sábado, 23 de junho de 2018

MUANANGANA MUAKAPENDA KAMULEMBA ESTA PRESO SEM CRIME POR CAUSA DO PROTECTORADO


SODIAM DEIXA DE VENDER DIAMANTES BRUTOS DA LUNDA TCHOKWE PARA ÁRABES DA ODYSSEY


SODIAM DEIXA DE VENDER DIAMANTES BRUTOS DA LUNDA TCHOKWE PARA ÁRABES DA ODYSSEY




A empresa pública angolana Sodiam, responsável pela comercialização dos diamantes do país, anunciou hoje que cessou o contrato de compra e venda de diamantes brutos com a Odyssey Holding, empresa com sede nos Emirados Árabes Unidos, alegando os prejuízos gerados.



Em comunicado distribuído à imprensa, a administração da Sodiam refere que notificou o representante legal da empresa Odyssey Holding desta decisão, acrescentando que o contrato envolveu a contração de “empréstimos bancários para financiar operações no exterior”, que, “até ao presente momento, apenas originaram a declaração de prejuízos, anulando a expectativa de ganhos criada pela empresa”.


A Sodiam acrescenta que tem atualmente “meios financeiros” que “permitam honrar os compromissos presentes e futuros, assumidos junto à banca, tendo conta o menor volume de negócios e obrigações de dívida a vencer”.


Refere ainda que constatou agora que, por via do contrato de compra e venda, operou-se, na prática, uma transferência de ganhos da operação, da Sodiam para a Odyssey Holding.


A 01 de dezembro último, a Sodiam, tinha anunciou igualmente a saída da sociedade que controla a holding do grupo da joalharia de luxo suíça ‘De Grisogono’, do casal Sindika Dokolo e Isabel dos Santos, esta filha do ex-Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.


A informação foi transmitida na altura, em comunicado, pelo conselho de administração da Sodiam, que desde 06 de novembro é liderado por Eugénio Bravo da Rosa, nomeado pelo novo Presidente angolano, João Lourenço, que exonerou a anterior presidente, Beatriz Jacinto de Sousa, nomeada seis meses antes por José Eduardo dos Santos.


“Acreditamos que os empossados são pessoas à altura para organizar a comercialização dos nossos diamantes, no sentido de melhor servir a nossa economia”, exortou o Presidente João Lourenço, a 03 de novembro, quando deu posse à nova administração da Sodiam.


Em dezembro, a Sodiam informou que “por razões de interesse público e de legalidade” o seu conselho de administração adotou “um conjunto de deliberações tendo em vista a sua saída da sociedade de direito maltês Victoria Holding Limited”. Por via desta, a Sodiam referiu que detinha, de forma indireta “uma participação societária minoritária na sociedade holding do grupo joalheiro ‘De Grisogono'”.


“A participação da Sodiam EP na Victoria Holding Limited, e indiretamente no grupo ‘De Grisogono’, gerou, desde a sua constituição, em 2011, exclusivamente custos para a Sodiam, em virtude quer dos financiamentos bancários que contraiu, quer dos resultados negativos que têm sido sistematicamente apresentados pelo grupo, decorrentes de um modelo de gestão adotado a que a Sodiam EP é e sempre foi alheia”, referiu o comunicado de então.

A joalharia ‘De Grisogono’ comprou em 2016 o maior diamante encontrado em Angola, que foi transformado numa joia rara de 163,41 quilates leiloado a 14 de novembro pela Christie’s, tendo rendido 33,7 milhões de dólares (28,3 milhões de euros).


O diamante, o 27.º maior em todo o mundo, tinha originalmente 404,2 quilates e sete centímetros de comprimento, quando foi encontrado, em fevereiro de 2016, por uma empresa mineira australiana no campo do Lulo, na Lunda Norte, no leste de Angola.


terça-feira, 19 de junho de 2018

POLICIA DA MUXINDA PRENDEU AUTORIDADE DO PODER TRADICIONAL MWENE CAPENDA CAMULEMBA


POLICIA DA MUXINDA PRENDEU AUTORIDADE DO PODER TRADICIONAL MWENE CAPENDA CAMULEMBA


Policia da Muxinda do Comando de Capenda Camulemba deteve esta noite por volta das 19 horas o Muanangana Mwene Capenda Camulemba ido de Caungula ontem deslocou em busca de uma cabeça de Boi.


De momento não se conhece as razões desta detenção, rumores tentam ligar esta detenção com informações postas a circular pela Policia, segundo a qual existe ordens do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço para prender possíveis manifestantes do dia 23 de Junho (próximo sábado) ou mesmo matar...


