quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

REGIME DO PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS SIMULA PRISÃO DE SEUS PRÓPRIOS FIEIS NO MUNICÍPIO DO LUBALO COMO SENDO ACTIVISTAS DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE

REGIME DO PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS SIMULA PRISÃO DE SEUS PRÓPRIOS FIEIS NO MUNICÍPIO DO LUBALO COMO SENDO ACTIVISTAS DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE




Lubalo,Lunda-Norte - O regime do Presidente José Eduardo dos Santos simulou prisão de cerca de 8 elementos, seus fieis como sendo Activistas do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe. Esta acção teve lugar ontem dia 24 de Dezembro de 2013, de acordo com uma fonte credível naquela localidade que o Blog teve acesso.




Os elementos envolvidos, são; Datinho Manasse, Rafael Katapi, Vicente Katota, Sebastão, Quintinho Wemba, Carlos Vitinho e mais outros dois que não conseguimos apurar os seus nomes, que estão ao serviço do regime, SINSE/SINFO.




Estes elementos, são filhos Lunda Tchokwe, mas não fazem parte integrante das fileiras do Movimento do Protectorado.




A detecção destes elementos, visa essencialmente, simulação, como fosse membros do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe que em plena quadra festiva (Natal), estivessem a cometerem vandalismo, como acontece em actos festivos e imputarem responsabilidade ao movimento.




Posteriormente serem libertos e, fazerem declarações não abonatórias contra o Movimento.




Toda esta acção macabra do regime do Presidente José Eduardo dos Santos, visa confundir a opinião pública Nacional e Internacional, no momento em que o poder Judiciário acabou de absolver todos os membros do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe no dia 20 do corrente mês.




O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe demarca-se de qualquer acto praticado por este grupo de indivíduos e, imputa toda a responsabilidade ao Governo de Angola.





Em termos de direitos humanos, somos defensores de actos de arbitrariedade, humilhação, corrupção, violência gratuita, falsificações de crimes não praticados e que a justiça seja feita com equidade a todos os níveis.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

DEFENSORES DA LUNDA TCHOKWE ABSOLVIDOS EM ANGOLA

Defensores da Lunda Tchokwe absolvidos em Angola


Para mais informações visite
em DW

Visite também a pagina da VOA


e acompanhe a entrevista na GOOD GOVERNANCE AFRICA


A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL VS NAÇÃO LUNDA TCHOKWE

A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL VS NAÇÃO LUNDA TCHOKWE




 A Nação Lunda Tchokwe não é parte integrante de Angola, disso todo mundo sabe, por isso que a cada dia que passa temos que lembrar a sociedade como é que os Portugueses chegaram a Nação Tchokwe e a consequente usurpação do território por Angola em 1975…




Em 1895, o Rei de Portugal nomeia Henrique Augusto Dias de Carvalho como seu Representante Politico na Nação Lunda Tchokwe na sequência de tratados de Protectorado celebrados com Autóctones e Muananganas Tchokwes entre 1885-1887, e fixa-se na localidade do Muene Saulimbo como a futura Vila da representação administrativa do então novo distrito militar da Lunda, não é uma ocupação colonial era simples representação diplomática de Portugal.



No ano de 1917 marca uma época importante da História do Mundo, a primeira guerra Mundial, assim foi denominada, mas que de mundial nunca passou, era uma disputa entre as potências económicas daquela era, foi nesta data que Portugal lança-se na aventura de conquistar mais reinos no interior, assim caíram o Reino de Kassange e o Mutano no reino do Humbi e Njiva, no reino do Kuanhama.



É claro que a intensidade desta agressão colonialista de Portugal aos vários povos e Reinos era relacionada com a primeira guerra mundial ou guerra imperialista.



Como já aqui afirmamos, a primeira guerra mundial 1914-1918, foi uma guerra entre os próprios imperialistas e colonizadores EUROPEUS. O motivo principal foi a conquista de mais espaços em África ou mais colónias. A partilha dos continentes coloniais (África, Ásia e América) estava feita, como sabemos, desde a conferência de Berlim 1884-1885. Mas esta conferência serviu para estabelecer alguns princípios coloniais que haviam de orientar os imperialistas na tomada das colónias.



Depois da conferência de Berlim, os imperialistas lançaram-se com toda a força na ocupação dos povos e seus territórios transformando-os em suas colónias, cada um com os direitos que a conferência lhe tinha dado. Anos depois, em pleno século XX, os países imperialistas voltaram a chocar-se uns com os outros.



A África estava no centro das atenções das ambições imperialistas, estava mais ou menos ocupada e os países mais fortes precisavam das colónias uns dos outros e também das colónias dos mais fracos, que era o caso de Portugal.


