domingo, 6 de maio de 2018

Robert Mugabe ex-presidente do Zimbabwe chamado a depor sobre pilhagens de diamantes durante o seu governo


Robert Mugabe ex-presidente do Zimbabwe chamado a depor sobre pilhagens de diamantes durante o seu governo




Um comité parlamentar do Zimbabué vai convocar o ex-líder Robert Mugabe para responder sobre as alegadas pilhagens de diamantes que ocorreram durante o seu governo.


Mugabe, que renunciou em novembro depois de uma intervenção militar, disse que 15 mil milhões em diamantes tinham sido saqueados de campos no leste do país. Mais tarde, afirmou que não tinha base para esse número.


Mas o presidente da comissão parlamentar, Temba Mliswa, disse à Associated Press (AP) que o ex-líder de 94 anos deverá comparecer no dia 09 de maio para explicar as suas declarações.


Esta é a primeira vez que uma instituição pública convoca Mugabe para prestar contas do suposto saque.


As agências de segurança do Zimbabué estiveram envolvidas em atividades de mineração com empresas chinesas até que o governo cancelou todas as licenças de mineração de diamantes em 2016.


Mliswa diz que o parlamento "muito em breve" enviará uma carta oficial a Mugabe.




MOÇAMBIQUE: Tenente-general Ossufo Momade eleito líder interino da Renamo


MOÇAMBIQUE: Tenente-general Ossufo Momade eleito líder interino da Renamo




Ossufo Momade, ex-deputado e antigo secretário-geral da Renamo, foi nomeado presidente interino do movimento na sequência da morte do histórico líder do maior partido da oposição moçambicana, Afonso Dhlakama.


A escolha do tenente-general foi feita por unanimidade durante a primeira reunião daquela estrutura depois do falecimento de Afonso Dhlakama, um encontro que decorreu na sexta-feira e hoje, na cidade da Beira.


O dirigente da Renamo explicou, em conferência de imprensa, ter sido designado "para que coordene a comissão política até à realização do conselho nacional ou congresso da Renamo", ainda sem tem data marcada.


"A partir daí vamos ter alguém para decidir em relação aos destinos do partido", acrescentou Momade, sem mais pormenores.


"Deixem-nos realizar o funeral do nosso presidente. Não é altura de procurarmos o dia e a data em relação àquilo que vai acontecer no futuro", concluiu.


Ossufo Momade era até agora chefe do departamento de defesa da Renamo.


Foi ainda nessa qualidade que na sexta-feira à noite leu o primeiro comunicado oficial do partido, em que a Renamo confirmava a morte do seu líder.


Afonso Dhlakama morreu na quinta-feira pelas 08:00, aos 65 anos, na Serra da Gorongosa, devido a complicações de saúde.


O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, referiu à Televisão de Moçambique (TVM) que foram feitas tentativas para o transferir por via aérea para receber assistência médica no estrangeiro, mas sem sucesso.


Fontes partidárias contaram à Lusa que o presidente do principal partido da oposição moçambicana morreu quando um helicóptero já tinha aterrado nas imediações da residência, na Gorongosa, para tentar transferi-lo.




KARL MARX SOBRE-HUMANO VISÃO AGUÇADA PERMANECE 200 ANOS DEPOIS, REFLEXÕES...


KARL MARX SOBRE-HUMANO VISÃO AGUÇADA PERMANECE 200 ANOS DEPOIS, REFLEXÕES...





"Trabalhadores do mundo inteiro, uni-vos", talvez uma das frases mais conhecidas de Karl Marx, foi o que o escultor Laurence Bradshaw gravou na lápide do filósofo. Ele morreu em 1883, aos 64 anos, em Londres, e está sepultado no cemitério de Highgate.


Marx cresceu no perfeito idílio de uma região vinícola. O Vale do Mosela, onde se situa sua cidade natal, Trier, é considerado uma das mais belas paisagens cultivadas da Alemanha. A França não está distante. "Liberdade, igualdade, fraternidade", os grandes ideais da revolução de 1789, não tardaram a chegar a Trier. E aí, adeus ao romântico sossego regado a vinho branco.


Na juventude, Marx era um poeta altamente romântico. "Em torno de mim flui uma pulsão eterna, / eterno arrebatamento, eterna chama", diz um de seus poemas. Os versos eram dedicados a Jenny von Westphalen. E a corte funcionou, pois os dois jovens casaram-se em junho de 1843. Primeiro no civil e pouco depois, apesar da descrença de Marx, também na igreja.


A vida inteira, Marx nunca conseguiu lidar com dinheiro, sua família estava sempre à beira da falência. Por isso foi um feliz acaso, não só editorial mas também financeiro, ele ter encontrado em meados da década de 1840 Friedrich Engels, filho rico e intelectual de um fabricante. Engels o apoiava regularmente: Marx seguiu tendo que frequentar a casa de penhores, mas com menor frequência.

