segunda-feira, 21 de outubro de 2013

GOVERNO MOÇAMBICANO CONFIRMA ATAQUE E CONTROLO DA BASE DO LÍDER DA RENAMO






O Ministério da Defesa de Moçambique confirmou hoje o ataque e controlo de Sandjudjira, base do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que se encontra em parte incerta, mas recusa que Moçambique esteja em guerra.


A Resistência Nacional Moçambicana, principal partido da oposição do país, disse hoje que o exército moçambicano "fustigou e tomou" a residência do seu líder, Afonso Dhlakama, obrigando-o a abandonar a casa para um local não revelado, onde "está de boa saúde".


 Em declarações aos jornalistas, o director nacional de Política de Defesa no Ministério da Defesa de Moçambique, Cristóvão Chume, disse que as forças governamentais posicionadas na zona de Sandjudjira "foram atacadas pelos guerrilheiros da Renamo", pelo que houve uma resposta.


"Hoje ocorreu que, no final da manhã, muito próximo das 12:00, os guerrilheiros da Renamo atacaram as nossas forças posicionadas na zona de Sandjudjira e, na sequência deste ato, as Forças de Defesa e Segurança contra-atacaram e os guerrilheiros da Renamo refugiaram-se no local onde se localizava o senhor Afonso Dhlakama", disse Cristóvão Chume.




Segundo o responsável, "porque era preciso parar as pessoas que atacaram, as Forças de Defesa e Segurança (de Moçambique) perseguiram os homens da Renamo até ao local de onde tinham saído, neste caso, onde se localizava o senhor Afonso Dhlakama".


 "As nossas forças encontram-se no terreno, no local onde se encontrava o senhor Afonso Dhlakama", disse o director nacional de Política de Defesa no Ministério da Defesa de Moçambique.



No entanto, "não há baixas verificadas nas Forças de Defesa e Segurança, não houve baixas das populações que vivem naquela zona", afirmou Cristóvão Chume, que não confirmou "nenhuma baixa por parte deles", da Renamo.



"Não conhecemos a localização do senhor Afonso Dhlakama porque quando as nossas forças iam em perseguição dos seus homens ele e os seus homens puseram-se em fuga", acrescentou Cristóvão Chume, que apelou "à calma, tranquilidade e serenidade em relação aos diversos pronunciamentos que podem seguir-se na sequência desta situação".





"A nossa preocupação agora é de retornar a vida normal das populações que vivem naquele local", até porque "as populações, pelo sinal que temos tirado do local, têm respondido positivamente ao apelo das Forças de Defesa e Segurança para voltarem as suas atividades normais", afirmou.

RETROSPECTIVA - MATEUS PAULO DINO MATROSS SECRETARIO GERAL DO MPLA DISSE NO CAFUNFO QUE VAI DESTRUIR O MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE








  

Em reunião restrita com militantes do seu partido MPLA que teve lugar no dia 22 de Agosto de 2013 na região do Cafunfo, o Secretario Geral dos “Camaradas Mateus Paulo Dino Matross”, disse que foi o seu glorioso MPLA que nos anos 60 destruiu o ATCAR – Associação dos Tchokwes do Congo, Angola e Rodesia, actual República da Zâmbia.



Destruímos a FNLA, estamos empenhados para fazer desaparecer a UNITA, o PRS, mesmo as forças políticas intelectuais como Bloco Democrático de Justino Pinto de Andrade, Partido Popular de David Mendes e a CASA-CE do Abel Chivukuvuku, disse na ocasião, para concluir que o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe vai ser destruído, não tem pernas para ir muito longe, sobrevive sem capacidade financeira, vamos lhes tirar qualquer tipo de apoio internacional.



Combatemos o colonialismo Português e vencemos e se esse movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe quiser alguma coisa vai ter que nos combater e nos vencer...



Portugal ou a Bélgica não tem condições para persuadir o Governo Angolano absolutamente nada...



