quinta-feira, 16 de novembro de 2017

PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE ENDEREÇA MISSIVA A CONFERÊNCIA EPISCOPAL DE ANGOLA E SÃO TOME - CEAST

PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE ENDEREÇA MISSIVA A CONFERÊNCIA EPISCOPAL DE ANGOLA E SÃO TOME - CEAST


A Liderança do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe endereça uma carta a Presidência da Conferência Episcopal de Angola e São Tome, Dom Filomeno Vieira Dias.


O Movimento do Protectorado, nos seus actos cívicos, políticos e pacífica esta preocupada com o silêncio da CEAST ao processo reivindicativo da Autonomia Lunda Tchokwe como Escócia, um direito natural, divino e legitimo, sobre a denegação da CEAST em apelarem ao Governo de Angola para “Dialogar”.


A Reivindicação do Povo Lunda Tchokwe continua em omissão pela entidade Governamental, Partidos Políticos na oposição inclusive a Igreja angolana, onde se inclui a CEAST.


Na missiva, o Movimento do Protectorado faz lembrar a CEAST os tratados como foram celebrados entre Portugal e o Reino Lunda Tchokwe, que não é uma obra de casualidade, nem é um capricho de um grupo de pessoas, é fruto da história do estado da Lunda ou império do Muantianvua criado por DEUS e organizado politicamente pelos nossos antepassados e dividido em três partes no século XVIII e XIX entre Portugal, Bélgica e Inglaterra.


DA CELEBRAÇÃO DOS TRATADOS DE PROTECTORADO ENTRE PORTUGAL E LUNDA TCHOKWE


1.-Henrique Augusto Dias de Carvalho celebrou com o potentado Lunda MWENE SAMBA CAPENDA, MWENE MAHANGO, MWENE BUIZO (Muana Cafunfo), o tratado de Protectorado n.º 2, o representante do Soba Ambango, sr Augusto Jayme subscreveu também.

2.- Henrique Augusto Dias de Carvalho, celebrou com o potentado MWENE CAUNGULA DE MUATIÂNVUA XÁ-MUTEBA e demais famílias o tratado de Protectorado n.º 3, Augusto Jayme também subscreveu o tratado.

3.- Henrique Augusto Dias de Carvalho, celebrou com Sua Majestade o Rei Tchokwe MUATCHISSENGUE WATEMBO, e demais Muananganas e famílias: Xa-Cazanga, Quicotongo, Muana Muene, Quinvunguila, Camba Andua, Canzaca, Quibongue, o tratado de Protectorado n.º 5, Augusto Jayme também subscreveu o tratado, testemunhando a favor da pertença da Nação Lunda.

4.- Henrique Augusto Dias de Carvalho, celebrou com o potentado AMBINJI INFANA SUANA CALENGA, Muatiânvua Honorário, o tratado de Protectorado n.º 7, com a presença de sua irmã Camina, os Calamba: Cacunco tio de Ambinje, Andundo, Xá Nhanve, Cassombo, Xá Muana, Chiaca, Angueji, Ambumba Bala, Mulaje, Quissamba, Xanda, Augusto Jayme também subscreveu o tratado, testemunhando a favor da pertença da Nação Lunda.

5.- Henrique Augusto Dias de Carvalho, celebrou o último tratado de Protectorado n.º8, na presença de Suana Mulopo Umbala, Lucuoquexe Palanga, Muari Camina, Suana Murunda, Muene Dinhinga, Canapumba Andunda, Calala Catembo, Muitia, Muene Panda, Cabatalata, Paulo, Adolpho, Paulino de Loanda, António Martins, Domingos Simão de Ambaca, e assignaram António da Rocha, José Rodrigues da Cruz, António Bezerra de Lisboa, Agostinho Alexandre Bezerra, João Pedro da Silva, Henrique Augusto Dias de Carvalho o Chefe da Expedição Portugueza ao Muatiânvua, e por último José Faustino Samuel que secretariou o acto.


Finalmente o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe pede a CEAST para não actuar com complacência com o Governo e com situações graves como  prisões arbitrarias do povo Tchokwe em defesa do seu direito natural, a continuidade das violações aos direitos humanos e o saque indiscriminado de riquezas e o abate de árvores para a exportação sem deixarem imposto ao desenvolvimento daquele território, bem como a degradação do meio ambiente por causa do “maldito diamante”.





quarta-feira, 15 de novembro de 2017

ENTRE AGOSTO/SETEMBRO, DO MOXICO E DA LUNDA SUL MAIS DE 3000 CAMIÕES TRANSPORTARAM TRONCOS DE ARVORES COM DESTINO LUANDA PARA CASA MILITAR DO EX-PRESIDENTE JES/MPLA