A Alemanha, por exemplo, tinha na África como colónias: o Kénia, a Namíbia, o Togo e parte dos Camarões, a Inglaterra ambicionava estas colónias.



Portugal tinha Moçambique, São Tome, Guiné e Angola (que era apenas uma faixa de 700 Kilometros a partir da costa Atlântica até Malange, Este-oeste e Zaire Uige e Moçamedes, posição Norte-Sul).



Nação Lunda Tchokwe, estava independente e foram da ocupação colonial de Portugal, esta história aqui narrada é de conhecimento geral, tanto por parte de governantes Angolanos da luta de libertação, FNLA, MPLA e UNITA como pela classe política portuguesa governativa de Portugal.



Pelas mesmas razões, o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, ter optado pela via pacifica sem violência, em busca do “DIALOGO” que conduzirá a nossa terra a sua AUTONOMIA.



A França e a Inglaterra tinham imensos territórios em África. A Itália possuía também alguns territórios como a Líbia, a Abissínia (actual Etiópia) e uma parte da Somália. A Espanha e a Bélgica possuíam cada uma a sua colónia.



A França e a Inglaterra, ambicionavam apanhar as colónias alemãs, as colónias portuguesas e as colónias italianas. A Alemanha ambicionava as colónias portuguesas, as colónias inglesas e as colónias francesas.



Por isso havia uma grande contradição entre Inglaterra e a França, de um lado, e a Alemanha, do outro lado. Portugal andava no meio deles a jogar com uns e com outros, como podia, por ser um país fraco. A verdade é que Portugal ocupara grandes territórios em África e não tenha capacidade de os defender sozinho. A solução dos portugueses era fazer conversações com uns e outros, enquanto uns e outros não estivessem em guerra.



Estas contradições provocaram a primeira grande guerra mundial 1914-1918 entre os imperialistas dentro do seu próprio continente a EUROPA.



Foi então que Portugal se lançou na conquista de vários reinos no interior de Angola excepto a Nação Lunda Tchokwe com quem havia celebrado os tratados de PROTECTORADO reconhecidos internacionalmente pelos países presentes na Conferencia de Berlim, antes que os outros países o fizessem.



Em 1916 os alemães invadiram o Sul de Angola, Portugal teve de entrar na guerra ao lado dos Ingleses, para defender a posse das suas colónias.






sábado, 21 de dezembro de 2013

PENSAMENTO POLITICO DE ISAIAS SAMAKUVA REUNIDO EM LIVRO

PENSAMENTO POLITICO DE ISAIAS SAMAKUVA REUNIDO EM LIVRO






A história sobre Portugal e os movimentos de libertação de Angola “está mal contada", defendeu o líder da UNITA na apresentação, em Luanda, de “Paz, Liberdade e Democracia”, a sua primeira obra literária.



Centrada nos temas mais relevantes da política angolana e também africana, a obra de 400 páginas é uma compilação resumida da doutrina política que confere à segunda força política de Angola a sua identidade e ideologia e relevância histórica.



Lançado segunda-feira (16.12), na capital angolana, o livro “Paz, Liberdade e Democracia - O pensamento Político de Isaías Samakuva” é uma colectânea de textos extraídos dos discursos e pronunciamentos proferidos pelo líder do Galo Negro desde 2005.



Dividida em três partes, a obra apresenta os desafios que Samakuva diz ter enfrentado entre 2005 e 2012 “para manter a paz, defender a liberdade e, dentro dos limites impostos, praticar a democracia possível”. Na terceira e última parte do livro, o autor apresenta “uma agenda para o futuro” de Angola.




“HISTÓRIA MAL CONTADA”



No lançamento do seu livro, Isaías Samakuva considerou que “os nacionalistas angolanos não conseguiram forjar a unidade necessária para construir a nova nação”. Além de não terem conseguido “fundir os seus exércitos”, também “não conseguiram firmar um contrato social, um pacto constituinte para orientar o desenvolvimento da nova nação”, sublinhou.



“Não importa agora procurar os culpados porque nessa tragédia os culpados somos todos, responsáveis somos todos e vítimas somos todos”, defendeu ainda o líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).



Para Samakuva, mais importante agora é ”reconhecer que a história contada até aos dias de hoje sobre o papel de Portugal e de cada um dos movimentos de libertação, está mal contada e começa agora a ser desmentida”.



“VINGANÇA E RESSENTIMENTO”



O líder do maior partido da oposição em Angola afirmou ainda que, após os acordos de paz em abril de 2002, a atmosfera política do país continua “carregada de vingança e ressentimento no seio dos angolanos”, mas também de “de desconfiança mútua, de medo e de arrogância.”