Disse, somos actualmente o porta-voz de toda África, temos dinheiro e capacidades superiores militar, porque demonstramos isso ao mundo, derrotamos as tropas que invadiram o nosso território (África do Sul), não vejo tribunal Africano nenhum ou internacional com juízes para assentar Angola na cadeira de réu...



Deu exemplos do Presidente Americano Barack Obama, que prometeu varrer com as ditaduras, não conseguiu e vai agora no seu 2º mandado, fez lembrar aos presente que Angola esta preparada e tem muito dinheiro para contornar qualquer situação por complicado que ela seja...

                                 

Disse a finalizar que a destruição do movimento do protectorado Lunda Tchokwe é uma questão de tempo, e deixou orientações para que os militantes do seu Partido comece já a trabalhar com alguns membros deste movimento, que considerou muitos deles são famintos e pobres a procura de algum centavo.



Considerou que tanto os Lunda Tchokwes e os Angolanos no geral estão condenados a viverem juntos por isso não devemos permitir que irresponsáveis venham a criar mais problemas.


Por Samajone na LUNDA


sábado, 19 de outubro de 2013

DOM DUARTE DE BRAGANÇA DIZ QUE RECONHECE LAÇOS HISTÓRICOS COMO REINO LUNDA TCHOKWE, MAS NEGA RECONHECIMENTO DA SUA INDEPENDÊNCIA






Sua Majestade Dom Duarte Pio Duque de Bragança, Rei de Portugal,  esteve de visita em Angola 2013 a convite do Regime ditatorial do Sr José Eduardo dos Santos. De regresso para Portugal endereçou duas cartas ao Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, onde Sua Majestade exigia que publicássemos, estes textos nas nossas paginas da internet; www.protectoradodalunda.blogspot.com, www.freelundatchokwe.com.


Eis o teor da carta:


“Caros Senhores

Tenho acompanhado com preocupação a situação no Reino Lunda Tchokwe , e tive o maior gosto em receber ha anos em minha residência Sua Majestade o Rei (Muatchissengue Watembo), personalidade de grande qualidade moral e intelectual que muito admiro!



No entanto agradeço que das vossas páginas retirem urgentemente a afirmação de que eu "reconheço a independência do Reino Lunda "  pois tal nunca afirmei  em público nem em privado Agradeço também que publiquem este  esclarecimento.



A atribuição de uma Ordem da Casa Real (ao rei Lunda Tchokwe) é um símbolo de amizade e reconhecimento dos laços históricos  entre as nossas Famílias  mas não pode  de modo algum ser interpretada como uma tomada de posição política (relativamente ao movimento do protectorado Lunda Tchokwe, essa foi uma das exigências do regime do Presidente José Eduardo dos Santos para aquela personalidade portuguesa, que perdeu uma soberana oportunidade de falar as verdades).



Com os melhores votos de que Deus vos guarde,


Dom Duarte de Bragança, Duque de Bragança”




Esta carta é publicada na sequência de outra matéria que este blog vai publicar durante a semana, relativamente ao mau estar entre a cidade alta em Luanda e o Palácio de S.Bento em Lisboa, a novela Portuguesa-Angolana sobre o fim de parcerias estratégicas anunciadas no dia 15 do corrente pelo Ditador José Eduardo dos Santos, no seu discurso proferido na Assembleia Nacional sobre o Estado da Nação.


O MENOR DE 17 ANOS DETIDO HÁ MAIS DE UM MÊS SEM DIREITO A ADVOGADO NEM CULPA FORMADA





Nito Alves é o mais jovem preso político angolano. Aos 17 anos o activista contra o regime de José Eduardo dos Santos encontra-se em total isolamento à guarda da polícia.



Um menor de 17 anos, Manuel Chivonde Baptista Nito Alves (na foto), encontra-se detido há mais de um mês pela polícia angolana, sem direito a advogado nem culpa formada. O jovem está ainda privado de ter visitas de familiares.