ENTRE AGOSTO/SETEMBRO, DO MOXICO E DA LUNDA SUL MAIS DE 3000 CAMIÕES TRANSPORTARAM TRONCOS DE ARVORES COM DESTINO LUANDA PARA CASA MILITAR DO EX-PRESIDENTE JES/MPLA


Somos contra a exploração frenética dos diamantes, sobretudo em toda a extensão da Lunda Tchokwe, somos contra a exploração de dois Kimberlite separados apenas por 15 km, o Kimberlite de CATOCA E LUAXE, todos eles na mesma província da Lunda Sul, somos contra a exploração de diamantes em todos os rios e riachos, esta a provocar a degradação do meio ambiente, não esta sendo observado no território o previsto da constituição de Angola do MPLA sobre o Meio Ambiente, artigo 21.º alínea m), 39.º, 46.º n.º1, artigo 74.º e 89.º m) e o artigo 219.º bem como as leis n.º 5/98, n.º5/04 e os Decretos n.º 39/00, n.º 91/04, n.º 59/07 e o Decreto Presidência n.º 194/11 sobre a matéria.


Na verdade, as espécies (fauna e flora) e os recursos naturais devem ser visto como "RESERVA", destinada a assegurar o futuro da sociedade vindouro, de tal modo que a ofensa continuada ao meio ambiente que se esta a fazer, trará implicações graves ao ecossistema natural Lunda Tchokwe, aliás, alguns rios como o Luavuri e Muangueji em Saurimo estão a desaparecer aos poucos.


EXPLORAÇÃO DA MADEIRA COM O ABATE SISTEMÁTICO DE ÁRVORES E A DEVASTAÇÃO DA FLORESTA LUNDA TCHOKWE



Todos os dias da semana circulam na estrada vulgo Nacional, 230, que liga Malange de Luanda e da Lunda Sul, Norte e Moxico, de entre 40 a 70 Camiões, transportando troncos de árvores com destino para Luanda, onde os motoristas testemunham ser negócio pertencente ao Ex-Presidente José Eduardo dos Santos, estes troncos são tratados na sua empresa localizada algures em Catete para a exportação da madeira ao exterior, na Republica da China.


Desde 2012 que a Casa Militar da Segurança do Presidente José Eduardo dos Santos vem fazendo abate frenético de arvores em todas as florestas na região da Lunda Sul e Moxico, sob olhar do seu Governo, dos Governadores Cândida Narciso e Ernesto Liberdade, dos Directores Províncias de Agricultura para as florestas que também têm vindo a beneficiarem-se com este esquema ilegal deste negocio que esta a negar o ambiente sadio ao povo Lunda Tchokwe.


O que aqui estamos a denunciar a comunidade nacional e internacional é grave e testemunhada pelos viajantes, visitantes e turistas casuais que se deslocam as Lundas, durante o percurso cruzam-se com, entre 40 a 70 Camiões, diariamente carregados com troncos de madeira destino Luanda.


Que o digam os motoristas dos Autocarros da MACON, MORVIC e outros que fazem ligação desta estrada 230 diariamente.


A estrada 230, desde o rio Luio até Saurimo, esta em péssimas condições de transitabilidade, buracos, partes sem tapete esfaltico, desde 2009 que José Eduardo dos Santos vaticinou que nunca iria reabilitar estradas entre Xá Muteba até Saurimo ou Luena e Dundo, povo Tchokwe que se lixem, no seu discurso de campanha eleitoral de 2009.


O MPLA cumpriu e vai continuar a nada fazer na Lunda Tchokwe.


É urgente Autonomia Lunda Tchokwe, como Escócia para acabarmos com o açambarcamento das riquezas e da destruição do nosso meio ambiente.


GOVERNO DE ANGOLA NÃO VAI REABILITAR ESTRADA NACIONAL 230 E SECUNDARIAS NA LUNDA TCHOKWE DENUNCIA FONTE DO MPLA


Cuango, 12/11- Administrador do Cuango Sr Guito Quicango convidou Comerciantes locais para fazerem contribuições financeiras com o objectivo de reabilitar o troço de 50 km de estrada que liga Cuango de Cafunfo, actualmente degradada e com ravina, porque a mesma não consta dos projectos do Governo de Angola para ser reabilitada, no entanto esta região é uma potencia em diamantes que fizeram muitos ricos do Governo colonial de Angola nos últimos 42 anos da nossa dependência.


O Povo Tchokwe, existe e já esta a dar provas da sua existência, de que temos de exigir de outros povos o respeito pela nossa dignidade tal como nós o temos feito com eles.


