segunda-feira, 24 de setembro de 2018

VANDALISMO POLÍTICO OU GOLPE DE ESTADO? A AFIRMAÇÃO É DO COMANDANTE GERAL DA POLICIA NACIONAL PAULO DE ALMEIDA





O Comandante Geral da Polícia Nacional, comissário-geral Paulo Gaspar de Almeida, afirmou hoje, domingo, em Luanda, que o vandalismo público que se regista actualmente em Angola é um crime com pendor político. E o que sempre se registou sem o rótulo de “actualmente”, também tinha esse pendor? Já em 2015 Paulo Gaspar de Almeida dizia que as últimas manifestações convocadas pelos partidos da Oposição tinham como objectivos a tomada do poder, um golpe de Estado.

FONTE: FOLHA 8



Ocomissário-geral fez este pronunciamento quando discursava na abertura da Primeira Conferência Nacional de Formação de Mulheres Polícias, que vai decorre até terça-feira, no Instituto Superior de Ciências Criminais e Polícia (Osvaldo Serra Van-Dúnem), sob o lema “Por uma liderança feminina na corporação capacitemos a mulher polícia”.


Paradigmática é a tese de Paulo Gaspar de Almeida, para quem os criminosos estão a sabotar para inviabilizar o progresso e o desenvolvimento do país: “Estes autores querem estancar o progresso do país contudo não vão conseguir”.


Paulo Gaspar de Almeida manifestou preocupação com um certo tipo de crimes que ultimamente têm vindo assolar o país, nomeadamente os passionais violentos, utilização de armas de fogo, roubos violentos, violações e vandalismo de bens públicos. E, é certo, não tenhamos dúvidas que os crimes passionais violentos também são uma forma de os protagonistas, por razões políticas, “querem estancar o progresso do país”.


O Comandante da Polícia acrescentou que esses crimes têm vindo a criar um certo sentimento de insegurança no seio das populações, realçando que este tipo de situações vão ter resposta dos órgãos competentes que garantem a ordem e a tranquilidade pública, bem como da justiça.


“A partir do próximo mês vamos desenvolver acções operacionais de grande dimensão, com a participação das administrações locais, associações cívicas e cidadãos patriotas e de boa-fé, com vista a resgatar a ética, o civismo e a autoridade do Estado”, frisou.


Aplaudamos, irmãos. Que Paulo Gaspar de Almeida esteja convosco. E vocês, em uníssono, respondam: “Ele está no meio de nós”.


Paulo Gaspar de Almeida referiu, por outro lado, que desde o princípio do mês e curso, a Polícia tem vindo a realizar acções operacionais com fim de prevenir e conter as tendências de crescimento de crimes em Angola, contando com a colaboração e participação da mulher polícia, bem como de todas as forças de segurança e defesa.


Nova interessante afirmação. A Polícia conta com a participação da mulher polícia. Quem diria? É obra, senhor Comandante Geral da Polícia Nacional (homens, mulheres e similares incluídos).


O Comandante Geral da Polícia Nacional apelou, com uma perspicácia notável, às entidades de direito no sentido das leis em vigor no país serem elementos encorajadores da manutenção e preservação da ordem e tranquilidade públicas. Tem razão. Isto porque, a fazer fá nas suas palavras, nem todas as leis encorajam a manutenção e preservação da ordem e tranquilidade. É isso, não é comissário-geral Paulo Gaspar de Almeida?


No encontro vão ser abordados temas como o trabalho da mulher polícia, junto das comunidades, assédio sexual, intimidação feminina, violência doméstica, fuga a paternidade e prestação de alimentos. Tudo temas relevantes para que as nossas polícias combatam, presume-se que em colaboração com os polícias, o vandalismo público que se regista actualmente no país e que é um crime com pendor político.


Sempre na linha da frente

Recorde-se, por exemplo, que já em 2015 o então Comissário Chefe da Polícia Nacional, Paulo Gaspar de Almeida, dizia que as últimas manifestações convocadas pelos partidos da Oposição tinham como objectivos a tomada do poder, um golpe de Estado, portanto, motivo pelo qual as forças de segurança as impediram. Nessa altura foi “capturado” um vasto arsenal bélico, com destaque para umas centenas de… cartazes contra o regime.


A Polícia Nacional afirmou na altura ter provas mais do que cabais que provam que esses meliantes (para não dizer terroristas) pretendiam mesmo derrubar o regime. Ontem eram uns, hoje são outros, amanhã seremos todos nós.


