quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

CRISTINA LUIS A SECRETARIA NACIONAL DA UMULE DISSE A VOZ DE AMÉRICA QUE AS MULHERES VÃO MANIFESTAREM-SE EM PROL DOS ACTIVISTAS DETIDOS NA LUNDA SUL


CRISTINA LUIS A SECRETARIA NACIONAL DA UMULE DISSE A VOZ DE AMÉRICA QUE AS MULHERES VÃO MANIFESTAREM-SE EM PROL DOS ACTIVISTAS DETIDOS NA LUNDA SUL



Mulheres ameaçam manifestação em prol de detidos na Lunda Sul.


Uma organização de mulheres das Lundas ameaça organizar uma manifestação caso as autoridades não libertem 11 activistas presos na Lunda Sul no passado dia 17 de Novembro.


As prisões foram efectuadas durante manifestações a favor da autonomia da região.


Cristina Luís Sanza, Secretária Geral das Mulheres do protectorado Lunda Tchokwe “UMULE” exigiu á Procuradoria-geral da República a soltura incondicional de todos activistas que ainda se encontram nas cadeias da província da Lunda Sul


Segundo ela, esta manifestação foi geral nas províncias do leste de Angola e foi comunicada às autoridades do estado a tempo e a horas.


Aquela activista fez notar que manifestantes presos na Lunda Norte e Moxico foram todos libertados pouco depois.


Entre os detidos enconrtra-se Domingas Fudiela de 40 anos e mãe de seis filho, a única mulher dos 11 detidos há 60 dias.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

PROCURADOR DA REPUBLICA HÉLDER FERNANDO PITTA GRÓS versus DETIDOS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE


PROCURADOR DA REPUBLICA HÉLDER FERNANDO PITTA GRÓS versus DETIDOS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE



O Procurador-geral da Republica, Hélder Fernando Pitta Grós, ainda não respondeu a carta que o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe dirigiu a esta entidade para o esclarecimento sobre a detenção de 11 Activistas do Movimento ocorrido dia 17 de Novembro de 2018, na Lunda Sul, quando participavam da manifestação pacifica que havia sido convocada para aquele dia com antecedência de mais de 60 dias.


É de conhecimento publico nacional e internacional, que o Ministério Público da Província da Lunda-Sul, acusou formalmente aos crimes de rebelião e tentativa de golpe de Estado aos referidos activistas do Movimento do Protectorado no processo N.º 3512/2018, detidos na manifestação pacifica dia 17 de Novembro de 2018 em Saurimo, continuam presos até hoje.


No dia 25 de Setembro de 2018, pelas 12 horas 35 minutos e 13 segundos – recibo electrónico do código de barras N.º B18092500010002051184, fizemos entrega a PGR copia da Carta de Comunicação previa nos termos do n.º 2 do artigo 47.º da CRA e da Lei N.º16/91 de 11 de Maio, de Reuniões e Manifestação, documento que havíamos endereçado a Sua Excelência o Presidente da Republica João Manuel Gonçalves Lourenço, no dia 24 do mesmo mês e ano (2018).


Os Acusados formalmente aos crimes de rebelião e tentativa de golpe de Estado ou acto de preparação da manifestação na Lunda – Sul:

1.- José Eduardo Dinis Pedro
2.- Narciso Simão
3.- André Dias
4.- Orlando Rodrigues Mukuta
5.- Domingos Jamba
6.- Domingas Fuliela
7.- Silvano Jonas
8.- José Raimundo Muatangui
9.- Manuel Xili Satuco
10.- António Bernardo Nafupa Txifaha Mufana
11.- Gustavo Nawaquela


A detenção destes 11 Activistas e sua permanência na prisão há 54 dias (17/11/2018 a 10/01/2019) e a acusação é ilegal, injusta, infundada e Política, não existe actos preparatórios ou rebelião, o protectorado não é crime, mas sim, um direito reivindicativo de um povo sobre o seu direito natural usurpado. Foi por causa deste direito que estávamos a manifestar para exigirmos diálogo ao Governo Angolano.


A Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, aprovada durante a XVIII Assembléia de Chefes de Estado e de Governos da Organização da Unidade Africana (OUA), hoje União Africana, em Nairobi, no Quénia, em 27 de Junho de 1981 e entrou em vigor em 21 de Outubro de 1986. Nesta conformidade, a carta tornou-se o primeiro documento internacional de protecção dos direitos humanos em Africa.


O Estado Angolano aderiu a Carta Africana em 1991, através da Resolução n.º1/91 de 19 de Janeiro do mesmo ano e publicada em Diário da Republica N.º3/91.


O N.º 2 do Artigo 7.º desta Carta de que faz parte Angola como membro com plenos direitos, diz que: “Ninguém pode ser condenado por uma acção ou omissão que não constituía, no momento em que foi cometida, uma infracção legalmente punível. Nenhuma pena pode ser prescrita se não estiver prevista no momento em que a infracção foi cometida. A pena é pessoal e apenas pode atingir o delinquente”.


O Movimento do Protectorado existe há 13 anos (2006 – 2019) e com o reconhecimento implícito do Governo da Republica de Angola, do Poder Judiciário e do Poder Legislativo, instituições da Soberania que trocam documentos e encontros com a organização Política Lunda Tchokwe, fossemos um perigo a nossa reivindicação já teria sido vedada faz anos.