Quem Governa em Angola, incluindo a colonização que se esta a fazer na Lunda Tchokwe; pode ser Bacongo, Kimbundo, Umbundo, Kwanhama, pode ser ainda Cabo Verdiano, S, Tomense ou da RDC, o certo é que estas pessoas não vieram do céu, não são extraterrestres, são Africanos como nós o povo Lunda Tchokwe, são nossos vizinhos, muitos deles foram aos companheiros nas FAPLA, nas FALA e no ELNA e agora nas FAA, estivemos juntos durante a guerrilha da libertação deles de Portugal, participamos da guerra deles civil e de Libertação a troco da humilhação e colonização.


Porque, é que você Lunda Tchokwe tens de humilhar-te deles?


Passamos todos nas mesmas escolas e universidades, nos mesmos países; Portugal, França, Alemanha, URSS hoje simplesmente Rússia e Ucrânia, Romênia, Hungria, Chescolovaquia hoje Checo e Eslováquia, Estados Unidos, Itália, Cuba, Espanha e Brasil, na China, Correia do Norte e Vetname, estudamos a mesma matérias; matemática, Química, Biologia, Física, Historia e o Direito, fizemo-nos Engenheiros como eles, Médicos como eles, mestrados e doutoramentos, defendemos as mesmas teses e muitas vezes bem posicionados do que eles.


Porque, é que o Lunda Tchokwe tem de se humilhar dos outros povos em Angola?

Porque, é que temos de ser governados por outros povos em Angola?

Porque, é que o Bacongo, o Kimbundo, o Umbundo e o Kwanhama têm de dirigir o nosso destino?


Se em Angola existe um Povo abandonado e sem esperança de ver o dia amanhecer, é o Povo Tchokwe ou simplesmente os habitantes do território desde Kuando Kubango, Moxico, Lunda do Sul e do Norte ( Nganguela, Lutchaze, Bunda, Tchokwe, Lunda, Bangala, Songo, Muluba, Minungu entre as várias etnias que conforma o Reino Lunda Tchokwe).


Povo Lunda Tchokwe foi engolido e desapareceu historicamente como os INDIOS APACHES  nos Estados Unidos de América e outros no interior da EUROPA ou em vias de extinção como os Ciganos, a nossa  história e cultura já não mais existe, esta esquecida, tornou-se negócio para outros povos de Angola nossos colonizadores.


MINISTÉRIO DA SAÚDE DE ANGOLA ESTA NO COSMO NADA QUER COM AS MORTES DE CRIANÇAS NO CUANGO E CAFUNFO


 Enquanto o governo de Angola continua com o abate de arvores e o saque do diamante, por outro lado semeia a dor e o luto, só entre Agosto a Outubro de 2017, registou-se mais de 530 óbitos entre crianças de 0 aos 10 anos de idade nas localidades de Cuango e Cafunfo.


Esta informação não reflecte o conjunto de todo o território Lunda Tchokwe, cuja situação de saúde não foge as calamidades do Cuango/Cafunfo; sem médicos, sem técnicos de laboratórios, sem medicamentos, sem hospitais de referencia equipadas com tecnologia de ponta, falta de comida nos hospitais e água potável para  os cuidados com doentes internados, o que é normal em países como a Zâmbia, Botsuana, Namíbia, África do Sul nossos vizinhos.


Fizemos referência estes países, porque os doentes da Lunda Tchokwe têm viajado em tratamento para aqueles territórios incluindo na Republica Democrática do Congo.



Na Lunda Tchokwe, a saúde esta doente.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

E JÁ SÃO OITO DIAMANTES COM MAIS E 100 QUILATES

E JÁ SÃO OITO DIAMANTES  COM MAIS E 100 QUILATES




A multinacional mineira australiana Lucapa anunciou hoje a descoberta do oitavo diamante com mais de 100 quilates no campo diamantífero do Lulo, na província da Lunda Norte, considerado como de “valor excepcional”, pela sua qualidade.


Trata-se de um diamante de 129,58 quilates, recuperado num dos três aluviões do rio Cacuilo e o sexto maior extraído no conjunto do campo do Lulo, localizado no município de Capenda Camulemba, ladeado pelos projectos Cacuilo e Capenda, numa sociedade constituída pela parceria entre a estatal Endiama (32%), a Rosa e Pétalas (28%) e a Lucapa Diamond (40%), que é também operadora da mina.


“Continuamos a avançar sistematicamente com esforços para localizar a fonte primária de diamantes, com um programa de perfuração contínuo financiado com os fortes retornos gerados pelas operações de mineração aluvial de Lulo”, explicou Stephen Wetherall, director da mina, acrescentando que, de uma lista inicial com mais de 200 anomalias, a prospecção centra-se actualmente em “70 alvos prioritários de perfuração”.


“Continuamos a avaliar maneiras de acelerar este programa de perfuração e amostragem sistemática, uma abordagem que acreditamos oferece a melhor oportunidade para desbloquear o verdadeiro valor do Lulo”, apontou ainda o responsável.


