terça-feira, 15 de outubro de 2019

ZECAMUTCHIMA EM ENTREVISTA AO JORNAL DA “HORA H” – “TODA ELITE ANGOLANA ESTÁ PENDURADA NA MÁFIA DOS DIAMANTES”





Todos os generais do Estado-maior das Forças Armadas Angolanas faziam parte dos projectos mineiro nas Lundas. Estou a referir-me a Kopelipa, João de Matos, Geraldo Sachipengo Nunda, João Lourenço, Dino Matross e tantos outros, disse recentemente ao Jornal “Hora H”, José Zeca Mutchima, Presidente do Movimento Protectorado da Lunda Norte.

Por Ana Mendes (entrevista de Abril 2019)


Segundo o activista, o ex-Presidente José Eduardo dos Santos é que havia agrupado entre cinco a nove generais a quem atribuiu licenças para a exploração de diamantes. Mesmo dentro do próprio MPLA houve dirigentes que se beneficiaram desse processo.

Jornal “Hora H”; A quem se refere quando fala dos dirigentes do MPLA?

José Zeca Mutchima: Estou a falar do João Lourenço, José Eduardo dos Santos, Dino Matross e muitos outros do Bureau político do MPLA, e eles não podem se dar de inocentes.

JHH; Mas as licenças não eram passadas pelo ex-Presidente José Eduardo, como é que funcionava?

JZM; As licenças eram passadas pelo Ministério de Geologia e Minas, mas tinha a mão de José Eduardo dos Santos. E vou-lhe dizer o seguinte, nas negociações com a UNITA ouvimos que ao referido partido lhe fora cedida uma parcela para explorarem diamantes, mas numa conferencia que participei com o líder da bancada parlamentar da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, disse que o seu partido nunca explorou nenhuma mina. E hoje temos aí as minas de Xitotolo, Kwango e o Lulu e nos perguntamos se as mesmas pertencem a quem.



JHH; Quantos projectos de exploração existem nas Lundas?

JZM; Desde o princípio até 06 de Setembro de 2018 (dois mil e dezoito), havia mais de duzentos projectos de exploração de diamantes em toda Lunda, uns registados e outros não, na ENDIAMA e no Ministério de Geologia e Mina. Portanto eles ocupavam todos riachos daquela parcela do território.
JHH; Quantos estrangeiros ilegais se encontravam nas Lundas?
JZM: Aproximadamente as Lundas tinha mais de oitocentos mil cidadãos estrangeiros a procura de diamantes, e estes elementos contribuíram muito para a degradação do ambiente, porque todos os rios foram transformados para a exploração de diamantes durante muitos anos.

JHH; De que empresas se refere?

JZM: Temos o projecto Xitotolo, pertence a quem? O Lulu e tantas outras; há um tempo que era proibido dizer que no mês X produzimos X milhões de quilates de diamantes para não despertar as populações sobre a riqueza que estes senhores foram explorando durante muitos anos. E até seis de Setembro de dois mil e dezoito mais de duzentos mil projectos mineiros em toda Lunda, registados ou não no Ministério da Geologia e Minas e na ENDIAMA.

JHH; A exploração de diamantes não provocou a poluição do meio ambiente?

JZM: Claro que provocou. Porque todos os rios e riachos foram explorados para procurarem diamantes para estes dirigentes, e eles não estão a pensar se daqui a cinquenta ou quinhentos anos as novas gerações vão sofrer problemas graves com o que está a ser feito por estes senhores. Eu não conheço um cidadão natural das Luandas a quem pertence uma empresa de exploração de diamantes, conforme domino as figuras do aparelho do Estado que saqueiam a terra para benefício pessoal.


JHH; Está a querer dizer que os naturais não praticam o garimpo?

JZM: Agora é que a ENDIAMA está a tentar legalizar alguns elementos para praticarem a exploração do garimpo artesanal, como o rei Mwatchissengue faz, porque quando veio a Luanda era para pedir favores a Endiama que lhe atribuíssem licença de exploração de diamantes artesanalmente. Por isso é que disse que não dominava a existência do Movimento Protectorado. Portanto a instituição que tem o poder para legalizar as licenças de exploração só as dá para os sobas quando sabe que as áreas que pretendem explorar não há maior probabilidade de encontrar diamantes de maior dimensão.

JHH; Quem são os compradores dos diamantes artesanais que o população explora?

JZM: A ENDIAMA, é que compra as pedras que os pacatos cidadãos conseguem. E estão todos identificados os elementos da Empresa Nacional de Diamantes de Angola que têm estado a fazer a ponte para a compra das pedras preciosas. E para salientar, o general Higino Carneiro, Ganga Júnior, Carlos Sumbula, os filhos de José Eduardo dos Santos, estão envolvidos nos negócios dos diamantes, por isso é que estou a dizer que toda elite angolana está pendurada nesta máfia de dos diamantes, isso não é difamação é verdade absoluta e não é segredo para ninguém.

JHH; A riqueza que o Estado explora nas Lundas, o povo sente o retorno?

