quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

WORKSHOP SOBRE HISTÓRIA, ARTE E CULTURA LUNDA TCHOKWE


WORKSHOP SOBRE HISTÓRIA, ARTE E CULTURA LUNDA TCHOKWE



 O 1.º Workshop sobre a “História, Arte e Cultura Lunda Tchokwe – impacto e influência cultural nas Nações Étnico linguístico Bantu da Àfrica Austral”, sob organização e responsabilidade do Movimento do Protectorado terá lugar nos dias 23 e 24 de Fevereiro de 2019 em Luanda.


O vazio de informações por insuficiente utilização das ferramentas de comunicação que dominam a globalização, infelizmente, não se consegue ainda, completados quase 43 anos de independência de Angola e da dependência do Reino Lunda Tchokwe, aceder a qualquer site criado pelo Ministério da Cultura, da Educação ou organismos de tutela que nos permita a consulta de estudos sobre a história geral de Angola e em particular a história da Lunda Tchokwe ou do império, o Reino da Lunda do Muatiânvua, parte importante dos povos que habitam actualmente o espaço denominado Africa Austral do continente berço da Humanidade.


Sobre isso, o Ministério da Cultura de Angola tem sido opaco; as universidades públicas ou privadas também, e o que se produziu em termos de estudo no período colonial continua a ser o principal suporte de sustentação das diferentes abordagens, incluindo académicas sobre aquilo que poderia ser a história dos povos e reinos no espaço criado pelos Portugueses em 1482 que o denominaram de Angola: Congo, Ndongo, Umbundu, Kwanhama e os Povos Lunda Tchokwe.


Aquilo que se fez na pós-independência é ínfimo, tem pouca divulgação, basta dizer que, os manuais de história para o ensino de base, secundário e mesmo o superior, nada tem com a historia do Reino Lunda Tchokwe que dizem ser Angola também e, continuamos a ter cultura portuguesa e aculturação europeia no geral e subaculturação dos povos do médio oriente ou Asiáticos.


O pouco que se faz deve-se a iniciativas individuais que, contudo, não têm grande profundidade.


Uma das saídas pode ser a constituição de bolsas para ajudar a pesquisa, contando com fundos de mecenas nacionais e estrangeiros. O processo da pesquisa, estudo e divulgação da história, da arte e da cultura Lunda Tchokwe, deve começar com a organização de seminários, palestras, workshops e conferências internacionais, com o objectivo de abordar com maior profundidade ao tema, desmistificando tabús políticos da questão em causa.


Desde logo, foram projectados para este 1.º Workshop sobre a Historia, Arte e Cultura Lunda Tchokwe, um conjunto de acções tendentes a concretização acertada e a breve trecho das inquietações históricas como aqui plasmadas.


Compreendemos que só existe uma raça, e ela surgiu na África, nem branca, nem negra, amarela ou vermelha.


Na face da Terra existe uma única raça: a humana. Todos nós fazemos parte dela. A  história da África é conhecida  por escritos que datam da  antiguidade clássica. O  homem passou a estar presente na África durante os primeiros anos da era quaternárias os últimos anos da era terciária. A maioria dos restos de hominídeos fósseis que os arqueólogos encontraram: australopitecos, atlantropos, homens de  Neandertal de Cro-Magnon, em lugares diferenciados da África é a demonstração de que essa parte do mundo é importante no  processo evolutivo  da espécie humana e indica, até, a possível busca das origens do homem nesse continente.


As semelhanças comparáveis da história da arte que vai entre o paleolítico  e o  neolítico  são iguais às das demais áreas dos continentes europeu  e asiático, com diferenças focadas em regiões então desenvolvidas. A maioria das zonas do interior do continente, meio postas em isolamento, em contraposição ao litoral, ficaram permanentes em estágios do período paleolítico, apesar da neolitização ter sido processada no início em  10.000 A.C., com uma diversidade de graus acelerados.


Por isso e antes de tudo; precisamos de afirmar que: se África é o berço da humanidade, então a região austral e central constituem a alma/coração da humanidade onde o Reino Lunda Tchokwe se situa.


Como provas: é aqui onde nasceram, existiram os primeiros rastos humanos, ossos do homem moderno HOMO SAPIEN, a existência dos Bantu na região é a mais antiga dos seres na terra.