Há violação aos direitos humanos, condenados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Constituição de Angola, há violação aos direitos da integridade física da pessoa humana, protegida pelos artigos 30.º, 31.º, 36.º e 60.º ambos da CRA e artigo 4.º e 5.º da Carta Africana dos direitos do Homem e dos Povos, artigos 7.º e 10.º do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.


O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, exige que a PGR esclareça publicamente as razões e motivações destas detenções e porque é que até a presente data não se da soltura aos 11 membros presos ilegalmente na Comarca de Luzia em Saurimo Lunda Sul?


O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, continua a espera da resposta de soltura dos Activista por parte do Procurador Geral da Republica Hélder Fernando Pitta Grós, da carta que endereçamos dia 17 de Dezembro de 2018, com o recibo electrónico de barra de códigos n.º B18121700010002216284, daquela instituição.


Apelamos as ONGs de defesa dos direitos humanos: Amnistia Internacional, HRW, AJPD, Mãos Livres entre e outros a interferir contra a violação aos direitos humanos na Lunda Tchokwe.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Tratado de Protectorado Celebrado Entre Portugal e a Corte do Muatiânvua completa 132 anos em 2019


Tratado de Protectorado Celebrado Entre Portugal e a Corte do Muatiânvua completa 132 anos em 2019
CARVALHO, Henrique A D de – A Lunda, pp. 304-308



Aos dezoito dias do mez de Janeiro do anno do nascimento do Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e oitenta e sete, na principal Mussumba do MUATIÂNVUA na margem direita do calanhi entre os rios deste nome e o Cajidixi na lat. S do Equador 8º 21’ long. E de Gren223º 11’ e na altitude de 1:009 metros, reunidos o Muatiânvua Mucanza com a sua corte na Ambula (Largo em frente da residência) á sombra de três grandes arvores monumentaes que symbolisam a instituição do ESTADO do MUATIÂNVUA, foi recebido neste local acompanhado de emissários do Muatianvua e da Lucuoquexe, o embaixador de Portugal, major do exercito Henrique Augusto Dias de Carvalho que era seguido dos interpretes portuguezes António Bezerra, de mim que servi de secretario, empregado da Expedição José Faustino Samuel, de António Rocha e seus patrícios e companheiros da colónia de que elle é chefe no Luambata há oito annos em substituição de Lourenço Bezerra que a creou há quinze e retirou de todo para Malange onde morreu há dois; pelo Chiota mestre de cerimonias e o grande Pontentado Muene Dinhinga; - começando então o tiroteio de fusilaria em signal de regosijo pela chegada do mesmo embaixador e depois dos cumprimentos do estylo sentou-se o mesmo embaixador em uma cadeira á direita do Muatianvua que estava sentado debaixo do docel na cadeira de espaldar dourada, presente que trouxe a Expedição portugueza e depois de feito o silencio se leu e foi depois assignado o seguinte:


Art. 1.º - O Muatiânvua e a sua corte bem como os herdeiros dos actuaes potentados, Muatas de lucano declaram: que nunca reconhecerão outra Soberania senão a de Portugal, sob o protectorado do qual há muito seus avos collocaram todos os seus territórios por elles governados e constituem o Estado da Lunda e que esperam sejam agora mandados occupar definitivamente pelo embaixador do Governo de Sua Magestade Fidelíssima.


Art. 2.º - São considerados por parte do Governo de Portugal os actuaes Muatas, Muenes e monas, e quaesquer outros quilolos de grandeza e sem grandeza chefes de estados e de menores povoações, quaesquer dignatarios e Cacuatas e todos os seus povos como vassallos de Portugal e os territórios que occupam ou venham a adquirir como partes integrantes do território Portuguez.


Art. 3.º - Uns e outros se obrigam a franquear os caminhos ás povoações e o livre exercício do commercio e da industria licita a todos os indivíduos portuguezes ou munidos de uma auctorização ou ordem do Governador Geral da província de Angola, bem como a consentir, a auxiliar e a garantir o estabelecimento de missões, de feitorias, de colónias, de fortificações, de tropas, de auctoridades e facilitar a passagem a escoteiros e viajantes portuguezes nos seus territórios.


Art. 4.º - O Muatiânvua e sua corte não consentirão que em nenhum caso e sob pretexto algum as auctoridades súbditas do Muatianvua por muito longe que sejam os domínios destes da capital, admittam o estabelecimento nas suas terras de colónias, forças ou agentes não portuguezes ou sob qualquer bandeira que não seja a portugueza, sem previa auctorização dos delegados do governo de Portugal na Lunda, e em quanto estes se não apresentem, do governador geral de Angola, nem poderão negociar com estrangeiro ou nacional algum qualquer cessão politica de território ou de poder.


Art. 5.º - Compromette o Muatianvua e todos os potentados Muatas e outros seus súbditos a não fazerem nem consentirem que se façam nos seus territórios sacrifícios humanos, venda ou troca de gente por artigos de commercio ou pagamento de demandas e de multas com gente.


Art. 6.º - Todas as auctoridades súbditas do Muatianvua com a sancção deste, ficam obrigadas a darem passagem, segurança e socorro a todos os commerciantes e mais pessoas que em paz e boa ordem tenham de atravessar ou percorrer os seus territórios e povoações, não exigindo dellas tributos e multas se não as que tenham sido previamente reguladas e entregando á auctoridade portugueza ou a quem a representa mais próxima, sem maus tratos, violências ou delongas, a pessoa ou pessoas estranhas ao seu paiz ou tribu de que suspeitem ou tenha commetido qualquer malificio nos seus territórios.