Este anúncio, feito em conjunto com a descoberta de outro diamante de grandes dimensões, com 78,61 quilates, num outro aluvião do Lulo, surge precisamente na semana em que o maior diamante encontrado em Angola, no mesmo campo mineiro, vai ser leiloado.


O diamante foi comprado em 2016 pela joalharia suíça De Grisogono, de Isabel dos Santos e Sindika Dokolo, respectivamente filha e genro de José Eduardo dos Santos, e transformado numa jóia rara de 163,41 quilates que será leiloada na terça-feira.


O diamante, o 27º maior em todo o mundo, tinha originalmente 404,2 quilates e sete centímetros de comprimento quando foi encontrado, em Fevereiro de 2016, pela empresa mineira australiana no campo do Lulo.


Segundo informação da Christie’s, que vai conduzir o leilão, a realizar em Genebra, o diamante foi transformado por uma equipa de 10 especialistas e incorporado num colar – constituindo duas jóias -, depois de os estudos realizados pelo Gemological Institute of America (GIA), em Nova Iorque, terem comprovado a sua “extrema raridade” e relevância.


Trata-se igualmente do maior diamante do género a ser levado a leilão, segundo a Christie’s.


Em Maio de 2016, o empresário e coleccionador de arte Sindika Dokolo, marido da empresária Isabel dos Santos, sócios na De Grisogono, confirmou que comprou, através daquela joalharia suíça, o maior diamante encontrado em Angola.


“Confirmo essa informação”, disse o empresário, sem adiantar mais pormenores, nomeadamente os valores envolvidos no negócio.


As companhias de diamantes angolana Endiama (estatal) e australiana Lucapa anunciaram a 01 de Março, em comunicado, a venda deste diamante.


“A pedra de 404 quilates vendeu-se por 16 milhões de dólares [13,6 milhões de euros], o que representa um espectacular preço de 39,5 dólares por quilate, um recorde para um diamante branco extraído da mina do Lulo”, lê-se no comunicado da empresa australiana.


Aquando da descoberta, a Endiama anunciou que a venda contribuirá para as contas do Estado.


Depois do petróleo – cujas receitas caíram para metade desde 2015, devido à crise da cotação do barril de crude -, os diamantes são o segundo produto de exportação de Angola.



… E por falar na De Grisogono, Isabel e Sindika




Para quem não sabe (isto é como quem diz!), Isabel dos Santos é filha do Presidente do MPLA (José Eduardo dos Santos), do ex-Titular do Poder Executivo (José Eduardo dos Santos) e do ex-Presidente da República (José Eduardo dos Santos) que, aliás, foi quem a nomeou para Presidente do Conselho de Administração da Sonangol.


Fundada em 1993 e com clientes como Sharon Stone ou Kim Kardashian, a compra da joalharia De Grisogono foi feita em 2012 através da empresa “Victoria Holding Limited”, uma parceria entre a empresa do regime angolano Sodiam (Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola) e uma empresa privada, “Melbourne Investments”, que tem o marido de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo, como o único proprietário.


Segundo a revista Forbes, “não é claro que Dokolo tenha feito algum investimento financeiro na Melbourne Investments ou se a Melbourne contribuiu com dinheiro para a compra”.

“A Sodiam, enquanto empresa estatal (a sua equipa de gestão, o presidente e director-executivo foram todos – até à chegada de João Lourenço à Presidência de Angola – nomeados por José Eduardo dos Santos), é obrigada a declarar publicamente todos os seus negócios no país e no estrangeiro, mas até agora a parceria com Dokolo era um segredo”, escreveu a revista em 2014, dois anos depois da compra.


No ano passado, a De Grisogono comprou o diamante bruto mais caro do mundo, o Constellation, de 813 quilates, por 63.1 milhões de dólares (cerca de 60 milhões de euros). Também em 2016, comprou um diamante de 404 quilates e sete centímetros de comprimento, o maior alguma vez encontrado em Angola, por uma quantia não divulgada. No mês em que foi encontrada esta pedra, outros sete diamantes de grandes dimensões foram descobertos numa mina na província da Lunda Norte, uma zona muito pobre onde não existe electricidade ou ligações telefónicas em grande parte do território.


Na campanha presidencial de 2012, no entanto, segundo o que foi divulgados publicamente, também pelo Folha 8, o presidente José Eduardo dos Santos queixou-se de que as receitas da extracção de diamantes na região não chegavam “sequer para pagar as estradas”.


A De Grisogono até há bem pouco tempo era uma pequena empresa onde trabalhavam 150 pessoas, em Plan-les-Ouates, perto de Genebra, na Suíça.


