terça-feira, 25 de outubro de 2016

JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS PRESIDENTE DE ANGOLA “É CAPAZ DE CHEGAR AO MAIS ALTO NÍVEL DA BARBÁRIE” Activista Domingos da Cruz

JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS PRESIDENTE DE ANGOLA “É CAPAZ DE CHEGAR AO MAIS ALTO NÍVEL DA BARBÁRIE” Activista Domingos da Cruz

Lisboa - Em entrevista à Renascença, o activista Domingos da Cruz acredita que a "mudança em Angola pode acontecer a qualquer momento".

Fonte: Radio Renascença

A "qualquer momento pode surgir uma mudança paradigmática radical” em Angola, acredita o activista Domingos da Cruz.



Em entrevista à Renascença, o autor do livro "Angola Amordaçada - A imprensa ao serviço do autoritarismo” considera que o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, e as pessoas que o rodeiam são “extremamente perigosos”.


Domingos da Cruz, que esteve em Portugal a apresentar o seu livro, regressa a Luanda com “prudência” mas “sem medo”, porque se lhe acontecer alguma coisa “o mundo saberá que foi feito pelo regime angolano”.



Domingos da Cruz faz parte do grupo de activista de Luaty Beirão, que foram condenados por alegadamente conspirarem contra o Presidente angolano.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

ANGOLA PODER DIFUSO, ATIPICO, SATANISMO E ILLUMINATI

ANGOLA PODER  DIFUSO, ATIPICO, SATANISMO E ILLUMINATI



A política é a Ciência ou Arte de governar, de disputar e de conquistar o poder público, de modo a exercê-lo com legitimidade e com credibilidade, é o estudo do homem nos seus diversos aspectos, como finalidade, a boa governação, capaz de conferir a liberdade, a cidadania, a dignidade humana e o bem-estar social do povo, é também uma arte de negociação para compatibilizar interesses. O termo tem origem no grego “politiká”, uma derivação de polis que designa aquilo que é público. O significado de política é muito abrangente e está, em geral, relacionado com aquilo que diz respeito ao espaço público.


Na ciência política, trata-se da forma de actuação de um governo em relação a determinados temas sociais e econômicos de interesse público. O sistema político é uma forma de governo que engloba instituições políticas para governar uma Nação. Monarquia e República são os sistemas políticos tradicionais. Dentro de cada um desses sistemas podem ainda haver variações significativas ao nível da organização.


Poder (do latim potere) é a capacidade de deliberar arbitrariamente, agir e mandar e também, dependendo do contexto, a faculdade de exercer a autoridade, a soberania, oimpério. Poder tem também uma relação direita com capacidade de se realizar algo, aquilo que se "pode" ou que se tem o "poder" de realizar ou fazer.


Poder político é a possibilidade coercitiva que o estado possui para obrigar a fazer ou não fazer algo, tendo como objectivo o bem público. O poder político nas democracias é essencialmente a vontade da maioria através do governante. Não existe poder político nas ditaduras, visto que a força em si é apenas uma das condições e não a causa essencial, portanto num governo totalitário o acto de coação é aplicado sem visar o bem público. Antes de impor a ordem, o poder político tem como razão principal, formular essa ordem.


Desde os primórdios da humanidade as relações entre indivíduos/grupos se deram visando o poder, o monopólio, seja ele económico, militar ou qualquer outro. Uma relação de poder,  pode se formar por exemplo, no momento em que alguém deseja algo que depende da vontade de outra pessoa. Esse desejo estabelece uma relação de dependência de indivíduos ou grupos em relação a outros. Quanto maior a dependência de A em relação a B, maior o poder de B em relação a A.


Poder Judiciário ou Poder Judicial é um dos três poderes do Estado moderno na divisão preconizada por Montesquieu em sua “teoria da separação dos poderes”.  É exercido pelos juízes e possui a capacidade e a prerrogativa de julgar, de acordo com as regras constitucionais e leis criadas pelo poder legislativo em determinado país.


