quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A PERCENTAGEM DE 10% DOS DIAMANTES QUE O REGIME DO DITADOR JES PROMETEU É UMA DIVIDA DE ANGOLA PARA A NAÇÃO LUNDA TCHOKWE





Sem o consentimento do povo, porque nunca foi consultado, Dr.º António Agostinho Neto, Presidente então do MPLA e da Republica Popular de Angola, decreta a divisão de uma parte do Estado Lunda Tchokwe, com o objectivo de controlar a exploração dos Diamantes, e cria duas Províncias a Lunda-Norte e Sul, Decreto N.º 84/78 de 4 de Julho, publicado no Diário da Republica I serie n.º 156,  o primeiro que faz um colonizador para chegar a dominar a outro é separá-lo dos demais povos.

  
As fronteiras actuais de Angola - desde há muito intensamente ocupada - foram fixadas e reconhecidas pelas Potências signatárias da Conferência de Berlim em 1884-1885,  com isenção das fronteiras da Lunda Tchokwe, pois até a esta data Portugal ainda não conhecia as terras da Lunda, (vide Soba Ambango da Nação Ndongo 1892).

  
Desta forma, o contexto histórico da instalação dos portugueses em Angola, no século XV (1482),  e na Lunda Tchokwe no século XIX (1895),  aparece já muito diferente. Um exame mais aprofundado evidenciará ainda mais este facto, porque os conceitos jurídicos e a «atmosfera do direito» que rodeiam os dois acontecimentos são ainda mais diferentes.


Por decreto executivo N.º 30/2000 de 28 de Abril, publicada no dia 28 de Abril, Diário da Republica I Serie N.º 17,  José Eduardo dos Santos e seu Governo, aprova por sua conta a atribuição de 10% das receitas brutas ou seja PIB Regional das 4 Províncias do Estado da Lunda Tchokwe (Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte).



Em Setembro de 2007, o mesmo governo de Angola garantiu publicamente que iria colocar um II Modulo de lapidação de diamantes na Lunda – Sul durante 2008, como parte da sua campanha eleitoralista, porém, estamos em 2013, quando será? Ninguém sabe…

  

Em 2007,  Cabinda, Huambo, Benguela e Luanda, ganharam 4 Ginásios multiusos para a prática de Basquetebol, para quando no território da Lunda Tchokwe? Em 2010,  Cabinda, Luanda, Benguela e a Huila ganharam 4 estádios e Aeroportos com características Internacionais, que cobriram o CAN2010 e a Nação Lunda Tchokwe? Nada…


  
 Em 2013,  Malange, Luanda e Namibe, ganharam 3 Ginásios multiusos que serviram o 41º Campeonato do mundo de hóquei em patins, ganharam Hotéis e outras infra-estruturas e a Nação Lunda Tchokwe que vende mais de 80% de todos os diamantes produzidos em Angola? O que ganhou? Absolutamente nada.


  
Quantos Lunda Tchokwes,  são donos de Bancos ou companhias de aviação privadas, Universidades, Fabricas e outros projectos de impacto?  Quantos filhos Lunda Tchokwe,  são donos de Projectos Mineiros, mesmo vivendo por cima dos diamantes? Para quando o Governo vai investir um Bilião de dólares,  na cidade de Menongue, Luena, Saurimo ou Dundo?  Hotéis, Hospitais com tecnologia de última geração, edifícios aranha céus, condomínios, auto estradas e grandes investimentos estrangeiros para Luanda e o litoral ou ex-província ultramarina, para quando no território da Nação Tchokwe?  



Alguém podia questionar o Santo Bikuku, o povo Lunda sabe muito bem que ele é apenas um gerente dos negocio de Paixão Júnior & companhia no território Lunda Tchokwe, quem seria este lamentável  e pacato cidadão fosse dono de negócios fabulosos isento da mão do JES, capaz de adquirir uma aeronave como IL que outrora operou com Valentim - Amons no Sul, que nem o general é detentor,  seria possível sossegar esse regime que por nada foi capaz de abrir um processo-crime (105) que condenou o malogrado general Txizainga; Jorge Pierre Muhunga; Simão André e vários filhos da Lunda.



