domingo, 20 de maio de 2018

JUVENTUDE PATRIOTICA LUNDA TCHOKWE - JUPLE TEM NOVO SECRETARIADO NACIONAL


JUVENTUDE PATRIOTICA LUNDA TCHOKWE - JUPLE TEM NOVO SECRETARIADO NACIONAL



Desde o dia 15 de Maio do corrente mês e ano que a JUPLE – Juventude Patriótica Lunda Tchokwe tem uma nova Direcção Nacional encabeçada pelo Engenheiro Osvaldo Manuel, coadjuvado pelo Sr Rock Acorintio Cajiji, na seqüência da rotatividade de quadros seniores do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe e com vista a dar mais dinamismo às actividades do braço juvenil do Movimento.



O actual Secretariado Nacional da JUPLE é composto por 26 membros Dirigentes e Responsáveis, com destaque para o Secretario de Educação Patriótica e um conselho de concertação Juvenil Lunda Tchokwe, um espaço aberto a distintas opiniões.



A Juventude Patriótica Lunda Tchokwe como força motriz e motor impulsionador da luta do resgate da dignidade e de autodeterminação do nosso povo, merecia uma nova dinâmica e uma nova forma de organização e mobilização, com uma nova estrutura de Direcção de actuação que obedeça às orientações superiores da Liderança do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe.



O antigo Secretário Nacional da JUPLE Sr Rocha Zola Lunga Umue é actualmente Secretario Assessor da Presidência para a Juventude, Desporto e Recreação. Os outros membros do antigo secretariado nacional foram reintegrados no novo Secretariado e outros passaram para o Comitê Central do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe.


A Juventude do Reino Lunda Tchokwe – Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, são chamados a cerrarem fileiras em torno da JUPLE, numa única frente para o alcance dos objectivos que o nosso povo preconizou, o do alcance da nossa Autodeterminação como ESCÓCIA. É esta a direcção da nossa luta, do nosso direito natural, histórico e divino.



Fomos usurpados em 1975 quando angola chegou a sua independência de Portugal, ocupados colonialmente há mais de 43 anos para cá, somos escravos na nossa própria terra, temos de lutar para resgatar o que é nosso, a nossa independência de Angola.

Juventude do Reino Lunda Tchokwe – Muluba, Nganguela, Bangala, Songo, Minungu, Luchaze, Luimbi, Mbunda, Mdembo, Cazembe, Xinge, Phende, Mataba, Lulua, Tembo, Tchokwe, Lunda com afinidades ou naturalidade no interior do território em disputa que é nosso, somos todos chamados a unirem-se a JUPLE – Juventude Patriótica Lunda Tchokwe.



Ao novo Secretariado Nacional da JUPLE, o nosso desafio é lutar para tirar a Juventude Lunda Tchokwe na letargia, com trabalho, Disciplina e Estudo.






sábado, 12 de maio de 2018

JORNAL DE ANGOLA ALERTA GOVERNO ANGOLANO A NEGOCIAR COM PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE EVITANDO TOMADA DE DECISÕES TARDIAS


JORNAL DE ANGOLA ALERTA GOVERNO ANGOLANO A NEGOCIAR COM PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE EVITANDO TOMADA DE DECISÕES TARDIAS



A Edição do Jornal de Angola do dia 30 de Abril de 2018, Ano 42, N.º15249, matéria de destaque da pagina principal sob assinatura do Jornalista Faustino Henrique, opiniões, Reflexões & Inflexões e com o titulo, o “Caderno reivindicativo” do Protectorado Lunda, onde se alerta o governo Angolano a negociar com o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe sobre a questão da Autonomia reclamada há mais de 12 anos para cá, evitando-se a tomada de decisões tardias, sobretudo no que concerne em violências e guerras como é o caso do BOKO HARAM na Nigéria e outros casos semelhantes no mundo.


O Jornal de Angola, lembra que uma das promessas do actual Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, formalizadas no seu discurso de tomada de posse, a 26 de Setembro de 2017, foi a de “dar ouvido a todas as sensibilidades” do pais.


O Jornal de Angola, na sua incursão sobre a questão da Autonomia Lunda Tchokwe reclamada pelo Movimento do Protectorado, lembra o governo angolano para não criar mais inimigos, porque “as sociedades abertas não desenvolvem muitos inimigos quando dão espaços a intervenção ou reivindicação pacifica e, sobretudo de cariz social a segmentos da sua população, contrariamente às sociedades fechadas, que promovem muitos inimigos.