Com boutique na Madison Avenue, em Nova Iorque, mas PME de importância mediana no ramo da joalharia e relógios de luxo, de repente, eis que ficamos a saber que essa “cambuta” ambiciona ser líder mundial desse sector.


A razão foi (é) uma pedra, grande, um diamante que aterrou na sua mesa como que caída do céu ou por encanto, dando origem a uma mega festança que reuniu 700 VIP’s, modelos de “passerelle” e actrizes, organizada em Maio de 2016 por ocasião do Festival de Cinema de Cannes no Eden Roc e com ampla mediatização na imprensa internacional.


O fundador, PCA e director artístico da De Grisogono, Fawaz Gruosi, a partir daí começou a ver o futuro da sua empresa em tons de azul e ouro, com notas verdes pelo meio, depois de ter comprado a referida pedra, excepcional, um diamante angolano de 404 quilates, então recentemente encontrado na mina de Lucapa, província da Lunda-Norte.


“Estou muito nervoso, este diamante tira-me o sono, é a primeira vez que me preocupo por não ser capaz de fazer o que tenho que fazer. A minha responsabilidade é enorme”, disse Fawaz Gruosi, solicitado a comentar, na sua boutique de Nova Iorque, a descoberta do pedregulho. Responsabilidade tão grande que Gruosi não se aventurou a lapidar o mambo sozinho e recorreu aos serviços do prestigioso lapidário nova-iorquino Ben Green.


Compreensível, pois a verdade é que, com o “404”, a sua empresa e ele próprio mudavam de estatuto, como alegou um especialista do ramo diamantífero em Genebra. “Em geral, este tipo de aquisição é reservado às maiores empresas, como a Graff ou a Winston”, disse ele.


Trata-se, de facto, de um golpe de mestre. O “404” era o maior diamante jamais descoberto em Angola e nunca a marca De Grisogono tinha obtido uma pedra deste calibre.


Mas vamos com calma… por essa altura, o que de maior reboliço e irritação grassava na área diamantífera entre os concorrentes da De Grisonogo, era o ciúme, a sua meteórica ascensão e a exageradamente dispendiosa maneira de divulgar a existência desse diamante na supra-citada gala VIP no Eden Roc, organizada no em pleno Festival de Cinema de Cannes, em Maio de 2016.


Por outro lado, sejamos francos, a De Grisogono podia dar-se ao luxo de ser generosa. Porque a sua marca, contas bem feitas, tem aliados que lhe permitem desempenhar um papel de liderança.


Recapitulemos. Em 2012, a empresa foi adquirida – por meio de uma montagem ad hoc, offshore – pelo empresário Sindika Dokolo, marido de Isabel dos Santos.

Monsieur Dokolo avançou com 100 milhões de francos suíços destinados a transformar a De Grisogono num cliente privilegiado de diamantes angolanos destinados à joalharia. Vai de si que, com a compra do “404”, esta visão estratégica se concretizou na prática de maneira deveras espectacular.


Por outro lado, Sindika Dokolo também está por trás da Nemesis, uma empresa de diamantes em Dubai, nada de um parente 18 meses antes. De acordo com o seu director, Nicky Polak, foi ela, a Nemesis, que comprou o “404” à empresa estatal angolana, Sodiam, antes de vender os seus direitos à De Grisogono (que não pagou nem um Luei, só pagaria no final da lapidação e receberá lucros que se contam em milhões de dólares).


Portanto, não é preciso ser perito em economia para ver neste lance que o diamante passou de uma empresa do Estado, controlada pela filha do então presidente da República, Sodiam, para as empresas privadas, Nemesis e De Grisogono, que são propriedade de Sindika Dokolo, marido da dita filha do dito ex-presidente.


Entretanto, perguntas ficam no ar: quantos milhões de dólares do Estado foram vazados para bolsos privados neste lance? Quantos biliões de dólares, em nome da lei instaurada por este regime, em nome dos usos, dos costumes e das velhas técnicas arcaicas de enriquecimento, têm sido, ao longo de décadas, ou melhor, ao longo de séculos, desviados em detrimento do verdadeiro dono do nosso país, o povo de Angola? Ela, a lei, existe, isto não é roubo, é simplesmente um histórico desfalque institucionalizado.


Folha 8 com Lusa




quinta-feira, 9 de novembro de 2017

CICLO DE MESAS REDONDAS SOBRE AUTONOMIA LUNDA TCHOKWE COMO A ESCÓCIA

CICLO DE MESAS REDONDAS SOBRE  AUTONOMIA LUNDA TCHOKWE COMO A ESCÓCIA


O Movimento do Protectorado deu inicio a uma serie de palestras a nível local, do território Lunda Tchokwe, aquilo que esta sendo denominado de “Ciclo de mesas redondas sobre Autonomia Lunda Tchokwe”, que teve inicio no pretérito final de semana, com as primeiras acções nas localidades de Cafunfo, Cuango, Capenda Camulemba e Saurimo.