JZM: Nas Lundas não temos nada de investimentos que orgulha os nativos. Dos mais de quarenta e três anos de independência nunca houve a construção de grandes obras de raiz, é apenas uma ou outra escola que os padres têm estado a construir e o governo também seguem o mesmo exemplo erguendo escolas com três há seis salas de aulas para o ensino primário e o primeiro ciclo. A região das Lundas anda abandonada, por isso é que temos lutado bastante para que o governo do MPLA nos dê a autonomia para desenvolvermos aquela região.
JHH; Senhor presidente, os diamantes rendem muito dinheiro?
JZM: Claro que rende. Eu ando a comparar o petróleo bruto com os diamantes, e vejamos um Kará de diamante pode custar dois mil dólares e um barril de petróleo custa menos de cem dólares. Portanto as pessoas estão identificadas e as mesmas também são assessores do Presidente da República João Lourenço, e são eles que travam todas tentativas que temos estado a fazer para nos darem a autonomia, com medo de perder os seus investimentos no ramo dos diamantes que exploram nas Lundas.

JHH; O senhor conhece nomes de empresas de alguns dirigentes que citou acima?
JZM: Por exemplo, Carlos Sumbula no Kuango com a operação transparência levou muitos elementos que vendiam diamantes e eram sustentados por ele. O Xitotolo é praticamente da Isabel dos Santos e seus irmãos, o Lulú, portanto seriam eles a assumirem isso publicamente. E para reforçar, havia um cidadão estrangeiro chamado Gaoson, no Lukapa, que comprava diamantes defronte da Unidade da Polícia Nacional. Nunca foi detido e era intocável porque oferecia viaturas. E depois do dia sete em que foi lançada a operação transparência as águas ficaram turvas.

JHH; Uma vez que o senhor tem estado a lutar pela independência nas Lundas, não teme que um dia o governo pode lhe acusar de crime contra a segurança do Estado ou traição à pátria?

JZM: Quando começamos com o activismo fomos acusados de crime contra a segurança do Estado e muita gente foi presa, ficaram muitos anos na cadeia e depois alteraram a constituição e fomos libertos. Portanto Angola anda dividida, e nós podemos lutar e pedir a nossa independência. E se amanhã meterem-me na cadeia, há vários Zecas Muxima que estão aí e eles já não querem conversa, mas sim a guerra, portanto nós é que temos estado a travar isso. Tentem pôr Zeca Muxima na cadeia vão ver qual será a reacção da comunidade internacional.

JHH; O senhor tem apoio da comunidade internacional?

JZM: Não digo muito, mas temos apoio internacional, por isso é que digo que há várias representações em vários países do mundo. E quando se fala da Lunda, os estrangeiros pensam que já estamos independentes e questionam-nos se João Lourenço é presidente da Lunda. E gostaria de desafiar o governo MPLA a me apontar o dedo que estou a dividir Angola ou a me incriminar que estou a cometer um crime contra a segurança do Estado vão ver que não é possível e tenho certeza que não terão forças para o fazer.

JHH; Que balanço faz dos governos das Lundas?
JZM: Qualquer governador que está naquele território é simples trabalhador do MPLA, porque não tem orçamento e têm dificuldades de implementar os projectos e eu tenho pena deles. Todos os projectos saem de Luanda para serem executados lá, e ele fica apenas a fazer propaganda nas rádios e o povo pensa que ele é que está a estragar a província enquanto que não. E gostaria de desafiar João Lourenço para me mostrar um projecto que está a ser feito nas Lundas que custou cinquenta milhões de dólares em benefício daquele povo.

JHH: Os orçamentos da província não satisfazem as necessidades da população?
JZM: No orçamento passado contabilizou-se para cerca de quatrocentos milhões de dólares para as quatro províncias do leste do país, e dividindo este valor por trinta e três municípios que aquele território tem este dinheiro só caberia para trinta dias. Como é possível que quatro províncias nunca tiveram um orçamento que chega aos dois bilhões de dólares, uma vez que elas é que produzem muita riqueza para este país, portanto nenhum governador está em condições de dizer que vai resolver os problemas que aquela população vive. Aí, está a necessidade das Lundas serem autónomas para terem o seu orçamento e procurar resolver os seus problemas internamente e deixar de depender do governo de Angola.

JHH; Alguma vez o senhor dedicou-se a exploração de diamantes artesanalmente?
JZM: Felizmente nunca estive envolvido nisso, e vivi muito tempo fora de Angola. O garimpo artesanal não garante a segurança social do individuo, e a maioria da população que encontra o garimpo como meio de sobrevivência muitas vezes ficam um ano ou mais na mata sem encontrar sequer um diamante e outros acabam por morrer lá de doença ou mesmo assassinados pelas forças do governo.

JHH; Acha que os portugueses tinham que apoiar Cabinda e as Lundas para se tornarem independentes?
JZM: Os portugueses são falsos, porque seriam eles a nos ajudarem para dirimirmos esta violação que o governo angolano tem protagonizado com as populações de cabindas e Lundas que vem a lutar há muito tempo. Porque é que eles quando se deslocam a Angola não visitam estes dois territórios e limitam-se apenas em Lunda, Benguela e Huila? Portanto estes senhores não merecem o nosso respeito.

JHH; Uma vez que as autarquias se aproximam, e o governo não tem dado luz verde ao Movimento do Protectorado. O senhor vai concorrer em 2020?

