MANIFESTAÇÃO PARA O DIA 24 DE
FEVEREIRO DE 2018 NA LUNDA TCHOKWE ESTA AUTORIZADA LEI Nº 16/91, ARTIGO 6º E 7º
sábado, 3 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
REGIME ANGOLANO CONTRA PROTECTORADO, POLICIA DE CAFUNFO PRENDE 5 MEMBROS LUNDA TCHOKWE E LEVA CONSIGO MAIS DE 50 T-SHIRTS DA UMULE TUDO POR CAUSA DE UM SEMINÁRIO SOBRE LIDERANÇA E CHEFIA
REGIME ANGOLANO CONTRA
PROTECTORADO, POLICIA DE CAFUNFO PRENDE 5 MEMBROS LUNDA TCHOKWE E LEVA CONSIGO
MAIS DE 50 T-SHIRTS DA UMULE TUDO POR CAUSA DE UM SEMINÁRIO SOBRE LIDERANÇA E
CHEFIA
Cafunfo, 29/2018 - Policia
de Cafunfo tomou conhecimento que membros do Movimento do Protectorado Lunda
Tchokwe, estavam no seminário sobre Liderança e Chefia, deslocaram-se ao local
e prenderam 4 membros, tratam-se dos senhores:
1.
Quinito
João
– Secretario Regional do Cuilo
2.
Samuel
Tiago – Secretario de Organização e Quadros do Cuilo
3.
Joaquim
Fernando – Secretario Adjunto de Org. e Quadros do Cuilo
4.
Neves
André – Secretario Adjunto da JUPLE do Cuilo
5.
Julio
Lourenço – Secretario Q da JUPLE.
Acção que teve lugar
por volta das 16 horas e 40 minutos de hoje 29 de Janeiro, os mesmos se
encontram até ao momento na Unidade Policial de Cafunfo.
A Policia levou
consigo a literatura base do seminário e mais de 50 T-Shirts que as mamas da
UMULE – União da Mulher Lunda Tchokwe estavam a usar, pois eles obrigaram as
mesmas para a tirarem as camisolas do corpo e não se importaram em velas nuas.
De acordo com os
presentes, a Policia disse que tinha ordens do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, para perseguir ou mesmo matar os
membros do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, em vésperas da manifestação
que o movimento convocou para o dia 24 de Fevereiro de 2018.
Se a Policia do
Cafunfo alega ordens do Presidente João
Manuel Gonçalves Lourenço é
porque tem sim, tem ordens do Presidente. O seminário já havia terminado, não estavam
na rua ou numa manifestação, o acto correu no quintal fechado e não havia
vandalismo nem barulho que pudesse incomodar a vizinhança, não são criminosos, então
porque prender?...
Voltaremos a
noticias nas próximas horas....
Por Cajiji no
Cafunfo
sábado, 27 de janeiro de 2018
A MALDIÇÃO DO DIAMANTE NA LUNDA TCHOKWE
A MALDIÇÃO DO DIAMANTE NA LUNDA
TCHOKWE
Algumas pessoas
acreditam que a Nação Lunda Tchokwe é abençoada com muitos recursos naturais,
onde o diamante é 75% a maior reserva do planeta no seu subsolo, para além de
outros minerais e metais preciosos timidamente como: Ouro, Cobre, Urânio,
Coltan, Petróleo (estudos e investigações em curso), etc. Existe enormes
floresta tropicais classificadas como as 4º do mundo entre a Lunda Sul e o
Moxico, disto o REINO LUNDA TCHOKWE deveria se orgulhar, não fosse a colonização,
primeiro dos Portugueses e agora de Angola.
No entanto, apesar
desta abundância de recursos naturais, onde o diamante é visível, a maioria da
nossa população vive por de baixo de menos de 0,30 cêntimos/USD dia e em outros
casos nem por isso, não existe nada, como nas aldeias onde a pobreza absoluta
tomou conta das famílias e vitimas de abusos e instabilidade por parte das
forças da ordem e segurança que aterrorizam as sanzalas.
O próprio processo
de exploração do diamante é devastador do meio ambiente, e são os pobres ou os
que vivem nas zonas rurais de exploração é que são mais afectados, porque as
conseqüências são de longo termo, as doenças com a poluição do meio ambiente
são adversas e não existem hospitais no interior da Lunda Tchokwe para acudir
esses casos nem a capacidade econômica para as pessoas afectadas serem evacuadas
para Malange ou Luanda.
Os efeitos causados
pelas empresas diamantíferas que operam na Lunda Tchokwe têm resultados em
grandes catástrofes preocupantes em termos da deterioração do meio ambiente e
da violação continuada dos direitos humanos, as populações das zonas de
extração do diamante são obrigadas a deixarem as suas terras sem qualquer
indemnização nem gratificações ou de usufrir de serviços básicos, as mesmas não
se preocupam com a erradicação da pobreza ou da redução do abismo que existe
entre a maioria dos pobres Tchokwes que vivem do nada.