Emblemática foi a entrevistado à Rádio Ecclésia sobre o balanço das actividades desenvolvidas pela Policia Nacional durante o ano 2013, em que seu então Segundo Comandante Geral sacou da pistola, perdão, da cartola, a mais bombástica revelação:


“Temos provas de que as orientações eram de um grupo chegar ao Palácio do Governo Provincial, outro grupo saía do Baleizão para chegar ao Palácio Presidencial. As provas recolhidas sustentam a tese de que o objectivo da última manifestação era o assalto ao poder”, garantiu na altura Paulo Gaspar de Almeida.


A revelação foi de tal modo estrondosa que, mesmo tendo passado muitos dias sobre essa tentativa, Europa e EUA, para além da Coreia do Norte, terão aconselhado o então Presidente José Eduardo dos Santos a, imediatamente, fechar a Assembleia Nacional, prender (antes que eles se exilem) os dirigentes golpistas, instaurar um regime de excepção, com suspensão de todos os direitos civis, cancelamento de qualquer calendário eleitoral e imposição do estado de sítio com a necessária lei marcial.


Desconhece-se a razão pela qual, perante as declarações do Segundo Comandante da Polícia Nacional, Eduardo dos Santos não avançou com estas regras basilares de reacção à tentativa de golpe de Estado. Há quem diga, sem fundamento, que muitas delas já fazem parte do dia-a-dia do regime, sendo por isso desnecessárias. É verdade.


Paulo de Almeida disse que “a lei permite que os cidadãos ou associações cívicas se manifestem. Os polícias não têm nada que impedir. Mas também a lei diz que essas manifestações têm regras, não podem ser próximas de locais de soberania, não podem ser manifestações que perturbem a ordem e a tranquilidade pública, violentas, que criam instabilidade e ameaçam o pacato cidadão que não tem nada a ver com a confusão”. E acrescentou, para que não restem dúvidas quanto à tentativa de tomar o poder pela força, que “as manifestações não podem ser agressivas, não podem ser desordeiras e nós só actuamos quando elas desrespeitam essas situações”.


Então ficamos todos a saber (e por alguma razão Paulo Gaspar de Almeida tem hoje a total confiança de João Lourenço) que a presença de mais de dois cidadãos junto aos locais de soberania é um indício de golpe, que se não forem vestidos com as cores do MPLA e dando vivas ao Presidente, os manifestantes serão considerados agressivos, que se andarem a colar cartazes entram na categoria, potenciais golpista, desordeiros, inimigos e terroristas.


Paulo de Almeida sublinhou também que a Polícia Nacional sabia quais são as intenções dos manifestantes. E sabia com certeza. Se até consegue saber o que os cidadãos pensam… E então no que pensavam esses golpistas? O Comandante respondeu: “O público pode não saber isso, mas nós sabemos, então agimos em conformidade. Eu sei que isso não vai agradar às pessoas mas a verdade é esta. Nós estamos aqui para garantir a segurança de todos”.


De todos é como quem diz. De todos os bons, os do MPLA, queria dizer Paulo Almeida. Os outros, chamem-se Manuel de Carvalho Ganga, Cassule ou Kamulingue, não contam como cidadãos e, sempre que possível, devem entrar a cadeia… alimentar dos jacarés.


Por alguma razão, em Abril de 2012, a propósito de mais um, este sim, golpe de Estado na Guiné-Bissau, o Jornal de Angola (órgão de leitura obrigatória, por doutrinária, do Comandante Paulo Almeida) disse que foi resultado da acção de militares que são “um bando de aventureiros”.


É claro que quando o então chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, o tenente-general António Indjai, visitou Luanda (Setembro de 2010) para solicitar o apoio do Governo do MPLA para a reforma do sector da defesa e da segurança, o órgão oficial do regime do Comandante-Geral da Policia Nacional ainda não considerava os militares “um bando de aventureiros”.


“Quando se pensava que a normalização da situação política na Guiné-Bissau era um facto com o processo eleitoral abruptamente interrompido, a comunidade internacional e, em particular o mundo que fala português, ficou chocado com a notícia de mais um golpe de Estado. Não podemos falar de surpresa, porque o papel dos militares tem-se caracterizado pela usurpação das atribuições dos políticos”, leu-se num editorial do Pravda.