JZM: A Lunda é um país. Eu não vou me candidatar para trair o meu povo, porque até já entreguei uma constituição ao governo Angolano e a comunidade internacional. Portanto as autarquias é um jogo político dos partidos políticos da oposição chegarem ao poder, e com que meios estes autarcas vão desenvolver os municípios se nós sabemos que a maioria dos municípios não têm água potável, energia eléctrica, estradas todas degradas e não produzem praticamente nada, onde é que irão buscar receitas para movimentar as comunidades.

JHH; O senhor fala sempre de corrupção, será que alguma vez já foi corrompido?

JZM: Eu sou muito coerente e sou uma pessoa formada. E quando fui para a luta da independência das Lundas fui de cabeça erguida e não por aventura ou para querer ter carro bonito e dinheiro. Tem havido várias tentativas de corrupção, mandam pessoas para me convencer a abandonar a causa e eu não posso fazer isso por honra a minha família porque sou de uma família de Mwana Ngana.

JHH; Dadas as violações dos direitos humanos que vem sofrendo, já contactou o governo central?

JZM: No regime de José Eduardo dos Santos escrevemos mais de cinquenta cartas, com João Lourenço já estamos com mais de dez cartas, portanto o silêncio é total por parte do governo angolano.
JHH; O Presidente João Lourenço disse recentemente que em Angola não há perseguição nem fome. Isso é verdade?
JZM: Acho que ele não vive em Angola, mas tem toda razão porque sempre teve uma vida de luxo durante os quarenta e três anos que o MPLA está no poder. E sabemos que na governação de José Eduardo, foi governador de Benguela, Moxico, ministro da Defesa, Secretário-geral do MPLA e vice-presidente da Assembleia Nacional, portanto ele pertence a elite angolana e não conhece Angola por isso é que fez tais declarações. E uma vergonha quando um presidente não admite a realidade do seu povo, e quando diz que em Angola não há fome, as mortes de pessoas e gado que acontece no Cunene não são vidas? Os vinte e um activistas presos nas Lundas, em Cabinda não é perseguição.

JHH; Qual tem sido fonte de sobrevivência da população das Lundas?
JZM: A pobreza e extrema no seio da população, e muitos prostituem-se para se alimentar. Hoje nas Lundas, a prostituição infantil multiplicou por causa da ordem económica, e o presidente João Lourenço quando visitou a Lunda passou num bairro para falar com o povo, que ele hoje diz que não há fome. As mortes nos hospitais multiplicam-se dia pois dia por falta de medicamentos e de meios técnicos para o funcionamento das instituições sanitária.
JHH; Qual é o principal objectivo do Movimento do Protectorado?

JZM: O objectivo do Movimento do Protectorado é conhecido pelo governo angolano, e já entregamos a José Eduardo dos Santos e a João Lourenço. Nós redigimos uma constituição, que permite-nos governar e fazermos da Lunda um país bom para viver, como a Escócia e o MPLA é que tem medo de perder o poder que exercem na exploração de diamantes nas Lundas.
JHH; Que mensagem deixa ao povo das Lundas e ao governo angolano?

JZM: Primeiro ao governo Angolano, não tenham medo de negociar a autonomia da Lunda, e aqueles que têm minas de diamantes nós não vamos retirá-los dos locais em que estão a explorar, mas sim actualizar a lei para que as riquezas beneficiem a população. E ao povo das Lundas, ajudem o movimento a crescer e o ministro do Interior, Ângelo da Veiga Tavares, o Procurador-Geral da República para pararem com as detenções nas Lundas e soltarem os activistas que se encontram presos naquele território.

sábado, 12 de outubro de 2019

POR CULPA DE MUITOS FILHOS LUNDA TCHOKWE O NOSSO POVO VAI CONTINUAR COM SOFRIMENTO DA GOVERNAÇÃO COLONIAL DO MPLA





Por Samajone

Faz muito tempo que não escrevia sobre o meu orgulho de ser filho Lunda Tchokwe e fazer parte daquele punhado corajoso da Liderança do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe.

Durante este tempo tenho observado que há de verdade por parte de muitos filhos Lunda Tchokwe o espírito de egoísmo ou de ignorância, sobre a nossa verdadeira historia e os caminhos que deveríamos seguir.

O apito tocou em 2006, foi levantada a bandeira da nossa liberdade em que todos fomos convidados fazer parte, ou que para construir o edifício da nossa autodeterminação, como um povo livre do colonialismo, que cada um carrega-se um tijolo ou bloco para fazer verdadeiro alicerce de betão bem armada que no futuro não permitisse a casa desabar.

Portanto, tenho observado que durante estes últimos 13 anos de luta pacifica conduzida sabiamente pelo Movimento do Protectorado e sua liderança, foram presos mais de 370 Activistas Cívicos, os últimos foram colocados em liberdade no dia 25 de Agosto do presente ano em que o movimento assumiu sozinha a luta, ou que; “TETO YAMY KWAMY TE CHIXIKO”. Nunca escutei voz alguma de personalidades Lunda a solidarizarem-se com esta nobre causa.

Verifiquei que sempre eram advogados de defesa dos Activistas Cívicos Lunda Tchokwe, pessoas de outras regiões de Angola, e os Lundas que estudaram direito? Esfumaram-se com medo? Ou porque ignoram a causa?

