domingo, 9 de setembro de 2018

João Lourenço prioriza combate "a corrupção, nepotismo, a impunidade e a bajulação"


João Lourenço prioriza combate "a corrupção, nepotismo, a impunidade e a bajulação"



Já é o poderoso absoluto da Republica de Angola e do MPLA a frente de uma constituição atípica conforme por cá é conhecida, foram estes super poderes do atipismo que fizeram com que José Eduardo dos Santos cometesse os tantos erros…

sábado, 8 de setembro de 2018

DEPUTADOS ANGOLANOS HUMILHAM DEPUTADOS ORIGINARIOS DA LUNDA TCHOKWE EM SESSÕES PARLAMENTARES


DEPUTADOS ANGOLANOS HUMILHAM DEPUTADOS ORIGINARIOS DA LUNDA TCHOKWE EM SESSÕES PARLAMENTARES


 Fonte afecta a Assembleia Nacional Angolana, denuncia aquilo que chama de humilhação e submissão de opinião entre Deputados do MPLA e Deputados dos círculos provinciais, sobretudo quanto se trata daqueles originários de Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte; em sessões plenárias parlamentares em matérias que dizem respeito a situações socioeconómicas daquela extensa região.


Quanto aos Deputados afectos aos círculos eleitorais das regiões que representam, tentam defender questões do desenvolvimento sócio económico, a falta de investimentos e a descriminação votada aquele território, são logo rotulados de tribalistas, regionalistas e outros dizeres para desmoralizá-los a continuidade de defender o povo que os elegeu.


Normalmente são os Deputados do MPLA que no Parlamento não gostam de ouvir das desgraças e da pobreza, a falta de transportes, escolas, Hospitais condignos, da água e outros males daquelas populações. Destes replicam como uma situação genérica do país. Esquecem se de que a Lunda Tchokwe apesar da sua população activa maioritariamente jovem,  é das que maior numero de desemprego se regista, 88% segundo o registo estatístico recente.


A fonte disse que os Deputados do MPLA e da oposição oriundos daquela região são atacados violentamente; “vocês pensam que o vosso diamante vale tanto assim?” – são muitas vezes as palavras ouvidas no parlamento angolano. É pena os debates não são transmitidos por televisão para esconderem a sujeira dos infortúnios parlamentarista.


A fonte do parlamento angolano, disse, alguns deputados originário do Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, algumas vezes são ameaçados de pertencerem ao Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, para intimidá-los a não defender a desgraça da região.


De acordo com a fonte, por causa dos benefícios de valores económicos tais viaturas e outras mordomias, estes conformam comprando o silêncio pela humilhação.


 Falar dos recursos minerais que a Lunda comparticipa para orçamento geral do Estado e o enriquecimento ilícito da família MPLA constitui tabu para o regime reinante. A título de exemplo, basta lembrar o discurso do ex- presidente de Angola José Eduardo dos Santos sito: “ os diamantes da Lunda não chegam para construir km de estradas de Xá Muteba a Dundo ou para o Moxico”. Uma forma de ocultar a verdadeira importância dos diamante.



Os deputados foram eleitos pelo povo…







quarta-feira, 5 de setembro de 2018

COMUNICADO DE IMPRENSA MPLA ESTA A MANIPULAR E A COAGIR ALGUNS INDIVIDUOS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE PARA DESTRUIR O MOVIMENTO A TROCO DE RECEBEREM DINHEIROS


COMUNICADO DE IMPRENSA
MPLA ESTA A MANIPULAR E A COAGIR ALGUNS INDIVIDUOS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE PARA DESTRUIR O MOVIMENTO A TROCO DE RECEBEREM DINHEIROS



A poderosa Polícia Secreta do MPLA; DISA, SINFO actualmente SINSE, equipada com meios sofisticadíssimos, Financeiros e Humanos, cujos especialistas se formaram em muitos países, sobretudo na ex-URSS, Cuba, Israel, ex-RDA, Hungria, Romênia, etc, etc, tem sido uma das máquinas da repressão brutal na destruição de Partidos Políticos, Associações, Organizações Cívicas, Igrejas, Autoridade do Poder Tradicional até empresas privadas que não esteja a favor ou contra o regime ao longo dos últimos 43 anos.


