes até à fronteira belga.



Durante este encalço muitas senzalas foram incendiadas, como também alguns destacamentos portugueses sofreram retaliações. O que se deve destacar, de acordo com a análise de Pélissier, é o facto de que a resistência militar tchokwe talvez não passasse de um mito surgido no âmbito da administração portuguesa. A nosso ver esse mito talvez tenha surgido como reflexo da própria dificuldade portu­guesa em dominar esta ampla região e de se colocar como uma nação colonialista, a exemplo dos seus vizinhos ingleses, franceses e alemães. 



A fraqueza econômica e militar de Portugal de certa maneira era compensada pela sua actuação do cenário político. Podemos deduzir isso tendo como base os resultados conseguidos por Norton de Matos – o governador-geral de Angola – em 1921 junto à Diamang. Neste ano a Diamang selou um contrato com a Lunda, no qual a província receberia 45% dos lucros da empresa e participaria em 5% do capital da Companhia (PÉLISSIER, 1986, p. 394).



Entre o período de 1922 a 1926 Norton de Matos, por intermédio dos administradores militares destruiu paulatinamente os últimos focos de resistência à presença da Dia­mang e, por consequência, ao terrível recrutamento de mão de obra que os africanos eram submetidos. Um desses homens fortes de Norton de Matos foi o capitão Bento Esteves Roma, que foi governador da Lunda entre 1922 a 1927.


O avanço dos portugueses pela Lunda e a necessidade de intervenção militar para a pacificação dos grupos sociais que habitavam a região não era por uma simples vaidade ou teimosia de alguns homens da Administração colonial portuguesa. O pleno domínio da Lunda está completamente ligado à própria afirmação dos portugueses como nação colonizadora no século XX.



Os lundas no final do século XIX já viviam sob a soberania tchokwe, e no início do século XX os grupos remanescentes foram facilmente incorporados à autoridade da administração colonial portuguesa. Segundo Ana Paula Tavares, a história de Luéji, personagem que simboliza a fundação de um novo tempo, responsável pela organização do poder na região das mussumbas, está até hoje presente no imaginário dos povos da Lunda e daqueles chamados por ela como lundanizados; ela representa o início. E seu casamento com o caçador Ilunga alarga e cimenta um poder dentro da mussumba, ao mesmo tempo em que entabula alianças com outros potentados de modo a controlar estrategicamente os caminhos do comércio, acesso às feiras e sistemas de tributação.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

DENUNCIA: CONCENTRAÇÃO DE UM FORTE DISPOSITIVO DAS FAA EM LOREMO E CHINGUVO LUNDA-NORTE POPULAÇÕES LOCAIS EM PÂNICO

DENUNCIA: CONCENTRAÇÃO DE UM FORTE DISPOSITIVO DAS FAA EM LOREMO E CHINGUVO LUNDA-NORTE POPULAÇÕES LOCAIS EM PÂNICO

Viaturas das FAA de Malange para a LUNDA


Um forte dispositivo militar das FAA encontra-se na localidade do Loremo e Chinguvo Lunda-Norte, idos de Benguela e Malange, sitiação ou  tentativa de imputar responsabilidade ao Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, de acordo com informações dos próprios militar no terreno, que alegam ter vindo na Lunda por ordens Superiores do Comandante em Chefe para combater o Exercito do Movimento do Protectorado.



Em Janeiro/Fevereiro do corrente ano, através da comunicação social angolanas e internacional e o Ministério de Relações Exteriores do Governo do Reino Unido, haviam anunciado que poderia ocorrer distúrbios terroristas durante o ano de 2016 na Lunda e em Cabinda, que seus cidadãos evitassem deslocarem aqueles territórios, sem darem as devidas  explicações de quem seriam esses grupos autores de tais actos terroristas.



 Na última semana do mês de Julho de 2016, um grupo de indivíduos, idos da Província de Benguela para a Lunda-Sul, contactaram Sua Majestade Rei Muatchissengue Watembo, a quem informaram que eram do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, e querem fazer guerra com o Governo Angolano para Libertar a Nação Tchokwe, mas que na realidade são elementos do SINSE/SINFO a Policia Secreta do regime tirânico ditatorial do Presidente José Eduardo dos Santos.



Na ocasião, aqueles elementos do SINSE/SINFO informaram aquela Autoridade do Poder Tradicional Lunda Tchokwe, que têm uma componente de mais de 1000 homens para iniciar os actos de guerra em Agosto de 2016 o presente mês. As macabras intenções visaram saber se, Sua Majestade Muatchissengue Watembo estava em conluio com algum plano neste sentido, a resposta  de Sua Majestade foi completamente contrário, um verdadeiro NÃO Á GUERRA!.. Somos contra a GUERRA e contra o TERROR, apoiamos  planos pacificos e de Diálogo do Movimento do Protectorado.



Em 2009, o regime Tirânico Angolano, havia criado por via do SINSE/SINFO, um exercito fantasma “FRITEL” com frentes militar e nomes falsos de Generais inexistentes, que naquela altura, seria imputado ao Movimento do Protectorado, não fosse a pronta denúncia publica internacional do maquiavélico plano, o Governo teria conseguido seus intentos para acabar com o movimento reivindicativo pacifico da Autonomia Lunda Tchokwe.



Fonte das FAA e da Policia da Guarda Fronteira no Loremo e Chinguvo na Lunda-Norte, que pediu anonimato disse que, este agrupamento militar fortemente equipado, tem como Generais, os operativos “Larito”, Mateus Abreu e Timoteo Hilário, e, que o objectivo é a criação do pânico com acções militares, e simular um grupo de elementos que seriam posteriormente serem apresentados publicamente pela Televisão e outros meios de comunicação social como elementos do Movimento do Protectorado em actos de terrorismo.



Esta componente é acompanhada no terreno com um outro dispositivo de agentes do SINSE sobretudo a vigiar membros do Protectorado nas localidades de Capenda Camulemba, Muxinda, Cuango, Cafunfo, Caungula e Loremo e Cuilo respectivamente de acordo com a fonte que temos vindo a citar.



Este plano pode inviabilizar as eleições de 2017, em que o regime tirânico em Luanda evocaria a instabilidade politico militar na Lunda Tchokwe, um Golpe de estado do próprio governo angolano as sua próprias eleições para continuar a subjugar e privar os direitos mais elementares do povo, aproveitar a ocasião para prender todos os membros do Movimento do Protectorado, tal igual a situação actual na TURQUIA.



Apelamos a comunidade Internacional e Angolana, sobretudo Partidos da oposição e o povo no geral, a mais uma manobra do regime na Lunda, tal igual os acontecimentos do monte sumi no Huambo.