Para impor limites aos capitalistas é necessária uma "socialização dos meios de produção", escreveu Marx em sua principal obra, "O Capital". Aí o "invólucro capitalista" arrebentará definitivamente. Depois é preciso partir para o ataque contra os "exploradores": "Os expropriadores serão expropriados", prometia o filósofo.


Marx não perdoou quando o presidente Charles Louis Napoléon Bonaparte se proclamou imperador dos franceses em 1851, imitando seu grande modelo, Napoleão Bonaparte. "Hegel observou que todos os fatos e personagens de grande importância na história universal ocorrem duas vezes”, citou Marx, complementando: "Esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa."


Em nome de Marx, regimes totalitários tomaram o poder em diversas partes do mundo, com violência impuseram as doutrinas políticas que achavam encontrar em suas obras. O próprio Marx parece ter previsto o desastre bem cedo e comentado: "Tudo que sei é: não sou um marxista." A citação não é comprovada, mas certamente faz honra aos traços liberais de sua obra.


O Leste é "vermelho" também na África: Marx e Engels são celebrados na Etiópia. Junto a Lênin, eram vistos como garantia de um grande futuro, que o país lutaria para conquistar. Em nome desse futuro a obra de Marx foi declarada doutrina infalível e aclamada pelas massas. Como em 1987, em Addis Abeba, durante o 13º aniversário da tomada do poder por Haile Mengistus.


Até 1989, a filosofia de Marx esteve a serviço dos regimes totalitários na Europa Oriental, que acabaram falindo financeiramente. De repente os Estados soviéticos entraram em colapso. A Hungria foi a primeira a abrir as fronteiras para o Ocidente. Os cidadãos da Alemanha Oriental que lá se encontravam queriam uma única coisa: ir embora. A partir de 1989, por algum tempo deixou-se de falar de Marx.


Alguns anos após o colapso do comunismo, Marx reaparece como figura de grafite em Berlim. Sua camiseta lembra: "Eu disse a vocês como mudar o mundo". Ele próprio, há muito tempo aposentado, tem que catar garrafas para sobreviver. É como se a revolução fosse um projeto sem fim – e impossível de completar.


Uma estátua de Marx com mais de quatro metros de altura, cujos "longos cabelos e longo casaco representam sua sabedoria": assim explica o escultor chinês Wu Weishan sua visão do filósofo alemão. Em Trier houve grande relutância em aceitar o presente da China, devido ao pouco respeito pelos direitos humanos no país. O que Marx diria disso?


"Trabalhadores do mundo inteiro, uni-vos", talvez uma das frases mais conhecidas de Karl Marx, foi o que o escultor Laurence Bradshaw gravou na lápide do filósofo. Ele morreu em 1883, aos 64 anos, em Londres, e está sepultado no cemitério de Highgate.


PARTE IV – A QUESTÃO DA LUNDA 1885 – 1894; DO CONFLITO ENTRE PORTUGAL E A BÉLGICA DE 1890 A CONVENÇÃO DE LISBOA DE 1891 E O FIM DO CONFLITO COM ASSINATURA DO ACORDO DE PARÍS DE 1894


PARTE IV – A QUESTÃO DA LUNDA 1885 – 1894; DO CONFLITO ENTRE PORTUGAL E A BÉLGICA DE 1890 A CONVENÇÃO DE LISBOA DE 1891 E O FIM DO CONFLITO COM ASSINATURA DO ACORDO DE PARÍS DE 1894

A ORIGEM DA CHAMADA A QUESTÃO DA LUNDA 1885 – 1894

REAÇÃO PORTUGUESA – HENRIQUE AUGUSTO DIAS DE CARVALHO CONTESTA BÉLGICA


O General Henrique Augusto Dias de Carvalho, Benemérito da Pátria Portuguesa e 1.º Governador da Lunda sob Protecção de Portugal, grande amigo dos Africanos e Chefe da expedição a Mussumba do Muatianvua 1884 – 1888, ao tomar conhecimento da edição da noite de domingo dia 09 de Agosto de 1890, n.º 221 de L’Independence Belge de Bruxelles, 5 anos após a conferência de Berlim... Contesta a decisão da Bélgica nos seguintes termos.


“Texto com a grafia da época”...


A insistência com que os interessados na Administração do Estado Livre do Congo, depois de ser  do domínio publico “O tratado de Portugal com a Grã-Bretanha” de que a região da Lunda ou os domínios do Muatianvua estão encorporados na possessão d’aquelle Estado e constituem o seu 12.º districto sob o nome do CUANGO – ORIENTAL, primeiro surprehendeu-me e depois incitou – me a extrahir com toda a brevidade dos trabalhos da minha Expedição ao Muatianvua 1884 – 1888 em via de publicação e a colligir nesta Memória todos os documentos que melhor comprovem a minha assertação de que a Lunda é território sob Protecção Portuguez e para onde há muitos annos se faz a expansão dos Portuguezes Europeus e Africanos que habitam na província de ANGOLA.