O conceito da separação dos poderes, também referido como princípio de trias politica, é um modelo de governar cuja criação é datada da antiga Grécia. A essência desta teoria se firma no princípio de que os três poderes que formam o Estado  (Poder: Legislativo, Executivo e Judiciário) devem actuar de forma separada, independente e harmônica, mantendo, no entanto, as características do poder de ser uno, indivisível e indelegável.  O objectivo dessa separação é evitar que o poder se concentre nas mãos de uma única pessoa, para que não haja abuso, como o ocorrido no Estado Absolutista, por exemplo, em que todo o poder concentrava-se na mão do Rei. A passagem do Estado Absolutista para o Estado Liberal caracterizou-se justamente pela separação de Poderes, denominada Tripartição dos Poderes Políticos.


Controle de constitucionalidade difuso é uma das espécies de controle de constitucionalidade realizadas pelo Poder Judiciário. Define-se como um poder-dever de todo e qualquer órgão do poder judiciário, a ser exercido no caso concreto em qualquer grau de jurisdição ou instância. O Controle de constitucionalidade difuso surgiu nos Estados Unidos da América em 1803 no caso Marbury contra Madison.


Dá-se o nome de jurisdição (do latim juris, "direito", e dicere, "dizer") ao poder que detém o Estado para aplicar o direito ao caso concreto, com o objectivo de solucionar os conflitos de interesses e, com isso, resguardar a ordem jurídica e a autoridade da Lei. Em seu sentido tradicional, a jurisdição compete apenas aos órgãos do Poder Judiciário. Contudo, modernamente, já é aceite a noção de que outros órgãos também exercem a função jurisdicional, desde que exista autorização constitucional.


É possível a ocorrência de mudanças na constituição, sem alteração em seu texto, pela actuação do denominado poder constituinte difuso... Como pode uma emenda não mudar o texto da Constituição?


A questão não fala em Poder Constituinte Derivado e sim, em DIFUSO.

É um tema muito recente e muito legal. O Poder Constituinte Difuso não é o poder de se elaborar emendas e sim o poder de se promover a "mutação constitucional". Sim, a mutação constitucional é a alteração "informal" do texto da Constituição, ou seja, altera-se a interpretação das normas para que a Constituição possa acompanhar os anseios da Sociedade, sem que para isto se altere o texto escrito da Lei Maior.


O Poder Constituinte Difuso é o poder que os agentes políticos possuem para promover a chamada "mutação constitucional", ou seja, atribuir novas interpretações à Constituição para que ela consiga se adequar à realidade da sociedade sem que seja necessário alterar o texto formal da norma. A mutação constitucional, não é irrestrita. Este poder deve respeitar certos limites como os princípios estruturantes do Estado e a impossibilidade de se subverter a literalidade de norma que não dê margem a interpretações diversas.


Não existe um consenso sobre "o que é" e "o que não é" mutação, nem sobre as classificações das espécies de mutação. Mas, ela decorre principalmente das novas interpretações dadas pelas jurisprudências emanadas pelo Poder Judiciário, em qualquer parte do mundo onde isso acontece. 


Há autores que ainda consideram como mutação as interpretações firmadas por agentes políticos como os parlamentares, ou pelo Presidente na aplicação da norma. E ainda, os que consideram até mesmo os costumes do povo como mutação constitucional. O único consenso é que a mutação deve respeitar certos limites como os princípios estruturantes do Estado e a impossibilidade de se subverter a literalidade daquela norma que não dê margem a interpretações diversas.


Atípico, que está longe da regra ou do normal; que não é vulgar ou comum; que é estranho ou insólito; A normalidade diz respeito a algo que esteja no seu estado natural ou que sirva de regra ou norma. É possível associar o normal ao comum ou ao habitual. O que é anormal, por conseguinte, é precisamente o contrário: o infrequente, aquilo que escapa do comum ou da lógica.


É importante ter em conta, no entanto, que a noção de anormal costuma ter uma conotação negativa ou discriminatória. A normalidade, ao fim ao cabo, pode ser subjectiva ou, como no exemplo anterior, ser uma simples consequência da estatística. Isso não significa que o anormal seja errado ou condenável: simplesmente é diferente ou pouco habitual. A moral também costuma incidir na definição do anormal. Se é normal numa sociedade a monogamia, quem tiver relações sentimentais simultâneas com vários companheiros será considerado anormal.


