terça-feira, 7 de agosto de 2018

CATOCA CONTINUA A SEGMENTAR PROFISSIONALMENTE NATURAIS LUNDA TCHOKWE EM CARGOS DE DIRECÇÃO DO SEU CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO


CATOCA CONTINUA A SEGMENTAR PROFISSIONALMENTE NATURAIS LUNDA TCHOKWE EM CARGOS DE DIRECÇÃO DO SEU CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO




Lunda Sul 07/08 – Fonte bem identificado do Conselho de Administração do Kimberlito de Catoca na Lunda Sul, que pediu anonimato, denunciou a descriminação porque esta votado os naturais Lunda Tchokwe, mesmo reconhecidos doutores ou engenheiros com experiências e capacidades profissionais comprovadas, com formação e mestrados em Universidades no Brasil, Estados Unidos, na Europa, etc., não são promovidos a Cargos de Direcção.


A fonte denuncia também o mau trato porque passam estes profissionais Lunda Tchokwe em Catoca, humildes que são na sua própria terra em detrimento de outros profissionais; como os Bacongo e os estrangeiros.


Catoca produz actualmente 90% de todos os diamantes que o Governo Angolano do MPLA vende no mercado Internacional, os benefícios nunca reverteram a favor do Reino Lunda Tchokwe.


Mais de 90% de empresas públicas e mistas do Governo Angolano na Lunda Tchokwe – Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, não promovem naturais em Cargos Superiores nos Conselhos de Administração.


Uma ronda por várias empresas publicas, Bancos ou agencias de seguro do Estado Angolano no geral não encontramos naturais Lunda Tchokwe a exercerem cargos de Administradores não Executivos mesmo em Luanda.


Profissionais competentes Lunda Tchokwe existem, estão ai, já deram essas provas, não há dúvidas, porque então não são promovidos?..


A lista da descriminação e segmentação dos profissionais Lunda Tchokwe vai longe, são poucos que no Exercito ou na Policia Nacional, nos serviços secretos ou de inteligência com experiência provada por mérito não exercem Cargos mais altos da hierarquia, porque?


CATOCA, é o exemplo mais claro, há mais de 20 anos, recebeu profissionais Lunda Tchokwe desde o início da actividade diamantifera do Kimberlite, até hoje, incapaz de promover um único filho da terra como Administrador não executivo, porque?


Endiama, Luo, Chitotolo, Cuango, Luangue, Luaxe entre outras minas que exploram os diamantes da Lunda, não tem filhos da terra como Administradores ou Directores, ainda que fossem adjuntos, Porque?


E você que é engenheiro, economista ou outras profissões a trabalhar nestas empresas do Governo de Angola, que não goza de igualdades de direitos, ainda te consideras Angolano? Se te consideras Angolano porque te descriminam em te promover a cargos iguais aos outros Angolanos?


Em qualquer parte do Mundo, mesmo em Africa; Namíbia, Botswana, Africa do Sul, não permite tamanha descriminação aos naturais e profissionais de uma região rica, de não serem promovidos a cargos de direcção e acompanhar o que a sua terra produz, é motivo de violência e mesmo de guerras.


Em Catoca, até os cidadãos Russos afectos a companhia, sentem pena dos naturais Lunda Tchokwe pela descriminação e segmentação profissionais. Em conversas de bastidores, os Russos perguntam sempre, o porque do tratamento diferenciado de salários, benefícios e de cargos entre os Angolanos de outras províncias e os Angolanos da Lunda tchokwe que trabalham em Catoca?


O nepotismo faz parte da estratégia de Catoca para a segmentação de profissionais e naturais Lunda Tchokwe. Ou será um plano estratégico e político do Governo Angolano na Lunda Tchokwe?


De facto existe uma outra fonte, segundo a qual, o Governo do MPLA desde há muito não permite que o povo Lunda Tchokwe seja promovido a cargos superiores desde que é provado autóctone Tchokwe, porque? Só o Governo do MPLA é quem tem a resposta.


Por NG em Saurimo



sexta-feira, 3 de agosto de 2018

JOVEM É MORTO POR MELIANTES A POLICIA DE CAFUNFO RECUSA INVESTIGAR OS ASSASSINOS


JOVEM É MORTO POR MELIANTES A POLICIA DE CAFUNFO RECUSA INVESTIGAR OS ASSASSINOS


Cafunfo, 03/08 – O insólito teve lugar com a morte do Jovem Moto taxista no Hospital de Cafunfo por volta das 12 horas que em vida chama-se Tito Tony Frenta de 20 anos de idade, natural de Camaxilo/ Caungula.