Na intenção de que ao Governo de Sua Magestade Fidelissima possa eu, no cumprimento de um dever, esclarece-lo devidamente na pendência qu’parece vai suscitar-se perante o Conselho Federal da Suissa, na rectificação de limites entre Portugal e o Estado Livre sobre as suas possessões confinantes; é justo que me sejam reveladas quaesquer faltas que não poderão deixar de existir nesta rápida publicação:


Henrique Augusto Dias de Carvalho

Lisboa, 31 Agosto de 1890


CARTA AO REDACTOR DE L’Independence Belge


Entendemos ser um dever da nossa parte, tornando – nos o mais lacônico possível, mas o bastante preciso, immediatamente nos dirigir – mos ao Redactor em Chefe d’esta folha de modo a provar – lhe que nos encontrava dispostos a manter até a última em bem fundados argumentos os direitos de Portugal á região da Lunda em cuja occupação definitiva tenho tratado desde Janeiro de 1885 que assumi as funcções de RESIDENTE  POLITICO na própria região em todo o tempo que ali estive; e nesta cidade de Lisboa, desde que a ella regressei, a 11 de Maio de 1888.


A pesar da nossa imprensa periódica ter tido a condescendência de dar publicidade à traducção da carta a que me reporto, fazendo-a acompanhar de considerações que muito me lisongeiam e acceito para o nosso paiz; parece-me conveniente para os leitores, collocal-a n’este logal:

Sr.  redactor da independência Belga: - No 221 da vossa edição da noite de domingo 10 do corrente, sob titulo Negócios do Congo, a propósito d’uma noticia duvidosa do jornal Francez Le Siecle, causou-me admiração que v. affirme que a LUNDA ou domínios do Muatianvua constituem 12º districto do Estado Livre sob o nome de Cuango-Oriental, e que desse districto, é chefe o tenente Dhanis.


Continuação da parte IV na próxima edição...


NÃO HÁ INOCENTES NO MPLA SOBRE AQUELES QUE FICARAM COM A MELHOR PARTE DO BOLO, OS QUE SE ENRIQUECERAM EM 43 ANOS...


NÃO HÁ INOCENTES NO MPLA SOBRE AQUELES QUE FICARAM COM A MELHOR PARTE DO BOLO, OS QUE SE ENRIQUECERAM EM 43 ANOS...



Não há inocentes. JES e sua parentela ficaram com a melhor parte do bolo, mas os outros não ficaram propriamente com migalhas. Por diferentes razões, os coetâneos de JES são obrigados a seguir-lhe as pisadas. Deixarem também a cena política.



Em Setembro, já está decidido, José Eduardo dos Santos (JES) deixará a presidência do MPLA. O acto marcará o epílogo da trajectória política de um homem que há 38 anos vem marcando a vida dos angolanos. Representará, também, a partida de um cidadão que deu o seu melhor quando se entregou a sério. Nacionalista, JES respondeu ainda jovem ao apelo da terra, aderindo de corpo e alma à luta de libertação.


A sua partida representa, também, o fim de um período cinzento na história de Angola. Se com uma mão fez o melhor que podia, foi até ao limite, manteve este país unido, deu o peito às balas quando a ameaça de desintegração provocada pela UNITA era inegável, com a outra mão ele desfez quase tudo isso.


“Sequestrado” por uma parte da família e pela sua entourage, JES fez do Estado angolano uma coutada privada. O que se vê hoje à volta do Fundo Soberano, a tentativa de transferência de 1.5 biliões de dólares para a Grã-Bretanha, numa operação que tinha o filho varão como sujeito e actor, a natureza dos contratos e adjudicações sem concurso público que beneficiaram outros filhos, são algumas das provas de como José Eduardo dos Santos se perdeu na caminhada. A forma como o general Kopelipa transformou o novo aeroporto de Luanda numa obra faraónica e privada mostra o desvario em que isto estava.


Para o bem de todos, este país não pode permitir, por um minuto que seja, que alguém mais venha a dispor do poder que JES dispunha até 26 de Setembro passado. Será bom para o país, como será bom para quem ocupa a presidência ou quem vier a fazê-lo. O que se viu nesta deriva mostra que não era apenas o país que precisava de ser salvo. JES precisava também, ele mesmo, de ser socorrido da sua própria deriva. A entourage e uma parte da família tomaram conta dele, tomaram conta do país, dispuseram do que era de todos, mas isso não o iliba de nada.


"Independentemente das razões político-constitucionais que o levam a sair, JES e a sua geração estão ligados por outra razão: cumpriram o seu papel! A nação agradece o quanto deram, mas têm que aceitar que chegou a hora de entregarem o testemunho."



Chegados aqui e perante o mal-estar que se sente em relação à figura dele e de parte da família, é líquido concluirmos que esta não era a forma como esperava sair de cena. JES percebeu, finalmente, que ninguém mais porá o pescoço de fora por ele. O mal-estar em relação a ele e aos seus acelerou o processo de transferência do centro de gravidade.


