sábado, 12 de maio de 2018

JORNAL DE ANGOLA ALERTA GOVERNO ANGOLANO A NEGOCIAR COM PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE EVITANDO TOMADA DE DECISÕES TARDIAS


JORNAL DE ANGOLA ALERTA GOVERNO ANGOLANO A NEGOCIAR COM PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE EVITANDO TOMADA DE DECISÕES TARDIAS



A Edição do Jornal de Angola do dia 30 de Abril de 2018, Ano 42, N.º15249, matéria de destaque da pagina principal sob assinatura do Jornalista Faustino Henrique, opiniões, Reflexões & Inflexões e com o titulo, o “Caderno reivindicativo” do Protectorado Lunda, onde se alerta o governo Angolano a negociar com o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe sobre a questão da Autonomia reclamada há mais de 12 anos para cá, evitando-se a tomada de decisões tardias, sobretudo no que concerne em violências e guerras como é o caso do BOKO HARAM na Nigéria e outros casos semelhantes no mundo.


O Jornal de Angola, lembra que uma das promessas do actual Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, formalizadas no seu discurso de tomada de posse, a 26 de Setembro de 2017, foi a de “dar ouvido a todas as sensibilidades” do pais.


O Jornal de Angola, na sua incursão sobre a questão da Autonomia Lunda Tchokwe reclamada pelo Movimento do Protectorado, lembra o governo angolano para não criar mais inimigos, porque “as sociedades abertas não desenvolvem muitos inimigos quando dão espaços a intervenção ou reivindicação pacifica e, sobretudo de cariz social a segmentos da sua população, contrariamente às sociedades fechadas, que promovem muitos inimigos.



O Jornal de Angola, alerta o perigo das sociedades fechadas ao encerrarem-se em torno de si, inviabilizando o debate, as manifestações públicas, cercando as liberdades e impedindo todo o tipo de críticas, sociedades fechadas que acabam obtendo, no médio ou longo prazo, o contrario dos resultados esperados com tais praticas.


O articulista do Jornal de Angola, diz que “mesmo quando não se concorda com o que defende o dito “Movimento (Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe)”, e porque a constituição de Angola 2010 e as leis angolanas (Leis do colonizador) são muito claras, é preciso dar espaço para diálogo (aquilo que o MPLT defende há 12 anos para cá) e concertação no momento em que surgem as reivindicações ou manifestações, sobretudo quando ainda embrionárias”.


O Jornal de Angola recorda no discurso de toma de posse de João Manuel Gonçalves Lourenço como presidente de Angola aos 26 de Setembro de 2017 – “Como chefe de Estado, irei trabalhar para que os sagrados laços do contrato social estabelecidos entre governantes e cidadãos sejam permanentemente renovados, através da criação de espaços públicos de debate e troca de opiniões, bem como através da criação de meios eficazes e céleres para se exigir o respeito pelos direitos e para a garantir a participação plena dos cidadãos na resolução dos problemas das comunidades em que estão inseridos”.


Mais adiante e de acordo com o Jornal de Angola, mais de seis meses depois da tomada de posse de João Manuel Gonçalves Lourenço, o “Carmo e a Trindade” não caíram por causa das manifestações que já decorreram e nem suposto que caiam com demais poderão surgir.


O Jornal de Angola enfatiza que a razão de ser deste texto á da edição do dia 30 de Abril de 2018, Ano 42, N.º15249, reside na necessidade de fazer das palavras do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, uma pratica normal e necessária mesmo quanto o assunto tem a ver com “dar ouvidos” ao chamado Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, organização política que reivindica por direito natural há vários anos a Autonomia do Reino Lunda Tchokwe, movimento cuja existência não se pode negar.


O Jornal de Angola reconhece o comportamento dos médias estatais angolanas que escondem a existência da Reivindicação do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe – “Embora grande parte das informações sobre as diligencias feitas por este “grupo”, entre elas algumas tentativas de realização de manifestação pacífica, não  passem pelos meios de comunicação “MAINSTREAM”,  não se pode pensar que, assim, para a sociedade angolana em geral o grupo não existe”.


O Jornal de Angola reconhece por outro lado, o comportamento negativo do Governo Angolano que defende o dialoga, mas na realidade faz o contrario, com o procedimento de fechar as portas, feito eventualmente para evitar uma espécie de reconhecimento tácito do movimento, também não contribui por si só para que o mesmo seja encarado como uma entidade inexistente.


Pelo contrário, este estado de coisas tende a funcionar como uma espécie de motor em combustão sem um tubo de escape, como vários exemplos em Africa e no mundo.


Para aqueles que julgam que se não deve dar ouvidos a esse tipo de reclamações importa lembrar que muitos dos grupos que começaram pacificamente por fazer exigências a nível local, acabaram por embarcar em formas mais radicais por falta desse mesmo espaço e abertura.


E podia dar aqui alguns exemplos de situações que envolviam considerações de cariz social e que acabaram por envolver até meios bélicos com as conseqüências que se conhecem até hoje.