Toda a historia, começou ontem dia 2 de Agosto de 2018, por volta das 17 horas, que dois indivíduos, supostos garimpeiros ou simples passageiros e solicitaram ao malogrado para os levar no ex-bairro da Rainha Muana Cafunfo a escassos 20 Km da localidade de Cafunfo, ao que o malogrado aceitou e fez-se a viagem.


De acordo com malogrado, quando ainda o encontraram com vida, por volta das 20 horas estatelado na via, os seus algozes, sem ter havido discussão começaram a esfaqueá-lo até o terem deixado desmaiado, tendo perdido muito sangue porque não teve socorro imediato.



Nesta localidade é perigoso fazer-se a via aquelas horas por causa dos criminosos. Outrossim, será que é ajuste de contas? Não é possível de acordo com os familiares, o malogrado Tony é um jovem calmo, solteiro, que vivia a vida fazendo taxe, nem namorada sequer tinha


Os meliantes puseram-se em fuga depois desta cobarde acção condenada a todos os títulos, caricatamente tais meliantes não levaram a moto do malogrado Tito Tony.


Os socorristas fizeram todos os possíveis, levaram o malogrado Tony até o Hospital, tarde demais, desde ontem a noite, não aguentou tendo acabado morrendo as 12 horas de hoje, 3 de Agosto.


Os Familiares do malogrado Tito Tony, apresentaram desde ontem uma queixa ao Comando da Policia de Cafunfo, a policia não esta interessada no caso.


Um assassinado que a Policia de Cafunfo recusa a investigar, será que conhecem os autores? Serão policiais? Ou porque a vida de um Lunda Tchokwe não vale nada? A Policia esta ao serviço de que e de quem?


A fotografia do malogrado Tito Tony ilustra bem como a sua barriga foi rasgada com facadas e muitos pontos que levou no Hospital, infelizmente não resistiu, morreu…


Mais uma entre a colecção das mortes gratuitas na Lunda Tchokwe.


Por JLuis em Cafunfo.



João Lourenço revoga contrato de US$ 34,8 milhões atribuído por José Eduardo dos Santos, DINHEIRO DESTINAVA-SE PARA A COMPRA DE GRUPO GERADORES PARA A LUNDA - SUL


João Lourenço revoga contrato de US$ 34,8 milhões atribuído por José Eduardo dos Santos, DINHEIRO DESTINAVA-SE PARA A COMPRA DE GRUPO GERADORES PARA A LUNDA - SUL



O Presidente angolano, João Lourenço, revogou, por despacho que invoca “interesse público”, um contrato de 34,8 milhões de dólares, atribuído pelo anterior chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, aos egípcios da El Sewedy Power.


De acordo com o despacho 93/18, de 25 de julho e ao qual a agência Lusa teve hoje acesso, em causa está um contrato atribuído ao grupo egípcio em janeiro de 2016, para o fornecimento e instalação de sete grupo geradores GE-16V228, visando o reforço da capacidade - em 19,6 MegaWatts - de produção de eletricidade da central termoelétrica de Saurimo, província da Lunda Sul.


“Havendo necessidade de se proceder à rescisão do contrato acima referido, por imperativo de interesse público”, lê-se no despacho assinado por João Lourenço, que revoga o contrato atribuído por José Eduardo dos Santos, no valor, equivalente em kwanzas, de 34,8 milhões de dólares (29,8 milhões de euros), igualmente ao abrigo da legislação sobre Concursos Públicos.


De acordo com um levantamento feito pela Lusa, só em janeiro de 2016, o grupo El Sewedy Power ganhou, por despachos assinados por José Eduardo dos Santos, outros dois concursos do género, totalizando quase 340 milhões de dólares (290 milhões de euros).


Constituído em 1960, o grupo El Sewedy Power atua no ramo da produção e transformação de eletricidade e tem atividade essencialmente em países do Médio Oriente e de África.



quinta-feira, 2 de agosto de 2018

VICE-PRESIDENTE DA FLEC DE CABINDA Sr ANNY KITEMBO FOI EXONERADO POR DESRESPEITAR A HIERARQUIA


VICE-PRESIDENTE DA FLEC DE CABINDA Sr  ANNY KITEMBO FOI EXONERADO POR DESRESPEITAR A HIERARQUIA


O pastor Anny Kitembo (foto), vice-presidente da Frente de Libertação do Estado de Cabinda/Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC) foi exonerado por exigência do estado-maior, por “desrespeitar a hierarquia” de comando e de utilizar “abusivamente” do cargo que ocupava, anunciou a organização. A história repete-se e o fim da resistência ao domínio de Angola está próximo.

Por Orlando Castro

“Ochefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, mente sobre o que se passa em Cabinda”. Quem terá dito estas aleivosias? Foi em Maio de 2004.

