sábado, 21 de abril de 2018

Lopo do Nascimento defende contagem da verdade histórica de Angola



Lopo do Nascimento defende contagem da verdade histórica de Angola




Histórico dirigente do MPLA, Lopo do Nascimento, considerou, ontem, em Luanda, ter chegado o momento de se contar “a verdade histórica de algumas áreas da história de Angola”, sem especificar concretamente em que aspectos.

Lopo do Nascimento fez este apelo à Associação Tchiweka de Documentação (ATD) quando apresentava, no Memorial António Agostinho Neto, o seu testemunho sobre a figura de Lúcio Lara, no quadro da conferência denominada “Lúcio Lara – Trajectória de um combatente”, no mês em que em vida completaria 89 anos.

“Gostaria de pedir à ATD que continue, apesar das dificuldades com que se debatem, de modo a que possamos introduzir a verdade histórica de algumas áreas da história de Angola. Porque há muita coisa que foi dita que correspondeu a uma época que era preciso ser dita, mas que não é a verdade verdadeira. Eu faço um apelo à ATD, que faça esse percurso de contar a verdade histórica, porque há coisas que foram contadas que, realmente, não foi assim que as coisas se passaram”, frisou.

Lopo do Nascimento destacou Lúcio Lara como uma figura angolana de extrema elevação, modéstia e humildade, tendo chegado inclusive a rejeitar cargos de relevância no governo pós-Independência. “Fui colega, camarada e companheiro de Lúcio Lara, a partir de 1974. Convivemos em três áreas geográficas diferentes, e em cada uma delas tive a oportunidade de descobrir uma personalidade e aprender muitas coisas, não apenas do ponto de vista político, mas comportamental”, ressaltou.

Segundo o político, Lúcio Lara era um verdadeiro camarada que estava na política não para servirse, mas para servir, no seu carácter modesto, de companheirismo e de solidariedade que o caracterizavam.

“Após a Independência, quando se constituiu o Governo, Lúcio Lara foi indicado para ministro da Educação, mas recusou dizendo que não queria nenhum cargo governamental.

Queria continuar a trabalhar no partido. Não queria ir para o Governo, o que mostra a sua maneira de ser. Não era um individuo que estava ali para se servir ou aproveitar- se de nada”, resssaltou.

Lúcio Lara – comandante educador

Por seu turno, João Teta, no seu testemunho sobre “Lúcio Lara – designou- o como o comandante educador”. Revela que Lúcio Lara idealizou um programa integral de formação de pioneiros para os desafios da luta de libertação nacional e pós Independência.

Foi com o slogan segundo o qual “o ensino de qualidade é garantido, antes de tudo, pela qualidade do professor”, que Lúcio Lara arquitectou o projecto do “Internato 4 de Fevereiro”, que albergava centenas de pioneiros aos quais foi administrado um processo de ensino rigoroso, com os melhores quadros do MPLA da 2ª região, entre engenheiros, sociólogos, médicos, e de outras áreas de formação.

“O camarada Lúcio Lara foi um dos arquitectos deste conceito. Educar integralmente para libertar, libertar do obscurantismo e o preconceito, libertar do individualismo e do egoísmo. O arquitecto dessa filosofia de ensino era o camarada Lúcio Lara”, enfatizou.

Segundo João Teta, a paixão de Lúcio Lara pela educação e formação de um homem novo, comprometido com a causa da libertação do seu povo do jugo colonial e da exploração do homem pelo homem, foi manifestada pela criação da OPA – Organização do Pioneiro Angolano -, que ele conduziu, bem como os dez princípios do pioneiro do MPLA.

Debate

Nos debates, muitas inquietações foram levantadas pelos participantes, os quais defenderam que a iniciativa de homenagear devia ser do próprio partido, MPLA, e não de uma associação.

Teresa Coehn, uma das intervenientes, disse ser obrigação do MPLA homenagear todos aqueles que entregaram as suas vidas pela causa da liberdade do povo angolano que considerou terem caído no esquecimento.

Sobre o repto lançado por Lopo do Nascimento, apelou às pessoas que participaram no processo de luta de libertação ainda vivas, a terem coragem de vir a público e contar a verdadeira história do MPLA. OPAIS



sexta-feira, 20 de abril de 2018

PARTE II – A QUESTÃO DA LUNDA 1885 – 1894; DO CONFLITO ENTRE PORTUGAL E A BÉLGICA DE 1890 A CONVENÇÃO DE LISBOA DE 1891 E O FIM DO CONFLITO COM ASSINATURA DO ACORDO DE PARÍS DE 1894


PARTE II – A QUESTÃO DA LUNDA 1885 – 1894; DO CONFLITO ENTRE PORTUGAL E A BÉLGICA DE 1890 A CONVENÇÃO DE LISBOA DE 1891 E O FIM DO CONFLITO COM ASSINATURA DO ACORDO DE PARÍS DE 1894

A ORIGEM DA CHAMADA A QUESTÃO DA LUNDA 1885 – 1894


A Expedição Científica Portuguesa a Mussumba do Muatiânvua 1884-1888


Em 1877, o magnata Rei da Bélgica, Leopoldo II, funda o Estado Livre do Congo, mas antes desta data, em 1843 o comerciante Português Joaquim da Graça que fazia negócios no Congo, é levado no Catanga pelos Belgas e conhece a Mussumba do Muat Yanv, a 1.ª capital do Império Lunda em decomposição ou fragmentação, e denota-se com uma organização política administrativa e militar da corte do Muat Yanv igual, a das dinastias Européias e fica estupefacto.


