terça-feira, 22 de outubro de 2013

A DISA/SINFO/SINSE DO CONSULADO DO DITADOR JES/MPLA CONTINUA A HUMILHAR O POVO E A NAÇÃO LUNDA TCHOKWE





Até 1976, um ano depois da independência de Angola, não havia no território Tchokwe um único posto de arquivo de identificação português; os filhos Lunda Tchokwe que quisessem adquirir a nacionalidade portuguesa ou angolana, teria de fazê-lo, deslocando-se da Vila de Serpa Pinto (Menongue KK) para a Sá da Bandeira (Lubango Huila); Os da Vila Luso (Luena Moxico) para Silva Porto (Bié); Os da Vila Henrique de Carvalho (Saurimo Lunda) para Malanje.


                                                                                               
O regime ditatorial JES/MPLA nos anos 90 em comemoração do 11 de Novembro, o Sr. França Van-Dunem ex-primeiro Ministro, disse na cidade do Luena o seguinte; “Viemos aqui para agradecer o povo do leste, pelo apoio dado aos guerrilheiros do MPLA na luta de libertação de Angola”, o também ex-presidente da Assembleia Nacional e actual Vice-Presidente do MPLA Sr. Roberto de Almeida, em sessão plenária, respondendo a um deputado da oposição (Lindo Bernardo) filho Tchokwe, disse; “Você conhece as questões da Lunda e eu conheço as questões de Angola”, numa clara alusão de que Angola é um outro país e a Nação Lunda Tchokwe é também outro país, e cada um conhece a realidade do seu próprio país.



A assinatura do cessar-fogo entre Angolanos (MPLA) e Portugueses teve lugar num território neutro em 1974, este território era a Nação Lunda Tchokwe, exactamente na localidade da Chana Lunhamege na Região do Moxico, tinha de ser em um território livre e independente. Se assim não fosse, Portugal não teria enviado uma sua delegação em zona de conflito ou território reclamado.



As feridas e a paz espiritual do povo e Nação Lunda Tchokwe, sem ressentimento nem ódios, mas ainda estão por sarar, tudo quando aconteceu e contínua acontecer no consulado longevo do ditador José Eduardo dos Santos/MPLA, as pessoas lesadas direitamente, ainda têm mágoas nos seus corações, tanto quando aqueles que perderam seus entes-queridos, 1979-2012.



Esse período tenebroso do nosso calvário, jamais comparado com nenhum outro período da história do povo e a Nação Lunda Tchokwe, onde impera o ambiente de repressão quotidiano e brutal, com os abusos contra os direitos humanos de que somos vítimas. Continuamos com o clima de injustiça social e da perspectiva de represálias, com a gravidade da situação humanitária, paradoxalmente agravada pela nossa indescritível riqueza do solo e subsolo fértil em diamantes, flora, fauna e recurso hídricos, bastante invejáveis pelos nossos colonizadores Africanos em pleno século XXI.



A prática cruel e desumana do regime ditatorial do JES/MPLA dentro da Nação Lunda Tchokwe baseou-se sempre num modelo concentracionário, caracterizado pela criação de fronteiras, repressão sobre os trabalhadores (incluindo recurso a trabalho forçado e a migração compulsiva de naturais de outras partes de Angola e de estrangeiros para a Nação Lunda Tchokwe), e em geral pela férrea limitação da liberdade de circulação e de residência da população local.



Durante o período JES/MPLA Marxista--Leninista, de 1979 - 1992, o acesso à Nação Lunda Tchokwe, só era possível com a emissão de uma guia de marcha especial, espécie de uma carta de chamada, para a obtenção de visto de entrada emitida pelos serviços da Segurança de Estado de Angola (DISA/SINFO actualmente SINSE), em que os nativos que viviam fora da Nação, eram obrigadas a declarar o tempo de estadia, os bens e valores monetário em posse e a localidade para onde se deveria alojar.



A deslocação da área residencial para outra com realce fora do território era tão humilhante, que as mulheres e homens eram revistados e picados com dedos nas partes íntimas (vagina e ânus) pelas pessoas de sexo oposto ou semelhante etc. Agentes afectos a DISA/SINFO, nos Aeroportos e nos posto de controlos que estavam instalados por todo o território da Nação Lunda Tchokwe, ainda hoje os controlos continuam, realizavam estes actos repugnantes a pretexto da procura de traficantes dos diamantes no organismo humano, os suspeito eram considerados criminosos e em certos casos os cidadãos que não se identificavam com a politica do regime eram imputados a crimes inocentes, introduzindo lhes diamantes ou drogas despercebidamente nos seus haver para depois como matéria eram criminalizados. (Conhecido e famoso processo 105)



A DISA/SINFO/SINSE inventava qualquer história para incriminar qualquer filho Tchokwe com penas de crime de lesa pátria.  Quantos perderam a vida nas masmorras do regime do Sr. José Eduardo dos Santos? Buscas eram feitas para aprisionarem os cidadãos Lunda Tchokwe que fossem encontrados em posse de uma caixa de cerveja em lata ou uma garra de “Whisky Passport” um Televisor colorido ou mesmo com um aparelho de som SHARP por exemplo de oito pilhas.