Não esperava ser empurrado para fora por imberbes como Anabela dos Santos e seguramente também não esperava que, de todos quantos deu a mão, Norberto Garcia e João Pinto, os últimos a chegar – na verdade de tão trôpegos e broncos nunca chegarão –, fossem os únicos (a par de Tchizé e de Isabel) a sentir as suas dores. Outros como Pitra Neto, se não se recolheram, “entregaram-se” às autoridades, como o fez Aldemiro Vaz da Conceição.


Tudo o que disse até aqui, não invalida o que disse em Agosto de 2001, quando, ao anunciar a sua primeira tentativa de retirada efectiva da política, disse que a sua geração já tinha cumprido o seu papel. Volvidos 17 anos, esta afirmação parece mais actual do que nunca. É daquelas coisas que sobrevivem ao tempo. JES envelheceu, a sua geração envelheceu, os que o ouviram dizer isso também envelheceram, mas a maldita afirmação está aí de pedra e cal. Inamovível e sem ferrugem.


Por conseguinte e independentemente das razões político-constitucionais que o levam a sair, ele e a sua geração estão ligados por outra razão: cumpriram o seu papel! A nação agradece o quanto deram, mas têm que aceitar que chegou a hora de entregarem o testemunho. Roberto de Almeida deixou a vice-presidência do MPLA; aos 75 anos de idade também deveria deixar o BP. França Ndalu tem 80 anos; deveria fazer o mesmo. Aos 76 anos, Dino Matross não deve continuar a gerir um gabinete do secretariado do MPLA; Magalhães Paiva “Nvunda”( 75 anos) e tantos outros anciões que JES acomodou em embaixadas ou nomeou como consultores ou administradores não executivos deveriam fazer o mesmo. Ao não seguirem o exemplo de JES, esses anciãos estão a comportar-se como “donos” do MPLA, coisa que muitos dele censuram em JES, o antigo dono disto tudo, DDT.


Se esses mais velhos querem portar-se à altura do MPLA deveriam acompanhar JES na saída. Seria a melhor homenagem que lhe poderiam prestar. Gente que gaba a sua magnanimidade deveria exercer um pouco de grandeza. Seja por ele, seja pelo MPLA, mas que seja sobretudo pela nação.


Por outro lado, se por acaso alguém já não se lembra, recordemos. JES esqueceu-se de alguns companheiros de jornada, mas ninguém deve ignorar o seguinte: não há inocentes. Como se diz na obra de Pepetela “Jaime Bunda Agente Secreto”, quem parte e reparte se não é burro, fica sempre com a melhor parte. Já sabemos quem ficou com a melhor parte. Mas também é verdade que as outras partes não são exactamente migalhas. Por conseguinte, caros “maquizards” façam o que a nação espera. Que ninguém tome a saída de JES como uma oportunidade de mandar no MPLA. Que ninguém menospreze as outras gerações. CA



quinta-feira, 3 de maio de 2018

MORREU AFONSO DHLAKAMA, LIDER DA RENAMO EM MOÇAMBIQUE AOS 65 ANOS DE IDADE


MORREU AFONSO DHLAKAMA, LIDER DA RENAMO EM MOÇAMBIQUE AOS 65 ANOS DE IDADE


Afonso Dhlakama, líder histórico da Renamo (Resistência Nacional de Moçambique), morreu. A notícia está a ser avançada pela Televisão Independente de Moçambique. O político tinha 65 anos.


A Renamo, segundo maior partido moçambicano, combateu militarmente o regime da Frellimo até 1992, sendo que em Outubro desse ano as duas partes assinaram  acordo geral de paz que colocou um ponto final a 16 anos de guerra civil. Os protagonistas deste acordo foram o então presidente do país, Joaquim Chissano, e Afonso Dhlakama, pela Renamo.



Afonso Macacho Marceta Dhlakama, de seu nome completo, nascido em Mangunde, província de Sofala, sempre ambicionou ser presidente de Moçambique mas perdeu os actos eleitorais em que participou, onde teve como adversário, Joaquim Chissano, Armando Guebuza e o actual presidente, Filipe Nyusi.

O site da Renamo descreve assim o início da sua actividade partidária.


"Em 1974, após a Revolução do 25 de Abril em Portugal e, consequentemente, o fim da guerra colonial, o jovem Dhlakama ingressou na Frellimo (Frente de Libertação de Moçambique). No entanto, pouco tempo depois abandonou esse movimento para se tornar, em 1976, um dos fundadores da RNM (Resistência Nacional de Moçambique), um movimento armado. Após a morte do primeiro presidente, André Matsangaíssa em combate, e depois de uma luta pela sucessão, Dhlakama tornou-se presidente deste movimento de oposição ao regime, que se começou a designar Renamo.