A expansão deles a partir da bacia do Kongo, lago Tanganhika, descendo da fonte do Nilo para o norte fundaram nações mais antigas tais como: Etiópia e o Egipto; esses acontecimentos marcam o surgimento das religiões baseadas em três pilares principais:


a)Religião Judaica;
b)Religião Crista;
c) Religião Islamica


Todas estas religiões foram obras de negros oriundos do espaço denominado berço da humanidade ou seja a África. BANTU: quais são e quem são? Povos oriundos em um ancestral comum; com a mesma raiz linguística, que lhes identificavam e continuamos “NTU”, sendo família, sempre coabitavam através das relações sociais, em razão de:




Kongo
LUNDA TCHOKWE

Luba
Grau parentesco

Mbunda


Nganguela


A chegada dos Europeus em África e a presença portuguesa na bacia do Kongo com falsas amizades, permitiram a invasão ocidental de Africa desde o século XIV, fez das nações fortes do berço, territórios de interesses económicos no contexto de minimizar a crise e a pobreza que invadiu a Europa durante os século IX à XIV. A captura dos melhores filhos do continente como mão de obra barada para as Américas, particularmente a da bacia do Kongo, mudaram drasticamente o cenário na correlação social com a destruição parcial do património histórico cultural dos povos e das soberanias originárias e indigenas do nosso continente.


Os mais de 400 anos de escravatura dos povos africanos, submetidos a uma cultura alheia, destruíram as suas origens, confundiram a sua história e a África foi partilhada sem o consentimento dos referidos povos, como de um “bolo de aniversario”, trata-se da conferência de Berlim de 1884 – 1885, cujo objectivo principal, o apropriar-se das riquezas minerais, mas também destruir para sempre estas nações, povos e a civilização milenar.


O Workshop proposto, surge como uma janela aberta para o debate a volta do assunto, o aprofundamento e despertar do interesse público, académico, científico e inacabado da nossa história colectiva em pleno século XXI da nossa era.


O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, espera a civilidade do Governo e do Ministério do Interior de Angola de que o Workshop não será uma manifestação ou rebelião e tentativa de Golpe de Estado, mais sim uma questão cultural e do conhecimento da historia verdadeira do povo LUNDA TCHOKWE.






DANIEL FELIX NETO GOVERNADOR BAJULADOR DA LUNDA SUL DISSE DESCONHECER A MANIFESTAÇÃO DO DIA 17 DE NOVEMBRO


DANIEL FELIX NETO  GOVERNADOR BAJULADOR DA LUNDA SUL DISSE DESCONHECER A MANIFESTAÇÃO DO DIA 17 DE NOVEMBRO



Saurimo, 11/012 – O Governador da Lunda – Sul, Daniel Felix Neto, estreante no governo de João Manuel Gonçalves Lourenço, vacinado com o mesmo “ADN” da era José Eduardo dos Santos, disse a VOA – Radio Voz de America emissão vespertina para Angola, desconhecer da manifestação que teve lugar no dia 17 de Novembro em Saurimo com o balanço negativo para o MPLT, onde mais de 14 Activistas detidos naquela data foram acusados aos crimes de Rebelião e tentativa de Golpe de Estado.

Nesta detenção, encontra-se a senhora Domingas Fuliela e seu Esposo Domingos Jamba, é Secretario Regional Adjunto da Lunda – Sul do MPLT.

Domingas Fuliela, icônica mulher Lunda Tchokwe, detida desde o dia 17 de Novembro, tem três filhos menores de 7 anos de idade abandonados em casa, por causa da nobre missão, a de ver restituída a nossa autodeterminação e o fim da usurpação territorial por parte do regime de Angola que apoderou-se do nosso território desde 1975.

Daniel Felix Neto, como estreante no aparelho do Executivo do Regime do MPLA, não tem alternativa, senão, o de agradar seu patrão João Manuel Gonçalves Lourenço em cujos métodos de actuação continuam igualzinho aos de seu antecessor José Eduardo dos Santos, e ele Felix Neto para manter o seu emprego escravo e o de humilhar seus próprios familiares e amigos.