                                                                                                                                             
Esse período tenebroso e negro para a Nação Lunda Tchokwe 1979-1992, período mais sangrento, em que na localidade de Calonda, Município de Lucapa, Lunda-Norte, zona das maiores reservas diamantíferas da Lunda, o regime do ditador JES sem piedade, as suas forças assassinaram barbaramente mais de 600 pessoas encontradas a garimpar no “KAMBAU e JARIBU”, o pretexto foi que eram guerrilheiros afecto a UNITA. A dor e o luto semeou-se em muitas famílias LundaTchokwe; muitos Corpos foram atirados no rio Chicapa que flutuaram até a República Democrática do Congo que questionou o assunto com a comunidade internacional.




Actualmente dois a três corpos diariamente são atirados no rio Kuango mortos pelas forças armadas do regime ou pelos agentes das empresas de segurança privada pertenças a Generais afectos ao Presidente José Eduardo dos Santos, porque foram apanhados a pescar ou nas suas lavras fonte natural de subsistência humana e do Lunda Tchokwe em particular, muitas vezes os aprisionados, são imputados de garimpeiros e mortos, fazendo desaparecer os seus corpos; hoje na Lunda Tchokwe em cada família há um desaparecido, esse autêntico genocídio esta a vista silencioso da comunidade internacional.



Essa Comunidade Internacional; ONU, União Europeia, União Africana, outros organismos, agencias e Organizações Não Governamentais de defesa dos direitos Humanos que só poderá despertar e agir se a situação no interior da Lunda Tchokwe se alterar ou agravar-se para o pior.

   

Filhos Lunda Tchokwe que são Ministros, Governadores, Generais, Comissários Policiais, Advogados, Professores Universitários, Deputados ao serviço do regime ditatorial de JES, só podem ignorar essas atrocidades, quem é de memória fraca que obscura esta triste e ignóbil realidade que o tempo jamais apagará…



 O solo da Nação Tchokwe está coberta de recurso minerais, os habitares dos seus habitantes estão condenados a serem constituídas na superfície de reservas queira dos diamantes ou outro minério, existente; Porém, dezenas de milhares de hectares de concessões mineiras estão a favor do regime, filhos e amigos do ditador JES que criou leis para auto acomodamento e usurpar terras dos autóctones na Lunda Tchokwe, sem ter em conta o direito natural desse povo, esquecendo-se que mesmo no reinado do Muatchissengue por cá e Muatiânvua na Mussumba, a Lunda Tchokwe primava um poder de carácter Autónomo. Dado o carácter transcendental do seu povo, os tributos dos Muananganas não eram alocados para o Ytengo nem ao Mussumba.



 Estas leis implicam interdições e limitações generalizadas à livre circulação de pessoas e bens, à actividade económica e ao próprio estabelecimento das populações no território.



Na prática, aldeias situadas nas zonas de concessão mineira são interditadas, sendo as respectivas populações desalojadas e forçadas a realojar noutras zonas, sem qualquer apoio das autoridades ou das concessionárias, ficando essas populações espoliadas das suas próprias terras tradicionais (Makunas). É disso que os filhos Lunda Tchokwe querem? Crioulos vindos de fora são donos de Xamiquelengue, Muxinda, Dala, Nzaji, Kukumbi, Xassengue, Luangue, Calonda, Cazombo exploração do alumínio, Okavango projecto turístico internacional, etc. É disso que os filhos Lunda Tchokwe querem?..



O regime do ditador José Eduardo dos Santos ao longo do seu consulado, conseguiu alterar a cultura milenar da Nação Tchokwe, inverteu os valores éticos e morais, dominou o poder tradicional, jogou o reinado do Muatchissengue entre as mesmas famílias, as humilhou e fez desaparecer a verdadeira linhagem, desde o Cazombo e Calunda no Moxico até ao Chitato, com ajuda dos serviços da DISA/SINFO/SINSE, joga os Bângalas contra o Tchokwe, o Songo contra o Mbunda, o Nganguela contra o Minungu e depois aparece para dizer que existe conflitos étnicos na Nação Lunda Tchokwe, “DIVIDIR PARA REINAR”…


  
O SINFO/SINSE aterroriza de que maneira as populações Lunda Tchokwe, em particular Menongue e Luena, que o povo nem pode respirar, vivendo sob pressão segundo a qual, qualquer questionamento contrário ao regime do ditador JES, já esta a escuta dos agentes de segurança, a desconfiança reinam no seio das populações que vivem com memória dos acontecimentos de 1977 (matanças da Calunda com os chamados fraccionistas do MPLA) outro genocídio organizado pelo mesmo regime, onde os serviços secretos jogaram um papel importante, massacrando toda a intelectualidade angolana da época.