De acordo com testemunhas que presenciaram este acto, Mwene Capenda Camulemba (Regente), foi levado algemado, espancado e debaixo de tiroteio, da Muxinda para o município de Capenda Camulemba.


Outra informação também importante, tem haver com o numero de controles policias de dia  para noite a nível do Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul, Lunda Norte e nas entrada e saídas das localidades e municípios, espécie de “Estado de Sitio na Lunda”, tudo por causa da manifestação do próximo sábado 23 de Junho.


Durante a manha desta terça-feira, na localidade da Muxinda e do Capenda Camulemba, a policia esta a ser vista nas mediações de casas de membros do Protectorado Lunda Tchokwe, fazendo perguntas, querendo saber informações de pessoas estranhas ao município etc., o que não é normal em outras ocasiões...


A Policia da Muxinda não apresentou nenhum mandado de captura ou de detenção desta Autoridade do Poder Tradicional Lunda Tchokwe, por sinal da família real que deram nome de Capenda Camulemba a esta localidade há séculos, muito antes da presença de Portugal na Lunda...


Neste momento e na cela do Comando da Policia de Capenda Camulemba, o 2.º Comandante já ordenou espancamento do Regedor Capenda Camulemba, do Sr Satxata Tb Regedor e de um adolescente de 14 anos de idade de nome João, a Viatura em que seguia esta também presa com ela uma cabeça de Boi...

Voltaremos a noticia nas próximas horas....

sábado, 16 de junho de 2018

DENÚNCIA: POLICIA NACIONAL NO CUANGO AMEAÇA DISPARAR MORTALMENTE MANIFESTANTES DO POVO LUNDA TCHOKWE NO DIA 23 DE JUNHO


DENÚNCIA: POLICIA NACIONAL NO CUANGO AMEAÇA DISPARAR MORTALMENTE MANIFESTANTES DO POVO LUNDA TCHOKWE NO DIA 23 DE JUNHO



Lunda-Norte 15/06 – Na manhã de 15 de Junho de 2018, o Sr Intendente António Salvador Manuel da Silva, natural de Xá Muteba, Comandante da 2.ª esquadra de Cafunfo, na parada, alertou os policiais aqueles que são naturais de Cafunfo e outros que tem familiares que são membros do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, para absterem-se de participar da Manifestação que terá lugar sábado dia 23 de Junho, porque ele e outros comandantes em todo o território do Reino Lunda Tchokwe receberam ordens Superiores do Presidente de Angola João Manuel Gonçalves Lourenço para matar.


Durante a parada informou veementemente que as FAAs, a PIR ou Policia de Intervenção Rápida, em todo o território da Lunda Tchokwe, foi mobilizada para derrotar uma vez para sempre o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe segundo as palavras do Intendente António Salvador Manuel da Silva, natural de Xá Muteba e Comandante da 2.ª esquadra Policial de Cafunfo que João Manuel Gonçalves Lourenço o Presidente de Angola deu Ordens para disparar mortalmente manifestantes do dia 23 de Junho.


A fonte Policial disse que o Intendente António Salvador Manuel da Silva, na parada desta sexta-feira 15 de Junho, disse que a Carta do Protectorado entregue ao Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço e o Oficio N.º0257/GAB.CHEFE CASA CIVIL/PR/038/2018, bem como outros documentos entregues pontualmente na Assembléia Nacional, Partidos UNITA, CASA-CE, PRS, FNLA, BD e ao corpo diplomático incluindo os Governos da Lunda-Norte, Lunda-Sul, Moxico e Kuando Kubango, são falsos e inventados pelo Movimento do Protectorado, estes documentos nunca chegaram a estas entidades, e que toda policia devem manter prontidão combativa 100%, vigiando qualquer aglomeração de pessoas, e actuarem imediatamente mesmo que não estejam a se manifestarem.


A mesma fonte disse que, o Intendente António Salvador Manuel da Silva, natural de Xá Muteba, Comandante da 2ª esquadra de Cafunfo que vão usar todo tipo de equipamento militar e de forças, desde policia secreta a paisana, a policia da guarda fronteira etc., e vigiar os passos de membros do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe.


Estas mesmas declarações foram feitas a semana passada pelo Sr Joaquim Chiloy Comandante Adjunto Municipal do Cuango, nas mesmas condições, ou seja, em Parada militar da Policia.


A fonte que pediu anonimato da Policia disse que elementos idos de Malanje e de Dundo e outros vindos de Luanda já se encontram naquela localidade.


O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe não possui armas, não tem componente militar, porque é que o Governo Angolano e do MPLA têm medo para o diálogo?..