A máquina secreta do regime Angolano é responsável pela desgraça de muito boa gente por diferença de opiniões, por não concordarem com os métodos ou actuação do regime sobre a sociedade.


Milhões e milhões de dólares foram gastos e continuarão a serem gastos para manter a poderosa máquina da repressão brutal a funcionar e a servir interesses da máfia angolana.


A simulação de meliantes ou grupos de marginais para assassinar os oponentes, tornou a estratégia angular para a eliminação física de figuras não agrados para o regime sem deixar rasto.


 Enquanto as convenções médicas internacionais proíbem a utilização de medicina como via de execuções e chacina dos opositores políticos ou adversários, em Angola essa prática é frequente a certo ponto as pessoas têm consultas em hospitais públicos, só pelo facto de arriscar-se a mortes por encomendas, O SINSE/SINFO do MPLA, usa hospitais e médicos especializados, para a execução dos actos. Casos inacreditáveis que acontece paciente com simples dores da cabeça e voltaram no caixão.


Os serviços secretos angolanos e a polícia nacional são considerados uns dos melhores de África possuem bons especialistas com capacidade económica para desvendar qualquer mistério quando os políticos do regime assim o quiserem.


Seus agentes agem com métodos da guerra fria, infiltram-se com facilidade no seio das organizações, influenciam pessoas, criam conflitos, jogam grupos contra outros, oferecem dinheiros e prometem fundos e mundos maravilhoso aos distraídos que depois estes mesmos distraídos por falta de discernimento e visão periférica acabam por serem segmentados e encostados.


Os agentes secretos da poderosa máquina do SINSE/SINFO do MPLA impiedosamente, caluniam, desinformam, envenenam Instituições com mentiras para alcançar seus objectivos, mesmo tratando-se de familiares ou amigos, eles destroem para serem promovidos a graus superiores e terem mais benefícios salariais entre outros bens.


A intriga e a luta de poder no seio das instituições pública são culturas para o ganha-pão, dos agentes ao serviço do MPLA, basta ver essa realidade. e é bem notável dentro da própria Instituição do SINSE/SINFO do MPLA, onde não falta golpes baixos para ascenderem-se de cargos e funções.


Qualquer Instituição da Sociedade Civil organizada, quando não tem brigas internas, o SINSE/SINFO do MPLA não se sente a vontade, penetram-na, procuram reféns ideológicos como informadores de tudo quando se passa numa determinada organização político ou da sociedade civil e com promessa de compensações falsas expectativas para melhoria das suas vidas. E quando se sabe que cada oficial no mínimo deve possuir 50 informadores não remunerados apenas subsidiados ou gratificados com míseros trocos insatisfatórios.


Por outro lado, os oportunistas e traidores que, nas Instituições da sociedade civil se oferecem a colaborar com o SINSE/SINFO do MPLA, pensam que agindo desta forma conseguiram colmatar a desgraça, a fome e a miséria que este mesmo regime criou ao longo dos últimos 43 anos da independência de Angola, enganam-se!.. Se na Lunda o SINFO trabalhasse para o bem do povo, o território não seria transformado na ruína que é actualmente; desde 45 anos da invisão e ocupação angolana, nunca o território Lunda, Moxico, Kuando Kubango, conheceu investimento de avultados nas árias social.


O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, uma Organização Cívica e Política, com ganhos reconhecidos pelo próprio MPLA e a Comunidade Internacional, com visibilidade inconfundível ao longo dos 12 anos da sua existência pacífica, não podia deixar de ser uma das Instituições sob controlo milimétrico especializado do SINSE/SINFO do MPLA com infiltrados de todo tipo de agentes, espiões de toda a ordem para tentar desordem e a perturbação da coesão do Movimento e da tentativa da criação de alas para silenciar simplesmente a reivindicação e dar fim ao sonho de liberdade do povo Tchokwe.


SINSE/SINFO do MPLA quer fazer com o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe o mesmo que fazia no passado presente com a FLEC de Cabinda, criou alas e depois dizia que não tenha um interlocutor válido para dialogar.


Por mais que tenhamos sentimentos elevados por alguém, é sabido que nem o rato, nem o gato vão ao óbito do outro ou jantarem na mesma mesa, nem se pode perguntar se o Cão é macho ou fêmea porque anda nu, assim actuam os agentes ao serviço do SINSE/SINFO do MPLA.  


