domingo, 25 de setembro de 2016

ZECAMUTCHIMA, ANUNCIA MEDIAÇÃO NO PROCESSO SOBRE AUTONOMIA LUNDA TCHOKWE EM ENTREVISTA AO JORNAL GRANDES NOTICIAS






LUANDA, 23/09 – José Mateus Zecamutchima, Presidente do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, que reivindica por direito legítimo e natural a autonomia daquele território, em entrevista ao Jornal Grandes Noticias de 23 de Setembro do corrente, na sua edição N.º 80 nas bancas, anunciou que vai recorrer a mediação com personalidades Nacionais ou Internacionais, para sentar a mesma mesa, o Governo de Angola e o Movimento para resolverem definitivamente a questão.


Na entrevista conduzida pelo Jornalista Licínio Adriano, o Presidente do Protectorado Lunda Tchokwe disse que o “Governo de Angola não tem uma visão periférica do problema e foge ao diálogo”.


Respondendo a uma pergunta do Grandes Noticias! – “Não tendo ainda conseguido chegar ao diálogo, que passos o Movimento do Protectorado tem dado para alcançar o objectivo que pretende?” -   Sem pestanejar, Zecamutchima o Presidente do movimento Lunda Tchokwe, disse: “Existe três vias da nossa acção. Em Janeiro do corrente ano, eu falei para a comunidade internacional via Voz de Ámerica, Rádio France Internacional e Deutsche Welle, que nós queremos encontrar uma solução interna para a nossa luta”.


Para Zecamutchima, o envolvimento da Comunidade Internacional, seria aproveitada pelo Governo de Angola, “Quando há problemas cujo soluções podem ser encontradas internamente, ignoram. Quando a outra parte recorrer ao exterior, vém logo com desculpas que o assunto podia ser resolvido internamente”.


Zecamutchima disse que o movimento que dirige é flexível, e alerta que; “Hoje somos nós os líderes e estamos a levar tudo pacificamente, mas amanhã aparecerão outros líderes que podem chegar até á violência e as coisas tomarem outro rumo”.


Mais adiante, José Mateus Zecamutchima, anunciou: “Nós temos uma vertente diplomática e vamos sim recorrer à comunidade internacional e a personalidades angolanas e estrangeiras para mediar o processo. Embora nunca estivéssemos interessados em mediadores, agora achamos que chegou a hora para tal, com recurso a diversas personalidades do mundo e de angolanos para que possam chamar a atenção do Governo”, rematou.


A entrevista ao GN, agora nas bancas nas ruas da cidade de Luanda, Zecamutchima lembrou que em 2015, o movimento do Protectorado havia lançado o repto de que, sem o diálogo para o estabelecimento da Autonomia Lunda Tchokwe, o povo naquele território : Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, não iria ao voto em 2017, por isso, espera que só com fraude e invenção de votos poderá o governo justificar qualquer mentir de pretensa presença da população as urnas.



“Nós não somos inimigos do governo de Angola, podemos sim ser um adversário politico, mas também não somos um partido politico que quer concorrer ás eleições. Nós estamos a colocar um problema concreto na mesa para que seja resolvido por ambas as partes. Não pode haver partidos regionais para enquadrar o problema Lunda Tchokwe e o MPLA devia ter maturidade suficiente para perceber a pertinência da questão. Só assim terá segurança e alicerçar a unidade nacional para muitos anos”- rematou pedagogicamente Zecamutchima.



O Presidente do Protectorado Lunda Tchokwe, lembrou que “Os Patriotas que lutaram pela indepedência de Angola, tanto no MPLA, FNLA e na UNITA, não eram analfabetos, possuíam certa formação académica, como os senhores Agostinho Neto, Holden Roberto, Jonas Savimbi e muitos outros e conheciam a realidade. Muitos ainda estão em vida, podemos mencioná-los, estão ai os mais velhos Marcolino Moco, Lopo do Nascimento, Dino Matross, Roberto de Almeida e muitos outros, os que estiveram na FNLA e na UNITA, casos de Samakuva, Ngola Kabango, enfim, são mais velhos que sabem onde está  a realidade”.



“Eu poderia mesmo questionar porque é que um mais velho como Roberto de Almeida fica calado e não diz nada sobre o assunto, assim como todos outros citados e não citados, não dizem nada? Não se deve ignorar as Lundas…”



Parte desta extensa entrevista será retomada na próxima edição…





sexta-feira, 16 de setembro de 2016

ARMANDO MUTONDENO, RETOMA ACTIVIDADES DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO, DEPOIS DE 120 DIAS DE PRISÃO ILEGAL, A LUTA CONTINUA…

ARMANDO MUTONDENO, RETOMA ACTIVIDADES DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO, DEPOIS DE 120 DIAS DE  PRISÃO ILEGAL, A LUTA CONTINUA…



Saurimo, 11/09 - em reunião realizada final de semana, com uma presença massiva de membros, activistas e simpatizantes, Armando Mutondeno, Secretario Regional da Lunda-Sul do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, retomou oficialmente as actividades organizativas, administrativas e politicas, depois de ter estado preso ilegalmente por mais de 120 dias no estabelecimento prisional de “Luzia”.