A força militar contra a população indefesa jamais irá impedir que o povo manifeste o seu clamor pela subjugação colonial de Angola, jamais irá impedir que o povo Lunda Tchokwe reivindique a sua autodeterminação.


Se o Governo de Angola do MPLA quer transformar as Manifestações Pacificas do Povo Lunda Tchokwe, como na fronteira entre Israel e Palestina ao povo Tchokwe não resta outra saída, senão continuar a sua luta...

Denúncia em actualização...


quinta-feira, 14 de junho de 2018

COMUNICADO DE IMPRENSA Sobre manifestação no dia 23 de Junho de 2018 na Lunda Tchokwe


COMUNICADO DE IMPRENSA

Sobre manifestação no dia 23 de Junho de 2018 na Lunda Tchokwe


O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe comunica a opinião publica angola e internacional que convocou no dia 30 de Abril de 2018, Manifestação Pacifica para o dia 23 de Junho de 2018, na Lunda Tchokwe – Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte.


O protesto público da Manifestação do dia 23 de do corrente mês e ano, tem como objectivo exigir do Governo de Angola diálogo com o povo Tchokwe para o reconhecimento do Estabelecimento da Autonomia daquele Território como Escócia do Reino Unido um direito natural e legitimo defendido pelo Protectorado desde 2006 para cá, há cerca de 12 anos de luta pacifica.


A convocação desta manifestação foi precedida de uma comunicação previa ao Presidente da Republica João Manuel Gonçalves Lourenço no 30 de Abril, nos termos do artigo 47.º da constituição de Angola e da Lei N.- 16/91 de 11 de Maio, sobre Reuniões e Manifestações.


De igual modo, os Governos do Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, foram notificados da realização da Manifestação no dia 23 de Junho nas respectivas capitais e em alguns municípios com o mesmo objectivo.


O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe comunica que até a presente data, não recebeu nenhuma reclamação das entidades do Governo de Angola, a manifestação terá lugar no dia 23 de Junho conforme convocatória de 30 de Abril.



Luanda, 14 de Junho de 2018.-



COMITÉ POLITICO DO
MPLT





domingo, 10 de junho de 2018

DONALD TRUMP E KIM JONG-UM EM SINGAPURA PARA A CIMEIRA USA CORREIA DO NORTE SOBRE O DESARMAMENTO


DONALD TRUMP E  KIM JONG-UM  EM SINGAPURA PARA A CIMEIRA USA CORREIA DO NORTE SOBRE O DESARMAMENTO



Líder da Coreia do Norte foi o primeiro a chegar a Singapura. Após meses de avanços e recuos, Trump e Kim Jong-un estão prestes a encontrar-se.


Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, também já aterrou em Singapura onde vai decorrer a cimeira histórica com Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte.


O aeroporto, tal como toda a cidade de Singapura, está rodeado de medidas de segurança.


A organização do encontro entre Trump e Kim Jong-un foi uma corrida contra o tempo - com uma frenética atividade diplomática em Washington, Singapura, Pyongyang e na fronteira entre as duas Coreias -, em que houve anúncios, ameaças, cancelamentos e retratações surpreendentes. 


Kim Jong-un aterrou hoje no aeroporto de Changi, Singapura, pouco depois das 15:00 locais (08:00 de Lisboa).


Kim Jong-un, a transformação do jovem ditador norte-coreano



Kim Jong-un, que herdou o poder absoluto da hermética Coreia do Norte com menos de 30 anos, passou em pouco tempo de pária da comunidade internacional a hábil estratega capaz de negociar frente-a-frente com os Estados Unidos.


Filho e neto de implacáveis tiranos, o terceiro membro da mediática dinastia chegou ao poder em dezembro de 2011, mas foi este ano que conseguiu mudar a imagem de ditador volúvel que atemoriza o mundo com lançamentos de mísseis e testes nucleares.


O marechal Kim, cujas únicas deslocações foram à China, sua principal aliada, onde se reuniu em março passado com o Presidente chinês, Xi Jinping, e à fronteira intercoreana, onde se encontrou, dois meses depois, com o Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, vive agora uma etapa de abertura diplomática enquanto cultiva a imagem de estadista.


Este novo reconhecimento internacional alcançará o auge na próxima terça-feira, 12 de junho, em Singapura, na cimeira com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a primeira da história entre os dois países.


Antes do importante encontro, Kim conseguiu inclusive ser considerado um líder mais fiável que o imprevisível inquilino da Casa Branca.


Como em quase tudo o que rodeia o opaco regime de Pyongyang, não se sabe a data exata do nascimento do filho do "grande líder" Kim Jong-il, e neto do fundador do país, Kim Il-Sung, mas pensa-se que terá entre 34 e 36 anos.