O Jornal de Angola, diz que o BOKO HARAM, no nordeste da Nigéria, começou sob a liderança de Mohammed Yousuf, por ser uma plataforma de reivindicações sociais naquela que era das regiões mais pobres da Nigéria. Cerca de dez anos depois tornou-se numa ameaça transnacional, enfrentando as forças armadas nigerianas e ameaçando a estabilidade do Chade, Camarões e Niger.


O Jornal de Angola cita outro exemplo recente do caso KAMUINA NSAPU, nome do chefe de uma das tribos da RDC na região do Kassai Central, cuja “maka costumeira” deu origem a uma rebelião com milícias que  se insurgiram, desde Agosto de 2016, contra as autoridades congolesas, com o cortejo de mortes e destruição de bens e mais de 30 mil refugiados que Angola recebeu, exactamente na LUNDA TCHOKWE.


O retórico texto do Jornal de Angola reconhece a existência de outros exemplos pelo mundo cujas reivindicações sobre seus diretos naturais as suas autonomias, passiveis de discussão, acabaram sempre chumbadas e abortadas pólo governo central a exemplo da reivindicação LUNDA TCHOKWE, e que tiveram conseqüências no médio e longo prazo.


Mas afinal o que é que o chamado Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe? – pergunta do Jornal de Angola, que pretende saber o conteúdo que a organização política defende para melhor responder.


A Lunda Tchokwe ou Reino Lunda Tchokwe – Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, um Estado, um país, uma soberania sob protecção da coroa portuguesa 1885 -1975 (1975 – 2018), ocupada indevidamente e colonialmente pelo governo angolano desde 1975 quando a ex-provincia ultramarina de Portugal ascendeu á Republica na sequência da descolonização portuguesa. Presidência da republica de Angola oficio N.º0257/CHEFE CASA CIVIL/PR/038/2018.


TRATADOS DE PROTECTORADO ENTRE PORTUGAL E LUNDA TCHOKWE

1.-Henrique Augusto Dias de Carvalho celebrou com o potentado Lunda MWENE SAMBA CAPENDA, MWENE MAHANGO, MWENE BUIZO (Muana Cafunfo), o tratado de Protectorado n.º 2, o representante do Soba Ambango, sr Augusto Jayme subscreveu também.
2.- Henrique Augusto Dias de Carvalho, celebrou com o potentado MWENE CAUNGULA DE MUATIÂNVUA XÁ-MUTEBA e demais famílias o tratado de Protectorado n.º 3, Augusto Jayme também subscreveu o tratado.
3.- Henrique Augusto Dias de Carvalho, celebrou com Sua Majestade o Rei Tchokwe MUATCHISSENGUE WATEMBO, e demais Muananganas e famílias: Xa-Cazanga, Quicotongo, Muana Muene, Quinvunguila, Camba Andua, Canzaca, Quibongue, o tratado de Protectorado n.º 5, Augusto Jayme também subscreveu o tratado, testemunhando a favor da pertença da Nação Lunda.
4.- Henrique Augusto Dias de Carvalho, celebrou com o potentado AMBINJI INFANA SUANA CALENGA, Muatiânvua Honorário, o tratado de Protectorado n.º 7, com a presença de sua irmã Camina, os Calamba: Cacunco tio de Ambinje, Andundo, Xá Nhanve, Cassombo, Xá Muana, Chiaca, Angueji, Ambumba Bala, Mulaje, Quissamba, Xanda, Augusto Jayme também subscreveu o tratado, testemunhando a favor da pertença da Nação Lunda.
5.- Henrique Augusto Dias de Carvalho, celebrou o último tratado de Protectorado n.º8, na presença de Suana Mulopo Umbala, Lucuoquexe Palanga, Muari Camina, Suana Murunda, Muene Dinhinga, Canapumba Andunda, Calala Catembo, Muitia, Muene Panda, Cabatalata, Paulo, Adolpho, Paulino de Loanda, António Martins, Domingos Simão de Ambaca, e assignaram António da Rocha, José Rodrigues da Cruz, António Bezerra de Lisboa, Agostinho Alexandre Bezerra, João Pedro da Silva, Henrique Augusto Dias de Carvalho o Chefe da Expedição Portugueza ao Muatiânvua, e por último José Faustino Samuel que secretariou o acto.


CARTA CONSTITUCIONAL PORTUGUESA DE 1826

No ano de 1482, PORTUGAL, criou na costa Atlântica do Império Lunda, sob principio de “RES NULLIUS” ou que, coisa sem dono, um espaço vazio territorial NDONGO o qual denominou por ANGOLA, sua província ultramarina, composta por, zona norte ou São Salvador, Carmona, Malange e, o sul composto por, São Filipe, Pereira Deça, Moçâmedes, Sá da Bandeira e o Novo Redondo e, ao planalto ou centro composto por, Nova Lisboa e Silva Porto.


