domingo, 16 de novembro de 2014

MORREU JOAQUIM ICUMA MUAFUMBA EX-MINISTRO DO COMÉRCIO NO GURN


MORREU JOAQUIM ICUMA MUAFUMBA EX-MINISTRO DO COMÉRCIO NO GURN



Faleceu às 03:00 horas da madrugada do dia 15, por doença (Cirrose hepática), em Luanda, o político Joaquim Icuma Muafumba “Quiny”, antigo ministro do Comércio, indicado pela UNITA no extinto Governo de Unidade e  Reconciliação Nacional de Angola (GURN).


Joaquim Icuma Muafumba nasceu a 1 de Janeiro de 1957 no então distrito Regional da Lunda, sob Protectorado Português de 1885 – 1975, ingressou no Ministério do Comércio em 1977.


Era licenciado em Administração e Gestão de Empresas na Alemanha.


Já exerceu a função de Inspector do Comércio, director comercial da delegação do Comércio na Huíla, técnico superior de segunda classe do departamento de planeamento e Coordenação do Instituto de Estradas de Angola (INEA).


De acordo com dados mais extensos sobre a sua trajectória, o malogrado Muafumba Icuma foi um quadro que aderiu a UNITA,   no ano de 1974.


 O ex- ministro renunciou a UNITA para aderir a CASA-CE de Abel Chivukuvuku, onde se tornou membro do Conselho Deliberativo Nacional,   membro do Conselho Presidencial da  referida coligação e Acompanhante para a província do Moxico.



Joaquim Icuma Muafumba, nosso compatriota, nosso irmão que a sua alma descanse em PAZ.

sábado, 15 de novembro de 2014

Presidência angolana do Processo Kimberley denunciada na Lunda Tchokwe

Presidência angolana do Processo Kimberley denunciada na Lunda Tchokwe

Por João Matos Jornalista da RFI



O nosso Convidado é José Mateus "Zeca Mutchima", Presidente do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, em Angola, com quem vamos analisar a presidência angolana do Processo Kimberley.


No momento em que Angola, assumiu, esta sexta feira, 14 de novembro, em Guangzhou, na China, a presidência do Processo Kimberley, organismo internacional de certificação de diamantes, o líder do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, afirma não compreender, a decisão da comunidade internacional:


" (...) Um governo que tem problemas ligados a questões de violação dos direitos humanos, que tem problemas ligados aos diamantes do sangue, e de repente, a comunidade internacional, conceda a Angola, a presidência do Processo Kimberly, estamos a perpetuar o sofrimento dos angolanos, onde se inclui, também, o povo Lunda Tchokwe (...)"


"Gostaria de convidar as Nações Unidas a visitar as Lundas [...] Porque é que não se realiza conferências internacionais dentro das Lundas, para se conhecer as desgraças do povo da Lunda Tchokwe, onde se explora tantos diamantes e que vende quase 90 por cento dos diamantes de Angola?" 


Seguir a entrevista no link abaixo:



FALECEU NACIONALISTA ANGOLANO AFONSO VAN-DUNEM MBINDA MEMBRO DO COMITÉ CENTRAL DO MPLA E ANTIGO GUERRILHEIRO DA LUTA DE LIBERTAÇÃO

FALECEU NACIONALISTA ANGOLANO AFONSO VAN-DUNEM MBINDA MEMBRO DO COMITÉ CENTRAL DO MPLA E ANTIGO GUERRILHEIRO DA LUTA DE LIBERTAÇÃO





Faleceu Nacionalista e Deputado Afonso Van-Dunen M’Binda, a sua morte correu na manhã do dia 14 de Novembro de 2014, por motivo de doença.



O Deputado Van-Dunen M’Binda, é a casta dos antigos guerrilheiros da luta de libertação contra o jugo colonial de Portugal, destemido membro do BUREAU POLITICO DO MPLA, soube ser coerente com os princípios em que sempre acreditou e, com a sua determinação, colocou a sua pedra no edifício da paz, da reconciliação e do desenvolvimento de Angola.