Sabe-se que o jovem líder gosta de basquetebol e de filmes de ação e que fala inglês, francês e alemão, graças à educação num colégio em Berna, capital suíça, que frequentou incógnito e sob o controlo de muitos funcionários norte-coreanos entre 1993 e 1998.


Talvez devido à sua juventude ou à educação ocidental, Kim mostrou uma clara tendência para modernizar a imagem e os costumes do país, com gestos como a criação, assim que chegou ao poder, da banda de raparigas Moranbong, semelhante aos grupos de K-pop da Coreia do Sul.


Em contraste com os seus pais, Kim Jong-un deu um papel público à mulher, Ri Sol-ju, com a qual se crê que tem dois ou três filhos, e que o acompanha em muitos eventos e atividades, como a primeira viagem que fez à China.


O atual líder, responsável por grandes purgas e acusado de ter ordenado o assassínio do seu meio-irmão mais velho, Kim Jong-nam, chegou ao poder como quase um desconhecido para os norte-coreanos, após a morte do pai, a 17 de dezembro de 2011.


Além do visível excesso de peso, o dirigente -- que a princípio se mostrava inseguro nas aparições públicas -- foi adquirindo, com os anos, uma presença mais confiante e uma parecença evidente com o seu venerado avô, que tenta, segundo os especialistas, imitar para conseguir o respeito dos súbditos.


A maioria dos dados sobre a sua vida privada é conhecida através dos serviços secretos de Seul ou pelas extravagantes visitar que recebeu de Dennis Rodman, antigo jogador de basquetebol da NBA que o descreveu como um homem "divertido e sorridente".


Fumador inveterado e de voz rouca, Kim impôs-se na linha sucessória aos irmãos mais velhos, Kim Jong-nam e Kim Jong-chul, depois de ambos terem sido descartados por se considerar que não estavam preparados para o poder, um por ser demasiado ocidental e o outro devido ao seu pouco interesse pela política.


Enquanto as flagrantes violações dos direitos humanos continuaram a ser a tónica no país sob a sua liderança, o comandante supremo do Exército Popular da Coreia e presidente do Partido dos Trabalhadores apostou de forma especial no seu programa de armamento e no desenvolvimento económico.


Embora agora garanta estar disposto a renunciar ao seu arsenal nuclear, o Governo de Kim Jong-un intensificou a aposta no nuclear, uma opção já feita pelo anterior líder, como seguro de vida para o regime.


O aumento de testes nucleares e balísticos não deixa lugar para dúvidas: nos últimos cinco anos, a Coreia do Norte fez muito mais lançamentos de mísseis balísticos e testes nucleares do que nos 17 anos que durou a liderança de Kim Jong-il, entre 1994 e 2011.


sexta-feira, 8 de junho de 2018

INTIMIDAÇÕES E PERSEGUIÇÕES NA VESPERA DAS MANIFESTAÇÕES CONVOCADAS PELO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE PARA O DIA 23 DE JUNHO

INTIMIDAÇÕES E PERSEGUIÇÕES NA VESPERA DAS MANIFESTAÇÕES CONVOCADAS PELO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE PARA O DIA 23 DE JUNHO


No dia 30 de Abril do corrente ano, o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe convocou manifestações para o dia 23 de Junho de 2018, com a comunicação previa da entrega de uma carta ao Presidente da Republica João Manuel Gonçalves Lourenço nos termos do artigo 47º da constituição de angola e da Lei n.º16/91 de 11 de Maio.

Esta comunicação em conformidade com a lei e a constituição foi também entregue aos Partidos Políticos: UNITA, CASA-CE, PRS, BD e FNLA, aos grupos parlamentares e ao Presidente da Assembléia Nacional Fernando da Piedade Dias dos Santos.

A previa comunicação nos termos do nº 2 do artigo 47º da CRA entregue ao Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, foi distribuída as cópias a Embaixadas e representações diplomáticas presentes em Luanda durante o mês de Maio de 2018.

De acordo com o oficio n.º0257/GAB.CHEFE CASA CIVIL/PR/038/2018, o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, escreveu outras cartas que foram entregues aos Governadores da Lunda – Norte Ernesto Muangala, da Lunda Sul Ernesto Kitekulo, do Moxico Gonçalves Muandumba e do Kuando Kubango Pedro Mutindi.

Passados que foram 40 dias desde a convocação da Manifestação com a entrega das cartas as entidades acima referenciadas, nos termos da Lei N.º16/91 de 11 de Maio, não recebemos nenhuma reclamação ou objecção para não realizar a mesma.