Em toda esta história a DISA/SINFO/SINSE tem jogado um papel muito importante ao serviço do CHEFE OMNIPRESENTE, o ditador JES que conseguiu astutamente aterrorizar com esta máquina o povo Lunda Tchokwe, mantendo-o sob pressão com vários métodos que só estes órgãos Maquiavélico sabem; desde a prostituição infanto-juvenil, violações sexuais, homicídios premeditados, torturas prisionais, arbitrariedade, intimidações e ameaças de morte, assassinados selectivos de opositores e defensores por meio de envenenamentos, burlas, linchamentos etc., etc.,…



Que futuro e esperança têm o nosso povo submisso a um Estado e Governo imposto que impera com leis impróprio, mentiras, perseguições, expropriações latifundiária, saque e desvio de recurso públicos para o enriquecimento ilícita das suas famílias, a quem ele considera elite empresarial angolana para competir com o mundo exterior, com os generais que o ajudaram a ocupar esse território etc.




A comunidade internacional deve agir muito rapidamente, ajudando o povo e a Nação Lunda Tchokwe na sua luta pacífica para o resgate da autodeterminação.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

GOVERNO DE ANGOLA CONTINUA A NEGAR INCURSÃO MILITAR NO CONGO



Deutsche Welle


Apesar dos desmentidos do executivo angolano, autoridades do Congo e várias fontes em Angola confirmam a incursão de militares angolanos na República do Congo.



Contrariando a versão do Governo de Luanda, várias fontes confirmaram à DW África que militares angolanos entraram na semana passada na vizinha República do Congo. Também as autoridades de Brazzaville, citadas pela agência France Presse, confirmaram o ocorrido, enquanto Luanda exige que sejam apresentadas provas desta incursão.



Mário Augusto, porta-voz do ministério angolano das Relações Exteriores, em declarações à agência de notícias Lusa, desmentiu categoricamente que militares do seu país tenham efetuado qualquer tipo de incursão na República do Congo, corroborando desta forma o desmentido feito antes pelo embaixador de Angola em Brazaville, Pedro Mavunza, quando foi noticiado que no passado dia 14 de outubro um contingente de 500 militares angolanos teria entrado em território congolês na região de Kimongo, onde teria feito 55 reféns das forças armadas congolesas.



Nesta segunda-feira (21.10), a DW África tentou contatar os porta-vozes dos ministérios angolanos das Relações Exteriores e da Defesa, mas ninguém se mostrou disponível para falar sobre o assunto.

Vozes em Cabinda confirmam incidente

Entretanto, para Raul Danda, natural de Cabinda e presidente do grupo parlamentar da UNITA, as autoridades angolanas nunca iriam confirmar uma incursão no vizinho Congo. "Eu não estava à espera e creio que ninguém estaria à espera de que o Governo de José Eduardo dos Santos dissesse 'nós fomos lá e invadimos o território congolês'. Eu venho de Cabinda e lá também se comenta, à boca cheia, que as Forças Armadas angolanas fizeram, de facto, uma incursão em território congolês, mas parece-me que foram sem convite das autoridades congolesas", diz Raul Danda.



A DW África questionou o presidente do grupo parlamentar da UNITA sobre se esses militares estariam a perseguir elementos da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda-FLEC e o político reafirmou que "o Governo angolano não o dirá". "O Governo angolano tem estado a dizer que a FLEC já acabou, que o território está pacificado e que não há confronto nenhum", explica, acrescentando que "não existem militares da FLEC na ótica do Governo". Por isso, "irem para lá molestar refugiados que se encontram no Congo Brazzaville também devia ter um motivo. Os refugiados têm proteção internacional e não podia ser tratados assim", considera Raul Danda.


"Tudo indica que entraram lá, que terão mesmo capturado um coronel das Forças Armadas congolesas, bem como cerca de 46 elementos sob seu comando e a informação que eu tive a partir de Cabinda é que essas pessoas terão sido postas em liberdade e regressado às suas unidades no Congo", revela ainda o político angolano. "Mas é mau que as nossas Forças Armadas se envolvam em situações desta natureza. É mau para o país e afeta-nos a todos", conclui.