A economia de Angola
depende 83% do Petróleo e do Diamante, esta é a pura realidade que muitos
angolanos e a comunidade internacional conhecem muitíssimo bem, o que não
conhecem muitíssimo bem é como vive o povo Lunda Tchokwe na miséria extrema e
absoluta.
Em 2003, cinco
países na região da África Austral estavam classificados como os maiores
produtores de diamantes do mundo – Angola, Botsuana, África do Sul, Republica Democrática
do Congo e a Namíbia, com um valor combinado de 5.8 mil milhões de dólares naquele ano. A Lunda Tchokwe durante
o conflito armado angolano foi palco de guerra e do enriquecimento pessoal de
muitos da elite que governa Angola ainda hoje, Ministros, Generais, Filhos do
Ex - Presidente José Eduardo dos Santos e de outros militantes do MPLA.
O Reino Lunda
Tchokwe, enquando Colônia de Angola nunca esteve envolvida em conflitos
militares direitamente, foi obrigada e forçada a participar em conflito civil
angolano e sua terra também envolvida num processo que não lhe dizia respeito
com um pesado fardo de muitos tchokwes mortos desde 1975 até 2002 na guerra do
MPLA e UNITA e ainda hoje continuamos assistindo assassinados por tudo que é
canto do Protectorado Português.
O maldito diamante
ceifou a vida de mais de 500.000 pessoas durante a guerra civil angolana entre
o MPLA/Governo e a UNITA. Metade das pessoas que pereceram suas vidas eram
naturais e filhos Lunda Tchokwe.
Se, entre 1992 á
2004, existiam mais 400.000 garimpeiros ilegais no interior da Lunda Tchokwe
provenientes na sua maioria da RDC e países da África do Norte, o certo é que
hoje o numero de ilegais subiu para mais de 800.000 pessoas, porque a própria
Policia de Emigração tem sido a conivente.
Denuncias vindas das
localidades de Camaxilo, Cambulo, Lucapa, Calonda e algumas vezes do Cuango
apontam o síndrome de que a Policia de Emigração e fronteiras, Comandantes de
Unidades Policiais entre outros, cobram 1.000,00
á 4.000,00 USD a ilegais da RDC e de
África do Norte e ao mesmo tempo, protegem os mesmos nas zonas de Garimpo e
dividem o resultado da venda dos diamantes obtidos no garimpo.
A dilapidação e a
mineração ilegal não contribuem para o bem – estar do povo Lunda Tchokwe, nem
ajuda na economia local, trouxe consigo outros males a sociedade; prostituição
juvenil, doenças como do HIV SIDA, assassínios de pacatos cidadãos, a
criminalidade aumentou vertiginosamente e a degradação do meio ambiente também,
tudo sob olhar do “GOVERNO COLONIAL DO
MPLA”.
Só com um Governo
Próprio, sob a bandeira Lunda Tchokwe, será possível corrigir estes graves
erros. Só com a nossa autodeterminação que é nosso direito natural legitimo
divino, histórico e jurídico poderemos realmente corrigir e estancar a
emigração ilegal, promover a justiça e o progresso social.
Sabemos que o senhor
José Eduardo dos Santos e o MPLA cumpriram aquilo que prometeram no dia 9 de
Março de 2012 no Dundo, de que o diamante da Lunda não servia para nada, nem
para construir a estrada entre Malange e o território. A prova ai esta, já não
existe mais a estrada entre Malange e a Lunda, simplesmente desapareceu por
vontade do MPLA, mas os diamantes continuam a ser explorados no rio LULU cuja
ponte desabou no seu afluente o rio Cacuilo...
O nosso povo deve
sair na manifestação dia 24 de Fevereiro de 2018, obrigatoriamente para
exigirmos do governo de Angola:
§ A
descolonização, por via da autonomia;
§ A
reparação das estradas;
§ A
revitalização do sistema de saúde publica Lunda Tchokwe;
§ A
melhoria do ensino e educação;
§ A
melhoria do salário da função publica para poder responder;
§ A
habitação condigna ao nosso povo;
E o fim das
arbitrariedades...
SAHARAUI, ANGOLA, CABINDA
SAHARAUI, ANGOLA, CABINDA
O
ministro dos Negócios Estrangeiros da República Árabe Saharaui Democrática,
Ould Salek (foto), solicitou, em Adis Abeba, Etiópia, apoio de Angola na
resolução do diferendo que opõe o seu país e o Reino de Marrocos. A experiência
angolana é, de facto, relevante. Veja-se o caso de… Cabinda.
Por Orlando Castro
Em
declarações à imprensa, à margem da 32ª Sessão Ordinária da Comissão Executiva
da União Africana (UA), Ould Salek disse que Angola tem boas relações com os
Estados membros da UA e pode jogar um papel determinante na resolução do
problema.
Sublinhou
que Angola continua a ser um Estado “líder” e influente em África, tendo
felicitado os angolanos pela solidariedade e pelo apoio prestado ao povo do seu
país.
Entretanto,
além de solicitar o apoio de Angola no processo de resolução do diferendo com
Marrocos, Ould Salek exigiu que a UA tenha um papel mais activo na resolução do
problema do Sahara Ocidental.
