quinta-feira, 13 de novembro de 2014

PORTUGAL DEVE TOMAR POSIÇÃO SOBRE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS EM ANGOLA

PORTUGAL DEVE TOMAR POSIÇÃO SOBRE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS EM ANGOLA



A Amnistia Internacional (AI), num rasgo do mais fino e hilariante humor, insta autoridades portuguesas a manifestarem-se sobre abusos sistemáticos de Luanda à liberdade de expressão e manifestação. A investigação da AI é divulgada pouco antes da tomada de posse de Angola como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU.



Portugal deve tomar posição sobre os abusos sistemáticos de Angola à liberdade de expressão e manifestação. É o que defende a Amnistia Internacional, que apontou esse abusos num relatório que foi divulgado hoje, quarta-feira.


“O mandato do Conselho dos Direitos Humanos da ONU a partir do próximo ano é a oportunidade por excelência para que Portugal se disponibilize para fazer ouvir estas recomendações como aliás tem ouvido. Certamente prestará atenção e dará acolhimento a muita destas propostas e tudo faremos para que estas recomendações ganhem corpo”, disse Teresa Pina da AI.



A organização difundiu um relatório de 45 páginas, em inglês, e que tem como título «Punishing Dissent: Suppression of Freedom of Association and Assembly in Angola», onde incluiu a denúncia de casos concretos em que as autoridades angolanas actuaram contra manifestações antigovernamentais, dirigindo recomendações ao governo do MPLA, chefiado por José Eduardo dos Santos e ao chefe de Estado… José Eduardo dos Santos.



Teresa Pina acrescenta que os factos relacionados com atropelos aos direitos humanos em Angola têm sido abordados pela Amnistia Internacional junto do governo português: “Temos nas últimas semanas perante o Ministério dos Negócios Estrangeiros Português – por ocasião da revisão periódica universal de Angola que ocorreu no dia 30 de Outubro no Conselho de Direitos Humanos da ONU – mas também em Maio, perante o primeiro-ministro português quando esteve em Portugal o secretário-geral da AI, tivemos a possibilidade de exprimir estas preocupações sobre Angola, e outras, porque entendemos que todos os palcos devem ser aproveitados para se falar de direitos humanos”.



A investigação da AI é divulgada pouco antes da tomada de posse de Angola como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para os próximos dois anos, assim como a de Portugal como país membro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, a partir de Janeiro, para o próximo triénio.



O documento inclui a denúncia de casos concretos de violência contra manifestações pacíficas, abusos contra a liberdade de expressão e liberdade de imprensa, assim como maus-tratos e detenções arbitrárias de cidadãos envolvidos em protestos, sobretudo em Luanda, incluindo casos de desaparecimentos e morte.



Portugal ainda não iniciou o mandato como membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas segundo Teresa Pina, o país “foi eleito com uma votação expressiva” e por isso, diz esperar que “esteja à altura” de todos os compromissos voluntários que assumiu na candidatura e que estão relacionados com a universalidade dos direitos humanos.



A AI recomenda a realização de investigações independentes e imparciais sobre os casos relatados no relatório e que as pessoas responsáveis pelos desaparecimentos forçados e execuções extrajudiciais e outras violações da lei devem ser julgadas e punidas em conformidade com o apuramento dos factos.



Para a Amnistia Internacional, o governo angolano deve instruir imediatamente todas as forças de segurança para travarem o recurso excessivo da força durante manifestações e cumprirem nesta matéria a lei internacional que, afirma, tem regras muito claras no que toca às circunstâncias em que pode haver um uso excessivo de força.



Teresa Pina explica também que a AI recomenda a abolição da difamação como um crime e que o Estado angolano dê uma mensagem genérica, internamente e externamente quando se prepara para assumir o cargo de membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU.



Para a mesma responsável, este mandato no palco internacional implica por parte de Angola a defesa “sobretudo” em matérias de liberdade de expressão, direito de reunião e de associação e de que quer cumprir todos os tratados regionais de que é parte e de que “inclusivamente quer proteger o direito de os jornalistas documentarem as manifestações sem quaisquer perigos de poderem vir a sofrer represálias”.