"Não perseguiam FLECs", diz comandante da Frente de Libertação


Contatámos também o Comandante António Xavier, chefe das operações militares da FLEC, que contraria a ideia de que tropas angolanas estariam a perseguir elementos do seu movimento que eventualmente estariam na República do Congo. "Entraram lá para procurar tropas da FLEC? Não", começa por dizer.



"Não encontraram lá ninguém da FLEC. Significa que eles fizeram aquilo de propósito. Temos de procurar saber porque é que os angolanos devem ir até ao Congo, se Cabinda não é Angola. Nós não temos bases do lado do Congo, só no interior de Cabinda, onde estamos em confronto com os angolanos. Onde eles entraram há militares do Congo e entraram só para capturar aqueles elementos, para poderem escamotear a verdade", explica.



O certo é que as Repúblicas do Congo, do Congo Democrático e Angola, assinaram um pacto de não-agressão e, em 1997, as tropas angolanas apoiaram o presidente da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, a regressar ao poder na sequência de uma guerra civil. Mas, hoje, o cenário parece ser outro.


Uma repetição do passado?

Raul Danda recorda que "o regime de Angola já tinha enviado forças armadas para qualquer um dos dois Congos, para aquelas ações militares que todos conhecem. No início, dizia-se que não havia forças armadas angolanas nos Congos, era a informação oficial que circulava. Mas viu-se que não era verdade".



"Portanto", considera o político, "se, naquela altura, com tanta presença militar, se dizia que as Forças Armadas não estavam lá, agora o Governo angolano não vai dizer que 'sim, senhor, nós enviámos as nossas Forças Armadas'". "Nós não podemos estar a violar as fronteiras dos outros países e as leis internacionais, quaisquer que sejam os motivos", afirma Raul Danda.



O enclave angolano de Cabinda, que faz fronteira com o Congo a norte, é separado de Angola a sul por um pedaço do território pertencente à República Democrática do Congo, produz grande parte do petróleo do país, o segundo maior produtor da África subsaariana, depois da Nigéria.



Depois desta incursão dos militares angolanos no Congo, a tensão que sempre prevaleceu no enclave aumentou e a população está muito preocupada, de acordo com Raul Danda. "Mais uma vez é altura para reiterarmos o nosso apelo ao senhor Presidente da República para que a paz, a concertação, o diálogo que ele aconselha aos outros países, no quadro da resolução dos conflitos, seja também algo praticado por ele próprio", diz. E conclui: "Se o diálogo falasse mais alto, na tentativa de resolver o conflito de Cabinda, para se procurar uma solução pacífica, digna e dignificante, não havia necessidade de ir a Congo nenhum. Porque é que José Eduardo dos Santos não opta pelo diálogo com os cabindas? Resolveria a situação e seria um verdadeiro herói".




Autoria: António Rocha – Edição: Maria João Pinto / Guilherme Correia da Silva

GOVERNO MOÇAMBICANO CONFIRMA ATAQUE E CONTROLO DA BASE DO LÍDER DA RENAMO






O Ministério da Defesa de Moçambique confirmou hoje o ataque e controlo de Sandjudjira, base do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que se encontra em parte incerta, mas recusa que Moçambique esteja em guerra.


A Resistência Nacional Moçambicana, principal partido da oposição do país, disse hoje que o exército moçambicano "fustigou e tomou" a residência do seu líder, Afonso Dhlakama, obrigando-o a abandonar a casa para um local não revelado, onde "está de boa saúde".


 Em declarações aos jornalistas, o director nacional de Política de Defesa no Ministério da Defesa de Moçambique, Cristóvão Chume, disse que as forças governamentais posicionadas na zona de Sandjudjira "foram atacadas pelos guerrilheiros da Renamo", pelo que houve uma resposta.


"Hoje ocorreu que, no final da manhã, muito próximo das 12:00, os guerrilheiros da Renamo atacaram as nossas forças posicionadas na zona de Sandjudjira e, na sequência deste ato, as Forças de Defesa e Segurança contra-atacaram e os guerrilheiros da Renamo refugiaram-se no local onde se localizava o senhor Afonso Dhlakama", disse Cristóvão Chume.




Segundo o responsável, "porque era preciso parar as pessoas que atacaram, as Forças de Defesa e Segurança (de Moçambique) perseguiram os homens da Renamo até ao local de onde tinham saído, neste caso, onde se localizava o senhor Afonso Dhlakama".


 "As nossas forças encontram-se no terreno, no local onde se encontrava o senhor Afonso Dhlakama", disse o director nacional de Política de Defesa no Ministério da Defesa de Moçambique.



