sexta-feira, 26 de agosto de 2016

COMUNICADO DE IMPRENSA SOBRE DENUNCIAS DE PLANOS DO GOVERNO CONTRA O MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE

COMUNICADO DE IMPRENSA
SOBRE DENUNCIAS DE PLANOS DO GOVERNO CONTRA O MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE



O Comité Executivo Nacional  do Movimento do Protectorado em Luanda, tomou conhecimento de fonte digna de confiança, sobre planos da Secreta e da contra inteligência do Executivo do Presidente José Eduardo dos Santos, para  destruir o Movimento que reivindica Autonomia Lunda Tchokwe, consubstanciado no seguinte:


1.º

Em reuniões de estratégias realizadas no corrente ano, na Província do Namibe e em Luanda, os Serviços Secretos e de contra inteligência, ao procederem a análise política da situação nas Lundas, a crise financeira e o pleito eleitoral de 2017, gizaram um plano com as seguintes acções contra o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe:
a).- Criação de grupos fantasmas de tropas e sua infiltração em vários pontos no interior da Lunda Tchokwe, cuja primeira acção já se encontra no terreno, várias Unidades militares espalhadas nas matas, sobretudo na Lunda Norte, Sul e Moxico;
b).- Com a presença destes militares, as acções seguintes serão os ataques as aldeias, povoações e a viaturas de forma indiscriminada, e contra as populações indefesas tal como aconteceu no passado recente da guerra civil angolana MPLA-UNITA, estas acções serão imputadas ao movimento do protectorado Lunda Tchokwe, tento em conta as aluditas informações de possíveis ataques terroristas segundo acusações feitas em Fevereiro de 2016 pelo Governo que vaticinava vir a existir acções do genero na Lunda e em Cabinda;
c).- Com estas acções macabras, estarão criadas as condições, para que o Presidente José Eduardo dos Santos, ordene a partir de Luanda as detenções e prisões para com os membros de Direcção e Líderança do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, como aconteu com a ceita a Luz do Mundo;
d).- Estas acções visam ao mesmo tempo a inviabilização do pleito eleitoral de 2017, o que permitirá o Presidente José Eduardo dos Santos, anunciar a instabilidade politico militar no país e a falta de condições de segurança para a realização das eleições.

2.º

O SINSE, SIC, SISM e outros serviços secretos e de inteligência do Executivo Angolano, em suas análises, tentam ligar o Movimento do Protectorado com o Partido PRS, tudo por causa do símbolo, o “Pensador”, a semelhança das cores de Bandeiras e nas insígnia de ambas as instituições, e, os dois líderes serem ambos nacionais Lunda Tchokwe, o que poderá vir a penalizar aquela formação partidária no mosaico angolano em 2017 ou eventual diminuição de deputados.

3.º

Presentemente uma grande componente militar, altamente equipada com meios militares sofisticados, aviões de combate, Helicópteros, etc., idos de diversos pontos de Angola já se encontra a fazer manobras nas regiões de Cafunfo, Cuango, Caungula, Loremo e Camaxilo, onde as populações estão a viver momentos de agitação e panico.

4.º

O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, tem vindo a denunciar e a reafirmar o seguinte ao longo dos últimos anos:
a).- Que o Movimento não tem Exercito, sua acção é civica, portanto pacifica, por via do diálogo ou jurídica por via dos tribunais, da ONU, da União Áfricana, União Europeia e do envolvimento da Comunidade Internacional;
b).- Temos denunciado a presença massiva de tropas Angolanas no interior da Lunda Tchokwe, bem como unidades especiais da Policia Nacional;
c).- Temos denunciado acções subversivas, perseguições, ameaças de mortes, prisões arbitrárias, brutalidade violenta, clonagem e escutas telefonicas, controlo e acompanhamento milimetrico de membros e activistas, criação de alas e aliciamentos de responsáveis das estruturas centrais, com forte campanha contra a líderança do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, com acusações aberrantes, as de que o líder  já foi comprado pelo Governo Angolano, o objectivo desta campanha, desmotivar a aderência e desmobilizar militantes da organização.