''QUEM É O DONO DE TERRAS EM ANGOLA?”, pergunta jornal inglês

''QUEM É O DONO DE TERRAS EM ANGOLA?”, pergunta jornal inglês




Alberto castro

A pergunta (Who owns Angola's land?) faz o título de uma reportagem de Klas Lundström, jornalista freelance sueco, hoje (6/10) publicada na edição online jornal inglês The Guardian sobre a sensível questão da posse da propriedade da terra em Angola e os grandes e mais variados desafios que a mesma representa.




Questionada sobre ''o que seria o povo de Angola sem terra?'', Teresa Quivienguele, da Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), pensa por um momento e depois responde: ''Não somos nada sem a terra. A terra é a nossa mãe, o nosso instrumento para sobreviver e evoluir como povo''. Quivienguele dirige, a partir de Luanda, os projectos sociais da ADRA. Na sua opinião ''o problema da terra é o maior desafio do país'' e o mesmo ''requer uma liderança forte que possa mover Angola para um futuro sustentável''.



Na reportagem, centrada principalmente na vasta e rica província agro-mineira de Cuando Cubango, o jornalista lembra que após a independência em 1975, a terra passou a ser propriedade do Estado mas que, desde o fim da guerra civil em 2002 e com sua lei de reforma em 2004, as coisas começaram a mudar. Hoje, companhias estrangeiras investem em infraestruturas, petróleo, diamantes e outros minerais, e também em terras. 




Como resultado, a população rural é deixada para trás enquanto vastas áreas são arrendadas no sistema de leasing pelo Governo à empresas agrícolas e mineiras estrangeiras em vez de as mesmas serem providenciadas aos que fugiram para as cidades durante a guerra e agora retornam ao campo onde, ao longo de gerações, detiveram a posse de suas terras sem necessidade de qualquer documento legal que os protegesse.



Citado na reportagem, Allan Cain, director da Development Workshop, uma organização não-governamental que opera em Angola, sublinha a necessidade urgente de uma solução para a questão da posse de terras: “Foi quando a guerra civil terminou e as pessoas retornaram às suas terras de origem, após anos de deslocamento interno, que a terra se tornou num problema político. São conflitos que emergiram e vão aumentar com o tempo na medida em que a agricultura e a acumulação de terras se tornarem cada vez mais importantes'', alertou.





segunda-feira, 10 de novembro de 2014

RESENHA FOTOGRAFICA DA PARTICIPAÇÃO DO SG EM GENEBRA SUIÇA 2014 NA CONFERENCIA DA ONU SOBRE OS DIREITOS HUMANOS


Na sala de Conferencias da ONU em Genebra Suiça
 
Entrevista na Radio Cidade de Genebra
Com membros das Delegações da RDC e Gana
 
Com líder Religioso em Genebra Suíça
 
No podium falando sobre a Questão dos Direitos políticos, Civis
e Humanos do Povo Lunda Tchokwe na Conferencia da ONU
em Genebra
 
Com outros membros de outras Delegações
 
Com um Membro da Delegação da Africa do Sul
 
 
 
 


sábado, 8 de novembro de 2014

FILHOS TCHOKWES DE ORIGEM EUROPEIA CHAMADOS A DAR SEU CONTRIBUTO PARA O RESGATE DA AUTONOMIA DA NAÇÃO LUNDA TCHOKWE



FILHOS TCHOKWES DE ORIGEM EUROPEIA CHAMADOS A DAR SEU CONTRIBUTO PARA O RESGATE DA AUTONOMIA DA NAÇÃO LUNDA TCHOKWE




 Desde 2009 há 2014, a Presidência do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, recebeu cerca de 130 Cartas de instituições e individualidades singulares nascido na Lunda Tchokwe residentes na diaspora de descendências Europeus,  que abandonaram a terra que os viu nascer a mãe NAÇÃO Lunda Tchokwe em 1975, quando Angola ascendeu a sua independência de Portugal.



Muitos destes nossos compatriotas, saíram de Serpa Pinto, Vila Luso e de Henrique de Carvalho,  com menoridades entre os 1 a 17 anos, para alguns, maioridade, sendo maior parte já eram adultos, foram forçados abandonar a terra que lhes viu nascer deixando muitas lembranças até porque muitos destes têm em memória, seus entes-queridos enterrados naquele território, que os faz lembranças dolorosas.



As Cartas procedentes de várias partes do mundo; desde África do Sul,  Portugal, Islândia, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Canada, USA, Brasil, Argentina, México, Áustria, Holanda, Itália, Açores e a Rússia.