No entanto, "não há baixas verificadas nas Forças de Defesa e Segurança, não houve baixas das populações que vivem naquela zona", afirmou Cristóvão Chume, que não confirmou "nenhuma baixa por parte deles", da Renamo.



"Não conhecemos a localização do senhor Afonso Dhlakama porque quando as nossas forças iam em perseguição dos seus homens ele e os seus homens puseram-se em fuga", acrescentou Cristóvão Chume, que apelou "à calma, tranquilidade e serenidade em relação aos diversos pronunciamentos que podem seguir-se na sequência desta situação".





"A nossa preocupação agora é de retornar a vida normal das populações que vivem naquele local", até porque "as populações, pelo sinal que temos tirado do local, têm respondido positivamente ao apelo das Forças de Defesa e Segurança para voltarem as suas atividades normais", afirmou.

RETROSPECTIVA - MATEUS PAULO DINO MATROSS SECRETARIO GERAL DO MPLA DISSE NO CAFUNFO QUE VAI DESTRUIR O MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE








  

Em reunião restrita com militantes do seu partido MPLA que teve lugar no dia 22 de Agosto de 2013 na região do Cafunfo, o Secretario Geral dos “Camaradas Mateus Paulo Dino Matross”, disse que foi o seu glorioso MPLA que nos anos 60 destruiu o ATCAR – Associação dos Tchokwes do Congo, Angola e Rodesia, actual República da Zâmbia.



Destruímos a FNLA, estamos empenhados para fazer desaparecer a UNITA, o PRS, mesmo as forças políticas intelectuais como Bloco Democrático de Justino Pinto de Andrade, Partido Popular de David Mendes e a CASA-CE do Abel Chivukuvuku, disse na ocasião, para concluir que o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe vai ser destruído, não tem pernas para ir muito longe, sobrevive sem capacidade financeira, vamos lhes tirar qualquer tipo de apoio internacional.



Combatemos o colonialismo Português e vencemos e se esse movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe quiser alguma coisa vai ter que nos combater e nos vencer...



Portugal ou a Bélgica não tem condições para persuadir o Governo Angolano absolutamente nada...



Disse, somos actualmente o porta-voz de toda África, temos dinheiro e capacidades superiores militar, porque demonstramos isso ao mundo, derrotamos as tropas que invadiram o nosso território (África do Sul), não vejo tribunal Africano nenhum ou internacional com juízes para assentar Angola na cadeira de réu...



Deu exemplos do Presidente Americano Barack Obama, que prometeu varrer com as ditaduras, não conseguiu e vai agora no seu 2º mandado, fez lembrar aos presente que Angola esta preparada e tem muito dinheiro para contornar qualquer situação por complicado que ela seja...

                                 

Disse a finalizar que a destruição do movimento do protectorado Lunda Tchokwe é uma questão de tempo, e deixou orientações para que os militantes do seu Partido comece já a trabalhar com alguns membros deste movimento, que considerou muitos deles são famintos e pobres a procura de algum centavo.



Considerou que tanto os Lunda Tchokwes e os Angolanos no geral estão condenados a viverem juntos por isso não devemos permitir que irresponsáveis venham a criar mais problemas.


Por Samajone na LUNDA


sábado, 19 de outubro de 2013

DOM DUARTE DE BRAGANÇA DIZ QUE RECONHECE LAÇOS HISTÓRICOS COMO REINO LUNDA TCHOKWE, MAS NEGA RECONHECIMENTO DA SUA INDEPENDÊNCIA






Sua Majestade Dom Duarte Pio Duque de Bragança, Rei de Portugal,  esteve de visita em Angola 2013 a convite do Regime ditatorial do Sr José Eduardo dos Santos. De regresso para Portugal endereçou duas cartas ao Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, onde Sua Majestade exigia que publicássemos, estes textos nas nossas paginas da internet; www.protectoradodalunda.blogspot.com, www.freelundatchokwe.com.


Eis o teor da carta:


“Caros Senhores

Tenho acompanhado com preocupação a situação no Reino Lunda Tchokwe , e tive o maior gosto em receber ha anos em minha residência Sua Majestade o Rei (Muatchissengue Watembo), personalidade de grande qualidade moral e intelectual que muito admiro!



No entanto agradeço que das vossas páginas retirem urgentemente a afirmação de que eu "reconheço a independência do Reino Lunda "  pois tal nunca afirmei  em público nem em privado Agradeço também que publiquem este  esclarecimento.



