quarta-feira, 5 de outubro de 2016

DENUNCIA: JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS E JOSEPH KABILA COM PLANOS PARA ELIMINAR MOVIMENTO DO PROTECTORADO E ORGANIZAÇÕES POLITICAS CUJO LIDERES SÃO LUNDA TCHOKWES

DENUNCIA: JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS E JOSEPH KABILA COM PLANOS PARA ELIMINAR MOVIMENTO DO PROTECTORADO E ORGANIZAÇÕES POLITICAS CUJO LIDERES  SÃO LUNDA TCHOKWES


Luanda- 3/09 – Fonte bem colocada da Casa Militar da Presidência da República de Angola, que pediu anonimado; denunciou a existência de um plano conjunto dirigido pessoalmente pelo Presidente José Eduardo dos Santos de Angola e Joseph Kabila da RDC, em eliminar líderanças do Movimento do Protectorado  e de Organizações Políticas conotados com cidadãos nacioais Lunda Tchokwe, tal como o Partido da Renovação Social – PRS.



José Eduardo dos Santos e seu homologo Joseph Kabila da RDC contra a Nação Lunda Tchokwe…


De acordo com a fonte; José Eduardo dos Santos, terá escutado seu homologo Kabila da RDC em reunião recente em Luanda, de que a oposição Congolesa que o esta a combater em Kinshasa é liderado por cidadão oriundos da região de Katanga, ou seja, parte do mesmo povo Lunda tanto na RDC como em Angola, o Reino do Muatianvua ou simplesmente o Império Lunda dividido em três parte, cuja a outra na Zambia, com uma vasta fronteira com Angola; Kabila disconfia, se aqueles ganharem no Congo, facilmente irão apoiar o Movimento do Protectorado e desanexar a Nação Lunda Tchokwe, por isso pediu  a Dos Santos agir rápidamente, solicitou igualmente o apoio massivo de envio de mais militares angolano a  RDC.


José Eduardo dos Santos, não quer perder a República Democratica do Congo, esta para breve o encerramento da fronteira desde a região de Caungula, até ao Luau nas próximas semanas, uma medida de segurança acordada com Joseph Kabila na referida reunião.


No mesmo encontro, entre José Eduardo dos Santos e Kabila da RDC, foi amplamente discutida as relações politicas do Movimento do Protectorado com o PRS e outras Organizações Politicas naquela região e sua possivel extensão ao Congo, e acharam que existe ligações por serem ambas instituições lideradas pelos filhos Lunda Tchokwes, uma especie de apoios tribais etnicas.


Dos Santos e Kabila, acham que existe perigo na região se o Movimento do Protectorado continuar a sua actividade reivindicativa do direito Natural do Povo Lunda Tchokwe a sua Autonomia, assim, convocou-se recentemente em Luanda uma Reunião de emergência de Chefes vindos de todas as Provincias de Serviços Secretos, para serem orientados em como vão abater os dirigentes de organizações politicas Lunda Tchokwe. Um exercito de agentes, incluindo mulheres foi enviado ao Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, para controlar os Secretarios regionais do Movimento.


O SINSE/SINFO, o SISM, foram orientados a usar das metodologias e tecnicas  habituais na eliminação fisica de dirigentes considerados radicais pelo regime tiranico, totalitário e ditatorial de Luanda do Presidente José Eduardo dos Santos; tais como raptos, envenenamentos, assaltos, assassinos, escutas telefonicas, acompanhamento milimetrico dos visados, envolvimento de mulheres, vulgo “Catorzinhas” entre outras tecnicas.


A fonte que temos vindo a citar, disse que; José Eduardo dos Santos, terá colocado a disposição dos serviços secretos  somas avultadas de dinheiros para o plano não falhar. Do dinheiro não é tudo, uma parte dela deverá ser utilizada para comprar dirigentes do Movimento do Protectorado com Viaturas e Casas.


Outra formula, segundo a fonte da Casa Militar da Presidência da Republica, é o de criar alas no seio do Movimento do Protectorado, semear confusão para as populações Lunda Tchokwe apoiantes a desacreditarem a organização que reivindica Autonomia.


José Eduardo dos Santos, disconfia também de alguns Generais nas FAA, na Policia Nacional, no SINSE/SINFO, Deputados e alguns membros do seu Executivo Lunda Tchokwes, que podem cair na desgraça ou mesmo serem sacrificados, ou seja mortos, porque pensa que, eles é que estão a financiar o Movimento do Protectorado. Desta feita, uma parte de agentes serão ou já estão infiltrados no seio destas pessoas afectas ao Governo de Angola em variados sectores nos seus gabietes e nas suas convivas.


A fonte vai mais longe, o grupo operativo da secreta em Luanda que acompanha o caso Protectorado e PRS, tem estado muito próximo dos visados, se ainda não assassinaram deve ser obra de “DEUS”, principalmente o Presidente do Movimento Lunda Tchokwe; José Mateus Zecamutchima.