Não têm sido fáceis as investidas do SINSE/SINFO do MPLA contra a figura do Líder do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe Eng.º José Mateus Zecamutchima, todos os dias, é flagelado com todo tipo de calúnias para o atingirem e consumar os objectivos – a tentativa frustrada de convulsão interna de algumas peças obsoletas a muito atiradas ao lixo sem importância nenhuma a quem prometeram fundos, o de forçar mudanças que favoreçam alguns destes traidores ao serviço do regime que se escondem na sombra de certas reivindicações subjectivas,  inexistentes cheias de oportunismo e de  intrigas desapaixonadas.


SINSE/SINFO MPLA CONTINUA A INFILTRAR ESPIOES NO INTERIOR DO MOVIMENTO, com os seus métodos de corrupção, suborno, aliciamento, manipulação e à instrumentalização de alguns gananciosos e garimpeiros a procura de sobrevivência desesperadamente.


Certas campanhas propagandistas contra a figura do Líder do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe por elementos afectos ao serviço do SINSE/SINFO do MPLA no seio das populações e jovens, sobretudo, visam em ultima instancia retirar o protagonismo do Movimento e tentarem deitá-lo para a lixeira e acreditarem no “SLOGAN” – “Os Tchokwe só sabem começar e nunca consegue terminar”, é isso que o nosso povo espera de nós? Absolutamente que não, o nosso povo espera mais de nós!



O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe não é uma praça onde cada vendedor faz o que lhe apetece, é uma Instituição que deve ser respeitada por quem quer que seja e considerada a sua Direcção Hierárquica dentro do Estatuto e do Regulamento Interno, não se pode confundir diferenças de opiniões e os distúrbios, vandalismos e desobediências passivas encomendadas por SINSE/SINFO do MPLA com objectivo de simplesmente destruir um processo sério e credível para o estabelecimento da nossa Autodeterminação como Escócia no Reino Unido. 


LUANDA, AOS 05 DE Setembro de 2018.-

O Comité Politico do MPLT


MACON TRANSPORTE A DESGRAÇA DAS VIAGENS PARA A LUNDA TCHOKWE


MACON TRANSPORTE A DESGRAÇA DAS VIAGENS PARA A LUNDA TCHOKWE



Populares que viajam de Luanda para Lunda Sul, Moxico ou Lunda Norte vice-versa por via da Macon Transportes estão agastados pelo tratamento que esta empresa faz ao povo Lunda Tchokwe.


A Macon Transportes, colocou para aquela região Autocarros obsoletos em detrimento aos novos que são colocados para o Sul de Angola: Kwanza Sul, Benguela, Huila, Namibe e Huambo.


De acordo com os passageiros, a título de exemplo, viajar de Luanda para Saurimo em média, estes passageiros mudam três ou cinco vezes de Autocarro pelas avarias constantes, e a viagem demora para la de 48 horas à 72 horas.


Os referidos Autocarros não tem conforto porque são velhos, por isso avariam constantemente. Falta de respeito com aqueles que pagam seu dinheiro, depois passam noites e dias retidos na via porque o autocarro avariou e ninguém quer saber da responsabilidade muitas vezes de crianças que passam dias a fome, falta de água para higiene pessoal na estrada.


A Macon Transporte também faz diferença dos povos, os de 1.ª e os de 3.ª que é o caso do povo Lunda Tchokwe, não merece viajar em viaturas com certo conforto.

Porque é que a Macon Transporte não coloca novos e confortáveis Autocarros na via para a Lunda Tchokwe?


Será que o povo tchokwe não merece um bom tratamento?..


Fonte: desabafo de um passageiro


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

DEPUTADO E COMANDANTE POLICIAL TENTAM ARQUIVAR CRIME DO SIC NO MOXICO


DEPUTADO E COMANDANTE POLICIAL TENTAM ARQUIVAR CRIME DO SIC NO MOXICO



O enterro de Ermiro Jamba Calima, o agente da Polícia Nacional afecto à 10.ª unidade da Polícia de Guarda Fronteiras, no Lumbala-Nguimbo, assassinado violentamente por agentes do SIC-Moxico, realiza-se esta quinta-feira, dia 30. Mas este funeral não deve significar o enterro também das responsabilidades.