Um alto dirigente da FLEC reagia assim às declarações então proferidas, em Washington, pelo Presidente de Angola, segundo o qual “não há guerra” neste território.

Quando José Eduardo dos Santos afirmava que já “não há guerra em Cabinda” pretendia fazer crer à opinião pública internacional que Angola “esmagou a FLEC”, declarou na altura esse dirigente cabinda ao Ibinda.com, acrescentando que “qualquer pessoa de grande experiência política compreende que o Presidente de Angola está com graves contradições sobre a questão de Cabinda”.

“José Eduardo dos Santos é um chefe de Estado de grande experiência política, daí que é surpreendente quando faz declarações absurdas como estas, a não ser que só queira revelar a sua má intenção com os seus irmãos de Cabinda”, considerou esse dirigente cabinda, sublinhando ainda que o povo cabinda, “organizado politicamente em torno da FLEC”, tem lutado contra a ocupação militar do seu território pelo MPLA (partido no poder em Angola) desde 1974.

“Em Cabinda todos os dias perdem-se vidas humanas, mas Angola não quer falar disso e prefere ignorar os seus próprios mortos”, sublinhou esse dirigente, levantando algumas interrogações.

“Se não há guerra em Cabinda, qual é o paradeiro da FLEC? Se não há guerra em Cabinda, qual é a razão do aumento constante dos efectivos militares angolanos em Cabinda, e porque é que existem posições militares em quase todas as aldeias de Cabinda?”, perguntava.

E acrescentava: “A verdade é esta: nós existimos dentro do território de Cabinda, fazemos as mudanças tácticas necessárias para nos adaptarmos às novas exigência da luta, e continuaremos a combater até encontrarmos a solução necessária para este conflito. Podemos provar que tudo o que disse o Presidente José Eduardo dos Santos não é verdade. Nós podemos garantir que Angola nunca será capaz de nos desalojar do nosso terreno”.

O dirigente de Cabinda desmentiu então também a afirmação de José Eduardo dos Santos de que o seu Governo estava a dialogar com todas as comunidades de Cabinda. “Não é verdade. O que o MPLA faz em Cabinda é a politiquice a nível dos regedores e com algumas autoridades tradicionais mais fáceis de enganar. Mas nós, nem a igreja, nem os quadros do exterior e do interior de Cabinda, que constituem a FLEC, podemos apoiar essa afirmação do Presidente de Angola”.

Sobre essa deslocação de Eduardo dos Santos a Washington, p político dizia que ela visava renovar o contrato de exploração petrolífera em Cabinda por mais 20 anos com a empresa petrolífera norte-americana Chevron Texaco.

Nessa altura acusou a Chevron Texaco de ser “cúmplice” no “genocídio” em Cabinda: “A Chevron explora o petróleo em Cabinda, dando as receitas a Angola, sabendo que esta utiliza essas mesmas receitas para pôr em prática o genocídio do povo de Cabinda”.

Como quase (tudo) na vida, mudam-se os tempos, há mais dólares para dividir e isso obriga a que alguns mudem as vontades (1).

Outro caso, outra deserção

“Não fui comprado” (2). Foi assim que uma prestigiada figura da luta do Povo de Cabinda reagiu às críticas à sua entrada no Governo de Cabinda. A decisão deixou de boca aberta muitos dos seus companheiros da luta pela independência do enclave angolano.

Esta personalidade esquece-se que não basta ser sério. Passou-se para o lado do inimigo de sempre, o MPLA. Se não foi comprado isso significa que se ofereceu, que desertou, que se rendeu, que foi subornado. Independente do qualificativo, certo é que traiu a causa dos Cabindas que, durante décadas, disse ser também a sua.

Ele era de facto, interna e externamente, o rosto mais visível e assertivo da contestação ao MPLA, partido que que liderava – dizia – a força ocupante. Esteve sempre na “linha da frente” dos independentistas, assumindo que – ao contrário do que agora fez – estaria sempre de pé perante os homens e que só se ajoelhava perante Deus.

A sua entrada no Governo de Cabinda, como secretário provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, tem gerado muitas críticas.

Em entrevista à DW África, esse cabinda assegurava que aceitou o convite, porque a governação do Presidente João Lourenço lhe inspira confiança. Como é possíve, fazendo fé na sua luta, afirmações e convicções, dizer uma coisa destas? O comum dos mortais, a começar pelos Cabindas, só tem uma explicação: Foi mesmo comprado. Não foi o primeiro e não será o último.