A denúncia foi feita pela Associação Mãos Livres (AML), apostada na defesa do menor, e que considera tratar-se de um caso de absoluta ilegalidade. “Os advogados que estão acompanhar o processo Nito Alves contactaram a PGR [Procuradoria Geral da República] e lamentavelmente, o processo foi remetido para um órgão superior não identificado, por isso, não foi decidido o requerimento dos advogados”, pode ler-se num comunicado assinado pelo presidente da associação, Salvador Freire.



Ainda segundo a AML, o menor foi por várias vezes sujeito a ameaças de morte por parte de agentes da Direcção Provincial de Investigação Criminal de Luanda (DPIC) que tem mantido Nito Alves em regime de total isolamento.



O jovem foi detido por policiais por, alegadamente, ter mandado imprimir 20 t-shirts onde se podia ler “José Eduardo Fora! Ditador nojento” e “Povo angolano, quando a Guerra é necessária e urgente”, o que foi considerado insultuoso para o presidente angolano.




Não é a primeira vez que Nito Alves tem problemas com a polícia. Desde os 15 anos que o menor tem vindo a expressar abertamente críticas ao regime de Eduardo dos Santos, o que faz através de um jornal mural que anima no bairro do Chimuco, no município de Viana, onde reside.

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AMAR A NOSSA TERRA MÃE, É FAZER ALGUMA COISA POR ELA, É DEFENDÊ-LA SEMPRE, LEVE-A SEMPRE NO SEU CORAÇÃO, SACRIFIQUE-SE POR ELA...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A PERCENTAGEM DE 10% DOS DIAMANTES QUE O REGIME DO DITADOR JES PROMETEU É UMA DIVIDA DE ANGOLA PARA A NAÇÃO LUNDA TCHOKWE





Sem o consentimento do povo, porque nunca foi consultado, Dr.º António Agostinho Neto, Presidente então do MPLA e da Republica Popular de Angola, decreta a divisão de uma parte do Estado Lunda Tchokwe, com o objectivo de controlar a exploração dos Diamantes, e cria duas Províncias a Lunda-Norte e Sul, Decreto N.º 84/78 de 4 de Julho, publicado no Diário da Republica I serie n.º 156,  o primeiro que faz um colonizador para chegar a dominar a outro é separá-lo dos demais povos.

  
As fronteiras actuais de Angola - desde há muito intensamente ocupada - foram fixadas e reconhecidas pelas Potências signatárias da Conferência de Berlim em 1884-1885,  com isenção das fronteiras da Lunda Tchokwe, pois até a esta data Portugal ainda não conhecia as terras da Lunda, (vide Soba Ambango da Nação Ndongo 1892).

  
Desta forma, o contexto histórico da instalação dos portugueses em Angola, no século XV (1482),  e na Lunda Tchokwe no século XIX (1895),  aparece já muito diferente. Um exame mais aprofundado evidenciará ainda mais este facto, porque os conceitos jurídicos e a «atmosfera do direito» que rodeiam os dois acontecimentos são ainda mais diferentes.


Por decreto executivo N.º 30/2000 de 28 de Abril, publicada no dia 28 de Abril, Diário da Republica I Serie N.º 17,  José Eduardo dos Santos e seu Governo, aprova por sua conta a atribuição de 10% das receitas brutas ou seja PIB Regional das 4 Províncias do Estado da Lunda Tchokwe (Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte).