As 130 missivas,  coincidentemente despertam o interesse de conhecer com profundidade a real história que tem sido publicado no Blogue do protectorado, de desconhecimento total quanto anexação da Nação Lunda Tchokwe à Angola no geral destes reafirmam o conhecimento de Portugal continental mais foram ofuscado a história dos protectorados de Portugal ultramarino. A África era desconhecida e agora estando preocupada. Destes muitos são académicos e investigadores, leccionam em Universidades de renomes Universal.


Muitos deles questionam os pré-conceitos discriminatórios sobre a cor da pele que foram alvos em 1975 quando a independência de Angola, receando serem um dia rejeitados ou igualmente considerados de Europeus, usurpadores, ou serem sacrificados com a possível xenofobia dos mais radicais do nosso povo. Questionam se o Movimento do Protectorado Lunda tchokwe é de carácter tribal. Alguns com extremismo influenciado pelas Instituições do regime Angolano abstêm pelo facto de desconhecer com profundidade a causa.  Em algumas missivas que assemelham-nos a força partidária do contexto angolano descrevem a aproximação do Movimento que reivindica da Autonomia da Lunda Tchokwe com as forças politicas angolanas (UNITA, PRS (....) ) e outras conotações menos abonatórias, por desconhecimento e inocência da evolução histórica e politica de Angola com relação ao território Autónomo da Lunda Tchokwe em parte fruto duma longa ausência e distanciamento dos nossos paisano na Diáspora.


Também foram muito os elogios, solidariedade, encorajamento e apoio moral na busca de Justiça e do resgate de valores Culturais para a dignidade do homem Tchokwe no âmbito das nações.

                                                                      
Para o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, Prevê se uma Lunda Tchokwe multirracial e multi-étnico dentro dos parâmetros universalmente acordados nos princípios básicos sobre os Direitos Humanos, quer para os que escreveram desfavoravelmente ou a favor, sendo ou não filhos Lunda Tchokwe, independentemente da sua cor, a sua aderência partidária, religiosa, vivendo no interior ou exterior do país, em que circunstância se encontra lá, não há espaço para a separação nem para a divisão que os nossos adversários políticos JES/MPLA quer aproveitar para nos distanciar dos nossos irmãos, respeitamos as contribuições de cada um de vós, firmes e unidos na diferença de opiniões para o orgulho da futura democracia Lunda Tchokwe.



O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe é flexível e aberto rumo a uma democracia de alternância pluralista, a crítica, a troca de experiências e de ideias, a transparência e a todas as contribuições susceptíveis para a garantia da continuidade, porque os homens determinam o potencial da organização, as ideias e a diferença determinam a moral e o tamanho da estrutura do nosso Movimento, com estes pressupostos o sucesso da nossa liderança. Só ouvindo os outros, só considerando os outros, só envolvendo outras pessoas poderemos vencer com muito sucesso essa luta.  


Pouco importa onde vocês estão ou o que façam, os tempos mudam, a tecnologia avança, as culturas variam de povo para povo, de lugar para lugar, mas a nossa natalidade é um princípio constante que não muda, ninguém tem o poder de mudar ou alterar, por ser uma natalidade do poder divino e transcendental.


Nesta hora difícil e complexa da nossa luta, sois chamados onde estão para darem a vossa contribuição, para se mobilizarem em torno do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe para juntos resgatarmos a nossa terra da usurpação colonial do Regime do Presidente José Eduardo dos Santos. Precisamos nos amar uns aos outros, cuidar uns dos outros e colocarmos em primeiro lugar os interesses colectivos, esquecendo o passado colonial e do neocolonialismo africano de novos tempos.


Sem nenhum tipo de receio, reafirmamos o nosso compromisso de sempre para com todos os nossos compatriotas na diáspora e que continue a escrever, encorajando-nos, participando activamente, assessorando tecnicamente, enfim, esperamos com braços abertos todas as vossas ideias …



Unidos Venceremos

RELEVANTES ACONTECIMENTOS DA HISTÓRIA DE ANGOLA ENTRE 1873-1919 VS NAÇÃO LUNDA TCHOKWE



Alguns dados relevantes dos acontecimentos históricos de Angola entre 1873 – 1919 e o carácter independente da Nação Lunda Tchokwe. A evolução politica ou colonização Portuguesa de Angola e o tratado internacional de protectorado da Lunda Tchokwe que tem lugar entre 1885-1975.