José Eduardo dos Santos, confiscou os seus bens móveis e imóveis, sobre o pretexto de serem bens luxuosos que não tinha origem justificado acusados de os obterem através de tráfico ilícito de diamantes e foram condenados a prisão efectiva em 1982, como consequência foi desprovido o potencial económico dos filhos Lunda Tchokwe,  criando assim obstáculos que favoreceram o controlo total dos recursos da Lunda na sua totalidade pelos angolanos de descendência crioulo e do litoral.  



O Povo Lunda Tchokwe, é vitima de massacres e saque organizado da sua terra, e riqueza,  continuam surpreendidos, com raptados, cadeias políticas, linchamentos, actos intimidatórios que já levaram mais de 50 Activistas do Movimento do Protectorado nas cadeias do regime do ditador e ocupacionista José Eduardo dos Santos,  acções Maquiavélicos que não ajudam a convivência salutar entre os Povos da Nação Lunda Tchokwe e de Angola, é o que na pratica tem sido demonstrado pelo regime.  



Governos honestos não prometem, não decretam as realizações, porque as coisas boas devem ser feitas sem chamar o universo para vê-las, o real é o que importa, não o aparente. Promessa é divida e divida deve-se pagar, onde esta a propalada Capital da Lunda-Norte LUKAPA aprovada com a divisão da Lunda em 1978?


 O Clamor do povo Lunda Tchokwe terá solução justo quando esse regime sentir-se pressionado pela comunidade internacional a reconhecer a legitimidade dum povo soberano que actualmente está sendo governado por leis desumanos e  importados. Para contrapor e extinguir a hegemonia cultural  da vontade transcendental.


Para a Nação Lunda Tchokwe: "Promessas acima das promessas, materialização zero" esse é slogan do regime angolano, porque acha que não haverá quem poderá cobrar a injustiça praticada  à mando do  ditador José Eduardo Dos Santos presidente de Angola  que ocupada ilegalmente o território do Protectorado Português desde  1885 a 1975.  



Ao longo do período da guerra entre angolanos comunistas e democráticos não atingiu nem demoliu algum edifício na cidade de Saurimo, com chamada paz da calada das armas, lá vão onze anos que o comerciante Vasco de Oliveira primo do General e Ministro de Estado e Chefe da Casa militar da presidência da República de Angola  Hélder Viera Dias Kopelipa, que demoliu três grandes edifícios histórico da cidade com promessas de reabilitar ou reconstruir outros melhores,  nomeadamente o Hotel Central da Lunda – Sul de 140 Quartos, a única tipografia colonial de Saurimo, que a sua tecnologia foi transferida para a cidade do Lubango em 1990, agora encontra-se a produzir para a Huila, terra natal do comerciante; além dum estabelecimento demolido, que os seus espaços esvaziados tornaram capinzal no cento da cidade e ninguém põe cobro a esses bens publico Lunda Tchokwe.



Só para não comentarmos mais sobre a mediateca de Saurimo que estava entre as três primeiras, a Luanda e Lubango, a penalizada foi de Saurimo, que por vergonha publica só agora que retomaram construção e tudo por meio de varias denúncias,  outras  obras paralisadas como a do estádio de futebol na ex- comarca da Lunda-Sul.



São hoje passados 38 anos, nenhuma promessa foi cumprida, o mínimo que o regime de José Eduardo dos Santos deve fazer é a sua retirada incondicional do território da Nação Lunda Tchokwe.



 No dia 20 de Agosto de 2008, José Eduardo dos Santos fez promessas na cidade de Saurimo, o que cumpriu relativamente aquele comício eleitoral as cidade e vilas mais importante de Kuando Kubango, Moxico, Lunda-Sul e Lunda-Norte? Não dispõe de energia eléctrica e Agua canalizada, educação sem qualidade.