Além disso, acrescentou o presidente da UNITA, “a segunda República, consagrada a 1991 a 1992, também não é resultado de um pacto consensual abrangente firmado sobre o sonho do alicerce da verdade, da reconciliação, da igualdade e da justiça.”



Questionado sobre o momento sociopolítico que Angola vive actualmente, o responsável do Galo Negro disse que “é muito importante manter a liberdade, a paz e a democracia” e fazer tudo “para se consolidar o momento político e social do país que precisa, de facto, de melhorar”. Para Samakuva, é também preciso “olhar para os interesses de Angola e dos angolanos.”



Fonte DW

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

DENUNCIA: CHINESES ILEGAIS EM ANGOLA ENCONTRAM ABRIGO NA LUNDA-SUL

DENUNCIA: CHINESES ILEGAIS EM ANGOLA ENCONTRAM ABRIGO NA LUNDA-SUL




Uma fonte da policia nacional Angolana em Saurimo que pediu o anonimato disse ao blog do Movimento do Protectorado que luta pacificamente para a autonomia da Nação Lunda Tchokwe, que uma rede integrado por oficiais de emigração em Luanda e o gerente dos empreendimentos económico de Paixão Júnior o PCA do BPC na Lunda-Sul, o também Oficial Superior na reserva da corporação da Policia Angolana, Sr Santos Bikuku, estão a transferir mão-de-obra barata de cidadãos chineses expulsos de Angola em situação de permanência ilegal para a Lunda-Sul.




Os mesmos ao em vez de serem expatriado a  China, são enviado ao território da Lunda Tchokwe para as empresas de construção a cargo do Santos Bikuko e integrados no seio dos outros legais ao seu serviço.




Dada gravidade da questão a fonte afecta ao Comando Provincial da Policia Nacional que pediu o anonimato não restou outra alternativa senão a denuncia da  questão neste portal que é muito visitado pelos governantes e outras autoridades para que se tome medidas concretas com essa falsa de ilegais chineses na Lundas e não só.




Como se não bastasse, um chinês espancou violentamente um cidadão Lunda Tchokwe que não quis prestar serviço de montagem de motocicletas em hora extra, e  o ofendido  revoltoso contra o chinês e com a pronta  intervenção da policia, no acto de esclarecimento o chinês disse categoricamente que ele não temia as autoridade policiais de Angola nem é culpado de tudo quanto está acontecer entre chineses e angolanos, porque quem assinou o compromisso da permanência chinesa em Angola e na Lunda Tchokwe para cem anos é vosso Presidente José Eduardo dos Santo, vosso chefe máximo e vos não tem poder suficiente para o contrariarem,  reafirmou dizendo que, vos angolanos estão condenados a viverem connosco a cem anos e nada poderão contra nós.



No seguimento, disse que pode sair das Lunda, mas vai para outro canto de Angola e como saiu de Luanda para a Lunda Tchokwe.




Deu as costa e retirou se da unidade policial ignorando-os sem que estes pudessem reagir. Em 2008, uma esquadrilha de motoristas chineses penetraram no recinto da Unidade Policial do Município de Saurimo junto do Bairro Luavuri, infringiram passados golpes aos polícias que se encontravam de serviço, tendo na ocasião ferido o próprio Comandante da Unidade, as autoridades Angolanas não haviam reagido, nem a imprensa local havia noticiado o assunto.



Parece que a onda chinesa já pegou, as autoridades estão de mãos atadas e nada podem fazer, tudo em nome dos biliões vindos do país do sol nascente da Ásia.




Por Ngongo Manuel em Saurimo

JUSTIÇA FOI FEITA, TPL ABSOLVE TODOS OS MEMBROS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE

JUSTIÇA FOI FEITA, TPL ABSOLVE TODOS OS MEMBROS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE





Os 10 membros do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe que vinham sendo julgados pelo Palácio Dona Ana Joaquina do Tribunal Provincial de Luanda desde 2010, no processo 162/2010, foram hoje (20/12/2013) absolvidos pelo juiz da causa incondicionalmente, por não existir crime nenhum contra a segurança do Estado de Angola, conforme alegações da Casa Militar da Presidência da Republica que os havia raptado na via publica em Viana a 8 de Janeiro de 2010.



A Reivindicação do Protectorado, não é crime, é um direito legítimo natural histórico e divino do povo Lunda Tchokwe desde o Kuando Kubango, Moxico, Lunda-Sul e Norte.