O Jornal de Angola, alerta o perigo das sociedades fechadas ao encerrarem-se em torno de si, inviabilizando o debate, as manifestações públicas, cercando as liberdades e impedindo todo o tipo de críticas, sociedades fechadas que acabam obtendo, no médio ou longo prazo, o contrario dos resultados esperados com tais praticas.


O articulista do Jornal de Angola, diz que “mesmo quando não se concorda com o que defende o dito “Movimento (Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe)”, e porque a constituição de Angola 2010 e as leis angolanas (Leis do colonizador) são muito claras, é preciso dar espaço para diálogo (aquilo que o MPLT defende há 12 anos para cá) e concertação no momento em que surgem as reivindicações ou manifestações, sobretudo quando ainda embrionárias”.


O Jornal de Angola recorda no discurso de toma de posse de João Manuel Gonçalves Lourenço como presidente de Angola aos 26 de Setembro de 2017 – “Como chefe de Estado, irei trabalhar para que os sagrados laços do contrato social estabelecidos entre governantes e cidadãos sejam permanentemente renovados, através da criação de espaços públicos de debate e troca de opiniões, bem como através da criação de meios eficazes e céleres para se exigir o respeito pelos direitos e para a garantir a participação plena dos cidadãos na resolução dos problemas das comunidades em que estão inseridos”.


Mais adiante e de acordo com o Jornal de Angola, mais de seis meses depois da tomada de posse de João Manuel Gonçalves Lourenço, o “Carmo e a Trindade” não caíram por causa das manifestações que já decorreram e nem suposto que caiam com demais poderão surgir.


O Jornal de Angola enfatiza que a razão de ser deste texto á da edição do dia 30 de Abril de 2018, Ano 42, N.º15249, reside na necessidade de fazer das palavras do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, uma pratica normal e necessária mesmo quanto o assunto tem a ver com “dar ouvidos” ao chamado Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, organização política que reivindica por direito natural há vários anos a Autonomia do Reino Lunda Tchokwe, movimento cuja existência não se pode negar.


O Jornal de Angola reconhece o comportamento dos médias estatais angolanas que escondem a existência da Reivindicação do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe – “Embora grande parte das informações sobre as diligencias feitas por este “grupo”, entre elas algumas tentativas de realização de manifestação pacífica, não  passem pelos meios de comunicação “MAINSTREAM”,  não se pode pensar que, assim, para a sociedade angolana em geral o grupo não existe”.


O Jornal de Angola reconhece por outro lado, o comportamento negativo do Governo Angolano que defende o dialoga, mas na realidade faz o contrario, com o procedimento de fechar as portas, feito eventualmente para evitar uma espécie de reconhecimento tácito do movimento, também não contribui por si só para que o mesmo seja encarado como uma entidade inexistente.


Pelo contrário, este estado de coisas tende a funcionar como uma espécie de motor em combustão sem um tubo de escape, como vários exemplos em Africa e no mundo.


Para aqueles que julgam que se não deve dar ouvidos a esse tipo de reclamações importa lembrar que muitos dos grupos que começaram pacificamente por fazer exigências a nível local, acabaram por embarcar em formas mais radicais por falta desse mesmo espaço e abertura.


E podia dar aqui alguns exemplos de situações que envolviam considerações de cariz social e que acabaram por envolver até meios bélicos com as conseqüências que se conhecem até hoje.


O Jornal de Angola, diz que o BOKO HARAM, no nordeste da Nigéria, começou sob a liderança de Mohammed Yousuf, por ser uma plataforma de reivindicações sociais naquela que era das regiões mais pobres da Nigéria. Cerca de dez anos depois tornou-se numa ameaça transnacional, enfrentando as forças armadas nigerianas e ameaçando a estabilidade do Chade, Camarões e Niger.


O Jornal de Angola cita outro exemplo recente do caso KAMUINA NSAPU, nome do chefe de uma das tribos da RDC na região do Kassai Central, cuja “maka costumeira” deu origem a uma rebelião com milícias que  se insurgiram, desde Agosto de 2016, contra as autoridades congolesas, com o cortejo de mortes e destruição de bens e mais de 30 mil refugiados que Angola recebeu, exactamente na LUNDA TCHOKWE.