  
Em Junho de 2011, foi ao Menongue para realizar uma reunião do seu conselho de Ministros, muitas promessas foram feitas naquele encontro, o que se cumpriu? Nada… A dignidade nunca morre. O dever se deve cumprir simples e naturalmente. Mas vale calar que prometer e não cumprir…

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DESMOND TUTU DIZ QUE LÍDERES AFRICANOS CONTRA TPI PROCURAM “AUTORIZAÇÃO PARA MATAR”



Lisboa - O Nobel da Paz sul-africano Desmond Tutu considerou hoje que os dirigentes africanos que defendem uma retirada do Tribunal Penal Internacional (TPI) procuram na realidade "uma autorização para matar, mutilar e oprimir" com total impunidade.





Fonte: Lusa
Lembrando que África participou na criação do tribunal, Tutu pediu aos líderes dos 54 estados-membros da União Africana (UA), reunidos hoje e no sábado em Adis Abeba, para se oporem aos homólogos "menos democratas" evitando que saiam do TPI.


"Alguns na UA podem avançar com a carta racial ou com a carta colonial no seu discurso", disse o arcebispo sul-africano num artigo publicado no Cape Times. "Longe de ser o que alguns chamam 'uma caça às bruxas iniciada pelo homem branco', o TPI não poderia ser mais africano, mesmo se o quisesse", escreveu o Nobel da Paz.


Tutu lançou este apelo na altura em que os dirigentes da UA estão reunidos numa cimeira destinada a debater as difíceis relações entre o continente e o TPI, que acusam de apenas ter julgado africanos desde o início dos seus trabalhos, em 2002.


"Esta cimeira é um combate entre a justiça e a violência brutal. Longe de ser um confronto entre a África e o Ocidente, é um confronto entre africanos, pela alma do continente", escreveu o Nobel da Paz.


Tutu acusou os dirigentes que reclamam uma saída do TPI de "quererem na realidade uma autorização para matar, mutilar e oprimir os seus povos sem consequências".


"África sofre as consequências dos atos de dirigentes irresponsáveis há demasiado tempo para se poder deixar enganar desta maneira", sublinhou, apelando à assinatura de uma petição na Internet iniciada pelo grupo ativista Avaaz.


"Sem este tribunal não haverá qualquer freio aos piores excessos (...) Os dirigentes violentos continuam a infestar África: os Grandes Lagos, o Mali, o norte da Nigéria e o Egito são todos fontes de inquietação (...) Os autores de violências não devem ser autorizados a saírem com uma pirueta", escreveu Tutu.


Na reunião de dois dias na capital etíope, os líderes africanos estão a debater o tipo de relações que a organização Pan-Africana (que conta com 34 membros dos 122 países do mundo que ratificaram o Estatuto de Roma, que fundou o TPI) vai manter com o tribunal internacional.



As acusações dos líderes africanos intensificaram-se depois de o TPI ter acusado de crimes contra a humanidade os quenianos Uhuru Kenyatta e William Ruto, eleitos em março passado Presidente e vice-Presidente do Quénia, respetivamente.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

ANO ESCOLAR 2013 NA LUNDA-NORTE PODE ESTAR COMPROMETIDO, PROFESSORES NOVAMENTE EM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO





ANO ESCOLAR 2013 NA LUNDA-NORTE PODE ESTAR COMPROMETIDO, PROFESSORES NOVAMENTE EM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO


O SINPROF na Lunda-Norte, reuniu os seus Associados este sábado 12 de Outubro, para passar a pente fino tudo aquilo que havia negociado juntamente com uma Delegação do SINPROF vinda de Luanda com o Executivo do Governador Ernesto Muangala no dia 22 de Julho, que consideraram não ter havido progressos nos compromissos assumidos, por parte do Governo da Província.



