sábado, 14 de dezembro de 2013

MEMBRO DO SECRETARIADO REGIONAL DO PROTECTORADO ESCAPA ASSASSINATO POLICIAL NO CAFUNFO

MEMBRO DO SECRETARIADO REGIONAL DO PROTECTORADO ESCAPA ASSASSINATO POLICIAL NO CAFUNFO






Abel Manuel, Secretario Executivo do Secretariado Regional de Cafunfo escapou ser assassinato esta noite 14 de Dezembro de 2013, pelas 3 horas da madrugada, quando um grupo de Policias afectos ao Comando Municipal do Cuango cercaram a sua residencia em Cafunfo.




De acordo com a sua familia, por volta das 3 horas da madrugada começaram a escutar vozes a volta da casa, e dizeres, as de que esta é a casa de um dos Bandidos do Protectorado Lunda Tchokwe, enquanto um outro dizia, temos que abater e rápidamente retirarmos, quando ele espreitou a janela e apercebeu-se da presença dos Policias a volta da casa.



Foi por um milagre de Deus que o Secretario, teve que saltar numa janela que dá do lado do quintal do vizinho e ter escapado na calada da madrugada para as matas, onde esteve até as 9 horas quando o mesmo apareceu.



Uma fonte ligada ao Comando da Policia do Cafunfo que pediu anonimato disse que mais de 40 elementos pertecentes a Policia de Intervençao rapida, esta naquela localidade por ordens superiores para fazer caça dos membros do Protectorado Lunda Tchokwe, que tem a testa o Sr Augusto Kanhangulo Inspector Chefe da referida força.



A fonte nao disse, se a ordem superior é do Comandante Geral da Policia Nacional, Ambrósio de Lemos ou de alguma outra entidade.



Por isso o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, apela a intervençao uma vez mais das forças da Paz, dos direitos humanos e a favor a vida...




Por Samajone

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Entrevista de Zecamutchima Presidente do Movimento Lunda Tchokwe ao redactor-chefe da pagina Ponto-final.net

Entrevista de Zecamutchima Presidente do Movimento Lunda Tchokwe ao redactor-chefe da pagina Ponto-final.net







Sr. Eng.º José Mateus Zecamutchima, ajude-nos a interpretar com claridade as anomalias no nosso sistema jurídico-penal: soltam-se alguns activistas do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe e logo a seguir apresentam-se mais dez outros dos seus membros no Tribunal Provincial de Luanda, Palácio Dona Ana Joaquina… Por que razão foram detidos Domingos Henrique “Samujaia”, Sebastião Lumanhi, José Muteba e António Silva Malendeca? Quem os mandou prender e sob que acusações?

Resposta: Muito obrigado Senhor Jornalista, é sempre uma honra quando somos entrevistados, sobretudo para dar esclarecimentos que a sociedade tem de ouvir de nós como responsáveis, como dirigentes políticos, como defensores da violação dos direitos de todos nós, em fim. Indo direitamente a sua pergunta, não existe anomalias no sistema jurídico-penal Angolano. Angola orgulha-se de neste momento ser um dos países da CPLP fora do Brasil e Portugal, bem posicionado nesta matéria. A actuação do poder judiciário angolano obedece criteriosamente a vontade do Presidente José Eduardo dos Santos, que também sofre com pressões dos militares, sobretudo da vontade da sua Casa Militar que tem a testa Helder Vieira Kopelika. Veja como uma simples manifestação consagrada da própria constituição, que a UNITA convocou para repudiar assassinatos gratuitos dos dois cidadãos Kassule e Kamulingue, tal como aconteceu no passado com os massacres do Comboio do Zenza do Itembe, constituição considerada por José Eduardo dos Santos 2010 como sendo genuína.

Mas os militares e a polícia contra toda a expectativa, violando a própria constituição, colocou um dispositivo militar com equipamentos de ultima tecnologia nas ruas de Luanda para mostrar que a lei constitucional não existe para eles, manipularam a radio de Angola, a televisão, intimidaram o clero que se acobardou, criaram pânico no interior de Angola, a de que a guerra tinha reiniciado.