Em Setembro de 2007, o mesmo governo de Angola garantiu publicamente que iria colocar um II Modulo de lapidação de diamantes na Lunda – Sul durante 2008, como parte da sua campanha eleitoralista, porém, estamos em 2013, quando será? Ninguém sabe…

  

Em 2007,  Cabinda, Huambo, Benguela e Luanda, ganharam 4 Ginásios multiusos para a prática de Basquetebol, para quando no território da Lunda Tchokwe? Em 2010,  Cabinda, Luanda, Benguela e a Huila ganharam 4 estádios e Aeroportos com características Internacionais, que cobriram o CAN2010 e a Nação Lunda Tchokwe? Nada…


  
 Em 2013,  Malange, Luanda e Namibe, ganharam 3 Ginásios multiusos que serviram o 41º Campeonato do mundo de hóquei em patins, ganharam Hotéis e outras infra-estruturas e a Nação Lunda Tchokwe que vende mais de 80% de todos os diamantes produzidos em Angola? O que ganhou? Absolutamente nada.


  
Quantos Lunda Tchokwes,  são donos de Bancos ou companhias de aviação privadas, Universidades, Fabricas e outros projectos de impacto?  Quantos filhos Lunda Tchokwe,  são donos de Projectos Mineiros, mesmo vivendo por cima dos diamantes? Para quando o Governo vai investir um Bilião de dólares,  na cidade de Menongue, Luena, Saurimo ou Dundo?  Hotéis, Hospitais com tecnologia de última geração, edifícios aranha céus, condomínios, auto estradas e grandes investimentos estrangeiros para Luanda e o litoral ou ex-província ultramarina, para quando no território da Nação Tchokwe?  



Alguém podia questionar o Santo Bikuku, o povo Lunda sabe muito bem que ele é apenas um gerente dos negocio de Paixão Júnior & companhia no território Lunda Tchokwe, quem seria este lamentável  e pacato cidadão fosse dono de negócios fabulosos isento da mão do JES, capaz de adquirir uma aeronave como IL que outrora operou com Valentim - Amons no Sul, que nem o general é detentor,  seria possível sossegar esse regime que por nada foi capaz de abrir um processo-crime (105) que condenou o malogrado general Txizainga; Jorge Pierre Muhunga; Simão André e vários filhos da Lunda.



José Eduardo dos Santos, confiscou os seus bens móveis e imóveis, sobre o pretexto de serem bens luxuosos que não tinha origem justificado acusados de os obterem através de tráfico ilícito de diamantes e foram condenados a prisão efectiva em 1982, como consequência foi desprovido o potencial económico dos filhos Lunda Tchokwe,  criando assim obstáculos que favoreceram o controlo total dos recursos da Lunda na sua totalidade pelos angolanos de descendência crioulo e do litoral.  



O Povo Lunda Tchokwe, é vitima de massacres e saque organizado da sua terra, e riqueza,  continuam surpreendidos, com raptados, cadeias políticas, linchamentos, actos intimidatórios que já levaram mais de 50 Activistas do Movimento do Protectorado nas cadeias do regime do ditador e ocupacionista José Eduardo dos Santos,  acções Maquiavélicos que não ajudam a convivência salutar entre os Povos da Nação Lunda Tchokwe e de Angola, é o que na pratica tem sido demonstrado pelo regime.  



Governos honestos não prometem, não decretam as realizações, porque as coisas boas devem ser feitas sem chamar o universo para vê-las, o real é o que importa, não o aparente. Promessa é divida e divida deve-se pagar, onde esta a propalada Capital da Lunda-Norte LUKAPA aprovada com a divisão da Lunda em 1978?


 O Clamor do povo Lunda Tchokwe terá solução justo quando esse regime sentir-se pressionado pela comunidade internacional a reconhecer a legitimidade dum povo soberano que actualmente está sendo governado por leis desumanos e  importados. Para contrapor e extinguir a hegemonia cultural  da vontade transcendental.


Para a Nação Lunda Tchokwe: "Promessas acima das promessas, materialização zero" esse é slogan do regime angolano, porque acha que não haverá quem poderá cobrar a injustiça praticada  à mando do  ditador José Eduardo Dos Santos presidente de Angola  que ocupada ilegalmente o território do Protectorado Português desde  1885 a 1975.  