“Eu fui sempre de opinião que Cabinda não podia fazer a sua luta de forma isolada e que era preciso encontrar uma saída em cada momento”, afirmou à DW. “Quando, em 2008, pedi ao povo de Cabinda para participar em eleições angolanas, fui torturado e acusado de tudo. Fizeram até panfletos contra mim. Mas, depois disso, as pessoas começaram a entender o que eu defendia. Foi isto que levou Raúl Danda a concorrer pela lista da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e, mais tarde, o padre Raul Tati e tantos outros, que têm hoje assento no Parlamento.”

Mas com a entrada no aparelho governativo, o político “trai” os ideais de Cabinda, afirmam antigos “companheiros de trincheira” como o advogado e activista cabinda Arão Bula Tempo.

“Hoje os quadros de Cabinda interessam-se mais pelas funções do que pela própria causa”, diz Arão Bula Tempo, perguntando: “Qual é a honra e a dignidade de quem lutou todos os dias, de quem foi um dos mentores desta luta, e hoje aceita uma função de secretário provincial da Educação?”.

“Lamentavelmente, hoje os quadros de Cabinda interessam-se mais pelas funções do que pela própria causa que assola o território de Cabinda, que empobrece o povo de Cabinda, que continua a assistir a perseguições e à própria degradação social”, acrescenta Arão Bula Tempo.

Na terça-feira o Estado-Maior da FLEC-FAC exigiu a “exoneração, com efeitos imediatos”, do vice-presidente do movimento independentista de Cabinda, pastor Anny Kitembo, a quem acusa de “desrespeitar a hierarquia” de comando e de utilizar “abusivamente” do cargo que ocupa.

Anny António da Silva Kitembo foi exonerado e não tardará (se é que já não o fez) a engrossar o número de militantes do MPLA.



domingo, 29 de julho de 2018

LUNDA SUL, GOVERNO VENDEU HOSPITAL CONSTRUIDO COM FUNDOS PÚBLICOS PARA DIRECTOR GERAL ADJUNTO DE CATOCA


LUNDA SUL, GOVERNO VENDEU HOSPITAL CONSTRUIDO COM FUNDOS PUBLICOS PARA DIRECTOR GERAL ADJUNTO DE CATOCA



Lunda Sul, 29/07 – Fonte do Governo da Província da Lunda – Sul familiarizado com o dossier em causa denunciou a negociada entre o Director Geral Adjunto para Área Técnico Financeira do Kimberlite de Catoca António Galiano Celestino e proprietário da empresa privada MEDIPLUS, LDA que presta serviços terciários na área de Saúde aos trabalhadores de Catoca como sendo actualmente o dono do Hospital que foi construído com fundos públicos no Bairro da Manauto em Saurimo.


A MEDIPLUS tem contracto de Prestação de Serviços Terciários na área de saúde com Catoca onde o mesmo é Director Geral Adjunto para a Área Técnico financeiro, o mesmo havia prometido publicamente construir um Hospital de raiz para atendimento dos trabalhadores daquela empresa mineira o que não acontece até hoje.


A Lunda Sul debate-se com falta gritante de Hospitais para o atendimento as populações da cidade de Saurimo, incluindo os doentes vindos dos Municípios do Dala, Cacolo e Muconda, o número de mortes é bastante assustadora, para além da falta de médicos e medicamentos.


Mais de 90% dos munícipes de Saurimo é desempregada, o povo não tem dinheiro para acorrer aos Hospitais Privadas, tal como este negócio lucrativo da empresa MEDIPLUS que é pertença ao Director Geral Adjunto de Catoca.


Como é possível o Governo da Província da Lunda – Sul ceder um Hospital construído com fundos publico para um privado?


A Própria empresa Catoca tem capacidade para construir Hospital de raiz na Lunda, não é só levar os diamantes para construir Luanda e esquecer a terra dos diamantes sem nenhuma infraestrutura. A Endiama fez o mesmo construiu Hospital Sagrada Esperança na Ilha de Luanda, para o beneficio das populações de Luanda que tem mais hospitais.


É assim que o MPLA vai corrigir o que esta mal e melhorar o que esta bem na Lunda Tchokwe? Ou a formula só diz respeito Angola menos a Lunda Tchokwe?


Até porque a maior empresa de diamante do mundo Catoca usa estações dum ex – restaurante Chicapa parte do Cine que leva o mesmo nome, como clínica para atender o público e o seu pessoal que ai recorre. Sem receio de contaminação do público que desfruta dos espectáculos e os doentes que com diversas enfermidades ai recorrem.


Esta cedencia de um Hospital construído com fundos públicos para privado sob olhar do Ministério da Saúde e da Ministra Dra. Lutukuta com a conivência do Governo da Lunda Sul é crime.