Que a sua alma descanse em PAZ…




sexta-feira, 14 de novembro de 2014

HÁ POUCO MENOS DE UMA SEMANA DA REUNIÃO DE GENEBRA SOBRE OS DIREITOS HUMANOS EM ANGOLA, MAMBONJI TORTURA CIDADÃO LUNDA TCHOKWE

HÁ POUCO MENOS DE UMA SEMANA DA REUNIÃO DE GENEBRA SOBRE OS DIREITOS HUMANOS EM ANGOLA, MAMBONJI TORTURA CIDADÃO LUNDA TCHOKWE
Maquina de Repressão e Tortura em Angola



Angola e o regime ditatorial de José Eduardo dos Santos e a sua máquina de repressão e tortura, da humilhação e da morte não vão parar, continuarão a fazer vista grossa a apelos da Comunidade Internacional, gozarão com as resoluções da ONU, tudo porque o mundo hoje vive dos envelopes, da corrupção e não há a mínima ideia pelo respeito das leis e outros instrumentos jurídicos internacionais que ordenam o mundo.


A própria Declaração Universal dos Direitos Humanos, de papel para a pratica, alguns países ditatoriais a banalizam, tudo porque compram tudo e todos…


A Amnistia Internacional, emitiu um relatório fresquinho, apelando a comunidade internacional para pressionar o Governo do ditador a cumprir com as resoluções internacionais dos direitos humanos, mas por cá tudo mudou radicalmente, os nossos carrascos sabem que vão tomar parte do Conselho de Segurança, embora como membro não permanente, mas vai passear classe nesse Club dos grandes, estão nem ai, sabem que tem Diamantes da Lunda Tchokwe e Petróleo de Cabinda para vender e comprar o silencio do Conselho da Segurança da ONU.


É assim que, ontem 13 de Novembro de 2014, o cidadão Nacional Lunda Tchokwe, Augusto Caulu, de 29 anos de idade, filho do regedor Caulu, em pleno dia, foi torturado fortemente pela Segurança da MAMBOJI, uma empresa de Generais do regime ditatorial do JES/MPLA sem nenhum motivo e encontra-se entre a vida e a morte no Hospital de Cafunfo que também não tem medicamentos.


O brutal acto teve lugar nas imediações do Comptuario do cidadão estrangeiro de nome “ASSANAH” sob protecção das Autoridades do Regime ditatorial, trabalha para ASCORP, segundo apuramos, junto as câmaras frigoríficas da Dona Sara;


Mambonji, TeleService, K & B e ultimamente a BIKUARI, são as empresas de segurança privada da elite de Generais das Forças Armadas de Angola, donos de grandes superfícies Comerciais em todo o país, incluindo algumas unidades no território da Lunda Tchokwe, são os principais autores de quase 75% dos assassinatos impunes dos últimos 5 anos, sem esquecer as acções da Policia Nacional, da Policia da Guarda Fronteira e dos Militares do ditador.


Qualquer momento o Povo Sofredor Lunda Tchokwe irá se levantar para pôr cobro todas essas atrocidades que acontecem com os nossos compatriotas, com a nossa família em nossa própria terra, o nosso clamor ira chegar a todas as nações da terra.


Vamos continuar acompanhar este caso e informar pontualmente a sociedade…


Por Fiel no Cuango

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

DIAMANTES EM ANGOLA E NO ZIMBABWE NÃO BENEFICIAM A POPULAÇÃO

DIAMANTES EM ANGOLA E NO ZIMBABWE NÃO BENEFICIAM A POPULAÇÃO



No Zimbabwe termina esta sexta-feira (07.11) a Conferência Anual de Diamantes. O país tem os maiores jazigos de diamantes do mundo, mas também a sua exploração é associada a graves violações dos direitos humanos.



A conferência, realizou-se em Harare, capital de um país que, segundo alguns cálculos, possui um terço de todo o diamante do mundo. No entanto, há graves acusações de violação de direitos fundamentais, sobretudo nos campos de diamantes de Marange.