Como, apenas sabia a via marítima, para chegar até Leopold-Vill via rio Zaire, o seu regresso para a província de Angola, da Mussumba é feita, atravessando os rios Cassai, Luembe, Luatchimo, Luana, Tchihúmbwé, Kuango até Kassanje, fronteira natural do Reino do Ndongo com os domínios do Muat  Yanv e, meteu um marco no Kazabi, com o seu nome e ano, assim atingiu Luanda.


Posto em Luanda Joaquim da Graça informa ao Governador Geral da Província de Angola, sobre as terras da Lunda, para além do Reino do Ndongo em Malanje e, dos benefícios de comércio com os potentados sob domínio do Muat Yanv, o que comoveu o governador que, em nome do seu Rei, reuniu todos os comerciantes e; como na altura a Dona Ana Joaquina Silva era a mais rica, fora incumbida a missão de financiar e abastecer o Sr Joaquim da Graça, de panos, fazendas e outros produtos e, formou-se uma comitiva de contratados que regressou a Mussumba do Muat Yanv.


É assim que, desde 1843 até 1883, varias comitivas de Portugueses Europeus e Africanos da província de Angola, isto é, 40 anos mais tarde, fizeram-se as Lundas para o mero Comércio e, como os Belgas queriam expandir a sua influência para outras latitudes, não queriam mais ver outras potências na região, sobretudo os portugueses brotaram o conflito, conhecido por “Crise do Congo”, para que os Belgas, Ingleses, Franceses, Portugueses e Alemães, estabelecessem as fronteiras de suas influências públicas.


Como Portugal, era o único país fraco e, para que tivesse razão fundada no direito, o governador geral da província de Angola, comunica ao seu Rei e, este em 24 de Março de 1884, nomea oficialmente o Major de Infantaria Henrique Augusto Dias de Carvalho, como Chefe da Expedição Cientifica Portuguesa a Mussumba do Muatiânvua, missão financiada pela Sociedade de Geografia de Lisboa, que tinha entre outras orientações, a celebração de tratados de protectorados com potentados e Estados Indigenas sob domínio do Muatiânvua, para a garantia do comércio nestes Estados, depois de terem passado 402 anos da presença de Portugal na sua Província ultramarina de Angola 1482 - 1884.


A Comitiva de Henrique Augusto Dias de Carvalho, era integrada por contratados de Luanda e de Malange, para além destes, a comitiva era composto por  Major Farmacêutico – Agostinho Sizenando Marques, sub chefe da expedição, Capitão João Baptista Osório de Castro, oficial as ordens, Tenente Manuel Sertório de Almeida Aguiar, Ajudante , e o missionário Padre António Nunes Castanheira, com domínios de geografia, cartografia, etnografia e línguas.


Em 10 de Outubro de 1884, a comitiva da Expedição Portuguesa a Mussumba, partia de Malanje para a capital Mussumba ao encontro do Imperador Muatianvua nas terras da Lunda, na altura o Povo Kimbundo ou região de Luanda a Malanje, era representada pelo Soba Grande chamado “AMBANGO”, este deu ao representante do Rei de Portugal, o seu irmão Augusto Jayme, para que, subscrevesse aos tratados que, em Kimbundo se chama por “KIVAJANA”, ou seja, acertar, concordar etc., com o fim de Augusto Jayme testemunhar a pertença da Lunda aos Portugueses e, é assim que, começou a famosa expedição de 1884-1888, antes de ter iniciado em Berlim a conferencia da partilha de Africa.


Entre Agosto de 1882 á Janeiro de 1886, Angola estava conduzida por um Conselho de Governo. E entre Janeiro de 1886 á Abril de 1895 Angola teve os seguintes Governadores Gerais:

ü Francisco Joaquim Ferreira do Amaral,
ü Guilherme Augusto de Brito Capelo,
ü Jaime Lobo de Brito Godins,
ü Álvaro António da Costa Ferreira,
 Finalmente em 1895 era Governador  Francisco Eugênio Pereira de Miranda.


No ano de 1895 foi o da criação do Distrito militar da LUNDA, ou seja, o reconhecimento do Estado da Lunda Independente, porque não poderia existir dois exércitos de um mesmo estado português se a Lunda fosse parte integrante da província ultramar de Angola.


Com o fim do conflito ou a crise do Congo, estabelecem-se as fronteiras convencionais de Africa, eliminando as fronteiras naturais. No decurso da conferência de Berlim, Portugal apresentou o mapa da sua província ultramarina Angola com 665.629,9444Km2 iguais Km2, atribuídas a França no Congo – Brazavill e Centro Africano.