Armando Mutondeno, ficou preso na sequência de ter ido, ao Governo Províncial no dia 5 de Maio do corrente ano, com uma carta para informar as autoridades competentes do regime angolano, sobre a realização naquele momento de uma manifestação pacifica nos termos do artigo 47º da CRA, por arrogância da Governadora Candida Narciso, o prendeu.


Na que teve lugar, a JUPLE- Juventude Patriotica Lunda Tchokwe e a UMULE – União da Mulher Lunda Tchokwe, participaram em grande e atentamente, ouviram as narrações prisionais porque passou Armando Mutondeno, tento encorajado seus colegas a continuarem a luta até a victória.


A nossa luta simboliza o resgate da dignidade e identidade do povo Lunda, simboliza o resgate da nossa terra, porque sem ela, é mesma coisa que, um homem sem alma. A grandeza da nossa luta, esta na união dos filhos Lunda Tchokwe” – disse Armando Mutondeno a concluir a reunião que teve dois pontos da agenda de trabalho; informação da estadia deste na prisão, o segundo ponto, o trabalho realizado no Secretariado Regional do Protectorado na ausência deste.


JUPLE LUNDA-SUL ESTRUTURADO EM CINCO COMUNAS


A margem da reunião, o Secretario Regional da JUPLE Lunda-Sul, Sr Osvaldo Adilson, informou que  uma nova estrutura funciona com cinco Comunas a nivel da cidade de Saurimo; Sambukila, Manauto, Txizainga, Luavuri e Candembe, convista a dar mais dinamismo as actividades mobilizativas da Juventude e levar mais longe a história da luta.


De acordo com o Osvaldo Adilson, esta foi a formula mais inteligente encontrada para que a organização juvenil do Protectorado Lunda Tchokwe possa penetrar no seio dos jovens e da população, afinal toda a nossa luta é para a libertação da imensa maioria do povo Tchokwe sob jugo colonial, e, é no seio do povo onde reside a força.


A JUPLE na Lunda-Sul, tal como a UMULE controla centenas de jovens nas suas fileiras, sobretudo estudantes Universitarios, jovens desempregados entre outros.



Osvaldo Adilson, disse que a juventude Tchokwe na Lunda- Sul, tem interpretado fielmente o princípio defendido pelo Presidente do Movimento José Mateus Zecamutchima, “Autonomia é um direito natural”, por ela vamos lutar até vencer e convencer o regime tiranico angolano. O nosso povo não deve ir  no dia das eleições as mesas de  voto em 2017, sem que haja o diálogo e se defina o futuro da Nação Lunda Tchokwe.


De acordo com aquele responsável da Juventude do Protectorado na região da Lunda-Sul, “estes foram os motivos que nos levaram a fazer a restruturação e a criação de comunas em Saurimo, para a dinamização do trabalho mobilizativo e o cumprimento atempado das orientações emanadas superiormente pela Direcção do Movimento”. Rematou a concluir.



Por Ngongo em Saurimo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

SÓ FOGE DO DIÁLOGO QUEM TEME A VERDADE

SÓ FOGE DO DIÁLOGO QUEM TEME A VERDADE


Porque, é que o regime do Presidente Angolano José Eduardo dos Santos teme tanto a autonomia Lunda Tchokwe?..Porque, é que o Presidente José Eduardo dos Santos apregoa nos seus discursos demagogicamente a palavra “diálogo”, sendo o primeiro que foge do diálogo?.. Porque, é que o Presidente José Eduardo dos Santos, não seja sincero e fiel aos seus pronunciamentos e princípios?..



A verdade pode ter vários significados, desde “ser o caso”,estar de acordo com os fatos ou a realidade”, ou ainda ser fiel às origens ou a um padrão. Usos mais antigos abrangiam o sentido de fidelidade, constância ou sinceridade em actos, palavras e caráter. Assim, "a verdade" pode significar o que é real ou possivelmente real dentro de um sistema de valores. Esta qualificação implica o imaginário, a realidade e a ficção, questões centrais tanto em antropologia cultural, artes, filosofia e a própria razão. Como não há um consenso entre filósofos e acadêmicos, várias teorias e visões a cerca da verdade existem e continuam sendo debatidas.