É neste capítulo que podemos subscrever toda a arbitrariedade desmedida de um poder judiciário sem poder, sem consciência, sem autonomia, que também vive sobre pressão das mesmas forças militarizadas sobre a sociedade, que agiu sem poder contra o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe e seus Activistas. Acabamos de lançar um desafio a este poder judiciário para se pronunciar publicamente para esclarecer ao Mundo acerca do Processo reivindicativo do Protectorado Lunda Tchokwe.

Dizer que todos os Activistas do Movimento Lunda Tchokwe, foram raptados pelas forças pertencentes a Casa Militar da Presidência da Republica, tanto em Luanda como na Lunda, numa altura em que o processo já era conhecido por toda a parte do Mundo, incluindo a PGR, o Tribunal Supremo, a provedoria de Justiça e a própria Assembleia Nacional. As razões foram sempre crime contra a segurança de estado. Afinal que pratica crime contra um estado, ainda vai nas mesmas instituições de soberania para entregar documentos para reivindicar o seu direito?


Quando a Alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a Sra. Navi Pillay passou pela Lunda, afinal … houve algum acordo? Conseguiu inteirar-se do quotidiano dos activistas do Movimento Lunda Tchokwe? Mas, então Sr. Eng.º … como é que depois de tantas tentativas sem sucessos … o governo solta inesperadamente quatro activistas?

RESPOSTA: Relativamente a vinda da Alta Comissaria da ONU para os Direitos Humanos, a Sra Navi Pillay, nós não tivemos contacto com ela apesar de termos feito todas as tentativas para que estivéssemos na sala onde o regime do Presidente José Eduardo dos Santos, colocaram simplesmente 30 Organizações da sociedade civil seleccionado sob vontade do MPLA. Ela foi ao Dundo como parte da encenação do regime, sob manipulação a média estatal angolana, porque a sua ida ao Kakanda, aquilo foi um passeio turístico, não se inteirou da violação dos direitos humanos na Lunda e nem teve contacto com as celas onde se encontrava os reclusos e muito menos teve contacto com os activistas do Movimento, logo não ouve acordo nenhum.

O governo Angolano solta os Activistas, pois havia muita pressão por parte da Comunidade Internacional, cerca de 400 individualidades da ONU subscreveram um pedido de soltura dos Activistas do Movimento, subscrição que teve a testa a Amnistia Internacional, o Departamento de Estado do Governo Americano, nos seus relatórios sobre a violação aos direitos humanos em Angola, nunca esqueceu mencionar a questão dos Activistas Lunda Tchokwe, os relatórios da HWR, a Associação Mãos Livres, ouve também a intervenção do Provedor de Justiça Dr Paulo Tjipilica, da própria 10ª Comissão da Assembleia Nacional Dr Genoveva da Conceição Lino que desde Novembro de 2012, vinha trabalhando no assunto com o Movimento, Dr Marcolino Moco e o Secretario de Estado dos direitos Humanos, Sr António Bento Bembe.

Este governo finge que não sabe do que se esta a passar, mas todos eles sabiam que não tinham outra alternativa, senão dar soltura, alias o próprio Presidente José Eduardo dos Santos, esta consciente disso, tem agora obrigação moral decorrente da própria situação para promover o DIALOGO, ele não tem outra saída…


E os dez membros do movimento que compareceram no tribunal… a que se deve isso?
RESPOSTA:  É vergonhoso ver um poder judiciário a ser manipulado por forças militares da casa militar da Presidência da Republica, tal como eu disse na sua primeira pergunta, veja o que diz a pronuncia da 3ª Secção dos Crimes comuns do Palácio D. Ana Joaquina, processo N.º 162/2010, “os réus foram detidos em flagrante delito, logo após o fim do seminário”, se já era o fim do seminário é porque não foi em flagrante delito!..mais adiante o texto diz,”pela operação levada a cabo por especialistas de Técnica Operativa dos Serviços de Inteligência Militar (SIM), na sequencia do acompanhamento operativo que o SIM tem estado a realizar aos elementos que militam na Comissão do Manifesto Jurídico Sociológico do Protectorado da Lunda Tchokwe”. Aqui esta a resposta relativa aos 10 activistas que no dia 20 de Dezembro de 2013, vão ao palácio Joaquina para o veredicto final.