Por essa razão, o Zimbabwe chegou a ser impedido de vender os seus diamantes no exterior pelo chamado Processo de Kimberley. Em 2011, uma decisão do processo levantou a proibição, autorizando o retorno dos diamantes do Zimbabwe aos mercados internacionais.


Investir mais a bem da população


O que não significou, no entanto, o fim dos males económicos do país. Na abertura oficial da Conferência Anual de Diamantes do Zimbabwe, na quinta-feira 6 de Novembro, o Presidente Robert Mugabe reconheceu que seu país precisa investir mais: “O nosso país tornou-se num dos principais produtores de diamantes do mundo. Os diamantes devem desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento económico de nossa nação”.


O Presidente explicou quais são os factores que dificultam a exploração adequada da matéria-prima: “A falta de energia, uma lacuna em tecnologia e condições irregulares de comercialização”.


Mugabe disse ainda que o Zimbabwe está a trabalhar na promoção do estabelecimento de centros locais de lapidação e polimento de diamantes para que as pedras preciosas beneficiem todos os cidadãos. O chefe de Estado zimbabueano falou diante de mais de mil executivos do sector de diamantes mundial. Shamiso Mtisi, o coordenador local da Coligação da Sociedade Civil para o Processo de Kimberley, o sistema internacional para parar a exportação de diamantes que financiam conflitos armados, diz que a falta de transparência tem sido o principal problema.


No entanto, acrescentou, desde que Mugabe nomeou o novo ministro das Minas, Walter Chidhakwa, a situação melhorou um pouco: “Mas o que ainda está pendente, é o respeito para com as comunidades locais, e garantir que o país beneficie plenamente do sector de mineração. As pessoas querem ver os contratos assinados, por uma questão de transparência e para controlar a contabilidade. E também para se certificarem de que os diamantes realmente beneficiam a população em termos de receita. As pessoas gostariam de ver uma ligação entre os diamantes e a prestação de serviços”.


Exploração em Angola ligada a violação dos direitos humanos


Também em Angola a exploração dos diamantes tem uma importância económica relevante. Segundo dados do Ministério das Finanças de Luanda, entre Janeiro e Setembro deste ano o Estado angolano arrecadou mais de 52 milhões de euros em impostos sobre a venda de diamantes.


A produção angolana de diamantes é avaliada em mais de oito milhões de quilates por ano. Mas também neste país a exploração da pedra mais preciosa do mundo é associada a violações dos direitos humanos e falta de transparência. Mais que violação aos direitos humanos, o que se vive no território da Lunda Tchokwe é uma autentica escravatura sob olhar silencioso da comunidade Internacional, sobretudo as companhias Internacionais beneficiantes dos diamantes da Lunda.


A ONU e a União Europeia sabe disso, fecha os olhos as mortes do povo Lunda Tchokwe.


AMNISTIA INTERNACIONAL PEDE MAIOR PRESSÃO INTERNACIONAL SOBRE ANGOLA

AMNISTIA INTERNACIONAL PEDE MAIOR PRESSÃO INTERNACIONAL SOBRE ANGOLA



Organização pede a Portugal, que entrará em breve no Conselho de Direitos Humanos da ONU, uma posição mais firme quanto a abusos à liberdade de expressão em Angola. A crise financeira não é desculpa para fechar os olhos. 


 A Amnistia Internacional faz várias recomendações ao Estado angolano com vista ao respeito pelos direitos de expressão, manifestação e reunião num relatório divulgado esta quarta-feira (12.11.2014). A organização de defesa dos direitos humanos recorda no documento, intitulado "Punir a dissidência: supressão da liberdade de associação e de reunião em Angola", as violações à liberdade de expressão e manifestação dos últimos quatro anos.