Por Sedrick de Carvalho


Neste artigo, como adiantado no anterior, vamos abordar a teia malévola com que se teceu a morte de Ermiro. Albertina Sandala, 26 anos de idade, é a mulher no centro de tudo. Ex-companheira de Ermiro, com quem teve três filhos. Estavam há sete meses separados, para ser exacto, mas com regressos intermitentes pelo meio. Era Albertina quem guardava o cartão do banco onde era depositado o salário do agente, e por isso mais uma razão para manterem os encontros.

Familiares acreditam que Tina, como era chamada pelo malogrado, estava envolvida em relação amorosa com Pedro, motorista do deputado à Assembleia Nacional pelo MPLA, ciclo eleitoral do Moxico, Mário Salomão. E não há qualquer problema nisso, face à separação. E disso a família estava consciente.

Mas não era assim para Ermiro. No dia 5 de Agosto foi informado que a ex-companheira estava numa quinta com um homem, ao que entendeu ser um acto de infidelidade conjugal, juntando às suspeitas anteriores. Achando ser sua propriedade, postura machista, deslocou-se à quinta localizada no Lumbala-Nguimbo.

À porta da quinta, que não sabia de quem era, segundo o irmão com quem esteve no dia seguinte, foi impedido de entrar pelo segurança. Mas Ermiro quis comprovar se a Tina estava ali mesmo. Estava desarmado e trajado à civil. O guarda informou quem estava no interior da quinta, pelo rádio, o que se passava à entrada. Ermiro começou a perceber a gravidade da situação em que se estava a colocar, e por isso desistiu.

No dia seguinte, 6, foi detido pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) sem qualquer explicação do motivo, e nesta altura estava com o irmão que contou à família a ocorrência. Mas o irmão estava tranquilo por se tratar de colegas da polícia, e também porque foi levado à esquadra conhecida – no Lumbala-Nguimbo mesmo.

Da esquadra foi levado para lugar incerto, pois a família desconhecia, e só quando começaram as denúncias com fotografias horripilantes que mostram a tortura sofrida pelo agente é que o Ministério do Interior, através do SIC, emitiu um comunicado onde diz:

“O malogrado foi acusado de ter cometido o crime de ameaças a um cidadão, no passado dia 6 do mês em curso, na localidade do Lumbala-Nguimbo, que resultou na sua detenção e a elaboração do competente processo-crime […]. Por carência de um representante do Ministério Público naquela localidade, encaminharam-no à sede do SIC e apresentado ao Ministério Público […]”.

Afinal foi levado à sede do SIC, no Luena, sem qualquer informação aos familiares, e muitos menos aos colegas da 10.ª unidade da Polícia de Guarda Fronteiras, que estão assustados porque “os jornais estão sempre a anunciar e todo comando [provincial da PN] está com medo”, disse-nos um agente do gabinete do comandante provincial.

É preciso entendermos como Ermiro Calima foi parar às mãos dos torturadores. O deputado Mário Salomão, pai do administrador municipal do Moxico, Waldemar Salomão, sentindo-se ofendido pela tentativa de invasão do agente à sua quinta, não hesitou e no mesmo dia ligou ao comandante provincial, o comissário Dias do Nascimento Fernando Costa.

Este comanda a Polícia no Moxico desde 2014, por nomeação do ex-presidente José Eduardo dos Santos. É também o delegado provincial do MININT. Era o comandante provincial de Luanda em exercício quando Alves Kamulingue e Isaías Cassule foram detidos e mortos. Cassule foi atirado aos jacarés depois de espancado até à morte.

A queixa do deputado foi feita no dia 5, garantem fontes do comando provincial, e a detenção ocorreu no dia seguinte, pelo que as fontes acreditam ter sido uma orientação clara do deputado “dar um correctivo ao falecido”. E Dias do Nascimento entende de “correctivo”, melhor, de tortura e jacarés, pelo que ordenou os agentes da esquadra do Lumbala-Nguimbo que capturassem imediatamente Ermiro.

E assim chegamos ao corpo dilacerado de Ermiro, não como se fosse triturado por dentes de jacarés, mas sem dúvidas bastante torturado.