A história que significa pesquisa, conhecimentos advindos da investigação é a ciência que estuda o Homem e sua acção através dos tempos e no espaço geográfico, concomitante a analise dos processos e eventos ocorridos no passado, é o estudo do passado e dos seus acontecimentos.


O estudo do passado não pode ser feito directamente, mas de forma mediada através dos vestígios da actividade humana, a que é dado o nome genérico de fontes históricas. Exactamente, são estas fontes históricas que hoje vamos explorar para dar a conhecer ao público leitor, as reivindicações legítimas da questão LUNDA TCHOKWE que muitas vezes o regime do Presidente José Eduardo dos Santos, tenta a todo custo escamotear, envenenando a sociedade a de que os Tchokwes são tribalistas, separatistas ou que Angola é una e indivisível, “UM SÓ POVO, UMA SÓ NAÇÃO”.



Foram Colônias Portuguesas na África: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. A Lunda Tchokwe foi um protectorado de Portugal cuja história vai descobrir com esta incursão sobre o passado de Africa entre 1884 até 1975.


1873-1874 Abertura pelo padre CHARLES DUPARQUET duma missão religiosa em Lândana. Revolta do Golungo Alto. Revolta de Ambaca e do Duque de Bragança.

1878 – Abolição oficial da escravatura. Chegada da Missão Baptista Inglesa á S.Salvador (Mbanza Congo). Chegada a Angola dos exploradores Portugueses CAPELO, IVENS e SERPA PINTO.

1879 – Primeiros contactos entre os Boérs e o povo Humbes.

1881 – Chegada dos missionários americanos ao Bailundo. Instalação dos Boérs em Humpata (Huila), chamados naquela época pelos portugueses de “Holandeses do Cabo”. O líder dos Boérs é JACOBUS FREDERICK BOTHA, ascendente do futuro general sul-africano BOTHA que se envolveu em guerra com Angola nos anos 80. Instalação duma missão francesa entre os Ovambos. Chegada do padre BARROSO à S.Salvador. Publicação de dois decretos do Governo de Lisboa, um para favorecer a emigração para África, e outro que visava a propagação da civilização e influências europeias, particularmente portuguesa nos vastos territórios africanos e a iniciação dos seus habitantes a lei, e a instauração do trabalho útil, de forma a modificar os costumes bárbaros e desumanos das sociedades indígenas africanas. Instituição do mapa cor-de-rosa pela sociedade de geografia de Lisboa.


1882 – O capitão de origem africano de segunda linha FRANCISCO PEREIRADOS SANTOS VAN-DÚNEM é nomeado chefe e director da Feira de Cassange, confirmado pelo Governador-geral de Angola FERREIRA DO AMARAL. Reconstituição do concelho do Talamungongo.


1884 – É constituída pela primeira vez uma comissão da Sociedade de Geografia de Lisboa para uma missão de exploração no interior de África, sobretudo nas terras da LUNDA, conhecida por Viagem de Exploração Cientifica a Mussumba do Muatiânvua 1884-1888, é nomeado oficialmente o Major do Exercito HENRIQUE AUGUSTO DIAS DE CARVALHO como chefe da referida missão. Esta missão tinha os seguintes objectivos a cumprir no terreno; estudo etnográfico da história dos povos da Lunda, clima, estabelecimento de contactos diplomático e comerciais que deram lugar a celebração de vários tratados de protectorado entre Portugal e as varias regiões autónomas sob domínio do Imperador Muatiânvua (Império Lunda Século XIX).


1884 (15Nov) – 1885 (26Fev) Conferência de Berlim, e substituição pelas potências Colonizadoras Europeias em África do conceito de esfera de influência pela doutrina Alemã de “HINTERLAND”, que estabelece que toda a potência europeia estabelecida sobre a costa possui direitos especiais sobre as populações do interior e pode recuar indefinidamente até as fronteiras das suas possessões até que encontre uma zona de influência de um outro estado europeu, não importando os estados indígenas que seriam engolidas por força das armas ou de outras artimanhas o que permitiu que vários estados indígenas e povos inteiros fossem agrupados a outro sem o seu consentimento (ex: Nação Lunda Tchokwe e Cabinda).


