sábado, 22 de dezembro de 2018

COMUNICADO DE IMPRENSA Apelo aos filhos Lunda Tchokwe para uma frente comum do resgate da nossa Autodeterminação


COMUNICADO DE IMPRENSA

Apelo aos filhos Lunda Tchokwe para uma frente comum do resgate da nossa Autodeterminação


Apesar da integridade do Reino Lunda ter sido ameaçada e inclusive alguns dos seus territórios caído sob domínio colonial, o certo é que depois da partilha de África consumada através da conferência de Berlim realizada pelas potências colonizadoras em Novembro de 1884 a Fevereiro de 1885, uma parte do Reino Lunda do além Kassai, a colonizada por Angola actualmente, permaneceu livre, independente e soberana e por isso não submetida ao domínio de nenhuma potência estrangeira da época.


No entanto, a politica de cooperação e entendimento entre o Reino Lunda com outros estados estrangeiros passou a ser presidida por uma forte componente jurídica baseada em Convenções e Tratados de Protectorados, a exemplo de:


CONVENÇÂO DE 14 DE FEVEREIRO DE 1885 (Sobre os limites de Angola)
Esta Convenção estabelecia que, nem Portugal nem os Estados Independentes do Congo, tinham ambições na Lunda Tchokwe, terra não Angolana.
O artigo 3º desta convenção conclui que nenhuma das partes contraentes (Portugal e Estado Independente do Congo) chamava a si os territórios da Lunda Tchokwe do além Kassai ou seja entre a Lunda – Norte até o Kuando Kubango, a Oeste nos limites com a Huila, Bié e Malange.



TRATADO DE PROTECTORADO DE 23 DE FEVEREIRO DE 1885 (Entre Muana Samba e Portugal)

Este tratado foi celebrado no domínio da autorização de estabelecimento do comércio fora da Província de Angola, ou seja permitir que os Angolanos – Portugueses pudessem fazer negócios ou transitarem no território da Lunda Tchokwe.


TRATADO DE PROTECTORADO DE 31 DE OUTUBRO DE 1885 (Entre Portugal e Kaungula Xa-Muteba)

Em termos dos artigos 1 a 11, nota-se que a Soberania do Reino Lunda Tchokwe não era parte integrante de Portugal ou de sua Província ultramarina Angola. Também os Povos de Angola eram estrangeiros nas terras de Kaungula.


TRATADO DE PROTECTORADO DE 2 DE SETEMBRO DE 1886 (Entre Portugal e Tchissengue e os Miananganas Tchokwes)

Os artigos de 1 a 11 referem-se a Paz de Muatxissengue e os negociantes ou comitivas de comércio das terras de Angola para as de Muatxissengue que desejassem transitar, permanecer provisoriamente ou estabelecer-se definitivamente, Portugal chamava para si a protecção do Reino contra invasores estrangeiros, mormente os Belgas e outros.


Estas referências jurídicas históricas, demonstram de forma tão categórica que só um povo verdadeiramente poderoso e politicamente organizado, teria sido tão capaz de submeter o poder dos invasores europeus a trivialidade, impondo-os a celebração de acordos com base normativa para legitimar as relações políticas, sociais e comerciais com estrangeiros,  tais bases normativas foram as que se segue:


1.-Henrique Augusto Dias de Carvalho celebrou com o potentado Lunda MWENE SAMBA CAPENDA, MWENE MAHANGO, MWENE BUIZO (Muana Cafunfo), o tratado de Protectorado n.º 2, o representante do Soba Ambango, sr Augusto Jayme subscreveu também.

2.- Henrique Augusto Dias de Carvalho, celebrou com o potentado MWENE CAUNGULA DE MUATIÂNVUA XÁ-MUTEBA e demais famílias o tratado de Protectorado n.º 3, Augusto Jayme também subscreveu o tratado.