Por isso os associados reunidos, decidiram neste encontro partirem para uma nova greve por tempo indeterminado, que teve inicio esta segunda feira dia 14 de Outubro de 2013, de acordo com a informação prestada esta manhã pelos Sres. CAZANGA e TAMBATAMBA, Secretario geral e Secretario para a Fiscalização e Disciplina, ambos do SINPROF da Lunda-Norte.



Tambatamba, disse que os Associados a SINPROF produziram um comunicado que esta segunda feira foi distribuídos as entidades competentes; Delegação da Educação, Governo Provincial, Direcção Provincial do MAPESS, Núcleo dos Deputados da Província a Assembleia Nacional, aos Partidos Políticos e a Comunicação Social local.



Disse por outro lado, que na reunião com o governo da província no dia 22 de Julho, a promessa era de que em 45 dias tudo seria resolvido, agora estamos por encima de mais de 70 dias, e, não se resolveu um único ponto do caderno reivindicativo apresentado por SINPROF e seus Associados.



De lembrar que a última greve, teve lugar entre o mês de Maio ao Julho de 2013, no ping pong entre o SINPROF e o Executivo do Governador Ernesto Muangala, que, alias o Governador/Embaixador ao serviço do regime ditador de Luanda na Lunda-Norte, esteve envolvido pessoalmente, para agradar o seu Chefe José Eduardo dos Santos, mostrando-se quando ele é fiel e leal.



Ernesto Muangala, se é mesmo filho da Lunda, não tem coração, combater seus próprios irmãos, seus compatriotas é coisa de pessoas medíocres, incompetentes, incapazes, e, se ele no seu palácio tem tudo, os outros nada tem, por isso a miséria não é uma desgraça pessoal, é um delito público, e, ele nas vestes de governante é criminoso.



Na Lunda a miséria é para todos nós que somos a maioria, vamos solidários com a greve do SINPROF para que o Sr. Ernesto Muangala, pague os salários dos professores e os seus subsídios, a escola é a lavra deles, é o lugar onde eles encontram o pão de cada dia para alimentar os seus familiares, ninguém tem o direito de lhes negar esse direito que esta consagrado na constituição.



Para esta nova novela de greve dos professores, há pouco menos do final do ano escolar, pode comprometer todo um esforço que os alunos e as famílias vinham fazendo, na esperança de verem os seus filhos passarem de classe.



Se o professor é o combatente da linha da frente, porque razão, não honrar com as preocupações dos mesmos, quando se gasta milhões de dólares em festas fúteis como a organização de concursos de mulheres bonitas, ao invés de aquilo que trás a inteligência e a produtividade para o desenvolvimento esperado e equilibrado em Angola, incluindo a Lunda Tchokwe.



A saúde e a educação são sectores muito importantes para o futuro de qualquer país, por isso devem estar nas prioridades das prioridades de qualquer governo, a menos que o regime do Presidente ditador José Eduardo dos Santos não esteja interessado em ver a Lunda Tchokwe a se desenvolver cientificamente, mantendo-o no obscurantismo nos próximos anos, para continuar a nos colonizar, como a notícia veiculado no blog do protectorado, sobre a cobertura escolar Angolana 1845 – 1919 em que não havia um único estabelecimento escolar nestas paragens (a presença portuguesa oficialmente na Lunda foi a partir de 1895)


PROFESSORES, ESTAMOS CONVOSCO NA VOSSA LUTA!...


Por JOKA no Dundo 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O SILÊNCIO DA INTELECTUALIDADE LUNDA TCHOKWE SOBRE O MOVIMENTO REIVINDICATIVO DO PROTECTORADO








(...)  O amor mãe à pátria, Não é o amor ridículo à terra, Nem à grama que pisoteia nossas plantas, Mas sim o ódio invencível a quem a oprime, E o rancor eterno a quem a ataca  (...) José Marti



(…) Não é rico o povo onde há alguns homens ricos, mas aquele onde cada um tem um pouco de riqueza. Em economia, política e em um bom governo, distribuir é fazer venturosos. Os direitos se tomam, não se pedem; se arrancam, não se mendigam. Só fincam raízes nas nações as formas de governos que nascem delas. Da América sou filho; a ela me devo.