A guerra civil em Moçambique, que envolvia a Frelimo (no Governo), e a Renamo (na oposição), durou 16 anos, durante os quais Dhlakama se manteve a liderar a guerrilha. Em 1984 a República Popular de Moçambique, sob o governo da Frelimo, e a República da África do Sul, sob o regime minoritário da apartheid, assinaram o Acordo de Nkomati que previa que cada país acabasse com o apoio aos movimentos armados de oposição do outro e assim eventualmente terminar com a guerra, mas o acordo fracassou".


fonso Dhlakama auto-intitulava-se "pai da democracia" moçambicana. Os acordos de paz de 1992 nunca foram totalmente aplicados, segundo a Renamo, que reclamava a inclusão dos seus militares num sistema unificado de forças, algo que foi sempre recusado.



Agora, após vários confrontos militares, Dhlakama celebrou já em 2018 com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, um acordo para a realização de eleições regionais, uma reivindicação antiga da Renamo, que conta com grandes apoios no centro do país, perto da sua base histórica da Gorongosa.




ORGÃOS CENTRAIS DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE



Orgãos Centrais Executivos Nacionais do MPLT

domingo, 29 de abril de 2018

REPUBLICA DO KOSOVO FOI UM PROTECTORADO, 10 ANOS DE INDEPENDENCIA 2008, RECONHECIDA POR 111 DOS 193 PAÍSES MEMBROS DA ONU


REPUBLICA DO KOSOVO  FOI UM PROTECTORADO, 10 ANOS DE INDEPENDENCIA 2008, RECONHECIDA POR 111 DOS 193  PAÍSES MEMBROS DA ONU


O Kosovo (às vezes escrito Cossovo, Cosovo ou Kosovo) ( em Sérvio, Косово; em Albanês Kosova ) é um país de reconhecimento limitado localizado na península dos Bálcãs (no sudeste da Europa), na região da antiga Jugoslávia. Desde 2008, quando declarou a sua independência de forma unilateral da Sérvia, é reconhecido como um país independente por 111 dos 193 países membros da ONU ( incluindo Estados Unidos de América, Japão, França, Itália, Portugal, Reino Unido, Timor Leste, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Colômbia e Alemanha entre outros ), enquanto outros países ( incluindo a própria Sérvia, Rússia, China, Brasil, Angola e Moçambique ) não o reconhecem como país independente.

O território kosovar fez parte dos impérios  Romano, Bizantino, Búlgaro, Sérvio e Otomano e, no século XX, passou às mãos do Reino da Sérvia, do Império Italiano e da Jugoslávia. Após o falhanço das negociações internacionais para atingir um consenso sobre o estado constitucional aceitável, o governo provisório do Kosovo declarou-se unilateralmente um país independente da Sérvia em 17 de Fevereiro de 2008, sob o nome República do Kosovo, sendo reconhecido no dia seguinte pelos Estados Unidos de América e alguns países europeus, tais como a França, Portugal, Reino Unido e a Alemanha.

Porém, o Kosovo ainda é reivindicado pela Sérvia e não recebeu o reconhecimento de outros países como a Rússia, Brasil e Espanha, dada a situação federativa destes países que tem Estados sob sua subjugação ou tutela, ver o caso da Catalunha.

O governo sérvio reivindica o território como parte integral da Sérvia, correspondendo à Província Autônoma de Kosovo e Metohija (em sérvio, Аутономна покрајина Косово и Метохија, Autonomna pokrajina Kosovo i Metohija, e em albanês Krahina Autonome e Kosovës dhe Metohisë).

 A maior parte da população do Kosovo é de origem albanesa, com uma minoria sérvia que representa aproximadamente 5% da população kosovar. 

O primeiro presidente do protectorado foi Fatmir Sejdiu, do partido LDK (Lidhja Demokratike e Kosovës, "Liga Democrática do Kosovo"). O primeiro - ministro foi Hashim Tchaci.

HISTORIA KOSOVAR 1389 - 2008

  
Foi parte do Império Otomano entre 1389 e 1912. A região esteve sob a dependência de SKOPJE tendo constituído uma província separada apenas em 1877.

Em 1912, apesar de ser uma zona de maioria albanesa, foi integrada à Sérvia e não ao principado da Albânia, criado naquele ano. Ocorreram rebeliões albanesas entre 1878 e 1881 e entre 1918 e 1924. Entre 1941 e 1944 foi anexada à Albânia, sob ocupação italiana. Após a reintegração à Jugoslávia tornou-se região autônoma, mas integrada à república da Sérvia.

Em 1991 declarou a independência, que não foi reconhecida pela comunidade internacional. A tensão entre separatistas de origem albanesa e o governo central da Iugoslávia, liderado pelo presidente  nacionalista Slobodan Milosevic aumentou ao longo de 1998. No ano seguinte, um grupo de líderes iugoslavos e da comunidade albanesa em Kosovo e representantes das principais potências mundiais foi formado para negociar um acordo de paz que colocasse fim aos conflitos entre os guerrilheiros do ELK e as forças Jugoslavas de Slobodan Milosevic, mas a reunião em fevereiro de 1999, na região no castelo de Rambouillet, na França, fracassou.