É que, atrasados no tempo e sem tempo para aprender com os amigos do MPLA, os guineenses ainda teimavam em fazer golpes de Estado à moda antiga. Poderiam tentar, como foi revelado por Paulo Almeida, brincar aos golpes, colar cartazes, manifestarem-se junto aos órgão se soberania ou reunirem para falar dessa epidemia que dá pelo nome de democracia.


Ao que parece, apesar de António Indjai ter tido encontros com altas patentes das Forças Armadas Angolanas e com responsáveis do Ministério da Defesa, ninguém reparou que ele era um dos elementos desse “bando de aventureiros”, faltando saber se o então Segundo Comandante da Polícia Nacional do MPLA não tinha informações de haver uma estreita colaboração entre os nossos manifestantes e o bando de aventureiros guineenses.


Designando, repita-se, os militares golpistas como “bando de aventureiros”, o editorial do Boletim Oficial do regime reconhecia que a saída para mais esta crise “tinha que ser negociada e com muita diplomacia”, mas logo a seguir concluía sobre a impossibilidade de um acordo.


“Mas negociar com golpistas que não sabem o que querem, é muito difícil, para não dizer impossível”, acentuava o pasquim, mostrando a sua mestria em reproduzir a ordem de serviço enviada pelo MPLA.


Não deixa, contudo, de ser interessante ver que, segundo o órgão oficial do regime, tudo começou com o “assassinato de Amílcar Cabral, em conluio com a PIDE e as tropas coloniais, e nunca mais acabou”.


“Quando depuseram Luís Cabral ainda lhe pouparam a vida. Mas desde então, alimentam-se do sangue das suas vítimas. Vai longa a lista de políticos e militares assassinados por sucessivas hordas de golpistas na Guiné-Bissau”, destacava o editorial do jornal mais lido pela Polícia Nacional.


Recorde-se, contudo, que António Indjai não se esqueceu de, em Luanda, dizer que a sua visita se realizava “no quadro das históricas relações de amizade existentes entre a Guiné-Bissau e Angola forjadas entre os presidentes Agostinho Neto e Amílcar Cabral”.


Na altura, de acordo com a Angop, “a República de Angola e a Guiné-Bissau desenvolvem “excelentes” relações de cooperação, quer no quadro bilateral, como no âmbito da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e do grupo de Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), sobretudo nas áreas da política, diplomacia, defesa e segurança, educação, saúde e transportes”.


Por mera curiosidade relembre-se que a 14 de Novembro de 1980, num golpe de Estado denominado localmente por “Movimento Reajustador”, Luís Cabral (irmão de Amílcar Cabral e que morreu em Lisboa a 30 de Maio de 2009) seria destituído do cargo num golpe de Estado protagonizado e liderado pelo seu então primeiro-ministro, João Bernardo “Nino” Vieira.


Por alguma razão por cá só há uma pessoa a acumular os cargos de Presidente da República, Titular do Poder Executivo e Presidente do MPLA…





sexta-feira, 21 de setembro de 2018

JUPLE – JUVENTUDE PATRIOTICA LUNDA TCHOKWE SAI REFORÇADA EM REUNIÃO DE REESTRUTURAÇÃO DOS SEUS ORGÃOS QUE TEVE LUGAR EM SAURIMO


JUPLE – JUVENTUDE PATRIOTICA LUNDA TCHOKWE SAI REFORÇADA EM REUNIÃO DE REESTRUTURAÇÃO DOS SEUS ORGÃOS QUE TEVE LUGAR EM SAURIMO



SAURIMO, 20/09 – JUPLE – Juventude Patriótica Lunda Tchokwe, braço juvenil do Movimento do Protectorado, esteve reunida na cidade de Saurimo no dia 1 de Setembro do corrente ano, com o objectivo de traçar um plano de trabalho para os desafios que se aproxima.


Na mesma reunião o Secretariado Executivo Nacional da JUPLE sob orientação do seu Secretario Nacional Osvaldo Manuel e seu adjunto Sr Acorintio Cajiji, realizaram a reestruturação dos Órgãos internos e a criação de outros com fim de dar maior capacidade as estrutura que se encontravam em apatia.


O actual Secretariado da JUPLE é composto por 20 membros efectivos, que doravante irão por em marcha um amplo projecto de mobilização generalizado de toda a Juventude do Reino Lunda Tchokwe – Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte a ingressar nas suas fileiras para a luta pacifica do resgate da nossa autodeterminação.