Em recente entrevista ao Jornal Grandes Noticias, Zecamutchima, advogou um diálogo construtivo e coerente para o processo pacifico Lunda Tchokwe, “que autonomia não significava separação de Angola”, reiterou também que a organização não tem armas e rejeitou quaquer possibilidade de acções terroristas no território Lunda, onde é que o senhor Joseph Kabila Presidente em funções da RDC encontrou as ligações do Protectorado com politicos do Congo?.. ao insinuar seu homologo de Angola?


José Eduardo dos Santos, vai cometer o pior erro da sua vida, se continuar com as ideias de eliminar dirigentes e filhos Lunda Tchokwe, aliás, o que tem vindo a fazer ao longo dos últimos 37 anos da sua permanencia a frente dos distinos de Angola; assassinatos de Cambau e Jaribu em 1995 e o desaparecimento de 174 cidadãos nacionais Lunda Tchokwes em 2015, violações aos direitos humanos todos os dias naquela região.


O Presidente José Eduardo dos Santos, continua com a sua demagogia de sempre, públicamente fala em diálogo, mas em reuniões fechadas encoraja assassinatos e furta-se ao diálogo, “Que Arquitecto da PAZ é este”?


APELO A COMUNIDADE INTERNACIONAL



O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, apela a Santa Sé em Roma no Vaticano, a ONU, a União Africana, União Europeia, Agencias e Organismos Internacionais e as Organizações de Defesa dos Direitos Humanos a denunciarem e condenarem mais este maquiavelico plano do Presidente José Eduardo dos Santos e do seu homologo da RDC Joseph Kabila.


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

COLOMBIANOS RECUSAM ACORDO DE PAZ COM AS FARC

COLOMBIANOS RECUSAM ACORDO DE PAZ COM AS FARC

O "não" venceu, tendo chegado aos 50,21%, enquanto o "sim" alcançou os 49,78%.


Os colombianos recusaram neste domingo em referendo o acordo assinado entre os guerrilheiros das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o Presidente Juan Manuel Santos. O "não" venceu, tendo chegado aos 50,21%, enquanto o "sim" alcançou os 49,78%. A participação foi de 37,28%, o que equivale a 34,9 milhões de votantes. A pergunta que constava no boletim de voto era: "Apoia o acordo final para a conclusão do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura?", que é também o título do acordo que foi sendo negociado entre as duas partes em Cuba.


Esta votação, não obrigatória, era um dos obstáculos a superar depois de 52 anos de luta armada entre a guerrilha de inspiração marxista e as forças de segurança colombianas. O acordo, com 297 páginas, foi assinado pelo líder das FARC (Timoleon Jiménez ou "Timochenko") e pelo Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, no dia 26 de Setembro durante uma cerimónia histórica em Cartagena. 


Tanto o Presidente como o líder da guerrilha já se pronunciaram sobre o resultado do referendo. Santos garante que procurará a paz até ao último dia do seu mandato, enquanto o líder das FARC afirma que continuará a apostar na paz, ambos citados pelo diário El Tiempo. "As FARC mantêm o seu desejo de paz e reiteram a sua disposição para usar apenas a palavra como arma de construção do futuro", disse o principal rosto da guerrilha citado pelo mesmo jornal.


"Esta derrota não deve desestabilizar o país. O cessar-fogo continua válido", disse Santos numa mensagem ao país transmitida pela televisão. O Presidente anunciou que se reunirá com as forças políticas que apoiaram o "não". E já deu instruções aos seus principais negociadores para se deslocarem até Havana, onde têm decorrido todo o processo de aproximação. 


Na Colômbia, só o perdão pode acabar com a guerra


A pergunta que está na cabeça de toda a gente é: "E agora?". O futuro político de Santos fica mais fragilizado com este resultado, depois de quatro anos de empenhamento para que o acordo com os guerrilheiros fosse alcançado. Com este escrutínio, o Presidente queria "a maior legitimidade possível" para o documento que pretende pôr fim ao mais antigo conflito armado das Américas que, ao longo dos anos, implicou várias formações guerrilheiras de extrema-esquerda, milícias para-militares de extrema-direita bem como as forças de segurança colombianas.


Estima-se que o conflito tenha feito 260 mil mortos, 45 mil desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados.


O Governo colombiano declarou por várias vezes não ter nennhum plano B em caso de vitória do "não", tendo rejeitado qualquer hipótese de renegociação do documento, cenário também já posto de parte pelas FARC. Numa entrevista à AFP, o Presidente colombiano chegou a admitir que uma eventual recusa do acordo em referendo significaria "o regresso dos guerrilheiros à selva".