Foi ganha mais uma batalha no campo jurídico, porém, continuamos apelando ao Senhor Presidente José Eduardo dos Santos, a promover o “DIALOGO”, como saída da actual reivindicação sobre a Autonomia da Nação Lunda Tchokwe.




O nosso agradecimento a todas as pessoas e instituições nacionais e internacionais que ao longo dos últimos anos bateram-se a favor da libertação incondicional de todos os activistas e membros do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, em especial as ONGs de defesa dos direitos humanos.

sábado, 14 de dezembro de 2013

MEMBRO DO SECRETARIADO REGIONAL DO PROTECTORADO ESCAPA ASSASSINATO POLICIAL NO CAFUNFO

MEMBRO DO SECRETARIADO REGIONAL DO PROTECTORADO ESCAPA ASSASSINATO POLICIAL NO CAFUNFO






Abel Manuel, Secretario Executivo do Secretariado Regional de Cafunfo escapou ser assassinato esta noite 14 de Dezembro de 2013, pelas 3 horas da madrugada, quando um grupo de Policias afectos ao Comando Municipal do Cuango cercaram a sua residencia em Cafunfo.




De acordo com a sua familia, por volta das 3 horas da madrugada começaram a escutar vozes a volta da casa, e dizeres, as de que esta é a casa de um dos Bandidos do Protectorado Lunda Tchokwe, enquanto um outro dizia, temos que abater e rápidamente retirarmos, quando ele espreitou a janela e apercebeu-se da presença dos Policias a volta da casa.



Foi por um milagre de Deus que o Secretario, teve que saltar numa janela que dá do lado do quintal do vizinho e ter escapado na calada da madrugada para as matas, onde esteve até as 9 horas quando o mesmo apareceu.



Uma fonte ligada ao Comando da Policia do Cafunfo que pediu anonimato disse que mais de 40 elementos pertecentes a Policia de Intervençao rapida, esta naquela localidade por ordens superiores para fazer caça dos membros do Protectorado Lunda Tchokwe, que tem a testa o Sr Augusto Kanhangulo Inspector Chefe da referida força.



A fonte nao disse, se a ordem superior é do Comandante Geral da Policia Nacional, Ambrósio de Lemos ou de alguma outra entidade.



Por isso o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, apela a intervençao uma vez mais das forças da Paz, dos direitos humanos e a favor a vida...




Por Samajone

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Entrevista de Zecamutchima Presidente do Movimento Lunda Tchokwe ao redactor-chefe da pagina Ponto-final.net

Entrevista de Zecamutchima Presidente do Movimento Lunda Tchokwe ao redactor-chefe da pagina Ponto-final.net







Sr. Eng.º José Mateus Zecamutchima, ajude-nos a interpretar com claridade as anomalias no nosso sistema jurídico-penal: soltam-se alguns activistas do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe e logo a seguir apresentam-se mais dez outros dos seus membros no Tribunal Provincial de Luanda, Palácio Dona Ana Joaquina… Por que razão foram detidos Domingos Henrique “Samujaia”, Sebastião Lumanhi, José Muteba e António Silva Malendeca? Quem os mandou prender e sob que acusações?

Resposta: Muito obrigado Senhor Jornalista, é sempre uma honra quando somos entrevistados, sobretudo para dar esclarecimentos que a sociedade tem de ouvir de nós como responsáveis, como dirigentes políticos, como defensores da violação dos direitos de todos nós, em fim. Indo direitamente a sua pergunta, não existe anomalias no sistema jurídico-penal Angolano. Angola orgulha-se de neste momento ser um dos países da CPLP fora do Brasil e Portugal, bem posicionado nesta matéria. A actuação do poder judiciário angolano obedece criteriosamente a vontade do Presidente José Eduardo dos Santos, que também sofre com pressões dos militares, sobretudo da vontade da sua Casa Militar que tem a testa Helder Vieira Kopelika. Veja como uma simples manifestação consagrada da própria constituição, que a UNITA convocou para repudiar assassinatos gratuitos dos dois cidadãos Kassule e Kamulingue, tal como aconteceu no passado com os massacres do Comboio do Zenza do Itembe, constituição considerada por José Eduardo dos Santos 2010 como sendo genuína.

Mas os militares e a polícia contra toda a expectativa, violando a própria constituição, colocou um dispositivo militar com equipamentos de ultima tecnologia nas ruas de Luanda para mostrar que a lei constitucional não existe para eles, manipularam a radio de Angola, a televisão, intimidaram o clero que se acobardou, criaram pânico no interior de Angola, a de que a guerra tinha reiniciado.