Recentemente desapareceram misteriosamente diamantes nas instalações de Catoca, como foi possível acontecer essa tragédia? Em tempos o governo, na pessoa do vice-Presidente Manuel Domingos Vicente, manifestou a disposição de atribuir 10% das receitas da extração de diamantes `a Lunda… a resposta do Protectorado é… ?
RESPOSTA: No Catoca desapareceram os diamantes da produção do dia 21 de Outubro de 2013, é verdade, nós temos nossa fonte seguríssimas, denunciamos e CATOCA e o Governo do Presidente José Eduardo dos Santos fez vista grossa de vergonha. Adiantamos com a notícia por isso é que eles não podiam reagir, essa foi a terceira vez que acontece um roubo desta natureza. O caricato é que Ganga Júnior tentou criar uma figura que seria apresentada a TPA, parece-nos que o regime viu-se embaraçado, pois Catoca tem uma Segurança muito forte e não podia acontecer tais coisas, é uma mafia bem organizada. Veja eles agora estão a substituir Angolanos por FILIPINOS nas áreas de escolha, com os estrangeiro neste sector o roubo vai se intensificar e sem deixar rastro.

O Sr Vice-Presidente Manuel Vicente, ele não tem que prometer ao povo Lunda Tchokwe 10% das receitas dos diamantes, existe um decreto Presidencial dos anos 2000, que o seu governo deveria cumprir. Nós não precisamos de mais mentiras deste regime, nós agora queremos a nossa Nação, seremos nós a administrar todas as receitas. Não precisamos mais nada, queremos a nossa AUTONOMIA, pois o nosso povo conhece esta fórmula do regime, todos anos falam das mesmas coisas e nada é feito, a miséria continua, a pobreza é das piores do mundo, o desemprego, a prostituição infantil, as violações, os assassinatos etc.

Sr. Mateus Zecamutchima em relação a sua própria segurança pessoal… quer partilhar connosco …
RESPOSTA: Em Agosto do corrente ano, denunciamos publicamente as perseguições de que somos alvo por parte do regime através do SINFO/SINSE, temos informações e conhecemos os agentes que colocaram para atentarem contra a nossa vida, o regime distribuiu nossas fotografias a seus agentes. Sentimos sempre presença de pessoas estranhas, algumas vezes vem até nós para fazerem perguntas sobre coisas banais. Controlam as nossas chamadas, bloqueia as conversas telefónicas, estamos sob pressão policial.

Disto o mundo testemunhou as ameaças vindas do próprio Presidente José Eduardo dos Santos, quando em Agosto enviaram-nos uma Carta para nos advertir que haveriam de nos combater sem tréguas e a todo o custo.

A nossa vida corre perigo todos os dias, mas não vamos deixar de defender a causa justa e nobre do nosso povo a sua Autodeterminação, queremos a nossa Autonomia.

Queremos aproveitar esta oportunidade para apelarmos a todas as forças amantes da vida, para advertirem o governo Angolano a deixar de nos perseguir, somos homens de PAZ, somos defensores dos Direitos Humanos, queremos dialogar sem violência.


Sr. Eng.º José Mateus Zecamutchima já está de malas feitas para sua visita de trabalho nos Estados Unidos?
RESPOSTA: Um membro do Comité Executivo do nosso Movimento, esteve recentemente nos Estados Unidos de América, onde teve alguns contactos a vários níveis e com varias pessoas. A nossa mala já esta feita e a qualquer momento estaremos nos Estados Unidos e na Europa para contactos com organizações Internacionais que nos convidaram faz tempo. Temos estado ocupados com a elaboração do relatório do Movimento sobre a violação dos direitos humanos na Lunda Tchokwe, é um processo que esta a consumir muitas horas, dada a seriedade das informações a nossa disposição e também as pesquisas que temos que aprofundar sobre a matéria, para quando lançarmos o mesmo o regime não venha a dizer que é mentira…