A OTAN  atacou a Jugoslávia em 24 de Março de 1999,  dando início à Guerra do Kosovo. A OTAN atacou alvos Jugoslavos, seguiram-se os conflitos entre as guerras albanesas e as forças sérvias e se formou um grande número de refugiados.

Em 3 de Junho de 1999, líderes ocidentais e Jugoslavos chegaram a um acordo para o fim da guerra. Em 10 de Junho, foi assinado o acordo para encerrar o conflito.

O Parlamento Sérvio em 27 de Dezembro de 2007 votou, por ampla maioria, moção de condenação contra qualquer tentativa de independência do Kosovo. A província tem sido administrada pelas Nações Unidas, através da Missão de Administração Interina, e pela OTAN desde a guerra de 1999 entre os sérvios e albaneses étnicos separatistas.

Em 17 de Fevereiro de 2008, Rússia, China e Sérvia se opõem ao reconhecimento internacional da independência do Estado do Kosovo, que seria declarado definitivamente nesta data junto à ONU. Os Russos sempre se opuseram aos movimentos separatistas do Kosovo.

O presidente russo Vladimir Putin declarou que "o reconhecimento da independência do Kosovo seria ilegal e imoral", pois reacenderiam os conflitos na região dos Bálcãs. O discurso anti-separatista de Putin foi engrossado pelo Ministro de Relações Exteriores da Rússia Serguei Lavrov.

Segundo o ministro, "é a primeira vez que se aborda a saída de uma região de dentro de um Estado soberano", o que, segundo ele, poderia acirrar conflitos semelhantes em outras 200 regiões em todo mundo.

Em contrapartida, o Kremlin sugere a criação do que poderia ser chamado "mapa do caminho", o projeto sugere uma série de autonomias, mas não ocorreria a independência do Kosovo, assim como acontece em Hong Kong.

A Rússia sugere supostos interesses comerciais ocidentais com a criação do Estado do Kosovo, denunciando ainda que o envio de uma missão da União Europeia à região não tinha "base legal"

Mesmo diante da declaração do presidente sérvio de que a Sérvia jamais reconhecerá a independência do Kosovo, o primeiro - ministro, Hashim Thaci convocou e realizou uma sessão extraordinária do parlamento, onde os 109 deputados presentes votaram a favor da independência da província.

Thaci solicita o envio de uma missão internacional liderada pela União Europeia para substituir a missão da ONU que administra a província desde 1999.

A oposição de países como Sérvia, Rússia e China ao reconhecimento internacional da província torna-se ainda mais latente, com a possibilidade de conflitos na região. Segundo enviados da BBC, a situação é crítica e beira a um colapso, podendo a qualquer momento estourar um conflito entre a maioria albanesa e os sérvios.

No dia 16 de Fevereiro de 2008, um dia antes da sessão extraordinária, mil sérvios se reuniram para protestar contra a independência kosovar. O delicado cenário em questão se tornou ainda mais explosivo após o primeiro-ministro VOJISLAV KOSTUNICA declarar aos sérvios residentes na região do Kosovo que não abandonem suas casas, pois não são obrigados a reconhecer nenhuma forma de declaração de independência.


A Rússia está em negociação com a ONU, pedindo para que ela não reconheça a actual independência, por temer que isso vire um novo estopim de movimentos separatistas e reivindicações unilaterais de regiões que se auto-declaram independentes. A Sérvia, junto aos seus aliados econômicos e étnicos, teme pelas minorias não albanesas na região do Kosovo (principalmente ao norte), por tratados de livre-circulação antes estabelecido pelos Estados do Bálcãs e pela região ser considerado um coração cultural e religioso.

POPULAÇÃO KOSOVAR SUA COMPOSIÇÃO ACTUAL

A população total do Kosovo é estimada entre 1,9 e 2,2 milhões de habitantes, com a seguinte composição étnica: 92% de albaneses, 4% de sérvios, 2% de bosnianos e goranis, 1% de turcos e 1% de ciganos.

 O CIA World FactBook estabelece a seguinte proporção: 88% de albaneses, 7% de sérvios do Kosovo e 5% de outros grupos étnicos, totalizando 1.804.838 habitantes.

Os censos de 2011 indicam um total de 1.739.825 habitantes (sem dados para os municípios de LeposaviqZveqan e Malishevë), assim distribuídos: Albaneses 1.616.869 hab, Bosniacos 27.533 hab, Sérvios 25.532 hab, Turcos 18.738 hab, Ashkali 15.436 hab, Egipcios 11.524 hab, Goranis 10.265 hab, Rom 8.824 hab, Outros 5.104 hab.


COMO FUNCIONA O PEDER NA REPUBLICA DO KOSOVO


A República do Kosovo é uma democracia representativa parlamentar. O poder executivo é exercido pelo governo do Kosovo, liderado pelo primeiro – ministro do kosovo. Dois ou três ministros, dependendo do tamanho do governo, devem obrigatoriamente pertencer às minorias.