A Juventude é a força, o motor e a matriz do desenvolvimento de toda e qualquer sociedade. A Juventude é a primeira linha de combate, para o efeito precisa ser disciplinada, trabalhadora, estudiosa e organizada. Assim poderemos alcançar os objectivos a que nos propusemos, a libertação do Reino Lunda Tchokwe, a formação do governo próprio de autodeterminação.


A JUPLE é a chave da porta dianteira, por isso é que saiu reforçada na Reunião de Saurimo.


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

MORRERAM 14 CRIANÇAS NO DIA 17 DE SETEMBRO NO HOSPITAL CENTRAL DE CAFUNFO


MORRERAM 14 CRIANÇAS NO DIA 17 DE SETEMBRO NO HOSPITAL CENTRAL DE CAFUNFO



Fonte ligada ao Hospital Central de Cafunfo, município do Cuango, na Província da Lunda – Norte, disse que só no dia 17 de Setembro registou nesta unidade de saúde a morte de 14 crianças. De algum tempo para cá, o número de mortes tem estado a aumentar diariamente entre 5 à 10 óbitos, maioritariamente criança.


O Hospital carece de tudo, desde os medicamentos aos técnicos sanitários e médicos especializados.


Uma ronda de rotina efectuada pela nossa equipe, pode constatar o elevado número de crianças e mais velhos doentes no hospital Central de Cafunfo, testemunhamos o acumular de 4 a 6 crianças na mesma cama, o que pode agravar mais a situação destes doentes com patologias diferentes.


No passado não distante, havíamos denunciado as mortes assustadoras em Cafunfo, o Governador Ernesto Muangala na altura acusou as populações por falta de higiene e saneamento básico nos microfones da TV Zimbo que havia deslocado uma equipe de reportagem ao Cafunfo.


O Governador Muangala negou a existência de tais mortes publicamente, mas na altura a TV Zimbo testemunhou a veracidade das informações veiculadas, como também deputados que visitaram Cafunfo na mesma data deram como verdade as informações.


A Ministra da Saúde Sra. Sílvia Lutukuta, diante desta avalanche de mortes nunca se dignou visitar a Lunda porque não é terra angolana, não lhe interessa se os tchokwes morrem, não existe preocupação nas estruturas centrais do Governo do MPLA para com a população do Reino Lunda Tchokwe.


Não resta outra saída, senão a de pedir a comunidade internacional, as Organizações não Governamentais (ONGs) sobretudo a Organização Mundial da Saúde (OMS), intervir apoiando as populações com medicamentos, técnicos e apoios institucionais com os seus governos para ajudar o povo Lunda Tchokwe nesta batalha silenciosa que esta a levar muitas vidas.


Por outro lado chamar o apoio da comunicação social, seja ela estatal ou privada a denunciar, a informar com veracidade a calamidade mortífera que se instalou na Lunda Tchokwe onde os Hospitais são meras casa onde se vai para buscar saúde, mas que o cidadão volta na caixa de madeira para ser enterrado.


Para além dos 14 que morreram dia 17 de Setembro de 2018, voltaremos a noticia com outros dados estatísticos dos meses de Julho e Agosto do corrente, onde se espelha o que esta acontecendo no Hospital Central de Cafunfo.


Será que desta vez o Sr. Governador Ernesto Muangala, Médico e membro do BP do MPLA vai novamente a TV Zimbo para dizer que as informações veiculadas são falsas?



segunda-feira, 17 de setembro de 2018

CRIATURAS ESTRANHAS CRIAM PANICO ENTRE AS POPULAÇÕES LOCAIS NA LUNDA TCHOKWE


CRIATURAS ESTRANHAS CRIAM PANICO ENTRE AS POPULAÇÕES LOCAIS NA LUNDA TCHOKWE



Cafunfo, 17/09 – Criaturas não identificadas e jamais vistos, estão a cria pânico nas populações da localidade de Cafunfo ao município do Cuango Lunda Norte, onde foram encontrados a invadirem mangueiras e alojarem-se nas mangas, conforme as fotografias anexadas.


Estas miniaturas tem a forma de bonecos, ficam colados por cima da manga inamovível ou nas folhas das mangueiras.


Poderiam serem considerados de insectos raros, o intrigante é que tem sangue que mais parece humano que outra coisa.