Ou seja, a manifestação esta devidamente autorizada e deve ter lugar na data indicada de forma pacifica com o objectivo de exigirmos o “DIALOGO E O ESTABELECIMENTO DA AUTONOMIA LUNDA TCHOKWE COMO ESCÓCIA DO REINO UNIDO”.

DENÚNCIAS DE INTIMIDAÇÕES E MOVIMENTOS POLICIAIS E DE FORÇAS ARMADAS NA LUNDA TCHOKWE

Informações e denuncias dão conta de um amplo plano da Policia Nacional e de Intervenção Rápida, com as Forças Armadas Angolanas para impedirem a realização da manifestação no dia 23 de Junho.

Em Cafunfo a Policia prendeu membros do Movimento do Protectorado sem motivos, trata-se dos senhores André Zende e o Sr Quinito. A policia ameaçou impedir a manifestação e que tem ordens superiores para dispersar manifestantes com disparos.

Uma fonte das FAA que pediu anonimato disse estar em curso uma operação para a localização dos responsáveis na manifestação e serem desviados e ou assassinados.

Mais de 40 viaturas da Policia de Intervenção Rápida esta a movimentar-se nas localidades de Cafunfo, Cuango, Xá Muteba, Capenda Camulemba e em Saurimo. Estão a deixar recados as populações para não aderirem à manifestação porque a policia irá matar sem piedade

quarta-feira, 6 de junho de 2018

JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO COM OLHOS NOS DIAMANTES DA LUNDA TCHOKWE


JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO COM OLHOS NOS DIAMANTES DA LUNDA TCHOKWE

O Presidente da República, João Lourenço, anunciou em Antuérpia, Bélgica, que deverá proceder a uma reestruturação no sector diamantífero do país, a fim de torná-lo rentável.


No centro dessa reorganização está a necessidade do país aumentar a produção da pedra preciosa, melhorar a comercialização, bem como lapidá-las no país.

"A actual situação mudará em breve e será do conhecimento de todos", referiu nesta terça-feira o Presidente da República.

Durante uma intervenção na Bolsa de Valores de Diamantes, em Antuérpia, o Chefe de Estado angolano disse que os novos moldes de trabalho na indústria dos diamantes serão anunciados a curto prazo.

Entende que o país não tem sabido tirar proveito da produção de diamantes, apesar de ser o quinto maior produtor do mundo, com uma safra anual de mais de nove milhões de quilates.

O valor médio dessa produção ronda 1,1 mil milhões de dólares norte-americanos.

Em Antuérpia, o Presidente João Lourenço tomou contacto com o circuito de importação, exportação e comercialização de diamantes.

Visitou o centro mundial de comercialização dos referidos cristais e esteve no Instituto de Medicina Tropical e no escritório da companhia Antwerp World Diamond Centre (AWDC).

A companhia funciona como facilitadora na importação e exportação de diamantes dentro e fora de Antuérpia.

Contactos no Porto de Antuérpia

Nesta terça-feira, último dia da visita de dois dias à Bélgica, o Presidente João Lourenço inteirou-se do funcionamento do porto da região, localizado no “coração” da Europa.

Trata- se do segundo maior porto marítimo da Europa, depois de Roterdam, na Holanda.

Em 2012, o Porto de Antuérpia recebeu 14 mil e 220 navios de comércio marítimo e ofereceu serviços de linha para 800 destinos marítimos diferentes.

Angola e Bélgica têm laços de cooperação nos diferentes sectores. A base dessa parceria, que vem desde 1976, é o Acordo de Cooperação Económica, Científica e Cultural, assinado a 26 de Abril de 1983.

O documento define o quadro jurídico regulamentador da cooperação bilateral e instituiu a Comissão Mista.


terça-feira, 5 de junho de 2018

JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO, ANGOLA RESPEITA DIREITOS HUMANOS


JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO, ANGOLA RESPEITA DIREITOS HUMANOS





" ANGOLA RESPEITA OS DIREITOS HUMANOS " FOI MAIS UM ( JAJÃO )


" ANGOLA RESPEITA OS DIREITOS HUMANOS " FOI MAIS UM ( JAJÃO ) OU ESTAMOS PERANTE UM PERVERSO ?


JOÃO LOURENÇO DIZER QUE ANGOLA RESPEITA OS DIREITOS HUMANOS DÁ MOSTRAS DE TOTAL FALTA DE VALORES MORAIS !