Art. 7.º - Que todos os súbditos do Muatianvua manterão paz com os povos vassallos e amigos de Portugal e com os portuguezes, submettendo as dissenções e litígios quando os haja e possam perturbal-a, ao julgado da auctoridade portugueza.


Art. 8.º - Portugal pelos seus delegados ou representantes reconhece todos os actuaes chefes e de futuro confirmará os que lhe succederem ou forem elevados a essa cathegoria segundo os usos e praxes e sejam confirmados pelo Muatianvua; e obriga-se a manter a integridade de todos os territórios sobre o seu PROTECTORADO e respeitará e fará respeitar os usos e costumes, emquanto se não disponham a modifical-os de modo que possam instituir-se outros de effeitos mais salutares em proveito das terras e de seus habitantes.


Art. 9.º - Quando alguma reclamação seja feita, todos auxiliarão a auctoridade no empenho de a conseguir seja contra quem for com todas ou parte de suas forças de guerra.


Art. 10.º - Reconhecido como está Ianvo, vulgo Xa Madiamba eleito pela corte, Muatianvua ; o presente Tratado antes de ser apresentado ao Governo de Sua Magestade Fidelíssima será submettido á sua apreciação, podendo elle com Caungula e Muata Cumbana fazer-lhe ainda as alterações que julguem convenientes a obter-se a PROTECÇÃO que se pede a Portugal; e só póde ter execução por ordem do Governo de Sua Magestade e depois de estabelecidos os seus delegados nos terras da LUNDA.


Calanhi, capital do Estado do Muatianvua 18 de Janeiro de 1887 por outros como procuradores, e pondo elles uma + ao lado de seus nomes; +Muatianvua, Mucanza, + Suana Mulopo Umbala, + Lucuoquexe Palanga, + Muari Camina, + Suana Murunda, + Muene Dinhinga, + Canapumba Andunda, + Calala Catembo, + Muitia, + Muene Panda, +Cabatalata, + Paulo, + Adolpho, +Paulino de Loanda, + António Martins, + Domingos Simão de Ambaca, e assignaram António da Rocha, José Rodrigues da Cruz, António Bezerra de Lisboa, Agostinho Alexandre Bezerra, João Pedro da Silva, Henrique Augusto Dias de Carvalho o Chefe da Expedição Portugueza ao Muatianvua, e por ultimo eu José Faustino Samuel que o escrevi.
Esta conforme e delle se tiraram duas cópias, uma que deixou ao Muatianvua, que se entregou a Camexi para apresentar a Xa-Madiamba e o original que vai ser remettido ao governo de Sua Magestade Fidelíssima.

José Faustino Samuel, servindo de secretario.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

OS TEMAS SUGERIDOS PARA O 1.º WORKSHOP SOBRE HISTORIA, ARTE E CULTURA LUNDA TCHOKWE


OS TEMAS SUGERIDOS PARA O 1.º WORKSHOP SOBRE HISTORIA, ARTE E CULTURA LUNDA TCHOKWE


ü As origens, relações de intercambio entre os Bantu da bacia do Congo (migração e vice-versa);
ü A oralidade da origem dos povos Lunda Tchokwe, o desconhecido, os mitos, as lendas e as suas linhagens ancestrais;
ü Nobrezas do poder tradicional Lunda Tchokwe e sua subordinação ao poder do Muatiânvua;
ü Os estados indigenas autónomos sob domínio do Muatiânvua e os três reinos, principio, colapso e o fim;
ü Paternidade entre Tchokwe – Kongo – Luba, Mbundu, Nganguela, etc;
ü Presença Europeia no coração de África, os portugueses e as viagens de exploração do interior ou no Reino da Lunda;
ü Consequências da aculturação no cumprimento do plano satânico da conferência de Berlim/ Novembro 1884 à Fevereiro 1885;
ü Aspectos da globalização cultural no contexto internacional que incluem os povos do Berço da Humanidade entre Sul, Sul;
ü Estudo ou necessidade de uma investigação sobre o lugar da Lunda Tchokwe no concerto da construção da civilização do Império berço do Desenvolvimento do Mundo que é o EGYPTO e a ETHIOPIA;
ü A dimensão da arte TCHOKWE na promoção de Museus e outras obras patrimoniais; emprestadas? Roubadas? Ou abafadas?
ü A expansão da cultura e da arte Lunda Tchokwe na África Austral; casos específicos de Angola, RDC, Zambia, Tanzânia, Quénia, Zimbabwe, Botsuana, Moçambique, Namíbia, Africa do Sul, Lesotho, etc.;
ü Influencia da arte e cultura Lunda Tchokwe sobre os povos dos Reinos do Congo, Ndongo, Matamba, Bailundo ou Benguela, etc.,
ü Impacto da cultura e Arte Lunda Tchokwe sobre Africa Austral, entre outros temas de capital importância.



A CULTURA E ARTE


 À semelhança de outras regiões de Africa, o espaço territorial da Lunda Tchokwe é partilhado por vários grupos etnolinguísticos, a saber: O Tchokwe, Lunda, Kakhongo ou Bandinga, Baluba, Musuku, Bondo-bangala, Khogi, khari, Xinje, Matapa, Bena-May, Kakhete, e Songo, Mbunda, Luchaze, Nganguela, Lumbi, Dembo, Barozi, respectivamente.