Este resultado de certa maneira inesperado contraria várias sondagens das últimas semanas que colocavam o "sim" à frente, ainda que com margens curtas. O acordo previa a reconversão da guerrilha (criada em 1964 e ainda com 5765 combatentes) numa organização política legítima, depois de terem depositado as armas à guarda da ONU.


Opositor declarado ao acordo com as FARC, o antigo presidente de direita e actual senador Alvaro Uribe voltou a criticar o processo neste domingo: "A paz é entusiasmante, os textos de Havana são decepcionantes". Os partidários do "não" denunciaram, entre outras coisas, o "laxismo" das sanções previstas contra os autores dos crimes de guerra mais graves, e a participação de guerrilheiros desmobilizados na vida política activa que criaram uma tendência ideológica "castro-chavista" inspirada nos regimes de Cuba e Venezuela. 



Segundo o ministro da Defesa colombiano, Luis Carlos Villegas, citado pela AFP, apesar da surpresa causada pelo resultado estas foram as eleições "mais calmas da história em matéria de segurança e ordem pública.




No total, foram mobilizados 240 mil polícias e militares para garantir a segurança da votação em mais de 82 mil mesas de voto. Na maior parte do país, "a jornada eleitoral desenrolou-se sem nenhum problema apesar da chuva", informou o director da Comissão Eleitoral, Juan Carlos Galindo.  



sexta-feira, 30 de setembro de 2016

LUNDA-SUL: MINISTRO DA EDUCAÇÃO PINDA SIMÃO ORDENA EXPULSÃO DO PROFESSOR QUE FALOU POLITICA NA SALA DE AULAS

LUNDA-SUL: MINISTRO DA EDUCAÇÃO PINDA SIMÃO ORDENA EXPULSÃO DO PROFESSOR QUE FALOU POLITICA NA SALA DE AULAS




O que é afinal a liberdade de expressão e o estado de direito, em países democraticos, como Angola? Quem afinal coagiu o MPLA a decretar o multipartidarismo em Angola? Senhor Ministro da Educação Pinda Simão, afinal qual é a razão de um professor não falar da política na sala de aula, sendo parte de formação e da preparação do futuro homem angolano aos desafios vindouros?



Na Lunda-Sul, silenciosamente, mais de 5% de Professores conotados com os Partidos da oposição angolana; UNITA, CASA-CE, PRS, FNLA e, ou com ideais do Movimento do Protectorado, que reivindica por direito natural a autonomia da Lunda Tchokwe, foram expulsos da educação ou transferidos da cidade para as zonas rurais, distantes sem condições, para desistirem, culpando-os de abandonarem os seus lugares de trabalho.



O SINSE/SINFO outrora DISA,  Interfere nos processo educativo do ministério da Educação da Lunda - Sul em Saurimo, por orientação superior, vinda do Presidente da República José Eduardo dos Santos, conforme, as declarações do Director Províncial o mandadado a cumprir com as orientações.



O exercício  de função internacionalmente reconhecido liberal está sendo alvo de  interferências profunda de intenções pouco abonatório dos serviços secreto do MPLA a mando do titular da Educação Pinda Simão.



Tudo acontece com cenários repetitivos semelhante ao que os factos seguintes  Narram.



Á um ano atrás um professor  Licenciado em Pedagogia na Especialidade de Sociologia,  Simão Capitango  foi suspenso e transferido para uma escola rural só por ter argumentado conteúdos programados, com tempo que lhe favorecia exemplificando a respeito do contexto real angolano conforme as exigências de temas transversais. Os elementos do SINSE/SINFO ao serviço da Direcção Provincial da Educação na Lunda-Sul, informaram aos seus superiores, o resultado conforme explicado.



 De momento, Tudo tornou-se moda na Lunda-Sul,   muito recentemente o seu substituto  professor  Ismael em funções é alvo duma suspensão sem procedimento jurídico e por ordem do Director Provincial da Educação SAKAGIMA, só porque  numa aula em que usando o método de argumentação e exemplificação; comparou os programas emitido pela TV Globo e a TPA,  fez uma referência  entre o nível cultural das populações angolanas atingida com os programas e o nível da compreensão e adaptação dos mesmos,  a  qual teve a replica dum dos seus estudante da 10ª classe, por sinal sobrinho do Diretor Provincial da Educação.



O professor Esmael só por ter comparado os níveis de compreensão da população Brasileira relativamente a população Angolana, os seus tetratores do SINSE/SINFO, enviaram de imediato o sinal demolidor, sendo visto como comovente de actos politico em recintos escolar, castigo máximo suspensão, se reclamar, expulsão, afinal o Ministro da Educação de Angola, já havia recomendado que na Lunda os professores não podem falar da politica, muito menos de comparações em temas transversais.



O Director do respectivo Instituto de formação de Professores de Saurimo IMNE, nada pode fazer, porque ele também corre o risco de ser expulso se tentar defender o Colega Professor e seu subordinado.