Os deputados oriundos de Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, sobretudo aqueles no Partido MPLA, nunca os ouvi a reclamar coisa alguma do que eles costumam chamar “LESTE DE ANGOLA”, desde a pobreza, a fome, saúde falta de hospitais e de medicamentos e médicos, as diferenças, a subjugação, falta de visão para o desenvolvimento, estradas, o colonialismo, assassinatos e as violações aos direitos humanos, para não perder as mordomias, tais deputados nunca lhes ouvi a dizer absolutamente nada?

As insensibilidades dos tais governadores filhos Lundas é outro dilema, como guardas das minas dos diamantes dos seus patrões são os primeiros coniventes para com o sofrimento do povo Lunda.

Mais caricato ainda é ver o ódio das ofensas corporais, as torturas, maltratos e os massacres infligidos pelos Policiais filhos Lundas contra Activistas Cívicos nas manifestações que legalmente são convocados. Um filho Lunda a maltratar outro filho Lunda e o MPLA bate palmas.

Os Bispos, Padres, Pastores de diversas Igrejas na Lunda Tchokwe e que são filhos da terra, estão no silêncio sepulcral. Conhecedores que são da história do povo Lunda Tchokwe, mas nada dizem, “DEUS PERDOA-LHES NÃO SABEM O QUE FAZEM”.

As autoridades do poder tradicional Lunda Tchokwe, lamentavelmente perderam-se no bónus que recebem de 15.000,00 Kz do regime do MPLA.

As mulheres e a Juventude Lunda Tchokwe, deles nada podemos esperar. Afinal de quem é a verdadeira culpa do nosso sofrimento? Do colonizador?.. aonde anda então a nossa coragem?...

sábado, 5 de outubro de 2019

QUEM CALA CONSENTE, A VITÓRIA PERTENCE AO POVO LUNDA TCHOKWE





LUANDA, 03/10 – O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, endereçou desde o mês de Abril cerca de 300 Cartas a varias personalidades do mosaico intelectual, lideres Religiosos, Advogados, Jornalistas, Lideres da Sociedade civil e alguns Políticos não filiados em Partidos Angolanos.

Convidamos estas personalidades angolanas a titulo individual para que debatessem com o Movimento do Protectorado vis-a-vis, a questão reivindicada do direito legítimo sobre a autodeterminação da Lunda Tchokwe por via de autonomia do tipo Escócia.

Mais de 35% dos que enviamos as cartas não responderam até ao momento passado que foram mais de 5 meses. Mas acreditamos que talvez têm problemas, porque muitos deles são pró MPLA e estejam comprometidos com o regime. Não era uma obrigação.

Os 65% que nos responderam, na sua maioria o fizeram, enviando-nos cartas com pedidos de não divulgar os seus nomes nem o conteúdo das cartas com os seu ponto de vista ao invés de encontros e debates abertos em locais ainda que fossem fechados sem a presença de jornalistas.

Congratulamo-nos com estas personalidades que tiveram a coragem de nos responderem e que todos eles foram unânimes de reconhecer que o Governo do MPLA deveria agir dialogando cedendo o direito dos Lundas.

Todos eles reconheceram o estado deplorável em que hoje se encontra o povo Lunda Tchokwe e a incapacidade demonstrada pelo MPLA ao longo dos 44 anos de independência naquela região em todos os sectores da vida económica e social como é o caso da saúde, educação, habitação, estradas, etc., etc.

Para alguns, o Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, deveria seguir o exemplo da China para com Hong Gong e promover o diálogo com a Lunda reconhecendo Autonomia que lhe estão a propor, citaram exemplos da Madeira e dos Açores.

Muitos encorajamentos de continuarmos a luta por via pacifica como o temos feito até agora.

Mas será que o MPLA entende a linguagem Pacifica invés de linguagem da guerra?

Com mais de 65% das cartas que recebemos, finalmente a casta de intelectuais Angolanos conhecem perfeitamente a história da Lunda, porque muitos disseram mesmo que estávamos sob jugo colonial de Angola.

Outros disseram nas suas cartas que as novas caras no MPLA e no seu Governo, querem enriquecerem-se com os diamantes da Lunda Tchokwe ainda, por isso vão aconselhando prudência ao Presidente João Lourenço, em não tomar qualquer posição sobre o assunto.

Uns aconselharam recorrer a Instituições Internacionais das Nações Unidas e da União Africana e ao extinto Comité de Descolonização da ONU, por ironia ou por humorismo, mas aceitamos todos os conselhos que nos enviaram e foram bem-vindos.

Que o MPLA continue calado porque consente!..

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

GOVERNO DA REPUBLICA DE ANGOLA EXIGE UM MILHÃO E OITOCENTOS E SESSENTA MIL KWANZAS PARA DAR SOLTURA ACTIVISTAS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE EM SAURIMO






Saurimo, 13/08 – O Tribunal Angolano na Lunda – Sul, continua a exigir dos Activistas do Protectorado Lunda Tchokwe, detidos na manifestação do dia 17 de Novembro de 2018, de forma ilegal, mais de um milhão e oitocentos e sessenta mil Kwanzas (1.860.000,00 Kz), o equivalente há 5.000,00 Dólares americanos, ou seja cerca de 500,00 US Dólares a cada Activistas.