A atribuição de uma Ordem da Casa Real (ao rei Lunda Tchokwe) é um símbolo de amizade e reconhecimento dos laços históricos  entre as nossas Famílias  mas não pode  de modo algum ser interpretada como uma tomada de posição política (relativamente ao movimento do protectorado Lunda Tchokwe, essa foi uma das exigências do regime do Presidente José Eduardo dos Santos para aquela personalidade portuguesa, que perdeu uma soberana oportunidade de falar as verdades).



Com os melhores votos de que Deus vos guarde,


Dom Duarte de Bragança, Duque de Bragança”




Esta carta é publicada na sequência de outra matéria que este blog vai publicar durante a semana, relativamente ao mau estar entre a cidade alta em Luanda e o Palácio de S.Bento em Lisboa, a novela Portuguesa-Angolana sobre o fim de parcerias estratégicas anunciadas no dia 15 do corrente pelo Ditador José Eduardo dos Santos, no seu discurso proferido na Assembleia Nacional sobre o Estado da Nação.


O MENOR DE 17 ANOS DETIDO HÁ MAIS DE UM MÊS SEM DIREITO A ADVOGADO NEM CULPA FORMADA





Nito Alves é o mais jovem preso político angolano. Aos 17 anos o activista contra o regime de José Eduardo dos Santos encontra-se em total isolamento à guarda da polícia.



Um menor de 17 anos, Manuel Chivonde Baptista Nito Alves (na foto), encontra-se detido há mais de um mês pela polícia angolana, sem direito a advogado nem culpa formada. O jovem está ainda privado de ter visitas de familiares.



A denúncia foi feita pela Associação Mãos Livres (AML), apostada na defesa do menor, e que considera tratar-se de um caso de absoluta ilegalidade. “Os advogados que estão acompanhar o processo Nito Alves contactaram a PGR [Procuradoria Geral da República] e lamentavelmente, o processo foi remetido para um órgão superior não identificado, por isso, não foi decidido o requerimento dos advogados”, pode ler-se num comunicado assinado pelo presidente da associação, Salvador Freire.



Ainda segundo a AML, o menor foi por várias vezes sujeito a ameaças de morte por parte de agentes da Direcção Provincial de Investigação Criminal de Luanda (DPIC) que tem mantido Nito Alves em regime de total isolamento.



O jovem foi detido por policiais por, alegadamente, ter mandado imprimir 20 t-shirts onde se podia ler “José Eduardo Fora! Ditador nojento” e “Povo angolano, quando a Guerra é necessária e urgente”, o que foi considerado insultuoso para o presidente angolano.




Não é a primeira vez que Nito Alves tem problemas com a polícia. Desde os 15 anos que o menor tem vindo a expressar abertamente críticas ao regime de Eduardo dos Santos, o que faz através de um jornal mural que anima no bairro do Chimuco, no município de Viana, onde reside.

SEM COMENTARIOS

AMAR A NOSSA TERRA MÃE, É FAZER ALGUMA COISA POR ELA, É DEFENDÊ-LA SEMPRE, LEVE-A SEMPRE NO SEU CORAÇÃO, SACRIFIQUE-SE POR ELA...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A PERCENTAGEM DE 10% DOS DIAMANTES QUE O REGIME DO DITADOR JES PROMETEU É UMA DIVIDA DE ANGOLA PARA A NAÇÃO LUNDA TCHOKWE





Sem o consentimento do povo, porque nunca foi consultado, Dr.º António Agostinho Neto, Presidente então do MPLA e da Republica Popular de Angola, decreta a divisão de uma parte do Estado Lunda Tchokwe, com o objectivo de controlar a exploração dos Diamantes, e cria duas Províncias a Lunda-Norte e Sul, Decreto N.º 84/78 de 4 de Julho, publicado no Diário da Republica I serie n.º 156,  o primeiro que faz um colonizador para chegar a dominar a outro é separá-lo dos demais povos.

  
As fronteiras actuais de Angola - desde há muito intensamente ocupada - foram fixadas e reconhecidas pelas Potências signatárias da Conferência de Berlim em 1884-1885,  com isenção das fronteiras da Lunda Tchokwe, pois até a esta data Portugal ainda não conhecia as terras da Lunda, (vide Soba Ambango da Nação Ndongo 1892).

  
Desta forma, o contexto histórico da instalação dos portugueses em Angola, no século XV (1482),  e na Lunda Tchokwe no século XIX (1895),  aparece já muito diferente. Um exame mais aprofundado evidenciará ainda mais este facto, porque os conceitos jurídicos e a «atmosfera do direito» que rodeiam os dois acontecimentos são ainda mais diferentes.


Por decreto executivo N.º 30/2000 de 28 de Abril, publicada no dia 28 de Abril, Diário da Republica I Serie N.º 17,  José Eduardo dos Santos e seu Governo, aprova por sua conta a atribuição de 10% das receitas brutas ou seja PIB Regional das 4 Províncias do Estado da Lunda Tchokwe (Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte).