O ciclo que durará cerca de 6 meses, terá como envolvimento toda a sociedade Lunda Tchokwe; desde os estudantes, Professores, acadêmicos, militares, Policias, jornalistas, enfermeiros, desportistas, jovens, autoridades do poder tradicional, a população em geral e governantes que queiram emitir suas opiniões de forma anônima, neste contexto, convidamos também outros angolanos de bem, que queiram fazer o mesmo, bastando para isso, usarem os meios eletrônico a disposição.


O acto de partida coube ao Secretario Nacional de Informação e Mobilização Sr Domingos Samujaia, coadjuvado pelos seus Adjuntos para áreas de Informação e Mobilização os Sres. José Muatxingando e Abel Manuel respectivamente.


Para esta exigente tarefa, estão envolvidos todos os Secretários Nacionais do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, que percorreram o restante das localidades; Comunas, Aldeias, Bairros, Municípios e Cidades de Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte.


O ciclo de mesas redondas visa medir os conhecimentos e a opinião do nosso povo sobre o processo reivindicativo em curso, permitirá igualmente auscultar os problemas de que se debatem as populações no dia a dia.


O Secretario Geral, Sr Fernando Muaco, encontra-se em digressão na Lunda Norte e Sul, e seguirá para o Moxico e Kuando Kubango em visitas de controlo e ajuda aos Secretariados Regionais, a preparação dos relatórios dos diferentes departamentos que serão objecto de analise da próxima reunião do Secretariado Nacional para o fecho do ano de 2017.


A convergência desta visita de trabalho do Secretario Geral e as palestras do ciclo de mesas redondas, produzirá uma estratégia para a futura actuação do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe.


Para opiniões abertas a pessoas anônimas, que não queiram identificar-se, mas que pretendem contribuir com as vossas idéias úteis, foi criado um correio eletrônico para que possam enviar em segurança e confidencialidade as referidas contribuições.



Um Comitê composto por 6 Secretários Nacionais Coordenados por Sr Fidel Muandumba, será encarregada de receber as contribuições e opiniões de pessoas anônimas, estudara e analisara as referidas propostas e contribuições, os resultados finais serão publicados no relatório da organização, tais opiniões farão parte de futuras publicações e da edição de um livro sobre a história da reivindicação da Autonomia Lunda Tchokwe como Escócia, um direito natural, histórico e divino. 


1. - Ciclo de mesas redondas abertas publicamente por via de palestras;

2. - Ciclo de mesas redondas para anônimos, via correios eletrônico emails ou por sms, podem também interagirem através de redes sócias como whatsApp, twitter ou facebook com os Secretários Cajiji e Fiel Muaco.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

ERNESTO FERNANDO CHITECULO FEZ RADIOGRAFIA NO SECTOR DA EDUCAÇÃO DA LUNDA SUL, PROFESSORES EXIGEM DEMISSÃO DO DIRECTOR PROVINCIAL

ERNESTO FERNANDO CHITECULO FEZ RADIOGRAFIA NO SECTOR DA EDUCAÇÃO DA LUNDA SUL, PROFESSORES EXIGEM DEMISSÃO DO DIRECTOR PROVINCIAL


O recente nomeado, Governador da Lunda-Sul, Ernesto Fernando Chiteculo esteve, reunido pela primeira vez com a classe docente da província a quem auscultou os vários problemas que afecta os homem do giz.


O encontro que durou quatro horas, os professores e seus representantes sindicais, apresentaram várias preocupações que afecta os profissionais da circunscrição Lunda-Sul, apontam sugestões de reestruturação dos seus responsáveis por individualidades competentes para dirigir sem vício.


Dos vários assuntos abordados falou se do nepotismo reinante no sector da educação, a venda de promoções e a escolha de directores escolares com o objectivo de favorecer a beneficência de altos salários aos parentes mesmo sendo estes incompetentes. Os docentes também apontaram a questão dos concursos público da educação que tem sido alargado até aos simples cidadão que não tem a formação pedagógica.

   
 Questão de interferência dos directores na alteração ou adulteração de pautas finais favorecendo estudantes que não assistem aulas ao longo do ano lectivo e que só aprecem aos exames como se tratasse dum ensino a distância.


Por sua Vez o governador Ernesto Chiteculo comprometeu-se em tudo fazer, aquilo que estiver ao seu alcance para inverter o quadro dos problemas identificados no sector da educação na Lunda-Sul.


O Governador tem outra agenda para hoje 8 de Novembro, com os profissionais do sector da Saúde, a pior doença da Lunda – Sul deixada pelo consulado da sra Cândida Narciso (2008 - 2017), catapultada a deputada na Assembleia Nacional em Luanda.