Estes Activistas Políticos do Protectorado, não eram funcionários, nem se quer tinham comercio ou actividade alguma onde poderiam ganhar dinheiro, aonde é que vão encontrar tal valor que o Tribunal do MPLA quer?... Seguramente vão continuar mil anos na prisão até um dia quando o regime assim o entender.


Aos poucos, o regime colonizador do MPLA na Lunda Tchokwe começa a mostrar a sua fúria e cólera raivosa quando usurpa aquilo que não lhe pertenceu nunca, começa a ecoar da voz da razão o despertar do nosso povo, e a alavancar os cilindros da razão da nossa força contra a força que nos opomos politicamente, essa força militar, poderosa economicamente contra nós com os parcos meios ao nosso alcance. Esta força todo o terreno incapaz de interpretar os sinais do novo mundo e da energia cósmica que sobra sobre Africa.


Caros compatriotas Lunda Tchokwe,
Como caracterizar a submissão e cultura de medo?..

Submissão é o acto ou acção de se submeter a algo ou alguma coisa; deixar-se  dominar passivamente; uma forma de subordinação, vassalagem ou servidão. A submissão é baseada na condição de obedecer ordens de um superior, sem o direito de tomar decisões livres ou de se expressar da forma que bem entender. Um indivíduo que vive em estado de submissão é chamado de  submisso  e é caracterizado pelo excesso de humildade e servilismo. Normalmente, a submissão é marcada pela espontaneidade do submisso perante algo ou alguém, ou seja, uma obediência voluntária.


A submissão pode ser uma acção pejorativa, quando o indivíduo submisso é vítima de humilhação devido a sua condição de extrema humildade ou servidão; a submissão pode ser classificada como uma das características da escravidão.


Na doutrina religiosa, de acordo com a bíblia sagrada cristã, o conceito de submissão faz referência ao temor e obediência que o crente deve ter perante Deus.


Em algumas doutrinas religiosas e culturais ainda existe a ideia de "submissão feminina", onde a mulher deve ser submissa às vontades e ordens do homem (seu marido, pai ou irmão mais velho, por exemplo) para garantir a "felicidade" e "estabilidade" de uma família.


A submissão e dominação também são acções que estão intimamente relacionadas com o  “sadomasoquismo”, quando um indivíduo se submete a outro de livre e espontânea vontade para obedecer regras e ordens de conotação sexual. Na maioria dos casos, o uso de um discurso severo e ditatorial é utilizado de forma teatral pelo dominante sob o submisso, a fim de estimular a excitação sexual entre os praticantes do sadomasoquismo.


A obediência é um substantivo que define acção de quem obedece, de quem é dócil ou submisso. Uma pessoa que segue, cumpre ou cede às vontades e  ordens  de alguém acima dele, acto passivo de submissão cega pelo medo (fútil), culto de veneração de conferir honras e dedicação servil, temor ou receio das possíveis consequências ao desobedecer o dominador.


Pessoa submissa caracteriza-se por ser chulo, medíocre, imbecil por revelar tolice ou fraqueza de espírito, tonto, débil e ignorante, incapaz de defender seus direitos, a mediocridade pela ausência de mérito, pobre do ponto de vista intelectual, covardes que não tem coragem e medrosos com atrasos mentais.

Caros compatriotas e a comunidade internacional!..

Os nossos antepassados deixaram-nos um legado memorável, ao convidarem Portugal e terem celebrado 8 tratados Protectorado, ou seja, Portugal aceitou ser nosso protector desde 1885 – 1894 / 1975, é este estatuto que nos serviu de partida, para o trilho da marcha que prosseguimos, a luz que ilumina o nosso caminhar, a energia que nos orienta continuar com a luta, sem o qual o nosso caso, estaria perdido e relegado na historia.


A luta de autodeterminação do Reino Lunda Tchokwe – Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Lunda Norte, não são monopólios de alguém, não é uma propriedade privada de alguém, nem deve ser uma base de desavenças entre os filhos Lundas. Cada um faça a sua parte, porque é um projecto dos nossos antepassados, que nós devemos continuar sem submissão aos poderes instalados em Luanda.


A ONU, a União Africana, a União Europeia, Portugal, Bélgica, França, Alemanha, Reino Unido e o Vaticano, conhecem a nossa realidade, porque foram eles os autores morais que reconheceram o Protectorado Português da Lunda desde 1894, esta realidade políticas, histórica, jurídica e cultural, é conhecida pelos missionários, pela Igreja Angolana, pelos Generais, Comissários e Comandantes da Policia, Governadores, Ministros, Juristas, filhos do Reino Lunda Tchokwe em missão de serviço nas hostes do nosso colonizador e pelo nosso povo, porque temos de permitir a cobardia e submissão ao nosso colono.


Caros compatriotas, nos preocupa o silencio dos Intelectuais e Académicos, dos Senhores Deputados do Reino Lunda Tchokwe, no Parlamento, Ministros e Secretários de Estado no Governo, Membros no Comité Central e Bureau Político do MPLA e outros Partidos Políticos, Juízes e Procuradores, Diplomatas e Antigos Combatentes e Veteranos da Guerra, membros da Sociedade Civil e organizações religiosas, por causa da vossa indiferença, da vossa omissão, por falta da vossa opinião, o que tem permitido o MPLA enganar as nossas autoridades do Poder tradicional no seu jogo sujo de lhes oferecer Viaturas e dinheiros para testemunhar contra os ideias nobres da nossa causa comum, e que os vossos corações estão conscientes, porque no fundo todos nós queremos a nossa liberdade, se não fosse a nossa cobardia.