O presidente da Republica do Kosovo é o chefe de Estado. O poder judiciário é independente, e o poder legislativo é exercido pela Assembléia do Kosovo, unicameral, que consiste de 120 membros, dos quais 100 são eleitos diretamente pelo povo para um mandato de quatro anos, e vinte assentos são reservados exclusivamente para representantes das minorias étnicas. A assembléia elege o presidente por cinco anos, e aprova o seu gabinete.

Uma nova constituição para a Republica do Kosovo foi aprovada pelo Parlamento da República, e entrou em vigor em  15 de Julho de 2008.

CEAST CONFIRMA RÁDIO ECCLESIA JÁ É OUVIDA TAMBÉM NO REINO LUNDA TCHOKWE – LUNDA SUL, MOXICO NA PRIMEIRA FASE SOB AVAL DO JLO


CEAST CONFIRMA RÁDIO ECCLESIA JÁ É OUVIDA TAMBÉM NO REINO LUNDA TCHOKWE – LUNDA SUL, MOXICO NA PRIMEIRA FASE SOB AVAL DO JLO



A Rádio Ecclesia, emissora Católica de Angola, é já ouvida, em fase experimental, em seis províncias do país, após vários anos limitada apenas a Luanda, cenário alterado com a intervenção direta do Presidente angolano, João Lourenço.



A informação foi transmitida à Lusa pelo vice-presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), o arcebispo José Manuel Imbamba, garantindo que em outros pontos do país as respetivas emissoras "continuam a ser montadas", uma vez que grande parte do equipamento que tinha sido adquirido ficou "obsoleto".


"Neste preciso momento seis estão já a emitir em fase experimental, nomeadamente nas províncias do Moxico, Malanje, Benguela, Bengo, Huíla e Lunda Sul, portanto estas seis dioceses têm já as rádios a emitir de forma experimental", disse.


Após vários anos arrumados, à espera de licença para operar, grande parte dos aparelhos adquiridos e distribuídos pelas províncias, para funcionamento da Rádio Ecclesia, acabaram por avariar, explicou José Manuel Imbamba.


A anuência para expansão do sinal da Rádio Ecclesia, de Luanda para todo o país, foi dada pelo Presidente da República de Angola, João Lourenço, a 08 de janeiro.


"Devemos reconhecer que, por razões que não importa adiantar aqui, a Rádio Ecclesia não conseguiu até aqui fazer essa mesma extensão do sinal", salientou.


O chefe de Estado angolano referiu que desde que seja respeitada a Lei da Radiodifusão, a emissora católica "pode perfeitamente expandir o seu sinal a todo o território nacional".


"Se tem os investimentos feitos para que assim possa acontecer pode começar de imediato, se não, que se prepare, que faça os investimentos necessários, na certeza de que da nossa parte nós não encontramos problema absolutamente nenhum em que a Rádio Ecclesia estenda o seu sinal a todo o território nacional", reiterou.


De acordo com José Manuel Imbamba, que é o também arcebispo de Saurimo, capital da província angolana da Lunda-Sul, o processo de extensão do sinal da emissora prossegue, decorrendo igualmente a "elaboração de um pacote legislativo que deve incluir a renovação dos estatutos da Rádio Ecclesia".


"Porque antes a rádio estava apenas centrada em Luanda e agora terá já abrangência nacional o que leva a revisar os seus estatutos, inclusive o seu aspeto empresarial ou não que precisa igualmente ser definido, e exige um pacote específico para poder se enquadrar no pacote legal em voga no país", observou.


Questionado sobre a sustentabilidade dessas emissoras provinciais que vão surgindo no âmbito da expansão do sinal da Ecclesia, o vice-presidente da CEAST referiu que esta questão está equacionada, sendo que o maior suporte virá das comunidades cristãs.


"E é por isso que as comunidades cristãs também estão a ser chamadas a porem ao dispor dessas estações todo o apoio necessário porque as sustentações virão da própria comunidade sem colocar de parte todas as ajudas externas que possamos receber", explicou.


Quanto ao papel que deve desempenhar a Rádio Ecclesia, a partir do centro de Luanda, José Manuel Imbamba, sublinhou que a emissora "mãe" continuará "ligada à sua diocese" e com a missão ainda de " acompanhar e monitorar todas outras estações".





MARCOLINO MOCO E A POLÍTICA DE CLEMÊNCIA


MARCOLINO MOCO E A POLÍTICA DE CLEMÊNCIA



O político Marcolino José Carlos Moco é uma das figuras de proa da política angolana e, se considerarmos o palco da mesma como um tabuleiro de xadrez em que se movem peças para atacar o rei adverso, ele faz facilmente figura de “bispo” das peças pretas sacrificado pelo seu “rei” na luta contra um rei das peças “brancas” não identificado, mas suspeito, quiçá um clone do próprio rei das peças pretas.

Por William Tonet


Aalegoria vale o que vale mas reflecte bem o que se passou da sua “démarche” contraditória, enquanto primeiro-ministro, contra o chefe de Estado, José Eduardo dos Santos.