O relatório apela ao fim das torturas, detenções arbitrárias, raptos e outros abusos dos que se tentam manifestar ou expressar em Angola, refere a directora da Amnistia Internacional em Portugal, Teresa Pina. Este apelo ao Estado angolano surge pouco antes de o país se sentar no Conselho de Segurança das Nações Unidas como membro não permanente, um lugar que deve ocupar nos próximos dois anos.


Esta é uma oportunidade que Luanda deve aproveitar para rever a sua actuação, considera Teresa Pina.


 "Por um lado, o próprio Conselho de Segurança tem vindo a reconhecer cada vez mais a importância dos direitos humanos para a manutenção da paz e segurança. Por outro lado, é visível que Angola parece querer afirmar-se como uma potência regional", diz a responsável da Amnistia Internacional. Neste sentido, "há aqui várias oportunidades que Angola pode aproveitar. Desde logo, transmitindo uma mensagem mais forte de que as instituições angolanas, em geral, protegem os direitos humanos de todos os cidadãos, reconhecendo e protegendo concretamente, e não apenas na Constituição, o direito à participação em manifestações pacíficas."


Pulso firme é possível com crise financeira?


A Amnistia Internacional espera também uma posição mais firme de Portugal no que se refere aos abusos sistemáticos das liberdades de expressão e manifestação em Angola. A partir de Janeiro de 2015, o ex-colonizador de Angola será membro do Conselho dos Direitos Humanos da ONU para o próximo triénio. Mas será que Portugal tem voz para fazer apelos a Angola em tempos de crise financeira e depois de, nos últimos anos, ter sido alvo de um forte investimento de angolanos, principalmente na banca e no sector das telecomunicações?


"Em Maio, quando o secretário-geral da Amnistia Internacional, Salil Shetty, esteve num encontro com o primeiro-ministro português [Pedro Passos Coelho] em Lisboa, este foi um dos temas abordados. Na altura, Shetty teve oportunidade de dizer que os interesses económicos não devem, mesmo em circunstância de crise, sobrepor-se às questões de direitos humanos", responde a directora da Amnistia Internacional em Portugal.


Activista diz que apelo é positivo.


Embora este não seja o primeiro apelo feito às autoridades angolanas, ele é bem visto e bem recebido pelos defensores da liberdade de expressão e pelos jovens angolanos que costumam ir para as ruas protestar.


 "Este apelo vem em boa hora, para podermos ver até que ponto o Governo angolano pode assumir as suas responsabilidades", diz Adolfo Campos, activista do Movimento Revolucionário, um dos grupos que mais se insurge contra o Governo angolano e que, por isso, é vítima da sua repressão. "Obviamente, temos um Governo que, neste momento, se quer apresentar na comunidade internacional como alguém que garante a liberdade de expressão ou de reunião. Mas não é isso que se passa aqui, internamente."


Recentemente, no Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, na Suíça, o ministro angolano da Justiça e Direitos Humanos, Rui Mangueira, disse que, em Angola, "são realizadas várias reuniões e manifestações, onde são assegurados e garantidos os direitos dos manifestantes."


O activista Adolfo Campos contrapõe: "Continuamos a morrer… Em Cabinda continua a haver uma censura total, onde a tropa já está a matar pessoas. Nas Lundas há pessoas a morrer. […] Porque o Governo angolano tem medo de perder o poder e o dinheiro que estão a roubar no país."


Sendo assim, Campos conclui que "nada vai mudar a não ser que a comunidade internacional aplique algumas sanções contra o Governo angolano."

PORTUGAL DEVE TOMAR POSIÇÃO SOBRE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS EM ANGOLA

PORTUGAL DEVE TOMAR POSIÇÃO SOBRE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS EM ANGOLA



A Amnistia Internacional (AI), num rasgo do mais fino e hilariante humor, insta autoridades portuguesas a manifestarem-se sobre abusos sistemáticos de Luanda à liberdade de expressão e manifestação. A investigação da AI é divulgada pouco antes da tomada de posse de Angola como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU.



Portugal deve tomar posição sobre os abusos sistemáticos de Angola à liberdade de expressão e manifestação. É o que defende a Amnistia Internacional, que apontou esse abusos num relatório que foi divulgado hoje, quarta-feira.