É um assunto de botânicos e biólogos e de saúde publica e da Agricultura ou dos ambientalistas, para investigação cientifica, para saberem se algum cruzamento anormal entre insectos para dar lugar a estes pela primeira vez, ou são criaturas de outros planetas.


O certo é que as populações estão em pânico, estão a considerar o fenómeno de algo mítico que tem haver com feitiçaria para uns e os mais cépticos estão achar o assunto como fenómeno de DEUS, conforme as escrituras sagradas entre as várias interpretações.


Alguma entidade competente deve explicar este fenómeno assustador, destes bichinhos e sua origem, porque, por cá é tudo novo…



quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Recomposição da direcção do MPLA é "rutura substancial com passado" - Reginaldo Silva


Recomposição da direcção do MPLA é "rutura substancial com passado" - Reginaldo Silva


Luanda -  A nova direcção do MPLA, liderada por João Lourenço, também Presidente de Angola, "aponta claramente para uma rutura substancial com o passado", disse hoje à agência Lusa o jornalista e analista angolano Reginaldo Silva.

Fonte: Lusa


Questionado pela Lusa sobre os novos nomes que integram sobretudo o novo Secretariado do Bureau Político do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), hoje aprovados, sob proposta de João Lourenço, o analista angolano disse que, ao surgirem personalidades quase desconhecidas, a aposta parece ser a de "democratizar o partido".


"A recomposição da direcção aponta, claramente e antes de mais, para uma rutura substancial com o passado do partido no poder que, até ao último sábado, teve na figura e no poder pessoal de José Eduardo dos Santos uma referência demasiado absorvente, para não dizer mesmo asfixiante, que condicionou fortemente a democratização interna do MPLA", sublinhou Reginaldo Silva.


O jornalista lembrou que foi com Eduardo dos Santos que se criou "um verdadeiro culto da personalidade", alimentado "mais por medos e receios do que propriamente por algum sentimento mais genuíno de admiração e mesmo respeito pela sua liderança".


"Mas, mais do que estar preocupado com o reforço dos seus poderes, penso que João Lourenço, até provas em contrário, parece-me estar mais apostado em democratizar internamente o MPLA, através do rejuvenescimento da sua direção executiva, trazendo para a ribalta novas figuras que de facto nunca tiveram qualquer contacto com o poder ao mais alto nível", analisou.


Para Reginaldo Silva, o afastamento do Bureau Político de "praticamente todos os 'maquisards'", com a exceção de João Ernesto dos Santos ("Liberdade"), é uma "referência política" que tem de merecer o necessário destaque, que vem confirmar a dinâmica renovadora e reformista que marcou o primeiro ano da sua liderança à frente do executivo.


Nesse primeiro ano, João Lourenço "surpreendeu tudo e todos" pelas medidas cirúrgicas que foi tomando, sobretudo por algumas delas terem posto em causa, em toda a linha, "a herança e os interesses do até então todo-poderoso Eduardo dos Santos", prosseguiu o analista.


"A certa altura, [Eduardo dos Santos] pensou que, com uma espécie de controlo remoto, poderia manter intacto, mesmo afastando-se da vida política ativa, todo o seu poder e influência acumulados ao longo de 38 anos de poder", acrescentou.


Para Reginaldo Silva, antigo correspondente da imprensa portuguesa em Angola, o importante são os "novos rostos" descobertos por João Lourenço, em que o destaque vai para a nova vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, uma antiga jornalista da ANGOP.



"[Os novos rostos] sabem que vão ter de se esforçar bastante para mostrarem o seu valor e, sobretudo, para não deixarem os seus créditos, ainda não firmados, por mãos alheias. Vão ter de dar o melhor de si, em condições políticas marcadas por uma maior abertura, para provarem que sabem e podem fazer muito melhor que os mais velhos e veteranos do MPLA que foram agora render. Sabem que o MPLA, internamente, vai continuar a ser um terreno onde as areias vão continuar a ser bastante movediças", sustentou.



O antigo jornalista do Jornal de Angola e correspondente, entre outros, do Jornal de Notícias e do Público, considerou também que este será um "forte estímulo que vai condicionar pela positiva o desempenho" dos novos membros do Bureau Político.



Questionado se, com a nova composição do Bureau Político, a ligação a Eduardo dos Santos fica definitivamente cortada, Reginaldo Silva disse ser ainda cedo para tentar adivinhar como o ex-Presidente de Angola e agora também ex-líder do MPLA se vai relacionar com a nova direção do partido.