5.º

O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, exorta o Governo do Presidente José Eduardo dos Santos, as forças da Ordem e Segurança Nacional, os serviços secretos e de inteligência a pautar pela civilização; pela convivência salutar de todos os estratos étnicolínguisticos da heterogeneidade de Angola; evitar banhos de sangue inocente por causa da ambição ao poder; que não se repita mais monte sumi no Huambo; que não se repita mais o desaparecimento de 174 cidadãos Lunda Tchokwes como em Junho de 2015 no Cafunfo ou os massacres de mais de 3000 pessoas em “Jaribu e Kambau” em Lucapa e Calonda em 1995, garimpeiros confundidos com tropas da UNITA.

6.º

O Movimento do Protectorado, exorta Comunidade Internacional e Nacional, Sociedade Civil, Partidos Políticos Angolanos, Igrejas e organizações de defesa dos direitos humanos a estarem atentos aos actos premeditados maquiavélico do regime Angolano contra o povo Lunda Tchokwe; atentados contra a democracia e a diferença de opiniões; autoritarismo da ditadura tiranica incapaz de dialogar, e, que sempre optou pelo vandalismo e terrorismo de estado.

7.º

Finalmente, o Movimento do Protectorado, reafirma sua disposição de sempre, aberto para o diálogo; reafirma a continuação da luta até o estabelecimento da Autonomia Lunda Tchokwe igual a ESCÓCIA no Reino Unido; exorta seus membros e activistas para não se intimidarem com as ameaças e perseguições do regime Angolano e, a  sermos solidários com todos os povos oprimidos, injustiçados e amantes da PAZ Universal.


Luanda, aos 24 de Agosto de 2016.-



COMITÉ EXECUTIVO NACIONAL


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

PROCESSO 825 / 2016 , PGR JUNTO AO SIC DA LUNDA SUL VOLTA A NOTIFICAR INOCENTES DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE

PROCESSO 825 / 2016 , PGR JUNTO AO SIC DA LUNDA SUL VOLTA A NOTIFICAR INOCENTES DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE



O Procurador da Lunda Sul junto dos Serviços de Informação Criminal, Sr Santos Carvalho, volta a notificar membros do Protectorado a comparecerem hoje no seu gabinete para tratar de assuntos de seu interesse de acordo com a notificação que Ezequiel Muacumbi e Lito Cesar receberam ontem da Secretaria do SIC em Saurimo.




Em Maio do corrente, a Governadora Cândida Narciso, prendeu na secretaria do Governo Provincial da Lunda Sul o Sr Armando Mutondeno, por este ter deslocado aquela Instituição Pública para entregar uma carta informando a realização de uma manifestação pacifica nos termos do artigo 47.º da constituição de Angola. O mesmo esteve preso durante 90 dias ilegalmente, a PGR junto do SIC instaurou o processo 825/2016, acusando o mesmo de Rebelião a nova táctica encontrada pelo regime de silenciar vozes diferenciados que reclamam o seu direito.




Em Luanda, um agente do SIC, que da pelo de TECA insiste na tentativa de encontrar com o líder do Movimento para o interrogar sobre o mesmo processo, numa altura em que o Sr Armando Mutondeno já se encontra em liberdade.



As próximas horas serão fundamentais para se saber as razões do senhor Procurador Santos Carvalho junto do SIC da Lunda Sul, o que pretenderá com esta nova notificação a estes dois activistas do Movimento do Protectorado.




Noticia em actualização….


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A ELITE DAS 34 FAMÍLIAS DOMINANTES EM ANGOLA, QUE SUSTENTA O REGIME TIRÂNICO JES/MPLA

A ELITE DAS 34 FAMÍLIAS DOMINANTES EM ANGOLA, QUE SUSTENTA O REGIME TIRÂNICO JES/MPLA



Segundo  Thomas Bottomore, a palavra elite (do Francês élite, substantivação do antigo particípio passado eslit, de élire “'escolher, eleger”, este do latim vulgar exlegere, do latim clássico eligere, 'escolher') era usada durante o século XVIII para nomear produtos de qualidade excepcional.


Posteriormente, o seu emprego foi expandido para abarcar grupos sociais superiores, tais como as unidades militares de primeira linha ou os elementos mais altos da nobreza.  Assim, de modo geral, o termo “elite” designa um grupo dominante na sociedade ou um grupo localizado em uma camada hierárquica superior, em uma dada estratificação social, é o caso concreto de Angola, existe mais de 34 famílias dominantes; no campo da politica, economia, no campo militar e policial, os mesmos que também dominam os meios de comunicação social estatal e a Banca.