O povo Lunda Tchokwe é executor da arte, com destaque para a siderurgia, escultura, artesanato, tecelagem e mesmo na construção de habitação.


Em relação à dança, apoiados por uma variedade de batuques, xilofones e idiofones, o povo Lunda Tchokwe pratica e com grande mestria as suas danças, como sendo akixi e Txianda, ulengo, makopo, Txisela, diximbi, kundula-ve, canga, entre outras. Praticadas para o entretenimento ou em cerimónias rituais, intervêm também mascarados akixi e aqui o destaque vai para o Txikuza (patrono da mukanda), Txikungu (ligada as cerimonias de investidura dos grandes chefes tradicionais), Mwana-Phwo (máscara que representa a beleza e o encanto das mulheres Tchokwe) Txihongo (que representa a coreografia tradicional Tchokwe) e katoyo (representante das danças recreativas).


Nos conjuntos de instrumentos predominam os de percussão, afirmando que, não obstante a música africana basear-se na melodia, é no entanto o ritmo o seu elemento fundamental.


Em relação à cultura imaterial o povo Lunda Tchokwe, independentemente de cultuarem os seus ancestrais, reconhece a existência de Deus (Zambi como o supremo e criador de tudo o que existe sobre a terra) o criador do universo. A literatura oral está recheada de contos, riquíssimas canções e provérbios (ikuma), com finalidades educativas, profiláticas e judiciosas.


Para o seu sustento o povo Lunda Tchokwe praticam actividades como a caça, a pesca, a agricultura familiar e em pequena escala a pastorícia. Por outro lado, para o alargamento da economia familiar domesticam animais de pequeno porte.


Visão geral dos objectivos pretendidos

·        Inserir a questão Lunda Tchokwe na agenda política Africana e do Mundo;
·        Reafirmar o espaço da sociedade civil Lunda Tchokwe;
·        Inaugurar uma nova fase da História e a importância crescente da arte e cultura Lunda Tchokwe como meio da valorização daquele povo no contexto geral de Angola e da Africa Austral;
·        Equilíbrio entre as contribuições dos facilitadores e participantes;
·        As conclusões deste primeiro Workshop sobre Historia, Arte e cultura Lunda Tchokwe, será produzido e inseridos em um Manuel para futuras consultas.


Desde já convidamos todos aqueles que podem contribuir com a sua presença ou enviando suas contribuições através do e-mail: reinolunda.tchokwe@gmail.com,


O Workshop realiza-se no dia 23 e 24 de Fevereiro de 2019, em Luanda, o espaço do encontro será divulgado na semana da realização do evento.



segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

GOVERNAÇÃO CÉPTICA DO MPLA NA LUNDA – SUL COMPROMETE A SAÚDE PÚBLICA DOS MUNICIPES DE SAURIMO COM ELEVADO NÚMERO DE MORTES DIARIOS


GOVERNAÇÃO CÉPTICA DO MPLA NA LUNDA – SUL COMPROMETE A SAÚDE PÚBLICA DOS MUNICIPES DE SAURIMO COM ELEVADO NÚMERO DE MORTES DIARIOS



 A Mediática governação do MPLA com o expoente Juvenil céptico compromete e decepciona na Lunda – Sul.


Numa governação onde o nepotismo sobressai, por indexação partidário, bastou ser nomeado, agora é a minha vez, começa o mito do palácio das mixórdias, a família fulano, ninguém quer saber aquilo que interessa a todos.


Aproximação familiar aos cargos público em posto de gestão financeiras, como gesto de garantir o pão e emprego a quem não tinha oportunidade de ter um salário alto, pois resolve-o indicando parente à cargo sectorial, não importa a qualidade de serviço a prestar à sociedade, e sem o mínimo receio de que arriscam à cadeia todos seus parentes que o rodeia, em caso de erros profissionais, tal como aconteceu com o ex-Presidente de Angola José Eduardo dos Santo em que o seu Filho, Filomeno Dos Santos Zenú encontra-se detido por pai ter lhe nomeado a um cargo que não devia ser “O FUNDO SOBERANO DE ANGOLA”.


De Saurimo estamos precisamente a referenciar. Onde desde o governador, vice-governadores e directores dos gabinetes têm muito a corrigir e não a iludirem sendo jovens mediáticos.


No hospital que nos anos 1970, era conhecido como Regional da “Lunda”, um dos melhores da sua época, hoje, onde escassez de médicos se faz moradia, os poucos que lá prestam serviços apresentam ser expatriado de origem Vietnamita, Cubanos e outros com as suas experiências profissionais que deixam a desejar; se não é com um telefone ligado a Internet na mão, têm nos seus consultórios defronte a parede colado catálogo de guião médico, sintomatologia das doenças e as dosagens dos respectivos medicamentos a ministrar aos pacientes.


Foi precisamente numa circunstância em que acompanhei a minha filha para a consulta percebi que no consultório havia uma paciente que aparentava ter dois anos ou menos, convulsionava depois da transfusão sanguíneo recomendada pela referida médica expatriada, que o consultou.


Numa emergência o pessoal da enfermagem informou a médica em serviço o sucedido, mais essa tinha que telefonar falando para alguém que lhe dava explicação a distancia, na sua língua, consultou Internet investigando para posteriormente intervir na paciente cerca de trinta minutos passaram; O tempo perdido levou a morte da criança, trinta minutos depois da carecida intervenção imediata do médico por via de telefone.