Ao longo do período da guerra entre angolanos comunistas e democráticos não atingiu nem demoliu algum edifício na cidade de Saurimo, com chamada paz da calada das armas, lá vão onze anos que o comerciante Vasco de Oliveira primo do General e Ministro de Estado e Chefe da Casa militar da presidência da República de Angola  Hélder Viera Dias Kopelipa, que demoliu três grandes edifícios histórico da cidade com promessas de reabilitar ou reconstruir outros melhores,  nomeadamente o Hotel Central da Lunda – Sul de 140 Quartos, a única tipografia colonial de Saurimo, que a sua tecnologia foi transferida para a cidade do Lubango em 1990, agora encontra-se a produzir para a Huila, terra natal do comerciante; além dum estabelecimento demolido, que os seus espaços esvaziados tornaram capinzal no cento da cidade e ninguém põe cobro a esses bens publico Lunda Tchokwe.



Só para não comentarmos mais sobre a mediateca de Saurimo que estava entre as três primeiras, a Luanda e Lubango, a penalizada foi de Saurimo, que por vergonha publica só agora que retomaram construção e tudo por meio de varias denúncias,  outras  obras paralisadas como a do estádio de futebol na ex- comarca da Lunda-Sul.



São hoje passados 38 anos, nenhuma promessa foi cumprida, o mínimo que o regime de José Eduardo dos Santos deve fazer é a sua retirada incondicional do território da Nação Lunda Tchokwe.



 No dia 20 de Agosto de 2008, José Eduardo dos Santos fez promessas na cidade de Saurimo, o que cumpriu relativamente aquele comício eleitoral as cidade e vilas mais importante de Kuando Kubango, Moxico, Lunda-Sul e Lunda-Norte? Não dispõe de energia eléctrica e Agua canalizada, educação sem qualidade.

  
Em Junho de 2011, foi ao Menongue para realizar uma reunião do seu conselho de Ministros, muitas promessas foram feitas naquele encontro, o que se cumpriu? Nada… A dignidade nunca morre. O dever se deve cumprir simples e naturalmente. Mas vale calar que prometer e não cumprir…

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DESMOND TUTU DIZ QUE LÍDERES AFRICANOS CONTRA TPI PROCURAM “AUTORIZAÇÃO PARA MATAR”



Lisboa - O Nobel da Paz sul-africano Desmond Tutu considerou hoje que os dirigentes africanos que defendem uma retirada do Tribunal Penal Internacional (TPI) procuram na realidade "uma autorização para matar, mutilar e oprimir" com total impunidade.





Fonte: Lusa
Lembrando que África participou na criação do tribunal, Tutu pediu aos líderes dos 54 estados-membros da União Africana (UA), reunidos hoje e no sábado em Adis Abeba, para se oporem aos homólogos "menos democratas" evitando que saiam do TPI.


"Alguns na UA podem avançar com a carta racial ou com a carta colonial no seu discurso", disse o arcebispo sul-africano num artigo publicado no Cape Times. "Longe de ser o que alguns chamam 'uma caça às bruxas iniciada pelo homem branco', o TPI não poderia ser mais africano, mesmo se o quisesse", escreveu o Nobel da Paz.


Tutu lançou este apelo na altura em que os dirigentes da UA estão reunidos numa cimeira destinada a debater as difíceis relações entre o continente e o TPI, que acusam de apenas ter julgado africanos desde o início dos seus trabalhos, em 2002.


"Esta cimeira é um combate entre a justiça e a violência brutal. Longe de ser um confronto entre a África e o Ocidente, é um confronto entre africanos, pela alma do continente", escreveu o Nobel da Paz.


Tutu acusou os dirigentes que reclamam uma saída do TPI de "quererem na realidade uma autorização para matar, mutilar e oprimir os seus povos sem consequências".


"África sofre as consequências dos atos de dirigentes irresponsáveis há demasiado tempo para se poder deixar enganar desta maneira", sublinhou, apelando à assinatura de uma petição na Internet iniciada pelo grupo ativista Avaaz.