A teoria das elites foi plasmada no pensamento de Gaetano Mosca, com sua doutrina da classe política;  Vilfredo Pareto, com sua teoria da circulação das elites, na qual utiliza o termo “elite” como uma alternativa ao conceito de classe dominante de Karl Marx; Robert Michels, com sua concepção da lei de ferro da oligarquia, como estas mais de 34 famílias de LUANDA ou do Reino de Ndongo, se o são na realidade ou ainda provenientes de S. Tomé, Cabo Verde, Guiné Bissau, Congos, Portugal, sem nenhum sentimentalismo tribal ou de Xenofobia, simplesmente dizer a verdade e outras paragens que ao longo dos séculos se estabeleceram aqui, hoje tornaram-se, dominantes com todos os poderes sobre os outros povos, em certa medida mais crueis, que o Europeu colonizador.


Charles Wright  Mills utiliza o termo para referir-se a um grupo situado em uma posição hierárquica superior, numa dada organização, dotado de poder de decisão política, económica e mesmo militar.


Robert Dahl descreve a elite como o grupo minoritário que exerce dominação política sobre a maioria, dentro de um sistema de poder democrático, o contrário em Angola, onde um grupo minoritário de mais de 34 famílias, assimilados da administração colonial português domina a politica, a economia e finge que são democráticos, mas semeiam todos os males conhecidos na fase da terra, corrupção, pacto satânico, nepotismo e tudo sob a bandeira JES/MPLA, vanguarda Leninista do proletário Angolano do século XXI.


Elite pode ser uma referência genérica a grupos posicionados em locais hierárquicos de diferentes instituições públicas, partidos ou organizações de classe, ou seja, pode ser entendido simplesmente como aqueles que têm capacidade de tomar decisões políticas ou económicas.


Pode ainda designar aquelas pessoas ou grupos capazes de formar e difundir opiniões que servem como referência para os demais membros da sociedade. Neste caso, elite seria um sinônimo tanto para “liderança” quanto para “formadores de opinião”, no caso de Angola, deveriam ser os comentaristas de TV ou de Rádio, o objectivo, moldar e formatar a sociedade para os designios de um regime totalitário, colonizador preto do novo estilo em África.


Outra forma de identificar uma elite é aproximando-a da categoria “Clássica Dirigente”, ou seja, um intelectual orgânico, tal como definido por Gramsci. Neste caso, a ideia deformação da opinião pública é substituída pela ideia de construção ideológica (comunismo Leninismo o exemplo palpável de Angola de 1975 - 2016), entendida como a direcção política em um dado momento histórico. Sob este aspecto, a elite cumpriria também o papel de dirigente cultural.

NOBREZA E  ELITE, QUE DIFERENÇA?..



A nobreza representa o estamento de maior estrato, sendo geralmente hereditária. Uma classe social, a nobreza era, tal como o clero e o povo, um dos três estados ou ordens que compunham a sociedade na Europa da Idade Média e Idade Moderna.


Aos nobres pertenciam grande parte dos territórios conquistados, recebidos dos MONARCAS como prémio das vitórias nas batalhas e, portanto, o controle Politico. Beneficiavam de duas regalias muito importantes: a jurisdição privativa sobre os moradores dos seus domínios senhoriais (isso até o fim da Idade Média, no século XIV) e a isenção de tributos, além de outros privilégios, tais como o alódio. A nobreza está associada a um título nobiliárquico e pode estar ligada ao governo de um território, sendo que cada país tem as suas regras quanto a nobiliarquia.


Quando uma família nobre é a soberana de um território, passa a ser denominada de Casa. Exemplo: Rei - Reino - Casa + (nome da família), Duque - Ducado - Casa + (nome da família).


 As famílias da alta nobreza - algumas das quais linhas familiares cadetes da casa real, tanto legítimas quanto ilegítimas, isto é, que descendem de reis através de príncipes não herdeiros ao trono ou de filhos ilegítimos dos monarcas -, são também denominadas de Casa, mesmo não sendo soberanas. Por causa dessa importância, com o tempo alguma grande casa do reino poderia ascender à realeza, seja por extinção da linhagem real, batalhas ou politicas ou seja imposição. Aos nobres associam-se os títulos de nobiliárquicos segundo a importância, prestígio ou ascendência do indivíduo e também os brasões de armas de suas famílias.