"Mas parece-me claro que João Lourenço vai assumir por inteiro, e com todas as consequências, a sua nova condição de líder do MPLA, não permitindo que, do exterior, movimentações de bastidores possam pôr em causa ou minar a sua liderança", observou.


"Mas continuo a pensar, mesmo depois do discurso feito sábado no Congresso, que Eduardo dos Santos deixa a vida política ativa com algum arrependimento por ter tomado uma tal decisão [deixar a presidência e a liderança do MPLA], o que facilitou bastante todo o processo de transição política e geracional, que agora está formalmente concluído e que, mais tarde ou mais cedo, iria ter lugar", referiu.



A transição, terminou Reginaldo Silva, foi um processo que o país "já há algum tempo estava a precisar como de pão para a boca", pois estava a ficar "demasiado evidente" que a gestão do anterior Presidente "tinha entrado em rota de colisão".




domingo, 9 de setembro de 2018

João Lourenço prioriza combate "a corrupção, nepotismo, a impunidade e a bajulação"


João Lourenço prioriza combate "a corrupção, nepotismo, a impunidade e a bajulação"



Já é o poderoso absoluto da Republica de Angola e do MPLA a frente de uma constituição atípica conforme por cá é conhecida, foram estes super poderes do atipismo que fizeram com que José Eduardo dos Santos cometesse os tantos erros…

sábado, 8 de setembro de 2018

DEPUTADOS ANGOLANOS HUMILHAM DEPUTADOS ORIGINARIOS DA LUNDA TCHOKWE EM SESSÕES PARLAMENTARES


DEPUTADOS ANGOLANOS HUMILHAM DEPUTADOS ORIGINARIOS DA LUNDA TCHOKWE EM SESSÕES PARLAMENTARES


 Fonte afecta a Assembleia Nacional Angolana, denuncia aquilo que chama de humilhação e submissão de opinião entre Deputados do MPLA e Deputados dos círculos provinciais, sobretudo quanto se trata daqueles originários de Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte; em sessões plenárias parlamentares em matérias que dizem respeito a situações socioeconómicas daquela extensa região.


Quanto aos Deputados afectos aos círculos eleitorais das regiões que representam, tentam defender questões do desenvolvimento sócio económico, a falta de investimentos e a descriminação votada aquele território, são logo rotulados de tribalistas, regionalistas e outros dizeres para desmoralizá-los a continuidade de defender o povo que os elegeu.


Normalmente são os Deputados do MPLA que no Parlamento não gostam de ouvir das desgraças e da pobreza, a falta de transportes, escolas, Hospitais condignos, da água e outros males daquelas populações. Destes replicam como uma situação genérica do país. Esquecem se de que a Lunda Tchokwe apesar da sua população activa maioritariamente jovem,  é das que maior numero de desemprego se regista, 88% segundo o registo estatístico recente.


A fonte disse que os Deputados do MPLA e da oposição oriundos daquela região são atacados violentamente; “vocês pensam que o vosso diamante vale tanto assim?” – são muitas vezes as palavras ouvidas no parlamento angolano. É pena os debates não são transmitidos por televisão para esconderem a sujeira dos infortúnios parlamentarista.


A fonte do parlamento angolano, disse, alguns deputados originário do Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, algumas vezes são ameaçados de pertencerem ao Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, para intimidá-los a não defender a desgraça da região.


De acordo com a fonte, por causa dos benefícios de valores económicos tais viaturas e outras mordomias, estes conformam comprando o silêncio pela humilhação.


 Falar dos recursos minerais que a Lunda comparticipa para orçamento geral do Estado e o enriquecimento ilícito da família MPLA constitui tabu para o regime reinante. A título de exemplo, basta lembrar o discurso do ex- presidente de Angola José Eduardo dos Santos sito: “ os diamantes da Lunda não chegam para construir km de estradas de Xá Muteba a Dundo ou para o Moxico”. Uma forma de ocultar a verdadeira importância dos diamante.