Em 1826 a constituição portuguesa confirma a colónia de Angola, no seu Artigo 2º – O seu território forma o Reino de Portugal e dos Algarves e compreende:


1.º - Na Europa, o Reino de Portugal, que se compõe das províncias do Minho, Trás-os-Montes, Beira, Estremadura, Alentejo e Reino do Algarve e das Ilhas Adjacentes, Madeira, Porto Santos e Açores.


2.º - Na Africa Ocidental, Bissau e Cacheu; na Costa da Mina, o Forte de S. João Baptista de Ajuda, Angola, Benguela e suas dependências, Cabinda e Malembo, as Ilhas de Cabo Verde, S.Tomé e Príncipe e suas dependências; na costa Oriental, Moçambique, Rio Sena, Sofala, Inhambane, Quelimane e as Ilhas de Cabo Delgado.


3.º- Na Ásia, Salsete, Berdez, Goa, Damão e os estabelecimentos de Macau e das Ilhas de Solar e Timor.


Artigo 3.º – A Nação (Portuguesa) não renuncia o direito, que tenha a qualquer porção de território nestas três partes do Mundo, compreendida no antecedente Artigo.


Livro branco sobre a Questão do Zaire (II), doc, n.º83,p.107.
Até aqui não havia nenhuma presença de Portugueses ou de qualquer outro estrangeiro nas terras da Lunda, entretanto não somos parte integrante da colónia portuguesa de Angola.



Finalmente o  Jornal de Angola reconhece que é necessário que o Governo do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço dialogue para negociar com o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, porque não há dúvidas de que numa sociedade aberta como a que se pretende para Angola, não há muitas alternativas, senão a autonomia daquele território. As outras opções podem ser mais onerosas e evitáveis numa altura em que as portas para o diálogo e a concertação devem estar aparentemente abertas, tal como as exigências de movimentos grevistas ao invés do silencio, intimidações, ameaças e violência contra os seus membros.




sexta-feira, 11 de maio de 2018

ASSASSINADOS E DESAPARECIDOS NO CUANGO E CAFUNFO ESTA AUMENTAR ASSUSTADORAMENTE


ASSASSINADOS E DESAPARECIDOS NO CUANGO E CAFUNFO ESTA AUMENTAR ASSUSTADORAMENTE
Foto Ilustrativa

Cuango, 10/05 – O numero de assassinados e de desaparecidos esta aumentar perigosamente e assustadoramente na região do Cuango e Cafunfo, sobretudo no seio de indivíduos garimpeiros estrangeiros vindos do Oeste Africano e da RDC.


Entre o mês de fevereiro à 30 de Abril do corrente ano, mais de 30 elementos desapareceram nas zonas de garimpo entre estrangeiros e só podemos reportar os nomes de cidadãos nacionais Lunda Tchokwe, porque estes as famílias conseguiram reclamar dos seus ente queridos.


Os estrangeiros que entram ilegalmente na Lunda Norte e vão direitamente em zonas de garimpo, quanto assassinados os seus compatriotas não consegue reclamar junto da Policia por estes também estarem na ilegalidade.


Esta onda de assassinados tenta a elevar-se nos últimos dias, com a conivência de elementos não identificados infiltrados, de acordo com testemunhas no local, pertencentes a Policia ou seguranças de empresas privadas.


O exemplo vem da Mina do Cuango onde elementos da Segurança disparam mortalmente o jovem que em vida se chamava Alfredo Mingo, natural do Lubalo, nascido aos 28 de Junho de 1982, pelas 14 horas do dia 9 de Maio de 2018, estão desaparecidos dois indivíduos Congolenses que se encontravam com o malogrado, seguramente terão sido deitados no rio Cuango.


Fonte:Neves


terça-feira, 8 de maio de 2018

CONVOCADA MANIFESTAÇÃO PARA O DIA 23 DE JUNHO NA LUNDA TCHOKWE, EXIGIR DIALOGO PARA AUTONOMIA COMO ESCOCIA




Ao
Excelentíssimo senhor
João Manuel Gonçalves Lourenço
Presidente da Republica de Angola
     L U A N D A



ASSUNTO: Comunicação de Manifestação para o dia 23 de Junho de 2018, nos termos do nº 2 do artigo 47º da Constituição da Republica de Angola e do Oficio Nº 0257/ GAB. CHEFE CASA CIVIL/ PR / 038 / 2018


OBJECTIVO:  Exigir Diálogo para o Estabelecimento da Autonomia do Reino Lunda Tchokwe um direito natural do povo tchokwe tal como a Escócia e, exigir o fim da perseguição da Policia e das prisões arbitrarias de que são alvos os Activistas do Movimento do Protectorado.



Nos termo dos tratados de 1885 – 1887 e de Maio de 1891, Ractificados no dia 24 de Março de 1894 entre Portugal e Bélgica, Trocadas as assinaturas no dia 1 de Agosto do mesmo ano em paris França. REINO LUNDA TCHOKWE PROTECTORADO PORTUGUÊS 1885 - 1975
GOVERNO ANGOLANO Oficio N.º0257/GAB.CHEFE CASA CIVIL/PR/038/2018



Excelentíssimo senhor Presidente!