Se considerando que valores morais são , os conceitos , guizos e pensamentos que são considerados certo ou errado por determinada pessoa numa sociedade , depois que ouvi João Lourenço dizer de boca cheia , embora com um ar de vazio moralmente , fiquei perplexo e ate hoje ainda pergunto que conceito sobre o respeito pelos direitos humanos tem afinal este senhor que os meus compatriotas são obrigados á considera-lo de seu presidente da republica ?


Quem sabe , estão a exigir muito de um senhor que em situações normais não seria presidente de Angola , que nem sabe ate que existem valores que são apresentados como universais presentes em quase todas as sociedades do mundo menos em Angola , valores estes que são primordiais que estão previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos ?


Então , se ele próprio foi ao sanatório e viu com os seus próprios olhos a forma como os doentes vivem , são tratados , constatou todas aquelas condições piores que certos currais de porcos mesmo no continente africano , vir dizer que em Angola se respeitam os direitos humanos ?


Será que não tem consciência de que somos o país do mundo com mais casos de assassinatos de jornalistas críticos do regime , com cadáveres prisioneiros , com as prisões rebentando de superlotação sendo 71% dos detidos sem processo nem julgamento , com casos de execuções nas cadeias pela via do choque eléctrico ( Caso Zacarias ) onde a catana foi ordenada como instrumento de tortura em pleno século XXI ?


Será que não sabe que os medicamentos que não existem nas farmácias e hospitais são vendidos nos portões , quando não na primeira esquina das mesmas unidades hospitalares e quem lucra raramente não são as mesmas pessoas ligadas ao ministério da saúde ? Será que não sabe que temos a casa mortuária mais nojenta se calhar do mundo porque matar , mandar matar e deixar morrer se tornou na coisa mais banalizada no país ?


Por mais que finge não saber que somos o país do mundo com mais casos de mortalidade infantil apesar de sermos o primeiro país com a primeira bilionária no continente , apesar de sermos o país que gasta biliões em festas , com a elite governamental mais corrupta do mundo , com o sistema judiciário mais fantasiado , com o maior índice de manipulações e fraudes eleitorais ainda assim dizer que Angola respeita os direitos humanos ?


Terá Angola mesmo na realidade sido já transformada numa espécie de selva moderna onde o regime na pessoa do presidente da republica faz o papel do leão , ou ainda é mesmo uma sociedade , tenho duvidas , onde os valores morais são essenciais porque ditam o comportamento , a forma de interação entre os membros e a ordem do cotidiano social angolano?


Dá para pensar , se o conceito de respeito pelos direitos humanos de um dito e tido como presente da republica sobre o respeito pelos direitos humanos é este , imagina-se , qual não será o dos seus comandados , num país onde á regra geral é obediência ás ordens superiores raramente não transformadas em leis?



Fórum Livre Opinião & Justiça


Fernando Vumby

OS DIAMANTES EXPLORADOS NO REINO LUNDA TCHOKWE HÁ MAIS DE 43 ANOS PARA CÁ NUNCA BENEFICIARAM AS POPULAÇÕES LOCAIS, MAIS BENEFICIAM MAGNATAS DA ELITE DE ANGOLA


OS DIAMANTES EXPLORADOS NO REINO LUNDA TCHOKWE HÁ MAIS DE 43 ANOS PARA CÁ NUNCA BENEFICIARAM AS POPULAÇÕES LOCAIS, MAIS BENEFICIAM MAGNATAS DA ELITE DE ANGOLA





Angola exportou mais de três milhões de quilates de diamantes nos primeiros quatro meses de 2018, vendas que representaram um encaixe em receitas fiscais, para o Estado angolano, de mais de 18 milhões de euros.

Segundo o último relatório mensal do Ministério das Finanças de Angola sobre a arrecadação de receitas fiscais diamantíferas, as vendas globais atingiram entre Janeiro e Abril os 380 milhões de dólares (325 milhões de euros), com cada quilate a ser vendido a um preço médio de 128,32 dólares.

Só no mês de Abril, Angola exportou 719.645 quilates de diamantes, quantidade que está em linha com meses anteriores. No total dos quatro primeiros meses de 2018, a quantidade exportada por Angola em diamantes eleva-se já a 3.031.430,29 quilates.

Entre imposto industrial e ‘royalties’ pagos pelas empresas diamantíferas, o Estado recebeu, em receitas fiscais com a venda de diamantes, entre Janeiro e Abril, mais de 5.047 milhões de kwanzas (18 milhões de euros).

Já a cotação média de cada quilate de diamante exportado por Angola está em queda, face ao pico do ano, atingido em Janeiro com 136 dólares.
A comercialização de diamantes em Angola representou vendas brutas de 1.000 milhões de dólares (850 milhões de euros) em 2017, referiu em Março último o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, acrescentando que quer melhorar as vendas este ano.

