quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

GOVERNO DO PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO ORDENA REPRESSÃO POLICIAL A MANIFESTAÇÃO CONVOCADA PELO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE PARA O DIA 24 DE FEVEREIRO DE 2018

GOVERNO DO PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO ORDENA REPRESSÃO POLICIAL A MANIFESTAÇÃO CONVOCADA PELO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE PARA O DIA 24 DE FEVEREIRO DE 2018


LUNDA –SUL, 7/2018 - Governador Ernesto Kitekulo ameaça com repressão policial a manifestação convocada pelo Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe para o dia 24 de Fevereiro de 2018. Esta manhã, os organizadores da Manifestação para a Província da Lunda - sul foram ameaçados no Guichete do Governo Provincial e no Comando da Policia Nacional em Saurimo quando procedia com a entrega da cópia da Carta que o Movimento endereçou a Presidência da Republica comunicando a realização da referida manifestação, o acto da entrega da carta a Presidência teve  lugar no dia 15 de Janeiro.


Os mesmos também receberam ameaças no Comando Provincial da Policia Nacional da Lunda – Sul, que se recusaram de receberem as cópias da carta de comunicação previa entregue em Luanda ao Presidente da Republica João Manuel Gonçalves Lourenço. A  policia disse que qualquer movimentação no dia 24 de Fevereiro de 2018, terá conseqüência graves e que não irão se responsabilizar do que vier acontecer.


No dia 1 de Fevereiro do corrente, o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe escreveu uma carta ao Ministro do Interior Ângelo Veigas Tavares exactamente para comunicar da realização pacifica da Manifestação no dia 24 de Fevereiro, ou seja, o senhor Ministro do Interior é o responsável na realidade de comunicar  os seus Delegados do Ministério a nível daquele  território: Kuando Kubango, Moxico, Lunda Norte e Sul.


Por outro lado, desde o dia 15 de Janeiro de 2018, passados 22 dias, o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe não recebeu qualquer indicação da parte do Gabinete do Presidente da Republica João Manuel Gonçalves Lourenço, de que teria rejeitado a realização da Manifestação Pacifica convocada para o dia 24 de Fevereiro de 2018, ou seja, tudo esta em conformidade com os artigos 3.º, 6.º e 7.º da Lei N.º 16/91, de 11 de Maio.


Senhor Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, Partidos na oposição em Angola incluindo o MPLA, Corpo Diplomático e a Comunicação Social, sociedade no geral, há razões plausíveis de o Governo Angolano começar com ameaças de repressão brutal policial se os manifestantes aparecerem na rua no dia 24 de Fevereiro?..






sábado, 3 de fevereiro de 2018

FOI ENTREGUE UMA CARTA DE MANIFESTAÇÕES PARA O DIA 24 DE FEVEREIRO DE 2018 NA LUNDA TCHOKWE AO MINISTRO DO INTERIOR DE ANGOLA ANGELO VEIGAS TAVARES

FOI ENTREGUE UMA CARTA DE MANIFESTAÇÕES PARA O DIA 24 DE FEVEREIRO DE 2018 NA LUNDA TCHOKWE AO MINISTRO DO INTERIOR DE ANGOLA ANGELO VEIGAS TAVARES


Na sequência da convocação de uma Manifestação Pacifica para o dia 24 de Fevereiro de 2018 na Lunda Tchokwe: Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, promovida pelo Movimento do Protectorado, foi entregue uma Carta com a cópia da previa comunicação de 15 de Janeiro do corrente ano ao Presidente da Republica João Manuel Gonçalves Lourenço ao Ministro do Interior Ângelo Veigas Tavares no passado dia 1 de Fevereiro.