Reconhece-se que a Província da Lunda-Sul é campeã em Governadores seguida de Luanda, é também a ultima em tudo; extrema pobreza da população, 90% da população em idade activa desempregada, pior índices de educação e saúde e um elevado número de mortes materno infantis da região de África Austral, 90% da população não consome água potável, pior índice da região da SADC no seu desenvolvimento económico social e humano.


Será que Ernesto Chiteculo com o seu MPLA vai conseguir inverter este pirâmide da desgraça nos próximos 5 anos deste mandado?


O desafio esta nas mãos de ERNESTO FERNANDO CHITEKULO!..





CUANGO/CAFUNFO MAIS DE 530 ÓBITOS EM OUTUBRO, EPIDEMIA DE MORTES CONTINUA A CEIFAR VIDAS SOB OLHAR DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

CUANGO/CAFUNFO MAIS DE 530 ÓBITOS EM OUTUBRO, EPIDEMIA DE MORTES CONTINUA A CEIFAR VIDAS SOB OLHAR DO MINISTÉRIO DA SAÚDE


Os serviços de saúde no Cuango e Cafunfo registaram mais de 530 óbitos durante o mês de outubro do corrente ano foram daqueles que não chegaram ao conhecimento dos centros hospitalares locais.

A incapacidade do Ministério da Saúde do governo de Angola em responder com médicos e medicamentos e falta de técnicos de saúde, capazes de diagnosticar as graves epidemias que assola o Cuango e Cafunfo, terá ceifado mais de 3000 vidas, sobretudo crianças desde o inicio do ano de 2017.

Outro dilema tem haver com o silencio das mesmas autoridades do Governo de Angola em denunciar a epidemia que assola a região, buscando apoios da comunidade internacional para o efeito.

A população local desconfia que o Governo de Angola, esteja a eliminar silenciosamente o povo Tchokwe devido a reivindicação do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, este comentário pertence ao Muanangana Muamuxiko que na sua Regedoria enterram diariamente 5 há 10 corpos de crianças vitimas de diversas patologias, muitas delas desconhecidas.

Segue uma pequena lista de óbitos que presenciamos dos últimos dias:
1.- Lito Pedrito Kulimakuna, 4 anos, faleceu 24/08/17 Cuango;
2.- Bernardo Samungole, 6 aos, Faleceu 20/09/17 Cuango;
3.- Muzanga Yimbamba, 8 anos, faleceu 05/08/17 Cafunfo;
4.-José Mussehe, 7 anos, faleceu 04/08/17, Cafunfo;
5.- Madalena Quinito,3 anos, faleceu 25/08/17, Cafunfo;
6.- Santa Florindo, 1 ano, faleceu 08/09/17, Cafunfo;
7.- Salvador Nguvulo, 5 aos, faleceu 17/09/17, Cafunfo;
8.- Cândida Álvaro Txipoia, 1 ano, faleceu 28/08/17, Cuango;
9.- Maria Kalanga, 3 anos, faleceu 28/8/17, Cuango;
10.- Rafael, 4 anos, faleceu 22/08/17, Cuango;
11.- Gemima Alegria Xavier, 2 anos, faleceu26/08/17, Cafunfo;
12.- Ania Augusto Txilefo, 7 anos, faleceu 26/08/17, Cafunfo;
13.-  Nelson Wenvo,  8 meses, faleceu 29/08/17, Cafunfo;
14.- Paciência Kabongo, 13 anos, faleceu 30/08/17, Cafunfo;
15.- Dona Fina, 40 anos, faleceu 21/08/17, Cuango;
16.- Ramos Rufino, 4 aos, faleceu 30/08/17, Cafunfo;
17.- Sandra Naomi Miranda, 4 anos, faleceu 05/09/17, Cuango;
18.- Isaac Angelino, 3 anos, faleceu 11/09/17, Cuango;
19.- João Kambanji, 2 anos, faleceu 24/09/17, Cuango;
20.- Eliana Jaime Sawamba, 3 anos, faleceu 26/09/17, Cuango;
21.- Carolina Michel Samutela, 1 ano, faleceu 07/09/17, Cuango;
22.- Rafael Martins, 4 anos, faleceu 22/08/17, Cuango;

Este pequeno exemplo somente para ilustrar o que se esta a passar nesta região.

Não se trata de febre amarela, qual é este tipo de epidemia que esta a matar tanta criança no Cuango e Cafunfo?

Quando é que o Ministério da Saúde da Republica de Angola vai dar resposta ao povo Lunda Tchokwe do que se esta a passar com tantas mortes de crianças?