A
República Árabe Saharaui Democrática reivindica soberania sobre o território do
Sahara Ocidental, antiga colónia espanhola que, por sua vez, Marrocos reclama
como parte do seu reino. Algo semelhante, diga-se, ao que se passa com Cabinda.
“Marrocos
é agora membro da União Africana. Cremos que é dever da UA trabalhar para por
fim à ocupação de Marrocos ao território da República Árabe Saharaui”,
declarou.
Na
perspectiva do seu país, Marrocos “ocupa ilegalmente o território do Sahara
Ocidental”, desde 1976, na sequência da retirada da antiga potência colonial, a
Espanha.
Também,
do ponto de vista dos cabindas, Angola “ocupa ilegalmente o território de
Cabinda”, desde 1975, na sequência da retirada da antiga potência colonial,
Portugal.
Ould
Salek pediu que as Nações Unidas pressionem o Governo de Rabat (Marrocos) para
respeitar as resoluções do Conselho de Segurança, tendo sublinhando que nenhum
Estado africano deve colonizar um país irmão.
“África
não pode tolerar que um país africano colonize outro. Trata-se de uma violação
aos princípios fundamentais da UA”, declarou Ould Salek, que manifestou, por
outro lado, interesse de reforçar a cooperação com Angola.
Tibete, Timor-Leste e muito
mais
Um
dia depois de uma freira budista se ter imolado pelo fogo, e morrido, um
activista tibetano recorreu no dia 4 de Novembro de 2011 à mesma forma de
protesto em frente à embaixada da China em Nova Deli.
No
dia 16 de Julho de 2011, o presidente norte-americano, Barack Obama, manifestou
uma “preocupação sincera” sobre os direitos humanos no Tibete.
Saberão
os EUA o que é Cabinda? Não sabem, com certeza. Se até os presidentes do país
(Portugal) que assinou um acordo de protectorado com Cabinda não sabem…
Barack
Obama é “o presidente da maior democracia e, naturalmente, manifestou a sua
preocupação com os valores humanos fundamentais, com os direitos humanos e com
a liberdade religiosa”, disse na altura o líder espiritual dos tibetanos.
Recorde-se
que, segundo o conselheiro jurídico e político do líder tibetano, Michael Van
Walt, a proposta de autonomia apresentada pelo Dalai Lama à China “é muito
parecida à que José Ramos-Horta propôs à Indonésia” em 1995-96.
Michael
Van Walt considerava também que o que aconteceu em Timor-Leste e no Kosovo
“tornou as coisas mais difíceis para o Tibete”.
No
que a Cabinda respeita, Portugal não se lembra dos compromissos que assinou
ontem e, por isso, muito menos se recordará dos assinados há mais de 100 anos.
E, tanto quanto me parece, mesmo os assinados ontem já estarão hoje fora de
validade.
Portugal
não só violou o Tratado de Simulambuco de 1 de Fevereiro 1885 como, pelos
Acordos de Alvor, ultrajou o povo de Cabinda, sendo por isso responsável, pelo
menos moral (se é que isso tem algum significado), por tudo quanto se passa no
território, seu protectorado, ocupado por Angola.
Quando
o então presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, dizia que
Angola vai de Cabinda ao Cunene estava, desde logo, a dar cobertura e a ser
conivente, como acontece com a China em relação ao Tibete, com as violações que
o regime angolano leva a efeito contra um povo que apenas quer ter o direito de
escolher o seu futuro.
Para
além do Tibete, não seria mau que Portugal olhasse para Espanha e Angola para
Marrocos. Ou seja, para a questão do Saara Ocidental, antiga colónia espanhola
anexada após a saída dos espanhóis, como parte integrante do reino de Marrocos.
Recorde-se
que o governo espanhol, na altura liderado por José Luís Zapatero, mostrou – ao
contrário de Portugal – coragem política não só ao reconhecer o direito do povo
saharaui à autodeterminação como ao levar a questão às Nações Unidas.
Mas
terá Cabinda similitudes com Timor-Leste? E com o Kosovo? E com o Saara
Ocidental?
Embora
a comunidade internacional (CPLP, União Europeia, ONU, União Africana e
similares elefantes brancos) assobie para o lado, o problema de Cabinda existe
e não é por não se falar dele que ele deixa de existir.
Cabinda
é um território ocupado por Angola e nem o potência ocupante como a que o
administrou pensaram, ou pensam, em fazer um referendo para saber o que os
cabindas querem. Seja como for, o direito de escolha do povo não prescreve, não
pode prescrever, mesmo quando o importante é apenas o petróleo.
Por
alguma razão, em 1975, o Governo de Lisboa reconheceu o MPLA como legítimo e
único governo de Angola, embora tenha assinado acordos com a FNLA e a UNITA. O
resultado ficou à vista nos milhares e milhares de mortos da guerra civil.
Cabinda
(se é que os governantes portugueses, sejam eles quais forem, sabem alguma
coisa sobre o assunto) também é um problema político e não jurídico, “embora
tenha uma dimensão jurídica de enorme complexidade”.