O retórico texto do Jornal de Angola reconhece a existência de outros exemplos pelo mundo cujas reivindicações sobre seus diretos naturais as suas autonomias, passiveis de discussão, acabaram sempre chumbadas e abortadas pólo governo central a exemplo da reivindicação LUNDA TCHOKWE, e que tiveram conseqüências no médio e longo prazo.


Mas afinal o que é que o chamado Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe? – pergunta do Jornal de Angola, que pretende saber o conteúdo que a organização política defende para melhor responder.


A Lunda Tchokwe ou Reino Lunda Tchokwe – Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, um Estado, um país, uma soberania sob protecção da coroa portuguesa 1885 -1975 (1975 – 2018), ocupada indevidamente e colonialmente pelo governo angolano desde 1975 quando a ex-provincia ultramarina de Portugal ascendeu á Republica na sequência da descolonização portuguesa. Presidência da republica de Angola oficio N.º0257/CHEFE CASA CIVIL/PR/038/2018.


TRATADOS DE PROTECTORADO ENTRE PORTUGAL E LUNDA TCHOKWE

1.-Henrique Augusto Dias de Carvalho celebrou com o potentado Lunda MWENE SAMBA CAPENDA, MWENE MAHANGO, MWENE BUIZO (Muana Cafunfo), o tratado de Protectorado n.º 2, o representante do Soba Ambango, sr Augusto Jayme subscreveu também.
2.- Henrique Augusto Dias de Carvalho, celebrou com o potentado MWENE CAUNGULA DE MUATIÂNVUA XÁ-MUTEBA e demais famílias o tratado de Protectorado n.º 3, Augusto Jayme também subscreveu o tratado.
3.- Henrique Augusto Dias de Carvalho, celebrou com Sua Majestade o Rei Tchokwe MUATCHISSENGUE WATEMBO, e demais Muananganas e famílias: Xa-Cazanga, Quicotongo, Muana Muene, Quinvunguila, Camba Andua, Canzaca, Quibongue, o tratado de Protectorado n.º 5, Augusto Jayme também subscreveu o tratado, testemunhando a favor da pertença da Nação Lunda.
4.- Henrique Augusto Dias de Carvalho, celebrou com o potentado AMBINJI INFANA SUANA CALENGA, Muatiânvua Honorário, o tratado de Protectorado n.º 7, com a presença de sua irmã Camina, os Calamba: Cacunco tio de Ambinje, Andundo, Xá Nhanve, Cassombo, Xá Muana, Chiaca, Angueji, Ambumba Bala, Mulaje, Quissamba, Xanda, Augusto Jayme também subscreveu o tratado, testemunhando a favor da pertença da Nação Lunda.
5.- Henrique Augusto Dias de Carvalho, celebrou o último tratado de Protectorado n.º8, na presença de Suana Mulopo Umbala, Lucuoquexe Palanga, Muari Camina, Suana Murunda, Muene Dinhinga, Canapumba Andunda, Calala Catembo, Muitia, Muene Panda, Cabatalata, Paulo, Adolpho, Paulino de Loanda, António Martins, Domingos Simão de Ambaca, e assignaram António da Rocha, José Rodrigues da Cruz, António Bezerra de Lisboa, Agostinho Alexandre Bezerra, João Pedro da Silva, Henrique Augusto Dias de Carvalho o Chefe da Expedição Portugueza ao Muatiânvua, e por último José Faustino Samuel que secretariou o acto.


CARTA CONSTITUCIONAL PORTUGUESA DE 1826

No ano de 1482, PORTUGAL, criou na costa Atlântica do Império Lunda, sob principio de “RES NULLIUS” ou que, coisa sem dono, um espaço vazio territorial NDONGO o qual denominou por ANGOLA, sua província ultramarina, composta por, zona norte ou São Salvador, Carmona, Malange e, o sul composto por, São Filipe, Pereira Deça, Moçâmedes, Sá da Bandeira e o Novo Redondo e, ao planalto ou centro composto por, Nova Lisboa e Silva Porto.