Sem que constituísse  uma comissão de  inquérito a respeito, o Director provincial da Educação da Lunda-Sul, repetidamente agem sem o consentimento de instituições educativas respectivas, em cujo cenários de interferência tem sido iguais, e, o faz, porque goza da imunidade da Governador e do Ministro da Educação que tem recebido inumeras queixas e nunca vem de Luanda reacção nenhuma.



Ora vejamos o que afinal de conta esse Director e a mando de que procede a imposição de não os professores proceder a pronunciar-se sobre questões politicas?



Pergunta-se o que é um professor  das ciências Humanas, tal como o da Historia, da Sociologia, da Psicologia, da Ética, do Direito a Filosofia, ou do empreendedorismo pode argumentar ou exemplificar nos conteúdos de ensino numa sala?  Em que se baseam estas ciências humanas no seu dia-à-dia?



Senhor Ministro da Educação de Angola, sensato, seria se o MPLA, duma vez para sempre, viesse ao terreiro e oficialmente diga, não queremos ouvir mais a se falar da UNITA, CASA-CE, PRS, FNLA e nos programas de ensino coloquem as materias a serem leccionados onde que não se fale da politica…



Expulsar ou suspender professores por capricho de um Director Provincial como forma de intimidar opositores ao regime, não lhe fica bem na fotografia o MPLA que quer voltar a ganhar nas eleições de 2017 na Lunda – SuL.



Expulsar ou suspender professores, quando o proprio Ministro acaba de anunciar a contratação no proximo ano,  mais de 10.000 professores para o país, pode ser visto como alguma manobra eleitoral do MPLA, a verdade pode ser outra que o Director Provincial da Educação na Lunda-Sul sabe…




Por Ngongo em Saurimo


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

FLEC\ FAC reivindica a morte de 18 operacionais das FAA em Cabinda

FLEC\ FAC reivindica a morte de 18 operacionais das FAA em Cabinda



A Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) reivindicou hoje a morte de 18 operacionais das Forças Armadas Angolanas, elevando a mais de meia centena os mortos em ataques reclamados desde agosto pelas Forças Armadas Cabindesas (FAC).


Num "comunicado de guerra" enviado à Lusa, em Luanda, refere-se que os novos ataques aconteceram entre sexta-feira e domingo últimos, nos arredores da aldeia Makumeni, no município de Buco Zau, "uma semana após a visita do embaixador português [em Angola] João Caetano da Silva" a Cabinda.


O documento refere igualmente que os combates provocaram oito feridos entre os militares das FAA, além de três mortos e quatro feridos do lado das FAC.


"Continuamos a alertar e informar a opinião pública nacional e internacional que Cabinda é um território em guerra. Apesar da campanha de desinformação do Governo angolano, a realidade no terreno é o contrário do que se afirma", lê-se no comunicado.


Alguns jornalistas foram convidados a acompanhar a recente visita do diplomata português a Cabinda, que resultou de um convite do governo provincial, e relataram um ambiente de normalidade naquele enclave.


A Lusa não foi convidada ou informada sobre esta visita.


A FLEC/FAC afirma que "a guerra existe em Cabinda e que os confrontos vão continuar" até que o Governo angolano "se comprometa" em negociar com "uma solução pacífica e uma paz duradoura".


O chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas desmentiu em agosto, em Luanda, a ocorrência dos sucessivos ataques reivindicados pela FLEC/FAC, com dezenas de mortos entre os soldados angolanos na província de Cabinda.


Geraldo Sachipengo Nunda disse então que a situação em Cabinda é de completa tranquilidade, negando qualquer ação da FLEC/FAC.


"As pessoas podem ir até Cabinda, ir ao Miconje, ao Belize, ao Buco Zau, ao Necuto, a todos os sítios de Cabinda, a todas as aldeias de Cabinda, que não houve nenhuma ação", disse Geraldo Sachipengo Nunda.


Segundo o responsável, as FAC "estão a sonhar".


"Os órgãos que transmitem essa informação podem ir a Cabinda e verificar que não existe nenhuma verdade", desafiou a chefia militar angolana.


A FLEC luta pela independência de Cabinda, alegando que o enclave era um protetorado português, tal como ficou estabelecido no Tratado de Simulambuco, assinado em 1885, e não parte do território angolano.


Criada em 1963, a organização independentista dividiu-se em diferentes fações, efémeras, com a FLEC/FAC a manter-se como o único movimento de resistência armada contra a administração de Luanda.



Lusa

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

RDC: COMBATE DE TITÃS - KATUMBI versus KABILA

RDC: COMBATE DE TITÃS - KATUMBI versus KABILA




Moïse Katumbi Chapwe, o fenómeno congolês (filho de mãe congolesa e pai grego) que se fez multimilionário antes de alcançar o poder político; que criou uma das melhores equipas de futebol de África, o T.P. Mazembe; que governou a província de Katanga (2007 – 2015) tornando-a na maior contribuinte do Tesouro Público nacional e que é actualmente uma das personalidades mais poderosas da República Democrática do Congo (RDC) é a grande ameaça a Joseph Kabila na sucessão presidencial. Sobre a reforma económica é claro: “É preciso encorajar o investimento privado para desenvolver a economia e para isso é necessário criar confiança aos investidores”.