Dissolver o Reino Lunda Tchokwe a uma mera região do leste de Angola é um erro gravíssimo; a história recente de África e do mundo, é minar a convivência pacífica das gerações vindouras, por isso o caminho correcto é o diálogo e a negociação permanente com a sociedade civil de vários estratos sociais, com responsabilidades cívicas, engajadas na construção de um Estado democrático de direito na diferença dos povos  e de acordo com o seu direito costumeiros ou natural.


O Movimento do Protectorado, como fiel continuador e ciente da luta secular dos nossos antepassados 1885 – 1975/ 2018, há 12 anos que reivindica do Governo da Republica de Angola o direito do povo Lunda Tchokwe a sua Autodeterminação por via de Autonomia.


 Há 12 anos que temos sido perseguidos, presos, maltratados, condenados injustamente, tornamo-nos brinquedos da Policia Nacional de Angola, injuriados e ignorados até pela Presidência da Republica que se esqueceu da ONU que, em 1948 dividiu Palestina e o ISRAEL, em 2011 reconheceu em referendo, o direito do povo do Sudão Sul e da separação da Eritréia na Etiópia em 1991 e o KOSOVO que declarou sua Independência em 2008 reconhecida por mais de 111 dos 193 países membros da ONU, cada coisa no seu tempo determinado de acordo com as escrituras sagradas.


O direito inviolável e inalienável do povo Lunda Tchokwe é a sua independência que estamos a trocar por Autonomia, como a Escócia, que o Governo do MPLA não deveria ignorar enquanto é cedo.


Lembrar o Governo da Republica de Angola e o MPLA que alínea n.º 6 do artigo 5º da Constituição de 2010, é o ponto de partida para negociarmos a questão da Lunda  com o movimento do Protectorado, sob a liderança do Presidente do Reino Lunda Tchokwe plasmado no oficio n.º 0257 / GAB. CHEFE CASA CIVIL / PR / 038 / 2018.


Oficio do reconhecimento implícito do Estado e Reino Tchokwe emanada pela mais alta instância da Soberania da Republica de Angola.


Partindo do pressuposto constitucional, da República de Angola usaremos o artigo 47º para exigir justiça ao diálogo e negociação da Autonomia do Reino Lunda Tchokwe, e, exigirmos o fim de perseguições e prisões arbitrárias da Policia Nacional Angolana no dia 23 de Junho de 2018.


A Manifestação será pacífica com cartazes e t-shirts, sem causar distúrbios nem adoptarmos comportamentos condenáveis socialmente. A polícia é chamada a desempenhar a sua função de proteger manifestantes para nos ajudarem à cautelar eventuais complicações ao invés de agredirem usando armas de fogo, e disparos contra populações que já causaram mais de 4 mortos em edições anteriores.



Concentração: em todas as localidades do Reino Lunda Tchokwe – Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, serão feitas em locais habituais e no restrito cumprimento da lei n.º 16/91 de 11 de Maio, de Reuniões e manifestações.


Sem mais outro assunto de momento, queira aceitar as nossas mais cordiais saudações de alta consideração e estima.


Gabinete do Presidente do Reino Lunda Tchokwe, em Luanda, 30 de Abril de 2018. -



C/Cópias:
ü  MPLA e Grupo Parlamentar
ü  UNITA e Grupo Parlamentar
ü  CASA-CE e Grupo Parlamentar
ü  PRS e Grupo Parlamentar
ü  FNLA e Grupo Parlamentar
ü  BD – Bloco Democrático
ü  Ministério do Interior
ü  Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos
ü  Ministério da Administração do Territorio
ü  Embaixada da América em Angola
ü  Embaixada da França
ü  Embaixada de Portugal
ü  Embaixada do Reino Unido
ü  Embaixada da Bélgica
ü  Embaixada da Alemanha
ü  Embaixada da União Europeia em Angola
ü  Núncio Apostólico em Angola
ü  Representação da ONU em Angola
ü  CEAST Angola
ü  Comunicação Social Nacional e Internacional
ü  Tribunal Supremo
ü  Tribunal Constituicional
ü  Procuradoria-geral da Republica
ü  Provedoria da Justiça
ü  Governo da Lunda - Norte
ü  Governo da Lunda - Sul
ü  Governo do Moxico
ü  Governo do Kuando Kubango
ü  Cópia ao Povo Lunda Tchokwe

- IIIII -

domingo, 6 de maio de 2018

Robert Mugabe ex-presidente do Zimbabwe chamado a depor sobre pilhagens de diamantes durante o seu governo


Robert Mugabe ex-presidente do Zimbabwe chamado a depor sobre pilhagens de diamantes durante o seu governo




Um comité parlamentar do Zimbabué vai convocar o ex-líder Robert Mugabe para responder sobre as alegadas pilhagens de diamantes que ocorreram durante o seu governo.


Mugabe, que renunciou em novembro depois de uma intervenção militar, disse que 15 mil milhões em diamantes tinham sido saqueados de campos no leste do país. Mais tarde, afirmou que não tinha base para esse número.