Chegada dos primeiros portugueses ao Bailundo. Chegada dos primeiros colonos madeirenses a Huila (Humpata, Palanca, Sá da Bandeira e Chibia). Chegada dos missionários metodistas a Luanda. Revolta dos Humbes dirigidos pelo soba Chaungo, que busca uma coligação com os Cuanhamas e os de Cuamato. ManuelJosé Puna, nobre de Cabinda, que foi educado no rio de Janeiro-Brasil, conjuntamente com Francisco Franque, torna-se barão de Cabinda e fidalgo do rei de Portugal; morte do rei de Ngoyo, assassinado. Assinatura de tratado de protectorado de moanda, Chimbolo, Socca e Futila. Criação administrativa do distrito do Congo, com cinco residências: Cabinda, Lândana, S.António do Zaire (Soyo), Ambrizete e S.Salvador (Mbanza Congo); Cabinda é a capital do novo distrito. Silva Porto é nomeado capitão-mor do Bié e do Bailundo.


1886 – Portugal apresenta publicamente o mapa cor-de-rosa ligando Angola à Moçambique, incluindo as regiões da Nação Lunda Tchokwe do Moxico e Kuando Kubango, Inglaterra lança ultimato a Portugal se não acabasse com este projecto. Convenção franco-portuguesa de delimitação dos respectivos territórios na Guine e Cabinda. Convenção Luso-Alemã sobre o sul de Angola. Revolta dos povos Bondos.


1891 – Conferência de Lisboa para a discussão do contencioso a “ORIGEM DAQUESTÃO LUNDA 1890-1894”, que teve o seu epicentro, quando o rei Leopoldo II da Bélgica quis anexar a Nação Lunda Tchokwe, Portugal protestou ter assinado tratados de Protectorado com os estados da Lunda como bandeira da sua defesa. Desmembramento do IMPERIO LUNDA por causas internas e sobretudo influências estrangeiras e colonizadoras Europeias. Independentemente deste desmembramento a Nação Lunda Tchokwe reconhecida Internacionalmente no dia 24 de Março de 1894, das convenção de 14 de Fevereiro de 1885 e da acta de limites de 26 de Junho de 1893, mantém-se independente e sob protecção da coroa portuguesa. Não há nenhuma presença estrangeira no território nem mesmo de Portugal.


Revolta dos Humbes. Weyulu, rei dos Cuanhamas, tacticamente, torna-se vassalo de coroa portuguesa, contra oposição do seu irmão Nnende, pretendente ao trono. Coligação entre Cuamato grande e Cuamato pequeno contra portugueses dirigidos pelos sobas Iquera e Chatona. Revolta em Cabinda dirigida por Maniema.


1895 – Viagem do Rei do Congo D.Álvaro de Águas Rosada para Portugal em tratamento Médico. Criação Administrativa do distrito militar da Lunda, de fora fica a região do Moxico e do Kuando Kubango por força do ultimato Britânico contra Portugal por causa do seu projecto Mapa Cor-de-rosa de 1886, Henrique Augusto Dias de Carvalho é nomeado o primeiro Governador-geral da Nação Lunda Tchokwe, (Carácter Independente)


1897 – 1898 Peste bovina no sudoeste africano. Revolta dos Humbes

1900 – Revolta dos Bassorongo; Noqui, S.António do Zaire e Ambrizete, o triângulo crítico subleva-se varias vezes e revolta do povo Bondo.


1904 – 1905 Devido ao comportamento negativo dos portugueses, dá-se a primeira revolta do povo e a Nação Lunda Tchokwe, pronuncio de uma serie de outras revoltas.
1906 Revolta do povo Luchaze na região do Moxico e Nganguela. Revolta dos Gambos. Revolta do Cuamato e revolta dos Bassorongo.


1908 Grande rebelião do povo Lunda Tchokwe dirigidos pelo Quelendente Muene Luchico na região do Lunguena, Luangue até o Itengo.


1910-1915 Eclosão de uma serie de revoltas, quase por tudo que era canto de Angola.


1914 Eclosão da 1ª guerra Mundial. Portugal Institui o primeiro regulamento de trabalho Indígena nas colónias em África. Angola Administrativamente tem 6 Regiões semi Autónomas ou distritos militares.