Com o advento do Renascimento e da Idade Moderna, a nobreza passou a tomar cada vez mais caráter cortesão, sem ligação com o governo em si, principalmente devido a transição de muitas monarquias, a partir do século XVII, de absolutismo para monarquia constitucional.


A nobreza continua a viver e existir como estamento social, mas sem o mesmo poderio de outrora. Sendo uma instituição oficial nas 44 monarquias da actualidade, e uma instituição de caráter privado nos países onde está extinta. Muitos são hoje politicos, artistas, banqueiros, grandes empresários, jet setters, etc. Outros preferem dedicar-se mais a gerir o patrimônio histórico-cultural herdado (nos casos em que o patrimônio familiar é conservado), como obras de arte, joias, castelos, palácios, Hoteis, solares, propriedades rurais, reliquias familiares (que muitas vezes são relíquias que têm papel importante na história), etc.


Os nobres da actualidade muitas vezes são retratados em meios de comunicação, mas, principalmente, nas revistas que cobrem a realeza e a nobreza no ocidente.


ELITE DA COESÃO EM ANGOLA DESDE 1789 - 1992



De acordo com a revista Africana, essa elite em vias de extinção, mas bem presente, menciona simplesmente os feitos dos de LUANDA, ou seja dos crioulos e assimilados como sendo bibliotecas bafiantes de Angola, tão valioso património e legado das novas gerações.


E, as outras latitudes; Reino do Congo, Reino Lunda Tchokwe, Reino do Bailundo e do Kwanhama, que dizem ser também parte de Angola? Não têm sua elite bafiante? Não tem valiosos intelectuais e homens pensantes que fizeram a sua história?

Confira a lista a seguir…

1-Padre Manuel Patrício de Castro/Correia; 6- João 1789-1833; 2-Joaquim António de Carvalho Menezes 1794-1848; 3- Manuel Alves da Costa Francina 1820-1869; 4- José de Fontes Pereira 1836-1901; 5- Cónego António José do Nascimento Assunção Arantes Braga 1836- 1902; 6- João Assunção Arantes Braga 1838-1885; 7- Lino Maria de Sousa Araújo 1842- 1907; 8- J. Dias Cordeiro da Mata 1867-1910; 9- Francisco Ribeiro das Necessidade Castelbranco 1870-1911; 10- Pedro Félix Machado 1870-1905; 11- Augusto Pereira Tadeu Bastos 1871-1936; 12- António de Assis Júnior 1877-1960; 13- Amílcar Branca Martins da Cruz 1879-1958; 14- Pedro da Paixão Franco 1880-1911; 15- José Manuel Morgado 1890-1952; 16- Alberto Jorge Ferreira de Lemos 1891-1975; 17- António Joaquim de Miranda 1892; 18- Cónego Manuel Joaquim Mendes das Neves 1895-1966; 19- Sebastião José da Costa 1895-1958; 20- José Carlos Vieira Lopes 1896-1956; 21- Sebastião de Sousa Araújo 1897-1932; 22- Lourenço Mendes da Conceição 1902-1972; 23- Manuel Bento Ribeiro 1903-1979; 24- Roberto Silva 1905-1982; 25- Américo Alves Machado 1913-1956; 26- Maurício Caetano 1916-1985; 27- Mário da Silva Araújo 1916-1979; 28- Anibal da Silva Melo 1917-1976; 29- Geraldo Bessa Victor 1917-1980; 30- António Agostinho Neto 1922-1979; 31- Ayres de Almeida Santos 1921-1991; 32- Mário Coelho Pinto de Andrade 1927-1992; 34- Mário António Fernandes de Oliveira 1934-1989; Ernesto Lara (Filho).


PS, PSD, CDS e PCP "são cúmplices da ditadura angolana" diz José Eduardo agualusa

PS, PSD, CDS e PCP "são cúmplices da ditadura angolana" diz José Eduardo agualusa


Em entrevista à Renascença, o escritor e activista afirma que a presença de quase todos os partidos portugueses no congresso do MPLA reforça a ideia de que Portugal apoia o regime. E prejudica a imagem da comunidade portuguesa em Angola.