Os deputados foram eleitos pelo povo…







quarta-feira, 5 de setembro de 2018

COMUNICADO DE IMPRENSA MPLA ESTA A MANIPULAR E A COAGIR ALGUNS INDIVIDUOS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE PARA DESTRUIR O MOVIMENTO A TROCO DE RECEBEREM DINHEIROS


COMUNICADO DE IMPRENSA
MPLA ESTA A MANIPULAR E A COAGIR ALGUNS INDIVIDUOS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE PARA DESTRUIR O MOVIMENTO A TROCO DE RECEBEREM DINHEIROS



A poderosa Polícia Secreta do MPLA; DISA, SINFO actualmente SINSE, equipada com meios sofisticadíssimos, Financeiros e Humanos, cujos especialistas se formaram em muitos países, sobretudo na ex-URSS, Cuba, Israel, ex-RDA, Hungria, Romênia, etc, etc, tem sido uma das máquinas da repressão brutal na destruição de Partidos Políticos, Associações, Organizações Cívicas, Igrejas, Autoridade do Poder Tradicional até empresas privadas que não esteja a favor ou contra o regime ao longo dos últimos 43 anos.


A máquina secreta do regime Angolano é responsável pela desgraça de muito boa gente por diferença de opiniões, por não concordarem com os métodos ou actuação do regime sobre a sociedade.


Milhões e milhões de dólares foram gastos e continuarão a serem gastos para manter a poderosa máquina da repressão brutal a funcionar e a servir interesses da máfia angolana.


A simulação de meliantes ou grupos de marginais para assassinar os oponentes, tornou a estratégia angular para a eliminação física de figuras não agrados para o regime sem deixar rasto.


 Enquanto as convenções médicas internacionais proíbem a utilização de medicina como via de execuções e chacina dos opositores políticos ou adversários, em Angola essa prática é frequente a certo ponto as pessoas têm consultas em hospitais públicos, só pelo facto de arriscar-se a mortes por encomendas, O SINSE/SINFO do MPLA, usa hospitais e médicos especializados, para a execução dos actos. Casos inacreditáveis que acontece paciente com simples dores da cabeça e voltaram no caixão.


Os serviços secretos angolanos e a polícia nacional são considerados uns dos melhores de África possuem bons especialistas com capacidade económica para desvendar qualquer mistério quando os políticos do regime assim o quiserem.


Seus agentes agem com métodos da guerra fria, infiltram-se com facilidade no seio das organizações, influenciam pessoas, criam conflitos, jogam grupos contra outros, oferecem dinheiros e prometem fundos e mundos maravilhoso aos distraídos que depois estes mesmos distraídos por falta de discernimento e visão periférica acabam por serem segmentados e encostados.


Os agentes secretos da poderosa máquina do SINSE/SINFO do MPLA impiedosamente, caluniam, desinformam, envenenam Instituições com mentiras para alcançar seus objectivos, mesmo tratando-se de familiares ou amigos, eles destroem para serem promovidos a graus superiores e terem mais benefícios salariais entre outros bens.


A intriga e a luta de poder no seio das instituições pública são culturas para o ganha-pão, dos agentes ao serviço do MPLA, basta ver essa realidade. e é bem notável dentro da própria Instituição do SINSE/SINFO do MPLA, onde não falta golpes baixos para ascenderem-se de cargos e funções.


Qualquer Instituição da Sociedade Civil organizada, quando não tem brigas internas, o SINSE/SINFO do MPLA não se sente a vontade, penetram-na, procuram reféns ideológicos como informadores de tudo quando se passa numa determinada organização político ou da sociedade civil e com promessa de compensações falsas expectativas para melhoria das suas vidas. E quando se sabe que cada oficial no mínimo deve possuir 50 informadores não remunerados apenas subsidiados ou gratificados com míseros trocos insatisfatórios.


Por outro lado, os oportunistas e traidores que, nas Instituições da sociedade civil se oferecem a colaborar com o SINSE/SINFO do MPLA, pensam que agindo desta forma conseguiram colmatar a desgraça, a fome e a miséria que este mesmo regime criou ao longo dos últimos 43 anos da independência de Angola, enganam-se!.. Se na Lunda o SINFO trabalhasse para o bem do povo, o território não seria transformado na ruína que é actualmente; desde 45 anos da invisão e ocupação angolana, nunca o território Lunda, Moxico, Kuando Kubango, conheceu investimento de avultados nas árias social.


O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, uma Organização Cívica e Política, com ganhos reconhecidos pelo próprio MPLA e a Comunidade Internacional, com visibilidade inconfundível ao longo dos 12 anos da sua existência pacífica, não podia deixar de ser uma das Instituições sob controlo milimétrico especializado do SINSE/SINFO do MPLA com infiltrados de todo tipo de agentes, espiões de toda a ordem para tentar desordem e a perturbação da coesão do Movimento e da tentativa da criação de alas para silenciar simplesmente a reivindicação e dar fim ao sonho de liberdade do povo Tchokwe.