É neste capítulo que podemos subscrever toda a arbitrariedade desmedida de um poder judiciário sem poder, sem consciência, sem autonomia, que também vive sobre pressão das mesmas forças militarizadas sobre a sociedade, que agiu sem poder contra o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe e seus Activistas. Acabamos de lançar um desafio a este poder judiciário para se pronunciar publicamente para esclarecer ao Mundo acerca do Processo reivindicativo do Protectorado Lunda Tchokwe.

Dizer que todos os Activistas do Movimento Lunda Tchokwe, foram raptados pelas forças pertencentes a Casa Militar da Presidência da Republica, tanto em Luanda como na Lunda, numa altura em que o processo já era conhecido por toda a parte do Mundo, incluindo a PGR, o Tribunal Supremo, a provedoria de Justiça e a própria Assembleia Nacional. As razões foram sempre crime contra a segurança de estado. Afinal que pratica crime contra um estado, ainda vai nas mesmas instituições de soberania para entregar documentos para reivindicar o seu direito?


Quando a Alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a Sra. Navi Pillay passou pela Lunda, afinal … houve algum acordo? Conseguiu inteirar-se do quotidiano dos activistas do Movimento Lunda Tchokwe? Mas, então Sr. Eng.º … como é que depois de tantas tentativas sem sucessos … o governo solta inesperadamente quatro activistas?

RESPOSTA: Relativamente a vinda da Alta Comissaria da ONU para os Direitos Humanos, a Sra Navi Pillay, nós não tivemos contacto com ela apesar de termos feito todas as tentativas para que estivéssemos na sala onde o regime do Presidente José Eduardo dos Santos, colocaram simplesmente 30 Organizações da sociedade civil seleccionado sob vontade do MPLA. Ela foi ao Dundo como parte da encenação do regime, sob manipulação a média estatal angolana, porque a sua ida ao Kakanda, aquilo foi um passeio turístico, não se inteirou da violação dos direitos humanos na Lunda e nem teve contacto com as celas onde se encontrava os reclusos e muito menos teve contacto com os activistas do Movimento, logo não ouve acordo nenhum.

O governo Angolano solta os Activistas, pois havia muita pressão por parte da Comunidade Internacional, cerca de 400 individualidades da ONU subscreveram um pedido de soltura dos Activistas do Movimento, subscrição que teve a testa a Amnistia Internacional, o Departamento de Estado do Governo Americano, nos seus relatórios sobre a violação aos direitos humanos em Angola, nunca esqueceu mencionar a questão dos Activistas Lunda Tchokwe, os relatórios da HWR, a Associação Mãos Livres, ouve também a intervenção do Provedor de Justiça Dr Paulo Tjipilica, da própria 10ª Comissão da Assembleia Nacional Dr Genoveva da Conceição Lino que desde Novembro de 2012, vinha trabalhando no assunto com o Movimento, Dr Marcolino Moco e o Secretario de Estado dos direitos Humanos, Sr António Bento Bembe.

Este governo finge que não sabe do que se esta a passar, mas todos eles sabiam que não tinham outra alternativa, senão dar soltura, alias o próprio Presidente José Eduardo dos Santos, esta consciente disso, tem agora obrigação moral decorrente da própria situação para promover o DIALOGO, ele não tem outra saída…


E os dez membros do movimento que compareceram no tribunal… a que se deve isso?
RESPOSTA:  É vergonhoso ver um poder judiciário a ser manipulado por forças militares da casa militar da Presidência da Republica, tal como eu disse na sua primeira pergunta, veja o que diz a pronuncia da 3ª Secção dos Crimes comuns do Palácio D. Ana Joaquina, processo N.º 162/2010, “os réus foram detidos em flagrante delito, logo após o fim do seminário”, se já era o fim do seminário é porque não foi em flagrante delito!..mais adiante o texto diz,”pela operação levada a cabo por especialistas de Técnica Operativa dos Serviços de Inteligência Militar (SIM), na sequencia do acompanhamento operativo que o SIM tem estado a realizar aos elementos que militam na Comissão do Manifesto Jurídico Sociológico do Protectorado da Lunda Tchokwe”. Aqui esta a resposta relativa aos 10 activistas que no dia 20 de Dezembro de 2013, vão ao palácio Joaquina para o veredicto final.