Satanismo é um movimento, doutrina ou crença filosófica que contempla a figura de Satanás de forma positiva. O satanismo consiste na negação e inversão de práticas e crenças cristãs. Começou a ser definido a partir do século XVIII, tendo uma origem relativamente recente. Alguns dos seus seguidores afirmam que o satanismo não é apenas uma religião, e teve influência de várias religiões, pontos de vista e obras literárias. Algumas das origens do satanismo podem ter começado com rituais de adoração e em honra ao titã Prometeu, ao deus egípcio Seth, ao deus Sumério Enki ou ao deus Moloque, adorado pelos amonitas. Existem diferentes correntes de satanismo, com diferentes crenças e práticas. Existem satanistas teístas e ateístas. Enquanto os teístas acreditam na existência de uma entidade chamada Satanás, os ateístas não acreditam em divindades como Deus e o Diabo, e vêem Satanás como um símbolo do orgulho, independência e ambição pessoal. Um dos principais símbolos do satanismo é o pentagrama invertido (com apenas uma ponta virada para baixo).


Aquele que é considerado o satanismo moderno teve as suas bases com Anton LaVey, responsável por escrever várias obras relacionadas com o satanismo, entre elas a Bíblia Satânica. Em 1966 LaVey fundou aquela que é considerada por muitos como a primeira Igreja Satânica.


O satanismo afirma que não existe vida após a morte e que a vida deve ser encarada com egoísmo, com o objectivo único de satisfazer as suas próprias necessidades, de qualquer maneira possível. Muitos satanistas actualmente não se definem como pessoas que adoram o mal e sim como pessoas que exploram realidades desconhecidas e que buscam valores como a individualidade, orgulho e independência.


Vários autores acreditam que a o Satanismo começou com a caça às bruxas, que ocorreu entre o século XV e XVIII, onde pessoas eram acusadas de practicar bruxaria como forma de adoração ao Diabo. Nessa altura, o satanismo ganhou força na corte francesa e outras cortes europeias, e teve alguma influência do romantismo e iluminismo de alguns escritores como Marquês de Sade. A ligação entre satanismo e bruxaria (ou magia negra) é confirmada graças a algumas obras literárias, como por exemplo "Bruxaria Satânica", um livro da autoria de Anton LaVey.


Várias pessoas fazem associações do satanismo com outros grupos como a maçonaria, illuminati, grandes empresas ou celebridades. Apesar disso, como se tratam de grupos secretos ou envolvidos em mistério, é difícil confirmar essas ligações, que podem ser verdadeiras ou podem ser apenas parte de uma teoria da conspiração.


O cristianismo e o Islã tipicamente consideram Satanás como o adversário ou inimigo, mas muitas revisões e recomposições populares de contos bíblicos inseriram sua presença e influência em quase todos os aspectos de posição adversa, até à narração da Criação, em Gênesis e Queda do Homem. Especialmente por cristãos e muçulmanos, a figura de Satanás foi tratada variavelmente, como competidor rebelde ou invejoso dos seres humanos, de Jesus, e caracterizado como anjo caído ou demônio governador do submundo penitencial, acorrentado num poço fundo, vagando pelo planeta em busca de almas ou provendo ímpeto para farsas mundanas.


Particularmente após o iluminismo, algumas obras, como "Paraíso Perdido", foram tomadas pelos românticos e descritas como ilustradoras do Satanás bíblico como uma alegoria, representando crise de fé, individualismo, livre-arbítrio, sabedoria e iluminação. Essas obras demonstrando Satanás como um personagem heroico são poucas, mas existem; Georgr Bernard Shaw, William Blake e Mark Twain ("Letters from the Earth") incluíram tais caracterizações nos seus trabalhos bem antes de satanistas religiosos começarem a escrever. Foi então que Satanás e o satanismo começaram a ganhar novos significados fora do cristianismo.


Illuminati é o nome de um grupo secreto que tem como objectivo dominar o mundo através da fundação de uma Nova Ordem Mundial. A palavra illuminati é um termo do latim que significa "iluminado" e representa uma ordem ou sociedade secreta que tem o iluminismo como base das suas doutrinas. Como se trata de um grupo secreto, ele é rodeado de grande mistério e há várias teorias que provam ou que negam a sua existência. Apesar disso, quase todos os autores que se manifestam sobre este assunto concordam que o objectivo dos Illuminati é alcançar o domínio total do mundo, através de influências e pressões políticas, econômicas e sociais.