A Carta ao Ministro do Interior Ângelo Veigas Tavares, é para lembrar que a Lei n.º16/91, de 11 de Maio, artigo 3.º Liberdade de exercício do direito de reunião e de manifestação. Que “todos os cidadãos têm o direito de se reunirem e manifestarem livre e pacificamente, em lugares públicos, abertos ao público e particulares, independentemente de qualquer autorização, para fins não contrários á lei, á moral, á ordem e tranquilidade públicas e aos direitos das pessoas singulares e colectivas”, que no seu artigo 6.º - Comunicação e as alíneas 1, 2, 3 e 4 respectivamente, o Movimento do Protectorado fez entrega antecipada da referida comunicação a Presidência da Republica desde o dia 15 de Janeiro, até o dia 24 de Fevereiro serão 39 dias, que o artigo 7.º da mesma lei n.º16/91 não proibiu a realização da Manifestação, n.º 1 e 2, portanto a manifestação  esta autorizada superiormente pelo Presidente da Republica João Manuel Gonçalves Lourenço, não poderá haver impedimento por parte da Policia Nacional ou detenção de manifestantes, salvo se estiverem a cometer algum crime.


 Não é responsabilidade do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe escrever ao Ministro do Interior Ângelo Veigas Tavares a comunicar-lhe a realização da Manifestação para o dia 24 de Fevereiro, a nossa acção é simplesmente complementar, a comunicação a autoridade local é da competência da Presidência da Republica a quem dirigimos a prévia comunicação em  conformidade com o n.º 2 do artigo 47.º da constituição angolana e o previsto no artigo 6.º da Lei de Manifestação, ou seja, cumprimos com os pressupostos da Lei n.º16/91, de 11 de Maio, publicada no Diário da República n.º 20, I Série.


Ao Ministro do Interior Ângelo Veigas Tavares, lhe comunicamos por intermédio da Carta que entregamos ao Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço no dia 15 de Janeiro, a de que a manifestação será pacifica e sem armas não se tratará de criar anarquia, violência, vandalismo ou de comportamentos extremos e radicais de tipo xenofobia, por isso não veremos a razão de a Policia Nacional, Policia de Intervenção Rápida sob responsabilidade do Ministério do Interior e do Comando da Policia Nacional ou Forças Armadas Angolanas que ao invés de proteger a Manifestação usarem armas de Guerra contra a população indefesa Lunda Tchokwe como aconteceu em 2017 com o balanço de mais de 120 presos, 38 feridos e um morto na região do Cuango.



Finalmente o nosso povo vai a rua no dia 24 de Fevereiro de 2018 para Manifestação Pacifica a fim de exigirmos Autonomia Lunda Tchokwe como Escócia e a Policia irá sim proteger os manifestantes.






NA LUNDA NORTE JOÃO LOURENÇO O PRESIDENTE DE ANGOLA DESAUTORIZA MARCHA POR AUMENTO DOS PREÇOS DE BILHETES DA TAAG, NADA MUDOU NO REINO DO MPLA NA LUNDA TCHOKWE

NA LUNDA NORTE JOÃO LOURENÇO O PRESIDENTE DE ANGOLA  DESAUTORIZA MARCHA POR AUMENTO DOS PREÇOS DE BILHETES DA TAAG, NADA MUDOU NO REINO DO MPLA NA LUNDA TCHOKWE



As autoridades provinciais da Lunda Norte recusaram hoje autorização para uma marcha contra o aumento do preço dos bilhetes pela companhia aérea angolana, TAAG, prevista para amanhã, sábado. Por estas bandas nem as moscas mudaram…


Em causa está a realização para este sábado de uma marcha, organizada por um grupo de cidadãos da província da Lunda Norte, para protestar contra o facto de a TAAG ter subido o preço dos bilhetes de passagem, a única via actualmente de ligação daquela circunscrição com o resto do país, tendo em conta o mau estado das estradas.

Como nota prévia, a carta do governo provincial da Lunda Norte (bem ao estilo do que foi praticado pelo anterior Presidente da República, José Eduardo dos Santos) refere que a problemática do aumento dos preços dos bilhetes de passagem aérea da TAAG foi já objecto de pronunciamento público dos responsáveis desta companhia, tendo ficado claro que vão ser desenvolvidos estudos de mercado com vista à sua revisão, como uma matéria de natureza conjuntural que se estende a todo o país.

Em declarações hoje à agência Lusa, Roberto da Conceição, funcionário público e promotor da marcha, referiu que foi comunicada, na quarta-feira, ao governo da província a realização do acto, que deveria culminar com a entrega de uma petição de repúdio à TAAG pelos altos preços praticados pela companhia.

O governo da província da Lunda Norte apresenta ainda como razão a omissão por parte dos promotores da marcha dos dados referentes à sua morada, o que contraria o estipulado por lei.