3.- Henrique Augusto Dias de Carvalho, celebrou com Sua Majestade o Rei Tchokwe MUATCHISSENGUE WATEMBO, e demais Muananganas e famílias: Xa-Cazanga, Quicotongo, Muana Muene, Quinvunguila, Camba Andua, Canzaca, Quibongue, o tratado de Protectorado n.º 5, Augusto Jayme também subscreveu o tratado, testemunhando a favor da pertença da Nação Lunda.

4.- Henrique Augusto Dias de Carvalho, celebrou com o potentado AMBINJI INFANA SUANA CALENGA, Muatiânvua Honorário, o tratado de Protectorado n.º 7, com a presença de sua irmã Camina, os Calamba: Cacunco tio de Ambinje, Andundo, Xá Nhanve, Cassombo, Xá Muana, Chiaca, Angueji, Ambumba Bala, Mulaje, Quissamba, Xanda, Augusto Jayme também subscreveu o tratado, testemunhando a favor da pertença da Nação Lunda.

5.- Henrique Augusto Dias de Carvalho, celebrou o último tratado com a CORTE DO MUATIANVUA na Mussumba na localidade de Kalanhi, o Protectorado n.º8, na presença de Suana Mulopo Umbala, Lucuoquexe Palanga, Muari Camina, Suana Murunda, Muene Dinhinga, Canapumba Andunda, Calala Catembo, Muitia, Muene Panda, Cabatalata, Paulo, Adolpho, Paulino de Loanda, António Martins, Domingos Simão de Ambaca, e assignaram António da Rocha, José Rodrigues da Cruz, António Bezerra de Lisboa, Agostinho Alexandre Bezerra, João Pedro da Silva, Henrique Augusto Dias de Carvalho o Chefe da Expedição Portugueza ao Muatiânvua, e por último José Faustino Samuel que secretariou o acto.


POR OUTRO LADO, O CONTECIOSO DA QUESTÃO DA LUNDA 1885 – 1894, entre Portugal e Bélgica ou Estado Independente do Congo, a conclusão fora a de que, a Lunda Tchokwe é um protectorado Português. Como na altura a Lunda Tchokwe não tinha o desenvolvimento científico que lhe permitisse, produzir a constituição formal ou Lei constitucional e formar o governo, então, foram protegidos todos os seus direitos naturais por intermédio da celebração dos referidos tratados conhecidos como Protectorados.


Pelo facto, de Portugal que celebrou os tratados de Protectorado a 13 de Julho de 1895 ter colocado o seu Governo na Lunda, com a nomeação do senhor Henrique Augusto Dias de Carvalho o Primeiro Governador, este facto por si só, representa para já uma flagrante violação a soberania do Povo Lunda Tchokwe e ultraje a sua história e cultura.


Contudo durante o processo da descolonização, Portugal a exemplo do que fez com as suas ex-colónias, deveria ter considerado e decidido sem quaisquer ambiguidades pela independência do Reino Lunda Tchokwe separada de Angola.


O Reino Lunda Tchokwe e Angola têm uma longa fronteira e por condicionalismos históricos, conheceram o mesmo contraente como jugo colonial para Angola e Protector da Lunda Tchokwe, mas não constituem um mesmo país. A presença da administração de Angola no Reino Lunda Tchokwe é colonização (1975 – 2018).


PORTUGAL foi simplesmente imponente e incapaz de equacionar o problema do Reino Lunda Tchokwe e assumiu ao longo dos últimos 123 anos uma opção politica desastrosa e a todos os títulos condenável ao transferir os poderes do Reino Tchokwe a 11 de Novembro de 1975 para a ex-provincia ultramarina e colónia sua de Angola.


Por isso a anexação do Território Lunda Tchokwe a Angola merece não só um olhar Jurídico Histórico incisivo mas também clama dos filhos desta Nação Tchokwe pela tomada de consciência e de atitude para a reconquista da dignidade do nosso povo e sua libertação total e imediata a todas formas de exploração, humilhação e de colonização.