1916 Revolta conjugada Luchaze, Mbunda e os Lunda Tchokwe

  
1918 – 1919 Fim da 1ª guerra mundial. Tratado de Versailles. Abertura do primeiro Liceu em Angola na cidade de Luanda. A Cobertura escolar de Angola chega as seguintes localidades: Belize, Lândana, Lucula, Cabinda, Noqui, S.Salvador, S.António do Zaire, Maquela do Zombo, Quinzau, Madimba, Ambrizete, Bembe, Ambriz, S.José de Encoje, Libongo, Barra do Dande, Quibaxe, Alto Dande, Quifangondo, Barra do Bengo, Luanda, Calumbo, Golungo Alto, Duque de Bragança, Zenza, Ambaca, Cazengo, Muxima, Massangano, Cambambe, Pungo Andongo, Malanje, Tala Mungongo, Calulo, Novo Redondo, Egipto, Bailundo, Bié, Lobito, Benguela, Catumbela, Nova Lisboa, Dombe grande, Caconda, Quilengues, Sá da Bandeira, Humpata Chibia, Gambos, Moçamedes e Porto Alexandre.



Nenhum ponto da Nação Lunda Tchokwe em 1919 tinha algum estabelecimento escolar portuguesa, porque era um país independente, não tinha dependência de Portugal (Carácter Independente). Por outro lado, existe variadíssimas datas e informação histórica, simplesmente seleccionámos algumas, nas próximas ocasiões o faremos com outros dados, sobretudo o período entre 1919-1975.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

SG DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE ENTREVISTADO PELA RADIO DA ONU EM GENEBRA SUIÇA

SG DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE ENTREVISTADO PELA RADIO DA ONU EM GENEBRA SUIÇA




O Secretario Geral do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, que participou da conferência do Alto Comissariado da ONU sobre os Direitos Humanos, do Mecanismo Revisão Periódico sobre as violações aos direitos humanos em Angola, foi entrevistado durante 30 minutos pela Rádio da ONU em Genebra esta semana, dia 3 de Novembro de 2014.



Durante trinta minutos, o SG sr Júnior Betinho, disse a rádio da ONU que o povo Lunda Tchokwe, esta a reivindicar o seu direito legitimo, que a nossa acção é pacifica e assim continuará até que o Presidente da Republica de Angola se pronuncie sobre a “Questão da Lunda a sua Autonomia”, disse , “não há razões de o governo angolano temer com a Autonomia da Nação Lunda Tchokwe”.



Júnior, disse que não era intenção do Movimento partir para o exterior, e divulgar a sua luta reivindicativa se as autoridades de Luanda flexibilização o “Dialogo”, mostrando a boa vontade de conversar como irmãos que somos, filhos da mãe África.



Por outro lado, o SG do Movimento Lunda Tchokwe, continua com actividades diplomáticas pela Europa, e, pediu a ONU a exercer a sua influência ao Presidente José Eduardo dos Santos para promover o diálogo com a Nação Lunda tchokwe.



Respondendo a uma pergunta, se depois da Autonomia, não irão reivindicar independência; esclareceu, “teríamos hoje reivindicado essa independência, se não o fizemos, é porque queremos estar para sempre junto de Angola, veja o exemplo da Escócia, Irlanda do Norte e o País de Gales no Reino Unido”.



ENCONTRO COM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS



Júnior Betinho, reuniu-se esta terça feira 4 de Novembro de 2014 com estudantes Universitários Suíços que queriam saber mais sobre a historia da Lunda Tchokwe, a presença Portuguesa e os tratados de Protectorados pelo que o Movimento reivindica.



A actividade teve lugar na casa da Associação da Amizade na capital Genebra.



Esta acção enquadra-se na diplomacia da divulgação a comunidade internacional, aos académicos da realidade histórica do povo Lunda tchokwe, como ponto de partida, visa também esclarecer quaisquer manobras de confundir a opinião pública internacional, de que o povo Lunda Tchokwe esta a dividir Angola.



Encontro do género, teve lugar com alguns líderes de Igrejas evangélicas sediadas em Genebra.



Por Muimbo em Genebra




segunda-feira, 3 de novembro de 2014

ASSEMBLEIA NACIONAL DE ANGOLA RECEBE DELEGAÇÃO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE

ASSEMBLEIA NACIONAL DE ANGOLA RECEBE DELEGAÇÃO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE





Uma Delegação do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, foi recebida esta manhã 3 de Novembro de 2014 pela Assembleia Nacional da Republica de Angola, chefiada pelo Secretario de Informação e Mobilização Domingos Henrique Samujaia, da qual fez parte os Secretários Nacionais do Movimento; Fernando Muaku, dos Direitos Fundamentais e Humanos, Cristina Sumbula, Secretaria Regional da UMULE no Cuango, Miguel Tuatale, Frango Miguel e José Jeremias.