Recentemente desapareceram misteriosamente diamantes nas instalações de Catoca, como foi possível acontecer essa tragédia? Em tempos o governo, na pessoa do vice-Presidente Manuel Domingos Vicente, manifestou a disposição de atribuir 10% das receitas da extração de diamantes `a Lunda… a resposta do Protectorado é… ?
RESPOSTA: No Catoca desapareceram os diamantes da produção do dia 21 de Outubro de 2013, é verdade, nós temos nossa fonte seguríssimas, denunciamos e CATOCA e o Governo do Presidente José Eduardo dos Santos fez vista grossa de vergonha. Adiantamos com a notícia por isso é que eles não podiam reagir, essa foi a terceira vez que acontece um roubo desta natureza. O caricato é que Ganga Júnior tentou criar uma figura que seria apresentada a TPA, parece-nos que o regime viu-se embaraçado, pois Catoca tem uma Segurança muito forte e não podia acontecer tais coisas, é uma mafia bem organizada. Veja eles agora estão a substituir Angolanos por FILIPINOS nas áreas de escolha, com os estrangeiro neste sector o roubo vai se intensificar e sem deixar rastro.

O Sr Vice-Presidente Manuel Vicente, ele não tem que prometer ao povo Lunda Tchokwe 10% das receitas dos diamantes, existe um decreto Presidencial dos anos 2000, que o seu governo deveria cumprir. Nós não precisamos de mais mentiras deste regime, nós agora queremos a nossa Nação, seremos nós a administrar todas as receitas. Não precisamos mais nada, queremos a nossa AUTONOMIA, pois o nosso povo conhece esta fórmula do regime, todos anos falam das mesmas coisas e nada é feito, a miséria continua, a pobreza é das piores do mundo, o desemprego, a prostituição infantil, as violações, os assassinatos etc.

Sr. Mateus Zecamutchima em relação a sua própria segurança pessoal… quer partilhar connosco …
RESPOSTA: Em Agosto do corrente ano, denunciamos publicamente as perseguições de que somos alvo por parte do regime através do SINFO/SINSE, temos informações e conhecemos os agentes que colocaram para atentarem contra a nossa vida, o regime distribuiu nossas fotografias a seus agentes. Sentimos sempre presença de pessoas estranhas, algumas vezes vem até nós para fazerem perguntas sobre coisas banais. Controlam as nossas chamadas, bloqueia as conversas telefónicas, estamos sob pressão policial.

Disto o mundo testemunhou as ameaças vindas do próprio Presidente José Eduardo dos Santos, quando em Agosto enviaram-nos uma Carta para nos advertir que haveriam de nos combater sem tréguas e a todo o custo.

A nossa vida corre perigo todos os dias, mas não vamos deixar de defender a causa justa e nobre do nosso povo a sua Autodeterminação, queremos a nossa Autonomia.

Queremos aproveitar esta oportunidade para apelarmos a todas as forças amantes da vida, para advertirem o governo Angolano a deixar de nos perseguir, somos homens de PAZ, somos defensores dos Direitos Humanos, queremos dialogar sem violência.


Sr. Eng.º José Mateus Zecamutchima já está de malas feitas para sua visita de trabalho nos Estados Unidos?
RESPOSTA: Um membro do Comité Executivo do nosso Movimento, esteve recentemente nos Estados Unidos de América, onde teve alguns contactos a vários níveis e com varias pessoas. A nossa mala já esta feita e a qualquer momento estaremos nos Estados Unidos e na Europa para contactos com organizações Internacionais que nos convidaram faz tempo. Temos estado ocupados com a elaboração do relatório do Movimento sobre a violação dos direitos humanos na Lunda Tchokwe, é um processo que esta a consumir muitas horas, dada a seriedade das informações a nossa disposição e também as pesquisas que temos que aprofundar sobre a matéria, para quando lançarmos o mesmo o regime não venha a dizer que é mentira…


Prof. Ngola Kiluange Washington D.C
Chefe de Redação Ponto-final.net


domingo, 8 de dezembro de 2013

PROCESSO 105 (1985), FIM DO PODER ECONÓMICO DO POVO LUNDA TCHOKWE

PROCESSO 105 (1985), FIM DO PODER ECONÓMICO DO POVO LUNDA TCHOKWE




A história recente demonstrou como é que o regime estrangeiro instalado no poder em Luanda com o apoio de Portugal, Rússia, Cuba e o famoso e falecido bloco do Leste da Europa, maltratou, subjugou e mataram e condenaram nas masmorras o povo Lunda Tchokwe. Este projecto que começou em 1985 contínua até hoje, basta lembrar que entre 2008 há 2012, a mando do regime, assassinaram no território da Lunda Tchokwe mais de 1000 pessoas, sem falarmos das violações de mulheres, velhos e crianças, até as deportações de natos Lundas para a Republica Democrática do Congo, o Chefe do Estado-maior das FAA naquela altura, General Furtado confirmou isso em Setembro de 2009.