Mas o presidente da comissão parlamentar, Temba Mliswa, disse à Associated Press (AP) que o ex-líder de 94 anos deverá comparecer no dia 09 de maio para explicar as suas declarações.


Esta é a primeira vez que uma instituição pública convoca Mugabe para prestar contas do suposto saque.


As agências de segurança do Zimbabué estiveram envolvidas em atividades de mineração com empresas chinesas até que o governo cancelou todas as licenças de mineração de diamantes em 2016.


Mliswa diz que o parlamento "muito em breve" enviará uma carta oficial a Mugabe.




MOÇAMBIQUE: Tenente-general Ossufo Momade eleito líder interino da Renamo


MOÇAMBIQUE: Tenente-general Ossufo Momade eleito líder interino da Renamo




Ossufo Momade, ex-deputado e antigo secretário-geral da Renamo, foi nomeado presidente interino do movimento na sequência da morte do histórico líder do maior partido da oposição moçambicana, Afonso Dhlakama.


A escolha do tenente-general foi feita por unanimidade durante a primeira reunião daquela estrutura depois do falecimento de Afonso Dhlakama, um encontro que decorreu na sexta-feira e hoje, na cidade da Beira.


O dirigente da Renamo explicou, em conferência de imprensa, ter sido designado "para que coordene a comissão política até à realização do conselho nacional ou congresso da Renamo", ainda sem tem data marcada.


"A partir daí vamos ter alguém para decidir em relação aos destinos do partido", acrescentou Momade, sem mais pormenores.


"Deixem-nos realizar o funeral do nosso presidente. Não é altura de procurarmos o dia e a data em relação àquilo que vai acontecer no futuro", concluiu.


Ossufo Momade era até agora chefe do departamento de defesa da Renamo.


Foi ainda nessa qualidade que na sexta-feira à noite leu o primeiro comunicado oficial do partido, em que a Renamo confirmava a morte do seu líder.


Afonso Dhlakama morreu na quinta-feira pelas 08:00, aos 65 anos, na Serra da Gorongosa, devido a complicações de saúde.


O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, referiu à Televisão de Moçambique (TVM) que foram feitas tentativas para o transferir por via aérea para receber assistência médica no estrangeiro, mas sem sucesso.


Fontes partidárias contaram à Lusa que o presidente do principal partido da oposição moçambicana morreu quando um helicóptero já tinha aterrado nas imediações da residência, na Gorongosa, para tentar transferi-lo.




KARL MARX SOBRE-HUMANO VISÃO AGUÇADA PERMANECE 200 ANOS DEPOIS, REFLEXÕES...


KARL MARX SOBRE-HUMANO VISÃO AGUÇADA PERMANECE 200 ANOS DEPOIS, REFLEXÕES...





"Trabalhadores do mundo inteiro, uni-vos", talvez uma das frases mais conhecidas de Karl Marx, foi o que o escultor Laurence Bradshaw gravou na lápide do filósofo. Ele morreu em 1883, aos 64 anos, em Londres, e está sepultado no cemitério de Highgate.


Marx cresceu no perfeito idílio de uma região vinícola. O Vale do Mosela, onde se situa sua cidade natal, Trier, é considerado uma das mais belas paisagens cultivadas da Alemanha. A França não está distante. "Liberdade, igualdade, fraternidade", os grandes ideais da revolução de 1789, não tardaram a chegar a Trier. E aí, adeus ao romântico sossego regado a vinho branco.


Na juventude, Marx era um poeta altamente romântico. "Em torno de mim flui uma pulsão eterna, / eterno arrebatamento, eterna chama", diz um de seus poemas. Os versos eram dedicados a Jenny von Westphalen. E a corte funcionou, pois os dois jovens casaram-se em junho de 1843. Primeiro no civil e pouco depois, apesar da descrença de Marx, também na igreja.


A vida inteira, Marx nunca conseguiu lidar com dinheiro, sua família estava sempre à beira da falência. Por isso foi um feliz acaso, não só editorial mas também financeiro, ele ter encontrado em meados da década de 1840 Friedrich Engels, filho rico e intelectual de um fabricante. Engels o apoiava regularmente: Marx seguiu tendo que frequentar a casa de penhores, mas com menor frequência.

Para impor limites aos capitalistas é necessária uma "socialização dos meios de produção", escreveu Marx em sua principal obra, "O Capital". Aí o "invólucro capitalista" arrebentará definitivamente. Depois é preciso partir para o ataque contra os "exploradores": "Os expropriadores serão expropriados", prometia o filósofo.


Marx não perdoou quando o presidente Charles Louis Napoléon Bonaparte se proclamou imperador dos franceses em 1851, imitando seu grande modelo, Napoleão Bonaparte. "Hegel observou que todos os fatos e personagens de grande importância na história universal ocorrem duas vezes”, citou Marx, complementando: "Esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa."