A Comitiva Portuguesa a Mussumba partiu de Luanda conforme já explicado no parágrafo anterior, passa por Kassanje e atinge o Estado de Kapenda Kamulemba, e, aos 23 de Fevereiro de 1885, Henrique Augusto Dias de Carvalho celebrou o tratado de Protectorado n.º2 em nome de Portugal com potentado Muana Samba Capenda e Família na estação Costa e Silva no Kuango, o senhor Jayme Augusto irmão do Soba Ambango do Reino do Ndongo subscreveu a favor da nação Lunda.


Aos 31 de Setembro de 1885 na estação Luciano Cordeiro, celebrou-se o tratado n.º 3 com Caungula e Xá-Muteba;

 Aos 2 de Setembro de 1886, um ano depois, o tratado n.º 5 com Tchissengue e seus Manangas Tchokwes no Luatchimo;

Aos 1 de Dezembro de 1886 na estação Júlio Vilhena no Lucusse – Moxico, o tratado n.º 7, com Muatiânvua honorário Ambiji Suana Kalenga.

E, finalmente aos 18 de Janeiro de 1887 na Corte do Imperador Muata Yava Mucanza 17.º, o tratado n.º 8 na Mussumba sita em Calanhi.


Aos 11 de Maio de 1888, Henrique Augusto Dias de Carvalho, regressou a Lisboa e, escreveu as suas “Memórias sobre a Lunda”, onde era Residente Político, Chefe da Expedição Portuguesa a Mussumba do Muata Yava durante 4 anos (1884-1888).


Entre 1888 até 1895, a representação Portuguesa nos Estados sob domínio do Muatiânvua, ou Estados dos potentados na Lunda esteve sob a direcção do Sr Simão Cândido Sarmento, o mesmo que fez parte da Delegação Portuguesa nos trabalhos da delimitação das fronteiras na Lunda com outra Delegação do Governo da Bélgica entre 1892 á 1893. Em sua homenagem a actual comuna ou Vila de Xá-Cassau era chamada de Veríssimo Sarmento.


Em 1895 Henrique Augusto Dias de Carvalho foi nomeado o primeiro Governador da Lunda já nas vestes de General do Exercito de Portugal.


Próxima edição com a Parte III...



quinta-feira, 19 de abril de 2018

MONARCA DO REINO UNIDO RAINHA ISABEL II PEDE À COMMONWEALTH QUE ELEJA PRINCIPE CARLOS COMO SEU SUCESSOR


MONARCA DO REINO UNIDO RAINHA ISABEL II PEDE À COMMONWEALTH QUE ELEJA PRINCIPE CARLOS COMO SEU SUCESSOR



Londres, 19 abr (Lusa) – A rainha Isabel II pediu hoje aos chefes de Estado da Commonwealth, reunidos em Londres numa cimeira bianual, que elejam o príncipe Carlos, primeiro na linha de sucessão ao trono britânico, como o seu sucessor na liderança daquela organização.


Num discurso proferido no Palácio de Buckingham diante de 46 líderes dos 53 países que integram a Commonwealth (organização que congrega Estados e territórios que integraram no passado o império colonial britânico, sendo Moçambique uma das exceções a esse critério de adesão), a monarca disse esperar que a instituição continue a proporcionar "estabilidade" às gerações futuras e que isso é um dos seus mais “sinceros desejos”.


“Desejo que decidam um dia que o príncipe de Gales possa continuar a desempenhar o importante trabalho que o meu pai começou em 1949”, declarou Isabel II, de 91 anos, que ocupa a liderança da Commonwealth desde que subiu ao trono em 1952.


Este lugar não é hereditário e como tal a função não é transferida de forma automática para o primogénito e primeiro na linha de sucessão ao trono britânico, em caso de morte da monarca.


A decisão de quem deve ocupar o cargo nessa altura será da responsabilidade dos 53 países que integram a organização e, segundo informou esta semana o Governo britânico, será aprovada na sexta-feira.



O príncipe Carlos, que também esteve hoje presente no Palácio de Buckingham, declarou que espera que esta cimeira, que começou hoje e que se prolonga até sexta-feira na capital britânica, “não só revitalize os laços” entre os países, mas que também dê “uma relevância renovada para todos os respetivos cidadãos”.


Também presente no evento, a primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou que os dois dias de cimeira vão ser dedicados a discutir diversas questões, nomeadamente a cibersegurança, o comércio, a conservação dos oceanos ou a acumulação de resíduos de plástico.




SCA // VM
Lusa/Fim
O conte


TAMMIE JO SHULTS, A HEROINA DO VOO DA SOUTHWEST AIRLINES


TAMMIE JO SHULTS, A HEROINA DO VOO DA SOUTHWEST AIRLINES




Um avião da Southwest Airlines foi na terça-feira obrigado a aterrar de emergência depois de um dos motores ter explodido em pleno voo. Uma mulher morreu e várias pessoas ficaram feridas na sequência do acidente. Os passageiros que chegaram são e salvos a terra, elogiam agora as manobras da mulher que pilotava a aeronave.


Tammie Jo Shults estava ao comando do Boeing 737-700 quando, pouco tempo depois de ter levantado voo do aeroporto de LaGuardia, o motor esquerdo do avião explodiu. Uma das janelas da aeronave não resistiu ao impacto de estilhaços, e sugou parcialmente uma mulher, que acabou por morrer mais tarde.