Todo homem está obrigado a honrar com sua conduta privada, tanto como com a pública, a sua Pátria. Enquanto a justiça não esteja alcançada, se luta. Duas coisas gloriosas existem: o sol no céu e a liberdade na terra. A miséria não é uma desgraça pessoal, é um delito público. Os perigos não devem ser vistos quando aparecem, mas quando se pode evitá-los. O primeiro em política é esclarecer e prever. O verdadeiro homem não olha de que lado se vive melhor, mas de que está o dever. A política é a arte de combinar, para o bem-estar crescente interior, os factores diversos ou opostos de um país, e de salvar o país da inimizade aberta ou da amizade cobiçada dos demais povos.



Quem diz união económica diz união política. O povo que compra, manda. O povo que vende, serve. É necessário equilibrar o comércio para assegurar a liberdade. O povo que quer morrer, vende a um só povo, e o que quer salvar-se vende a mais de um. O primeiro que faz um povo para chegar a dominar a outro é separá-lo dos demais povos. O melhor modo de fazer-se servir é fazer-se respeitar. Cuba não anda de pendenga pelo mundo: anda de irmã e batalha com a autoridade de irmã. Ao salvar-se, salva.



Nossa América não lhe falhará porque ela não falha à América. Quem se levanta hoje com Cuba se levanta para todos os tempos. Da justiça não tem nada que temer os povos, mas os que resistem a exercitá-la (…) nescubaUnb em José Marti.



(…) ”No final nos lembramos das palavras dos nossos inimigos, mas o silêncio dos nossos amigos!..”(…) Martin Luther King



(…) A dignidade é como a esponja: pode-se oprimi-la, mas se conserva sempre sua força de tensão. A dignidade nunca morre. O dever se deve cumprir simples e naturalmente. Mas vale calar que não falar a verdade.



Ser bom é o único modo de ser sortudo. Um homem que oculta o que pensa ou não se atreve a dizer o que pensa não é um homem honrado. Quando há muitos homens sem decoro há sempre outros que tem em si o decoro de muitos homens.



Os homens não podem ser mais perfeitos que o sol. O sol queima com a mesma luz que esquenta. O sol tem manchas. Os mal agradecidos falam só das manchas. Os agradecidos falam da luz. As coisas boas devem ser feitas sem chamar o universo para vê-las. O real é o que importa, não o aparente. A palavra não é feita para encobrir a verdade, mas para dizê-la.



O homem não tem nenhum direito especial porque pertença a uma ou outra raça: diga-se homem e já se dizem todos os direitos. Tudo o que divide os homens, tudo o que os específica, separa ou os acurrala, é um pecado contra a humanidade.
As palavras não valem senão enquanto representam uma ideia. Enquanto haja obra a fazer, um homem inteiro não tem o direito de repousar. Pátria é humanidade(…)NescubaUnB em José Marti.



(…) Kuya nhi kuhela wuua, tchitangu kuli nhinguica majina(…) Máxima Lunda Tchokwe



Porque a intelectualidade Lunda Tchokwe esta tão calada, tão consentida, estamos sendo devorados, mas ninguém grita, porque tanto silêncio?



(…) En silencio ha tenido que ser, y como indirectamente, porque hay cosas que para lograrlas han de andar ocultas, y de proclamarse en lo que son, levantarían dificultades demasiado recias para alcanzar sobre ellas el fin(…)José Marti



Importa sim, os gestos de cumplicidade e de apoio material e moral que encaminhe rapidamente para a vitória do processo, ainda que estes gestos sejam ocultos, porque nenhum homem é uma Ilha isolada.



Deixo estas reflexões de José Martin, o pai da eternidade Cubana, façam vossas reflexões, vos filhos da Nação Lunda Tchokwe desde Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte.