O encontro teve lugar na 10ª Comissão da Assembleia Nacional, presidida pela Deputada Aurora Njunju, acompanhante do processo reivindicativo do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe naquele órgão da Soberania da Republica de Angola.



A reunião debruçou-se sobre dois temas fundamentais; Autonomia e Direitos Humanos na Lunda Tchokwe.



De acordo com a Deputada Aurora Njunju que também é membro do Comité Central do MPLA e já foi Secretaria Nacional da OMA, a questão da Autonomia da Lunda Tchokwe, não é da competência da Assembleia Nacional, é uma responsabilidade que diz respeito exclusivamente ao Chefe do Executivo Angolano ou seja depende do pronunciamento do Presidente José Eduardo dos Santos.



Por outro lado, a 10ª Comissão da Assembleia Nacional dos Direitos Humanos, vai trabalhar com o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, para apurar os alegados assassinatos impunes dos últimos 5 anos na Lunda Tchokwe, de acordo com a Carta do Movimento do Protectorado, endereçada aquela “Comissão”, em Agosto último do ano em curso.



 De lembrar que o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, já terá respondido a referida Carta com ofícios,   onde o mesmo indicava que o processo foi encaminhado aos órgãos competentes para analise e parecer, cujo alcance temporário não foi determinado.



A reunião terminou em um clima de cordialidade, e, foi acordada um próximo encontro cuja data será acordada entre as partes.




domingo, 2 de novembro de 2014

Ex-presidente do Burkina Faso refugiou-se na Costa do Marfim

Ex-presidente do Burkina Faso refugiou-se na Costa do Marfim


  
O ex-presidente do Burkina Faso, Blaise Compaoré, fugiu para a Costa do Marfim, divulgou a agência France-Presse, citando testemunhas oculares.



Actualmente, ele está em um dos hotéis de luxo na capital, Yamoussoukro.


Blaise Compaoré foi deposto de cargo de chefe de Estado ontem, 31 de Outubro, após protestos em massa. Na noite de 31 para 1 de Novembro, o coronel Isaac Zida declarou passar a chefiar o governo provisório.


Em 31 de Outubro, o chefe do Estado-Maior do Exército burquinense, general Nabéré Honoré Traoré, informou que assumia as responsabilidades de chefe de Estado. No entanto, muitos dos manifestantes se opuseram à sua candidatura, porque ele era o companheiro de Compaoré. Após isso, o general nunca mais apareceu em público, seu paradeiro ainda é desconhecido.


Os protestos em massa eclodiram na capital do Burkina Faso, Ouagadougou, em 28 de Outubro. Em 30 de Outubro, as manifestações se tornaram violentas – os activistas invadiram o parlamento do país e o prédio da televisão estatal, e, em seguida, anunciaram o início de uma "Primavera Negra". O governo foi dissolvido, e no país foi introduzido o estado de emergência.


A insatisfação dos burquinenses foi provocada pela intenção de Blaise Compaoré, que chegou ao poder na sequência de um golpe militar em 1987, de prolongar o seu mandato presidencial.



Costa do Marfim confirma que deu asilo ao ex-presidente de Burkina Fasso



A Costa do Marfim confirmou neste sábado que o ex-presidente de Burkina Fasso, Blaise Compaoré, está exilado no país após renunciar, forçado pelos protestos violentos que exigiam sua saída do poder.



"O presidente da República informa ao povo marfinense, aos residentes da Costa do Marfim e à comunidade internacional que o presidente Blaise Compaoré e sua família foram amparados na Costa do Marfim", disse em comunicado o chefe de gabinete do presidente Alassane Ouattara, Marcel Amon-Tanoh.


Amon-Tanoh disse que Ouattara está muito preocupado pela crise que atinge Burkina Fasso.


"O presidente espera que este país irmão retorne, o mais breve possível, à paz e à estabilidade", acrescenta o texto.


O ex-presidente de Burkina Fasso chegou a Yamoussoukro, capital política da Costa do Marfim, às 22h do horário local de ontem, em um comboio militar.


Pressionado por uma série de protestos violentos nas ruas do país durante os últimos três dias, o ex-presidente renunciou ontem após 27 anos no poder, conquistado através do golpe de estado.


AFP | EFE