“O mandato do Conselho dos Direitos Humanos da ONU a partir do próximo ano é a oportunidade por excelência para que Portugal se disponibilize para fazer ouvir estas recomendações como aliás tem ouvido. Certamente prestará atenção e dará acolhimento a muita destas propostas e tudo faremos para que estas recomendações ganhem corpo”, disse Teresa Pina da AI.



A organização difundiu um relatório de 45 páginas, em inglês, e que tem como título «Punishing Dissent: Suppression of Freedom of Association and Assembly in Angola», onde incluiu a denúncia de casos concretos em que as autoridades angolanas actuaram contra manifestações antigovernamentais, dirigindo recomendações ao governo do MPLA, chefiado por José Eduardo dos Santos e ao chefe de Estado… José Eduardo dos Santos.



Teresa Pina acrescenta que os factos relacionados com atropelos aos direitos humanos em Angola têm sido abordados pela Amnistia Internacional junto do governo português: “Temos nas últimas semanas perante o Ministério dos Negócios Estrangeiros Português – por ocasião da revisão periódica universal de Angola que ocorreu no dia 30 de Outubro no Conselho de Direitos Humanos da ONU – mas também em Maio, perante o primeiro-ministro português quando esteve em Portugal o secretário-geral da AI, tivemos a possibilidade de exprimir estas preocupações sobre Angola, e outras, porque entendemos que todos os palcos devem ser aproveitados para se falar de direitos humanos”.



A investigação da AI é divulgada pouco antes da tomada de posse de Angola como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para os próximos dois anos, assim como a de Portugal como país membro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, a partir de Janeiro, para o próximo triénio.



O documento inclui a denúncia de casos concretos de violência contra manifestações pacíficas, abusos contra a liberdade de expressão e liberdade de imprensa, assim como maus-tratos e detenções arbitrárias de cidadãos envolvidos em protestos, sobretudo em Luanda, incluindo casos de desaparecimentos e morte.



Portugal ainda não iniciou o mandato como membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas segundo Teresa Pina, o país “foi eleito com uma votação expressiva” e por isso, diz esperar que “esteja à altura” de todos os compromissos voluntários que assumiu na candidatura e que estão relacionados com a universalidade dos direitos humanos.



A AI recomenda a realização de investigações independentes e imparciais sobre os casos relatados no relatório e que as pessoas responsáveis pelos desaparecimentos forçados e execuções extrajudiciais e outras violações da lei devem ser julgadas e punidas em conformidade com o apuramento dos factos.



Para a Amnistia Internacional, o governo angolano deve instruir imediatamente todas as forças de segurança para travarem o recurso excessivo da força durante manifestações e cumprirem nesta matéria a lei internacional que, afirma, tem regras muito claras no que toca às circunstâncias em que pode haver um uso excessivo de força.



Teresa Pina explica também que a AI recomenda a abolição da difamação como um crime e que o Estado angolano dê uma mensagem genérica, internamente e externamente quando se prepara para assumir o cargo de membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU.



Para a mesma responsável, este mandato no palco internacional implica por parte de Angola a defesa “sobretudo” em matérias de liberdade de expressão, direito de reunião e de associação e de que quer cumprir todos os tratados regionais de que é parte e de que “inclusivamente quer proteger o direito de os jornalistas documentarem as manifestações sem quaisquer perigos de poderem vir a sofrer represálias”.


''QUEM É O DONO DE TERRAS EM ANGOLA?”, pergunta jornal inglês

''QUEM É O DONO DE TERRAS EM ANGOLA?”, pergunta jornal inglês




Alberto castro

A pergunta (Who owns Angola's land?) faz o título de uma reportagem de Klas Lundström, jornalista freelance sueco, hoje (6/10) publicada na edição online jornal inglês The Guardian sobre a sensível questão da posse da propriedade da terra em Angola e os grandes e mais variados desafios que a mesma representa.