Em 1826 a constituição portuguesa confirma a colónia de Angola, no seu Artigo 2º – O seu território forma o Reino de Portugal e dos Algarves e compreende:


1.º - Na Europa, o Reino de Portugal, que se compõe das províncias do Minho, Trás-os-Montes, Beira, Estremadura, Alentejo e Reino do Algarve e das Ilhas Adjacentes, Madeira, Porto Santos e Açores.


2.º - Na Africa Ocidental, Bissau e Cacheu; na Costa da Mina, o Forte de S. João Baptista de Ajuda, Angola, Benguela e suas dependências, Cabinda e Malembo, as Ilhas de Cabo Verde, S.Tomé e Príncipe e suas dependências; na costa Oriental, Moçambique, Rio Sena, Sofala, Inhambane, Quelimane e as Ilhas de Cabo Delgado.


3.º- Na Ásia, Salsete, Berdez, Goa, Damão e os estabelecimentos de Macau e das Ilhas de Solar e Timor.


Artigo 3.º – A Nação (Portuguesa) não renuncia o direito, que tenha a qualquer porção de território nestas três partes do Mundo, compreendida no antecedente Artigo.


Livro branco sobre a Questão do Zaire (II), doc, n.º83,p.107.
Até aqui não havia nenhuma presença de Portugueses ou de qualquer outro estrangeiro nas terras da Lunda, entretanto não somos parte integrante da colónia portuguesa de Angola.



Finalmente o  Jornal de Angola reconhece que é necessário que o Governo do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço dialogue para negociar com o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, porque não há dúvidas de que numa sociedade aberta como a que se pretende para Angola, não há muitas alternativas, senão a autonomia daquele território. As outras opções podem ser mais onerosas e evitáveis numa altura em que as portas para o diálogo e a concertação devem estar aparentemente abertas, tal como as exigências de movimentos grevistas ao invés do silencio, intimidações, ameaças e violência contra os seus membros.




sexta-feira, 11 de maio de 2018

ASSASSINADOS E DESAPARECIDOS NO CUANGO E CAFUNFO ESTA AUMENTAR ASSUSTADORAMENTE


ASSASSINADOS E DESAPARECIDOS NO CUANGO E CAFUNFO ESTA AUMENTAR ASSUSTADORAMENTE
Foto Ilustrativa

Cuango, 10/05 – O numero de assassinados e de desaparecidos esta aumentar perigosamente e assustadoramente na região do Cuango e Cafunfo, sobretudo no seio de indivíduos garimpeiros estrangeiros vindos do Oeste Africano e da RDC.


Entre o mês de fevereiro à 30 de Abril do corrente ano, mais de 30 elementos desapareceram nas zonas de garimpo entre estrangeiros e só podemos reportar os nomes de cidadãos nacionais Lunda Tchokwe, porque estes as famílias conseguiram reclamar dos seus ente queridos.


Os estrangeiros que entram ilegalmente na Lunda Norte e vão direitamente em zonas de garimpo, quanto assassinados os seus compatriotas não consegue reclamar junto da Policia por estes também estarem na ilegalidade.


Esta onda de assassinados tenta a elevar-se nos últimos dias, com a conivência de elementos não identificados infiltrados, de acordo com testemunhas no local, pertencentes a Policia ou seguranças de empresas privadas.


O exemplo vem da Mina do Cuango onde elementos da Segurança disparam mortalmente o jovem que em vida se chamava Alfredo Mingo, natural do Lubalo, nascido aos 28 de Junho de 1982, pelas 14 horas do dia 9 de Maio de 2018, estão desaparecidos dois indivíduos Congolenses que se encontravam com o malogrado, seguramente terão sido deitados no rio Cuango.


Fonte:Neves


terça-feira, 8 de maio de 2018

CONVOCADA MANIFESTAÇÃO PARA O DIA 23 DE JUNHO NA LUNDA TCHOKWE, EXIGIR DIALOGO PARA AUTONOMIA COMO ESCOCIA




Ao
Excelentíssimo senhor
João Manuel Gonçalves Lourenço
Presidente da Republica de Angola
     L U A N D A



ASSUNTO: Comunicação de Manifestação para o dia 23 de Junho de 2018, nos termos do nº 2 do artigo 47º da Constituição da Republica de Angola e do Oficio Nº 0257/ GAB. CHEFE CASA CIVIL/ PR / 038 / 2018


OBJECTIVO:  Exigir Diálogo para o Estabelecimento da Autonomia do Reino Lunda Tchokwe um direito natural do povo tchokwe tal como a Escócia e, exigir o fim da perseguição da Policia e das prisões arbitrarias de que são alvos os Activistas do Movimento do Protectorado.