Em nome de Marx, regimes totalitários tomaram o poder em diversas partes do mundo, com violência impuseram as doutrinas políticas que achavam encontrar em suas obras. O próprio Marx parece ter previsto o desastre bem cedo e comentado: "Tudo que sei é: não sou um marxista." A citação não é comprovada, mas certamente faz honra aos traços liberais de sua obra.


O Leste é "vermelho" também na África: Marx e Engels são celebrados na Etiópia. Junto a Lênin, eram vistos como garantia de um grande futuro, que o país lutaria para conquistar. Em nome desse futuro a obra de Marx foi declarada doutrina infalível e aclamada pelas massas. Como em 1987, em Addis Abeba, durante o 13º aniversário da tomada do poder por Haile Mengistus.


Até 1989, a filosofia de Marx esteve a serviço dos regimes totalitários na Europa Oriental, que acabaram falindo financeiramente. De repente os Estados soviéticos entraram em colapso. A Hungria foi a primeira a abrir as fronteiras para o Ocidente. Os cidadãos da Alemanha Oriental que lá se encontravam queriam uma única coisa: ir embora. A partir de 1989, por algum tempo deixou-se de falar de Marx.


Alguns anos após o colapso do comunismo, Marx reaparece como figura de grafite em Berlim. Sua camiseta lembra: "Eu disse a vocês como mudar o mundo". Ele próprio, há muito tempo aposentado, tem que catar garrafas para sobreviver. É como se a revolução fosse um projeto sem fim – e impossível de completar.


Uma estátua de Marx com mais de quatro metros de altura, cujos "longos cabelos e longo casaco representam sua sabedoria": assim explica o escultor chinês Wu Weishan sua visão do filósofo alemão. Em Trier houve grande relutância em aceitar o presente da China, devido ao pouco respeito pelos direitos humanos no país. O que Marx diria disso?


"Trabalhadores do mundo inteiro, uni-vos", talvez uma das frases mais conhecidas de Karl Marx, foi o que o escultor Laurence Bradshaw gravou na lápide do filósofo. Ele morreu em 1883, aos 64 anos, em Londres, e está sepultado no cemitério de Highgate.


PARTE IV – A QUESTÃO DA LUNDA 1885 – 1894; DO CONFLITO ENTRE PORTUGAL E A BÉLGICA DE 1890 A CONVENÇÃO DE LISBOA DE 1891 E O FIM DO CONFLITO COM ASSINATURA DO ACORDO DE PARÍS DE 1894


PARTE IV – A QUESTÃO DA LUNDA 1885 – 1894; DO CONFLITO ENTRE PORTUGAL E A BÉLGICA DE 1890 A CONVENÇÃO DE LISBOA DE 1891 E O FIM DO CONFLITO COM ASSINATURA DO ACORDO DE PARÍS DE 1894

A ORIGEM DA CHAMADA A QUESTÃO DA LUNDA 1885 – 1894

REAÇÃO PORTUGUESA – HENRIQUE AUGUSTO DIAS DE CARVALHO CONTESTA BÉLGICA


O General Henrique Augusto Dias de Carvalho, Benemérito da Pátria Portuguesa e 1.º Governador da Lunda sob Protecção de Portugal, grande amigo dos Africanos e Chefe da expedição a Mussumba do Muatianvua 1884 – 1888, ao tomar conhecimento da edição da noite de domingo dia 09 de Agosto de 1890, n.º 221 de L’Independence Belge de Bruxelles, 5 anos após a conferência de Berlim... Contesta a decisão da Bélgica nos seguintes termos.


“Texto com a grafia da época”...


A insistência com que os interessados na Administração do Estado Livre do Congo, depois de ser  do domínio publico “O tratado de Portugal com a Grã-Bretanha” de que a região da Lunda ou os domínios do Muatianvua estão encorporados na possessão d’aquelle Estado e constituem o seu 12.º districto sob o nome do CUANGO – ORIENTAL, primeiro surprehendeu-me e depois incitou – me a extrahir com toda a brevidade dos trabalhos da minha Expedição ao Muatianvua 1884 – 1888 em via de publicação e a colligir nesta Memória todos os documentos que melhor comprovem a minha assertação de que a Lunda é território sob Protecção Portuguez e para onde há muitos annos se faz a expansão dos Portuguezes Europeus e Africanos que habitam na província de ANGOLA.


Na intenção de que ao Governo de Sua Magestade Fidelissima possa eu, no cumprimento de um dever, esclarece-lo devidamente na pendência qu’parece vai suscitar-se perante o Conselho Federal da Suissa, na rectificação de limites entre Portugal e o Estado Livre sobre as suas possessões confinantes; é justo que me sejam reveladas quaesquer faltas que não poderão deixar de existir nesta rápida publicação:


Henrique Augusto Dias de Carvalho

Lisboa, 31 Agosto de 1890


CARTA AO REDACTOR DE L’Independence Belge


Entendemos ser um dever da nossa parte, tornando – nos o mais lacônico possível, mas o bastante preciso, immediatamente nos dirigir – mos ao Redactor em Chefe d’esta folha de modo a provar – lhe que nos encontrava dispostos a manter até a última em bem fundados argumentos os direitos de Portugal á região da Lunda em cuja occupação definitiva tenho tratado desde Janeiro de 1885 que assumi as funcções de RESIDENTE  POLITICO na própria região em todo o tempo que ali estive; e nesta cidade de Lisboa, desde que a ella regressei, a 11 de Maio de 1888.