A cultura de medo enraizado na mente de muitos filhos Lunda Tchokwe, intelectuais, militares, médicos, Juristas, Professores, Estudantes, incluindo as autoridades do poder tradicional ou membros de igrejas é a causa da nossa submissão colectiva, consagrou-nos como meros instrumentos do regime colonizador e com isso aceitamos a humilhação e a miséria.


O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe não vai aqui clamar os ganhos obtidos em 2018 ou avançar com anunciar qual é a estratégia para o ano de 2019, desejar ao nosso povo uma quadra festiva de reflectir conscientemente qual será o nosso rumo, o que afinal todos queremos, não se enganem com a Politica gratuita do Regime do MPLA, dos Políticos Angolanos, das promessas invalidas ou Autarquias graduais que nada de novo vai trazer na Lunda.


O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, considera que a prometida fabrica de lapidação de diamantes a ser construída na Lunda – Sul e um Hospital na Lunda – Norte, serão sempre propriedades da colonização, tal como acontece com o Kimberlite de Catoca, cujo quadros Seniores 99% não são jovens ou naturais da Lunda, mas sim vindos de outras localidades, quantos jovens do Reino Lunda Tchokwe estão no Israel ou no outro pais a frequentar o curso de lapidação, quantos jovens médicos estão a se formar para virem ocuparem o futuro Hospital de Dundo?..


Esta aonde a Capital da Lunda – Norte que havia sido projectada para Lukapa? Quantos anos já passaram e quantos kilates de diamantes foram extraídos desde 1975 a 2018?


As operações “Transparência e Resgate” têm sido usadas pelo regime Angolano para a discriminação social, desde a ocupação indevida ou usurpação de terras, económico, a deportação de mais de 200 cidadãos Tchokwes para a RDCongo, violação aos Direitos Humanos, assassinados praticados pelas empresas de segurança privada sob cobertura do governo, crimes cruéis contra o povo Lunda Tchokwe, que identificados seus autores, nunca conhecemos julgamento algum dos últimos 18 anos sobre os assinados das Lundas, ou seja desde 2010 a 2018.


O Movimento do Protectorado, é um património de luta de todos os filhos Lunda Tchokwe, não é uma propriedade privada de um grupo de pessoas, não precisamos de convite para dela fazer parte, todos fomos chamados a fazer parte dela com a responsabilidade, confiança, consciência e atitude vencedora.


O ano de 2018, termina com um saldo negativo para o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, mais de 11 Activistas estão presos na Comarca de Luzia em Saurimo, acusados aos crimes de rebelião e actos preparatórios de manifestação, consagrados pelo artigo 47.º da CRA e da Lei N.º16/91, hoje considerados artigos para cometimento de crimes pela PGR.


O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, não vai usar método leonino, o da resolução de conflito por via armada condenado pelo mundo civilizado, a nossa luta pacifica é com o Governo de Angola, o da exigência do dialogo de negociação directa, ou a intermediação por via da diplomacia e das Instituições da ONU, da União Europeia e Africanas.


Durante o ano de 2018, alguns passos, não relevantes, mas com significado histórico importante e anunciados por media privada e estatal mostraram que é possível haver coabitação e dialogo entre o Governo Angolano e o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, se o poder politico do MPLA assim o quiser.


Nós, representantes do mosaico etnolinguistico do povo Lunda Tchokwe, reunidos em torno dos ideais do movimento de luta libertador secular “O PROTECTORADO”, e, nos termos do direito natural e divino estamos decididos a consentir todos os sacrifícios de manter a chama a cessa, como valores supremos para o alcance da nossa autodeterminação que prometemos ao nosso povo, nem que fiquemos a navegar a deriva o “Barco perdido no alto mar” com paciência e a esperança de vencer em 5, 10 ou 20 anos de luta. Reconhecemos que todas as lutas têm os seus sacrifícios, as liberdades custam caro.