Daniel Felix Neto tem sob sua mesa de trabalho, a Comunicação previa da manifestação entregue ao Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço dia 24 de Setembro e a PGR entre outras Instituições do regime Angolano, a Diplomacia e aos Partidos bem como aos senhores deputados.

O Ministério Público da província da Lunda-Sul, que acusou formalmente aos crimes de rebelião e tentativa de golpe de Estado activistas do Movimento do Protectorado no processo N.º 3512/2018, detidos na manifestação pacifica dia 17 de Novembro, recebeu também com antecedência de 30 dias o mesmo documento da comunicação previa da referida manifestação nos termos do artigo 47.º da CRA e da Lei n.º16/91 de 11 de Maio, sobre manifestações e reuniões.

1.- José Eduardo Dinis Pedro
2.- Narciso Simão
3.- André Dias
4.- Orlando Rodrigues Mukuta
5.- Domingos Jamba
6.- Domingas Fuliela  - Mãe de três filhos menores
7.- Silvano Jonas
8.- José Raimundo Muatangui
9.- Manuel Xili Satuco
10.- António Bernardo Nafupa Txifaha Mufana
11.- Gustavo Nawaquela

SINSE/SINFO MPLA NO ENCALÇO DE ACTIVISTAS DO PROTECTORADO


Neste momento, o SINSE/SINFO do MPLA, esta empenhado em mobilizar alguns membros distraídos do Protectorado para estes abandonarem o Movimento, esta campanha que teve inicio nas localidades de Cafunfo e Cuango, agora é abrangente em nível de toda a Lunda Tchokwe.

O SINSE/SINFO esta a prometer cargos a nível da função publica, salários acima da media, casas e viaturas, em contra partida querem que ao avisados continuem nas fileiras do Movimento do Protectorado como espiões, como intriguistas e caluniadores contra a Liderança com vista a desacreditar a confiança que o povo tem dos dirigentes da organização, com ela o fim do projecto reivindicativo da Autonomia Lunda Tchokwe.

Os nossos membros a nível das regiões denunciam constantemente as promessas que recebem do SINSE/SINFO e as ameaças de perseguições, ameaças de verem seu emprego perdido, alias, é recorrente o SINSE/SINFO ameaçar os nossos membros de serem despedidos dos seus empregos.  A autoridade Tradicional e a Igreja também esta sendo coagida neste sentido.

Daniel Felix Neto, Governador estreante do regime do MPLA – Corrigir o que esta errado e melhorar o que esta bem, faz parte deste grupo do SINSE/SINFO que nos combate piamente todos os dias...

DANIEL FELIZ NETO E A VIATURA DO CIDADÃO NAZONE WANGA

Daniel Felix Neto, Governador estreante da Lunda – Sul ordenou que a viatura do cidadão Nazone Wanga, membro do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, fosse detida, segundo a Policia, era esta viatura usada para transportar manifestantes, a mesma esta parqueada desde o dia 17 de Novembro no pátio do Palácio do Governo na cidade de Saurimo.

Como é possível uma viatura de marca Hyundai estar preso?.. Será que esta viatura constitui algum perigo contra a entidade física do senhor Governador ou o tal propalado golpe?

Este cidadão – Nazone Wanga, não foi encontrado na manifestação, nem sequer fazia parte, se assim fosse, estaria detido e preso como os restantes membros agora na Comarca do Luzia em Saurimo.

É com arrogância que Daniel Felix Neto, quer governar a Lunda – Sul, província campeão de mudanças de Governadores desde 1975?

Porque os membros do MPLA são tão mentirosos e bajuladores?
Querem fazer com João Manuel Gonçalves Lourenço o mesmo que faziam com José Eduardo dos Santos? Aonde esta o combate ao nepotismo, a bajulação, corrupção e impunidade defendidos pelo JLO, com estes governadores mentirosos?

Cadê a honra, a ética e a moral destes dirigentes capazes de mentir até nas emissoras de rádios internacionais?