“Assim, o Governo Provincial da Lunda-Norte vem por este meio informar aos subscritores que a petição não reúne os requisitos exigidos, pois não foram supridas as insuficiências constantes no artigo 6º, nº 3, da lei em referência, pelo que recomendamos a observância rigorosa do que nesta se contém”, lê-se na carta.

Se ao menos fosse uma marcha de apoio ao MPLA…

Roberto da Conceição informou que, em função dessas anomalias, uma nova carta será remetida na segunda-feira, com as devidas correcções, ficando assim a marcha transferida para o sábado da próxima semana.

Segundo Roberto da Conceição, é bastante alto o preço agora estipulado para o bilhete de passagem, que mais do que duplicou, e não se coaduna com o nível de vida actual da população daquela província diamantífera angolana.

“De acordo com o estilo de vida que a população tem cá na província não ajuda muito essa subida dos preços, aliado ao facto de a empresa MACON (transportadora rodoviária) ter suspendido, temporariamente, as viagens para o leste do país, devido ao péssimo estado das vias. Isso dificultou de uma forma enorme o desenvolvimento da província”, lamentou.

O promotor da marcha referiu ainda que não há alternativas para se verem ligados à capital do país. “Somente a TAAG é que tem nos ajudado para transitar da Lunda Norte para Luanda, em questões de tratamento, férias, formação, compras”, referiu.

Acrescentou que a passagem, ida e volta, do Dundo para Luanda tem agora o custo de 84 mil kwanzas, contra os anteriores 34 mil kwanzas, apenas para uma viagem.

Na quinta-feira, o subdirector de vendas da TAAG, António Bartolomeu, referiu que a companhia está a fazer um estudo a pedido dos governos provinciais para baixar os preços, medida que visa responder às reclamações dos clientes.

As passagens nas rotas domésticas da companhia registaram um aumento no princípio do ano, devido à depreciação da moeda nacional, tendo o kwanza sofrido uma queda de 28%, o que obrigou ao reajuste dos preços.

Folha 8 com Lusa


MANIFESTAÇÃO PARA O DIA 24 DE FEVEREIRO DE 2018 NA LUNDA TCHOKWE ESTA AUTORIZADA LEI Nº 16/91, ARTIGO 6º E 7º

MANIFESTAÇÃO PARA O DIA 24 DE FEVEREIRO DE 2018 NA LUNDA TCHOKWE ESTA AUTORIZADA LEI Nº 16/91, ARTIGO 6º E 7º



segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

REGIME ANGOLANO CONTRA PROTECTORADO, POLICIA DE CAFUNFO PRENDE 5 MEMBROS LUNDA TCHOKWE E LEVA CONSIGO MAIS DE 50 T-SHIRTS DA UMULE TUDO POR CAUSA DE UM SEMINÁRIO SOBRE LIDERANÇA E CHEFIA

REGIME ANGOLANO CONTRA PROTECTORADO, POLICIA DE CAFUNFO PRENDE 5 MEMBROS LUNDA TCHOKWE E LEVA CONSIGO MAIS DE 50 T-SHIRTS DA UMULE TUDO POR CAUSA DE UM SEMINÁRIO SOBRE LIDERANÇA E CHEFIA



Cafunfo, 29/2018 - Policia de Cafunfo tomou conhecimento que membros do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, estavam no seminário sobre Liderança e Chefia, deslocaram-se ao local e prenderam 4 membros, tratam-se dos senhores:

1.    Quinito João – Secretario Regional do Cuilo
2.    Samuel Tiago – Secretario de Organização e Quadros do Cuilo
3.    Joaquim Fernando – Secretario Adjunto de Org. e Quadros do Cuilo
4.    Neves André – Secretario Adjunto da JUPLE do Cuilo
5.    Julio Lourenço – Secretario Q da JUPLE.

Acção que teve lugar por volta das 16 horas e 40 minutos de hoje 29 de Janeiro, os mesmos se encontram até ao momento na Unidade Policial de Cafunfo.

A Policia levou consigo a literatura base do seminário e mais de 50 T-Shirts que as mamas da UMULE – União da Mulher Lunda Tchokwe estavam a usar, pois eles obrigaram as mesmas para a tirarem as camisolas do corpo e não se importaram em velas nuas.