Em Setembro de 2007, o mesmo governo de Angola garantiu publicamente que iria colocar um II Modulo de lapidação de diamantes na Lunda – Sul durante 2008, como parte da sua campanha eleitoralista, porém, estamos em 2013, quando será? Ninguém sabe…

  

Em 2007,  Cabinda, Huambo, Benguela e Luanda, ganharam 4 Ginásios multiusos para a prática de Basquetebol, para quando no território da Lunda Tchokwe? Em 2010,  Cabinda, Luanda, Benguela e a Huila ganharam 4 estádios e Aeroportos com características Internacionais, que cobriram o CAN2010 e a Nação Lunda Tchokwe? Nada…


  
 Em 2013,  Malange, Luanda e Namibe, ganharam 3 Ginásios multiusos que serviram o 41º Campeonato do mundo de hóquei em patins, ganharam Hotéis e outras infra-estruturas e a Nação Lunda Tchokwe que vende mais de 80% de todos os diamantes produzidos em Angola? O que ganhou? Absolutamente nada.


  
Quantos Lunda Tchokwes,  são donos de Bancos ou companhias de aviação privadas, Universidades, Fabricas e outros projectos de impacto?  Quantos filhos Lunda Tchokwe,  são donos de Projectos Mineiros, mesmo vivendo por cima dos diamantes? Para quando o Governo vai investir um Bilião de dólares,  na cidade de Menongue, Luena, Saurimo ou Dundo?  Hotéis, Hospitais com tecnologia de última geração, edifícios aranha céus, condomínios, auto estradas e grandes investimentos estrangeiros para Luanda e o litoral ou ex-província ultramarina, para quando no território da Nação Tchokwe?  



Alguém podia questionar o Santo Bikuku, o povo Lunda sabe muito bem que ele é apenas um gerente dos negocio de Paixão Júnior & companhia no território Lunda Tchokwe, quem seria este lamentável  e pacato cidadão fosse dono de negócios fabulosos isento da mão do JES, capaz de adquirir uma aeronave como IL que outrora operou com Valentim - Amons no Sul, que nem o general é detentor,  seria possível sossegar esse regime que por nada foi capaz de abrir um processo-crime (105) que condenou o malogrado general Txizainga; Jorge Pierre Muhunga; Simão André e vários filhos da Lunda.



José Eduardo dos Santos, confiscou os seus bens móveis e imóveis, sobre o pretexto de serem bens luxuosos que não tinha origem justificado acusados de os obterem através de tráfico ilícito de diamantes e foram condenados a prisão efectiva em 1982, como consequência foi desprovido o potencial económico dos filhos Lunda Tchokwe,  criando assim obstáculos que favoreceram o controlo total dos recursos da Lunda na sua totalidade pelos angolanos de descendência crioulo e do litoral.  



O Povo Lunda Tchokwe, é vitima de massacres e saque organizado da sua terra, e riqueza,  continuam surpreendidos, com raptados, cadeias políticas, linchamentos, actos intimidatórios que já levaram mais de 50 Activistas do Movimento do Protectorado nas cadeias do regime do ditador e ocupacionista José Eduardo dos Santos,  acções Maquiavélicos que não ajudam a convivência salutar entre os Povos da Nação Lunda Tchokwe e de Angola, é o que na pratica tem sido demonstrado pelo regime.  



Governos honestos não prometem, não decretam as realizações, porque as coisas boas devem ser feitas sem chamar o universo para vê-las, o real é o que importa, não o aparente. Promessa é divida e divida deve-se pagar, onde esta a propalada Capital da Lunda-Norte LUKAPA aprovada com a divisão da Lunda em 1978?


 O Clamor do povo Lunda Tchokwe terá solução justo quando esse regime sentir-se pressionado pela comunidade internacional a reconhecer a legitimidade dum povo soberano que actualmente está sendo governado por leis desumanos e  importados. Para contrapor e extinguir a hegemonia cultural  da vontade transcendental.


Para a Nação Lunda Tchokwe: "Promessas acima das promessas, materialização zero" esse é slogan do regime angolano, porque acha que não haverá quem poderá cobrar a injustiça praticada  à mando do  ditador José Eduardo Dos Santos presidente de Angola  que ocupada ilegalmente o território do Protectorado Português desde  1885 a 1975.  