A pesar da nossa imprensa periódica ter tido a condescendência de dar publicidade à traducção da carta a que me reporto, fazendo-a acompanhar de considerações que muito me lisongeiam e acceito para o nosso paiz; parece-me conveniente para os leitores, collocal-a n’este logal:

Sr.  redactor da independência Belga: - No 221 da vossa edição da noite de domingo 10 do corrente, sob titulo Negócios do Congo, a propósito d’uma noticia duvidosa do jornal Francez Le Siecle, causou-me admiração que v. affirme que a LUNDA ou domínios do Muatianvua constituem 12º districto do Estado Livre sob o nome de Cuango-Oriental, e que desse districto, é chefe o tenente Dhanis.


Continuação da parte IV na próxima edição...


NÃO HÁ INOCENTES NO MPLA SOBRE AQUELES QUE FICARAM COM A MELHOR PARTE DO BOLO, OS QUE SE ENRIQUECERAM EM 43 ANOS...


NÃO HÁ INOCENTES NO MPLA SOBRE AQUELES QUE FICARAM COM A MELHOR PARTE DO BOLO, OS QUE SE ENRIQUECERAM EM 43 ANOS...



Não há inocentes. JES e sua parentela ficaram com a melhor parte do bolo, mas os outros não ficaram propriamente com migalhas. Por diferentes razões, os coetâneos de JES são obrigados a seguir-lhe as pisadas. Deixarem também a cena política.



Em Setembro, já está decidido, José Eduardo dos Santos (JES) deixará a presidência do MPLA. O acto marcará o epílogo da trajectória política de um homem que há 38 anos vem marcando a vida dos angolanos. Representará, também, a partida de um cidadão que deu o seu melhor quando se entregou a sério. Nacionalista, JES respondeu ainda jovem ao apelo da terra, aderindo de corpo e alma à luta de libertação.


A sua partida representa, também, o fim de um período cinzento na história de Angola. Se com uma mão fez o melhor que podia, foi até ao limite, manteve este país unido, deu o peito às balas quando a ameaça de desintegração provocada pela UNITA era inegável, com a outra mão ele desfez quase tudo isso.


“Sequestrado” por uma parte da família e pela sua entourage, JES fez do Estado angolano uma coutada privada. O que se vê hoje à volta do Fundo Soberano, a tentativa de transferência de 1.5 biliões de dólares para a Grã-Bretanha, numa operação que tinha o filho varão como sujeito e actor, a natureza dos contratos e adjudicações sem concurso público que beneficiaram outros filhos, são algumas das provas de como José Eduardo dos Santos se perdeu na caminhada. A forma como o general Kopelipa transformou o novo aeroporto de Luanda numa obra faraónica e privada mostra o desvario em que isto estava.


Para o bem de todos, este país não pode permitir, por um minuto que seja, que alguém mais venha a dispor do poder que JES dispunha até 26 de Setembro passado. Será bom para o país, como será bom para quem ocupa a presidência ou quem vier a fazê-lo. O que se viu nesta deriva mostra que não era apenas o país que precisava de ser salvo. JES precisava também, ele mesmo, de ser socorrido da sua própria deriva. A entourage e uma parte da família tomaram conta dele, tomaram conta do país, dispuseram do que era de todos, mas isso não o iliba de nada.


"Independentemente das razões político-constitucionais que o levam a sair, JES e a sua geração estão ligados por outra razão: cumpriram o seu papel! A nação agradece o quanto deram, mas têm que aceitar que chegou a hora de entregarem o testemunho."



Chegados aqui e perante o mal-estar que se sente em relação à figura dele e de parte da família, é líquido concluirmos que esta não era a forma como esperava sair de cena. JES percebeu, finalmente, que ninguém mais porá o pescoço de fora por ele. O mal-estar em relação a ele e aos seus acelerou o processo de transferência do centro de gravidade.


Não esperava ser empurrado para fora por imberbes como Anabela dos Santos e seguramente também não esperava que, de todos quantos deu a mão, Norberto Garcia e João Pinto, os últimos a chegar – na verdade de tão trôpegos e broncos nunca chegarão –, fossem os únicos (a par de Tchizé e de Isabel) a sentir as suas dores. Outros como Pitra Neto, se não se recolheram, “entregaram-se” às autoridades, como o fez Aldemiro Vaz da Conceição.


Tudo o que disse até aqui, não invalida o que disse em Agosto de 2001, quando, ao anunciar a sua primeira tentativa de retirada efectiva da política, disse que a sua geração já tinha cumprido o seu papel. Volvidos 17 anos, esta afirmação parece mais actual do que nunca. É daquelas coisas que sobrevivem ao tempo. JES envelheceu, a sua geração envelheceu, os que o ouviram dizer isso também envelheceram, mas a maldita afirmação está aí de pedra e cal. Inamovível e sem ferrugem.