Voltaremos ao dossier na próxima edição…


sexta-feira, 27 de julho de 2018

POR CAUSA DO MALABARISMO DO MPLA, MINISTERIO DA EDUCAÇÃO CONGELA PUBLICAÇÃO DOS RESULTADOS DE CONCURSO PUBLICO NA LUNDA - SUL


POR CAUSA DO MALABARISMO DO MPLA, MINISTERIO DA EDUCAÇÃO CONGELA PUBLICAÇÃO DOS RESULTADOS DE CONCURSO PUBLICO NA LUNDA - SUL


Lunda – Sul, 26/07 -  Na sequência das denuncias do Malabarismo do MPLA junto da Direcção Provincial de Educação da Lunda – Sul que pretendia fraudulentamente inserir seus militantes mesmo sem as devidas qualificações pedagógicas exigidas para o ingresso a função publica de Educação.


Quando a ex-Directora Maria Rangel negou favorecer os militantes do MPLA num concurso público de ingresso que deveria ter sido transparente com os requisitos exigido, o MPLA na Lunda – Sul, forçou a demissão da mesma do Cargo Provincial de Educação.


Maria Rangel terá terminado seus estudos em Portugal, viveu o mundo da transparência, da moral e do ético. Nomeada a pouco menos de 6 meses para o exercício do cargo de Directora Provincial da Educação, mal havia arrumado a casa, devido o anuncio de 20.000 vagas na Educação, viu assim o seu consulado terminar sem justificação, tendo sujeitado a vontade partidária do MPLA.


Uma destas denuncias que teria vindo do anonimato sobre o comportamento negativo  do MPLA na Lunda – Sul quando ao concurso de ingresso na função publica para a educação, havia sido publicado no site do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe www.protectoradodalunda.blogspot.com, no dia 13 do corrente.




As autoridades competentes do Ministério da Educação em Luanda tomaram conhecimento com o sucedido de acordo com uma fonte da Educação na Lunda – Sul familiarizado com o dossier, terá feito deslocar uma equipe que constatou a veracidade da denuncia e mandou congelar a publicação dos resultados do concurso publico de ingresso a função de educação na Lunda – Sul.


A Fonte da Educação na Lunda – Sul denuncia que a Presidente da Comissão Provincial para o apuramento dos resultados do concurso Sra. Maria Rangel, esta a sofrer represarias do seu Partido o MPLA, em causa estava outra lista de indivíduos ligados ao Partido com requisitos pedagógicos para o efeito, que deveriam ser considerados transitados obrigatoriamente ao concurso mesmo que tivessem negativas no exame de ingresso.


Esta exigência não agradou a Presidente da Comissão do Jurado Maria Rangel que contestou a fraude, por não ter concordado, dai a perseguição e represarias sobre a mesma. Demitida agora perseguida.


Curiosamente a Sra. Maria Rangel foi demitida do Cargo de Directora Provincial da Educação, mas é ela a Presidente da Comissão Provincial do Jurado que coordena outras subcomissões sobre o concurso publico da Educação na Lunda – Sul.


Outro elemento a ter em conta é a contradição de ela ter sida demitida por falta de experiência e competência.


Como pode ser indicada conselheira provincial da Educação na Lunda – Sul? Cargo que esta exercendo actualmente.


De acordo com uma fonte do Ministério da Educação, a Ministra queria manter Maria Rangel no seu Cargo, mas o MPLA na Lunda – Sul não quer de jeito alguma esta personalidade a gerir a Educação Provincial.


Afinal o que, o MPLA na Lunda – Sul queria no concurso publico de ingresso a função de educação?


Que a Comissão do jurado no apuramento dos resultados, fizesse o acréscimo do algarismo numero 1 a esquerda do valor que fosse negativa do seu militante, para elevar a nota negativa à positiva, a exemplo: se o individuo tivesse obtido 7, 8 ou 9 bastava acrescer um a esquerda do negativo, a nota passa para 17, 18 ou 19; automaticamente o individuo transita e, é catapultado a aprovação.


Durante a campanha eleitoral de 2017, João Manuel Gonçalves Lourenço o já Presidente do MPLA dentro de 40 dias, defendeu corrigir o que esta mal e melhorar o que esta bem, é assim que o MPLA vai continuar a defender a sua tese?  Com este seu malabarismo do passado de JES, a lado nenhum iremos…




SECRETARIOS REGIONAIS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE PARTICIPARAM DO SEMINARIO DE CAPACITAÇÃO DE LIDERANÇA E GOVERNAÇÃO EM LUANDA


SECRETARIOS REGIONAIS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE PARTICIPARAM DO SEMINARIO DE CAPACITAÇÃO DE LIDERANÇA E GOVERNAÇÃO EM LUANDA


Luanda, 21 e 22 /07 – Secretários do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe vindo das Regiões participaram em Luanda nos dias 21 e 22 de Julho do corrente ano em Seminário de Capacitação sobre Liderança e Governação.


Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe consciente das suas responsabilidades futuras, as da Governação Autonomista da Nação Lunda Tchokwe, constantemente tem vindo a preparar os seus quadros seniores para os desafios do direito de Autodeterminação e a Governação.


A capacitação de quadros seniores a todos os níveis do Movimento, visa preparar a eficácia da própria organização politica e cívica poder mostrar ao mundo que estamos prontos a formar o Governo e ter os quadros certos em lugares certos, no momento que for necessário.


É também a transferência dos conhecimentos técnico científicos da administração pública para estes responsáveis e quadros a distintos níveis hierárquicos.


O estatuto e o regulamento interno, sua interpretação e aplicação diária bem como a fiscalização dos actos dos membros do movimento nas estruturas regionais e intermédia fez parte do seminário de capacitação sobre liderança e governação.


O próximo passo serão realizadas mesas redondas.



quarta-feira, 25 de julho de 2018

DE ACORDO COM POPULARES; POLICIA DE XÁ MUTEBA OCULTOU ASSASSINADO DA SRA QUE EM VIDA CHAMAVA-SE LIDIA NICOLAU


DE ACORDO COM POPULARES; POLICIA DE XÁ MUTEBA OCULTOU ASSASSINADO DA SRA QUE EM VIDA CHAMAVA-SE LIDIA NICOLAU


Xá – Muteba, 07/07 – Foi encontrado no dia 7 de Julho de 2018, um corpo completamente carbonizado no Município de Xá Muteba, na Comuna de Cassange Ka Lukala, identidade de carbonizado corpo nas imagens é atribuída a Sra. que em vida chama-se, Lídia Nicolau.


De acordo com populares, Lídia Nicolau era trabalhadora de um suposto estrangeiro Maliano, cantineiro e comprador de diamantes como acontece com o resto de todos os estrangeiros presentes na Lunda Tchokwe, que mais tarde converteu a malograda em amante depois sua suposta esposa.


Dias antes o Maliano em causa, convidou um jovem conhecido pelo nome de Cinquentinhas, aquém ele pediu para assassinar Lídia Nicolau. A combina foi a de acompanhar a Lídia Nicolau em Cafunfo para vender umas pedrinhas de diamantes. A malograda seguiu caminho com o jovem, isto no dia 3 de Julho do corrente ano, de acordo com testemunhas.  


O Maliano agora a contas com a Policia de Xá Muteba, acompanhou o jovem com outra motorizada e no local combinado assassinaram a malograda Lídia Nicolau, dela extraíram-lhe Órgãos genitais femininos.


Procurada pelos seus familiares, a malograda estava há três dias desaparecida e sem contacto telefónico. A polícia a encontrou carbonizada, investigações foram dar ao Maliano e o jovem Cinquentinhas ambos na cadeia.


A população de Xá Muteba esta revoltada porque a Policia esta a ocultar o sucedido e temem que o Maliano venha a ser solto.


A polícia é obrigada a informar a população do que acontece no dia a dia nesta altura em que o nível de crimes é alarmante, para ajudar sobretudo as mulheres para se prevenir.


Devido também da extrema pobreza da população Lunda Tchokwe, falta de emprego e de oportunidades, muitas jovens vendem-se a prostituição e outras formas de sobrevivência.


Não é a primeira vez que na Lunda Tchokwe, estrangeiros assassinam filhos da região, e a figura da mulher é a sacrificada por causa do mito de que a vagina serve para chamar diamantes e outras feitiçarias comandadas pelos Oeste Africanos, conhecidos aqui como “Mestres de Bruxarias” e outras orgias.


Por Felix Kandumba em Xá Muteba


segunda-feira, 16 de julho de 2018

CRIMINOSA SEGURANÇA DOS DIAMANTES DOS GENERAIS DA EMPRESA KADYAPEMBA


CRIMINOSA SEGURANÇA DOS DIAMANTES DOS GENERAIS  DA EMPRESA KADYAPEMBA



A empresa Kadyapemba é responsável pela segurança das instalações da Sociedade Mineira do Cuango, na Lunda-Norte. A firma tem a sua sede legal em Ndalatando, Kwanza-Norte, e é uma daquelas empresas tipicamente angolana: faz tudo, “desde que os sócios acordem e seja permitido por lei”. É o que diz o seu registo, feito em Agosto de 1999.