Segundo
os governos portugueses, no actual contexto geopolítico, Cabinda é Angola.
Amanhã, mudando o contexto geopolítico, Portugal pensará de forma diferente. Ou
seja, a coerência é feita – à boa maneira portuguesa – ao sabor do acaso, dos
interesses unilaterais.
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
CONVOCADA MANIFESTAÇÃO PARA O DIA 24 DE FEVEREIRO DE 2018, PARA EXIGIRMOS AUTONOMIA LUNDA TCHOKWE COMO ESCOCIA
CONVOCADA MANIFESTAÇÃO PARA O
DIA 24 DE FEVEREIRO DE 2018, PARA EXIGIRMOS AUTONOMIA LUNDA TCHOKWE COMO
ESCOCIA
O Movimento do
Protectorado convocou uma manifestação popular e pacifica para exigirmos
autonomia Lunda Tchokwe como escócia, nos termos do artigo 47º da Constituição
de Angola.
Para o efeito,
fez-se entrega uma carta ao Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço desde o
dia 15 do corrente com cópias ao Ministério Publico-PGR, Provedoria da Justiça,
Tribunal Supremo, Embaixadas, Partidos Políticos da oposição incluindo o MPLA,
aos grupos Parlamentares e o Presidente da Assembléia, a CEAST , a comunicação
social e a sociedade no geral.
Nos termos da Lei de
Manifestação, a manifestação ora convocada esta autorizada pela Presidência da
Republica de Angola, passados que foram mais de 72 horas que aquela entidade
recebeu a carta e não se pronunciou contra a realização da mesma.
Como
não se trata de criar anarquia, violência, vandalismo ou de comportamentos
extremos e radicais de tipo xenofobia, não vemos a razão de a Policia Nacional,
Policia de Intervenção Rápida ou Forças Armadas Angolanas que ao invés de
proteger a Manifestação virem a usarem armas de Guerra contra indefesos como
aconteceu em 2017 com o balanço de mais de 120 presos, 38 feridos e um morto na
região do Cuango, Cafunfo, Capenda Camulemba e Saurimo.
Comitê
Político do Protectorado Lunda Tchokwe, em Luanda aos 19 de Janeiro de 2018.-
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
DENUNCIA: POLICIA EM CAUNGULA PRENDE JOVEM COM PERTURBAÇÕES MENTAIS, ACUSANDO - O MALTRATAR CRIANÇAS DE ACORDO COM A MÃE DO MESMO
DENUNCIA: POLICIA EM CAUNGULA PRENDE
JOVEM COM PERTURBAÇÕES MENTAIS, ACUSANDO - O MALTRATAR CRIANÇAS DE ACORDO COM A
MÃE DO MESMO
O
jovem em causa, Txawana André, de 24 anos de idade e sofre de perturbações
mentais, natural de Caungula sede, Lunda Norte.
De
acordo com testemunhas e a sua mãe, Txawana sofre de perturbações mentais e
esta em tratamento, foi surpreendido pela Policia de Caungula em casa dos seus
familiares quando esta a dormir e o levaram para a Unidade, acção teve lugar
dia 11 de Janeiro de 2018, pelas 10 horas.
A
mãe soube junto da Policia que seu filho estava preso porque por ter amarado
outras crianças e os ter cotado cabelo, a Policia não identificou quem são tais
crianças que ele terá cortado cabelo, não foram identificados os pais de tais
crianças ou os queixosos.
Ontem
16 de Janeiro de 2018, o mesmo foi transferido da Unidade Policial de Caungula
para o Cuango e dela seguirá para o Dundo, possivelmente para ser julgado pelo
juiz da Comarca local.
A
mãe continuar a ter surpresas por parte da Policia tanto de Caungula como a do
Cuango e não vê graça nenhuma nesta novela.
A
mesma pede que se liberte seu filho doente mental para poder proteger sangue do
seu sangue, pois ele independentemente de ser doente mental, nunca incomodou
ninguém os vizinhos e a família é testemunha disso rematou...
Cá
nós, vamos acompanhar mais um absurdo da Policia Nacional ao invés de prender ladrões
furtivos e assassinos que semeam dores e luto vão justificando o seu mau
trabalho com prender até perturbados mentais...
Noticia
em desenvolvimento....
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
PROCESSO DE MANUEL VICE PÕE EM CAUSA EXPORTAÇÕES DE PORTUGAL PARA ANGOLA
PROCESSO DE MANUEL VICE PÕE EM
CAUSA EXPORTAÇÕES DE PORTUGAL PARA ANGOLA
Depois
de Portugal ter recusado transferir o processo de acusação contra Manuel
Vicente para Angola, João Lourenço ameaça avançar com um conjunto de medidas de
retaliação.
As
relações entre Angola e Portugal poderão estar prestes a passar por dias
turbulentos. Depois de a Justiça portuguesa ter recusado transferir o processo
que envolve o pagamento feito a Orlando Ferreira pelo ex
vice-Presidente angolano para obter decisões favoráveis, Luanda não está
contente com a decisão. Somado a consequências nas relações unilaterais e
bilaterais, está uma possível redução significativa das importações, para
além de outras medidas de retaliação.