A verdade é uma interpretação mental da realidade transmitida pelos sentidos, confirmada por outros seres humanos com cérebros normais e despidos de preconceitos (desejo de crer que algo seja verdade), e confirmada por equações matemáticas e linguísticas formando um modelo capaz de prever acontecimentos futuros diante das mesmas coordenadas.


·        Verdade material é a adequação entre  o que é e o que é dito.
·        Verdade formal é a validade de uma conclusão à qual se chega seguindo as regras de inferência a partir de postulados e axiomas aceitos.
·        É uma verdade analítica a frase na qual o predicado está contido no sujeito. Por exemplo: "Todos os porcos são mamíferos".
·        É uma verdade sintética a frase na qual o predicado não está contido no sujeito.
·        Sofisma é todo tipo de discurso que se baseia num antecedente falso tentando chegar a uma conclusão lógica válida.


Verdade significa aquilo que está intimamente ligado a tudo que é sincero, que é verdadeiro, é a ausência da mentira. Verdade é também a afirmação do que é correcto, do que é seguramente o certo e está dentro da realidade apresentada. A verdade é muitas vezes desacreditada e o cepticismo é a descrença ou incredulidade da verdade. Aquele indivíduo que tem predisposição constante para duvidar da verdade é chamado de céptico.


Quando pessoas ou grupos tentam provar que se interessam por assuntos, mas na verdade não gostam, ou não entendem, são chamados de pseudo, ou seja que não são verdadeiros. Ex: pseudocatólico, pseudo-intelectual, pseudo-canônico etc.


A verdade dos factos exerce grande importância no julgamento das acções humanas. Quando uma verdade deixa dúvidas, é imprescindível verificar sua veracidade, que podem ou não incriminar um indivíduo. Uma verdade pode ser demonstrada sem ser reconhecida como verdadeira, por não ser muito clara. Diz-se que é um postulado, pois precisa ainda de comprovações para se chegar a real verdade.


Para a corrente filosófica conhecida como relativismo a verdade é relativa, ou seja, não existe uma verdade absoluta que se aplique no plano geral. Assim, a verdade pode se aplicar para algumas pessoas e para outras não, pois depende da perspectiva e contexto de cada um.


A verdade absoluta é aquela que é verdade todo o tempo e em todos os lugares. O que é verdade para uma pessoa é verdade para todos. Ex: Todos precisam de ar para respirar. As pessoas não podem viver ao mesmo tempo no passado e no futuro.


Com origem na palavra latina dialŏgus que, por sua vez, provém de um conceito grego, um diálogo é uma conversa entre duas ou mais pessoas, que manifestam as suas ideias ou afectos de forma alternativa. Neste sentido, um diálogo é também uma discussão ou uma troca de impressões com vista a chegar a um entendimento.


Por outro lado, o diálogo é uma obra literária, em prosa ou em verso, em que é simulada uma conversação ou controvérsia entre dois ou mais personagens. É usado como tipologia textual na literatura quando surgem dois personagens que adoptam o discurso diegético e agem como interlocutores.


Na sua acepção mais habitual, o diálogo é uma modalidade do discurso oral e escrito através da qual comunicam entre si duas ou mais pessoas. Trata-se de uma troca de ideias por qualquer meio, directo ou indirecto.



“SÓ TIRANOS OU IMPIOS FOGEM DO DIÁLOGO”


Um povo integro aos seus valores éticos e morais, consequente aos seus princípios, dificilmente será vencido…


O diálogo pode ser tanto uma conversa amável como uma violenta discussão. Porém, costuma-se falar do diálogo como sendo uma troca de ideias onde se aceitam os pensamentos do interlocutor e os participantes estão dispostos a mudar os seus próprios pontos de vista, daí haver um consenso quanto à necessidade de dialogar em variadíssimas áreas, como a política, por exemplo, e no caso presente a “Questão do direito natural do povo Lunda Tchokwe em busca da sua autodeterminação e a  sua libertação do jugo colonialista de Angola”.


Diz-se que as pessoas sedentas de poder e as autoritárias tendem a excluir o diálogo por pretenderem que a sua verdade seja a única válida e desacreditarem as opiniões dos oponentes, com o intuito de fortalecerem o seu domínio, é o caso do regime tirânico e ditatorial do Presidente José Eduardo dos Santos, sobre o povo Lunda Tchokwe.


O diálogo genuíno faz por procurar a verdade e fomentar o conhecimento sem preconceitos, o que já não acontece com a retórica, que tenta persuadir e convencer ao manipular a opinião pública, sobejamente conhecida entre nós, “Um Só Povo e Uma Só Nação”, uma manipulação que na guerra civil Angolana, matou milhares de cidadãos desde 1975 - 2002.