Questionada sobre ''o que seria o povo de Angola sem terra?'', Teresa Quivienguele, da Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), pensa por um momento e depois responde: ''Não somos nada sem a terra. A terra é a nossa mãe, o nosso instrumento para sobreviver e evoluir como povo''. Quivienguele dirige, a partir de Luanda, os projectos sociais da ADRA. Na sua opinião ''o problema da terra é o maior desafio do país'' e o mesmo ''requer uma liderança forte que possa mover Angola para um futuro sustentável''.



Na reportagem, centrada principalmente na vasta e rica província agro-mineira de Cuando Cubango, o jornalista lembra que após a independência em 1975, a terra passou a ser propriedade do Estado mas que, desde o fim da guerra civil em 2002 e com sua lei de reforma em 2004, as coisas começaram a mudar. Hoje, companhias estrangeiras investem em infraestruturas, petróleo, diamantes e outros minerais, e também em terras. 




Como resultado, a população rural é deixada para trás enquanto vastas áreas são arrendadas no sistema de leasing pelo Governo à empresas agrícolas e mineiras estrangeiras em vez de as mesmas serem providenciadas aos que fugiram para as cidades durante a guerra e agora retornam ao campo onde, ao longo de gerações, detiveram a posse de suas terras sem necessidade de qualquer documento legal que os protegesse.



Citado na reportagem, Allan Cain, director da Development Workshop, uma organização não-governamental que opera em Angola, sublinha a necessidade urgente de uma solução para a questão da posse de terras: “Foi quando a guerra civil terminou e as pessoas retornaram às suas terras de origem, após anos de deslocamento interno, que a terra se tornou num problema político. São conflitos que emergiram e vão aumentar com o tempo na medida em que a agricultura e a acumulação de terras se tornarem cada vez mais importantes'', alertou.





segunda-feira, 10 de novembro de 2014

RESENHA FOTOGRAFICA DA PARTICIPAÇÃO DO SG EM GENEBRA SUIÇA 2014 NA CONFERENCIA DA ONU SOBRE OS DIREITOS HUMANOS


Na sala de Conferencias da ONU em Genebra Suiça
 
Entrevista na Radio Cidade de Genebra
Com membros das Delegações da RDC e Gana
 
Com líder Religioso em Genebra Suíça
 
No podium falando sobre a Questão dos Direitos políticos, Civis
e Humanos do Povo Lunda Tchokwe na Conferencia da ONU
em Genebra
 
Com outros membros de outras Delegações
 
Com um Membro da Delegação da Africa do Sul
 
 
 
 


sábado, 8 de novembro de 2014

FILHOS TCHOKWES DE ORIGEM EUROPEIA CHAMADOS A DAR SEU CONTRIBUTO PARA O RESGATE DA AUTONOMIA DA NAÇÃO LUNDA TCHOKWE



FILHOS TCHOKWES DE ORIGEM EUROPEIA CHAMADOS A DAR SEU CONTRIBUTO PARA O RESGATE DA AUTONOMIA DA NAÇÃO LUNDA TCHOKWE




 Desde 2009 há 2014, a Presidência do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, recebeu cerca de 130 Cartas de instituições e individualidades singulares nascido na Lunda Tchokwe residentes na diaspora de descendências Europeus,  que abandonaram a terra que os viu nascer a mãe NAÇÃO Lunda Tchokwe em 1975, quando Angola ascendeu a sua independência de Portugal.



Muitos destes nossos compatriotas, saíram de Serpa Pinto, Vila Luso e de Henrique de Carvalho,  com menoridades entre os 1 a 17 anos, para alguns, maioridade, sendo maior parte já eram adultos, foram forçados abandonar a terra que lhes viu nascer deixando muitas lembranças até porque muitos destes têm em memória, seus entes-queridos enterrados naquele território, que os faz lembranças dolorosas.



As Cartas procedentes de várias partes do mundo; desde África do Sul,  Portugal, Islândia, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Canada, USA, Brasil, Argentina, México, Áustria, Holanda, Itália, Açores e a Rússia.