O
caso remonta a 2016, mas os pagamentos terão acontecido muito antes. Na altura,
Orlando Ferreira assumia o cargo de procurador do Ministério Público no
Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), e terá aceite
um pagamento de 760 mil eurospor parte de Manuel Vicente para a obtenção
de decisões favoráveis. Esta é uma das muitas acusações que surgiram no âmbito
da Operação Fizz, onde constam como arguidos o advogado Paulo Blanco e Armindo
Pires, acusados de corrupção ativa e branqueamento de capitais em coautoria.
No
entanto, segundo apurou o Jornal de Negócios (conteúdo pago), Angola está
convicta de que o seu ex vice-presidente não será julgado no âmbito dessa
operação, devido o facto de o tribunal português ter falhado a notificação de
Manuel Vicente. Contudo, o caso não fica por aqui, nomeadamente no que diz
respeito às retaliações por parte de Luanda. Assim, restam duas hipóteses: ou
Manuel Vicente é julgado de forma separada dos restantes arguidos ou
é emitido um mandado de captura internacional.
Independentemente
disso, a postura do país africano não é das mais calmas. Após ter pedido a Portugal para o processo ser transferido para lá e a
Justiça portuguesa ter recusado, Angola passou a encarar isso como uma
“ofensa”, algo que trará implicações nas relações bilaterais. De
acordo com informações reveladas ao Negócios, o caso vai deixar uma
“ferida política” que terá impacto nas relações diplomáticas e econômicas
entre os dois países.
Portugal
é acusado pelo Governo angolano de não respeitar os acordos bilaterais e
unilaterais assinados no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
(CPLP), ao recusar o pedido de transferência do processo. João Lourenço, na
altura afirmou que a intenção não era livrar Manuel Vicente das culpas nem
pedir o arquivo do processo.
Para
além de uma possível saída de Angola da CPLP, as consequências poderão ir bem além disso. O país
está a pensar, segundo fontes ouvidas pelo Negócios, reduzir de forma
substantiva as importações, acabando por beneficiar outros países em detrimento
de Portugal, como por exemplo Espanha ou Itália. Angola representa um dos
principais destinos das exportações portuguesas, com mil milhões de euros
registados em 2016.
Para
além disso, poderá ocorrer um atraso nos pagamentos às empresas
portuguesas, um problema que já se colocou no passado, além de que
as empresas portuguesas podem passar a ser preteridas de forma sistemática
nos concursos e empreitadas lançadas pelo Governo de Angola.
Mais
ainda, poderão ser impostas barreiras aos bancos com capital português. O
Presidente angolano não falou sobre o assunto mas, num encontro com
jornalistas, deu a entender que essas medidas de retaliação estão pensadas:
“Não posso revelar”. Mas João Lourenço já mandou avaliar as participações detidas
pelo Estado angolano ou por empresas públicas em bancos nacionais e
estrangeiros, incluindo o Millennium BCP, a realizar por um grupo de
trabalho liderado pelo ministro das Finanças.
O
primeiro-ministro, António Costa, tem tentado colocar alguma água na fervura
neste dossiê, garantindo que “as relações entre Portugal e Angola vão decorrer
com toda a normalidade possível, num contexto em que há um problema“. Mas, o
caso parece preocupar o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Augusto Santos
Silva disse estar “muitíssimo preocupado, porque há aqui um ‘irritante’
que afeta o relacionamento bilateral, com a agravante de que a solução não
depende do Governo português”.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
COBERTURA ESCOLAR DE ANGOLA 1845 – 1919 VS LUNDA TCHOKWE
COBERTURA ESCOLAR DE
ANGOLA 1845 – 1919 VS LUNDA TCHOKWE
“Primeiras letras em Angola”, edição da
Camâra Municipal de Luanda, 1973, uma obra valiosa de Martins dos Santos, missionário catolico, nascido em 1926 em Pêra
do Moço - Portugal, conceituado professor de Seminário Missionário do Verbo
Divino em Covilhas, um dos grandes
estudiosos da História de Angola colonial, mostra nesta sua obra investigativa
dos anos 60 - 70, em vesperas de independência a realidade nua e crua, de que
definitivamente a Nação Lunda Tchokwe, nunca fora antes nem depois, parte
integrante de Angola.
De
acordo com obra de Martins dos Santos, foram os missionários vindos de Portugal
que sugeriram o aparecimento das primeiras instituições de ensino em Luanda, do
contrário não seria.
...”A menos de vinte anos da fundação da
cidade, o visitador da Companhia de Jesus, Padre Pedro Rodrigues, que esteve em
Angola nos anos 1593 e 1594, aconselhava que se fundasse um colégio para a
instrução da juventude, para o ensino das letras. Esta recomendação não foi
desprezada e, assim, sabemos que um decénio mais tarde, em 1605, havia já uma
escola em funcionamento, junto do convento dos jesuitas, que era onde hoje
estão o Paço Arquiepiscopal e a Imprensa Nacional de Angola (actualmente complexo do Pálacio da
Cidade Alta da Presidência da República de Angola). Foi encarregado do ensino o Padre
Pedro de Sousa”...