A NWO (New World Order) ou Nova Ordem Mundial em português, seria um governo global, que tem autoridade sobre todo o mundo. Várias pessoas acreditam que um dos objectivos dessa nova ordem mundial e dos illuminati seria manter a população mundial abaixo dos 500 milhões de habitantes. Isso significa que muitas pessoas teriam que ser eliminadas.


Existem também teorias que indicam que os illuminati manipulam vários alimentos e a água para causar infertilidade e esterilização, diminuindo a população mundial.


domingo, 23 de outubro de 2016

ZECAMUTCHIMA REUNE COM O SECRETARIADO NACIONAL DA UMULE SOBRE O ENCAJAMENTO MASSIVO DA MULHER LUNDA TCHOKWE NA LUTA PACIFICA PARA AUTONOMIA

ZECAMUTCHIMA REUNE COM O SECRETARIADO NACIONAL DA UMULE SOBRE O ENCAJAMENTO MASSIVO DA MULHER LUNDA TCHOKWE NA LUTA PACIFICA PARA AUTONOMIA


O Presidente do Movimento do Protectorado, José Mateus Zecamutchima, reuniu recentemente em Luanda com o Secretarioado Nacional da UMULE-União da Mulher Lunda Tchokwe. A reunião analisou o encajamento massivo das mulheres a causa da luta pacifica sobre a autonomia da Nação Lunda Tchokwe, que foi considerada de muito positiva.


O Presidente exigiu as presente de que a mobilização deve continuar em todo o espaço Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte; acompanhada de seminários de capacitação das responsáveis e com estudos profundos da história dos povos da Lunda.


A reunião analisou a possibilidade de aumentar o Secretariado com mais responsaveis a nível de outros sectores; Alfabetização e questões ligadas a saúde para o meio rural, porque na realidade a mulher na Lunda Tchokwe, sobretudo a camponesa sofre destes males e não existe preocupação do Governo Angolano sobre a materia, basta lembra as mortes infantis em Saurimo e na localidade de Cafunfo.


Informou-se também da constituição de novos núcleos e a produção de cartões de membros, camisolas e outros meios de propaganda.


O Secretariado Nacional da UMULE, comprometeu-se a realizar uma consulta as mulheres e desta irão por iniciativa escrever para a Comunidade Internacional e aos Partidos Angolano, para se pronunciarem sobre a Questão Lunda Tchokwe, por causa do silêncio destes ou a ignorância sobre o assunto. Há três anos para cá, membros da Autoridade do Poder Tradicional Lunda Tchokwe, reuniram na cidade do Luena e decidiram escrever ao Presidente José Eduardo dos Santos para que reconhecesse o processo e diálogasse com o Movimento do Protectorado, essa carta foi ignorada.


Em Maio de 2015, a European Free Alliance, uma agrupação de mais de 45 Partidos e Associações Politicas da União Europeia também escreveu ao Presidente José Eduardo dos Santos para que reconhecesse o processo e estabelecer a Autonomia reclamada pelo Povo Lunda Tchokwe, o Presidente de Angola continua a ignorar o facto.



Várias iniciativas para uma solução de diálogo da sociedade civil tem sido ignorada continuamente pelo Presidente Angolano, que usando-se da demagogia nos seus discursos, apregoa o diálogo para qualquer tipo de conflito, carácter próprio dos tiranos, do que a mulher Lunda Tchokwe bem domina.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS CULPA ESTADOS UNIDOS PELA INSTABILIDADE EM AFRICA

JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS CULPA ESTADOS UNIDOS PELA INSTABILIDADE EM AFRICA


Luanda - O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, responsabilizou hoje a política externa dos últimos presidentes dos Estados Unidos pela instabilidade em África e no Médio Oriente, pedindo uma "neutralidade mais ativa" às Nações Unidas.

Fonte: Lusa


O chefe de Estado discursava na Assembleia Nacional, em Luanda, sobre o Estado da Nação, durante a sessão solene de abertura da quinta sessão legislativa da III legislatura, a última antes das eleições gerais de 2017, tendo responsabilizado diretamente as administrações de George W. Bush e de Barack Obama.


"Cada um com a sua especificidade e com o beneplácito dos seus aliados", disse.


Angola, o maior produtor de petróleo em África, é um tradicional aliado da Rússia, Cuba e mais recentemente da China, sendo atualmente membro não permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).