Caros compatriotas, os Activistas Políticos detidos desde o dia 17 de Novembro de 2018, estavam a lutar para uma causa comum, será que o povo Lunda Tchokwe não é solidário com os seus próprios irmãos de sangue e linhagem?...


Lamentamos, que muitos dos nossos compatriotas quando nos aproximam ficam com medo, logo dizem: “não me podem ver com vocês, senão vou perder emprego ou vão me notar com o Movimento do Protectorado”, que tolice?..


Caros compatriotas, chegou o momento de nos definirmos, como continuadores de Dumba Watembo e de todos aqueles “Miananganas que celebraram os Tratados com Portugal”, eram analfabetos, mas homens valentes, corajosos, nosso orgulho de continuarmos a nobre missão, e, desde aqui apelar a consciência de cada um de nós, num encontro onde de viva voz esclarecermos e clarificarmos definitivamente, sobre o nosso futuro. Porque o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe não para…

segunda-feira, 29 de julho de 2019

JUIZA DA LUNDA SUL MARINELA AUGUSTO, DIZ QUE OS ACTIVISTAS CIVICOS DO PROTECTORADO DEVEM PAGAR 1.860.000,00 KZ E SÓ ESTARÃO EM LIBERDADE NO DIA 21 DE AGOSTO


 
Saurimo, 29/07 – Diferente do que foi dito dia 25 do corrente mês, durante a leitura da sentença pronunciada pela Juíza do Tribunal da Lunda-Sul, Marinela Augusto, contra Activistas Cívicos, detidos ilegalmente no dia 17 de Novembro de 2018, numa manifestação convocada legalmente pelo Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, hoje o tribunal apresentou nova informação, ao invés de 50.000,00 Kz por cada detido, que seriam no total 500.000,00 Kz, agora é 186.000,00 Kz ou seja 1.860.000,00 Kz total para os 10 Activista cívicos.


Em Angola existe actualmente um código penal exclusivo para Lunda Tchokwe, sobretudo quando se manifestarem, reivindicando os seus direitos legítimos. As autoridades policiais, forças armadas, inclusive seguranças privadas estão autorizadas superiormente de matar qualquer cidadão desde que seja Lunda Tchokwe.

Alguém se lembra de algum julgamento desde 1975 de algum assassino, já viram alguma vez a policia apresentar supostos assassinos na Lunda Tchokwe via TPA, RNA ou Jornal de Angola?..

É tão fácil brincar com um povo, tão pacifico, onde juízes para defender o regime fazem e desfazem quando quizerem, abusam quando quizerem, matam quando quizerem.

Um milhão, oitocentos e sessenta mil Kwanzas, abuso do poder e arbitrariedade, simplesmente somos pacíficos demais!..

Uma fonte do mesmo tribunal de Saurimo que pediu anonimato, disse que veio uma “ORDEM EXPRESSA DO GABINETE DO PRESIDENTE JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO”, a orientar a Juíza Marinela Augusto a tomar tal decisão, alias, de acordo com a mesma fonte, desde o inicio do julgamento, a Presidência estava a par e passo sobre o andamento do processo ou seja “ORDENS SUPERIORES”.

A Juíza Marinela Augusto, recebia também ordens do Governador DANIEL FELIZ NETO da Lunda – Sul, informou a fonte.

Por outro lado, os detidos Activistas Cívicos, mesmo pagando 1.860.000,00 KZ, só poderão estar em liberdade no próximo dia 21 de Agosto.

Estes 10 Activistas Cívicos, até dia 21 de Agosto completarão 9 meses de prisão, aonde irão encontrar 1.860.000,00 Kz para pagar ao tribunal Angolano, o nosso colono, se antes não trabalhavam, porque não têm emprego e não existe mesmo, 9 meses na prisão vão roubar para poder pagar o tribunal e a juíza Marinela Augusto.

Jamais Africanos teremos capacidade de resolver os nossos diferendos sem a presença do Ocidente, a Europa e os Estados Unidos de América, esta é a pura verdade. Por falta de capacidade de dialogar, as guerras em Africa não param.

Condenem-nos, a HISTORIA NOS ABSORVERÁ!..pois, mais de 370 activistas cívicos do Protectorado Lunda Tchokwe já passaram nas diferentes comarcas do regime angolano desde 2009 até a presente data.

Condenem-nos, a HISTORIA NOS ABSORVERÁ!...e a Lunda Tchokwe será independente no contexto das Nações.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

NA LUNDA-SUL JUIZA MARINELA AUGUSTO EXIGE 500.000,00 KZ PARA DAR SOLTURA ACTIVISTAS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE DETIDOS NA MANIFESTAÇÃO NO DIA 17 DE NOVEMBRO DE 2018





SAURIMO, 25/07 – A leitura da sentença politica contra os activistas Cívicos do Protectorado Lunda Tchokwe, havia sido marcada para hoje, 25 de Julho de 2019, depois das sessão da audiência que teve lugar dia 18 de Junho na sala do Tribunal Municipal de Saurimo junto da redunda do Bairro Txizainga, no dia 20 do mês de Junho adiou a sessão para o dia 3 de Julho, onde a referida Juíza deveria ter pronunciado a sentença a ser aplicada aos Activistas Cívicos detidos ilegais desde o dia 17 de Novembro de 2018, não o havia feito, tendo alegado a complexidade do processo, e consequente adiamento para hoje 25/07.