As 130 missivas,  coincidentemente despertam o interesse de conhecer com profundidade a real história que tem sido publicado no Blogue do protectorado, de desconhecimento total quanto anexação da Nação Lunda Tchokwe à Angola no geral destes reafirmam o conhecimento de Portugal continental mais foram ofuscado a história dos protectorados de Portugal ultramarino. A África era desconhecida e agora estando preocupada. Destes muitos são académicos e investigadores, leccionam em Universidades de renomes Universal.


Muitos deles questionam os pré-conceitos discriminatórios sobre a cor da pele que foram alvos em 1975 quando a independência de Angola, receando serem um dia rejeitados ou igualmente considerados de Europeus, usurpadores, ou serem sacrificados com a possível xenofobia dos mais radicais do nosso povo. Questionam se o Movimento do Protectorado Lunda tchokwe é de carácter tribal. Alguns com extremismo influenciado pelas Instituições do regime Angolano abstêm pelo facto de desconhecer com profundidade a causa.  Em algumas missivas que assemelham-nos a força partidária do contexto angolano descrevem a aproximação do Movimento que reivindica da Autonomia da Lunda Tchokwe com as forças politicas angolanas (UNITA, PRS (....) ) e outras conotações menos abonatórias, por desconhecimento e inocência da evolução histórica e politica de Angola com relação ao território Autónomo da Lunda Tchokwe em parte fruto duma longa ausência e distanciamento dos nossos paisano na Diáspora.


Também foram muito os elogios, solidariedade, encorajamento e apoio moral na busca de Justiça e do resgate de valores Culturais para a dignidade do homem Tchokwe no âmbito das nações.

                                                                      
Para o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, Prevê se uma Lunda Tchokwe multirracial e multi-étnico dentro dos parâmetros universalmente acordados nos princípios básicos sobre os Direitos Humanos, quer para os que escreveram desfavoravelmente ou a favor, sendo ou não filhos Lunda Tchokwe, independentemente da sua cor, a sua aderência partidária, religiosa, vivendo no interior ou exterior do país, em que circunstância se encontra lá, não há espaço para a separação nem para a divisão que os nossos adversários políticos JES/MPLA quer aproveitar para nos distanciar dos nossos irmãos, respeitamos as contribuições de cada um de vós, firmes e unidos na diferença de opiniões para o orgulho da futura democracia Lunda Tchokwe.



O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe é flexível e aberto rumo a uma democracia de alternância pluralista, a crítica, a troca de experiências e de ideias, a transparência e a todas as contribuições susceptíveis para a garantia da continuidade, porque os homens determinam o potencial da organização, as ideias e a diferença determinam a moral e o tamanho da estrutura do nosso Movimento, com estes pressupostos o sucesso da nossa liderança. Só ouvindo os outros, só considerando os outros, só envolvendo outras pessoas poderemos vencer com muito sucesso essa luta.  


Pouco importa onde vocês estão ou o que façam, os tempos mudam, a tecnologia avança, as culturas variam de povo para povo, de lugar para lugar, mas a nossa natalidade é um princípio constante que não muda, ninguém tem o poder de mudar ou alterar, por ser uma natalidade do poder divino e transcendental.


Nesta hora difícil e complexa da nossa luta, sois chamados onde estão para darem a vossa contribuição, para se mobilizarem em torno do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe para juntos resgatarmos a nossa terra da usurpação colonial do Regime do Presidente José Eduardo dos Santos. Precisamos nos amar uns aos outros, cuidar uns dos outros e colocarmos em primeiro lugar os interesses colectivos, esquecendo o passado colonial e do neocolonialismo africano de novos tempos.


Sem nenhum tipo de receio, reafirmamos o nosso compromisso de sempre para com todos os nossos compatriotas na diáspora e que continue a escrever, encorajando-nos, participando activamente, assessorando tecnicamente, enfim, esperamos com braços abertos todas as vossas ideias …



Unidos Venceremos