"Utilizando a força, os Estados Unidos levaram a cabo intervenções em várias partes do mundo para impor os seus valores políticos, com resultados adversos. Acabaram assim por gerar mais instabilidade no Médio Oriente, na Ásia e em África, onde não conseguiram nem impor a paz, nem desencorajar os movimentos terroristas", afirmou José Eduardo dos Santos.


"Que rumo agora seguirá a política externa americana, com o novo Presidente a ser eleito em novembro? Qual será a reação da Rússia e de outras potências de desenvolvimento médio? Um mundo mais seguro só pode ser arquitetado na base do diálogo e do entendimento desses dois grupos, e de uma neutralidade mais ativa da parte das Nações Unidas", concluiu.


O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, enviou na sexta-feira uma mensagem de felicitações a António Guterres, pela sua eleição como secretário-geral das Nações Unidas, prevendo uma liderança "firme e esclarecida".


De acordo com uma nota da Casa Civil do Presidente da República, José Eduardo dos Santos transmitiu na sua mensagem que António Guterres "poderá contar com o apoio da República de Angola na consecução dos fins, princípios e valores consagrados na Carta das Nações Unidas em prol da paz e segurança internacionais".


Na mesma mensagem, o chefe de Estado angolano ressaltava que as "qualidades pessoais" do antigo primeiro-ministro português "constituem uma garantia inequívoca de que aquela organização internacional poderá contar com uma liderança firme e esclarecida", para dessa forma "superar os inúmeros desafios que se colocam no complexo mundo atual".



António Guterres vai assumir a liderança das Nações Unidas por um mandato de cinco anos, até 31 de dezembro de 2021.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

DISCURSO DE JOSÉ EDUARDO DOS SANTO IGUAL A SI MESMO AO V ANO DA ABERTURA DA LEGISTURA ANGOLANA, COMPLETAMENTE VAZIO CONTRA O QUE VAI FAZER NA LUNDA TCHOKWE

DISCURSO DE JOSÉ EDUARDO DOS SANTO IGUAL A SI MESMO AO V ANO DA ABERTURA DA LEGISTURA ANGOLANA,  COMPLETAMENTE VAZIO CONTRA O QUE VAI FAZER NA LUNDA TCHOKWE




O discurso contraditório de José Edurado dos Santos, voltado para o passado da guerra civil, não ouve nada de especial sobre os grandes problemas que aflige a sociedade Angolana, os conflitos de Cabinda e a Reivindicação da Autonomia Lunda Tchokwe.



Demagogicamente José Eduardo dos Santos, insinua que Obama e Putin deveriam resolver os problemas internacionais por via do dialogo, o que ele não consegue fazer aqui, falou da unidade na diferença, o que ele não respeita.


O Povo Lunda Tchokwe, não espera nada do MPLA e do seu Presidente José Eduardo dos Santos, por isso ir ao voto em 2017, para votar em quem e para que!...


A esperança do povo Lunda Tchokwe só será possível com uma autentica Autonomia, exigida pelo movimento do Protectorado.


José Eduardo dos Santos, deveria, era falar o estado da Nação entre o mês de Outubro de 2015, quando seu Vice-Presidente Manuel Vicente discurso em seu nome no IV ano da abertura da Legislatura do passado ano para cá. O Discurso do Manuel Vicente em 2015, não fugiu ao presente discurso do Presidente José Eduardo dos Santos.



Mais opiniões na nossa proxima edição…

domingo, 16 de outubro de 2016

FALECEU SUA MAGESTADE REI LUNDA TCHOKWE MUATCHISSENGUE WATEMBO

FALECEU SUA MAGESTADE REI LUNDA TCHOKWE MUATCHISSENGUE WATEMBO


Itengo, 15/10 – Sua Majestade Rei Lunda Tchokwe, Carlos Manuel Muatxitambuia Muatchissengue Watembo, faleceu as 22 horas do dia 15 de Outubro do corrente ano, na localidade histórica do Itengo antiga capital do  Reino Tchokwe e residência Oficial do Rei que deixa o mundo dos vivos, vítima de doença prolonganda, aos 85 anos de idade, nasceu no ano de 1931.


O Monarca sofreu muito com a sua doença prolonganda, a sociedade e filhos Lunda Tchokwe, foram maus, nunca atenderam os vários pedidos de apoios solicitados, para que Sua Majestade fosse evacuado para o tratamento médico no exterior em hospitais especializados, nem se quer as empresas de exploração de diamantes presentes no perimetro do Itengo ofereceram tal apoio.