Prof. Ngola Kiluange Washington D.C
Chefe de Redação Ponto-final.net


domingo, 8 de dezembro de 2013

PROCESSO 105 (1985), FIM DO PODER ECONÓMICO DO POVO LUNDA TCHOKWE

PROCESSO 105 (1985), FIM DO PODER ECONÓMICO DO POVO LUNDA TCHOKWE




A história recente demonstrou como é que o regime estrangeiro instalado no poder em Luanda com o apoio de Portugal, Rússia, Cuba e o famoso e falecido bloco do Leste da Europa, maltratou, subjugou e mataram e condenaram nas masmorras o povo Lunda Tchokwe. Este projecto que começou em 1985 contínua até hoje, basta lembrar que entre 2008 há 2012, a mando do regime, assassinaram no território da Lunda Tchokwe mais de 1000 pessoas, sem falarmos das violações de mulheres, velhos e crianças, até as deportações de natos Lundas para a Republica Democrática do Congo, o Chefe do Estado-maior das FAA naquela altura, General Furtado confirmou isso em Setembro de 2009.



O Processo 105, era crime de lesa pátria para natos Lunda Tchokwe que tivesse na sua posse uma pedrazinha de diamante de 0,002g, crime contra a segurança do estado para natos Lunda Tchokwe que tivesse 50,00 dólares no seu bolso, crime contra a Republica de Angola o nato Lunda Tchokwe que possuísse uma casa em zonas nobres de Luanda; Cassenda, Vila Alice, Bairro do Cruzeiro ou no bairro Maculusso na Ingombota.




Os serviços secretos do regime DISA hoje SINSE e SIM, trabalhavam noite e dia no seio dos bairros, nas unidades militares ou nas esquadras para o cadastramento dos Lunda Tchokwe em Luanda e em outras províncias de Angola, que fossem detentores de dinheiro ou de uma viaturazinha, um LADA fabricado na ex-URSS e saber a origem dos dinheiros que os mesmos possuíssem.



Até membros do Comité Central do MPLA ou Generais militares e Policias filhos Lunda Tchokwes, caíram na desgraça, porque estavam conotados com somas duvidosas de dinheiros, isso era perigo de lesa pátria. O falecido General Bernardo Tchizainga, havia sido julgado e condenado como Camanguista, expropriado dos bens que possuía e colocado fora de toda e qualquer actividade política do MPLA e das FAPLA, onde ele havia combatido como guerrilheiro nas matas, nesta desgraça do Tchizainga outros filhos anónimos da Lunda Tchokwe, que a terra lhes seja leve, passaram momentos difíceis por culpa do dinheiro que possuíam.



Assassinaram milhões de filhos Lunda Tchokwes, muitos eram enterrados vivos e outros queimados com ácido sulfúrico, muitos outros ainda eram lançados no alto mar, outros desapareceram sem deixarem rastro, foi um holocausto para dar fim ao povo LUNDA TCHOKWE e depois aproveitarem as suas terras e as suas riquezas.



Tudo isso aconteceu entre 1979 á 1990, com o mesmo regime Marxista-Leninista e COMUNISTA do MPLA no poder e com os mesmos actuais dirigentes, tendo sempre a Cabeça do destino desastroso do povo Lunda Tchokwe o Senhor Eng.º José Eduardo dos Santos.



O Presidente disse na sua campanha eleitoral no MOXICO que vai combater a pobreza para eliminar assimetrias que graça no território da Nação Lunda Tchokwe. Lembramos que o combate a FAVOR da pobreza e das Assimetrias começou com o PROJECTO DO PROCESSO 105 DE 1985.



As casas que muitos Lunda Tchokwe haviam adquirido em Luanda e outras províncias, foram confiscados e o dinheiro congelado nos Bancos do Regime até aos nossos dias, triste lembrança, porque a ordem de matar vinha do BP do MPLA que também orientava o julgamento sumário dos “CAMANGUISTAS OU CRIMINOSOS DA LUNDA”, com ela o fim da capacidade económica dos natos Lunda Tchokwe.



Ameaça de morte, intimidação, perseguição, prisões arbitrárias, infiltração de agentes secretos ou informantes foram semeados no seio das populações, que não podiam viver comodamente, quando no mesmo período foi decretado o estado de sítio para a LUNDA TCHOKWE, ninguém podia viajar para aquele território sem uma guia de MARCHA OU UMA CARTA DE CHAMADA, a estadia naquela região e a movimentação era controlada milimetricamente pelos serviços secretos, este é o terror que se viveu e se vive ainda hoje na Lunda Tchokwe.