A razão da morte apontada pelo médico legista Manuel Lemba, sem citar o que causou o traumatismo, também preocupa os agentes do comando provincial, que disseram ser “uma fabricação”. “Você sabe em Angola o pobre sempre morre sem culpado, tudo porque quem manipula ou averigua a situação é rico, quanto mais se é o tal rico o próprio implicado”, lamentaram.

A detenção do colega “em circunstâncias de fútil justificativa” faz com que os agentes receiem que o mesmo venha a acontecer com eles algum dia. “Muitos só não conseguimos abrir a boca por causa dos regulamentos que pesam sobre nós, e só devemos falar quando permitidos, e só nos permitem quando é para os elogiar”, reconhecem.

As mesmas fontes garantem que Calima foi brutalmente agredido fora da cela do SIC, e ali foi colocado apenas para sustentar a mentira de tentativa de enforcamento.

Dois documentos foram enviados pela família à Procuradoria-Geral da República e ao Tribunal Supremo, mas sem respostas até ao momento. Na carta denunciam a rede chefiada pelo deputado Mário Salomão e o comissário Dias do Nascimento que a todo o custo pretende livrar-se do cruel homicídio.


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

OS ANGOLANOS ESTÃO A MAIS NA LUNDA TCHOKWE DISSE ZECAMUTCHIMA NUMA ENTREVISTA DIFUNDIDA PELA REVISTA FIGURAS E NEGÓCIOS


OS ANGOLANOS ESTÃO A MAIS NA LUNDA TCHOKWE DISSE ZECAMUTCHIMA NUMA ENTREVISTA DIFUNDIDA PELA REVISTA FIGURAS E NEGÓCIOS



José Mateus Zecamutchima, o Presidente do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, uma pessoa calmo e cauteloso, responde com pragmatismo de forma resumida o contexto actual das questões a si colocadas pelo Jornalista Carlos Miranda Chefe da Redacção do Figuras e Negócios para a compreensão dos Angolanos e da Comunidade Internacional sobre o direito natural dos Lundas. 


F&N: “Nós somos o povo lunda. A Lunda é uma coisa e Angola é outra coisa. Nós somos o Movimento que luta para libertar a Lunda e ter um Estado com o seu governo. Os Angolanos estão a mais na Lunda. A Administração e a Constituição de Angola na Lunda não valem”.


De acordo com Figuras e Negócios: “Foi assim que, em várias ocasiões, José Mateus Zecamutchima, Presidente do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, fez questão de sublinhar à nossa Revista, quando chamado a pronunciar-se sobre os objectivos pelos quais foi criada, há 12 anos, a organização politica enraizada nas lundas. O nosso interlocutor realça na entrevista que, tarde ou cedo, a região Leste; constituir-se-á num Estado Autónomo, tal como a Escócia”.


Mais adiante o Figuras e Negócios realça: Para Zecamutchima, nas Lundas sempre existiram populações autóctones que têm consciência de que esta região não faz parte da Republica de Angola”…


É com o líder do denominado Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, com quem conversámos e ficamos a saber tudo sobre as suas origens, influencias e impacto da sua luta junto das populações de um território mais vasto que o reino de Espanha, conclui o editorial do Figuras e Negócios.


Em entrevista completa no n.º 193 do mês de Junho de 2018 e nas bancas, José Mateus Zecamutchima, Presidente do MPLT quer “Diálogo ao mais alto nível” com o Presidente da Republica João Manuel Gonçalves Lourenço.


É o desafio ao governo da República de Angola, que deverá agir de boa fé sem condicionalismos, para o bem da Paz e da estabilidade politica, garantia para o desenvolvimento sustentável.



Por Jessica Jr. Mateus
Fonte: In Figuras & Negócios, ano 19 nº193 JUN 2018



VALE PENA VOLTAR A LER “A MALDIÇÃO DO DIAMANTE NA LUNDA TCHOKWE”


VALE PENA VOLTAR A LER “A MALDIÇÃO DO DIAMANTE NA LUNDA TCHOKWE”

Publicada dia 27 de Janeiro de 2018 neste Blog



Algumas pessoas acreditam que a Nação Lunda Tchokwe é abençoada com muitos recursos naturais, onde o diamante é 75% a maior reserva do planeta no seu subsolo, para além de outros minerais e metais preciosos timidamente como: Ouro, Cobre, Urânio, Coltan, Petróleo (estudos e investigações em curso), etc. Existe enormes floresta tropicais classificadas como as 4º do mundo entre a Lunda Sul e o Moxico, disto o REINO LUNDA TCHOKWE  deveria se orgulhar, não fosse a colonização, primeiro dos Portugueses e agora de Angola.