Ao longo do período da guerra entre angolanos comunistas e democráticos não atingiu nem demoliu algum edifício na cidade de Saurimo, com chamada paz da calada das armas, lá vão onze anos que o comerciante Vasco de Oliveira primo do General e Ministro de Estado e Chefe da Casa militar da presidência da República de Angola  Hélder Viera Dias Kopelipa, que demoliu três grandes edifícios histórico da cidade com promessas de reabilitar ou reconstruir outros melhores,  nomeadamente o Hotel Central da Lunda – Sul de 140 Quartos, a única tipografia colonial de Saurimo, que a sua tecnologia foi transferida para a cidade do Lubango em 1990, agora encontra-se a produzir para a Huila, terra natal do comerciante; além dum estabelecimento demolido, que os seus espaços esvaziados tornaram capinzal no cento da cidade e ninguém põe cobro a esses bens publico Lunda Tchokwe.



Só para não comentarmos mais sobre a mediateca de Saurimo que estava entre as três primeiras, a Luanda e Lubango, a penalizada foi de Saurimo, que por vergonha publica só agora que retomaram construção e tudo por meio de varias denúncias,  outras  obras paralisadas como a do estádio de futebol na ex- comarca da Lunda-Sul.



São hoje passados 38 anos, nenhuma promessa foi cumprida, o mínimo que o regime de José Eduardo dos Santos deve fazer é a sua retirada incondicional do território da Nação Lunda Tchokwe.



 No dia 20 de Agosto de 2008, José Eduardo dos Santos fez promessas na cidade de Saurimo, o que cumpriu relativamente aquele comício eleitoral as cidade e vilas mais importante de Kuando Kubango, Moxico, Lunda-Sul e Lunda-Norte? Não dispõe de energia eléctrica e Agua canalizada, educação sem qualidade.

  
Em Junho de 2011, foi ao Menongue para realizar uma reunião do seu conselho de Ministros, muitas promessas foram feitas naquele encontro, o que se cumpriu? Nada… A dignidade nunca morre. O dever se deve cumprir simples e naturalmente. Mas vale calar que prometer e não cumprir…

https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif

DESMOND TUTU DIZ QUE LÍDERES AFRICANOS CONTRA TPI PROCURAM “AUTORIZAÇÃO PARA MATAR”



Lisboa - O Nobel da Paz sul-africano Desmond Tutu considerou hoje que os dirigentes africanos que defendem uma retirada do Tribunal Penal Internacional (TPI) procuram na realidade "uma autorização para matar, mutilar e oprimir" com total impunidade.





Fonte: Lusa
Lembrando que África participou na criação do tribunal, Tutu pediu aos líderes dos 54 estados-membros da União Africana (UA), reunidos hoje e no sábado em Adis Abeba, para se oporem aos homólogos "menos democratas" evitando que saiam do TPI.


"Alguns na UA podem avançar com a carta racial ou com a carta colonial no seu discurso", disse o arcebispo sul-africano num artigo publicado no Cape Times. "Longe de ser o que alguns chamam 'uma caça às bruxas iniciada pelo homem branco', o TPI não poderia ser mais africano, mesmo se o quisesse", escreveu o Nobel da Paz.


Tutu lançou este apelo na altura em que os dirigentes da UA estão reunidos numa cimeira destinada a debater as difíceis relações entre o continente e o TPI, que acusam de apenas ter julgado africanos desde o início dos seus trabalhos, em 2002.


"Esta cimeira é um combate entre a justiça e a violência brutal. Longe de ser um confronto entre a África e o Ocidente, é um confronto entre africanos, pela alma do continente", escreveu o Nobel da Paz.


Tutu acusou os dirigentes que reclamam uma saída do TPI de "quererem na realidade uma autorização para matar, mutilar e oprimir os seus povos sem consequências".


"África sofre as consequências dos atos de dirigentes irresponsáveis há demasiado tempo para se poder deixar enganar desta maneira", sublinhou, apelando à assinatura de uma petição na Internet iniciada pelo grupo ativista Avaaz.


"Sem este tribunal não haverá qualquer freio aos piores excessos (...) Os dirigentes violentos continuam a infestar África: os Grandes Lagos, o Mali, o norte da Nigéria e o Egito são todos fontes de inquietação (...) Os autores de violências não devem ser autorizados a saírem com uma pirueta", escreveu Tutu.


Na reunião de dois dias na capital etíope, os líderes africanos estão a debater o tipo de relações que a organização Pan-Africana (que conta com 34 membros dos 122 países do mundo que ratificaram o Estatuto de Roma, que fundou o TPI) vai manter com o tribunal internacional.



As acusações dos líderes africanos intensificaram-se depois de o TPI ter acusado de crimes contra a humanidade os quenianos Uhuru Kenyatta e William Ruto, eleitos em março passado Presidente e vice-Presidente do Quénia, respetivamente.