Os Activistas Cívicos do Protectorado foram acusados de co-autoria material de crime de rebelião previsto e punível pelo artigo 21º da Lei nº 23/2010 de 03 de Dezembro, no dia 12 de Março de 2019, a Procuradoria-geral da Lunda Sul, havia primeiro os acusado de tentativa de Golpe de Estado, isto no mês de Novembro de 2018.


O julgamento em si, é de fórum Politico, não tem nada haver com qualquer argumento da Juíza Marinela Francisco Miguel Augusto.


O objectivo é de psicologicamente tentarem desmotivar os cidadãos Lunda Tchokwe para não continuarem aderirem no Movimento reivindicativo do direito natural de autodeterminação nos termos dos tratados de Protectorados celebrados com Portugal 1884-1895/1975, e que Angola usurpou e esbulhou colonialmente neste 44 anos da nossa dependência de Luanda


O que decorreu, desde as 8 horas de hoje, os reclusos foram transferidos da sala habitual das audiências para a Sala das Audiências do Tribunal Provincial juntos dos Registos e do Governo Provincial da Lunda-Sul sem prévio aviso aos familiares nem aos advogados de defesa.


A audiência decorreu a portas fechadas com um dispositivo policial. Algumas pessoas que ocorreram junto das instalações do Tribunal Provincial, a Policia não as deixaram que se aproxime do edifício.


Finalmente por volta das 14 horas, a Juíza Marinela Augusto, depois de ter feito uma chamada telefónica, fez a leitura da sentença, tendo explicado que os detidos membros e activistas cívicos do Protectorado Lunda Tchokwe, só ficaram 9 meses preso, porque no dia da manifestação obstruíram as ruas de Saurimo, e consequentemente, deveriam ficar preso a seu jeito de 9 meses e que agora estavam livres, mas que só poderia dar soltura depois de eles (Activistas Cívicos) pagarem 50.000,00 Kz cada um deles, de taxa de imunumentos tributários.


Assim terminou com a leitura da sentença e mandou recolher os detidos para a cadeia até pagar tal 500.000,00 kz, que na realidade não será possível de ser paga, trata-se de pessoas desempregadas que ficaram 9 meses presas, gente de família camponesa sem qualquer possibilidade económica, o certo seria o tribunal a indemnizar estes activistas pelas calunias e difamações a que foram sujeitas.


quarta-feira, 24 de julho de 2019

MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE ANUNCIA A REALIZAÇÃO DO SEU PRIMEIRO CONGRESSO (CONVENÇÃO NACIONAL) ORDINÁRIO EM 2020





LUANDA, 23/07 – O Comité Politico do Secretariado Executivo Nacional do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, reunido em Luanda anuncia a realização nos termos do Artigo 18º do Estatuto a sua primeira Convenção, (Convenção Nacional do MPLT (Congresso)) Ordinária em 2020.

A Convenção Nacional ou Congresso é o órgão supremo do MPLT que determina o carácter e a orientação da ideologia defendida pelo movimento (Nacionalismo Liberal, Democrático e Cristão) e a quem incumbe apreciar e definir as linhas gerais da política nacional Lunda Tchokwe e internacional que oriente a acção e actividade das estruturas de base, membros, bem como das organizações sociais (JUPLE e UMULE) e associações dependentes.

O Artigo 22º (Realização das convenções (Congressos)), A convenção funciona no escalão Nacional e reúne ordinariamente de 5 em 5 anos e extraordinariamente, sempre que convocada nos termos do artigo 21º com pelo menos três meses de antecedência da respectiva reunião ou convenção e nos termos do estatuto.

O Artigo 23º (Competências do Comité dos Representantes), define as seguintes competências ao Comité dos Representantes que são:

a)    Convocar e preparar as convenções ordinárias e extraordinárias;
b)    Garantir coesão harmoniosa da linha política e da estratégia geral;
c)    Fixar o número dos membros do Comité dos Representantes e organizar o respectivo processo eleitoral;
d)    Eleger o Vice-Presidente, sob proposta do Presidente depois da realização da convenção (Congresso);
e)     Eleger o Secretário-Geral, sob proposta do Presidente depois da realização da Convenção (Congresso);
f)      Eleger os membros do Comitê Político, sob proposta do Presidente depois da realização da Convenção (Congresso);
g)    Fixar o numero dos membros da Comissão de Disciplina e Jurisprudência;
h)   Estabelecer o modo de organização e funcionamento das estruturas, através de regulamento próprio;
i)      Estabelecer as modalidades de eleição dos delegados as assembléia, conferencias e a Convenção Nacional;
j)      Orientar a actividade do Movimento em nível de todos os escalões;
k)    Deliberar sobre a suspensão do presidente do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, comprovado de que terá violado gravemente a linha política e a ideologia, por incapacidade comprovada, morte ou outra acção que prejudique o povo e o Reinado Tchokwe;
l)      Decidir sobre Alianças, parceria, colaborações, coligações e convênios de cooperação com outras forças Políticas que tenham o mesmo fim, mas nunca “Integrar-se” em outras forças e perder o objecto e fim da luta pela Autodeterminação e a formação do Governo Próprio do Reino Lunda Tchokwe;
m) Decidir sobre filiação em Organizações Internacionais;
n)   Aprovar plano Estratégico, Relatórios, orçamentos e relatório de contas do Secretariado da Administração e Finanças;
o)    Aprovar o Estatuto e o Regulamento interno ou modificá-los;
p)    Aprovar outras tarefas e actividades atribuídas as Convenções Nacionais ou constantes do presente Estatuto e Regulamento em vigor.