                                                                                       
De acordo com os presentes, a Policia disse que tinha ordens do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, para perseguir ou mesmo matar os membros do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, em vésperas da manifestação que o movimento convocou para o dia 24 de Fevereiro de 2018.


Se a Policia do Cafunfo alega ordens do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço é porque tem sim, tem ordens do Presidente. O seminário já havia terminado, não estavam na rua ou numa manifestação, o acto correu no quintal fechado e não havia vandalismo nem barulho que pudesse incomodar a vizinhança, não são criminosos, então porque prender?...


Voltaremos a noticias nas próximas horas....


Por Cajiji no Cafunfo




sábado, 27 de janeiro de 2018

A MALDIÇÃO DO DIAMANTE NA LUNDA TCHOKWE

A MALDIÇÃO DO DIAMANTE NA LUNDA TCHOKWE


Algumas pessoas acreditam que a Nação Lunda Tchokwe é abençoada com muitos recursos naturais, onde o diamante é 75% a maior reserva do planeta no seu subsolo, para além de outros minerais e metais preciosos timidamente como: Ouro, Cobre, Urânio, Coltan, Petróleo (estudos e investigações em curso), etc. Existe enormes floresta tropicais classificadas como as 4º do mundo entre a Lunda Sul e o Moxico, disto o REINO LUNDA TCHOKWE  deveria se orgulhar, não fosse a colonização, primeiro dos Portugueses e agora de Angola.


No entanto, apesar desta abundância de recursos naturais, onde o diamante é visível, a maioria da nossa população vive por de baixo de menos de 0,30 cêntimos/USD dia e em outros casos nem por isso, não existe nada, como nas aldeias onde a pobreza absoluta tomou conta das famílias e vitimas de abusos e instabilidade por parte das forças da ordem e segurança que aterrorizam as sanzalas.


O próprio processo de exploração do diamante é devastador do meio ambiente, e são os pobres ou os que vivem nas zonas rurais de exploração é que são mais afectados, porque as conseqüências são de longo termo, as doenças com a poluição do meio ambiente são adversas e não existem hospitais no interior da Lunda Tchokwe para acudir esses casos nem a capacidade econômica para as pessoas afectadas serem evacuadas para Malange ou Luanda.


Os efeitos causados pelas empresas diamantíferas que operam na Lunda Tchokwe têm resultados em grandes catástrofes preocupantes em termos da deterioração do meio ambiente e da violação continuada dos direitos humanos, as populações das zonas de extração do diamante são obrigadas a deixarem as suas terras sem qualquer indemnização nem gratificações ou de usufrir de serviços básicos, as mesmas não se preocupam com a erradicação da pobreza ou da redução do abismo que existe entre a maioria dos pobres Tchokwes que vivem do nada.


A economia de Angola depende 83% do Petróleo e do Diamante, esta é a pura realidade que muitos angolanos e a comunidade internacional conhecem muitíssimo bem, o que não conhecem muitíssimo bem é como vive o povo Lunda Tchokwe na miséria extrema e absoluta.


Em 2003, cinco países na região da África Austral estavam classificados como os maiores produtores de diamantes do mundo – Angola, Botsuana, África do Sul, Republica Democrática do Congo e a Namíbia, com um valor combinado de 5.8 mil milhões de  dólares naquele ano. A Lunda Tchokwe durante o conflito armado angolano foi palco de guerra e do enriquecimento pessoal de muitos da elite que governa Angola ainda hoje, Ministros, Generais, Filhos do Ex - Presidente José Eduardo dos Santos e de outros militantes do MPLA.


O Reino Lunda Tchokwe, enquando Colônia de Angola nunca esteve envolvida em conflitos militares direitamente, foi obrigada e forçada a participar em conflito civil angolano e sua terra também envolvida num processo que não lhe dizia respeito com um pesado fardo de muitos tchokwes mortos desde 1975 até 2002 na guerra do MPLA e UNITA e ainda hoje continuamos assistindo assassinados por tudo que é canto do Protectorado Português.


O maldito diamante ceifou a vida de mais de 500.000 pessoas durante a guerra civil angolana entre o MPLA/Governo e a UNITA. Metade das pessoas que pereceram suas vidas eram naturais e filhos Lunda Tchokwe.