PROMETEMOS o nosso apego aos princípios da liberdade, da democracia, do respeito pelos direitos Humanos e do Homem, pelas diversas tradições das várias etnias e povos do nosso Reino Lunda Tchokwe.


Finalmente para os nossos valorosos companheiros e a nossa heroína Domingas Fuliela presos na Comarca de Luzia em Saurimo desde o dia 17 de Novembro, estamos convosco e com os vossos entes queridos nesta passagem das festividades natalícias e do fim de Ano.


Aos membros, activistas e amigos do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, desejamos igualmente boas festas e um ano novo vindouro


“DEUS ABENÇÕE TODOS  E FESTAS FELIZES”



Comité Politico do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe em Luanda, aos 21 de Dezembro de 2018.-



quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

ACTIVISTAS DO PROTECTORADO PRESOS EM SAURIMO ILEGALMENTE PROIBIDOS DE RECEBEREM VISITAS DE SEUS ENTES QUERIDOS E FAMILIARES


ACTIVISTAS DO PROTECTORADO PRESOS EM SAURIMO ILEGALMENTE PROIBIDOS DE RECEBEREM VISITAS DE SEUS ENTES QUERIDOS E FAMILIARES




Uma fonte da Comarca Penitenciaria de Luzia na Lunda – Sul, denuncia Ordens Superiores das entidades do Governo da Província de terem ordenado que os Membros do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe presos naquela unidade de não serem autorizados de receberem visitas dos seus entes queridos e de familiares.


Em causa, de acordo com a fonte, possível invasão de informações da vida diária dos reclusos que poderão chegar a Comunidade Internacional, sobretudo a AMNISTIA INTERNACIONAL, a HRW e ao Alto Comissariado da ONU dos Direitos Humanos e as ONGs de defesa dos direitos dos reclusos em conformidade com a Lei.


Quem é esta ordem superior? Governador Daniel Félix Neto ou Luanda.


Por outro lado, três dos onze membros detidos ilegalmente desde o dia 17 de Novembro, encontram-se doentes e sem os cuidados médicos nem a possibilidade de serem submetidos as consultas no Hospital.


Últimas informações dão conta da situação degradante, exige muitos cuidados com a saúde destes cidadãos.


A Proibição abrange também os alimentos que tem direito vinda dos seus familiares que não esta sendo permitida a entrar na Comarca de Saurimo por alegadas Ordens Superiores.


Voltaremos a notícia com mais informações…


Por Ng


quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

WORKSHOP SOBRE HISTÓRIA, ARTE E CULTURA LUNDA TCHOKWE


WORKSHOP SOBRE HISTÓRIA, ARTE E CULTURA LUNDA TCHOKWE



 O 1.º Workshop sobre a “História, Arte e Cultura Lunda Tchokwe – impacto e influência cultural nas Nações Étnico linguístico Bantu da Àfrica Austral”, sob organização e responsabilidade do Movimento do Protectorado terá lugar nos dias 23 e 24 de Fevereiro de 2019 em Luanda.


O vazio de informações por insuficiente utilização das ferramentas de comunicação que dominam a globalização, infelizmente, não se consegue ainda, completados quase 43 anos de independência de Angola e da dependência do Reino Lunda Tchokwe, aceder a qualquer site criado pelo Ministério da Cultura, da Educação ou organismos de tutela que nos permita a consulta de estudos sobre a história geral de Angola e em particular a história da Lunda Tchokwe ou do império, o Reino da Lunda do Muatiânvua, parte importante dos povos que habitam actualmente o espaço denominado Africa Austral do continente berço da Humanidade.


Sobre isso, o Ministério da Cultura de Angola tem sido opaco; as universidades públicas ou privadas também, e o que se produziu em termos de estudo no período colonial continua a ser o principal suporte de sustentação das diferentes abordagens, incluindo académicas sobre aquilo que poderia ser a história dos povos e reinos no espaço criado pelos Portugueses em 1482 que o denominaram de Angola: Congo, Ndongo, Umbundu, Kwanhama e os Povos Lunda Tchokwe.