Sua Majestade o Monarca Muatchissengue Watembo, era pai de 28 filhos dos quais,   16 estão em vida e 12 faleceram, tem 61 netos e 18 bisnetos com vida.  Monarca deixa viúva senhora Maria da Conceição Mazaza.


Sua Majestade o Monarca Carlos Manuel Muatxitambuia Muatchissengue Watembo, da família e linhagem real, herdeiro do trono que nunca teve a sorte de ser intronizado porque assim quis o MPLA que desde 1975 até a data presente, o poder era difuso e sob usurpação.


O MPLA reconheceu o poder da Monarquia Tchokwe na pessoa do falecido Deputado José Satambi até 2003, altura em que, seu irmão Dumba Alberto Muacawewe assumiu os poder tradicionais com o apoio do Presidente José Eduardo dos Santos.


Tanto José Satambi, Alberto Dumba Muacawewe e Carlos Manuel Muatxitambuia, a briga do Poder tradicional é do fórum da mesma família e linhagem, o povo Lunda Tchokwe nos orgulhamos de termos alguém que é o nosso REI.


Sua Majestade Muatchissengue Watembo, foi um brilhante lutador, um homem lúcido, inteligente que nunca se curvou aos caprichos do regime do Presidente José Eduardo dos Santos. Ele era amigo dos seus inimigos, uma perca irreparavel, uma biblioteca e um arquivo da historia Lunda Tchokwe que acaba de se perder.


Como vivo Sua Majestade a sociedade Lunda Tchokwe durante os últimos 40 anos o ignoramos, será que, como morto haverá alguma solidariedade com a família enlutada?..


Haverá alguns apoios financeiros e morais para ajudar no enterro condigno que um Monarca merece?..


E o Presidente José Eduardo dos Santos, vai ignorar também a morte de Sua Majestade Muatchissengue Watembo, como o fez enquanto estava vivo?...


Tailandia, na Asia esta a chorar neste momento a morte de seu Monarca, o mesmo faz a Espanha, o Reino Unido, Holanda, Bélgica entre outros Reinados, e nós os Lunda Tchokwe?..





Mais informações na próxima edição…


Quais quer contactos deverão ser encaminhados ao sr Estevão, sobrinho de Sua Majestade falecido Muatchissengue Watembo, atráves do terminal  924 043 262 em Saurimo.




FALECEU SUA MAJESTADE REI MUATCHISSENGUE WATEMBO NO ITENGO AOS MAIS DE 90 ANOS DE IDADE



Faleceu Sua Majestade Carlos Manuel Muatximbuia Muatchissengue Watembo, esta noite na localidade histórica do Itengo, cerca de 50 Km a norte da cidade de Saurimo, via Lunda Sul - Lucapa ou nas proximidades do rio Luó, mais informações nas próximas edições…


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Presidente da Catalunha quer novo referendo sobre independência

 




O presidente do Governo regional da Catalunha, Carles Puigdemont, anunciou esta quarta-feira, em Barcelona, que tenciona convocar um referendo sobre a independência da Catalunha em setembro de 2017, com ou sem aval do Estado espanhol.




"Nós tentaremos obter o acordo [de Madrid] até ao fim", declarou Puigdemont citado pela Efe, acrescentando que "na ausência de uma resposta positiva", os catalães "estarão prontos para uma convocação durante a segunda quinzena de setembro do próximo ano".


O presidente da comunidade autónoma da Catalunha ("Generalitat") fez estas declarações no parlamento regional, no primeiro dia do debate sobre a moção de confiança ao seu governo.


Os partidos que lutam pela independência da Catalunha aprovaram em meados do corrente ano um plano para alcançar a independência da Comunidade Autónoma da Catalunha, depois de ganharem em eleições regionais realizadas em 2016, mas desde então têm-se mostrado muito divididos por razões ideológicas.


A coligação pró-independência que governa a Catalunha desfez-se em junho último quando o seu partido mais radical, a CUP (Candidatura de Unidade Popular, de extrema esquerda), recusou apoiar o orçamento regional para 2016, o que obrigou Carles Puigdemont a pedir um "voto de confiança" que será votado na quinta-feira.