Dez minutos atribulados foi o tempo que levou até o avião aterrar em Filadélfia, com os restantes passageiros e tripulação a salvo.


Um dia depois do incidente, são vários os passageiros que aplaudiram a atitude "heroica" de Tammie, que manobrou o avião com apenas um motor e aterrou-o sem mais fatalidades.


Tammie Jo Shults serviu no exército norte-americano durante 10 anos como pilota de aeronaves. Nas redes sociais, há quem a compare com Chesley "Sully" Sullenberger, o piloto que amarou um avião comercial no rio Hudson, em Nova Iorque.


"Estes são os heróis do voo 1380 da Southwest Airlines", escreve um passageiro no Twitter, legendando uma fotografia da tripulação onde aparece Tammie.


Ainda está por determinar a causa do acidente que vitimou uma mulher.


Lusa/MSN Noticias


MIGUEL DIAZ-CANEL NOVO PRESIDENTE E NOVA ERA PARA CUBA


MIGUEL DIAZ-CANEL NOVO PRESIDENTE E NOVA ERA PARA CUBA




O fim da era Castro, mas não do comunismo- PCC esta firma e de pé, Raúl só vai abdicar em 2012.


A Assembléia Nacional de Cuba anunciou nesta quinta-feira, 19, a aprovação do nome de Miguel Díaz-Canel como novo Presidente do país, em substituição a Raúl Castro, com 99,83% dos votos dos deputados.


O processo de escolha começou ontem, quando os parlamentares indicaram os candidatos de uma lista de 31 nomes para formar o Conselho de Estado, entre eles o Presidente, que então foi aprovada por quase unanimidade.


O nome de Díaz-Canel já era apontado como o favorito para assumir o cargo, o que aconteceu logo em seguida ao anúncio da aprovação.


Com a passagem do comando a Díaz-Canel, Raul Castro, no entanto, não renunciará a todas as suas funções.


Ele continuará como secretário-geral do Partido Comunista de Cuba até 2021, além de seguir como deputado nacional e líder das Forças Armadas.





GRADUALISMO AUTARQUICO OU FUNCIONAL DAS AUTARQUIAS, A NOVA HISTORIA DE ANGOLA EM 43 ANOS DE INDEPENDENCIA


GRADUALISMO AUTARQUICO OU FUNCIONAL DAS AUTARQUIAS, A NOVA HISTORIA DE ANGOLA EM 43 ANOS DE INDEPENDENCIA




Falando à Voz da América, no dia 16 deste mês, na província da Huíla, sobre o tema das autarquias locais graduais: geográfico-territorial, proposto pelo partido no poder em Angola e as funcionais apresentadas pelos partidos da oposição, o Economista Samuel Kandundu defende a implementação das autarquias locais em simultâneo em todo o país, por considerar que os problemas vividos nas localidades devem ser resolvidos pelos respectivos habitantes.


“As pessoas na localidade devem resolver o seu problema. Seja qual for, nós às vezes menosprezamos, dizemos que, ‘não, essas pessoas não sabem nada, é mentira. Cada pessoa tem o seu conhecimento. Nunca despreze ninguém: o soba, porque é analfabeto. Não, não. Eles têm o conhecimento, eles sempre se conduziram. Esses são aspectos que devem ser bem debatidos, não debatidos por curiosos”, ssugeriu.


O economista apela que, devem se fazer estudos sociológicos sobre essas matérias e aprofundar-se, porque senão nós vamos cometer um erro.


O Arcebispo Imérito do Lubangu, Dom Zacarias Kamuenho, defende que o gradualismo autárquico deve ser funcional.


“O gradualismo deve ser mais, é no funcionamento. O funcionamento de tal sorte que da mesma altura que se pede responsabilidade a quem está numa aldeia que é vizinha da Zâmbia ou que é vizinha do Congo Democrático, da mesma maneira que se deve pedir a responsabilidade a mesma responsabilidade também se peça ao outro que vive num município como Lubango, num município Lobito, município como Kalukembe etc.”

Segundo o Prelado, “as autarquias não nos devem meter medo”.




quarta-feira, 18 de abril de 2018

PARTE I – A QUESTÃO DA LUNDA 1885 – 1894; DO CONFLITO ENTRE PORTUGAL E A BÉLGICA DE 1890 A CONVENÇÃO DE LISBOA DE 1891 E O FIM DO CONFLITO COM ASSINATURA DO ACORDO DE PARÍS DE 1894


PARTE I – A QUESTÃO DA LUNDA 1885 – 1894; DO CONFLITO ENTRE PORTUGAL E A BÉLGICA DE 1890 A CONVENÇÃO DE LISBOA DE 1891 E O FIM DO CONFLITO COM ASSINATURA DO ACORDO DE PARÍS DE 1894


A ORIGEM DO CHAMADO A QUESTÃO DA LUNDA 1885 – 1894


1.- A Convenção de 14 de Fevereiro de 1885.

1.1.- A proposta de acordo do Barão de Courcel de 7 de Fevereiro de 1885.