Se, entre 1992 á 2004, existiam mais 400.000 garimpeiros ilegais no interior da Lunda Tchokwe provenientes na sua maioria da RDC e países da África do Norte, o certo é que hoje o numero de ilegais subiu para mais de 800.000 pessoas, porque a própria Policia de Emigração tem sido a conivente.


Denuncias vindas das localidades de Camaxilo, Cambulo, Lucapa, Calonda e algumas vezes do Cuango apontam o síndrome de que a Policia de Emigração e fronteiras, Comandantes de Unidades Policiais entre outros, cobram 1.000,00 á 4.000,00 USD a ilegais da RDC e de África do Norte e ao mesmo tempo, protegem os mesmos nas zonas de Garimpo e dividem o resultado da venda dos diamantes obtidos no garimpo.


A dilapidação e a mineração ilegal não contribuem para o bem – estar do povo Lunda Tchokwe, nem ajuda na economia local, trouxe consigo outros males a sociedade; prostituição juvenil, doenças como do HIV SIDA, assassínios de pacatos cidadãos, a criminalidade aumentou vertiginosamente e a degradação do meio ambiente também, tudo sob olhar do “GOVERNO COLONIAL DO MPLA”.


Só com um Governo Próprio, sob a bandeira Lunda Tchokwe, será possível corrigir estes graves erros. Só com a nossa autodeterminação que é nosso direito natural legitimo divino, histórico e jurídico poderemos realmente corrigir e estancar a emigração ilegal, promover a justiça e o progresso social.


Sabemos que o senhor José Eduardo dos Santos e o MPLA cumpriram aquilo que prometeram no dia 9 de Março de 2012 no Dundo, de que o diamante da Lunda não servia para nada, nem para construir a estrada entre Malange e o território. A prova ai esta, já não existe mais a estrada entre Malange e a Lunda, simplesmente desapareceu por vontade do MPLA, mas os diamantes continuam a ser explorados no rio LULU cuja ponte desabou no seu afluente o rio Cacuilo...


O nosso povo deve sair na manifestação dia 24 de Fevereiro de 2018, obrigatoriamente para exigirmos do governo de Angola:

§  A descolonização, por via da autonomia;
§  A reparação das estradas;
§  A revitalização do sistema de saúde publica Lunda Tchokwe;
§  A melhoria do ensino e educação;
§  A melhoria do salário da função publica para poder responder;
§  A habitação condigna ao nosso povo;


E o fim das arbitrariedades...


SAHARAUI, ANGOLA, CABINDA

SAHARAUI, ANGOLA, CABINDA



O ministro dos Negócios Estrangeiros da República Árabe Saharaui Democrática, Ould Salek (foto), solicitou, em Adis Abeba, Etiópia, apoio de Angola na resolução do diferendo que opõe o seu país e o Reino de Marrocos. A experiência angolana é, de facto, relevante. Veja-se o caso de… Cabinda.

Por Orlando Castro

Em declarações à imprensa, à margem da 32ª Sessão Ordinária da Comissão Executiva da União Africana (UA), Ould Salek disse que Angola tem boas relações com os Estados membros da UA e pode jogar um papel determinante na resolução do problema.

Sublinhou que Angola continua a ser um Estado “líder” e influente em África, tendo felicitado os angolanos pela solidariedade e pelo apoio prestado ao povo do seu país.

Entretanto, além de solicitar o apoio de Angola no processo de resolução do diferendo com Marrocos, Ould Salek exigiu que a UA tenha um papel mais activo na resolução do problema do Sahara Ocidental.

A República Árabe Saharaui Democrática reivindica soberania sobre o território do Sahara Ocidental, antiga colónia espanhola que, por sua vez, Marrocos reclama como parte do seu reino. Algo semelhante, diga-se, ao que se passa com Cabinda.

“Marrocos é agora membro da União Africana. Cremos que é dever da UA trabalhar para por fim à ocupação de Marrocos ao território da República Árabe Saharaui”, declarou.

Na perspectiva do seu país, Marrocos “ocupa ilegalmente o território do Sahara Ocidental”, desde 1976, na sequência da retirada da antiga potência colonial, a Espanha.