"Sem este tribunal não haverá qualquer freio aos piores excessos (...) Os dirigentes violentos continuam a infestar África: os Grandes Lagos, o Mali, o norte da Nigéria e o Egito são todos fontes de inquietação (...) Os autores de violências não devem ser autorizados a saírem com uma pirueta", escreveu Tutu.


Na reunião de dois dias na capital etíope, os líderes africanos estão a debater o tipo de relações que a organização Pan-Africana (que conta com 34 membros dos 122 países do mundo que ratificaram o Estatuto de Roma, que fundou o TPI) vai manter com o tribunal internacional.



As acusações dos líderes africanos intensificaram-se depois de o TPI ter acusado de crimes contra a humanidade os quenianos Uhuru Kenyatta e William Ruto, eleitos em março passado Presidente e vice-Presidente do Quénia, respetivamente.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

ANO ESCOLAR 2013 NA LUNDA-NORTE PODE ESTAR COMPROMETIDO, PROFESSORES NOVAMENTE EM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO





ANO ESCOLAR 2013 NA LUNDA-NORTE PODE ESTAR COMPROMETIDO, PROFESSORES NOVAMENTE EM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO


O SINPROF na Lunda-Norte, reuniu os seus Associados este sábado 12 de Outubro, para passar a pente fino tudo aquilo que havia negociado juntamente com uma Delegação do SINPROF vinda de Luanda com o Executivo do Governador Ernesto Muangala no dia 22 de Julho, que consideraram não ter havido progressos nos compromissos assumidos, por parte do Governo da Província.



Por isso os associados reunidos, decidiram neste encontro partirem para uma nova greve por tempo indeterminado, que teve inicio esta segunda feira dia 14 de Outubro de 2013, de acordo com a informação prestada esta manhã pelos Sres. CAZANGA e TAMBATAMBA, Secretario geral e Secretario para a Fiscalização e Disciplina, ambos do SINPROF da Lunda-Norte.



Tambatamba, disse que os Associados a SINPROF produziram um comunicado que esta segunda feira foi distribuídos as entidades competentes; Delegação da Educação, Governo Provincial, Direcção Provincial do MAPESS, Núcleo dos Deputados da Província a Assembleia Nacional, aos Partidos Políticos e a Comunicação Social local.



Disse por outro lado, que na reunião com o governo da província no dia 22 de Julho, a promessa era de que em 45 dias tudo seria resolvido, agora estamos por encima de mais de 70 dias, e, não se resolveu um único ponto do caderno reivindicativo apresentado por SINPROF e seus Associados.



De lembrar que a última greve, teve lugar entre o mês de Maio ao Julho de 2013, no ping pong entre o SINPROF e o Executivo do Governador Ernesto Muangala, que, alias o Governador/Embaixador ao serviço do regime ditador de Luanda na Lunda-Norte, esteve envolvido pessoalmente, para agradar o seu Chefe José Eduardo dos Santos, mostrando-se quando ele é fiel e leal.



Ernesto Muangala, se é mesmo filho da Lunda, não tem coração, combater seus próprios irmãos, seus compatriotas é coisa de pessoas medíocres, incompetentes, incapazes, e, se ele no seu palácio tem tudo, os outros nada tem, por isso a miséria não é uma desgraça pessoal, é um delito público, e, ele nas vestes de governante é criminoso.



Na Lunda a miséria é para todos nós que somos a maioria, vamos solidários com a greve do SINPROF para que o Sr. Ernesto Muangala, pague os salários dos professores e os seus subsídios, a escola é a lavra deles, é o lugar onde eles encontram o pão de cada dia para alimentar os seus familiares, ninguém tem o direito de lhes negar esse direito que esta consagrado na constituição.