ACTIVISTAS DETIDOS DOENTES SEM DIREITO A HOSPITAL

Os Acusados formalmente aos crimes de rebelião e tentativa de golpe de Estado na Lunda – Sul, três deles estão doentes com malaria e a unidade penitenciaria de Luzia diz que tem ordens superiores do Governador Daniel Felix Neto, para não os deixar ir ao Hospital, são eles:
1.- Andre Dias
2.- José Muatangui Raimundo
3.- Bernardo Nafupa Txifaha Mufana

E ainda temos outros activistas desde o dia 14 de Novembro de 2018 presos no Comando da Policia do Cuango, Lunda – Norte, sem nunca terem sidos acusados de crime nenhum:
1.-Afonso Txihiluka
2.- Txifutxi Muakahiy
3.- Zeca Samuel
4.- Belarmindo Castro
5.- Filipe Manango


domingo, 9 de dezembro de 2018

ALEMANHA RECONHECE 150 ANOS DE ACORDOS ASSINADOS COM O POVO LUNDA TCHOKWE


ALEMANHA RECONHECE 150 ANOS DE ACORDOS ASSINADOS COM O POVO LUNDA TCHOKWE


Saurimo, 09/12 – A Comitiva da Embaixada de Alemanha em Angola, escalou esta manhã a cidade de Saurimo com várias entidades diplomáticas e académicos daquele país, que a sua chegada nesta cidade reconheceu a existência de 150 anos de acordos assinados com o povo Lunda Tchokwe durante o século XIX.


Entre o ano de 1880 à 1894, muitos exploradores oriundos da Alemanha visitaram o interior do Reino Lunda Tchokwe, tendo ai celebrado muitos acordos, não se trata de acordos de protecção, eram acordos no campo da cultura e do conhecimento ou para ajudar a civilizar aquele povo.


A Comitiva da Alemanha na Lunda – Sul, veio para continuar com os trabalhos de investigação sobre a cultura e história do Povo Lunda Tchokwe.


O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, esta acompanhar atentamente, embora não foi convidado, mas aqui esta a certeza de que a Lunda Tchokwe, é um estado independente, enigma para muitos, mas razão para os académicos estudarem a historia recente da presença estrangeira dos últimos 150 anos.


Por NG em Saurimo


sexta-feira, 30 de novembro de 2018

DOMINGAS FULIELA HEROINA DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE NA MASMORRA DA INJUSTIÇA DA JUSTIÇA ANGOLANA COM MAIS 14 OUTROS ACTIVISTAS DETIDOS NO DIA 17 DE NOVEMBRO NA MANIFESTAÇÃO PACIFICA


DOMINGAS FULIELA HEROINA DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE NA MASMORRA DA INJUSTIÇA DA JUSTIÇA ANGOLANA COM MAIS 14 OUTROS ACTIVISTAS DETIDOS NO DIA 17 DE NOVEMBRO NA MANIFESTAÇÃO PACIFICA


Saurimo, 30/11 Domingas Fuliela, a única mulher e activista do Protectorado Lunda Tchokwe, detida no dia 17 de Novembro do corrente, na manifestação pacifica que havia sido convocada com antecedência de cerca de 60 dias, precedidos de entrega da comunicação previa a Presidência da Republica de Angola nos termos do n.º2 do artigo 47.º da constituição de Angola no dia 24 de Setembro de 2018.

.
Esta comunicação foi entregue a PGR, MPLA, UNITA, CASA-CE, PRS, FNLA, BD, Bancadas Parlamentares, Tribunal Supremo, Tribunal constituinte, Provedoria de Justiça, Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Ministro do Interior, Embaixadas da França, USA, Reino Unido, Alemanha, Portugal, Bélgica, União Europeia, ONU e ao alto Comissariado da ONU dos Direitos Humanos, também aos Governos do Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, incluindo PGR Provinciais, Comandos Provinciais da Policia Nacional e o SIC entre as varias entidades, que nos termos da Lei N.º16/91 de 11 de Maio, artigos 5.º, 6.º e 7.º ao longo de 60 dias não fomos notificados ou proibido a realizar a manifestação.


Domingas Fuliela, a única mulher detida e presa é mãe de 4 filhos com idades entres: 3 anos, 5 anos, 7 anos e o de 12 anos de idade, que actualmente se encontra na comarca de Luzia em Saurimo com mais outros 14 activistas incluindo seu marido Sr. Domingos Jamba.