A data oficial da realização do certame será anunciada no mês de Maio de 2020 com a realização da Reunião do Comité Politico naquele mês e com a criação efectiva das condições logísticas e humanas para o efeito.

Ao longo dos próximos 12 meses o Comité Politico do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe vai realizar conferencia antecedentes a Convenção.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

OPERAÇÃO TRANSPARENCIA MAIS VIOLENTA NA LUNDA TCHOKWE EM CALONDA, LUCAPA, NZAGI E CAFUNFO, DIAMANTES DESAPARECEM MISTERIOSAMENTE EM CATOCA





Lucapa, 19/07 – O Estado de sítio tomou conta as localidades de Calonda, Lucapa, Nzagi e Cafunfo. A “Operação Transparência” iniciado em Setembro de 2018, na Lunda – Norte, Lunda – Sul, no Moxico, Bié entre as anteriores 7 províncias visadas na primeira fase, só aqui na Lunda – Norte é que continuam a mesma operação.


A “Operação Transparência” Chefiada por Comissário Queiroz, que teve seu inicio no dia 15 do corrente mês, desde o Lucapa, em Calonda desde o Bairro NAIVULU até o Bairro “DEZ”, e que continua em direcção a localidade do NZAGI já terá feito mais de 86 detenções de Batetelas, 120 Senegaleses, Guineanos, Malianos entre outros estrangeiros ilegais de acordo com fonte da Policia.


O certo nestas localidades, a Policia não teve a mesma sorte de apanhar os Potenciais compradores ilegais de diamantes que desapareceram misteriosamente, porque alguns corruptos da Policia ou elementos do Governo da Lunda – Norte já os haviam alertado. Fugiram para Luanda e outras localidades onde não serão identificados a coberto de tais corruptos.


Na localidade de Cafunfo e de Capenda Camulemba, a acção dos chamados Boinas Vermelhas, PIR, Policia da Guarda Fronteira e os elementos das FAAs, de ao invés de recolherem os estrangeiros ilegais, estão é a perpetrar violência física sem escolha contra todo o cidadão que for encontrado na rua, estão a bater com catanas e usando coronhadas das suas armas.


Cafunfo, esta neste momento parado por completo, nem as lojas ou pequenas praças, não estão a funcionar devido da violência brutal dos elementos da Ordem e da Segurança Publica da “Operação Transparência”, a recolha que esta sendo feita não esta a fazer escolha de angolanos e estrangeiros ilegais, segundo a fonte a selecção dos estrangeiros e os nacionais será feita em Malange, por isso é que eles os policias estão a bater nos cidadãos que estão a recolher.


Para que serve tanta violência brutal contra as populações indefesas? Este tipo de comportamento violento dos Agentes do Estado Angolano, só acontece contra o Povo Lunda Tchokwe, porque?


Muitas vezes o nosso povo quer cooperar, vendo o tipo de violência e a brutalidade, preferem não cooperar.


Se os estrangeiros entram no território da Lunda-Norte, é porque a Policia da Guarda Fronteira tem colaborado em corrupção activa, recebendo dinheiros e protegendo estes ilegais, tal como a mesma Policia tem sido a primeira a se ajuntar aos garimpeiros para lavarem juntos o caxicalho e a divisão da venda dos diamantes nos comptuarios. 


Afinal quem autorizou os estrangeiros a comprar os diamantes e como é que entra o dólar americano no território da Lunda-Norte sem que as Autoridades Competentes da Policia ou do Governo não tomarem medidas de estancamento?


Quem autorizou SAMBA SILA, SIDIC, GRAMOUSA, IBRAIM, GAUS, KEBE, GRASAKO, SOULO, ABOU CHIAM, BAMBA, PETIT BA e outros grupos de estrangeiros a fazer a compra de diamantes a céu aberto nas localidades do Lukapa, Calonda, Nzagi e no Cafunfo?


No dia 4 de Julho, do corrente ano, uma Aeronave vinda de Luanda pousa na pista de CATOCA, quatro elementos saíram do avião e dirigiram-se na sala de escolha dos diamantes, quando a segurança tentou impedir, uma chamada telefónica vinda de Luanda autoriza a entrada dos mesmos, minutos mais tarde saíram da sala com malas fechadas de diamantes, dirigiram-se na Aeronave e voltaram a voar em direcção a Luanda.


Quem esta por detrás destas coisas, é o senhor Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço?


Na semana findo cidadão de nacionalidade Russa, ALEXANDER morre em acidente de viação, quando transportava caxicalho do Kimberlite do Luaxe para CATOCA na Lunda-Sul.