Atenção  todos filhos Lunda Tchokwe e não só, mesmo aqueles que amam e defendem a nossa nobre e natural causa; Generais no Exercito de Angola, na Policia de Angola, na Secreta de Angola, Ministros no regime de Angola, Administradores Municipais e Comunais no Governo tirânico de Angola, Advogados, Médicos, Jornalistas, Clero Eclesiaste, Estudantes, Professores e a sociedade Tchokwe no geral, que não fiquem distraídos com o mundo materialista de José Eduardo dos Santos, resumido no dinheiro, poder, sexo, luxúria, quando somos escravos dos desejos dele, correndo o risco de perdermos a nossa dignidade e a terra como os INDIOS DAS AMÉRICAS,  que foram varridos como erva daninhas, e nós, podemos perder a Nação Lunda Tchokwe, porque JES/MPLA já lançou a casca da “Banana no artigo 15º da constituição atípica de Angola de 2010”, por culpa e por causa da nossa distracção.


Metade de Angola, incluindo partes da Nação Lunda Tchokwe, é hoje pertença a estrangeiros, que tem dinheiro e compraram as parcelas dentro do espirito do artigo 15º da CRA,  tem poder e tem nome. Desgraçados somos todos os Reinos e povos autóctones integrados numa farsa “Imaginário” .


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

ACCORDO ENTRE OS GOVERNOS DE PORTUGAL E DO ESTADO INDEPENDENTE DO CONGO SOBRE A QUESTÃO DA LUNDA

ACCORDO ENTRE OS GOVERNOS DE PORTUGAL E DO ESTADO INDEPENDENTE DO CONGO SOBRE A QUESTÃO DA LUNDA

Livro Branco sobre a questão da Lunda, doc n.º 17, pp. 25-26









José Vicente Barbosa du Bocage, ministro e secretario d’estado dos negócios estrangeiros de Sua Magestade Fidelíssima e Edouard de Grelle Rogier, enviado extraordinário e ministro plenipotenciário de Sua Magestade o Rei dos Belga, Soberano do Estado Independente do Congo, munido de plenos poderes de Sua Magestade o Rei Soberano do Estado Independente Congo, convieram nas disposições consignadas nos artigos seguintes.

Artigo I






               

O Governo de Sua Magestade Fidelíssima e o governo do Estado Independente do Congo diligenciarão resolver por meio de uma negociação directa, que terá logar em Lisboa a divergência suscitada entre os sobreditos governos áccerca da interpretação da convenção celebrada em 14 de Fevereiro de 1885 entre Portugal e Associação Internacional Africana, no que respeita ao exercício da influencia e ao direito de soberania nos territórios comprehendidos entre o curso do CUANGO e o 6º parallelo de latitude sul e a linha divisória das aguas que pertencem á bacia do CASSAI entre os parallelo 6º e 12º de latitude sul.


 
Artigo II


No caso dos plenipotenciários respectivos não poderem chegar directamente a um accordo, o governo de Sua Magestade Fidelíssima e o governo do Estado Independente do Congo compromettem-se a recorrer á mediação de Sua SANTIDADE O SUMMO PONTIFICE LEÃO XIII.




Artigo III




O governo de Sua Magestade Fidelíssima e o governo do Estado Independente do Congo compromettem-se alem d’isso, a submetter a questão á arbitragem de uma potência amiga escolhida por elles de consenso mutuo, no caso de não se chegar por via de mediação a estabelecer o accordo sobre o ponto de que se trata.



Lisboa, 31 de Dezembro de 1890.


- José Vicente Barboza du Bocage.

- Édouard de Grelle Rogier

terça-feira, 13 de setembro de 2016

ESSA É A MANSÃO DO DITADOR DE ANGOLA JOSÉ EDUARADO DOS SANTOS. E VOCÊ BANCOU PARTE DELA (RUA DA SAMBA EM LUANDA)

ESSA É A MANSÃO DO DITADOR DE ANGOLA JOSÉ EDUARADO DOS SANTOS. E VOCÊ BANCOU PARTE DELA (RUA DA SAMBA EM LUANDA)

Luanda - José Eduardo dos Santos é destes amigos improváveis arranjados pela diplomacia brasileira nos últimos anos. No comando de Angola há mais de 37 anos, dos Santos estreitou laços com o Brasil e trabalhou para fazer com que as relações entre os dois países crescessem vertiginosamente. Hoje, o país é o principal destino das exportações brasileiras para o continente africano.

* Filipe Hermes
Fonte: spotniks

Símbolo da desigualdade



Muito mais do que apenas importar produtos brasileiros, no entanto, Angola se especializou em dar boas vindas às nossas empreiteiras. O resultado é que nenhum outro lugar do mundo, nem mesmo Cuba ou Venezuela, recebeu tantos recursos por parte do Brasil quanto o país da costa oeste africana. Foram R$ 14 bilhões em 8 anos.