Esta heroína Lunda Tchokwe, esta firme com o seu ideal de emancipação da mulher na politica, como de varias outras mulheres a nível do mundo que lutaram contra o colonialismo e a ocupação miserável vividas por muitos povos na carne todos os dias, ela hoje longe dos filhos neste final de ano escolar e dos cuidados das suas crianças, que por capricho do regime esta na cadeia sem condições humanas e de habitabilidade, porque ela não é delinquente.


Ministério Público na província da Lunda-Sul, acusa formalmente aos crimes de rebelião e tentativa de golpe de Estado activistas do Movimento do Protectorado no processo N.º 3512/2018, incluindo a Sra. Domingas Fuliela detidos numa manifestação pacifica desde o dia 17 de Novembro, que reclamavam em manifestação autonomia administrativa e financeira da Lunda Tchokwe, um direito inegável e natural da nossa historia.


Afinal o Golpe de Estado faz-se em Luanda onde esta o Presidente da Republica ou na Província da Lunda – Sul acerca de 1200 Km/Luanda?


Afinal a rebelião faz com armas e com violência ou sem armas com aviso prévio ao Presidente da Republica, com manifestações aceites pela constituição artigo 47.º?


O Livre de Shane Sharp da “Ditadura a Democracia”, José Eduardo dos Santos, também acusou activistas 15 + 2 em Luanda de preparação de Golpe de Estado, finalmente o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, ao invés de reivindicar o seu direito a Independência da Lunda Tchokwe, anda a preparar Golpes de Estado contra o Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, de acordo com o Ministério Publico da Lunda – Sul? Ou golpe de Estado contra o Governador Félix Neto?


Digníssimo Procurador da Republica General Dr. Hélder Fernando Pitta Grós, será que você é um encobridor das acções do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe?..


Senão, vejamos o que tem estado a acontecer, no dia 25 de Setembro de 2018, pelas 12 horas e 35 minutos e treze segundos, recibo do código de barras n.º B18092500010002051184, a PGR fez recepção da nossa previa Comunicação a Sua Excelência o Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, da pretendida manifestação pacifica ao dialogo para o dia 17 de Novembro.


Passados 22 dias, da data da recepção da nossa comunicação pela PGR, até o dia da Manifestação 17 de Novembro, não recebemos da PGR de que V/Digníssimo é o Procurador Geral, qualquer notificação de actos preparatórios de atentado de Golpe de Estado Contra João Manuel Gonçalves Lourenço e muito menos do Gabinete do Presidente da Republica, veja Oficio N.º 0257/GAB.CHEFE CASA CIVIL/PR/038/2018, oi reveja os ofícios N.º 3427/GM.JDH/2014, Oficio N.º 3727/GM.JDH/2014 e Ref.ª N.º 1121/GAB.PROVJUS/2013 E N.º 0903/GAB.PROVJUS/2017.



A SOBERANIAS NÃO TROCA CORRESPONDENCIA COM REBELIÂO ARMADA, NEM COM GRUPOS QUE ATENTAM A GOLPES DE ESTADO


A acusação da PGR da Lunda – Sul é grave, preocupante e precisa de tomada imediata de medidas cautelares da PGR a nível nacional, do Tribunal Supremo e do Ministério do Interior, a Justiça angolana não deve brincar com a seriedade, não deve agir por emoção ou por aparência de ser Juiz, muito cuidado, sob pena de colocar o Sr. João Manuel Gonçalves Lourenço, no ridículo, se há tentativa de Golpe de Estado ou Rebelião Armada, deve-se tomar imediatamente medidas urgentes e seus responsáveis condenados exemplarmente, não vamos fazer jogos de rato e gato, a justiça angolana deve corrigir o que esta mal e melhorar o que esta mal.


Se querem intimidar os activistas políticos do Movimento do Protectorado, não devem brincar com o fogo, porque a comunidade internacional há 12 anos que acompanha as acções da reivindicação Lunda Tchokwe.



O Ministério Publico deve nos acusar e provar que as acusações são credíveis e fundadas em provas credíveis, não devem ser acusações de paixões politicas ao MPLA Partido Governante em Angola em que os Juízes trocam a sua profissão e o mérito por benefícios que recebem de salários ou porque simplesmente querem desmoralizar as populações que querem ver mudanças ou reivindicam os seus direitos usurpados.