Aquilo que se fez na pós-independência é ínfimo, tem pouca divulgação, basta dizer que, os manuais de história para o ensino de base, secundário e mesmo o superior, nada tem com a historia do Reino Lunda Tchokwe que dizem ser Angola também e, continuamos a ter cultura portuguesa e aculturação europeia no geral e subaculturação dos povos do médio oriente ou Asiáticos.


O pouco que se faz deve-se a iniciativas individuais que, contudo, não têm grande profundidade.


Uma das saídas pode ser a constituição de bolsas para ajudar a pesquisa, contando com fundos de mecenas nacionais e estrangeiros. O processo da pesquisa, estudo e divulgação da história, da arte e da cultura Lunda Tchokwe, deve começar com a organização de seminários, palestras, workshops e conferências internacionais, com o objectivo de abordar com maior profundidade ao tema, desmistificando tabús políticos da questão em causa.


Desde logo, foram projectados para este 1.º Workshop sobre a Historia, Arte e Cultura Lunda Tchokwe, um conjunto de acções tendentes a concretização acertada e a breve trecho das inquietações históricas como aqui plasmadas.


Compreendemos que só existe uma raça, e ela surgiu na África, nem branca, nem negra, amarela ou vermelha.


Na face da Terra existe uma única raça: a humana. Todos nós fazemos parte dela. A  história da África é conhecida  por escritos que datam da  antiguidade clássica. O  homem passou a estar presente na África durante os primeiros anos da era quaternárias os últimos anos da era terciária. A maioria dos restos de hominídeos fósseis que os arqueólogos encontraram: australopitecos, atlantropos, homens de  Neandertal de Cro-Magnon, em lugares diferenciados da África é a demonstração de que essa parte do mundo é importante no  processo evolutivo  da espécie humana e indica, até, a possível busca das origens do homem nesse continente.


As semelhanças comparáveis da história da arte que vai entre o paleolítico  e o  neolítico  são iguais às das demais áreas dos continentes europeu  e asiático, com diferenças focadas em regiões então desenvolvidas. A maioria das zonas do interior do continente, meio postas em isolamento, em contraposição ao litoral, ficaram permanentes em estágios do período paleolítico, apesar da neolitização ter sido processada no início em  10.000 A.C., com uma diversidade de graus acelerados.


Por isso e antes de tudo; precisamos de afirmar que: se África é o berço da humanidade, então a região austral e central constituem a alma/coração da humanidade onde o Reino Lunda Tchokwe se situa.


Como provas: é aqui onde nasceram, existiram os primeiros rastos humanos, ossos do homem moderno HOMO SAPIEN, a existência dos Bantu na região é a mais antiga dos seres na terra.


A expansão deles a partir da bacia do Kongo, lago Tanganhika, descendo da fonte do Nilo para o norte fundaram nações mais antigas tais como: Etiópia e o Egipto; esses acontecimentos marcam o surgimento das religiões baseadas em três pilares principais:


a)Religião Judaica;
b)Religião Crista;
c) Religião Islamica


Todas estas religiões foram obras de negros oriundos do espaço denominado berço da humanidade ou seja a África. BANTU: quais são e quem são? Povos oriundos em um ancestral comum; com a mesma raiz linguística, que lhes identificavam e continuamos “NTU”, sendo família, sempre coabitavam através das relações sociais, em razão de:




Kongo
LUNDA TCHOKWE

Luba
Grau parentesco

Mbunda


Nganguela


A chegada dos Europeus em África e a presença portuguesa na bacia do Kongo com falsas amizades, permitiram a invasão ocidental de Africa desde o século XIV, fez das nações fortes do berço, territórios de interesses económicos no contexto de minimizar a crise e a pobreza que invadiu a Europa durante os século IX à XIV. A captura dos melhores filhos do continente como mão de obra barada para as Américas, particularmente a da bacia do Kongo, mudaram drasticamente o cenário na correlação social com a destruição parcial do património histórico cultural dos povos e das soberanias originárias e indigenas do nosso continente.