Por Sedrick de Carvalho

Esta é a empresa substituta da macabra Teleservice, pertencente a oito generais e amplamente descrita por Rafael Marques no livro «Diamantes de Sangue: Corrupção e Tortura em Angola» (Tinta-da-China, Lisboa, 2011). Só para relembrar, não há dúvidas de que foram os agentes de segurança da Teleservice que, no início de 2010, retiraram os órgãos genitais de uma camponesa e depois a queimaram, tal como queimaram Isabel Afonso Ngoiosso, de 41 anos, encontrada a cerca de 250 metros do posto de observação da Teleservice (p. 15). Outras, para além de ficarem sem os genitais, foram-lhes retiradas também a língua.


A denúncia de Rafael Marques resultou num processo criminal contra o jornalista movido pelos generais, com Hélder Vieira Dias «Kopelipa» à testa do grupo, e a Sociedade Mineira do Cuango, da qual também são sócios e é o epicentro de toda a violência sistemática na zona diamantífera da Lunda-Norte. O também activista foi mesmo condenado, em 2015.


Talvez como forma de se esquivar das denúncias deixando como bode expiatório uma empresa de segurança conhecidíssima pela sua actuação criminosa, mesmo que não faça sentido por serem os mesmos proprietários, a Sociedade Mineira do Cuango abdicou da sua própria segurança e contratou a Kadyapemba em seu lugar.


Dois oficiais superiores são os proprietários desta empresa, nomeadamente, o comissário Eduardo Fernandes Cerqueira, nomeado por João Lourenço em Novembro para delegado do ministério do Interior e comandante provincial da Polícia Nacional no Huambo, e o chefe de preparação combativa do Exército das Forças Armadas Angolana (FAA), tenente-general Joaquim Constantino «Passy Kuiki». Está visto que a exploração de diamantes é um negócio que gira em torno de generais.


Era de se esperar uma postura completamente contrária à antecessora. Mas não! Desde que começou a operar em Cafunfo, há menos de um ano, agentes da Kadyapemba já mataram vários cidadãos que se dedicavam ao garimpo artesanal e feriram tantos outros. No primeiro semestre deste ano, segundo fontes fidedignas, dois cidadãos foram assassinados a tiro.


A mais recente vítima mortal é Amissy Katanga Muyaya, de 43 anos, que deixa quatro filhos órfãos e mulher viúva, desamparados e sem saberem onde recorrerem para verem responsabilizado o agente que efectuou o disparo à queima-roupa na tarde de sexta-feira, dia 6 de Julho, quando, sem nada dizer ao garimpeiro e colegas, acertou-lhe cobardemente pelas costas. Pelas costas!


O autor do disparo, como sempre, parece estar preso. Apenas parece, porque nunca são levados às barras do tribunal, nem a fingir, e ninguém confirma se está mesmo preso. A polícia local teme mais a Kadyapemba, obviamente por saber de quem é e para quem prestam serviços, por isso dá sempre o mesmo conselho aos familiares das vítimas: ir para casa e aguardar por um contacto da polícia. Mas que nunca é feito.


O garimpeiro Kito, de 29 anos, foi o escolhido em Abril para semear o pânico na localidade. Duas balas, uma em cada perna, em pleno meio-dia, mesmo tendo pago cem mil Kwanzas aos seguranças da Kadyapemba para poder procurar por diamantes nos arredores da zona controlada pela SMC.


Kito sobreviveu, tal como Pedro Casseno, também de 29 anos, entregue à sua sorte num hospital em Luanda depois de baleado pelo agente da segurança diamantífera identificado por Manuel João Simão. Os familiares lamentam o abandono por parte da empresa, tanto que têm dormido ao relento fora do hospital onde aguardam por qualquer chamada para, talvez, comprar uma luva ou seringa a pedido dos médicos.


Esses casos mostram a escalada contínua de torturas e assassinatos na região diamantífera prenhe de conflitos, com realce para o movimento independentista capitaneado pelo Movimento do Protectorado Lunda-Tchokwe.


Não se trata de actos isolados, como as autoridades classificam as denúncias feitas, mas de uma acção coordenada para manter a zona num estado de terror e, assim, permanecer o saque desenfreado das riquezas daquelas terras sem beneficiar as populações que ali habitam com, por exemplo, construção de hospitais e escolas condignas – o mínimo entre o que é básico.


A prestar contas à justiça deveriam estar os proprietários da SMC e da Kadyapemba, começando por exonerações dos cargos que ocupam, já que até está na moda exonerar.


Portanto, a política para este território deverá ser ponderada ao detalhe, inclusiva e humanista, tendo em conta que a extracção artesanal de diamantes é a principal actividade económica para sobrevivência da população local, que é, como em todo o país, maioritariamente jovem.