SINSE/SINFO do MPLA quer fazer com o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe o mesmo que fazia no passado presente com a FLEC de Cabinda, criou alas e depois dizia que não tenha um interlocutor válido para dialogar.


Por mais que tenhamos sentimentos elevados por alguém, é sabido que nem o rato, nem o gato vão ao óbito do outro ou jantarem na mesma mesa, nem se pode perguntar se o Cão é macho ou fêmea porque anda nu, assim actuam os agentes ao serviço do SINSE/SINFO do MPLA.  


Não têm sido fáceis as investidas do SINSE/SINFO do MPLA contra a figura do Líder do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe Eng.º José Mateus Zecamutchima, todos os dias, é flagelado com todo tipo de calúnias para o atingirem e consumar os objectivos – a tentativa frustrada de convulsão interna de algumas peças obsoletas a muito atiradas ao lixo sem importância nenhuma a quem prometeram fundos, o de forçar mudanças que favoreçam alguns destes traidores ao serviço do regime que se escondem na sombra de certas reivindicações subjectivas,  inexistentes cheias de oportunismo e de  intrigas desapaixonadas.


SINSE/SINFO MPLA CONTINUA A INFILTRAR ESPIOES NO INTERIOR DO MOVIMENTO, com os seus métodos de corrupção, suborno, aliciamento, manipulação e à instrumentalização de alguns gananciosos e garimpeiros a procura de sobrevivência desesperadamente.


Certas campanhas propagandistas contra a figura do Líder do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe por elementos afectos ao serviço do SINSE/SINFO do MPLA no seio das populações e jovens, sobretudo, visam em ultima instancia retirar o protagonismo do Movimento e tentarem deitá-lo para a lixeira e acreditarem no “SLOGAN” – “Os Tchokwe só sabem começar e nunca consegue terminar”, é isso que o nosso povo espera de nós? Absolutamente que não, o nosso povo espera mais de nós!



O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe não é uma praça onde cada vendedor faz o que lhe apetece, é uma Instituição que deve ser respeitada por quem quer que seja e considerada a sua Direcção Hierárquica dentro do Estatuto e do Regulamento Interno, não se pode confundir diferenças de opiniões e os distúrbios, vandalismos e desobediências passivas encomendadas por SINSE/SINFO do MPLA com objectivo de simplesmente destruir um processo sério e credível para o estabelecimento da nossa Autodeterminação como Escócia no Reino Unido. 


LUANDA, AOS 05 DE Setembro de 2018.-

O Comité Politico do MPLT


MACON TRANSPORTE A DESGRAÇA DAS VIAGENS PARA A LUNDA TCHOKWE


MACON TRANSPORTE A DESGRAÇA DAS VIAGENS PARA A LUNDA TCHOKWE



Populares que viajam de Luanda para Lunda Sul, Moxico ou Lunda Norte vice-versa por via da Macon Transportes estão agastados pelo tratamento que esta empresa faz ao povo Lunda Tchokwe.


A Macon Transportes, colocou para aquela região Autocarros obsoletos em detrimento aos novos que são colocados para o Sul de Angola: Kwanza Sul, Benguela, Huila, Namibe e Huambo.


De acordo com os passageiros, a título de exemplo, viajar de Luanda para Saurimo em média, estes passageiros mudam três ou cinco vezes de Autocarro pelas avarias constantes, e a viagem demora para la de 48 horas à 72 horas.


Os referidos Autocarros não tem conforto porque são velhos, por isso avariam constantemente. Falta de respeito com aqueles que pagam seu dinheiro, depois passam noites e dias retidos na via porque o autocarro avariou e ninguém quer saber da responsabilidade muitas vezes de crianças que passam dias a fome, falta de água para higiene pessoal na estrada.


A Macon Transporte também faz diferença dos povos, os de 1.ª e os de 3.ª que é o caso do povo Lunda Tchokwe, não merece viajar em viaturas com certo conforto.

Porque é que a Macon Transporte não coloca novos e confortáveis Autocarros na via para a Lunda Tchokwe?


Será que o povo tchokwe não merece um bom tratamento?..


Fonte: desabafo de um passageiro