Estes expatriados, são na verdade médicos ou estudantes estagiários de medicina que vem terminar suas monografias aqui na Lunda? Como é possível um profissional de saúde com experiência tem de consultar na Internet ou chamar um outro médico distante para lhe orientar o que fazer com a patologia encontrada num paciente?

Em que país do mundo estamos, nós, o povo Lunda Tchokwe?


Este caso assisti pessoalmente no dia 2 de Janeiro de 2019, quando levei minha filha a referida “Clínica do Posto Médico do Bairro Tchizainga” em Saurimo…


Não queremos narrar apenas os factos sucessivos e diários, dessas mortes prematuras e quiçá prevenívéis. Que estão a fazer por dia 10 á 15 óbitos, sobretudo de crianças menores de 10 anos de idade em Saurimo.


É precisamente do centro de Saúde do Bairro Txizainga que atende pacientes provenientes de vários pontos da cidade de Saurimo e até mesmo dos outros três municípios da província da Lunda-Sul – Muconda, Dala e Cacolo.


As mortes diárias de crianças de zero a 10 anos, por diversas patologias, até as anemias, não espantam quem lá visita em 24 hora. E aqui chama-se atenção da senhora Ministra da Saúde Dra. Lutukuta que coloque uma equipe de inquerido permanente na Lunda – Sul, vera que em 7 ou 14 dias, essa realidade chocante chegar-lhe nos relatórios da equipe de inquerido, e assim, talvez o Governo tome medidas pertinentes para a saúde nesta província.



A ineficiência do pessoal clínico, em casos complicado aconselha os familiares levar seus doentes em casa, aos tratamentos tradicionais ou a postos médicos privados onde direita ou indirectamente são parte ou donos das mesmas clínicas, que também nada tem para oferecer.

Uma outra situação que chocou, com a sensibilidade pública, uma criança perdeu a vida por baixa hemoglobina, quando o pai com a receita na mão, procurava hipotecar o seu Bilhete de identidade a um desconhecido em troca que lhe creditasse 3 mil Kwanza para comprar os medicamentos de primeiro socorro, receitado pelo hospital mais sem sucesso, e o menor “sucumbiu” simplesmente porque o hospital não o socorreu por falta de medicamento. Isto aconteceu dia 28 de Dezembro de 2018, em plena quadra festiva.


Sobre saúde na Lunda-Sul, não é tudo, a conhecida cidade diamante, hoje tornou-se cidade da morte. Factos inacreditáveis são incomensuráveis.


GOVERNO DA LUNDA – SUL, ABANDONA IDOSOS A SUA SORTE


Não se sabe, se o que nessa terra se passa é eutanásia ou distanásia indesejado ou desejado, pelo Governo do MPLA que quer ver a população Lunda Tchokwe diminuída, por patologias ou de outras maneiras.


Um caso bem identificado numa família de três idosos, o senhor José Augusto Saiambo, aparenta ter 60 anos de idade, vive acamado há seis meses na casa de um outro casal de idosos, de 70 aos 75 anos de idade; desde que o mesmo foi diagnosticado diabético pelo hospital Provincial da Lunda-Sul em Saurimo.


O cidadão de tantas tentativas de consultas feitas nunca foi aceite o internamento, pelo facto do pessoal de saúde entender que a patologia é incurável, e este se encontra gravemente acamado impossibilitado de levantar, há quase dois meses, com “sinais olfácticos de putrefacção”, sem nenhuma assistência médica e medicamentosa, lutando entre a morte e a vida, simplesmente uma distanásia numa família sem possibilidades financeiras e sociais, desesperada da vida aguarda por ultimo suspiro se for uma eutanásia seria um alivio para este idoso abandonado pelo Governo Angolano na Lunda – Sul.


A família do idoso esta desesperada, numa província com o gabarito governativo de crer que as coisas vão bem na dinâmica desejada de corrigir o que está mal.


Trata-se dum cidadão residente na rua “D ou da GOAL”, Bairro Luavuri em Casa do senhor Benjamim, Reformado da empresa de transporte Lumeji, e quando falamos dessa realidade ninguém quer assumir; aonde esta o Governador Daniel Félix Neto?


Como abandonar um cidadão, idoso que na sua juventude também contribuiu nas FAPLA do MPLA que continua a governar?


O desafio é para os servidores públicos desta província, incluindo o “Novel” Governador que desmintam esta realidade. Ou será que não conhece este caso mediático do Idoso José Augusto Saiombo?


Negar assistência médica é negar o direito a vida e a protecção do cidadão? Porque não transferir o idoso José Augusto Saiombo para Luanda ou mesmo fora do país?


Por Ng Manuel em Saurimo




quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

RETROSPECTIVA AO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE EM 2018 POR SG FERNANDO MUACO


RETROSPECTIVA AO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE EM 2018 POR SG FERNANDO MUACO


Luma, 02/2019 – Durante os 365 dias reflectidos em 12 meses do ano de 2018, o povo Lunda Tchokwe – Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, os membros e activistas do movimento, amigos e simpatizantes, bem como a comunidade internacional, testemunharam inequivocamente a luta reindicativa do resgate da nossa Autodeterminação – por via de Autonomia como a Escócia, essa realidade diferente que muitos tem se conformado erradamente com a administração usurpadora do regime angolano da nossa terra desde o ano de 1975, da independência de Angola e retirada do protector Portugal 1885 – 1975.