Legenda. Os proprietários da empresa: Tenente-general Joaquim Constantino «Passy Kuiki» e comissário Eduardo Fernandes Cerqueira.


sexta-feira, 13 de julho de 2018

EDUCAÇÃO NA LUNDA SUL, CONCURSO PÚBLICO DE NEPOTISMO E FILIAÇÃO PARTIDÁRIA AO MPLA DESTITUIU A DIRECTORA PROVINCIAL


EDUCAÇÃO NA LUNDA SUL, CONCURSO PÚBLICO DE NEPOTISMO E FILIAÇÃO PARTIDÁRIA AO MPLA DESTITUIU A DIRECTORA PROVINCIAL





Lunda – Sul, 13/07 – A Governação de pouco menos de 10 meses do actual  Governador Ernesto Tchitekulo, não difere da sua antecessora Sra. Cândida Narciso, o sector visado em termos de nepotismo, cabritismo e filiação partidária continua a ser a Delegação Provincial da Educação.


O sector da Educação na Lunda – Sul, é porta do enriquecimento, a divisão deve ser feita no seio do circulo intimo e partidário, aqui não precisa corrigir o que esta errado, nem melhorar o que esta bem, a corrupção impera sem limites, nunca se apontou dedo a ninguém.


Maria Rangel demitida do Cargo de Directora Provincial da Educação por não ter concordado com uma ordem partidária do MPLA.


Maria Rangel terá terminado seus estudos em Portugal, viveu o mundo da transparência, da moral e do ético. Nomeada a pouco menos de 6 meses para o exercício do cargo de Directora Provincial da Educação, mal havia arrumado a casa, devido o anuncio de 20.000 vagas na Educação, viu-se confrontada  com pedidos debaixo da mesa vindo duma lista do MPLA cujo candidatos não reunião condições pedagógicas o que ela rejeitou.


O MPLA na Lunda – Sul não satisfeito com a decisão tomada pela senhora Maria Rangel, furiosos mandaram ela para casa, alegando a falta de experiência e competência da ilustre, pessoa não grata.


A denuncia veio sob o anonimato, pelos munícipes da Lunda-Sul em Saurimo, Próximos da Educação e da Cúpula do partido MPLA, contactaram o Blogue do Movimento do Protectorado, que reivindica a autonomia do Reino Lunda Tchokwe anexado a Angola, para as referidas irregularidades do concurso público de Educação na Província e a péssima funcionalidade institucional do ministério naquela localidade.


Pelo sucedido, coloca o concurso público da educação na Lunda - Sul em um fiasco semelhante a outros males que afecta a província, servindo apenas aqueles que se identificam com cúpula do MPLA, mesmo não possuindo os requisitos exigidos, tal como o agregado Pedagógico ou certificado dos IMNE e escolas de Formação Pedagógica.


Os podres da Educação na Lunda – Sul não termina pelo concurso publico; só para exemplificar alguns dos inúmeros.


Nas escolas os chamados alunos associados têm a ordem de bater aos colegas e puni-los, desnecessariamente, privar os seus haveres, como Batas e materiais didáticos e apoderar-se dos seus lanches.


Os associados interrompem momentos de aulas para persuadir este ou aquele colega infractor cuja infracção não é notável.


Quanto mais as próprias direções das escolas aplicam castigos aos alunos convertendo multas de bens matérias, para que se comprar vassouras e vasos para flores, sem o prévio aviso nem o conhecimento dos encarregados, muitas vezes os alunos são obrigados a fazerem o que não devem, roubando ou mesmo cobrar os seus encarregados a o fazer e muitas vezes podendo aliciar as meninas mendigar ou mesmo prostituir para satisfazer as obrigações da escola.



O Ministério da Educação tem uma tarefa árdua na Lunda sul; única província onde as coordenações de disciplinas não funcionam nas escolas regulares como nas profissionais com o agravante de não existir salas de professores e gabinetes de coordenações, os professores em serviço aguardam nos corredores até que chegue o seu momento de leccionar.


A Ministra da Educação que faça uma visita multissectorial de profundidade, para constatar os inúmeros problemas que afecta a Educação na Lunda - Sul.  


Nos finais de 2017 a província fez um concurso de promoção com aproximadamente trezentas vagas, para promover os profissionais do ramo com mais tempo de serviço e com superação académico e que se encontra prejudicados; desta feita as listas dos beneficiários não foram fixadas no universo de vários concorrentes e o que se sabe muitos dos que se beneficiaram foram elementos com cargos políticos afectos ao partido MPLA no poder e alguns familiares ou conterrâneos dos indivíduos que fizeram parte da comissão de apuramento.