Portugal não podia fazer valer os seus direitos pela força. Teria de se sujeitar as exigências das  potências. Procurou ainda conservar Banana e Boma. Contudo, a atitude da França, da Inglaterra e Alemanha de que o reconhecimento dos direitos de Portugal no território da Lunda, dependia da aceitação dos limites propostos, quais eram toda a margem sul do Zaire até ao ponto em que viesse a ser fixada a fronteira da Associação e, na margem direita, a posse de Cabinda e Molembo, obrigou Portugal a ceder.


A pressão das potências em BERLIM era tal que o Marques de Penafiel, no dia 6 de Fevereiro, telegrafava para Lisboa a dizer que era «chegado o momento decisivo».


No dia 7 deste mesmo mês, o Barão de Courcel apresentava a última delimitação proposta pela Associação Internacional:


«Le Tchiloango jusqu’à Metimbé; la droite qui joint Metimbé à Tchimbuada; la droite qui joint Tchimbuanda á Cabo-Lomba; la droit qui joint Cabo-Lomba à L’embouchure de la riviére qui se jette dans l’océan au sud de Kabinda. – Sur la rive gauche, le Congo depuis l’embouchure jusqu’au Uango-Uango remontant cette reviére jusqu’au paralléle de Noki, puis a parallèle jusqu’au KUANGO.»


E no dia 14 de Fevereiro de 1885 era firmado em Berlim entre os plenipotenciários do rei de Portugal, do presidente da República Francesa, como potência mediadora, e do rei Leopoldo II, como fundador da Associação Internacional do Congo, uma convenção, segundo a qual se fixavam e reconheciam as fronteiras comuns a esta última e a Angola, e se concertavam as suas relações futuras.


1.2.- O artigo 3º da Convenção de 1885


O limite fixou-os o artigo 3º:


«Ao norte do Zaire (Congo), a recta que une a embocadura do rio que se lança no oceano Atlântico, ao sul da bahia de Cabinda, junto de ponta Vermelha, a Cabo Lombo; o paralelo d’este ultimo ponto prolongando até á sua intersecção com o meridiano da confluência do Cula-Culla com o Lucula; o meridiano assim determinado até ao seu encontro com o rio Luculla; o curso do Luculla até á sua confluência o Chiloango (Loango- Luce).


O curso do rio Zaire (Congo), desde a sua foz até á confluência do pequeno rio Uango-Uango; o meridiano que passa pela foz do pequeno rio de Uango-Uango entre a feitoria hollandeza e a feitoria portugueza, de modo que deixe esta ultima em território portuguez, até ao encontro d’este meridiano com o paralelo de Noqui; o parrallelo de Noqui até a sua intersecção com o rio Cuango (Kuango – LUNDA); a partir d’este ponto na direcção do sul o curso do Cuango (Kuango).»


Foram estes dois últimos parágrafos que deram ORIGEM À DEPOIS CHAMADA QUESTÃO LUNDA 1885 – 1894. Pela interpretação posteriormente dada pelo Estado Independente, a fronteira nordeste de Angola fixava-se no Cuango; Portugal protestou, defendendo-se, quando o problema se levantou, que ela ia para além deste rio; a linha de demarcação não tocava o curso inteiro do Cuango, mas somente até ao 6º de latitude sul.


Continuação da Parte II próxima edição...


segunda-feira, 16 de abril de 2018

ANTONIO CASTRO KASSONGO ESTA DESAPARECIDO DA CELA HÁ 72 HORAS DO COMANDO DA POLICIA DE ANGOLA NO CUANGO/CAFUNFO, PRESUME-SE QUE O MESMO FOI ABATIDO PELA POLICIA


ANTONIO CASTRO KASSONGO ESTA DESAPARECIDO DA CELA HÁ 72 HORAS DO COMANDO DA POLICIA DE ANGOLA NO CUANGO/CAFUNFO, PRESUME-SE QUE O MESMO FOI ABATIDO PELA POLICIA


CAFUNFO, 16/04 – O cidadão Nacional Lunda Tchokwe, António Castro Kassongo, de 43 anos de idade, casado e pai de 4 filhos, é natural do Cuango.


Sábado 14 de Abril, por volta das 9 horas da manhã saiu de casa em direcção a casa destruída do Sr André Zende, para participar de um seminário de capacitação sobre liderança com mais outros 30 membros do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe.


Depois de ter iniciado o encontro, uma patrulha da Policia da Unidade Móvel do Bairro BALA BALA, cercou toda área circunvizinha do local onde os membros do Protectorado estavam em seminário.


Volvido algum momento, os presentes tomaram conhecimento que a Policia esta na área e que a casa estava cercada, o nosso compatriota no preciso momento retirou-se do encontro com o objectivo de comprar saldo numa cantina próximo. Logo que saiu do portão do quintal foi abordado pela Policia e o levaram na UNIDADE DO BAIRRO BALA BALA em Cafunfo.


Desde então, até hoje nunca mais apareceu, seu telfone esta desligado, ele não foi transferido para o Cuango na companhia de outros 5 companheiros que a mesma policia deteve nas mesmas circunstancias, a policia não esta a dar nenhuma informação sobre o desaparecimento do Sr Antonio Castro Kassongo ou já terá sido fuzilado e deita no rio Cuango.