O ano que terminou a escassos 24 horas para cá, tivemos duas direcções de acções: restritivas e abrangentes ou seja administrativas e mobilizativas que generalizaram-se a nível do território Lunda Tchokwe.


Contra todas as expectativas, a actual direcção do nosso movimento, tudo tem feito patrioticamente, negando – se a melhores condições de vida que poderia ter por causa da nossa liberdade, bandeira que estimula toda a acção da luta em que estamos engajados para vencer.


O colonialismo, a ocupação e submissão de outros povos por vontade de aqueles que se acham mais poderosos, trás consigo todos os males a sociedade colonizada: a perpectua injustiça e o desfavorecimento, o despojo e a apropriação das terras, o subdesenvolvimento económico-social, o obscurantismo acompanhado com outras medidas, como prisões, torturas, cultura de medo, a pobreza extrema e mental da subjugação.


Inconformados com a realidade colonial no território da Lunda Tchokwe, nasceu ao longo do ano que terminou o espírito patriótico nos membros e o nosso povo, ressuscitando a moral de desobediência colectiva as leis que nos escravizam, juntando-se as vozes de diversos extracto social: mamas, papas, jovens, crianças e idosos, que reclamaram e continuarão a fezá-lo intransigentemente em 2019 enquando a liberdade estiver cativa.


O nosso apelo ao ano que se inicia de 2019, é aos nossos Secretariados Provinciais, Municipais, Comunais, Bairros, Aldeias e Núcleos, que a carreira básica que têm, é de serem bons dirigentes conforme nos ensina o nosso Líder Eng.º José Mateus Zecamutchima, é serem sensíveis aos problemas que afligem o povo no dia a dia, é de um empenho total às causas profundas legitimas da nossa nobre causa, de condutores de homens e mulheres, cujo pensamento e acções determinam a evolução do processo libertador, tornando-se assim em bons activistas, vibrantes nos assuntos que ferem ou enfermam a sociedade Lunda Tchokwe.


Estamos juntos com os nossos combatentes da linha da frente, aqueles que neste momento se encontram na masmorra (presos políticos do movimento) do regime colonial na Lunda Tchokwe, vós sois bons navegadores, conhecidos no momento da tempestade, que irão nos conduzirem até ao porto do nosso destino, pois vale a pena um soldado em frente de combate do que mil Generais aquartelados.


Não fostes presos no dia 17 de Novembro de 2018, por terem roubado uma botija, uma galinha ou assaltado o Palácio Presidencial, mas sim, por reclamar o direito natural, causa nobre da pátria Lunda Tchokwe terra das feridas não cicatrizadas que vos viu nascer.


A mensagem do fim de ano de 2018 do Presidente do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, espelha eloquentemente as acções realizadas e as por realizar em 2019, o que será para o nosso Secretariado o documento base e tarefa que temos de cumprir escrupulosamente, por isso…


Exorto a JUPLE e a juventude Lunda Tchokwe no geral, que a luta do movimento é vossa, o futuro da Lunda é vosso, sois o princípio, o alfa e ómega, as bases foram lançadas a concretização esta nas vossas mãos.


Aos fiéis e líderes eclesiásticos Lunda Tchokwe que dediquem em 2019 as vossas orações intercedendo a favor da causa, que continuem a fazerem as boas obras em acto contínuo como diz a Bíblia Sagrada.


Aos filhos Lunda Tchokwe na diáspora, a distancia não vos separa desta nobre missão, a vossa colaboração seja bem-vinda, tal como aqueles que estando no interior da nossa terra, estaremos de mãos abertas para vos receberem através dos nossos Secretariados.


Ao poder tradicional, nossos “Miananganas”, a vossa cooperação é a mãe e parte das nossas vitórias, pois vos sois o nosso mosaico etnolinguístico: Nganguela, Lutxazi, Mbunda, Luimbi, Bangala, Kamataba, Pende, Luba, Khali, Suco, Holo, Lunda, Tchokwe, Paka, Luvale, que são nosso orgulho e forma de vida.


DEUS esteja connosco e abençoe as nossas realizações ao longo dos 365 dias do ano de 2019.


Luma Kassai, aos 2 de Janeiro de 2019

Fernando Muaco
Secretario Geral do MPLT




quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Mensagem de fim do ano de 2018 do Presidente do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe


Mensagem de fim do ano de 2018 do Presidente do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe



ü Caros membros do Comité Politico do Protectorado Lunda Tchokwe!
ü Caros membros da União da Mulher Lunda Tchokwe – UMULE!
ü Caros membros da Juventude Patriótica Lunda Tchokwe – JUPLE!
ü Caros membros e Activistas do MPLT!
ü Grande dignidade do povo Lunda Tchokwe!


O ano de 2018, esta no fim, daqui algumas horas bem-vindo a chegada de 2019, quão rápido passaram 12 meses, 52 semanas, 365 dias, 8760 horas, muita coisa foi feita, muito ainda por fazer que o ano vindouro será o responsável das novas realizações no seio da nossa população.

No interior do nosso Reino Lunda Tchokwe: Nossas Aldeias, Sanzalas, Bairros, Comunas, Municípios e Cidades desde o Menongue, Luena, Saurimo e Dundo, as populações euforiadas estão em pleno período de festas do final de 2018 que começaram dia 24 de Dezembro com termino dia 1 de Janeiro de 2019.