O Processo 105, era crime de lesa pátria para natos Lunda Tchokwe que tivesse na sua posse uma pedrazinha de diamante de 0,002g, crime contra a segurança do estado para natos Lunda Tchokwe que tivesse 50,00 dólares no seu bolso, crime contra a Republica de Angola o nato Lunda Tchokwe que possuísse uma casa em zonas nobres de Luanda; Cassenda, Vila Alice, Bairro do Cruzeiro ou no bairro Maculusso na Ingombota.




Os serviços secretos do regime DISA hoje SINSE e SIM, trabalhavam noite e dia no seio dos bairros, nas unidades militares ou nas esquadras para o cadastramento dos Lunda Tchokwe em Luanda e em outras províncias de Angola, que fossem detentores de dinheiro ou de uma viaturazinha, um LADA fabricado na ex-URSS e saber a origem dos dinheiros que os mesmos possuíssem.



Até membros do Comité Central do MPLA ou Generais militares e Policias filhos Lunda Tchokwes, caíram na desgraça, porque estavam conotados com somas duvidosas de dinheiros, isso era perigo de lesa pátria. O falecido General Bernardo Tchizainga, havia sido julgado e condenado como Camanguista, expropriado dos bens que possuía e colocado fora de toda e qualquer actividade política do MPLA e das FAPLA, onde ele havia combatido como guerrilheiro nas matas, nesta desgraça do Tchizainga outros filhos anónimos da Lunda Tchokwe, que a terra lhes seja leve, passaram momentos difíceis por culpa do dinheiro que possuíam.



Assassinaram milhões de filhos Lunda Tchokwes, muitos eram enterrados vivos e outros queimados com ácido sulfúrico, muitos outros ainda eram lançados no alto mar, outros desapareceram sem deixarem rastro, foi um holocausto para dar fim ao povo LUNDA TCHOKWE e depois aproveitarem as suas terras e as suas riquezas.



Tudo isso aconteceu entre 1979 á 1990, com o mesmo regime Marxista-Leninista e COMUNISTA do MPLA no poder e com os mesmos actuais dirigentes, tendo sempre a Cabeça do destino desastroso do povo Lunda Tchokwe o Senhor Eng.º José Eduardo dos Santos.



O Presidente disse na sua campanha eleitoral no MOXICO que vai combater a pobreza para eliminar assimetrias que graça no território da Nação Lunda Tchokwe. Lembramos que o combate a FAVOR da pobreza e das Assimetrias começou com o PROJECTO DO PROCESSO 105 DE 1985.



As casas que muitos Lunda Tchokwe haviam adquirido em Luanda e outras províncias, foram confiscados e o dinheiro congelado nos Bancos do Regime até aos nossos dias, triste lembrança, porque a ordem de matar vinha do BP do MPLA que também orientava o julgamento sumário dos “CAMANGUISTAS OU CRIMINOSOS DA LUNDA”, com ela o fim da capacidade económica dos natos Lunda Tchokwe.



Ameaça de morte, intimidação, perseguição, prisões arbitrárias, infiltração de agentes secretos ou informantes foram semeados no seio das populações, que não podiam viver comodamente, quando no mesmo período foi decretado o estado de sítio para a LUNDA TCHOKWE, ninguém podia viajar para aquele território sem uma guia de MARCHA OU UMA CARTA DE CHAMADA, a estadia naquela região e a movimentação era controlada milimetricamente pelos serviços secretos, este é o terror que se viveu e se vive ainda hoje na Lunda Tchokwe.



O PROJECTO DO PROCESSO 105 DE 1985, fez com que o regime Marxista-Leninista e Comunista de LUANDA criasse e decretasse leis de diamantes, leis da humilhação e delimitasse a movimentação das populações na sua própria terra criando um exercito para controlar e matar nas ditas zonas de reservas estratégicas dos diamantes, “DEUS TENHA COMPAIXAO DO POVO SOFREDOR LUNDA TCHOKWE”, estas lei que só favorecem os dirigentes do poder politico, suas famílias e amigos estrangeiros a olho nu de toda a Sociedade.




ÊXITO DO PROJECTO 105 FOI ALCANÇADO


O processo ou projecto 105 de 1985, havia sido lançado com um único objectivo, a eliminação da classe económica dos Lunda Tchokwe, a expropriação da terra e a matança continuada para diminuir demograficamente a população.



Outro grande objectivo que o “PROJECTO 105 ALCANÇOU”, esta a vista de todos; EXPLORAÇÃO FRENÉTICA DOS DIAMANTES e a distribuição das zonas mineiras a estrangeiros vindos de S.Tome, Cabo Verde, Guiné Bissau e a familiares e filhos de dirigentes do regime do MPLA e seus generais.