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

A IMPORTANCIA DA JUPLE COMO BALUARTE NA DEFESA DA NOBRE CAUSA LUNDA TCHOKWE A SUA AUTODETERMINAÇÃO – COMO ESCÓCIA!..

 A IMPORTANCIA DA JUPLE COMO BALUARTE NA DEFESA DA NOBRE CAUSA LUNDA TCHOKWE A SUA AUTODETERMINAÇÃO – COMO ESCÓCIA!..


O papel da nossa Juventude na política é de extrema importância para o alcance da vitória da nossa luta Autonomista como o Reino da Escócia da Inglaterra.


Se olharmos para trás, nos relembraremos que todas as importantes mudanças e conquistas operadas no mundo inteiro contaram com a participação decisiva da Juventude, esta formula não é contraria ao Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe que tem a JUPLE  como seu baluarte na defesa da nobre causa Lunda Tchokwe para o alcance da nossa Autodeterminação, como a Escócia no Reino Unido, um direito natural, histórico e jurídico.


É importante que a própria Juventude, filiada e não filiada na JUPLE - Juventude Patriótica Lunda Tchokwe, comecem, desde a escola, a se interessar pela política actuando direitamente nas comunidades onde se encontram, com as autoridades do poder tradicional, com as Igrejas, cobrando responsabilidades dos nossos responsáveis da Organização Política MPLT, dos Governantes e de outros jovens para se agruparem a justa causa.


Na sociedade de hoje encontramos várias tribos entre a juventude, a mesma que é vista, muitas vezes, como problema e solução para o país. Do mesmo modo que ouvimos expressões do tipo: juventude perdida, viciada, violenta; escutamos frases como os jovens são o futuro do país. Para entender essa juventude é preciso conhecer suas singularidades, o que significa a vida para cada um, os sonhos, desafios e as dificuldades.


É nesse contexto que cada vez mais os movimentos organizados de juventude, ao lado de entidades representativas e instituições acadêmicas, ganham notoriedade por sua força na reivindicação de políticas públicas para os jovens, pautando a agenda governamental nas esferas nacional.


O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, reconhecendo essa importância, enquanto movimento em luta em busca do poder político, não deu espaço para a elaboração de um projecto de políticas para a Juventude do Reino Tchokwe, portando a sua execução practica depende do ganho dos Poderes Políticos da nossa Autonomia.


Esse esforço aponta uma nova direção e um novo desafio para a juventude Lunda Tchokwe nas fileiras da JUPLE, que é a organização e a participação política dos jovens neste instrumento criado pelo Movimento do Protectorado.


A Juventude será chamada nos próximos tempos para saírem  às ruas em busca do direito natural, através de manifestações e do engajamento direito com as nossas populações para se organizarem em torno do Movimento, acto fundamental para o pleno exercício da democracia.


Actualmente, a juventude é a faixa etária com maior número de filhos Lunda Tchokwe e precisa estar presente em todas as instâncias de necessidades da vida do povo para enfrentar os desafios existentes e ter condições de criar bases para o desenvolvimento do país. Por isso, é fundamental que nossa juventude se organize, participe diretamente da política e pratique a democracia participativa.


A juventude de hoje é a peça-chave para criar uma
“Sociedade melhor no futuro”


Por isso, os Dirigentes da JUPLE em colaboração com a liderança do Movimento do Protectorado precisaram trabalhar para que a juventude não abdique de potencializar energias para a participação cidadã e do seu papel transformador. É importante que os jovens tenham a consciência de que se tornando apáticos e céticos em relação à política, esta nunca será renovada.


Os jovens precisam ver na política a possibilidade de construir uma nova Lunda Tchokwe – Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte por meio da manifestação de sua vontade tornando-se fundamental para a mudança e transformação de tudo que temos visto até hoje.


São metas que precisam ser alcançadas pelos jovens e adolescentes de hoje para a promoção de adultos bem sucedidos no futuro do povo Lunda Tchokwe quando aceder a sua Autodeterminação a breve trecho como a Escócia.


Ao lado desta participação da Juventude, no Movimento do Protectorado defendemos que é necessário que o futuro Poder Político e público a se instalar na Lunda Tchokwe venha a valorizar a participação dos jovens na construção de seu futuro, ajudando a prepará-los para lidar com problemas específicos em áreas como a educação, a saúde, o meio ambiente, o emprego e o lazer, inserindo-os em todas as etapas do processo da luta e de tomada de decisões sobre o nosso futuro comum.


Afinal, os jovens são um dos mais importantes recursos humanos para o desenvolvimento e podem ser agentes essenciais de inovação e de mudanças sociais positivas de qualquer sociedade, sobretudo aquelas democráticas e de direito.


Somente assim conseguiremos mudar o rumo da luta da nossa autodeterminação!..