Foto: Pedro Rios/RR
Lusa 

José Eduardo Agualusa receia prejuízos para a comunidade portuguesa em Angola com a presença de partidos portugueses no congresso do MPLA.

Com excepção do Bloco de Esquerda, de Os Verdes e do PAN, todos os partidos com assento parlamentar estarão representados no congresso do partido do actual Presidente, José Eduardo dos Santos.

Em entrevista à Renascença, o escritor angolano lamenta que PS, PSD, CDS e PCP estejam a “apoiar” e a "caucionar" o regime ditatorial de José Eduardo dos Santos. "São cúmplices de uma ditadura, porque é isso que existe em Angola", diz.

Espera alguma novidade deste congresso do MPLA?

Não creio que se possa esperar muito. Parece mais do mesmo. Não só José Eduardo dos Santos é candidato como é candidato único, não houve outra lista concorrente. Há poucas caras novas neste comité central e poucas surpresas. A maior surpresa foi a saída de Ambrósio Lukoki, que é um veterano e um nome histórico do MPLA, que saiu batendo a porta com críticas fortes ao José Eduardo dos Santos e também com críticas ao facto de terem entrado no comité central do partido dois dos filhos do Presidente, que nunca tiveram grande actividade partidária.

Como se pode ler o facto de Eduardo dos Santos ser candidato único à liderança do MPLA, pouco depois de ter anunciado que iria sair da vida política a breve prazo?

A única leitura possível é que essa vontade de sair não existe. O José Eduardo dos Santos já anunciou várias vezes que iria sair e nunca o fez. Dizer que vai sair depois de ganhar as eleições é muito estranho, primeiro, porque em democracia nenhum partido sabe se vai ganhar ou se não ganhar eleições e, depois, porque em democracia ninguém anuncia que vai sair após as eleições, depois de ganhar as eleições, porque ninguém votaria nessa pessoa.

Tudo leva a crer que José Eduardo dos Santos vai perpetuar-se no poder?


O que é possível concluir é a própria falta de democraticidade dentro do partido no poder. Este é o sétimo congresso do MPLA em 59 anos. A UNITA, na oposição, já fez 12 congressos e é um partido bem mais jovem do que o MPLA. Nos congressos da UNITA tem havido listas concorrentes e com grande participação e disputa. No MPLA nada disto existe. Não há outras listas de candidatos, não há ninguém que se atreva a candidatar-se contra José Eduardo dos Santos.


São de esperar momentos conturbados em Angola com a manutenção de Eduardo dos Santos no poder?

A situação, infelizmente, aponta para isso. Há cada vez mais tensão social, mais descontentamento. Esta crise está para durar, porque o preço do petróleo não deverá aumentar.


Esse descontentamento pode levar à saída do Presidente?


Pode. Eu acho que é isso que vai acontecer. Uma vez que o Presidente não parece estar a preparar a sua saída, pelo menos num quadro democrático, a impressão que se tem é que se caminha para o afastamento forçado do José Eduardo dos Santos, mais dia, menos dia.


Como é que olha para esta participação em massa dos partidos portugueses no congresso do MPLA?


Não me parece seja algo de que os portugueses que elegeram esses deputados e que votam nesses partidos se possam orgulhar. Há apenas um partido do Parlamento que não está presente, que é o Bloco de Esquerda, honra lhe seja feita. Todos os outros são cúmplices de uma ditadura, porque é isso que existe em Angola. Esses partidos estão a caucionar uma ditadura, a apoiar um regime totalitário. Quando esse regime cair, todos eles vão tentar afastar-se, mas a história guardará esses nomes.


O cuidado a ter com a vasta comunidade portuguesa em Angola justifica esta participação dos partidos no congresso do MPLA?


Acho que é exactamente o contrário. Quando se pensa numa relação a longo prazo, tem que se pensar na relação entre povos, não na relação entre regimes. Este foi o erro que se cometeu com a África do Sul no tempo do “apartheid”, quando se apoiou o “apartheid” até ao fim. Isso não beneficiou nada a comunidade portuguesa, pelo contrário, prejudicou imenso a comunidade portuguesa, que ainda hoje é vista como uma comunidade que apoiou o “apartheid”.