Para
a província ultramarina de Portugal, a partir de 1659 até 1845, surgiram várias
instituições escolares de diferentes tipos e ensinos; aulas de disciplinas de
Humanidades, Latim, Filosofia e Retórica, Matemática, Geometria, Aritmética, Trigonometria,
Topógrafia e Contabilidade, bem como a Medícina, já nos anos 1789.
Em
1844 e 1845, foi reestruturada a Escola Médica de Luanda, foi publicado novo
esquema de cursos e novos programas de ensino, foi a partir deste momento que o
ensino tomou feição e abrangencia em território de Angola, e o ensino primário
obrigatório e gratuito, o cuidado e selecção dos professores. Menos a Nação
Lunda Tchokwe, em que não existia, neste período a presença de Portugal ou de
outra nação Europeia, ou seja a LUNDA era ainda uma terra desconhecida, não faz
parte da propalada colonização Portuguesa de 500 anos em Angola.
Presença
de Portugal na Lunda como protector, 90 anos,
isto é, entre 1885 – 1975, a efectiva instalação em toda a extensão Kuando
Kubango, Moxico e o distrito da Lunda no geral apenas a partir do ano de 1920
para os anos 40, 50 e 60, tal como os angolanos mal conheciam a Lunda até 1950.
A
cobertura escolar angolana de 1845 á
1919, chega finalmente dentro dos limites fronteiriços e geograficos de
Angola, como colonia e provincia ultramarina de Portugal reconhecida na sua
carta constituicional de 1826.
A
cobertura escolar angolana, nalgumas localidades tiveram o seguinte inicio: Alto
Dande 1790, Zenza do Golungo 1872, Ambaca 1694, Ambriz 1840, Ambrizete 1860, Bailundo 1896, Barra do Bengo
1694, Barra do Dande 1860, Bembe 1857, Benguela fundada por Manuel Cerveira Pereira
em 1617, Bié 1772, Cabinda datas convergentes 1723, Caconda 1620, Calumbo 1575,
Cambambe 1604, Catumbela 1836, Cazengo 1843, Chibia 1885, Dembos 1615, Dombe
Grande 1846, Duque de Bragança 1838, Egipto 1854, Encoje 1759, Golungo Alto
1856, Huambo não existe uma data coerente, Huila 1768, Humpata entre 1868 à
1872, Icolo e Bengo 1668, Libolo entre 1905 à 1906, Libongo, Lubango, Malange,
Massangano 1580, Moçamedes 1645, Muxima 1599, Noqui 1913, Novo Redondo 1769,
Porto Alexandre 1770, Pungo Andongo 1671, Quilengues 1685, São Salvador, Zenza
do Golungo.
O
texto com mais de 500 páginas sobre primeiras letras em Angola que temos vindo
a citar sobre a cobertura escolar angolana entre 1845 – 1919, não menciona
nenhuma localidade Lunda Tchokwe, não havia presença Portuguesa nem de qualquer
outra nacionalidade estrangeira, prova suficiente de que Lunda nunca fez parte
de Angola no passado, no presente ou no futuro.
A
escolarização do povo Lunda Tchokwe tem inicio nos anos 1950, com o
aparecimento de algumas escolas primarias destinadas a filhos de comerciantes
portugueses e agentes da administração publica, da Huila para o Kuando Kubango,
do Bié para o Moxico e de Malange para Saulimbó actualmente Saurimo.
É
no limiar dos anos 1960 – 1970, com a organização imprimida de agrupação das
populações em Bairros que se deu a massificação de algumas escolas primárias
sob égide de catequistas da Igreja Católica e o aparecimento nas principais
cidades; Serpa Pinto, Luso e Henrique de Carvalho de magistérios e internados.
A Igreja Católica e a Igreja Anglicana foram os primeiros que projectaram na
Lunda Tchokwe internados para esta nobre missão de educar e ensinar.
As
principais três estradas de acesso ao território Lunda Tchokwe com Angola,
tiveram o seu inicio nos anos 60 para cá, isto é, Bié a Kuando Kubango, Bié
para o Moxico e Malange para Henrique de Carvalho. A principal via é a estrada
230 que liga Luanda – Malange – Henrique de Carvalho – Moxico até Luau e
Cazombo. A péssima via é do Luso para Manongue.
Portanto,
até 1975 não poderia existir quadros altamente qualificados na Lunda Tchokwe
para que reivindicasse em igualdade de direitos e capacidades académicas com os
angolanos a sua pertença. Em 1975 os angolanos já possuíam Doutores em ciências
e filosofias em detrimento do povo Lunda que estava a ser alfabetizado. Os
primeiros médicos e enfermeiros negros dos hospitais a nível da Lunda – Serpa
Pinto, Moxico e o distrito da Lunda eram na sua maioria angolanos ao lado dos portugueses,
tal igual acontecia na administração pública colonial.