Os desafios para o próximo ano de 2019 serão inúmeros, para cada cidadão da nossa linda terra, do nosso Reino Lunda Tchokwe que é o nosso orgulho ao lado dos povos que lutam para a justiça, liberdade, igualdade social e política.


Este período festivo representa paz e reconciliação, unidade, solidariedade, simplicidade que são valores que defendemos desde o inicio da nossa luta pacifica há 12 anos para cá, devemos continuar a seguir neste caminho longo, tortuoso com sentido de vencer, por isso que Jesus Cristo denunciou a violência e a vingança e apenas as mensagens pregadas de arrependimento e de salvação, tanto espiritual como físico.


São estes valores de interesse intrínseco para todos nós, com que podemos exigir dignidade com dignidade, a fim de que podemos servir unidos a luta para a emancipação da nossa usurpada Nação Lunda Tchokwe, desde o Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, com todos os seus povos; Luimbi, Ambuela, Nganguela, Bângalas, Mbunda, Lutchaze, Minungu, Xinge, Tchokwe, Lunda, Muluba, Pende, Minungo e tantos outros que compõe o nosso mosaico multicultural e étnicolínguisticos.


Gostaria aqui de abrir um parêntesis para caracterizar a submissão e a cultura de medo de muitos dos filhos Lunda Tchokwe, vezes fogem com vergonha de assumir publicamente e diante de outros povos a causa nobre do resgate da nossa autodeterminação, que é um orgulho de qualquer povo de se sentir independente, liberto de subjugação colonial, muitos dos nossos irmãos até o Bilhete de Identidade mudaram para não serem conhecidos como filhos daquele povo.


Outros ainda dizem, “Eu nasci por casualidade na Lunda, meu pai é de Malanje e minha mãe dizem que é da Lunda, mas não tenho nada haver com este movimento separatista” – Filhos de Portugueses ou de Franceses cujo pais e avos eram originários da Europa e eles nasceram aqui em Angola, defendem a sua natalidade, como é que você, vai se envergonhar de ser Lunda Tchokwe?


Como caracterizar a submissão e cultura de medo?


Submissão é o acto ou acção de se submeter a algo ou alguma coisa; deixar-se  dominar passivamente; uma forma de subordinação, vassalagem ou servidão. A submissão é baseada na condição de obedecer ordens de um superior, sem o direito de tomar decisões livres ou de se expressar da forma que bem entender. Um indivíduo que vive em estado de submissão é chamado de  submisso  e é caracterizado pelo excesso de humildade e servilismo. Normalmente, a submissão é marcada pela espontaneidade do submisso perante algo ou alguém, ou seja, uma obediência voluntária.


A submissão pode ser uma acção pejorativa, quando o indivíduo submisso é vítima de humilhação devido a sua condição de extrema humildade ou servidão; a submissão pode ser classificada como uma das características da escravidão.


Na doutrina religiosa, de acordo com a bíblia sagrada cristã, o conceito de submissão faz referência ao temor e obediência que o crente deve ter perante Deus.


Em algumas doutrinas religiosas e culturais ainda existe a ideia de "submissão feminina", onde a mulher deve ser submissa às vontades e ordens do homem (seu marido, pai ou irmão mais velho, por exemplo) para garantir a "felicidade" e "estabilidade" de uma família.


A submissão e dominação também são acções que estão intimamente relacionadas com o  “sadomasoquismo”, quando um indivíduo se submete a outro de livre e espontânea vontade para obedecer regras e ordens de conotação sexual. Na maioria dos casos, o uso de um discurso severo e ditatorial é utilizado de forma teatral pelo dominante sob o submisso, a fim de estimular a excitação sexual entre os praticantes do sadomasoquismo.


A obediência é um substantivo que define acção de quem obedece, de quem é dócil ou submisso. Uma pessoa que segue, cumpre ou cede às vontades e  ordens  de alguém acima dele, acto passivo de submissão cega pelo medo (fútil), culto de veneração de conferir honras e dedicação servil, temor ou receio das possíveis consequências ao desobedecer o dominador.


Pessoa submissa caracteriza-se por ser chulo, medíocre, imbecil por revelar tolice ou fraqueza de espírito, tonto, débil e ignorante, incapaz de defender seus direitos, a mediocridade pela ausência de mérito, pobre do ponto de vista intelectual, covardes que não tem coragem e medrosos com atrasos mentais.


O que fizemos e o que deixamos de fazer em 2018?



No ano de 2018, tivemos muitas vitorias no campo politico, pela primeira a Presidência da Republica de Angola, reconhece implicitamente o nosso Movimento, a media estatal reconheceu a nossa existência e pela primeira vez dignou-se a anunciar matérias do movimento, a coesão do movimento é um facto inegável, a comunidade internacional compreendeu melhor a nossa causa, o poder tradicional Lunda Tchokwe, aproximou-se mais, Lideres religiosos da nossa terra compreenderam bem a nossa causa, a imprensa internacional esteve lado a lado com a causa do nosso povo, em fim, muitos membros do Governo Angolano também compreenderam que o caminho da AUTONOMIA exigido é o mais certo e alguns Partidos da oposição Angolana e Personalidades particulares estiveram do nosso lado, aos quais agradecemos o seu apoio e desejamos muita saúde e festas felizes…


Lamentamos os nosso activistas detidos na manifestação na Lunda Sul, continuam na cadeia e acusados aos crimes de rebelião e acto de preparação de manifestação ou tentativa de Golpe de Estado, acto vergonhoso da Presidência considerada transparente do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, que parece no fundo quer optar aos “modus operandi” do Governo longínquo (1979 – 2017) de José Eduardo dos Santos, seu antecessor e militante de seu Partido o MPLA.