Assim as minas de diamantes; Camutue, Chitotolo, Luó, Chegi, Cayshepa, Nzaji, SML, SMK, Lumina, Alto Chicapa, Luangue, Ngombo, Calamba, Calonda, Xamiquelengue, Luzamba e outros, onde o Projecto CATOCA vende 72,8% dos diamantes comercializados em Angola, projectos detidos na sua maioria pelos Generais, dirigentes de proa do MPLA e pelos filhos do Presidente José Eduardo dos Santos, naquilo que foi considerado em 1985 como crime de lesa pátria.  Agora possuir fortuna já não é crime contra a segurança do Estado, não é? Agora não existe a exploração do homem pelo homem, nem capitalistas, nem da propriedade social sobre os meios de produção, que demagogia? Os eternos comunistas e defensores da doutrina Marxista-leninista, enganaram os outros, hoje são eles os maiores milionários, eles adaptam-se com facilidade a novas situações, abandonaram a doutrina Marxista, são capitalistas selvagens.




O processo ou projecto 105, conseguiu humilhar, empobrecer até a mendigos grandes populações Lunda Tchokwe, aumentou violentamente a prostituição infantil, baixou o nível de escolaridade, ausência dolosa de emprego, falta de serviços médicos, falta de produtos básicos a população, a carência é de tal ordem que o povo esta a pedir o regresso dos anos 50 ou 60 a presença do Protector Português que explorando os diamantes, mas respeitou a vida e permitiu que as pessoas crescessem economicamente com a sua própria riqueza.



O PROJECTO OU PROCESSO 105, veio afundar a classe económica Lunda Tchokwe, por isso não existe um único empresário de renome filho da Nação Lunda Tchokwe, enquanto cidadãos nacionais de S.Tome, Cabo Verde ou de Guiné Bissau dentro do regime em Angola, mal conhecem aquele povo e território são ricos a custa dos diamantes da Lunda, ainda dizem ser donos de extensões territoriais no interior da LUNDA TCHOKWE, expropriaram aldeias inteiras, destruíram lavras que servia de sustento de muitas famílias, poluíram o meio ambiente e estão a sabotar também a fauna.



Durante esse período a JUVENTUDE LUNDA TCHOKWE foi a mais sacrificada, forçada a integrar as forças armadas durante anos a fio sem a mínima possibilidade de formação, sem condição da satisfação económica pessoal e familiar, continua votada para o analfabetismo, é o meio que o regime achou para poder impor a sua vontade perpétua sobre a Nação Lunda Tchokwe, a sociedade no geral esta mais atrasada do que no passado recente.



A NOSSA JUVENTUDE E O POVO EM GERAL CONSCIENTE DE TUDO O QUE ACONTECE NA NOSSA LINDA TERRA, NOSSA AMADA LUNDA, DEVEM PENALIZAR O COLONIZADOR E CAMALEÃO, muito cuidado com o camaleão que ele muda de cores constantemente, é fingido, actua como gato e age rapidamente como Leopardo quando a oportunidade lhe chega as mãos.



Muito cuidado com mentiras de bocas de aluguer, com discursos bonitos, cheios de esperança, não se esqueçam da sabedoria Lunda Tchokwe, que diz “quem te ajuda a comer carne de Cão, o verás no momento da preparação e do tempero da carne do Cão”, UNIDOS VENCEREMOS QUALQUER INVESTIDA DO NOSSO ADVERSÁRIO, “quem te mente uma vez, pode mentir duas, três e mais vezes”, “quem roubar uma vez, se não lhe acontecer coisa alguma, volta a roubar mais vezes”.



A Lunda Tchokwe, é espantosa, terra de gente calorosa e generosa, famosa pelos diamantes do seu subsolo, mas ao mesmo tempo milhões e milhões dos seus habitantes vivem na mais absoluta miséria, jamais vista no planeta terra.



Nós subscrevemos a teses Gandhi: “A não-violência é a maior força á disposição da humanidade. É mais poderosa do que a mais potente arma de destruição concebida pelo engenho humano”. A nossa luta vencera o mal e a besta, o Sol para sempre brilhará numa só força de milhões de braços, retumbante voz de séculos de dor e esperança e a verdade ultrapassará as mais altas nuvens entre as nações.



Destruir para reconstruir, aproveitando a situação que for imposta para poder justificar os ganhos que dai advirem. Se o Lunda Tchokwe não fosse combatido, não fosse expropriado economicamente não teríamos tanta desgraça no território, porque os próprios filhos estavam com capacidades económicas para criar empregos e riqueza as populações carenciadas, os investimentos viriam de qualquer parte do PLANETA para ajuntarem-se aos empresários locais.