A longo prazo, esta atitude não beneficiaria em nada a comunidade portuguesa, que hoje já não é vista com bons olhos em Angola. É vista como uma comunidade que sustenta o regime. Há diferentes comunidades portuguesas em Angola, há portugueses que estão em Angola há muito tempo e estão perfeitamente integrados e depois há estes novos portugueses que foram em busca de negócios, tentarem fazer a sua vida sem terem grande ligação aos angolanos, nem procurarem ter essa ligação. São comunidades muito diferentes, mas, de uma forma geral, este tipo de atitude não beneficia nada.


Se houver uma grande alteração no poder político em Angola essa imagem dos portugueses pode ser revertida?


Pode ser ou não ser. Vamos esperar que sim. Há portugueses que estão há muitos anos em Angola, que estão completamente integrados, fazem parte do tecido angolano e são eles, sobretudo, que fazem a imagem de Portugal. Mas existe essa outra imagem. Há muita gente em Angola que vê os portugueses como oportunistas, pessoas que vão apenas em busca de negócios, tentando fazer dinheiro rápido e esse tipo de apoio ao partido no poder. Nas circunstâncias actuais, em que esse poder se está a desagregar e existe uma situação de grande sofrimento para a maioria dos angolanos (a situação a nível de saúde é catastrófica, por exemplo), o apoio ao regime não é bem visto.


A crise e o descontentamento podem causar uma viragem no poder em Angola, em breve?


Acredito que sim. Acho que os partidos políticos da oposição, as organizações não-governamentais, a Igreja, os académicos, todas as forças que pensam Angola, deviam começar a preparar-se para essa transição, para que possa ocorrer de forma pacífica. Existe o perigo de as coisas correrem mal, porque este regime está a fazer o possível para que as coisas corram mal. Não há um processo de transição democrático e, muito pelo contrário, o que acontece é um agravamento diário da situação social. Os dias actuais são muito perigosos, o que pode acontecer a seguir é muito perigoso. Seria bom que a oposição e as forças democráticas dentro do partido no poder, que também existem, se começassem a preparar para a transição, para o período pós-José Eduardo dos Santos.



A Igreja angolana condenou recentemente o actual momento no país. É um sinal de que algo pode estar a mudar em Angola?



Sim, sem dúvida. A Igreja tinha estado calada durante muitos muitos anos e finalmente falou, tomou uma posição muito crítica. Dentro do MPLA também estão a surgir algumas vozes extremamente críticas. Numa entrevista após ter abandonado o comité central, Ambrósio Lukoki acusa o Presidente de estar a degradar a imagem do próprio partido e pede o afastamento do Presidente. São dados novos. Até há pouco tempo era muito difícil escutar vozes dentro do próprio partido a contestar José Eduardo dos Santos. Tudo isso são sinais de grande descontentamento. Eu não tenho dúvida nenhuma que José Eduardo dos Santos vai cair, a dúvida é como vai cair.

sábado, 20 de agosto de 2016

JUPLE – FORÇA MOTRIZ DA JUVENTUDE DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE EM MAIS UM ANIVERSÁRIO DA SUA CRIAÇÃO

JUPLE – FORÇA MOTRIZ DA JUVENTUDE DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE EM MAIS UM ANIVERSÁRIO DA SUA CRIAÇÃO



JUPLE – Juventude Patriótica Lunda Tchokwe, é uma organização política de jovens afectos ao movimento do Protectorado que pugna pela emancipação generalizada de jovens para a causa central da luta pela autodeterminação Lunda Tchokwe , um direito legítimo e natural, por via da implementação democrática dos seus actos, visando uma sociedade mais livre, justa e solidária, no respeito pelos princípios do respeito da dignidade da pessoa humana, do pluralismo de expressão e da democracia interna e externa.



 A Juventude Patriótica Lunda Tchokwe empenha‐se na correcção das desigualdades sociais, através da execução de uma plataforma política que promova a integração dos indivíduos na comunidade em que se inserem, independentemente da sua ascendência, sexo, idade, etnia, orientação sexual, língua, território de origem, religião, convicções políticas, filosóficas ou ideológicas, instrução ou situação económica.