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
PORTUGAL E SUA RESPONSABILIDADE COM O PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE
PORTUGAL E SUA RESPONSABILIDADE
COM O PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE
Presidente de Portugal
Marcelo Rebelo de Sosa
Em 1826 a
constituição portuguesa confirma a colónia de Angola, no seu Artigo 2º – O seu território forma o Reino
de Portugal e dos Algarves e compreende:
1.º
-
Na Europa, o Reino de Portugal, que se compõe das províncias do Minho,
Trás-os-Montes, Beira, Estremadura, Alentejo e Reino do Algarve e das Ilhas
Adjacentes, Madeira, Porto Santos e Açores.
2.º
-
Na África Ocidental, Bissau e Cacheu; na Costa da Mina, o Forte de S. João
Baptista de Ajuda, Angola, Benguela e suas dependências, Cabinda e Malembo, as
Ilhas de Cabo Verde, S.Tomé e Príncipe e suas dependências; na costa Oriental,
Moçambique, Rio Sena, Sofala, Inhambane, Quelimane e as Ilhas de Cabo Delgado.
3.º-
Na Ásia, Salsete, Berdez, Goa, Damão e os estabelecimentos de Macau e das Ilhas
de Solar e Timor.
Artigo
3.º – A Nação (Portuguesa) não renuncia o direito, que tenha a qualquer porção
de território nestas três partes do Mundo, compreendida no antecedente Artigo.
a)
Livro
branco sobre a Questão do Zaire (II), doc, n.º83,p.107.
b)
Até
aqui não havia nenhuma presença de Portugueses ou de qualquer outro estrangeiro
nas terras da Lunda, entretanto não somos parte integrante da colónia
portuguesa de Angola.
Portugal depois de
colonizar a sua província ultramarina de Angola, entre o ano 1482 até 1884,
após 402 anos, toma conhecimento da existência das terras do Muatiânvua do Império
Lunda, situadas para além de Malange, o seu representante geral da província de
Angola, com ajuda das informações dos anos 1843 do também português Joaquim da
Graça que, já vivia no Estado Independente do Congo, criado pelo LEOPOLDO II da
BÉLGICA, este comunica o seu governo na EUROPA, nascimento da ambição
portuguesa para as aventuras de exploração do interior de África com fins
meramente Comerciais, conforme os documentos da Expedição Científica Portuguesa
a Mussumba do Muatiânvua 1884-1888.
A presença de
Portugal na Lunda Tchokwe tem lugar a partir do ano de 1884, na seqüência da
conhecida Expedição Portuguesa ao Muatiânvua 1884 – 1888; Francisco Joaquim da
Costa e Silva – Conselheiro; Manuel Pinheiro Chagas – Ministro de Estado Honorário
entre outros, testemunharam aquela viagem do Sr Henrique Augusto Dias de
Carvalho, que foi o Chefe da Expedição e o 1.º Governador da Lunda, nasceu no
dia 9 de Junho de 1843 e faleceu no dia 4 de Fevereiro de 1909, tendo recebido
o titulo póstumo de “BENEMÉRITO DA
PATRIA” e de General.
A Questão da Lunda
ou, o contencioso de Lisboa sobre a Lunda 1885 – 1894, nasceu na seqüência da convenção de 14 de
Fevereiro de 1885 em Berlim entre Portugal e a Bélgica do Leopoldo II. O conflito
entre Portugal e a Bélgica aconteceu porque o Rei Leopoldo II queria anexar uma
parte da Lunda ao Estado Independente do Congo, Portugal reivindicou a posse da
Lunda juridicamente porque havia celebrado tratados de protecção, vulgos “PROTECTORADOS”
com os Potentados da Nação Tchokwe.
-“
O Tratado de 14 de Fevereiro de 1885 em BERLIM, designou o curso do Cuango como
fronteira respectiva entre Portugal e o Estado Independente do Congo, que
Muatiânvua formava o duodécimo distrito administrativo do Estado Independente
do Congo, compreendendo os distritos administrativos do Cassai e Lualaba”. O sr
LEOPOLDO II, pela sua ganância, com o fim de usurpar o direito de Portugal nas
terras do Muatiânvua, querendo ficar com a outra parte da Lunda, constituída em
Protectorado Português, desde o Cuango até a Mussumba com o nome de Cuango
Oriental, deu a origem a chamada “QUESTÃO DA LUNDA 1890-1894”.
O fim deste conflito
que favoreceu Portugal tendo como justificação os tratados celebrados com o
soberano povo Lunda Tchokwe, esta patente no tratado para a delimitação das
suas respectivas esferas de Soberania e de influencia na região da Lunda,
assinado em Lisboa a 25 de Maio de 1891; e trocadas as ractificações a 1 de
Agosto do mesmo ano (1891) em París.
a) Diário do Governo
n.º 101 de 6 de Maio de 1892. – Colecção de legislação (suplemento), pág.1434.
Livro Branco de 1891, Questão da Lunda, pág.86.