O PROJECTO DO PROCESSO 105 DE 1985, fez com que o regime Marxista-Leninista e Comunista de LUANDA criasse e decretasse leis de diamantes, leis da humilhação e delimitasse a movimentação das populações na sua própria terra criando um exercito para controlar e matar nas ditas zonas de reservas estratégicas dos diamantes, “DEUS TENHA COMPAIXAO DO POVO SOFREDOR LUNDA TCHOKWE”, estas lei que só favorecem os dirigentes do poder politico, suas famílias e amigos estrangeiros a olho nu de toda a Sociedade.




ÊXITO DO PROJECTO 105 FOI ALCANÇADO


O processo ou projecto 105 de 1985, havia sido lançado com um único objectivo, a eliminação da classe económica dos Lunda Tchokwe, a expropriação da terra e a matança continuada para diminuir demograficamente a população.



Outro grande objectivo que o “PROJECTO 105 ALCANÇOU”, esta a vista de todos; EXPLORAÇÃO FRENÉTICA DOS DIAMANTES e a distribuição das zonas mineiras a estrangeiros vindos de S.Tome, Cabo Verde, Guiné Bissau e a familiares e filhos de dirigentes do regime do MPLA e seus generais.



Assim as minas de diamantes; Camutue, Chitotolo, Luó, Chegi, Cayshepa, Nzaji, SML, SMK, Lumina, Alto Chicapa, Luangue, Ngombo, Calamba, Calonda, Xamiquelengue, Luzamba e outros, onde o Projecto CATOCA vende 72,8% dos diamantes comercializados em Angola, projectos detidos na sua maioria pelos Generais, dirigentes de proa do MPLA e pelos filhos do Presidente José Eduardo dos Santos, naquilo que foi considerado em 1985 como crime de lesa pátria.  Agora possuir fortuna já não é crime contra a segurança do Estado, não é? Agora não existe a exploração do homem pelo homem, nem capitalistas, nem da propriedade social sobre os meios de produção, que demagogia? Os eternos comunistas e defensores da doutrina Marxista-leninista, enganaram os outros, hoje são eles os maiores milionários, eles adaptam-se com facilidade a novas situações, abandonaram a doutrina Marxista, são capitalistas selvagens.




O processo ou projecto 105, conseguiu humilhar, empobrecer até a mendigos grandes populações Lunda Tchokwe, aumentou violentamente a prostituição infantil, baixou o nível de escolaridade, ausência dolosa de emprego, falta de serviços médicos, falta de produtos básicos a população, a carência é de tal ordem que o povo esta a pedir o regresso dos anos 50 ou 60 a presença do Protector Português que explorando os diamantes, mas respeitou a vida e permitiu que as pessoas crescessem economicamente com a sua própria riqueza.



O PROJECTO OU PROCESSO 105, veio afundar a classe económica Lunda Tchokwe, por isso não existe um único empresário de renome filho da Nação Lunda Tchokwe, enquanto cidadãos nacionais de S.Tome, Cabo Verde ou de Guiné Bissau dentro do regime em Angola, mal conhecem aquele povo e território são ricos a custa dos diamantes da Lunda, ainda dizem ser donos de extensões territoriais no interior da LUNDA TCHOKWE, expropriaram aldeias inteiras, destruíram lavras que servia de sustento de muitas famílias, poluíram o meio ambiente e estão a sabotar também a fauna.



Durante esse período a JUVENTUDE LUNDA TCHOKWE foi a mais sacrificada, forçada a integrar as forças armadas durante anos a fio sem a mínima possibilidade de formação, sem condição da satisfação económica pessoal e familiar, continua votada para o analfabetismo, é o meio que o regime achou para poder impor a sua vontade perpétua sobre a Nação Lunda Tchokwe, a sociedade no geral esta mais atrasada do que no passado recente.



A NOSSA JUVENTUDE E O POVO EM GERAL CONSCIENTE DE TUDO O QUE ACONTECE NA NOSSA LINDA TERRA, NOSSA AMADA LUNDA, DEVEM PENALIZAR O COLONIZADOR E CAMALEÃO, muito cuidado com o camaleão que ele muda de cores constantemente, é fingido, actua como gato e age rapidamente como Leopardo quando a oportunidade lhe chega as mãos.