 A acção da Juventude Patriótica Lunda Tchokwe visa a internacionalização dos actos atinentes a luta secular do nosso povo, a sua historia e cultura.


A Juventude Patriótica Lunda Tchokwe condena e combate o recurso a qualquer forma de agressão armada ou de prática terrorista, independentemente da sua sustentação ideológica ou política.



A Juventude Patriótica Lunda Tchokwe compromete‐se com a construção de uma União Africana que assuma internacionalmente os valores e princípios democráticos pelos quais se norteiam os Povos da África Independente e a luta daqueles que reivindicam a sua autodeterminação nos princípios dos artigos 19.º, 20.º e 21.º da carta africana dos Direitos Humanos e dos Povos, incluindo a Nação Lunda Tchokwe.


A Juventude Patriótica contribui para a formação, participação e representação política dos jovens Lunda Tchokwe.




Criada no dia 21 de Agosto de 2012, a JUPLE vai amanhã realizar uma série de actividades alusivas a esta importante data.


A Direcção do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, associa-se a mais este aniversario e exorta a JUPLE mais vigilância, mais estudo, mais disciplina, mais mobilização, mais trabalho e entrega e mais coragem para a conquista da AUTONOMIA do nosso território.


A Direcção do Movimento do Protectorado, exorta a JUPLE o cumprimento escrupuloso das orientações superiores, com realização permanente de palestras, seminários, estudos políticos e estudos da história Lunda Tchokwe.



A JUPLE nasceu ontem, mas já cresceu em pouco menos de 4 anos da sua existência, com maturidade politica, qualidade e quantidade, apesar de enfrentarmos dificuldades da conjuntura imposta pelo regime tirânico colonizador do Presidente José Eduardo dos Santos que se furta a reconhecer o diálogo com a Nação Lunda Tchokwe, como único caminho para a estabilização politica, da Paz e do desenvolvimento harmonioso e o combate as assimetrias gritantes porque o nosso Estado e o povo Lunda  passa.


O Movimento do Protectorado e a JUPLE reafirma publicamente e internacionalmente que a luta do povo Lunda Tchokwe, não é contra a Nação Ndongo, Congo, Umbundo ou Kuanhama, povos dos Reinos Heterogéneos que conformam Angola criada em 1482 por Portugal, mas sim por causa do nosso direito natural em cuja fronteiras foram reconhecidas na conferência de Berlim 1885 – 1884.


Viva a Juventude Lunda Tchokwe

Viva o povo Lunda Tchokwe

Viva o Poder Tradicional Lunda Tchokwe


Viva a Lunda Tchokwe

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS E O VII CONGRESSO DO MPLA E OPORTUNISMO DE ALGUNS FILHOS LUNDA TCHOKWE

JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS E O VII  CONGRESSO DO MPLA E OPORTUNISMO DE ALGUNS FILHOS LUNDA TCHOKWE




Luanda  - No arranque do VII congresso do MPLA que teve lugar dia 17/08/2016, José Eduardo dos Santos no seu discurso de abertura, disse tudo mas nada disse sobre a Nação Lunda Tchokwe, em cujo alguns filhos Lundas a tecerem-lhe elogios bajulantes, ao ponto de lemberem-lhe as botas, satisfeitos com a escravidão, o obscurantismo, o colonialismo e o açambarcamento ilícito da riqueza do nosso povo, deixando-o em extrema pobreza, cujo território chora o massacre de mais de 5000 filhos assassinatos por MPLA em “Kambau e Jaribu” na localidade do Lucapa em 1995, assassinatos continuados de mulheres na localidade do Cuango, entre outros males causados por regime tirânico, ditatorial e colonizador de JES/MLA.



O conclave, que termina a 20 de Agosto, vai eleger José Eduardo dos Santos, único candidato à sua sucessão ao cargo de presidente do MPLA e cabeça de lista as eleições de 2017 em Angola, para mais 5 anos a infernizar o povo Lunda Tchokwe com a sua dependência colonial.



Com mais (8.000.000) oito milhões de habitantes a Nação Lunda Tchokwe – Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, de acordo com último censo do governo de Angola em 2014, e, mais 502.686.000 Km2, sendo a segunda economia de peso no orçamento geral, em cujo 90% dos diamantes que o regime tirânico vende no exterior é proveniente deste território, porém, não se conhece empresário nenhum ou accionista de algum Banco.