Há violação aos direitos Humanos na Lunda Tchokwe, o Estado Angolano aderiu a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos adoptado pela decima oitava conferência dos Chefes de Estados e de Governos dos Estados Africanos membros da OUA (actualmente União Africana) a 27 de Junho de 1981, Nairobi, no Quénia e que em 1991, através da Resolução n.º 1/91 de 19 de Janeiro do mesmo ano e publicada em Diário da Republica N.º3/91, Angola era membro de plenos direitos.


Será que existe dois códigos penais; um para a Republica de Angola e outro para o Reino Lunda Tchokwe?


Senão vejamos, a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos de que Angola é membro, o numero 2 do artigo 7.º, “Ninguém pode ser condenado por uma acção ou omissão que não constituía, no momento em que foi cometida, uma infracção legalmente punível. Nenhuma pena pode ser prescrita se não estiver prevista no momento em que a infracção foi cometida. A pena é pessoal e apenas pode atingir o delinquente”.


O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe existe desde o ano de 2006, faz 12 anos a nossa existência real e reivindicativa e sempre o Ministério publico Angolano, nos acusa com actos de rebelião e nunca provou absolutamente nada…


Para todos os efeitos, o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, solicita ao digníssimo procurador-geral da Republica de Angola General Doutor Hélder Fernando Pitta Grós, que ordenem a imediata soltura dos Activistas Políticos que se seguem:


Os Acusados formalmente aos crimes de rebelião e tentativa de golpe de Estado na Lunda – Sul:


1.- José Eduardo Dinis Pedro
2.- Narciso Simão
3.- André Dias
4.- Orlando Mucuta
5.- Domingos Jamba
6.- Domingas Fuliela
7.- Jonas Silvano
8.- José Muatangue
9.- Manuel Satuco
10.- António Tchifaha
11.- Gustavo Nawaquela


Os ainda por acusar desde o dia 14 de Novembro de 2018 actualmente presos no Comando da Policia do Cuango, Lunda – Norte:


1.-Afonso Txihiluka
2.- Txifutxi Muakahiy
3.- Zeca Samuel
4.- Belarmindo Castro
5.- Filipe Manango



terça-feira, 27 de novembro de 2018

DENÚNCIA: “OPERAÇÃO TRANSPARENCIA E RESGATE NA LUNDA VERSÃO MELHORADA METICULOSAMENTE HITLERIANA PARA O EXTERMINIO SILÊNCIO DO POVO LUNDA TCHOKWE”


DENÚNCIA: “OPERAÇÃO TRANSPARENCIA E RESGATE NA LUNDA VERSÃO MELHORADA METICULOSAMENTE HITLERIANA PARA O EXTERMINIO SILÊNCIO DO POVO LUNDA TCHOKWE”



Lunda, 25/11 – Coincidências ou não, o certo é que as “Operações Transparência e Resgate em simultâneos na Lunda é versão melhorada meticulosamente hitleriana para o extermínio massivo e silenciosa do povo Lunda Tchokwe”, plano bem concebido pelos serviços Secretos, Policia Angolana com uma estratégia assente em “Modus Operandi” convencionados a fazerem crer a Comunidade Internacional do quão estava desorganizada as Lundas com presença massiva de ilegais vindos de estrangeiro, especialmente da Republica Democrática de Congo.


Há pouco menos de 60 dias do lançamento destas duas “Operações Transparência e Resgate na Lunda”, começa-se a destapar o verdadeiro carácter das operações para a Lunda.


A pergunta a fazermos ao governo de Angola, afinal quem é estrangeiro na Lunda Tchokwe?

Þ   É somente o cidadão da Republica Democrática do Congo?
Þ   O Maliano não é estrangeiro?
Þ   O Senegalês não é estrangeiro?
Þ   O Libanês não é estrangeiro?
Þ   O Zambiano não é estrangeiro?
Þ   O Chinês não é estrangeiro?
Þ   O Guine Equatoriano não é estrangeiro?

Entre outros cidadãos provenientes de diferentes latitudes que continuam a percorrer livremente na Lunda, com as suas Cantinas e Armazém, os mesmos que eram patronos, os patrocinadores de garimpeiros, disto o Governo Angolano e a Policia Nacional em toda a Lunda sabem, porque no dia a dia estão juntos, conhecem bem as suas moradias, porque a Policia visita as cantinas e os armazéns e fazem cobranças.