Muito cuidado com mentiras de bocas de aluguer, com discursos bonitos, cheios de esperança, não se esqueçam da sabedoria Lunda Tchokwe, que diz “quem te ajuda a comer carne de Cão, o verás no momento da preparação e do tempero da carne do Cão”, UNIDOS VENCEREMOS QUALQUER INVESTIDA DO NOSSO ADVERSÁRIO, “quem te mente uma vez, pode mentir duas, três e mais vezes”, “quem roubar uma vez, se não lhe acontecer coisa alguma, volta a roubar mais vezes”.



A Lunda Tchokwe, é espantosa, terra de gente calorosa e generosa, famosa pelos diamantes do seu subsolo, mas ao mesmo tempo milhões e milhões dos seus habitantes vivem na mais absoluta miséria, jamais vista no planeta terra.



Nós subscrevemos a teses Gandhi: “A não-violência é a maior força á disposição da humanidade. É mais poderosa do que a mais potente arma de destruição concebida pelo engenho humano”. A nossa luta vencera o mal e a besta, o Sol para sempre brilhará numa só força de milhões de braços, retumbante voz de séculos de dor e esperança e a verdade ultrapassará as mais altas nuvens entre as nações.



Destruir para reconstruir, aproveitando a situação que for imposta para poder justificar os ganhos que dai advirem. Se o Lunda Tchokwe não fosse combatido, não fosse expropriado economicamente não teríamos tanta desgraça no território, porque os próprios filhos estavam com capacidades económicas para criar empregos e riqueza as populações carenciadas, os investimentos viriam de qualquer parte do PLANETA para ajuntarem-se aos empresários locais.




sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

NELSON MANDELA WAFUA

NELSON MANDELA WAFUA







Tchizavo cha Wanangana wa Lunda Tchokwe Kali nhi tchinhengo tcha kufwa tcha yoze, tetekeli mutangu wa tchifuchi cha Africa ya kusango (Africa do Sul), Nelson Mandela, yoze wafuanga tangua lia mawana (5/12/2013).

Tunalembejeka usoko hamue nhi mbunga ya tchifuchi tchitchize.


Zambi tata anulembejeke nhikunukusumuna masoji kumeso jenu.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

SECRETÁRIO DE INFORMAÇÃO DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE DISSE QUE A SUA RESTITUIÇÃO A LIBERDADE NÃO FOI OBRA DO TPI NUMA ENTREVISTA AO JORNAL MANCHETE

SECRETÁRIO DE INFORMAÇÃO DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE DISSE QUE A SUA RESTITUIÇÃO A LIBERDADE NÃO FOI OBRA DO TPI NUMA ENTREVISTA AO JORNAL MANCHETE





De acordo com o Jornal Manchete, Domingos Henrique Samujaia, é o Secretario de Informação e Mobilização do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, esteve preso ilegalmente, condenado por 3 anos por uma lei inexistente, ele e mais outros três Membros; Sebastião Lumanhi, António Silva Malendeca e José Muteba, para além de outros 38 Activistas postos em Liberdade nas mesmas condições em 2011.



Segundo apurou o Jornal Manchete que saiu da edição n.º 33 do dia 8 de Novembro de 2013, Domingos Henrique disse claramente que, a libertação destes Membros do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe ocorreu graças a pressões internas e Internacionais de varias instituições de defesa dos Direitos Humanos e da Sociedade Civil, entre elas a Associação Mãos Livres, Amnistia Internacional, Nações Unidas, o Esforço de varias tentativas do próprio movimento, assim como do Secretario de Estado dos Direitos Humanos de Angola, António Bento Bembe, e do Politico, Advogado e docente Universitário Dr Marcolino Moco.



Domingos Henrique em nome dos seus colegas de cadeia, pediu agradecimento a todas estas instituições e individualidades pelo árduo trabalho feito para a sua libertação, tendo desmentido às informações postas a circular gratuitamente, segundo as quais, a restituição dos Membros do Protectorado Lunda Tchokwe deveu-se a intervenção do Tribunal Internacional Penal (TPI), “Não houve, em momento algum a intervenção do TPI, como algumas pessoas estão aí a propagar aos quatro ventos”, disse Henriques.