Para esta nova novela de greve dos professores, há pouco menos do final do ano escolar, pode comprometer todo um esforço que os alunos e as famílias vinham fazendo, na esperança de verem os seus filhos passarem de classe.



Se o professor é o combatente da linha da frente, porque razão, não honrar com as preocupações dos mesmos, quando se gasta milhões de dólares em festas fúteis como a organização de concursos de mulheres bonitas, ao invés de aquilo que trás a inteligência e a produtividade para o desenvolvimento esperado e equilibrado em Angola, incluindo a Lunda Tchokwe.



A saúde e a educação são sectores muito importantes para o futuro de qualquer país, por isso devem estar nas prioridades das prioridades de qualquer governo, a menos que o regime do Presidente ditador José Eduardo dos Santos não esteja interessado em ver a Lunda Tchokwe a se desenvolver cientificamente, mantendo-o no obscurantismo nos próximos anos, para continuar a nos colonizar, como a notícia veiculado no blog do protectorado, sobre a cobertura escolar Angolana 1845 – 1919 em que não havia um único estabelecimento escolar nestas paragens (a presença portuguesa oficialmente na Lunda foi a partir de 1895)


PROFESSORES, ESTAMOS CONVOSCO NA VOSSA LUTA!...


Por JOKA no Dundo 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O SILÊNCIO DA INTELECTUALIDADE LUNDA TCHOKWE SOBRE O MOVIMENTO REIVINDICATIVO DO PROTECTORADO








(...)  O amor mãe à pátria, Não é o amor ridículo à terra, Nem à grama que pisoteia nossas plantas, Mas sim o ódio invencível a quem a oprime, E o rancor eterno a quem a ataca  (...) José Marti



(…) Não é rico o povo onde há alguns homens ricos, mas aquele onde cada um tem um pouco de riqueza. Em economia, política e em um bom governo, distribuir é fazer venturosos. Os direitos se tomam, não se pedem; se arrancam, não se mendigam. Só fincam raízes nas nações as formas de governos que nascem delas. Da América sou filho; a ela me devo.



Todo homem está obrigado a honrar com sua conduta privada, tanto como com a pública, a sua Pátria. Enquanto a justiça não esteja alcançada, se luta. Duas coisas gloriosas existem: o sol no céu e a liberdade na terra. A miséria não é uma desgraça pessoal, é um delito público. Os perigos não devem ser vistos quando aparecem, mas quando se pode evitá-los. O primeiro em política é esclarecer e prever. O verdadeiro homem não olha de que lado se vive melhor, mas de que está o dever. A política é a arte de combinar, para o bem-estar crescente interior, os factores diversos ou opostos de um país, e de salvar o país da inimizade aberta ou da amizade cobiçada dos demais povos.



Quem diz união económica diz união política. O povo que compra, manda. O povo que vende, serve. É necessário equilibrar o comércio para assegurar a liberdade. O povo que quer morrer, vende a um só povo, e o que quer salvar-se vende a mais de um. O primeiro que faz um povo para chegar a dominar a outro é separá-lo dos demais povos. O melhor modo de fazer-se servir é fazer-se respeitar. Cuba não anda de pendenga pelo mundo: anda de irmã e batalha com a autoridade de irmã. Ao salvar-se, salva.



Nossa América não lhe falhará porque ela não falha à América. Quem se levanta hoje com Cuba se levanta para todos os tempos. Da justiça não tem nada que temer os povos, mas os que resistem a exercitá-la (…) nescubaUnb em José Marti.



(…) ”No final nos lembramos das palavras dos nossos inimigos, mas o silêncio dos nossos amigos!..”(…) Martin Luther King



(…) A dignidade é como a esponja: pode-se oprimi-la, mas se conserva sempre sua força de tensão. A dignidade nunca morre. O dever se deve cumprir simples e naturalmente. Mas vale calar que não falar a verdade.