José Eduardo dos Santos é destes amigos improváveis arranjados pela diplomacia brasileira nos últimos anos. No comando de Angola há mais de 37 anos, dos Santos estreitou laços com o Brasil e trabalhou para fazer com que as relações entre os dois países crescessem vertiginosamente. Hoje, o país é o principal destino das exportações brasileiras para o continente africano.



Nação de língua portuguesa, Angola aprendeu bastante rápido a pronunciar um sobrenome em partiular, quase tão influente no país quanto o próprio Santos: “Odebrecht”. Por lá, a empreiteira brasileira, cujo presidente encontra-se atualmente preso em Curitiba, possui um shopping center, uma rede de supermercados, constrói hidrelétricas, rodovias e saneamento. É da Odebrecht também a honra de patrocinar o “Santos Futebol Clube”, o time do presidente, além da sua campanha presidencial (sim, em tese, dos Santos se reelege desde 1979). Segundo o marqueteiro João Santana, a empresa teria contribuído com US$ 50 milhões para a campanha.



Por lá, a empreiteira é considerada a maior empregadora privada do país, com quase 20 mil funcionários. Exceto algumas condenações por uso de trabalho escravo, as relações com o governo não poderiam ser melhores. Entre os 70 projetos financiados pelo BNDES no país, nada menos do que 60% deles haviam sido executados pela empreiteira, mais do que o triplo da segunda colocada, a Andrade Gutierrez. Em 10 anos, a Odebrecht concentrou 82% dos repasses do BNDES no exterior: uma cifra assustadora de R$ 41,3 bilhões.


Não apenas de financiamento brasileiro, porém, vive a Odebrecht em Angola. Boa parte do Biocom, um projeto que une a produção de etanol, açúcar e eletricidade, é financiado pelo próprio governo angolano, sócio na empreitada de US$ 400 milhões. Além da estatal Sonangol, do setor petrolífero,  a Odebrecht tem como sócia uma empresa denominada Damer, fundada em 2007 pelo então vice-presidente eleito, e 3 generais.


Comandando um dos países que mais crescem no planeta, dos Santos acumulou uma fortuna considerável – assim como sua filha Isabel, tida como a mulher mais rica do continente africano. Isabel é sócia em empresas de telecomunicações, além de cimenteiras, o que lhe rende um patrimônio de US$ 3 bilhões. Tal fortuna, no entanto, não causa inveja ao pai, cujas estimativas apontam para um patrimônio de US$ 20 bilhões. Juntos, pai e filha são o primeiro e o segundo colocados no ranking dos mais ricos do continente.



Membros menos abastados da família, Welwitschea José dos Santos e José Eduardo Paulino dos Santos, filhos do presidente, também possuem sua cota de relação com a empreiteira brasileira. Ambos são sócios da companhia “Di Oro”, junto de Hugo André Nobre, genro do presidente e marido de Isabel. Di Oro e Odebrecht se associaram no projeto “Muanga”, responsável por prospectar e explorar diamantes em uma das províncias do país. Até a obtenção do contrato, a companhia Di Oro possuía, segundo membros de movimentos anti-corrupção angolanos, um objeto social que lhe descrevia como uma empresa do setor de moda e alta costura.


Enquanto não está construindo uma rede de supermercados estatais (posteriormente privatizada em uma licitação vencida pela própria empreiteira), ou o centro de treinamento do time do presidente, a Odebrecht especializou-se em vencer licitações para o setor rodoviário em Angola. Em um dos projetos, “Vias Luandas”, a companhia ficou responsável por construir mais de 32 mil quilômetros de saneamento e urbanização nas principais rodovias da capital angolona.


O MPLA, Movimento Pela Libertação de Angola, é comandando por dos Santos e já contou até com apoio de Cuba, que enviou milhares de soldados ao país para ajudá-lo a resistir à intervenção sul-africana e implementar sua própria visão de revolução socialista. Angola enfrentou anos de guerra civil, o que levou o país a se tornar um dos mais desiguais e pobres do continente, apesar das imensas reservas de petróleo que têm propiciado seu crescimento recente. Aproximadamente 36% da população do país vive em situação de extrema pobreza, recebendo menos de US$ 2 por dia. Em nenhum outro país do planeta a taxa de mortalidade infantil é tão alta.


Quase como um símbolo da desigualdade que aflige o país africano, dos Santos ergue na periferia da cidade uma das maiores residências do continente. Atualmente, residem no local a mãe e os filhos do presidente (uma vez que ele próprio reside no palácio oficial). Próximo ao mar, a suntuosa residência fica exatamente ao lado da rodovia “Estrada da Samba”.