O também Secretario de Informação e Mobilização, explicou que, foram libertados dos calabouços por se constatar que, PROTECTORADO, de que defendem, não é um crime mas, sim, um direito do povo Lunda Tchokwe baseado na sua história natural e transcendental ou seja divino e dos acordos assinados entre as potências portuguesa e belga, como consequência o povo quer a sua AUTODETERMINAÇÂO.



Disse ainda ao Jornal Manchete que, continuam a considerar a sua detenção de ilegal, e acusou o governo de Angola de os terem prendido apenas para intimidar o Movimento do Protectorado. “O Governo não irá conseguir acabar connosco porque estamos a lutar por uma causa justa e nobre, o Governo é useiro e vezeiro nas suas posições de intimidações, sempre que alguém reclama um direito é maltratado e posto na cadeia, quando deveria DIÁLOGAR”, sustentou, adiantando que “a razão do povo Tchokwe triunfará, nada irá impedir”.



Domingos Henriques disse que eram considerados de Mercenários que querem dividir Angola e os guardas prisionais do Konduege o primeiro estabelecimento temendo a fuga dos Membros do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, drogavam a comida e a água, facto que fazia com que os mesmos passassem a maior parte do tempo a dormir.



Disse que neste momento o Movimento do Protectorado continua a trabalhar, aliás, nunca parou, estão a ser envidados contactos com organizações internacionais, apesar de se manter aberta a via para o DIÁLOGO com as autoridades governamentais angolanas, que o Movimento do Protectorado cresceu bastante, nos últimos tempos, uma vez que a maioria do povo Lunda Tchokwe já se revê nele, não temos como recuar, para frente é o caminho, frisou a concluir Domingos Henriques Samujaia, no Jornal Manchete.




segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

ZECAMUTCHIMA PRESIDENTE DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE, ESCREVE AO PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS E À ORGÃOS DE SOBERANIA DO ESTADO ANGOLANO

ZECAMUTCHIMA PRESIDENTE DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE, ESCREVE AO PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS E À ORGÃOS DE SOBERANIA DO ESTADO ANGOLANO




De acordo com a nota que o editor do Blog do Protectorado Lunda Tchokwe teve acesso, José Mateus Zecamutchima, Presidente do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, endereçou missivas para além do Presidente José Eduardo dos Santos, também ao Presidente da Assembleia Nacional Fernando da Piedade Dias dos Santos, aos meritíssimo Doutores José Maria de Sousa, Procurador Geral da Republica, Cristiano André Presidente do Tribunal Supremo, Paulo Tjipilica,  Provedor de Justiça e aos grupos parlamentares; MPLA, UNITA, CASA-CE, PRS e FNLA.





Nas missivas, o Presidente do Protectorado Lunda Tchokwe Zecamutchima, exige que para além do presidente da República os demais órgãos de soberania de Angola sendo independentes com separação de poderes; Executivo, Legislativo e o Judiciário, dados seus caracteres Autónomos, devem pronunciar-se publicamente sobre o processo da “Questão da Reivindicação Lunda Tchokwe”, até porque o poder judiciário julgou e condenou membros do Movimento do Protectorado entre 3 há 6 anos de prisão efectiva, mais tarde soltou-os incondicionalmente e outros contínua notificados e adiado o julgamento, uma vez que os condenados eram acusados de crimes contra a segurança do Estado Angolano.




Contactado por este Blog via telefone, Zecamutchima disse que; “é obrigação dos órgãos de soberania esclarecerem a opinião publica nacional e internacional o passado historio que levou Portugal anexar o território (Lunda Tchokwe) protectorado internacional que vigorava apenas a Noventa (90) anos, anexando-o a uma colónia  (Angola)  que já ocupava a quatrocentos (400) anos atrás como uma mesma nação e consequentemente um mesmo Estado. Desta feita espera os demais órgão do Estado angolano se pronunciem oficialmente e publicamente a respeito, Pelo que achamos necessário provarmos o carácter independente dos órgãos de soberania deste Estado conforme a constituição de 2010 em vigor.