Nos termo dos tratados de 1885 – 1887 e de Maio de 1891, Ractificados no dia 24 de Março de 1894 entre Portugal e Bélgica, Trocadas as assinaturas no dia 1 de Agosto do mesmo ano em paris França. REINO LUNDA TCHOKWE PROTECTORADO PORTUGUÊS 1885 - 1975
GOVERNO ANGOLANO Oficio N.º0257/GAB.CHEFE CASA CIVIL/PR/038/2018



Excelentíssimo senhor Presidente!

Dissolver o Reino Lunda Tchokwe a uma mera região do leste de Angola é um erro gravíssimo; a história recente de África e do mundo, é minar a convivência pacífica das gerações vindouras, por isso o caminho correcto é o diálogo e a negociação permanente com a sociedade civil de vários estratos sociais, com responsabilidades cívicas, engajadas na construção de um Estado democrático de direito na diferença dos povos  e de acordo com o seu direito costumeiros ou natural.


O Movimento do Protectorado, como fiel continuador e ciente da luta secular dos nossos antepassados 1885 – 1975/ 2018, há 12 anos que reivindica do Governo da Republica de Angola o direito do povo Lunda Tchokwe a sua Autodeterminação por via de Autonomia.


 Há 12 anos que temos sido perseguidos, presos, maltratados, condenados injustamente, tornamo-nos brinquedos da Policia Nacional de Angola, injuriados e ignorados até pela Presidência da Republica que se esqueceu da ONU que, em 1948 dividiu Palestina e o ISRAEL, em 2011 reconheceu em referendo, o direito do povo do Sudão Sul e da separação da Eritréia na Etiópia em 1991 e o KOSOVO que declarou sua Independência em 2008 reconhecida por mais de 111 dos 193 países membros da ONU, cada coisa no seu tempo determinado de acordo com as escrituras sagradas.


O direito inviolável e inalienável do povo Lunda Tchokwe é a sua independência que estamos a trocar por Autonomia, como a Escócia, que o Governo do MPLA não deveria ignorar enquanto é cedo.


Lembrar o Governo da Republica de Angola e o MPLA que alínea n.º 6 do artigo 5º da Constituição de 2010, é o ponto de partida para negociarmos a questão da Lunda  com o movimento do Protectorado, sob a liderança do Presidente do Reino Lunda Tchokwe plasmado no oficio n.º 0257 / GAB. CHEFE CASA CIVIL / PR / 038 / 2018.


Oficio do reconhecimento implícito do Estado e Reino Tchokwe emanada pela mais alta instância da Soberania da Republica de Angola.


Partindo do pressuposto constitucional, da República de Angola usaremos o artigo 47º para exigir justiça ao diálogo e negociação da Autonomia do Reino Lunda Tchokwe, e, exigirmos o fim de perseguições e prisões arbitrárias da Policia Nacional Angolana no dia 23 de Junho de 2018.


A Manifestação será pacífica com cartazes e t-shirts, sem causar distúrbios nem adoptarmos comportamentos condenáveis socialmente. A polícia é chamada a desempenhar a sua função de proteger manifestantes para nos ajudarem à cautelar eventuais complicações ao invés de agredirem usando armas de fogo, e disparos contra populações que já causaram mais de 4 mortos em edições anteriores.



Concentração: em todas as localidades do Reino Lunda Tchokwe – Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, serão feitas em locais habituais e no restrito cumprimento da lei n.º 16/91 de 11 de Maio, de Reuniões e manifestações.


Sem mais outro assunto de momento, queira aceitar as nossas mais cordiais saudações de alta consideração e estima.