Algum palpite da empreiteira responsável pela urbanização da rodovia? Pois é, ela mesma, a Odebrecht. E quem financiou a obra? Encare a sua carteira e veja se não estão faltando R$ 2,84, pois este é o exato valor que cada brasileiro formalmente empregado contribuiu para financiar a obra, que contou com US$ 91.7 milhões em financiamento fartamente subsidiado pelo BNDES.




segunda-feira, 12 de setembro de 2016

NO MOXICO ELEMENTOS FARDADOS ATACARAM ESTALEIRO DE CHINESES NA COMUNA DO CHICALA HÁ 42 KM DA CIDADE DO LUENA EM DIRECÇÃO AO BIÉ NO MUNICIPIO DE CANGUMBE

NO MOXICO ELEMENTOS FARDADOS ATACARAM ESTALEIRO DE CHINESES NA COMUNA DO CHICALA HÁ 42 KM DA CIDADE DO LUENA EM DIRECÇÃO AO BIÉ NO MUNICIPIO DE CANGUMBE



Luena- 12/9 - Informações de testemunhas vindas da Comuna do Chicala no Município de Cangumbe dão conta do ataque esta noite no estaleiro pertencente a uma empresa Chinesa de apoio a linha férrea Benguela – Moxico, por elementos desconhecidos, tais elementos estava com fardamento da Policia Nacional, de acordo com os populares.


A comuna da Chicala á sensíveis 42 Km da cidade do Luena em direcção a Província do Bié, nunca teve problemas de malfeitores, muito menos acções militares desde o fim da guerra civil Angolana em 2002.


Não há ainda de momento, quaisquer informações  sobre vitimas mortais ou  prejuízos materiais, contudo as próximas horas serão importantes para sabermos o que se passou e o evoluir da situação.


Voltaremos ao assunto com mais informações….



Por Ihanjika no Luena

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

AUTONOMIA LUNDA TCHOKWE É UM “DIREITO NATURAL” DISSE ZECAMUTCHIMA A RÁDIO DW – A VOZ DA ALEMANHÃ

AUTONOMIA LUNDA TCHOKWE É UM “DIREITO NATURAL” DISSE ZECAMUTCHIMA A RÁDIO DW – A VOZ DA ALEMANHÃ




Movimento pela autonomia das Lundas completa 10 anos


Reivindicações do Movimento Protetorado Lunda Tchokwe continuam sem resposta das autoridades de Angola. Membros denunciam violações de direitos humanos e assassinatos.



Representantes do Movimento Protetorado Lunda Tchokwe, fundado em agosto de 2006, já foram recebidos pelos ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos e pela Assembleia Nacional. No entanto, as autoridades nunca deram passos concretos em relação à reivindicação de autonomia nas Lundas, região rica em diamantes e madeira.


Durante os 10 anos de atividade, diz o líder do movimento, José Mateus Zecamutchima, a reivindicação pacífica dos membros da organização que luta pela autonomia da região Lunda Tchokwé - que compreende as províncias das Lundas Norte e Sul, Kuando Kubango e Moxico - conheceu atrocidades e prisões arbitrárias.


Muitos dos seus ativistas continuam presos sem qualquer culpa formalizada. "Muitos de nós fomos parar às cadeias, até hoje. Ainda temos um grupo de pessoas presas. Atualmente temos cerca de 8 simpatizantes na Lunda Sul, detidos e condenados a 6 anos de cadeia", afirma Zecamutchima.



Mortes e violações de direitos




No balanço de uma década de existência, o líder do Movimento Protetorado Lunda Tchokwe lembra também o assassinato de vários ativistas da organização, incluindo mulheres. As mortes, diz Zecamutchima, são responsabilidade das forças de segurança do regime do Presidente José Eduardo dos Santos.


"O momento mais marcante foi quando perdemos Bonefácio Chamunbala”, sublinha. “Nunca foi julgado, foi levado para a cadeia, morreu na cadeia. O Governo angolano enterrou este cidadão sem o consentimento da sua família”.


E acrescenta: “Nós temos estado a perder muitos membros, sobretudo, na região do Cuango e Cafunfu. São espancados na calada da noite e encontramo-los mortos".


José Zecamutchima denuncia ainda a cultura da perseguição política e da violação dos direitos humanos contra os cidadãos das Lundas. “Como é que o Presidente fala em democracia?”, questiona, afirmando que, “quando há diferença de ideias, o Presidente é o primeiro a pegar no povo das Lundas e a colocá-lo nas cadeias”.


“Nós, nas Lundas, temos outros males fora do processo político do protectorado. É o problema da violação dos direitos humanos, que é muito forte. Continuam a morrer", sublinha.


Autonomia é um “direito natural”




À semelhança do que acontece em Cabinda - onde a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) reivindica a independência daquela região angolana rica em petróleo - o ativista político e líder do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe considera que autonomia da região Lunda é um direito natural.