A sua carreira política foi decidida por mérito próprio, a favor de uma carreira académica brilhante. Em 1967, o jovem Moco foi seleccionado para o Seminário Menor do Espirito Santo, no Huambo. Cinco anos depois, encontrava-se entre os melhores estudantes, foi seleccionado para o Seminário Maior de Cristo Rei, na mesma cidade e, alguns anos mais tarde, quando terminou os seus estudos no secundário, decidiu renunciar à vocação sacerdotal e optou pelos estudos de Direito, que nessa altura era uma das saídas mais prováveis para quem estivesse preparado para integrar o ensino superior.


Acontece que o Direito é uma das áreas que parece melhor combinar com a vocação política e, uma vez que lhe foi reconhecido brilhantismo académico, o facto de ele ter enveredado pela carreira política aconteceu o mais naturalmente possível.


Aderiu ao MPLA nos anos de 1974/5, só que o Huambo, em pouco tempo, transformou-se no maior bastião da UNITA, mas nem por isso ele abandonou a sua filiação partidária. Em 1981 alcançou ao cargo, hoje correspondente a segundo secretário provincial do partido, e em 1985 ascendeu ao Comité Central do MPLA. Foi nomeado em 1986 governador do Bié e ao mesmo tempo primeiro secretário do comité provincial do partido nessa província; em 1987 regressou ao Huambo com as mesmas funções e em 1988 é nomeado ministro da Juventude e Desportos, ministério do qual ele é o fundador. Depois deu-se o sprint final, em 1991 é eleito secretário-geral do partido e em 1992 alcança o cargo de primeiro-ministro.


Não me vou atardar sobre o sobressalto ocasionado pela sua complicada relação com o presidente José Eduardo dos Santos, toda a gente está ao corrente da vergonhosa humilhação a que foi submetido, previsível de ginjeira, pois Moco encontrava-se numa situação complicada, por um lado ter a necessidade de não colidir com as vontades da hegemonia de um presidente totalitário, por outro, não dar a entender perante a sociedade que era uma marionete sua.


Resultado: foi enviado às urtigas e humilhado publicamente.


Do político Marcolino José Carlos Moco muito se esperava e a verdade é que ele tem estado a decepcionar um grande número de políticos, que acreditavam que esse grande jurista poderia ser uma opção, quer para conservadores como para renovadores, por ser o menos comprometido com os crimes de peculato e de corrupção.


Ora isso fracassou pois ele preferiu o caminho da aliança com um dos lados contendores. João Lourenço nomeou-o para o apagado e insignificante, para a sua dimensão, lugar de administrador não executivo da Sonangol.


Terá Moco atirado a toalha ao chão, resignando-se, acomodando-se, no novo figurino “lourenciano”? Sou incompetente para responder. Sou, também, um homem, um amigo triste, pelo subaproveitamento intelectual deste monstro…


É, por isso, estranho, para quem aguentou as agruras do deserto político sucumbir ao chegar à praia.


O lugar de administrador não executivo é uma acomodação e uma demonstração de que João Lourenço também tem medo deste blindado político e que assim o pode controlar e comprometer, quando ele poderia regressar ao partido pela porta grande para fazer justiça à sua saída e aos órfãos que deixou.


A Moco poderia ter sido dada a oportunidade para concorrer como juiz ao Tribunal Constitucional, magistrado à Procuradoria-Geral da República ou, na melhor das hipóteses liderar uma entidade judicial nova como a Alta Autoridade contra a Corrupção ou ainda uma Provedoria de Fiscalização Jurídica das Entidades Públicas, com o objectivo de escrutinar e analisar os contratos e dar provimento a questões de índole jurídico-económica. A mais-valia de Marcolino Moco não sendo aproveitada na capacidade académica e profissional demonstram o temor que a sua “rentrée” gerou e gera.


Ademais, Moco não pode ser considerado um político velho, porquanto ele, mesmo retirado da política activa, tem uma base eleitoral que nele se revê(ia), não só no Sul, mas também no Norte e no mundo académico. Por essa única razão não deveria hipotecar a sua valência pelo simples facto de ter estado contra as práticas de José Eduardo dos Santos.


Sim, porque não se compreende de outro modo o facto de João Lourenço ter tratado Moco como um “clementino”, ao ser acomodado como administrador não executivo, quando poderia, reconhecendo a sua mais-valia, ter sido nomeado, no mínimo, também, assessor jurídico da Presidência da República, pois JLo precisaria de Moco, face à sua maturidade política, o bónus da idade, a relação com todas as tribos partidárias, a competência académica, na sua qualidade de um dos melhores constitucionalistas que o país tem (mas não se orgulha), nem o quer aproveitar.


O MPLA precisa de cientistas políticos, com projecção interna e externa, capazes de aliar a matreirice política à capacidade, negocial e académica, por atravessar várias correntes ideológicas da intelectualidade política da oposição e sociedade civil.


A Justiça e o direito ganhariam muito mais com Marcolino Moco, e João Lourenço sabe-o se ele pudesse emprestar o seu cunho aí.