Por conseguinte e independentemente das razões político-constitucionais que o levam a sair, ele e a sua geração estão ligados por outra razão: cumpriram o seu papel! A nação agradece o quanto deram, mas têm que aceitar que chegou a hora de entregarem o testemunho. Roberto de Almeida deixou a vice-presidência do MPLA; aos 75 anos de idade também deveria deixar o BP. França Ndalu tem 80 anos; deveria fazer o mesmo. Aos 76 anos, Dino Matross não deve continuar a gerir um gabinete do secretariado do MPLA; Magalhães Paiva “Nvunda”( 75 anos) e tantos outros anciões que JES acomodou em embaixadas ou nomeou como consultores ou administradores não executivos deveriam fazer o mesmo. Ao não seguirem o exemplo de JES, esses anciãos estão a comportar-se como “donos” do MPLA, coisa que muitos dele censuram em JES, o antigo dono disto tudo, DDT.


Se esses mais velhos querem portar-se à altura do MPLA deveriam acompanhar JES na saída. Seria a melhor homenagem que lhe poderiam prestar. Gente que gaba a sua magnanimidade deveria exercer um pouco de grandeza. Seja por ele, seja pelo MPLA, mas que seja sobretudo pela nação.


Por outro lado, se por acaso alguém já não se lembra, recordemos. JES esqueceu-se de alguns companheiros de jornada, mas ninguém deve ignorar o seguinte: não há inocentes. Como se diz na obra de Pepetela “Jaime Bunda Agente Secreto”, quem parte e reparte se não é burro, fica sempre com a melhor parte. Já sabemos quem ficou com a melhor parte. Mas também é verdade que as outras partes não são exactamente migalhas. Por conseguinte, caros “maquizards” façam o que a nação espera. Que ninguém tome a saída de JES como uma oportunidade de mandar no MPLA. Que ninguém menospreze as outras gerações. CA



quinta-feira, 3 de maio de 2018

MORREU AFONSO DHLAKAMA, LIDER DA RENAMO EM MOÇAMBIQUE AOS 65 ANOS DE IDADE


MORREU AFONSO DHLAKAMA, LIDER DA RENAMO EM MOÇAMBIQUE AOS 65 ANOS DE IDADE


Afonso Dhlakama, líder histórico da Renamo (Resistência Nacional de Moçambique), morreu. A notícia está a ser avançada pela Televisão Independente de Moçambique. O político tinha 65 anos.


A Renamo, segundo maior partido moçambicano, combateu militarmente o regime da Frellimo até 1992, sendo que em Outubro desse ano as duas partes assinaram  acordo geral de paz que colocou um ponto final a 16 anos de guerra civil. Os protagonistas deste acordo foram o então presidente do país, Joaquim Chissano, e Afonso Dhlakama, pela Renamo.



Afonso Macacho Marceta Dhlakama, de seu nome completo, nascido em Mangunde, província de Sofala, sempre ambicionou ser presidente de Moçambique mas perdeu os actos eleitorais em que participou, onde teve como adversário, Joaquim Chissano, Armando Guebuza e o actual presidente, Filipe Nyusi.

O site da Renamo descreve assim o início da sua actividade partidária.


"Em 1974, após a Revolução do 25 de Abril em Portugal e, consequentemente, o fim da guerra colonial, o jovem Dhlakama ingressou na Frellimo (Frente de Libertação de Moçambique). No entanto, pouco tempo depois abandonou esse movimento para se tornar, em 1976, um dos fundadores da RNM (Resistência Nacional de Moçambique), um movimento armado. Após a morte do primeiro presidente, André Matsangaíssa em combate, e depois de uma luta pela sucessão, Dhlakama tornou-se presidente deste movimento de oposição ao regime, que se começou a designar Renamo.


A guerra civil em Moçambique, que envolvia a Frelimo (no Governo), e a Renamo (na oposição), durou 16 anos, durante os quais Dhlakama se manteve a liderar a guerrilha. Em 1984 a República Popular de Moçambique, sob o governo da Frelimo, e a República da África do Sul, sob o regime minoritário da apartheid, assinaram o Acordo de Nkomati que previa que cada país acabasse com o apoio aos movimentos armados de oposição do outro e assim eventualmente terminar com a guerra, mas o acordo fracassou".


fonso Dhlakama auto-intitulava-se "pai da democracia" moçambicana. Os acordos de paz de 1992 nunca foram totalmente aplicados, segundo a Renamo, que reclamava a inclusão dos seus militares num sistema unificado de forças, algo que foi sempre recusado.



Agora, após vários confrontos militares, Dhlakama celebrou já em 2018 com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, um acordo para a realização de eleições regionais, uma reivindicação antiga da Renamo, que conta com grandes apoios no centro do país, perto da sua base histórica da Gorongosa.




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