No entanto, apesar desta abundância de recursos naturais, onde o diamante é visível, a maioria da nossa população vive por de baixo de menos de 0,30 cêntimos/USD dia e em outros casos nem por isso, não existe nada, como nas aldeias onde a pobreza absoluta tomou conta das famílias e vitimas de abusos e instabilidade por parte das forças da ordem e segurança que aterrorizam as sanzalas.


O próprio processo de exploração do diamante é devastador do meio ambiente, e são os pobres ou os que vivem nas zonas rurais de exploração é que são mais afectados, porque as conseqüências são de longo termo, as doenças com a poluição do meio ambiente são adversas e não existem hospitais no interior da Lunda Tchokwe para acudir esses casos nem a capacidade econômica para as pessoas afectadas serem evacuadas para Malange ou Luanda.


Os efeitos causados pelas empresas diamantíferas que operam na Lunda Tchokwe têm resultados em grandes catástrofes preocupantes em termos da deterioração do meio ambiente e da violação continuada dos direitos humanos, as populações das zonas de extração do diamante são obrigadas a deixarem as suas terras sem qualquer indemnização nem gratificações ou de usufrir de serviços básicos, as mesmas não se preocupam com a erradicação da pobreza ou da redução do abismo que existe entre a maioria dos pobres Tchokwes que vivem do nada.


A economia de Angola depende 83% do Petróleo e do Diamante, esta é a pura realidade que muitos angolanos e a comunidade internacional conhecem muitíssimo bem, o que não conhecem muitíssimo bem é como vive o povo Lunda Tchokwe na miséria extrema e absoluta.


Em 2003, cinco países na região da África Austral estavam classificados como os maiores produtores de diamantes do mundo – Angola, Botsuana, África do Sul, Republica Democrática do Congo e a Namíbia, com um valor combinado de 5.8 mil milhões de  dólares naquele ano. A Lunda Tchokwe durante o conflito armado angolano foi palco de guerra e do enriquecimento pessoal de muitos da elite que governa Angola ainda hoje, Ministros, Generais, Filhos do Ex - Presidente José Eduardo dos Santos e de outros militantes do MPLA.


O Reino Lunda Tchokwe, enquando Colônia de Angola nunca esteve envolvida em conflitos militares direitamente, foi obrigada e forçada a participar em conflito civil angolano e sua terra também envolvida num processo que não lhe dizia respeito com um pesado fardo de muitos tchokwes mortos desde 1975 até 2002 na guerra do MPLA e UNITA e ainda hoje continuamos assistindo assassinados por tudo que é canto do Protectorado Português.


O maldito diamante ceifou a vida de mais de 500.000 pessoas durante a guerra civil angolana entre o MPLA/Governo e a UNITA. Metade das pessoas que pereceram suas vidas eram naturais e filhos Lunda Tchokwe.


Se, entre 1992 á 2004, existiam mais 400.000 garimpeiros ilegais no interior da Lunda Tchokwe provenientes na sua maioria da RDC e países da África do Norte, o certo é que hoje o numero de ilegais subiu para mais de 800.000 pessoas, porque a própria Policia de Emigração tem sido a conivente.


Denuncias vindas das localidades de Camaxilo, Cambulo, Lucapa, Calonda e algumas vezes do Cuango apontam o síndrome de que a Policia de Emigração e fronteiras, Comandantes de Unidades Policiais entre outros, cobram 1.000,00 á 4.000,00 USD a ilegais da RDC e de África do Norte e ao mesmo tempo, protegem os mesmos nas zonas de Garimpo e dividem o resultado da venda dos diamantes obtidos no garimpo.


A dilapidação e a mineração ilegal não contribuem para o bem – estar do povo Lunda Tchokwe, nem ajuda na economia local, trouxe consigo outros males a sociedade; prostituição juvenil, doenças como do HIV SIDA, assassínios de pacatos cidadãos, a criminalidade aumentou vertiginosamente e a degradação do meio ambiente também, tudo sob olhar do “GOVERNO COLONIAL DO MPLA”.