Também, do ponto de vista dos cabindas, Angola “ocupa ilegalmente o território de Cabinda”, desde 1975, na sequência da retirada da antiga potência colonial, Portugal.

Ould Salek pediu que as Nações Unidas pressionem o Governo de Rabat (Marrocos) para respeitar as resoluções do Conselho de Segurança, tendo sublinhando que nenhum Estado africano deve colonizar um país irmão.

“África não pode tolerar que um país africano colonize outro. Trata-se de uma violação aos princípios fundamentais da UA”, declarou Ould Salek, que manifestou, por outro lado, interesse de reforçar a cooperação com Angola.

Tibete, Timor-Leste e muito mais

Um dia depois de uma freira budista se ter imolado pelo fogo, e morrido, um activista tibetano recorreu no dia 4 de Novembro de 2011 à mesma forma de protesto em frente à embaixada da China em Nova Deli.

No dia 16 de Julho de 2011, o presidente norte-americano, Barack Obama, manifestou uma “preocupação sincera” sobre os direitos humanos no Tibete.

Saberão os EUA o que é Cabinda? Não sabem, com certeza. Se até os presidentes do país (Portugal) que assinou um acordo de protectorado com Cabinda não sabem…

Barack Obama é “o presidente da maior democracia e, naturalmente, manifestou a sua preocupação com os valores humanos fundamentais, com os direitos humanos e com a liberdade religiosa”, disse na altura o líder espiritual dos tibetanos.

Recorde-se que, segundo o conselheiro jurídico e político do líder tibetano, Michael Van Walt, a proposta de autonomia apresentada pelo Dalai Lama à China “é muito parecida à que José Ramos-Horta propôs à Indonésia” em 1995-96.

Michael Van Walt considerava também que o que aconteceu em Timor-Leste e no Kosovo “tornou as coisas mais difíceis para o Tibete”.

No que a Cabinda respeita, Portugal não se lembra dos compromissos que assinou ontem e, por isso, muito menos se recordará dos assinados há mais de 100 anos. E, tanto quanto me parece, mesmo os assinados ontem já estarão hoje fora de validade.

Portugal não só violou o Tratado de Simulambuco de 1 de Fevereiro 1885 como, pelos Acordos de Alvor, ultrajou o povo de Cabinda, sendo por isso responsável, pelo menos moral (se é que isso tem algum significado), por tudo quanto se passa no território, seu protectorado, ocupado por Angola.

Quando o então presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, dizia que Angola vai de Cabinda ao Cunene estava, desde logo, a dar cobertura e a ser conivente, como acontece com a China em relação ao Tibete, com as violações que o regime angolano leva a efeito contra um povo que apenas quer ter o direito de escolher o seu futuro.

Para além do Tibete, não seria mau que Portugal olhasse para Espanha e Angola para Marrocos. Ou seja, para a questão do Saara Ocidental, antiga colónia espanhola anexada após a saída dos espanhóis, como parte integrante do reino de Marrocos.

Recorde-se que o governo espanhol, na altura liderado por José Luís Zapatero, mostrou – ao contrário de Portugal – coragem política não só ao reconhecer o direito do povo saharaui à autodeterminação como ao levar a questão às Nações Unidas.

Mas terá Cabinda similitudes com Timor-Leste? E com o Kosovo? E com o Saara Ocidental?

Embora a comunidade internacional (CPLP, União Europeia, ONU, União Africana e similares elefantes brancos) assobie para o lado, o problema de Cabinda existe e não é por não se falar dele que ele deixa de existir.

Cabinda é um território ocupado por Angola e nem o potência ocupante como a que o administrou pensaram, ou pensam, em fazer um referendo para saber o que os cabindas querem. Seja como for, o direito de escolha do povo não prescreve, não pode prescrever, mesmo quando o importante é apenas o petróleo.

Por alguma razão, em 1975, o Governo de Lisboa reconheceu o MPLA como legítimo e único governo de Angola, embora tenha assinado acordos com a FNLA e a UNITA. O resultado ficou à vista nos milhares e milhares de mortos da guerra civil.

Cabinda (se é que os governantes portugueses, sejam eles quais forem, sabem alguma coisa sobre o assunto) também é um problema político e não jurídico, “embora tenha uma dimensão jurídica de enorme complexidade”.