Sobre em quanto tempo acha necessário para dar sinais de melhorias aos congoleses em caso de ser eleito ao cargo de Presidente da República, não tem papas na língua: “ Em menos de 3 anos é possível fazer reformas profundas que levem os congoleses a recuperar a sua dignidade através do bem-estar e do desenvolvimento do país.” O primeiro passo está dado.



Está por trás de uma oposição completamente unida contra Joseph Kabila e supõe-se que tem a maioria dos líderes políticos da região e do mundo ao seu lado. Não é por acaso que Joseph Kabila correu atrás da bênção do Papa Francisco numa visita de emergência ao Santo Padre no Vaticano. O jogo tá duro! Há por aqui algum Katumbi?



Por Albano Pedro/Facebook

terça-feira, 27 de setembro de 2016

“A PAZ EM ANGOLA AINDA É UM PROJECTO FRÁGIL” – NTONI-A-NZINGA ENTREVISTA NA REVISTA FIGURAS E NEGÓCIOS – PARTE “I”

“A PAZ EM ANGOLA AINDA É UM PROJECTO FRÁGIL” – NTONI-A-NZINGA ENTREVISTA NA REVISTA FIGURAS E NEGÓCIOS – PARTE “I”



Luanda   - A paz no nosso País não pode ser considerada já como um processo consolidado, requer cuidados de toda Siociedade no âmbito da preocupação colectiva sobre o Repensar Angola. A constatação é do Reverendo Daniel Ntoni-a-Nzinga em Página Aberta. Ele faz abordagens mais detalhadas sobre outros processos de paz noutras parte de África, mormente de Moçambique.

*Victor Aleixo
Fonte: Revista Figura e Negocios 



PHD, Pastor da Igreja Evangélica Baptista de Angola, o Reverendo Ntoni a Nzinga foi, durante muito tempo, o rosto visível do COIEPA e nessa qualidade se destacou como uma figura bastante solicitada a emitir opiniões sobre o processo de paz em Angola. Mas sobre a paz em África, Ntoni a Nzinga tem outras experiências, desde a África do Sul, Congo Democrático, Uganda, entre outros, que fazem dele uma pessoa abalizada para falar do processo de pacificação dos povos, sobretudo no nosso continente


Figuras& Negocios- Os moçambicanos estão novamente em conversações para a paz, novamente com a mediação internacional. O caminho é correcto?


Reverendo Daniel Ntoni-a-Nzinga (DNN) - O processo de Moçambique, o primeiro, foi uma lição para a África ter em conta. Eu o acompanhei nos anos 90, foi um processo interessante porque de iniciativa própria dos moçambicanos. O que acontece neste momento é o resultado, como sempre acontece em qualquer situação de conflito difícil, de certas questões que não foram feitas de maneira própria aquando da resolução do conflito como tal. E como africano não hesitarei de dizer que esse é um dos problemas que a maioria dos países africanos têm tido. Sempre pensamos que quando chegamos a um acordo de cessar fogo, que pára com a guerra, sempre pensamos que conseguimos a paz; não olhamos muito para outros aspectos do próprio conflito político, da questão da identidade nacional. Não sei se nota que a Renamo tenta acantonar-se em áreas específicas para justificar o que está a fazer e que se refere à própria identidade nacional.



Acho que o trabalho de se aceitar o problema real foi bem feito e fez-se um grande esforço nas negociações de Roma, mas essa parte da integração da nação, para se criar realmente uma nação, foi um pouco negligenciada no processo, seja antes e muito mais depois. E com o andar do tempo as populações vão se sentindo um pouco marginalizadas, algumas, não todas, certas áreas isolam-se e é isso que se está a manifestar agora, com áreas específicas onde existe descontentamento expresso.



Vou dar-lhes um exemplo do bom trabalho que foi feito na altura, com o apoio das igrejas. Foi o trabalho de educação para a paz, ou seja, preparar as vítimas directas-chamo vítimas directas aqueles que foram obrigados a abandonar, por razões diversas, as suas aldeias. Tenho um caso que nunca vou esquecer em toda minha vida: durante a preparação do que se estava a negociar o fim do conflito, líderes das igrejas foram à área da Matalla, no Zimbabwe, sentar com os refugiados moçambicanos e dar essa educação para a paz. Achei muito interessante porque as pessoas dividiram-se, uns a acompanhar as negociações em Roma, outros a discutir com a liderança política e outros a trabalhar com as populações para preparar o regresso. E aí houve um caso que me marcou: um jovem de 13 anos que se levantou durante a assembleia, e perguntou: "vocês estão a dizer que tenho de voltar à minha aldeia e ver o fulano que matou o meu pai?" Isso tocou-nos a todos.