Voltando ao Extermínio do Povo Lunda Tchokwe


1975 – 1980, A Lunda foi sitiada militarmente e sem Salvo-conduto ou Carta de Chamada, era proibido entrar ou sair da Lunda. As mulheres eram revistadas até na vagina e no anu, para dela encontrar o diamante, pura humilhação da dignidade daquele povo aos olhos silenciosos da comunidade internacional e Angolana.


1980 -1985, Processo 105, que dizimou milhões de naturais Lunda Tchokwe, enviados a cumprir nas masmorras pesadas sentenças sem nunca terem cometido crime, sem nunca terem sido julgados, tudo por causa da crescente capacidade económica dos cidadãos tchokwes e dos diamantes, principio silencioso do extermínio. Os Lundas Perderam empreendimentos em todo o território, muitos exilaram nos países vizinhos até hoje. No interior do MPLA, General Tchizainga e outros caíram na desgraça para sempre depois de longos anos na guerrilha gratuita do regime.


1995 – 2000, O regime Angolano massacrou entre 5000 à 8000 cidadãos Lunda Tchokwe nas localidades de “JARIBU, KAMBAU E LUCOLA” ao município do Lukapa e Kalonda e na região de Caungula, o governo do MPLA, usou aviação e todo tipo de armamento pesado contra indefesos garimpeiros os havia considerado erradamente de estarem ao serviço da UNITA. Morreram muitos cidadãos vindos de outras províncias de Angola porque não havia emprego no país e a única sobrevivência era o garimpo, morreram mamas Quitandeiras que ali estavam a comercializar comida e outros produtos…JARIBU, KAMBAU E LUCOLA deixo na memoria de muitas famílias o ódio, os órfãos, silenciou toda uma vida aquelas pessoas tal como as chacinas de Hitler nos campos de concentração Nazistas durante a II Guerra Mundial. 


2000 – 2010, Assistimos uma invasão sem precedentes de assassinatos gratuitos, invasão de emigrantes sob olhar silencioso do Governo e da Comunidade Internacional, muitos dos criminosos conhecidos nunca foram detidos para serem julgados exemplarmente, as empresas de segurança Mineira em cujo agentes assassinaram muitos cidadãos nacionais Lunda Tchokwes nas localidades de Cafunfo, Cuango, Cacolo, Caungula, Calonda, Lukapa, Kambulo etc., etc., por pertencerem a Generais do MPLA nunca foram notificadas para serem julgadas até hoje – tudo isto, em um plano profundamente meticuloso para silenciar o extermínio do povo Lunda Tchokwe.


O Livro do activista Rafael Marques “Diamantes de Sangue e da Humilhação” é o exemplo inequívoco de como é feita o extermínio do povo Lunda Tchokwe ao “Modus Operandi”, melhorado meticulosamente Hitleriano na Lunda. Existem vários vídeos, Jornais e relatórios junto do Alto Comissariado da ONU dos Direitos Humanos e nas ONGs de defesa dos Direitos Humanos do que se passa na Lunda em termos de extermínio da população.


2016 - Mais de 174 cidadãos Lunda Tchokwes, rusgados a céu aberto na localidade de Cafunfo, levados na cadeia do Cuango desapareceram misteriosamente até hoje sem ter deixado rasto, muitos foram considerados de estrangeiros ilegais. Esta chacina aconteceu Coincidentemente com o massacre de Monte Sumi no Huambo contra a Igreja Adventista do 7.º Dia a Luz do Mundo de Julinho Kalupeteka.


2018 - Operação Transparência e Resgate em simultâneo só para a Lunda Tchokwe, excepto o resto de Angola com o Objectivo, primeiro de repatriamento de estrangeiros ilegais, desactivação de garimpo e de retirada de licenças de exploração de diamantes as cooperativas de extracção que em muito não contribuíam a economia e a vida social local naquilo que o Movimento do Protectorado chamou de “A maldição de diamantes e a presença de mais de 800.000 estrangeiros ilegais”.