"A Lunda não foi colónia de Portugal”, lembra, explicando que “os portugueses foram para as Lundas e assinaram acordos que eles próprios chamaram tratados”. Por isso, conclui, “o Protetorado é um estado, é um país que foi usurpado em 1975. Os portugueses passaram as Lundas para a mão de Angola sem justificar porque é que entregaram o Estado”.


O líder do movimento deixa um apelo ao Governo angolano e ao seu Presidente, afirmando que “José Eduardo dos Santos sempre vaticinou que os conflitos nacionais ou internacionais, pequenos ou grandes, devemm ser resolvidos por via do diálogo”. Algo que, segundo José Zecamutchima, “não tem acontecido”.


“Desafio o senhor Presidente de Angola a abrir a porta do diálogo e o restabelecimento das negociações para a autonomia da região das Lundas”.




segunda-feira, 5 de setembro de 2016

ZECAMUTCHIMA DISSE QUE TEM HAVIDO “INSINUAÇÕES DE PESSOAS DE MÁ FÉ”, SOBRE ACTOS DE GUERRILHA E DE HOMENS ARMADOS NA LUNDA TCHOKWE, NUMA ENTREVISTA CONCEDIDA AO SEMANÁRIO GRANDES NOTÍCIAS

ZECAMUTCHIMA DISSE QUE TEM HAVIDO “INSINUAÇÕES DE PESSOAS DE MÁ FÉ”, SOBRE ACTOS DE GUERRILHA E DE HOMENS ARMADOS NA LUNDA TCHOKWE, NUMA ENTREVISTA CONCEDIDA AO SEMANÁRIO GRANDES NOTÍCIAS



Na edição de 2 de Setembro do corrente ano, na rubrica “Caso Candente”, o Semanmário Grandes Notícias PUBLICOU, com titulo em letras garrafais, “Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe tem 10 anos”, aquele semanário faz uma incursão da entrevista que o Presidente José Mateus Zecamutchima, concedeu por ocasião do aníversário 10.º da criação do movimento, uma continuação da luta iniciada nos anos idos de 1885 para cá, quando os portugueses fizeram-se presente pela primeira vez na Nação Lunda Tchokwe.



A entrevista completa será publicada na próxima edição do Grande Notícias, de acordo com o jornal que publicou a materia, que retomamos conforme a nota da edição da sexta-feira 2 de Setembro de 2016.


GN – O Presidente do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, José Mateus Zecamutchima, ladeado por alguns dirigentes da sua equipa concedeu, esta semana, uma grande entrevista a este jornal (Grandes Notícias), em referência aos 10 anos de existência do Movimento que advoga um diálogo construtivo e coerente para o processo Lunda Tchokwe.


A referida entrevista será publicada na próxima edição do Grandes Notícias.


Zecamutchima continua a afirmar que o seu movimento é  pacífico e “não tem armas” e rejeita qualquer possibilidade de terrorismo no território (Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte).


“A nossa luta é uma luta jurídica, é uma luta pelo direito natural”, garantiu, afirmando no entanto, que tem havido “insinuações de pessoas de má fé”, sobre actos de guerrilha e de homens armados.


“Temos a certeza absoluta de que em todo o território, desde o Kuando Kubango, Moxico e às Lundas, não há problemas de escaramuças ou guerrilha”, disse o dirigente do Movimento do Protectorado, acrescentando que reconhece que “há muitos estrangeiros”, sobretudo na Lunda Norte, “mas esses estrangeiros estão no território em busca de diamantes e de quando em vez chocam com as autoridades”.



Relativamente à actual situação que atravessa o país, Zecamutchima é de opinião que “O MPLA tem que ter maior visão periférica para resolver rapidamente a crise que o país enfrenta”, tendo sempre como base a unicidade de Angola na diferença ou seja, com o estabelecimento da AUTONOMIA DA NAÇÃO LUNDA TCHOKWE, o resto, veremos na entrevista completa que GN vai publicar na edição desta semana.

domingo, 4 de setembro de 2016

HOLDEN ROBERTO O PAI DO NACIONALISMO ANGOLANO DESPREZADO ATÉ A MORTE - Makuta Nkondo

HOLDEN ROBERTO O PAI DO NACIONALISMO ANGOLANO DESPREZADO ATÉ A MORTE -  Makuta Nkondo



Luanda - Os lideres bakongo ou akongo (plural de mukongo ou nkongo, pessoa oriunda da etnia Kikongo) em Angola sao desprezados ate a morte.

Fonte: Club-k.net


A morte de Holden Roberto, líder da UPA/FNLA e pai da luta pela independencia de Angola, nao comoveu o MPLA e o seu líder José Eduardo dos Santos.