F&N - Esse é o problema das guerras fratricidas, aquí em África.


DNN - Exactamente! Mas Moçambique com aquela acção deu-nos, a nós como africanos, exemplos de preparação das populações para a paz que nós em Angola não fomos capazes de fazer, como recolher as armas e ajudar na transformação das mentes, mas creio que o trabalho não foi muito expansivo para abranger a todos. Um processo inclusivo, no sentido mesmo de tratar os assuntos a nível político, não foi bem feito e o que se vive agora são as consequências dessa falha.


F&N - E como enquadrar agora a reclamação da sociedade civil que quer ser parte activa no processo apenas confinado ao governo e à Renamo, numa altura que em Moçambique já se defende soluções drásticas contra os fazedores da guerra?


DNN - Eu não partilho da opinião de que é preciso, desde logo eliminar fisicamente uma das partes do conflito. O aspecto que está a ser colocado é muito fundamental em qualquer processo de paz. Aqui em Angola nós tivemos um momento, quando as conversações de Lusaka começaram, em que sugerimos que também deveriam ir às conversações aqueles que não eram militarmente envolvidos no conflito mas que têm uma opinião. E qual foi a resposta que recebemos? Faz a paz quem fez a guerra! Essa é a abordagem não muito boa, e no caso de Moçambique é esse aspecto quando digo de elementos que não foram tratados. As vítimas do conflito armado não significa que não tenham opinião sobre o que deve ser a situação no futuro. E em Moçambique trabalhei com todas as partes envolvidas no conflito, inclusive a liderança da Renamo e entendo bem as posições que cada lado assumiu. Espero que em África continuemos a tirar ilações desses factos vividos e que fique bem claro que paz como paz não é possível sem uma verdadeira Paz quando apenas aqueles que tiveram armas ou com armas na mão estão a negociar, entender-se porque em ambas as partes há sempre abusos. Há vítimas da violência, vítimas do conflito militar, e, por outro lado, não pode haver conflito militar sem conflito político. Então, resolver a questão do conflito militar sem tratar as questões políticas que estão na origem e as consequências, torna-se um problema. As pessoas ficam caladas, não dizem nada mas não estão em paz porque as memórias vão continuar a vir de um momento para o outro. Por isso, o não envolver aqueles que eram, de uma maneira ou de outra, vítimas, alguns directa ou indirecta, do conflito, não envolvê-los no debate de como fazer com que o conflito não volte, eliminar a recorrência à violência ou para se impor sobre os outros, isto só acontece quando os actores directos, passivos e activos se encontrem. E no caso de Moçambique, esse é um dos factores.



O outro aspecto que quero colocar é, mesmo a questão do incumprimento por parte dos actores, de certos acordos a que chegaram. Hoje ver a Renamo a tomar posições que toma é certamente porque houve frustrações da parte deles quanto ao cumprimento cabal do que foi acordado. Também sabemos que para além da Renamo, os actores das próprias estruturas que já existiam nem sempre têm confiança e deixam a Renamo atacar quando quer atacar!



F&N - Isso não é consequência de todos quererem ser poder atendendo à má distribuição das riquezas nacionais?



DNN - Concerteza! Mas o problema maior é que nós sabemos como a Renamo surgiu mas sabemos exactamente que há gente que durante a luta de libertação não estava directamente envolvida na luta armada mas isso não significa que não pensava ser independente. E, então, no final do conflito era necessário que eles pudessem sentar para chegar a um acordo comum, e eu duvido que isso tenha acontecido. Aliás, quando mencionou a questão do convite da comunidade Internacional para mediar as conversações, esse é, também, o problema, de sempre se recorrer aos "internacionalistas" e muitas vezes sem criar a confiança necessária entre nós nacionais, localmente, e isso faz com que as resoluções sejam precipitadas. Aconteceu no caso de Angola várias vezes. Vi em Lusaka onde certas decisões tinham de ser tomadas porque os que financiavam as negociações precipitavam as decisões. Essa não é a maneira de negociar verdadeiramente um processo de Paz, no meu entender. Moçambique passou também por essas lacunas.



F&N - Mas a África consegue fugir desse colete de força das decisões Impostas pelo Ocidente e os EUA?


DNN - Conseguir, pode-se mas com certa prudência. Não aceitar completamente mas com certa prudência. No caso do Acordo de Luena, para o caso de Angola, o que achei interessante, entre outras considerações, foi o de os angolanos sentarem e dizerem "vamos fazer alguma coisa". Sabe o que sucedeu? muita pressão, o Ocidente a tentar frustrar o dialogo directo entre os angolanos, mas vingou-se. Essa determinação é boa e tem de ser respeitada. Os termos do memorando do Luena não foram ditados pelo Ocidente nem pelo Oriente que ainda estava a tentar sobreviver. Houve uma certa força Interna que actuou.