Gabinete do Presidente do Reino Lunda Tchokwe, em Luanda, 30 de Abril de 2018. -



C/Cópias:
ü  MPLA e Grupo Parlamentar
ü  UNITA e Grupo Parlamentar
ü  CASA-CE e Grupo Parlamentar
ü  PRS e Grupo Parlamentar
ü  FNLA e Grupo Parlamentar
ü  BD – Bloco Democrático
ü  Ministério do Interior
ü  Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos
ü  Ministério da Administração do Territorio
ü  Embaixada da América em Angola
ü  Embaixada da França
ü  Embaixada de Portugal
ü  Embaixada do Reino Unido
ü  Embaixada da Bélgica
ü  Embaixada da Alemanha
ü  Embaixada da União Europeia em Angola
ü  Núncio Apostólico em Angola
ü  Representação da ONU em Angola
ü  CEAST Angola
ü  Comunicação Social Nacional e Internacional
ü  Tribunal Supremo
ü  Tribunal Constituicional
ü  Procuradoria-geral da Republica
ü  Provedoria da Justiça
ü  Governo da Lunda - Norte
ü  Governo da Lunda - Sul
ü  Governo do Moxico
ü  Governo do Kuando Kubango
ü  Cópia ao Povo Lunda Tchokwe

- IIIII -

domingo, 6 de maio de 2018

Robert Mugabe ex-presidente do Zimbabwe chamado a depor sobre pilhagens de diamantes durante o seu governo


Robert Mugabe ex-presidente do Zimbabwe chamado a depor sobre pilhagens de diamantes durante o seu governo




Um comité parlamentar do Zimbabué vai convocar o ex-líder Robert Mugabe para responder sobre as alegadas pilhagens de diamantes que ocorreram durante o seu governo.


Mugabe, que renunciou em novembro depois de uma intervenção militar, disse que 15 mil milhões em diamantes tinham sido saqueados de campos no leste do país. Mais tarde, afirmou que não tinha base para esse número.


Mas o presidente da comissão parlamentar, Temba Mliswa, disse à Associated Press (AP) que o ex-líder de 94 anos deverá comparecer no dia 09 de maio para explicar as suas declarações.


Esta é a primeira vez que uma instituição pública convoca Mugabe para prestar contas do suposto saque.


As agências de segurança do Zimbabué estiveram envolvidas em atividades de mineração com empresas chinesas até que o governo cancelou todas as licenças de mineração de diamantes em 2016.


Mliswa diz que o parlamento "muito em breve" enviará uma carta oficial a Mugabe.




MOÇAMBIQUE: Tenente-general Ossufo Momade eleito líder interino da Renamo


MOÇAMBIQUE: Tenente-general Ossufo Momade eleito líder interino da Renamo




Ossufo Momade, ex-deputado e antigo secretário-geral da Renamo, foi nomeado presidente interino do movimento na sequência da morte do histórico líder do maior partido da oposição moçambicana, Afonso Dhlakama.


A escolha do tenente-general foi feita por unanimidade durante a primeira reunião daquela estrutura depois do falecimento de Afonso Dhlakama, um encontro que decorreu na sexta-feira e hoje, na cidade da Beira.


O dirigente da Renamo explicou, em conferência de imprensa, ter sido designado "para que coordene a comissão política até à realização do conselho nacional ou congresso da Renamo", ainda sem tem data marcada.


"A partir daí vamos ter alguém para decidir em relação aos destinos do partido", acrescentou Momade, sem mais pormenores.


"Deixem-nos realizar o funeral do nosso presidente. Não é altura de procurarmos o dia e a data em relação àquilo que vai acontecer no futuro", concluiu.


Ossufo Momade era até agora chefe do departamento de defesa da Renamo.


Foi ainda nessa qualidade que na sexta-feira à noite leu o primeiro comunicado oficial do partido, em que a Renamo confirmava a morte do seu líder.


Afonso Dhlakama morreu na quinta-feira pelas 08:00, aos 65 anos, na Serra da Gorongosa, devido a complicações de saúde.


O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, referiu à Televisão de Moçambique (TVM) que foram feitas tentativas para o transferir por via aérea para receber assistência médica no estrangeiro, mas sem sucesso.


Fontes partidárias contaram à Lusa que o presidente do principal partido da oposição moçambicana morreu quando um helicóptero já tinha aterrado nas imediações da residência, na Gorongosa, para tentar transferi-lo.




KARL MARX SOBRE-HUMANO VISÃO AGUÇADA PERMANECE 200 ANOS DEPOIS, REFLEXÕES...


KARL MARX SOBRE-HUMANO VISÃO AGUÇADA PERMANECE 200 ANOS DEPOIS, REFLEXÕES...