O desaparecimento físico deste heroi nem sequer mereceu um destaque na imprensa publica.

Holden, que foi tratado com ódio por parte do MPLA e seus dirigentes, nem sequer mereceu um segundo de luto nacional.

As bandeiras de Angola nao foram colocadas a meia haste, em virtude a morte de Holden.


O MPLA queria enterrar o corpo deste ilustríssimo filho de Angola no Cemitério de Alto das Cruzes no Miramar, em Luanda, proposta que foi liminarmente rejeitada pela direção da FNLA, em particular pelo seu Delfim, o nacionalista e herói vivo da luta pela independencia de Angola, Ngola Kabangu.


"K", como e chamado carinhosamente Kabangu pelos seus íntimos, considerou esta proposta como um insulto a pessoa que se sacrificou para libertar este pais do jugo colonial, quando o corpo de Agostinho Neto, Presidente do MPLA, foi embalsamado e repousa num Mausoléu especialmente construído para o efeito.


Como contra proposta, a FNLA sugeriu para que Holden fosse enterrado no Cemitério dos Ntotela (Reis ou Imperadores) do Kongo, em Mbanza-Kongo (Mbanza a Kongo ou Mbanz'a Kongo, correctamente escrito).


O Governo do MPLA respondeu que lhe falta o poder sobre este Cemitério que e uma propriedade exclusiva da Corte do Reino/Império do Kongo (Wene wa Kongo).


Consultada, a referida Corte explicou que apenas pode ser enterrado naquele Cemitério um Rei/Imperador do Kongo falecido no exercício pleno das suas funções.


Razão pela qual o corpo do Rei/Imperador do Kongo morto na batalha de Ambuila nao foi enterrado naquele Cemitério.


A FNLA questionou o motivo pelo qual o corpo do Bispo católico, D. Nteka, falecido na seqüência de um acidente de Helicóptero na vila do Noki, Província do Zaire, foi inumado naquele Cemiterio.


A Corte respondeu que D. Nteka foi enterrado dentro das ruínas da antiga Catedral católica chamada Kulumbimbi, que esta fora do recinto do Cemiterio real/Imperial.
O Governo do MPLA propôs então para que Holden seja enterrado no local onde se encontram as campas de Papa Pinnock e Lamvu Emmanuel Norman, perto da aldeia de Kialundua (hoje Bela Vista); proposta rejeitada pela FNLA.


A Corte real/Imperial incumbiu aos seus dignitários do Reino/Império do Kongo residentes em Luanda, entre os quais Makuta Nkondo, para encontrarem uma solução desta equação com o MPLA e a FNLA.

Para o efeito, as três partes (Governo, FNLA e os dignitários do Kongo) reuniram-se nas instalações do Futungo II e, diante deste impasse que consumiu quase toda a noite, Makuta Nkondo sugeriu para que o corpo de Holden Roberto seja enterrado dentro da antiga casa do tio dele Barros Nekaka, em Mbanza-Kongo.


Makuta Nkondo argumentou que esta residência de Nekaka esta situada junto ao Cemiterio real/Imperial, a beira da Rua Principal da cidade de Mbanza Kongo, defronte ao Palácio Real/Imperial e da arvore mítica de Yala Nkuwu (le-se Nkuu ou Nku U e nao Nkuvu).


A sugestão de Makuta Nkondo foi aceite unanimemente e foi encontrado o local onde Holden repousa; a antiga residência do seu tio Barros Nekaka.


Regressando ao tema, contrariamente aos lideres do MPLA, nomeadamente Lucio Lara, Antonio Jacinto, Paulo Jorge, Pedro de Castro Van-Dunem, e mais recentemente de Antonio Didalewa, e mesmo do musico Bangao, que tiveram os funerais de Estado que paralisaram Angola, com homelias funebres do Conego do Regime Graciano Apolonio, as mortes dos lideres bakongo passam desapercebidas.


Assim aconteceu com nomeadamente, Holden Roberto, Papa Pinnock (Fundador da UPA), Andre Masaki (Reverendo da IEBA e Vice-Presidente da FNLA), Emmanuel Kunzika (primeiro Vice-Primeiro Ministro do GRAE), Andre Militon Kilandamoko (Advogado e Presidente do PSDA), Paulino Pinto João - PPJ (Presidente dos POCs), cujos funerais ou enterros passaram num silencio total como se nada aconteceu.

Diz-se que os funerais sao reservados as personalidades importantes ou aos VIP e os enterros ao povo ou aos pobres.


Ninguém fala das mortes destes ilustres filhos do Reino/Império do Kongo, cujo território onde se situa a sua Capital, Mbanza Kongo, foi anexado abusivamente a actual Angola.


E dizer que a discriminação persegue os akongo até a morte.