De acordo com fontes da Policia no Cuango que pediram anonimato, se nas próximas horas, o Sr António Castro Kassongo, não aparecer os familiares e amigos devem estar conscientes de que ele foi assassinado e lançado ao rio ou enterrado na cada da noite.


O Comandante Municipal sr Antonio Salvador Manuel da Silva não esta atender as chamadas telefônicas dos familiares para dar resposta a este caso.


Os restantes detidos dos sábado 14 de Abril:

1.- Antonio Castro Kassongo
2.-Quinito João Kamueji
3.- Vitorino Lourenço
4.-Estevao Lote
5.- Yingi Txissengue
6.- Roque Kassange.

Noticia em actualização...



domingo, 15 de abril de 2018

GRISOGONO, DOKOLO ISABEL DOS SANTOS E OS DIAMANTES ROUBADOS NA LUNDA TCHOKWE, COLONIA CONSIDERADA TERRA ANGOLANA


GRISOGONO, DOKOLO ISABEL DOS SANTOS E OS DIAMANTES ROUBADOS NA LUNDA TCHOKWE, COLÓNIA CONSIDERADA TERRA ANGOLANA



A joalharia de luxo suíça De Grisogono, detida por Isabel dos Santos e o marido, pretende cortar 41 postos de trabalho, que justifica com a quebra nas vendas, decisão que surge depois de a estatal angolana Sodiam ter saído daquela empresa.



Na informação disponibilizada pela De Grisogono, criada por Fawaz Gruosi em 1993, a joalharia de luxo que tem a filha do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos e o marido, Sindika Dokolo, como investidores, refere que o corte no número de trabalhadores, 31 na Suíça, num total de 104, e mais 10 noutras representações internacionais da marca, deve-se à necessidade de reduzir a capacidade de produção.

A marca de luxo admite que as vendas ficaram aquém das expectativas e que terá de reduzir o nível de produção interno, actualmente “excessivo”, tendo uma estrutura de suporte “parcialmente sobredimensionada”, em face das “desafiantes condições em alguns mercados-chave” para aquela joalharia.

O objectivo, refere ainda, é “reduzir custos” e “reposicionar-se para um crescimento sustentável”.

A De Grisogono abriu esta semana um processo de consulta aos trabalhadores, para o corte de 41 empregos, o qual termina a 23 de Abril. A 27 de Abril, a empresa pretende anunciar se avança ou não com este plano, esclareceu ainda.

A 1 de Dezembro de 2017, a empresa pública angolana Sodiam, responsável pela comercialização dos diamantes do país, anunciou a saída da sociedade que controla a holding do grupo De Grisogono.

A informação foi transmitida na altura, em comunicado, pelo Conselho de Administração da Sodiam, que desde 6 de Novembro é liderado por Eugénio Bravo da Rosa, nomeado pelo novo Presidente angolano, João Lourenço, que exonerou a anterior presidente, Beatriz Jacinto de Sousa, nomeada seis meses antes por José Eduardo dos Santos.

A Sodiam, empresa pública (EP), “comunica que por razões de interesse público e de legalidade” o seu Conselho de Administração “adoptou hoje”, em reunião extraordinária, “um conjunto de deliberações tendo em vista a sua saída da sociedade de direito maltês Victoria Holding Limited”. Por via desta, a Sodiam refere que detém, de forma indirecta “uma participação societária minoritária na sociedade holding do grupo joalheiro De Grisogono”.

“A participação da Sodiam EP na Victoria Holding Limited, e indirectamente no grupo De Grisogono, gerou, desde a sua constituição, em 2011, exclusivamente custos para a Sodiam, em virtude quer dos financiamentos bancários que contraiu, quer dos resultados negativos que têm sido sistematicamente apresentados pelo grupo, decorrentes de um modelo de gestão adoptado a que a Sodiam EP é e sempre foi alheia”, referiu o comunicado de então.

A joalharia De Grisogono é liderada pelo casal Isabel dos Santos e Sindika Dokolo, tendo comprado em 2016 o maior diamante encontrado em Angola, que foi transformado numa jóia rara de 163,41 quilates leiloado a 14 de Novembro pela Christie’s, tendo rendido 33,7 milhões de dólares (28,3 milhões de euros).

Desde que foi empossado no cargo, a 26 de Setembro, e entre outros sectores, João Lourenço mexeu por completo nas administrações das empresas diamantíferas públicas.

Além da Sodiam, exonerou Carlos Sumbula de Presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Diamantes (Endiama), concessionária estatal do sector, cargo que ocupava desde 2009, tendo nomeado para o seu lugar o economista José Manuel Ganga Júnior, que até 2015 foi director-geral da Sociedade Mineira de Catoca, responsável por 75% da produção diamantífera anual angolana.

“Acreditamos que os empossados são pessoas à altura para organizar a comercialização dos nossos diamantes, no sentido de melhor servir a nossa economia”, exortou João Lourenço, a 3 de Novembro, quando deu posse à nova administração da Sodiam.