Ao senhor Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, pedimos que liberte estes Activistas Políticos do MPLT e filhos Lunda Tchokwe que se manifestaram pacificamente no dia 17 de Novembro, exigindo autonomia, um direito natural do nosso povo.


Ao senhor Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, as operações “Transparência e Resgate”, na Lunda Tchokwe tem sido um desastre, com elas as violações aos Direitos Humanos e outros males que devem de imediato serem revistos, pois mais de 200 nacionais Tchokwe foram deportados para a RDCongo, acusados de serem Lundas e Tchokwes de “KAHEMBA”, acompanhado de saque, prisões arbitrarias e torturas que já custaram vida a uma dezena de cidadãos honestos.


Nesta batalha da transparência e do resgate do Governo Angolano, muita “Autoridade do Poder Tradicional” ou de Igrejas legalmente instituídas, também sofre com os efeitos nefastos de muitos agentes desonestos na Lunda Tchokwe…


Senhor Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, visitou a Europa durante o ano de 2018, privilegiou o povo da França, Bélgica, Alemanha e de Portugal, esteve no Parlamento Europeu em Bruxelas e esteve na TV Euronews, teve encontros com a imprensa Mundial, disse nelas que não existia violações aos Direitos Humanos em Angola, porque é que, membros do Protectorado estão presos na Lunda Sul, se o vosso Gabinete recebeu dia 24 de Setembro a nossa comunicação nos termos do N.º2 do artigo 47.º da CR de Angola sobre a realização da referida manifestação para o dia 17 de novembro, porque prender os manifestantes?


Senhor Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, admites que o Povo Lunda Tchokwe, na verdade quer te fazer golpe de Estado, quer te tirar do poder em Angola?


Senhor Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, como vamos chamar estas detenções e prisões anárquicas ou arbitrárias? Violação ou não aos direitos humanos, condenados pela ONU de que Angola é membro de plenos direitos?


Senhor João Manuel Gonçalves Lourenço, são estas e outras perguntas que gostaríamos ouvir respondidas na sua qualidade de Presidente da Republica de Angola, “Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte de acordo com as Escrituras Sagradas”.


Senhor Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, as escrituras sagradas dizem que “Nem se acende a candeia para alumiar e se coloca debaixo do alquire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus. Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim abrogar, mas para cumprir. Porque, em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido”.


Senhor Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, a Educação e Saúde continuam a ser os piores de Africa Austral no Reino Lunda Tchokwe, queremos formar o nosso Governo de autodeterminação com as suas Instituições para responder a ansiedade do nosso povo, não precisamos mais de governos alheios para nos governar…Queremos sim, manter os laços de amizade e comercio…

É, esse teu juramento para com o povo Lunda Tchokwe!..

O que vamos fazer em 2019!..


Em 2019 a luta vai continuar, será sempre uma luta pacífica, Jurídica e diplomático, enquanto estamos a espera do pronunciamento dos Órgãos de Soberania de Angola; a Presidência da Assembleia Nacional, os Tribunais que são o Poder Judiciário; Tribunal Supremo, Tribunal Constitucional, Procuradoria-geral da Republica e o Provedor de Justiça aos quais o nosso movimento ao longo dos 12 anos tem estado a escrever insesantemente.


Que o ano de 2019 será definitivamente o ano da Nação Lunda Tchokwe para que as Instituições de um Governo AUTONOMO COMO NA ESCOCIA funcione, dentro dos parâmetros que o nosso movimento esta a exigir do Governo Angolano e da comunidade internacional que já compreenderam a causa da nossa luta ao longo destes mais de 12 anos de existência pacifica.


Continuaremos a bater em todas as portas nacionais do Executivo Angolano e da Comunidade Internacional para uma solução de “DIALOGO”, pacífico e imediato da “Questão do Conflito da Lunda Tchokwe”, mostrando deste modo ao Senhor Presidente da Republica de Angola e do MPLA, João Manuel Gonçalves Lourenço, que só dialogando os homens se entendem.


As soluções só aparecem com “DIÁLOGO INCLUSIVO E EXTENSIVO”, porque sem estes valores humanos, continuaremos assistindo conflitos intermináveis. Todos os conflitos pequenos ou grandes, terminaram sempre na mesa de conversações e não por uma derrota militar, exemplos são muitos em África e no Mundo inteiro, incluindo Angola.


…O DIÁLOGO SERÁ A NOSSA BANDEIRA DE LUTA NO ANO QUE SE APROXÍMA DE 2019!..


Aos membros do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, UMULE e JUPLE o ano de 2019, será de muitos desafios, de mobilização generalizada e da procura de novas vitórias políticas, será o ano de entrega profundo a causa por todos e o nosso povo, por isso desejamo-vos empenho com disciplina e organização.


Abençoamos todas as famílias de Angola, que DEUS esteja connosco em sabedoria na sua graças, que a prosperidades venha para todos no ano de 2019.

Gabinete do Presidente do MPLT em Luanda, aos 26 de Dezembro de 2018. -

O Presidente

José Mateus Zecamutchima