Não vou tomar como exemplo a África do Sul, nesse caso da resolução de conflitos porque não chegaram a esse tipo de conflito militar que nós tivemos, não se pode fazer essa comparação, porque o conflito militar na África do Sul aquando da luta, contra o apartheid, não chegou ao nivel, por exemplo, de Moçambique entre o governo e a Renamo, mas o facto de se ter reconhecido e fundamentalmente de se chegar ao consenso de "que temos de trabalhar para uma situação nova e ela tem de ser de nossa responsabilidade", foi muito bom e acho que é assim que deve ser em todos os momentos, como africanos, tratarmos dos nossos assuntos.



F&N - A resolução do conflito de Angola é referencial para inspirar outros conflitos que ainda perduram em África?


DNN - Essa questão do Luena foi um facto importante para os povos de África tomarem boa nota mas há muitas lições de como os angolanos conseguiram a Paz. Onde fizemos bem, devemos tomar a sério, onde falhamos, também as falhas devem servir de lições.


F&N-Houve muitas falhas?


DNN - Houve sim!


F&N - Como, por exemplo?


DNN - Como já falei, em Bicesse foi importante os que estavam militarmente em conflito-que eu os chamo os actores activos do conflito militar, que fizeram tudo, claro com a pressão dos EUA e da Rússia. Conseguiu-se alguma coisa mas um dos erros para mim, e no caso de Bicesse, por exemplo, é a pressão ter sido tão forte precisamente daqueles que nos apoiaram quando estavamos em conflito militar, os EUA e a Rússia. A pressão deles determinou o resultado que depois colocou-nos numa situação mais difícil. Quer dizer, não se deve apenas olhar na questão da realização de eleições, e ambas as partes estavam debaixo dessa pressão. Portugal entrou, são os três actores mas também são eles que estiveram atras do conflito militar e colocou-nos numa situação complicada e que depois vivemos. Essa foi uma situação negativa que no futuro, numa situação de conflito, não importa onde, gostaria de recomendar que se evite.



Fico contente em saber que o conceito de Paz, por parte da comunidade Internacional, tem estado a ser revisado porque como actuavam, não era o melhor para se ter em conta, porque se preocupam apenas com a questão da assinatura do cessar-fogo.


Já falamos do caso de Moçambique, o nosso é a mesma coisa. Essa tese de que só faz a Paz quem fez a guerra é incorrecta. Aqueles envolvidos no conflito armado de forma directa têm o papel de ajudar no fim do conflito mas aqueles que não estão envolvidos no conflito armado é importante que no momento em que se vai negociar como vamos viver sem conflito armado sejam envolvidos, porque eles de uma maneira ou de outra têm algo a dizer sobre o futuro comum. Nós em África temos muitos casos assim. Essa maneira de se resolver o conflito não é positiva, prolonga-se. E volto a dizer que no caso de Angola, em 1999, quando publicamos o manifesto de Paz, diziamos que era importante fazer-se a diferença entre conflito militar e conflito nacional. O conflito militar está entre as duas forças armadas enquanto que o conflito nacional é maior porque é a causa real do conflito militar. Quer dizer, quando falamos no conflito militar que terminamos, descuramos o conflito nacional que não foi tratado.



F&N - Está a querer dizer que não temos ainda a Paz definitiva em Angola?


DNN - O calar das armas não é Paz, e nunca será. Um dos principais princípios não é o fim do conflito armado mas é, mesmo, sentar e estabelecer princípios consensuais de convivência.


F&N - Pessoa experimentada em negociações para a Paz, qual é a receita para que os angolanos conquistem a verdadeira Paz



DNN - Eu continuo a acreditar que precisamos de ter coragem para repensarmos Angola. Quando falo de repensarmos Angola estou a dizer que é importante que, na visão básica da Angola que queremos ter, todos participem e possam colocar o seu pensamento. Por isso, em 2004, quando o COIEPA apresentou a sua posição, e até apresentamos ao Presidente da República sublinhavamos que seria bom que a Constituição,-na altura falava-se da aprovação de uma Constituição para Angola,-que ela seja o resultado de um debate real que nunca tivemos até aqui. Em 1975 o MPLA conseguiu "tomar" o poder e colocou aquilo que pensava que a gente deveria seguir, e tentou-se sabendo-se quais foram os resultados, mas o facto de muitos não terem participado, não conseguimos envolver todos. Chamamos a Paz como resultado de uma vitória de uns contra os outros, mas cedo ou tarde a situação é capaz de virar, e já vimos isso em vários pontos de África. Se realmente queremos uma Paz real precisamos que todos se sintam inseridos e as contradições em termos de pensamento, as diferenças, sejam colocadas na mesa para um verdadeiro debate. Nós somos africanos, somos reconhecidos como povos de diálogo, os nossos antepassados ficavam na aldeia a discutirem até chegarem a um acordo sobre o que deveriam fazer, e nós podemos chegar a esse ponto. 