A CUP tem dito que defende a formação novamente da coligação pró-independentista e que iria mesmo apoiar Puigdemont, mas que isso seria possível apenas em troca da organização de um referendo do tipo daquele que foi realizado na Escócia (Reino Unido) no ano passado.


Lusa
28.09.2016 




Escócia usa arma da independência contra um “hard Brexit”

Escócia usa arma da independência contra um “hard Brexit”
14/10/2016
Nicola Sturgeon avança com promessa de realizar novo referendo se Londres ignorar interesses escoceses nas negociações com a UE. Londres diz que consulta de 2014 encerrou debate sobre independência.



O desafio está lançado – se a primeira-ministra britânica, Theresa May, seguir o caminho de um corte radical com a União Europeia, optando por retirar o país do mercado único europeu, a Escócia vai exigir um segundo referendo para decidir a independência. Ao voltar a acenar com o risco de uma desagregação do Reino Unido, Nicola Sturgeon, a chefe do governo autónomo escocês, usa as armas que tem para evitar que os conservadores britânicos definam os termos de um “Brexit” que a Escócia nunca quis, apesar de as sondagens indicarem que a maioria dos eleitores continuaria a não apoiar a cisão com Londres.


  
Três meses depois do referendo que ditou a saída britânica da UE, todo o debate interno gira actualmente sobre duas questões interdependentes: quem definirá a proposta que o Reino Unido levará a Bruxelas e quais são as prioridades do país para as negociações? May insiste desde o início que cabe ao executivo liderar o processo, mesmo que prometa dialogar com o Parlamento e concertar posições com os três governos autónomos (Escócia, Gales e Irlanda do Norte).



Mas todos aqueles que se opuseram ao “Brexit” em Junho se alarmam agoracom os sinais de que o executivo se inclina para o abandono de todos os mecanismos da UE, do mercado único à união aduaneira, a fim de garantir que terá plenos poderes para controlar a imigração (assunto que assoberbou a campanha para o referendo) ou definir os seus próprios acordos comerciais – opção já cunhada como “hard Brexit”.


Receios que são redobrados na Escócia, que é a mais pró-europeia das partes que integram o Reino Unido – 62% dos eleitores votaram pela permanência na UE –, mas que é, por razões históricas, a mais hostil aos conservadores no poder em Londres. Sturgeon deixou-o claro no discurso de abertura do congresso do Partido Nacional Escocês (SNP), quando disse que as últimas semanas mostram que o Partido Conservador está refém da sua “ala direita xenófoba e furiosa” e que May tomou como suas “a política e a retórica” anti-imigração do UKIP.



“A primeira-ministra pode ter um mandato para tirar a Inglaterra e o País de Gales da UE, mas não tem qualquer mandato para retirar qualquer parte do Reino Unido do mercado único”, avisou a líder nacionalista no discurso em que anunciou, para gáudio dos militantes, que o apresentará na próxima semana um projecto de lei prevendo arealização de um novo referendo à independência. Uma consulta a realizar antes de o Reino Unido sair formalmente da UE (o que pelo actual calendário pode acontecer na Primavera de 2019) caso as negociações ou o acordo final não tenham em conta a posição escocesa.


Um porta-voz de Downing Street reagiu ao desafio, insistindo que a questão ficou resolvida no referendo de 2014, quando 55% dos escoceses decidiram a favor da união a Londres, que dura há já três séculos. Garantiu também que May – que na semana passada avisara que “o Brexit não é facultativo” – está “absolutamente comprometida” a ouvir as preocupações de Edimburgo. Mas Sturgeon avisou May que não está a fazer bluff: “Se pensa por um segundo que não estou a falar a sério quando digo que farei o que for necessário para proteger os interesses da Escócia, pense de novo.”


Os analistas acreditam que a líder nacionalista escocesa não forçará a consulta – que só o Parlamento britânico pode autorizar – se não tiver a certeza que a pode vencer. E as sondagens indicam que a maioria dos eleitores voltaria a reprovar a independência, um resultado que não se altera mesmo com a perspectiva de saída da UE – a incerteza económica associada ao “Brexit” económica torna os eleitores mais avessos aos riscos da cisão.