Só com um Governo Próprio, sob a bandeira Lunda Tchokwe, será possível corrigir estes graves erros. Só com a nossa autodeterminação que é nosso direito natural legitimo divino, histórico e jurídico poderemos realmente corrigir e estancar a emigração ilegal, promover a justiça e o progresso social.


Sabemos que o senhor José Eduardo dos Santos e o MPLA cumpriram aquilo que prometeram no dia 9 de Março de 2012 no Dundo, de que o diamante da Lunda não servia para nada, nem para construir a estrada entre Malange e o território. A prova ai esta, já não existe mais a estrada entre Malange e a Lunda, simplesmente desapareceu por vontade do MPLA, mas os diamantes continuam a ser explorados no rio LULU cuja ponte desabou no seu afluente o rio Cacuilo...


O nosso povo deve sair na manifestação dia 24 de Fevereiro de 2018, obrigatoriamente para exigirmos do governo de Angola:

§  A descolonização, por via da autonomia;
§  A reparação das estradas;
§  A revitalização do sistema de saúde publica Lunda Tchokwe;
§  A melhoria do ensino e educação;
§  A melhoria do salário da função publica para poder responder;
§  A habitação condigna ao nosso povo;

E o fim das arbitrariedades...



domingo, 19 de agosto de 2018

MORREU KOFFI ANNA AOS 80 ANOS, EX-SECRETARIO GERAL DA ONU

Morreu um grande homem, visionário filho de África, ex-Secretario Geral da ONU, agora na Galeria dos grandes nobres do continente berço da Humanidade.


segunda-feira, 13 de agosto de 2018

MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE QUER DIÁLOGO AO MAIS ALTO NÍVEL COM O GOVERNO ANGOLANO


MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE QUER DIÁLOGO AO MAIS ALTO NÍVEL COM O GOVERNO ANGOLANO




Luanda, 04/08 – José Mateus Zecamutchima, Líder do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, manifestou a intenção de dialogar ao mais alto nível com o Governo Angolano e o Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, numa extensa entrevista a Revista Figuras e Negócios n.º 193 de Julho de 2018 em circulação na capital Luanda.


Uma pergunta da Figuras e Negócios: Já pensaram em abrir espaço para um encontro com o Presidente da Republica João Lourenço ou com a liderança do MPLA?


O Líder do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, José Mateus Zecamutchima, em resposta a pergunta do jornalista disse – (…) Eu fiz uma entrevista onde declarei que estávamos de braços abertos, à espera que o MPLA diga que “se no passado não tivemos capacidade de falar com vocês, agora venham nossos irmãos Lundas, vamos sentar-nos”. Isto tem de acontecer porque quando começámos o Movimento, não sonhamos ter o número de aderentes identificados com cartões. Não chegávamos a dez pessoas. Hoje estamos a falar em duzentas mil pessoas, ás quais distribuímos cartões e pagam quotas. Nós temos gente da Policia, das Forças Armadas, dos Ministérios… quer dizer que cada dia que passa, o movimento cresce e está bem organizado. Tem um comité, um presidente, um vice presidente, um secretariado executivo, tem a organização da Juventude Patriótica Lunda Tchokwe, tem a Organização da Mulher Lunda Tchokwe e estamos sedeados nos trinta e três municípios, desde o Kuando Kubango às Lundas…


A Figuras e Negócios destaca que o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe (MPLT) tem divulgado a “Historia da Lunda Tchokwe do período 1885 – 1975”, em que se registam os acontecimentos mais relevantes nesta região, grande parte dos quais dedicados aos tratados assinados entre Portugueses e os autóctones.


In Revista Figuras & Negócios n.º 193

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A ENTREVISTA DO PRESIDENTE ZECAMUTCHIMA A FIGURAS E NEGOCIOS


A ENTREVISTA DO PRESIDENTE ZECAMUTCHIMA A FIGURAS E NEGOCIOS, VALE A PENA LER…TODAS AS DÚVIDAS E O CAMINHO A SEGUIR ENTRE LINHAS NESTA RESPEITADA REVISTA DO JORNALISMO ANGOLANO…