Segundo os governos portugueses, no actual contexto geopolítico, Cabinda é Angola. Amanhã, mudando o contexto geopolítico, Portugal pensará de forma diferente. Ou seja, a coerência é feita – à boa maneira portuguesa – ao sabor do acaso, dos interesses unilaterais.


sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

CONVOCADA MANIFESTAÇÃO PARA O DIA 24 DE FEVEREIRO DE 2018, PARA EXIGIRMOS AUTONOMIA LUNDA TCHOKWE COMO ESCOCIA

CONVOCADA MANIFESTAÇÃO PARA O DIA 24 DE FEVEREIRO DE 2018, PARA EXIGIRMOS AUTONOMIA LUNDA TCHOKWE COMO ESCOCIA


O Movimento do Protectorado convocou uma manifestação popular e pacifica para exigirmos autonomia Lunda Tchokwe como escócia, nos termos do artigo 47º da Constituição de Angola.

Para o efeito, fez-se entrega uma carta ao Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço desde o dia 15 do corrente com cópias ao Ministério Publico-PGR, Provedoria da Justiça, Tribunal Supremo, Embaixadas, Partidos Políticos da oposição incluindo o MPLA, aos grupos Parlamentares e o Presidente da Assembléia, a CEAST , a comunicação social e a sociedade no geral.

Nos termos da Lei de Manifestação, a manifestação ora convocada esta autorizada pela Presidência da Republica de Angola, passados que foram mais de 72 horas que aquela entidade recebeu a carta e não se pronunciou contra a realização da mesma.

Como não se trata de criar anarquia, violência, vandalismo ou de comportamentos extremos e radicais de tipo xenofobia, não vemos a razão de a Policia Nacional, Policia de Intervenção Rápida ou Forças Armadas Angolanas que ao invés de proteger a Manifestação virem a usarem armas de Guerra contra indefesos como aconteceu em 2017 com o balanço de mais de 120 presos, 38 feridos e um morto na região do Cuango, Cafunfo, Capenda Camulemba e Saurimo.


Comitê Político do Protectorado Lunda Tchokwe, em Luanda aos 19 de Janeiro de 2018.-

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

DENUNCIA: POLICIA EM CAUNGULA PRENDE JOVEM COM PERTURBAÇÕES MENTAIS, ACUSANDO - O MALTRATAR CRIANÇAS DE ACORDO COM A MÃE DO MESMO

DENUNCIA: POLICIA EM CAUNGULA PRENDE JOVEM COM PERTURBAÇÕES MENTAIS, ACUSANDO - O MALTRATAR CRIANÇAS DE ACORDO COM A MÃE DO MESMO



O jovem em causa, Txawana André, de 24 anos de idade e sofre de perturbações mentais, natural de Caungula sede, Lunda Norte.


De acordo com testemunhas e a sua mãe, Txawana sofre de perturbações mentais e esta em tratamento, foi surpreendido pela Policia de Caungula em casa dos seus familiares quando esta a dormir e o levaram para a Unidade, acção teve lugar dia 11 de Janeiro de 2018, pelas 10 horas.


A mãe soube junto da Policia que seu filho estava preso porque por ter amarado outras crianças e os ter cotado cabelo, a Policia não identificou quem são tais crianças que ele terá cortado cabelo, não foram identificados os pais de tais crianças ou os queixosos.


Ontem 16 de Janeiro de 2018, o mesmo foi transferido da Unidade Policial de Caungula para o Cuango e dela seguirá para o Dundo, possivelmente para ser julgado pelo juiz da Comarca local.


A mãe continuar a ter surpresas por parte da Policia tanto de Caungula como a do Cuango e não vê graça nenhuma nesta novela.


A mesma pede que se liberte seu filho doente mental para poder proteger sangue do seu sangue, pois ele independentemente de ser doente mental, nunca incomodou ninguém os vizinhos e a família é testemunha disso rematou...


Cá nós, vamos acompanhar mais um absurdo da Policia Nacional ao invés de prender ladrões furtivos e assassinos que semeam dores e luto vão justificando o seu mau trabalho com prender até perturbados mentais...



Noticia em desenvolvimento....