"Trabalhadores do mundo inteiro, uni-vos", talvez uma das frases mais conhecidas de Karl Marx, foi o que o escultor Laurence Bradshaw gravou na lápide do filósofo. Ele morreu em 1883, aos 64 anos, em Londres, e está sepultado no cemitério de Highgate.


Marx cresceu no perfeito idílio de uma região vinícola. O Vale do Mosela, onde se situa sua cidade natal, Trier, é considerado uma das mais belas paisagens cultivadas da Alemanha. A França não está distante. "Liberdade, igualdade, fraternidade", os grandes ideais da revolução de 1789, não tardaram a chegar a Trier. E aí, adeus ao romântico sossego regado a vinho branco.


Na juventude, Marx era um poeta altamente romântico. "Em torno de mim flui uma pulsão eterna, / eterno arrebatamento, eterna chama", diz um de seus poemas. Os versos eram dedicados a Jenny von Westphalen. E a corte funcionou, pois os dois jovens casaram-se em junho de 1843. Primeiro no civil e pouco depois, apesar da descrença de Marx, também na igreja.


A vida inteira, Marx nunca conseguiu lidar com dinheiro, sua família estava sempre à beira da falência. Por isso foi um feliz acaso, não só editorial mas também financeiro, ele ter encontrado em meados da década de 1840 Friedrich Engels, filho rico e intelectual de um fabricante. Engels o apoiava regularmente: Marx seguiu tendo que frequentar a casa de penhores, mas com menor frequência.

Para impor limites aos capitalistas é necessária uma "socialização dos meios de produção", escreveu Marx em sua principal obra, "O Capital". Aí o "invólucro capitalista" arrebentará definitivamente. Depois é preciso partir para o ataque contra os "exploradores": "Os expropriadores serão expropriados", prometia o filósofo.


Marx não perdoou quando o presidente Charles Louis Napoléon Bonaparte se proclamou imperador dos franceses em 1851, imitando seu grande modelo, Napoleão Bonaparte. "Hegel observou que todos os fatos e personagens de grande importância na história universal ocorrem duas vezes”, citou Marx, complementando: "Esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa."


Em nome de Marx, regimes totalitários tomaram o poder em diversas partes do mundo, com violência impuseram as doutrinas políticas que achavam encontrar em suas obras. O próprio Marx parece ter previsto o desastre bem cedo e comentado: "Tudo que sei é: não sou um marxista." A citação não é comprovada, mas certamente faz honra aos traços liberais de sua obra.


O Leste é "vermelho" também na África: Marx e Engels são celebrados na Etiópia. Junto a Lênin, eram vistos como garantia de um grande futuro, que o país lutaria para conquistar. Em nome desse futuro a obra de Marx foi declarada doutrina infalível e aclamada pelas massas. Como em 1987, em Addis Abeba, durante o 13º aniversário da tomada do poder por Haile Mengistus.


Até 1989, a filosofia de Marx esteve a serviço dos regimes totalitários na Europa Oriental, que acabaram falindo financeiramente. De repente os Estados soviéticos entraram em colapso. A Hungria foi a primeira a abrir as fronteiras para o Ocidente. Os cidadãos da Alemanha Oriental que lá se encontravam queriam uma única coisa: ir embora. A partir de 1989, por algum tempo deixou-se de falar de Marx.


Alguns anos após o colapso do comunismo, Marx reaparece como figura de grafite em Berlim. Sua camiseta lembra: "Eu disse a vocês como mudar o mundo". Ele próprio, há muito tempo aposentado, tem que catar garrafas para sobreviver. É como se a revolução fosse um projeto sem fim – e impossível de completar.


Uma estátua de Marx com mais de quatro metros de altura, cujos "longos cabelos e longo casaco representam sua sabedoria": assim explica o escultor chinês Wu Weishan sua visão do filósofo alemão. Em Trier houve grande relutância em aceitar o presente da China, devido ao pouco respeito pelos direitos humanos no país. O que Marx diria disso?


"Trabalhadores do mundo inteiro, uni-vos", talvez uma das frases mais conhecidas de Karl Marx, foi o que o escultor Laurence Bradshaw gravou na lápide do filósofo. Ele morreu em 1883, aos 64 anos, em Londres, e está sepultado no cemitério de Highgate.