Os mais de 400 anos de escravatura dos povos africanos, submetidos a uma cultura alheia, destruíram as suas origens, confundiram a sua história e a África foi partilhada sem o consentimento dos referidos povos, como de um “bolo de aniversario”, trata-se da conferência de Berlim de 1884 – 1885, cujo objectivo principal, o apropriar-se das riquezas minerais, mas também destruir para sempre estas nações, povos e a civilização milenar.


O Workshop proposto, surge como uma janela aberta para o debate a volta do assunto, o aprofundamento e despertar do interesse público, académico, científico e inacabado da nossa história colectiva em pleno século XXI da nossa era.


O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, espera a civilidade do Governo e do Ministério do Interior de Angola de que o Workshop não será uma manifestação ou rebelião e tentativa de Golpe de Estado, mais sim uma questão cultural e do conhecimento da historia verdadeira do povo LUNDA TCHOKWE.






DANIEL FELIX NETO GOVERNADOR BAJULADOR DA LUNDA SUL DISSE DESCONHECER A MANIFESTAÇÃO DO DIA 17 DE NOVEMBRO


DANIEL FELIX NETO  GOVERNADOR BAJULADOR DA LUNDA SUL DISSE DESCONHECER A MANIFESTAÇÃO DO DIA 17 DE NOVEMBRO



Saurimo, 11/012 – O Governador da Lunda – Sul, Daniel Felix Neto, estreante no governo de João Manuel Gonçalves Lourenço, vacinado com o mesmo “ADN” da era José Eduardo dos Santos, disse a VOA – Radio Voz de America emissão vespertina para Angola, desconhecer da manifestação que teve lugar no dia 17 de Novembro em Saurimo com o balanço negativo para o MPLT, onde mais de 14 Activistas detidos naquela data foram acusados aos crimes de Rebelião e tentativa de Golpe de Estado.

Nesta detenção, encontra-se a senhora Domingas Fuliela e seu Esposo Domingos Jamba, é Secretario Regional Adjunto da Lunda – Sul do MPLT.

Domingas Fuliela, icônica mulher Lunda Tchokwe, detida desde o dia 17 de Novembro, tem três filhos menores de 7 anos de idade abandonados em casa, por causa da nobre missão, a de ver restituída a nossa autodeterminação e o fim da usurpação territorial por parte do regime de Angola que apoderou-se do nosso território desde 1975.

Daniel Felix Neto, como estreante no aparelho do Executivo do Regime do MPLA, não tem alternativa, senão, o de agradar seu patrão João Manuel Gonçalves Lourenço em cujos métodos de actuação continuam igualzinho aos de seu antecessor José Eduardo dos Santos, e ele Felix Neto para manter o seu emprego escravo e o de humilhar seus próprios familiares e amigos.

Daniel Felix Neto tem sob sua mesa de trabalho, a Comunicação previa da manifestação entregue ao Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço dia 24 de Setembro e a PGR entre outras Instituições do regime Angolano, a Diplomacia e aos Partidos bem como aos senhores deputados.

O Ministério Público da província da Lunda-Sul, que acusou formalmente aos crimes de rebelião e tentativa de golpe de Estado activistas do Movimento do Protectorado no processo N.º 3512/2018, detidos na manifestação pacifica dia 17 de Novembro, recebeu também com antecedência de 30 dias o mesmo documento da comunicação previa da referida manifestação nos termos do artigo 47.º da CRA e da Lei n.º16/91 de 11 de Maio, sobre manifestações e reuniões.