Mas Sturgeon acredita que a linha dura de May agravará o ressentimento dos escoceses, e com isso conseguir forçar Londres a fazer cedências a Edimburgo, seja para convencer Londres a fazer cedências a Edimburgo, ou para vencer um referendo caso o “hard Brexit” se concretize. O site da agência Bloomberg não tem, por isso dúvidas: “O sucesso de Sturgeon depende até que ponto o governo de Londres acredita que a sua ameaça é credível.”


ELEIÇÕES NOS ESTADOS UNIDOS - Michelle Obama acusa Trump de “comportamento sexual predatório”

ELEIÇÕES NOS ESTADOS UNIDOS - Michelle Obama acusa Trump de “comportamento sexual predatório”



A primeira-dama dos EUA diz que “a crença de que você pode fazer o que quiser a uma mulher é cruel, assustador”.




A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, criticou ontem Donald Trump, num discurso de campanha de Hillary em New Hampshire, pelo “comportamento sexual predatório” do candidato republicano ao se referir às mulheres.


A polémica começou na última sexta-feira quando o jornalThe Washington Post publicou um vídeo de 2005 em que Trump aparece a falar com um apresentador de televisão fazendo comentários vulgares e que já levou 40 políticos republicanos do Senado e da Câmara de Representantes a retirar o apoio ao candidato à presidência.


No discurso de ontem Michelle Obama afirmou que “não se pode ignorar” as declarações de Trump. “Não podemos jogar isso para debaixo do tapete como mais uma nota de rodapé perturbadora numa triste campanha eleitoral. Isso não foi só mais uma conversa devassa ou uma provocação de vestiário. Foi uma pessoa com poder falando livre e abertamente sobre comportamento sexual predatório e a gabar-se sobre beijar e apalpar mulheres, usando uma linguagem tão obscena que muitos de nós estavam preocupados por os nossos filhos ouvirem aquilo quando ligássemos a televisão”.


A primeira-dama dos EUA acrescenta que, “para piorar a situação, agora parece ser muito claro que este não é um incidente isolado. É um dos inúmeros exemplos de como ele tem tratado as mulheres toda a sua vida. Eu ouvi tudo aquilo e sinto-o pessoalmente. Estou certa de que muitos de vocês também sentem, particularmente as mulheres, os comentários vergonhosos sobre o nosso corpo; o desrespeito pelas nossas ambições e intelecto; a crença de que você pode fazer o que quiser a uma mulher é cruel, assustador e a verdade é que dói”.


Mulheres vêm a público denunciar Donald Trump




Depois da divulgação do vídeo de 2005, diferentes jornais norte-americanos publicaram ontem histórias de quatro mulheres acusando Donald Trump de as ter tocado e beijado sem consentimento, em diferentes ocasiões.


Os relatos se referem a acontecimentos ocorridos entre 11 e 30 anos atrás. Um dos jornais, oThe New York Times, publicou factos narrados por Jessica Leeds, que hoje tem 74 anos. Ela disse que foi molestada num voo para Nova Iorque. A outra história foi contada por Rachel Crooks, que afirma ter sido vítima de assédio do candidato à presidência dos EUA quando trabalhava como secretária do Edifício Trump, no centro de Nova Iorque.



Numa mensagem publicada no Twitter, Trump nega a versão das duas mulheres. “A história é falsa. Uma fabricação total”, disse.



A repórter Natasha Stoynoff escreveu para a revista People um artigo em que relata que foi assediada durante o período em que cobria acontecimentos relacionados a Donald Trump há 12 anos. Ela conta que uma vez foi empurrada contra a parede e forçada a beijar o empresário. Essa história foi também desmentida por Donald Trump no Twitter. A resposta do candidato indaga por que Natasha não escreveu sobre o assunto há 12 anos, quando trabalhava para a revista. “Porque não aconteceu”, prossegue a mensagem.



O jornal Palm Beach Post publicou o relato de Mind McGillivray, hoje com 36 anos, que também afirma ter sido acariciada por Donald Trump, sem ter dado consentimento para isso. Segundo ela, o assédio ocorreu há 13 anos, quando estava em Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida, enquanto ajudava um amigo num trabalho de fotografia.




As acusações feitas pelas mulheres ocorrem a menos de quatro semanas das eleições para a presidência dos Estados Unidos. Num momento delicado da campanha, quando começa a perder pontos em pesquisas sobre a intenção de votos de eleitores norte-americanos, Trump terá que gastar um tempo precioso para dar respostas convincentes para as acusações.