TRATADOS DE PROTECTORADO CELEBRADOS
ENTRE PORTUGAL E LUNDA TCHOKWE
1.-Henrique Augusto Dias de
Carvalho celebrou com o potentado Lunda MWENE SAMBA
CAPENDA, MWENE MAHANGO, MWENE BUIZO (Muana
Cafunfo), o tratado de Protectorado n.º 2, o representante do Soba Ambango,
sr Augusto Jayme subscreveu também.
2.- Henrique
Augusto Dias de Carvalho, celebrou com o potentado MWENE
CAUNGULA DE MUATIÂNVUA XÁ-MUTEBA e demais famílias o tratado de Protectorado
n.º 3, Augusto Jayme também subscreveu o tratado.
3.- Henrique
Augusto Dias de Carvalho, celebrou com Sua Majestade o
Rei Tchokwe MUATCHISSENGUE WATEMBO, e demais Muananganas e famílias:
Xa-Cazanga, Quicotongo, Muana Muene, Quinvunguila, Camba Andua, Canzaca,
Quibongue, o tratado de Protectorado n.º 5, Augusto Jayme também
subscreveu o tratado, testemunhando a favor da pertença da Nação Lunda.
4.- Henrique
Augusto Dias de Carvalho, celebrou com o potentado
AMBINJI INFANA SUANA CALENGA, Muatiânvua Honorário, o tratado de Protectorado
n.º 7, com a presença de sua irmã Camina, os Calamba: Cacunco tio de Ambinje,
Andundo, Xá Nhanve, Cassombo, Xá Muana, Chiaca, Angueji, Ambumba Bala, Mulaje,
Quissamba, Xanda, Augusto Jayme também subscreveu o tratado, testemunhando a
favor da pertença da Nação Lunda.
5.- Henrique
Augusto Dias de Carvalho, celebrou o último tratado de
Protectorado n.º8, na presença de Suana Mulopo Umbala, Lucuoquexe Palanga,
Muari Camina, Suana Murunda, Muene Dinhinga, Canapumba Andunda, Calala Catembo,
Muitia, Muene Panda, Cabatalata, Paulo, Adolpho, Paulino de Loanda, António
Martins, Domingos Simão de Ambaca, e assignaram António da Rocha, José
Rodrigues da Cruz, António Bezerra de Lisboa, Agostinho Alexandre Bezerra, João
Pedro da Silva, Henrique Augusto Dias de Carvalho o Chefe da Expedição
Portugueza ao Muatiânvua, e por último José Faustino Samuel que secretariou o
acto.
PORTUGAL E SUA RESPONSABILIDADE
SOBRE A LUNDA TCHOKWE
O território ou
Nação Lunda Tchokwe não fez parte dos trabalhos da Conferencia de Berlim
1884-1885, porque, ainda não era conhecido na Europa o resultado dos trabalhos
da comitiva de exploradores portugueses no interior e coração de África. A
Lunda ficou fora de qualquer partilha operada na conferência de África. Ler
também a evolução política de África e a Lunda 1884 – 1891, que acreditamos ser
do conhecimento do actual Governo de Portugal -
Primeiro-Ministro, António Costa do
Partido Socialista e do Presidente, Marcelo
Rebelo de Sousa.
Os
tratados ou acordos entre estados têm fim com o termo ou a sua revogação entre
as partes, o que não é o caso, ou seja, Portugal não negociou o termo dos
protectorados com o povo Lunda Tchokwe, estes tratados continuam vigentes até a
presente data.
A
presença na Administração da Lunda Tchokwe do Governo de Angola é ilegal e
colonização.
A
responsabilidade de Portugal e dos portugueses na Lunda Tchokwe começou com a
celebração de tais tratados, continuou com a instalação do primeiro governo na
Lunda em 1895 encabeçado pelo cidadão português Henrique Augusto Dias de
Carvalho e os sucessivos governos até a data de 11 de Novembro de 1975 com a
retirada de Portugal de Angola e da Lunda sem nenhuma explicação.
Nós,
o povo colonizado Lunda Tchokwe esperou pelo poder político, jurídico e
legislativo português a sua contribuição como protector 1885 - 1975 para uma
solução política da questão da Autodeterminação do nosso Reino Tchokwe como o
da Escócia – “referencia”, até a presente data Portugal responde com ignorância
e arrogância a nossa historia, a mídia portuguesa nem por isso, simplesmente
silencia a luta pacifica do nosso povo, diferente como o faz a mídia das
capitais como París, Londres, Berlim, Roma, Nova York ou em Washington.
O
Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, nos últimos 11 anos da luta pacifica,
nunca deixou de escrever as autoridades de Portugal via sua representação diplomática
em Luanda, e publicações online e em jornais e revistas a reivindicação.
Em
2018, queremos ver pronunciamentos do Governo e o povo português sobre o
protectorado português da Lunda 1885 – 1975, e a contribuir na sua resolução.
LUANDA,
03 DE JANEIRO DE 2018. -
COMITE POLITICO DO PROTECTORADO
LUNDA TCHOKWE
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