1.- José Eduardo Dinis Pedro
2.- Narciso Simão
3.- André Dias
4.- Orlando Rodrigues Mukuta
5.- Domingos Jamba
6.- Domingas Fuliela  - Mãe de três filhos menores
7.- Silvano Jonas
8.- José Raimundo Muatangui
9.- Manuel Xili Satuco
10.- António Bernardo Nafupa Txifaha Mufana
11.- Gustavo Nawaquela

SINSE/SINFO MPLA NO ENCALÇO DE ACTIVISTAS DO PROTECTORADO


Neste momento, o SINSE/SINFO do MPLA, esta empenhado em mobilizar alguns membros distraídos do Protectorado para estes abandonarem o Movimento, esta campanha que teve inicio nas localidades de Cafunfo e Cuango, agora é abrangente em nível de toda a Lunda Tchokwe.

O SINSE/SINFO esta a prometer cargos a nível da função publica, salários acima da media, casas e viaturas, em contra partida querem que ao avisados continuem nas fileiras do Movimento do Protectorado como espiões, como intriguistas e caluniadores contra a Liderança com vista a desacreditar a confiança que o povo tem dos dirigentes da organização, com ela o fim do projecto reivindicativo da Autonomia Lunda Tchokwe.

Os nossos membros a nível das regiões denunciam constantemente as promessas que recebem do SINSE/SINFO e as ameaças de perseguições, ameaças de verem seu emprego perdido, alias, é recorrente o SINSE/SINFO ameaçar os nossos membros de serem despedidos dos seus empregos.  A autoridade Tradicional e a Igreja também esta sendo coagida neste sentido.

Daniel Felix Neto, Governador estreante do regime do MPLA – Corrigir o que esta errado e melhorar o que esta bem, faz parte deste grupo do SINSE/SINFO que nos combate piamente todos os dias...

DANIEL FELIZ NETO E A VIATURA DO CIDADÃO NAZONE WANGA

Daniel Felix Neto, Governador estreante da Lunda – Sul ordenou que a viatura do cidadão Nazone Wanga, membro do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, fosse detida, segundo a Policia, era esta viatura usada para transportar manifestantes, a mesma esta parqueada desde o dia 17 de Novembro no pátio do Palácio do Governo na cidade de Saurimo.

Como é possível uma viatura de marca Hyundai estar preso?.. Será que esta viatura constitui algum perigo contra a entidade física do senhor Governador ou o tal propalado golpe?

Este cidadão – Nazone Wanga, não foi encontrado na manifestação, nem sequer fazia parte, se assim fosse, estaria detido e preso como os restantes membros agora na Comarca do Luzia em Saurimo.

É com arrogância que Daniel Felix Neto, quer governar a Lunda – Sul, província campeão de mudanças de Governadores desde 1975?

Porque os membros do MPLA são tão mentirosos e bajuladores?
Querem fazer com João Manuel Gonçalves Lourenço o mesmo que faziam com José Eduardo dos Santos? Aonde esta o combate ao nepotismo, a bajulação, corrupção e impunidade defendidos pelo JLO, com estes governadores mentirosos?

Cadê a honra, a ética e a moral destes dirigentes capazes de mentir até nas emissoras de rádios internacionais?

ACTIVISTAS DETIDOS DOENTES SEM DIREITO A HOSPITAL

Os Acusados formalmente aos crimes de rebelião e tentativa de golpe de Estado na Lunda – Sul, três deles estão doentes com malaria e a unidade penitenciaria de Luzia diz que tem ordens superiores do Governador Daniel Felix Neto, para não os deixar ir ao Hospital, são eles:
1.- Andre Dias
2.- José Muatangui Raimundo
3.- Bernardo Nafupa Txifaha Mufana

E ainda temos outros activistas desde o dia 14 de Novembro de 2018 presos no Comando da Policia do Cuango, Lunda – Norte, sem nunca terem sidos acusados de crime nenhum:
1.-Afonso Txihiluka
2.- Txifutxi Muakahiy
3.- Zeca Samuel
4.- Belarmindo Castro
5.- Filipe Manango