- Aqui, todos nós concordamos com os objectivos primários da Operação de repatriamento organizado de estrangeiros ilegais no denominado Transparência do Governo de Angola, porque o Movimento do Protectorado escreveu as autoridades locais a congratular-se com a operação.


- Não concordamos com o “Modus Operandi” das acções practicas pela Policia Angolana no terreno, que mais parecem o repatriamento de naturais Lunda Tchokwe para a RDC só porque um determinado cidadão não fala perfeitamente o Português ou porque foi encontrado na posse com um cartão ou passe do Movimento do Protectorado, consubstanciados no seguinte:

ü  A Operação Transparência e Resgate não têm termo definido;
ü  Visava o repatriamento de estrangeiros ilegais;
ü  Visava a Reorganização do Sector Mineiro, o diamantífero e outros;
ü  Visava todo o estrangeiro ilegal sem excepção de origem;
ü  Visava combater o garimpo ilegal e repor a ordem e segurança pública;
ü  Visava reorganização do Comercio mercantil formal e informal;
ü  Visava o ordenamento dos transportes e a legalidade dos meios;
ü  etc., etc..

Na practica o que esta acontecer:

ü  Repatriamento forçado de Congoleses e naturais Lunda Tchokwes;
ü  Forte perseguição a naturais Lunda Tchokwe que mal falam Português;
ü  Destruição de Residências a hipotéticos Membros do Protectorado;
ü  Prisões arbitrarias a naturais Lunda Tchokwe;
ü  Caça homem e rusgas e roubo de bens da população por parte da Policia;
ü  Estado de sitio igual a de 1975 – 1980 na Lunda Tchokwe;
ü  Cobrança de taxas de portagens nunca instituídas na Lunda;
ü  Selecção de estrangeiros preferidos para ficar em detrimento dos da RDC;
ü  Prisões anárquicas de mulheres e Criação;
ü  Desaparecimento de pessoas rusgados como estrangeiros que na realidade são Lunda Tchokwes;
ü  E outras vicitudes.

O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, vai apresentar nos próximos tempos a comunidade internacional e Angolana, ao Alto Comissariado da ONU dos Direitos Humanos, e a ONGs Internacional um relatório com nomes e com informações detalhadas de cidadãos naturais Lunda Tchokwe que o Governo Angolano esta a repatriar forçosamente para a Republica Democrática do Congo.


Este relatório vai testar a veracidade do que esta a passar nas Lundas, sobretudo na região de Xá Muteba, Cuango, Capenda Camulemba, Camaxilo, Caungula e outras com menor número de cidadãos Lunda Tchokwe repatriados para a RDC.



quarta-feira, 21 de novembro de 2018

NEVES BIHIHIA BALEADO NA MANIFESTAÇÃO DIA 17 DE NOVEMBRO SOB FORTE VIGILÂNCIA POLICIAL NO HOSPITAL DE CAFUNFO E SEM TRATAMENTO MÉDICO


NEVES BIHIHIA BALEADO NA MANIFESTAÇÃO DIA 17 DE NOVEMBRO SOB FORTE VIGILÂNCIA POLICIAL NO HOSPITAL DE CAFUNFO E SEM TRATAMENTO MÉDICO




Cafunfo, 21/11 – O cidadão nacional Lunda Tchokwe, Neves Bihihia, baleado com outros três elementos pela Policia Angolana no dia 17 de Novembro do corrente ano, quando participava da manifestação pacifica convocada legalmente pelo Movimento do Protectorado, há 4 dias que se encontra sob forte vigilância Policial no Hospital Central e sem tratamento médico.


Continua com uma bala encravada na perna direita sem que os médicos realizem a operação para dela extrair esse mortífero objecto, alegam esperar por ordens superiores vindas de Luanda do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, conforme disse um dos Policias a família do Sr Neves acamado no Hospital.


A Policia não esta a permitir que outros familiares e amigos se aproxime dele.


A filha de 18 anos do Sr Neves Bihihia a única que esta sendo permitida de se aproximar do Pai, esta a sofrer ameaças e sedições por parte da Policia que a estão a convidá-la para fazer sexo com ela se quer ver seu pai livre, pois alegam que ele vai ser preso e condenado 20 anos de cadeia.


Porque os Lundas estão calados, porque tanto silencio?..

Por Samajone em Cafunfo