Continua na próxima edição...


Clinton passa no teste contra o Dr. Donald e o Mr. Trump

Clinton passa no teste contra o Dr. Donald e o Mr. Trump
Hillary Clinton provou que domina os assuntos e que tem propostas concretas, mas é difícil imaginar que Donald Trump tenha afugentado algum dos seus apoiantes.




Antes do primeiro debate entre Donald Trump e Hillary Clinton, na madrugada desta terça-feira, vários analistas coçavam a cabeça a tentar perceber que Donald Trump iria aparecer no palco da Universidade Hofstra, em Nova Iorque: o desbocado e furioso magnata do imobiliário que esmagou os seus adversários nas primárias do Partido Republicano, ou o candidato mais moderado e presidenciável que muitos ainda acreditam estar escondido dentro dele?



As dúvidas ficaram esclarecidas ao fim de poucos minutos. De um lado esteve Clinton, focada em encaixar as suas centenas de propostas em mensagens mais talhadas para a televisão e para o Twitter, e do outro lado estiveram dois candidatos: enquanto o Dr. Donald ia conseguindo apresentar argumentos eficazes em relação aos acordos de comércio e às suas consequências negativas para uma parte da população norte-americana de importantes estados do interior, o Mr. Trump estava sempre à espreita para levantar a voz e falar por cima do moderador e da sua adversária.



No final, e ainda no meio da confusão das análises ao que se tinha passado durante os 90 minutos de debate programado (que se esticaram por mais uns minutos), a ideia geral era a de que as sondagens pouco se vão importar com o que aconteceu no primeiro debate: sim, Hillary Clinton provou que domina os assuntos e que tem propostas concretas para atacar muitos dos problemas, mas é difícil imaginar que Donald Trump tenha afugentado algum dos seus apoiantes.



Foi um debate com dois resultados. Numa época já distante, quando Trump se dedicava apenas à construção de edifícios de luxo, hotéis e casinos, talvez Hillary Clinton estivesse agora a ser levada em ombros nos títulos dos jornais. Mas a política dos Estados Unidos com este candidato do Partido Republicano é todo um outro universo: até ao dia das eleições, a 8 de Novembro, tudo o que Trump disser, certo ou errado, pode e vai ser usado a favor dele pelos seus fervorosos apoiantes. E numa altura em que as sondagens não sabem para onde se virar, é razoável admitir que Donald Trump não perdeu – pelo menos, não por KO.



Até porque na primeira das três partes do debate (dividido por temas e não por intervalos), o candidato do Partido Republicano conseguiu repetir quase todas as frases que tem usado nos últimos meses sobre o suposto estado miserável a que o país chegou por causa da globalização, e que só são novidade para quem nunca tinha ouvido um dos seus discursos ou entrevistas: “Os nossos postos de trabalho estão a sair do país. Estão a ir para o México. Estão a ir para muitos outros países”; “Temos de impedir as nossas empresas de saírem dos Estados Unidos, e de despedirem todos os seus funcionários.” Esta ideia pode ser contrariada pelos mais recentes números de redução da taxa de desemprego e ligeira subida dos rendimentos da classe trabalhadora norte-americana, mas a verdade é que esses números ainda não começaram a fazer diferença nos bolsos da maioria, o que mantém em permanente estado de irritação muitos dos apoiantes de Donald Trump em estados como o Ohio ou o Michigan.



A estas propostas aparentemente simples junta-se a dificuldade de Hillary Clinton para explicar a sua mudança de opinião sobre a Parceria Transpacífico (TPP) – de defensora a opositora por pressão do seu adversário nas primárias, Bernie Sanders –, e a sua ligação ao Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), negociado durante a Administração do marido, Bill Clinton. Com estes ingredientes, a receita de Donald Trump é simples: ele é o defensor dos operários que viram os seus empregos fugir para a China, e ela é o demónio que só vai ajudar ainda mais os seus amigos de Wall Street.


Dois países diferentes


Mais uma vez, ficou bem patente que os eleitores norte-americanos têm este ano pela frente duas propostas de país completamente diferentes. O de Hillary Clinton, que mantém o caminho das últimas décadas de abertura ao resto do mundo, com a garantia de apoio aos seus aliados, e o de Donald Trump, onde a prioridade será a “lei e a ordem” dentro das suas fronteiras. Questionada sobre se queria responder à ideia de que países como a China e o México estão a “roubar” os postos de trabalho aos Estados Unidos, Hillary Clinton disse que os norte-americanos representam 5% da população mundial, e que têm de “fazer negócios com os restantes 95%”.