José Eduardo dos Santos, prometerá no dia 20 de Agosto de 2008, durante a campanha eleitoral daquele ano que a Lunda Tchokwe haveria de mudar e que colocaria os melhores filhos para o seu desenvolvimento, mente pequena de uma Autoridade Tradicional Thumba Kalunga, Muatchikuata Mualuquessa, que traiu o povo a terra e a cultura Tchokwe, para elogiar a moção do ditador colono, e, ainda fala em nome do poder tradicional Lunda Tchokwe da qual não tem se quer influência, talvez falou em nome dos “Comités de especialidade dos Sobas”.


Os últimos 40 anos da independência de Angola, a Nação Lunda Tchokwe, serviu fielmente os desígnios do MPLA e a UNITA. O mesmo aconteceu durante a guerra de guerrilha com 66% de guerrilheiros do MPLA e a UNITA filhos Lundas, que serviram as fileiras da luta de libertação dos angolanos do fascismo português. Depois disso, o MPLA ignora, usando a persuasão da suposta amizade escamoteada mas nos bastidores somos tratados de macacos e matumbos.


José Eduardo dos Santos transformou a Lunda Tchokwe numa quinta pessoal, aproveitando-se do artigo 15º da sua constituição atípica, onde a Policia, SINSE/SINFO, SIC e as FAA, são Cães de guarda e o povo escravo. Assim explica o porque de 95% da Juventude não tem emprego, 70% de jovens entre os 5 á 15 anos não tem acesso a escola, não existe água potável, as mortes sobem assustadoramente por falta de hospitais, médicos e medicamentos. O desenvolvimento de Angola desde 2002 é totalmente diferente com a Nação Lunda Tchokwe, o congresso do MPLA, a Moção anunciada pelo Presidente José Eduardo dos Santos não trará nenhuma novidade para nós.


Alguns filhos  Lunda Tchokwe humilham-se muito ao MPLA, o MPLA nunca esteve do lado deles, usa-os quando precisa do voto nas eleições, enquanto ouvimos muitos deles a vaticinar, que a Lunda havia de brilhar mais do que o diamante!...nada  avançou, a Lunda continua sem brilho, esta mais preto do que nunca.


Discursando no acto central de abertura do VII congresso ordinário do MPLA, José Eduardo dos Santos não se referiu aos processos Políticos da Lunda Tchokwe, nem se quer  disse o que se passa em Cabinda, onde Activistas que reivindicam o direito legítimo da Autonomia estão presos acusados de Rebelião, enquanto o Presidente alega que seu seu partido "nunca lutou contra o povo" e que “o MPLA nunca abandonou o povo”, e os 174 cidadãos Lunda Tchokwe que desapareceram misteriosamente em Junho de 2015 no Município do Cuango e  na localidade de Cafunfo?.. Onde estão?..



O Movimento do Protectorado, chama atenção a Juventude Lunda Tchokwe,  não caírem em discursos demagógicos do Presidente José Eduardo dos Santos, e que continuem o trabalho na Mobilização do nosso povo, sem Autonomia não há voto nas eleições em 2017. Muita vigilância, que a tirania JES/MPLA, tudo vai fazer, vai desencadear violência e repressão brutal e mortes desnecessárias, esta é a lógica que segue os colonizadores, por meio disso, os opressores têm a superioridade esmagadora.


A luta para a nossa liberdade, implica necessariamente, um enfrentamento com a brutalidade do poder militar e de policia, implica que, sofreremos com perseguições, cairemos na malha das prisões, seremos sentenciados sem crime nem culpa formal,  as punições, ameaças, as prisões, factores estes que jogam um papel importante a favor do regime tirânico, que o ajuda a submeter o povo a que se governa com uma mão de ferro, de intrigas e bufaria constantes, a troco do silêncio e da desgraça da maioria, etc, teremos de ser muito corajosos senão o resultado final será drástico, as acções serão ineficazes e os sacrifícios já consentidos serão em vão.


Povo Lunda Tchokwe, esqueçam para sempre as promessas do VII do MPLA.