“Para este ano, as projecções têm sempre em conta o preço base, e isto é uma variável exógena que não depende de nós. Queremos ainda assim melhorar o valor do ano passado”, disse Diamantino Pedro Azevedo.

O governante angolano acrescentou que o sector que dirige pretende melhorar a política de comercialização de diamantes, com vista a atrair mais investimentos.

“Já existe uma política de comercialização. O que nós queremos é melhorar essa política no sentido de, primeiro maximizar as receitas para o Estado, e segundo também acautelar os interesses dos produtores e das empresas de comercialização”, apontou.

Em Março foi noticiado que a quantidade de diamantes vendidos por Angola subiu quase quatro por cento entre 2016 e 2017, para 9,438 milhões de quilates, mas a quebra na cotação média por quilate permitiu apenas um ligeiro aumento no volume de vendas.

Segundo dados do Ministério das Finanças, em 2017 o país vendeu, globalmente, mais de 1.102 milhões de dólares (940 milhões de euros) em diamantes, um aumento neste caso inferior a 0,5%, face às vendas do ano anterior.

Em 2016, de acordo com os mesmos dados, cada diamante angolano foi vendido, em média, a 121,1 dólares por quilate, valor que em 2017 diminuiu para 117,23 dólares.

Globalmente, as receitas fiscais geradas com a venda destes diamantes, o segundo maior produto de exportação de Angola, subiram 5% entre 2016 e 2017, para 14,7 mil milhões de kwanzas (55,6 milhões de euros, à taxa de câmbio de então).

Segundo o Governo, com a entrada em operação do maior kimberlito do mundo, na mina do Luaxe, na província da Lunda Sul, e de outros projectos de média e pequena dimensão nas províncias diamantíferas das Lundas Norte e Sul, mas também em Malanje, Bié e no Cuando Cubango, Angola poderá duplicar a actual produção diamantífera anual já a partir deste ano.
A outra face da riqueza

Em Fevereiro deste ano, a Human Rights Watch disse ser necessário que as multinacionais de joalharia dêem passos para garantir que adquirem ouro e diamantes a fornecedores que respeitem os direitos humanos, sendo que nenhuma das empresas que analisou cumpre totalmente os critérios da organização.

O que terá Angola a ver com isso?

A organização de direitos humanos solicitou a 13 multinacionais do sector da joalharia informação detalhada sobre as suas práticas de verificação de fornecedores, nomeadamente se respeitam os direitos humanos nos locais de mineração, informação que reuniu num relatório então divulgado.

“As 13 companhias escolhidas incluem algumas das maiores e mais conhecidas da indústria da joalharia e da relojoaria, reflectindo ainda os diferentes mercados por geografias”, escreve a HRW no seu relatório.

As empresas seleccionadas foram a Pandora (Dinamarca); Cartier (França); Christ (Alemanha); Kalyan, TBZ Ltd. e Tanishq (Índia); Bulgari (Itália); Chopard e Rolex (Suíça); Boodles (Reino Unido); Harry Winston, Signet e Tiffany (Estados Unidos da América).

Destas 13 multinacionais, todas responderam às perguntas da HRW menos a Rolex, a Kalyan e a TBZ.

De acordo com a HRW, “algumas das companhias de joalharia analisadas fizeram esforços significativos para obter o seu ouro e diamantes a partir de fornecedores responsáveis, enquanto outras tomaram medidas muito mais fracas”.

“A Human Rights Watch descobriu que nenhuma das companhias cumpre na totalidade os nossos critérios para um fornecimento responsável. Os problemas principais são: falhas na avaliação de riscos relacionados com direitos humanos” bem como falta de transparência, indicou a organização.

Por exemplo, “nenhuma das empresas que respondeu à HRW consegue rastrear por completo o ouro e os diamantes que compra até às minas de origem, assegurando assim a cadeia de responsabilidade”.

“Uma companhia, a Tiffany, consegue essa cadeia completa de responsabilidade para o ouro, uma vez que compra o seu ouro apenas a uma mina, a Mina de Bingham Canyon, no Utah [Estados Unidos]”, salienta.

Um ranking feito pela ONG norte-americana aponta apenas uma companhia – a Tiffanys – como tendo dado passos “muito fortes” para garantir a proveniência segura das suas matérias-primas.

Na resposta à HRW, a Tiffanys salientou que não compra diamantes a Angola ou ao Zimbabué “devido a crescentes riscos de direitos humanos”.

Na categoria das empresas que deram passos “moderados” na verificação do risco de direitos humanos constam a Bulgari, a Pandora, a Cartier e a Signet.