Disse também que se não existir nenhum pronunciamento por parte destes órgãos”, estará definitivamente consumada de que quem cala consente, o processo reivindicativo assumiria outros trâmites no conceito das nações, sobretudo na Assembleia Geral da ONU que tem estado a acompanhar o desenvolvimento do processo reclamativo da AUTODETERMINAÇÃO da Nação Lunda Tchokwe.




Zecamutchima disse também que, o Governo do Presidente José Eduardo dos Santos, não tem hipóteses de algum dia vir acusar Lunda Tchokwe de alguma má-fé, porque lhe foi dada várias oportunidades de um diálogo aberto e transparente, sem violência, uma entrega civilizada e sábia do povo Lunda Tchokwe que não está sendo aproveitada, simplesmente prevalecendo a arrogância belicista do usurpador esquecendo a história de que a supremacia militar nem sempre garante a Victoria, concluiu o nosso interlocutor.




REDAÇÃO DO BLOG

A PÉSSIMA DESCOLONIZAÇÃO E O SILÊNCIO DE PORTUGAL COMO RESPONÁVEL PELOS ACTUAIS CONFLITOS NAS SUAS EX-COLÓNIAS E DOS PROTECTORADOS

A PÉSSIMA DESCOLONIZAÇÃO E O SILÊNCIO DE PORTUGAL COMO RESPONÁVEL PELOS ACTUAIS CONFLITOS NAS SUAS EX-COLÓNIAS E DOS PROTECTORADOS




A Péssima descolonização e o silêncio do estado Português como responsável pelos conflitos actuais nas suas ex-colónias e dos protectorados assinado com a Nação da LundaTchokwe em África.



Os Heróis do mar autor moral e material de actuais conflitos políticos e administrativo que hoje se vive um pouco em todas as suas ex-colónias e protectorados em África, (Angola, Guine Bissau, Lunda Tchokwe, S. Tomé e Moçambique); Asia (Timor-Leste) e em América (Brasil); este último sabiamente numa convivência democrática delineado pelo Ocidente desembocou num Federalismo que sem dúvida tornou uma nação sadiamente que convive na diferença multicultural exemplar.



A ex-potência europeia perdeu a oportunidade e a credibilidade pelo facto de ter delineado uma política futurista conflituante diferente com das outras potências colonizadoras e protectoras tal como a Inglaterra, França, Espanha etc.




Porém estes a medida que ocupavam os territórios, delimitavam em nações indígenas sem a transgressão dos limites culturas: (hábitos, usos e costumes), também souberam respeitar a dignidade do alheio, embora estivessem a saquear e a colonizar os nativos com mão de ferro, humilhação e assassinatos acima de tudo.



Para Portugal, por carência dum potencial capital de recursos humano técnico e administrativo da época, optava por unificar várias nações em uma nação, como consequência; misturou os Congos dos Matambas, os Cuanhama dos Umbundu,e anexou escamoteadamente o Protectorado Lunda Tchokwe, pior reinado Europeia em Africa, como não teve capacidade politica de esclarecer ao Mundo que ofereceu a Nação Lunda Tchokwe para colónia de Angola.



As técnicas de dominação usadas pelo gigante de barro (Portugal) que desrespeitou até os tratados celebrados de protectorados com a Nação Lunda Tchokwe, sem dúvida é a maior vergonha da colonização Europeia em Africa, que a nova geração de portugueses devem tentar corrigir enquanto é cedo, sob pena de que o caminho que lhes espera pode estar a encurtar.



O que podemos aconselhar aos círculos políticos Portugueses e a comunidade internacional é debaterem seriamente o problema da LundaTchokwe e pressionar o Estado Angolano e Português a reverem as suas politicas da descolonização e assumirem publicamente os erros cometidos da época e reparar os danos na base da nossa opção pacifica para que o mundo não se desemboque em novos conflitos sangrentos; pois que advertimos a não se acomodarem com a luta pacífica do povo Lunda Tchokwe que já dura anos, sem o devido pronunciamento dos autores; de recordar que os Lunda Tchokwe são um povo historicamente conhecido Guerreiro até porque os homens passam mais a história permanece.



 “Um povo quando forja um grito, sente magoado sobre a mágoa almeja o ódio e vingança, que não é isto que o mundo espera”.



Ngongo Manuel