Queda vertiginosa? Talvez não

Fundada em 1993 e com clientes como Sharon Stone ou Kim Kardashian, a compra da joalharia foi feita em 2012 através da empresa “Victoria Holding Limited”, uma parceria entre a empresa do regime Sodiam e uma empresa privada, “Melbourne Investments”, que tem o marido de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo, como o único proprietário.

Segundo a revista Forbes, “não é claro que Dokolo tenha feito algum investimento financeiro na Melbourne Investments ou se a Melbourne contribuiu com dinheiro para a compra”.

“A Sodiam, enquanto empresa estatal (a sua equipa de gestão, o presidente e director-executivo são todos nomeados pelo presidente José Eduardo dos Santos), é obrigada a declarar publicamente todos os seus negócios no país e no estrangeiro, mas até agora a parceria com Dokolo era um segredo”, escreveu a Forbes em 2014, dois anos depois da compra.

Em 2016, a De Grisogono comprou o diamante bruto mais caro do mundo, o Constellation, de 813 quilates, por 63.1 milhões de dólares (cerca de 60 milhões de euros). Também em 2016, comprou um diamante de 404 quilates e sete centímetros de comprimento, o maior alguma vez encontrado em Angola, por uma quantia não divulgada. No mês em que foi encontrada esta pedra, outros sete diamantes de grandes dimensões foram descobertos numa mina na província da Lunda Norte, uma zona muito pobre onde não existe electricidade ou ligações telefónicas em grande parte do território.

Na campanha presidencial de 2012, no entanto, segundo o que foi divulgados publicamente, também pelo Folha 8, o presidente José Eduardo dos Santos queixou-se de que as receitas da extracção de diamantes na região não chegavam “sequer para pagar as estradas”.

A De Grisogono até há bem pouco tempo era uma pequena empresa onde trabalhavam 150 pessoas, em Plan-les-Ouates, perto de Genebra, na Suíça.

Com boutique na Madison Avenue, em Nova Iorque, mas PME de importância mediana no ramo da joalharia e relógios de luxo, de repente, eis que ficamos a saber que essa “cambuta” ambiciona ser líder mundial desse sector.

A razão foi (é) uma pedra, grande, um diamante que aterrou na sua mesa como que caído do céu ou por encanto, dando origem a uma mega festança que reuniu 700 VIP’s, modelos de “passerelle” e actrizes, organizada em Maio de 2016 por ocasião do Festival de Cinema de Cannes no Eden Roc e com ampla mediatização na imprensa internacional.

O fundador, PCA e director artístico da De Grisogono, Fawaz Gruosi, a partir daí começou a ver o futuro da sua empresa em tons de azul e ouro, com notas verdes pelo meio, depois de ter comprado a referida pedra, excepcional, um diamante angolano de 404 quilates, então recentemente encontrado na mina de Lucapa, província da Lunda-Norte.

“Estou muito nervoso, este diamante tira-me o sono, é a primeira vez que me preocupo por não ser capaz de fazer o que tenho que fazer. A minha responsabilidade é enorme”, disse Fawaz Gruosi, solicitado a comentar, na sua boutique de Nova Iorque, a descoberta do pedregulho. Responsabilidade tão grande que Gruosi não se aventurou a lapidar o mambo sozinho e recorreu aos serviços do prestigioso lapidário nova-iorquino Ben Green.

Compreensível, pois a verdade é que, com o “404”, a sua empresa e ele próprio mudavam de estatuto, como alegou um especialista do ramo diamantífero em Genebra. “Em geral, este tipo de aquisição é reservado às maiores empresas, como a Graff ou a Winston”, disse ele.

Trata-se, de facto, de um golpe de mestre. O “404” era o maior diamante jamais descoberto em Angola e nunca a marca De Grisogono tinha obtido uma pedra deste calibre.

Mas vamos com calma… por essa altura, o que de maior reboliço e irritação grassava na área diamantífera entre os concorrentes da De Grisonogo, era o ciúme, a sua meteórica ascensão e a exageradamente dispendiosa maneira de divulgar a existência desse diamante na supra-citada gala VIP no Eden Roc, organizada no em pleno Festival de Cinema de Cannes, em Maio de 2016.

Por outro lado, sejamos francos, a De Grisogono podia dar-se ao luxo de ser generosa. Porque a sua marca, contas bem feitas, tem aliados que lhe permitem desempenhar um papel de liderança.

Recapitulemos. Em 2012, a empresa foi adquirida – por meio de uma montagem ad hoc, offshore – pelo empresário Sindika Dokolo, marido de Isabel dos Santos.

Monsieur Dokolo avançou com 100 milhões de francos suíços destinados a transformar a De Grisogono num cliente privilegiado de diamantes angolanos destinados à joalharia. Vai de si que, com a compra do “404”, esta visão estratégica se concretizou na prática de maneira deveras espectacular.

Por outro lado, Sindika Dokolo também está por trás da Nemesis, uma empresa de diamantes em Dubai. De acordo com o seu director, Nicky Polak, foi ela, a Nemesis, que comprou o “404” à empresa estatal angolana, Sodiam, antes de vender os seus direitos à De Grisogono (que não pagou nem um Luei, só pagaria no final da lapidação e receberá lucros que se contam em milhões de dólares).