A Boodles, a Christ, a Chopard e a Harry Winston estão no nível “fraco”, enquanto a indiana Tanishq está no “muito fraco”. A Kalyan, a Rolex e a TBZ ficam de fora do quadro por não terem dado resposta.

Estas 13 empresas representam cerca de 10 por cento das vendas mundiais de joalharia, com receitas globais combinadas estimadas em mais de 30 mil milhões de dólares.

A produção anual de diamantes no mundo alcança os 130 milhões de quilates em bruto, com qualidade para gemas ou diamantes de uso industrial. Cerca de 70% têm qualidade para gemas.

Os maiores produtores de diamantes do mundo são a Rússia, o Botswana, o Canadá e a Austrália, e a indústria dos diamantes é dominada por duas companhias mineiras, a Alrosa (da Rússia e que opera em Angola) e a De Beers, que opera no Botsuana, Canadá, Namíbia e África do Sul. As duas companhias representam cerca de metade das vendas de diamantes em bruto em todo o mundo.

Nós por cá…

Angola, como todo o mundo sabe mas que poucos dizem que sabem, é actualmente aquele país que para uma população de 28 milhões pessoas tem 20 milhões de pobres, tem potencial diamantífero nas regiões norte e nordeste do país, com dados que indicam para a existência de um total de recursos em reservas de diamantes superior a mil milhões de quilates.

Esta informação foi divulgada no dia 30 de Junho de 2017 durante a apresentação de um estudo sobre o “Potencial Diamantífero de Angola: Presente e Futuro”, realizado pelos serviços geológicos das diamantíferas russa, Alrosa, e da angolana estatal, Endiama.

No que diz respeito aos kimberlitos, são responsáveis por 950 mil milhões de quilates, enquanto que os aluviões correspondem a mais de 50 mil milhões de quilates.

O director-adjunto da Empresa de Investigação científica na área de pesquisa e prospecção geológica da Alrosa, Victor Ustinov, que apresentou o estudo, referiu que esses dados demonstram que o potencial kimberlítico de Angola é 15 vezes superior ao potencial aluvionar.

“Ao mesmo tempo, podemos dizer que em Angola existem territórios com muito boa probabilidade de descoberta de novos jazigos de diamantes”, disse, acrescentando que a empresa conjunta da Alrosa e Endiama, a Kimang, está a realizar os seus trabalhos de prospecção geológica numa dessas áreas.

O estudo refere que Angola tem territórios com grandes probabilidades de descoberta de diamantes.

Os resultados da pesquisa apontam que os territórios, que abrangem as províncias da Lunda Norte, Lunda Sul, Malange e Bié, apresentam alto potencial diamantífero, e sem probabilidades de existência de diamantes as províncias do Uíge, Zaire, Luanda e Bengo.

Com potencial provável, o estudo indica os territórios integrados pelas províncias do Cuanza Norte, Cuanza Sul, Huambo, Huíla, Benguela, onde poderão ser descobertas reservas kimberlíticas com teor médio de diamantes e reservas aluvionares de média dimensão.

Ainda por esclarecer o seu potencial estão as províncias Kuando Kubango, Moxico e Namibe, devendo ser realizado trabalhos de investigação científica, defendeu o responsável.

Victor Ustinov sublinhou que uma vez realizados estudos de investigação adicionais é possível aumentar o potencial diamantífero de Angola em pelo menos 50%.

“Com o potencial de 1,5 mil milhões de quilates de diamantes podemos estar seguros que o sector de mineração vai se desenvolver de forma significativa”, disse, indicando trabalhos que devem ser desenvolvidos nesse sentido.

“É necessário desenvolver novos métodos de prospecção que permitam descobrir jazigos kimberlíticos e aluvionares a grandes profundidades, usando métodos de estudos geofísicos, geoquímicos, análises de imagens espaciais e estudos analíticos”, disse.

A finalizar, Victor Ustinov sublinhou que o potencial diamantífero de Angola “é muito alto e nos próximos anos o país será palco de grandes descobertas”.

No final dessa apresentação, em declarações à imprensa, o então ministro da Geologia e Minas de Angola, Francisco Queirós, disse que a informação apresentada é de grande utilidade para Angola, “não só para efeitos pedagógicos, científicos, como também para o trabalho que se está a realizar de recolha de informação ao nível do Plano Nacional de Geologia (Planageo)”.

Francisco Queirós disse que Angola está a trabalhar com as autoridades da Rússia para a recolha geológica em posse russa, trabalhos realizados para integrar na base de dados do Planageo.

Folha 8 com Lusa