Ser bom é o único modo de ser sortudo. Um homem que oculta o que pensa ou não se atreve a dizer o que pensa não é um homem honrado. Quando há muitos homens sem decoro há sempre outros que tem em si o decoro de muitos homens.



Os homens não podem ser mais perfeitos que o sol. O sol queima com a mesma luz que esquenta. O sol tem manchas. Os mal agradecidos falam só das manchas. Os agradecidos falam da luz. As coisas boas devem ser feitas sem chamar o universo para vê-las. O real é o que importa, não o aparente. A palavra não é feita para encobrir a verdade, mas para dizê-la.



O homem não tem nenhum direito especial porque pertença a uma ou outra raça: diga-se homem e já se dizem todos os direitos. Tudo o que divide os homens, tudo o que os específica, separa ou os acurrala, é um pecado contra a humanidade.
As palavras não valem senão enquanto representam uma ideia. Enquanto haja obra a fazer, um homem inteiro não tem o direito de repousar. Pátria é humanidade(…)NescubaUnB em José Marti.



(…) Kuya nhi kuhela wuua, tchitangu kuli nhinguica majina(…) Máxima Lunda Tchokwe



Porque a intelectualidade Lunda Tchokwe esta tão calada, tão consentida, estamos sendo devorados, mas ninguém grita, porque tanto silêncio?



(…) En silencio ha tenido que ser, y como indirectamente, porque hay cosas que para lograrlas han de andar ocultas, y de proclamarse en lo que son, levantarían dificultades demasiado recias para alcanzar sobre ellas el fin(…)José Marti



Importa sim, os gestos de cumplicidade e de apoio material e moral que encaminhe rapidamente para a vitória do processo, ainda que estes gestos sejam ocultos, porque nenhum homem é uma Ilha isolada.



Deixo estas reflexões de José Martin, o pai da eternidade Cubana, façam vossas reflexões, vos filhos da Nação Lunda Tchokwe desde Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte.



Para terminar faço minhas, as palavras do verso de José Marti em “Guantanamera, Guajira Guantanamera” que se segue:


“Eu quero quando morrer.
Sem pátria, mas sem amo,
Ter em minha laje um ramo
De flores, - e uma bandeira!”

Por JMZ

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

DENÚNCIA - ARBITRARIEDADE NO TP DA LUNDA-NORTE CONTRA ACTIVISTAS DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE

DENÚNCIA - ARBITRARIEDADE NO TP DA LUNDA-NORTE CONTRA ACTIVISTAS DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE





Activista do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe que havia sido raptado pela Policia do regime do Presidente José Eduardo dos Santos em 2010 e, condenado ilegalmente aos 3 anos de prisão efectiva Sr. Domingos Henrique Samujaia, sob acusação de crime contra a segurança do estado artigo 26º Lei 7/78, a mesma lei foi revogada em 2010.




O incrível é que o Activista Domingos Henrique já cumpriu com a pena, o Tribunal Provincial da Lunda-Norte, pediu que depositasse 50.000,00 Kz custas judiciárias e outros impostos de justiça.




O Procurador Provincial Sr Espanhol, avisou antecipadamente o Activista para a realização do depósito requerido.



Nosso espanto é que o Tribunal Provincial, diz agora que não pode receber os valores porque o processo do Activista não esta na posse dele, mas sim no Tribunal Supremo em Luanda, e que, esta a espera das ordens superior emanadas por Luanda.



Também diz que não sabe quando é que o Tribunal Supremo vai enviar os documentos do Activista a Lunda-Norte.




Haverá alguma razão, para este comportamento do poder judiciário angolano, sobretudo do Tribunal Provincial da Lunda-Norte?.. ou alguma manobra mais, numa altura em que outros 10 Activistas em Luanda foram notificados para comparecerem na audiência de julgamento que terá lugar no dia 25 de corrente mês e ainda vão manterem-se por mais tempo na cadeia da Kakanda os Activistas: José Muteba, António Silva Malendeca e Sebastião Lumanhi.