Portanto, não é preciso ser perito em economia para ver neste lance que o diamante passou de uma empresa do Estado, controlada pela filha do então presidente da República, Sodiam, para as empresas privadas, Nemesis e De Grisogono, que são propriedade de Sindika Dokolo, marido da dita filha do ex-presidente.

Folha 8 com Lusa



terça-feira, 10 de abril de 2018

CIDADÃOS NACIONAIS LUNDA TCHOKWE DISCRIMINADOS ETNICAMENTE PELA EMPRESA CADIAPEMBA EM DETRIMENTO DE CONFRATES SULANOS


CIDADÃOS NACIONAIS LUNDA TCHOKWE DISCRIMINADOS ETNICAMENTE PELA EMPRESA CADIAPEMBA EM DETRIMENTO DE CONFRATES SULANOS




Um grupo indo da Lunda para Luanda a procura de melhor emprego clamam da exclusão social étnico na empresa Cadiapemba com sede em Luanda no município de Viana Sanzala junto a igreja católica.


Mais de 90 indivíduos provenientes da Lunda Tchokwe, precisamente nas localidades de Dundo, Lucapa, Calonda, Saurimo, Cacolo, Capenda Camulemba, Cuango, Caungula, Cafunfo e uns residentes em Luanda reclamam ter sofrido discriminação étnica da empresa da segurança privada mineira Cadiapemba, na localidade de Tchitotolo e mina Cuango no município do Cuango /Cafunfo.


Segundo as regras da empresa, os efetivos são recrutados e treinados a partir de Luanda, depois de concluir com o treino, alguns nem por isso, não são treinados, são  levado nos locais de trabalho como guarda nas minas dos donos na Lunda.


Desde mês de novembro de 2017, o sr Carlos e seus colegas Helder, António, Uambanitxiny entre muitos, haviam feito a entrega das suas documentações na referida empresa de Segurança Mineira denominada Cadiapemba com fim de serem empregados, tudo correu maravilhosamente. Desde então,  ficaram a espera para serem chamados e freqüentar os treinos ou serem enviados no local de trabalho que seria as minas na Lunda...


Sabe se que a empresa Cadiapemba, teria prometido que todos aqueles que fizeram entrega de documentos e aprovados no Dpto de recursos humanos eram potenciais futuros trabalhadores, o que eles não sabiam é que a referida empresa tem ordens expressa de somente admitir elementos oriundos do Sul de Angola, ou seja, os vindos do Kwanza Sul, Benguela, Huila, Bié, Huambo e, ou Cunene e Namibe, os Tchokwe não podem ser admitidos, sejam eles Nganguelas ou Luchazes, naturais da Lunda ou do Moxico e Kuando Kubango.


Esta pratica é recorrente em Luanda nos últimos anos, desde 2014 que se tem vindo a ser observado esse tipo de comportamento, até mesmo em nível das Instituições do Governo de Angola com ênfase nos centro de obtenção dos B.I.s e nos Serviços de Emigração e Estrangeiros.


Esse comportamento só os próprios Angolanos devem esclarecer, mesmo em nível de promoção a cargos de Direcção e Chefia ou de Patenteamento militar ou Policial os Tchokwe continuam a ser discriminados e pejorativamente acusados depois de serem tribalistas e regionalistas.


Outros interlocutores disseram que no mês de Dezembro teriam sido prometidos a esperar assim que Cadiapemba ganhasse o contracto que já estava em vista, eles seriam os priorizados.


Mas surpreendidos esta segunda feira 09 de Abril de 2018 pelo Director Sr. Silvano, ficaram, a saber, que os Tchokwes não seriam selecionados, de animo leve pensaram que fosse uma simples brincadeira, a verdade provou o contrario, pois no dia 9 de Abril apresentaram-se mais de 30 elementos vindos do Sul de Angola e foram imediatamente alistados e prontos para seguirem na Lunda.


Esta provada mais uma vez que em Angola, os Lunda Tchokwe não fazem parte das preocupações do regime e muito menos aqueles que querem roubar a riqueza daquela terra.


Existira alguma razão de fundo para esta discriminação étnica contra o povo Lunda Tchokwe?


Segundo os cidadãos nacionais Lunda Tchokwe Sres Carlos Domingos, Pedro Salvador, Roberto Txibuleno e José Ilunga que acompanham no dia a dia este episódio da empresa de segurança privada Cadiapemba desde o ano de 2017acham que a exclusão étnica demonstra claramente as políticas discriminatórias do regime angolano para com o Povo Lunda Tchokwe, daí as assimetrias com a pobreza extrema por que passamos e o atraso ao desenvolvimento de toda a região.


A pergunta é: como é possível uma empresa que se vai instalar na Lunda e tem a coragem de discriminar de forma publica o cidadão da terra onde eles vão explorar ou comercializar seja o que for? 


Como pode negar que não queremos Tchokwe e vai à terra dos Tchokwes?


Quanto a nós tentamos contactar o Sr Director a os Recursos Humanos da empresa Cadiapemba pelos terminais em nossa posse não tivemos sucesso, do outro lado não ouve resposta, ou seja, não atende (924 411 575 / 947 467 266 / 923 535 822).


Por Cajiji