Para terminar faço minhas, as palavras do verso de José Marti em “Guantanamera, Guajira Guantanamera” que se segue:


“Eu quero quando morrer.
Sem pátria, mas sem amo,
Ter em minha laje um ramo
De flores, - e uma bandeira!”

Por JMZ

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

DENÚNCIA - ARBITRARIEDADE NO TP DA LUNDA-NORTE CONTRA ACTIVISTAS DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE

DENÚNCIA - ARBITRARIEDADE NO TP DA LUNDA-NORTE CONTRA ACTIVISTAS DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE





Activista do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe que havia sido raptado pela Policia do regime do Presidente José Eduardo dos Santos em 2010 e, condenado ilegalmente aos 3 anos de prisão efectiva Sr. Domingos Henrique Samujaia, sob acusação de crime contra a segurança do estado artigo 26º Lei 7/78, a mesma lei foi revogada em 2010.




O incrível é que o Activista Domingos Henrique já cumpriu com a pena, o Tribunal Provincial da Lunda-Norte, pediu que depositasse 50.000,00 Kz custas judiciárias e outros impostos de justiça.




O Procurador Provincial Sr Espanhol, avisou antecipadamente o Activista para a realização do depósito requerido.



Nosso espanto é que o Tribunal Provincial, diz agora que não pode receber os valores porque o processo do Activista não esta na posse dele, mas sim no Tribunal Supremo em Luanda, e que, esta a espera das ordens superior emanadas por Luanda.



Também diz que não sabe quando é que o Tribunal Supremo vai enviar os documentos do Activista a Lunda-Norte.




Haverá alguma razão, para este comportamento do poder judiciário angolano, sobretudo do Tribunal Provincial da Lunda-Norte?.. ou alguma manobra mais, numa altura em que outros 10 Activistas em Luanda foram notificados para comparecerem na audiência de julgamento que terá lugar no dia 25 de corrente mês e ainda vão manterem-se por mais tempo na cadeia da Kakanda os Activistas: José Muteba, António Silva Malendeca e Sebastião Lumanhi.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

GREVE A VISTA NO 4º MAIOR KIMBERLITE DO MUNDO CATOCA SITUADO NO TERRITÓRIO DA NAÇÃO LUNDA TCHOKWE

GREVE A VISTA NO 4º MAIOR KIMBERLITE DO MUNDO CATOCA SITUADO NO TERRITÓRIO DA NAÇÃO LUNDA TCHOKWE






Trabalhadores da empresa mineira de diamante, o quarto kimberlite do mundo, Catoca a escassos Km a norte da cidade de Saurimo na Lunda-Sul, podem entrar em greve a qualquer hora.




Toda a história a narrar, teve inicia aos 5 de Novembro de 2012, quando os trabalhadores fizeram entrada de um “Dossiers” de 65 páginas ao PCA – Ganga Júnior, que é também o Director geral há mais de 20 anos nesta empresa por ser pessoa de total confiança e por causa da sua fidelidade absoluta ao Chefe José Eduardo dos Santos para o manter fora dos prazos estabelecidos por lei, numa empresa considerada Pública Estatal á exemplo da TAAG, ENSA, RNA, TPA, SONANGOL, ENDIAMA, etc que já teve a rotatividade dos seus conselhos de Administração excepto Catoca que nunca é esclarecida se é direito duma empresa publico ou não do estado angolano; mais que rendem receitais fabuloso aos cofres dos concessionários é um facto.




Catoca vende 78,2% dos diamantes produzidos em Angola, mas nunca publicou um único relatório para explicar onde vai os 10% das receitas que o regime do Presidente José Eduardo dos Santos, diz que seriam afectados ao desenvolvimento das 4 províncias; Kuando Kubango, Moxico, Lunda-Sul e Lunda-Norte. Estranho é que nem mesmo a própria Assembleia Nacional que legislou e aprovou tal diploma, veio a publico alguma vez para questionar o destino dos tais propalados 10%.




 No referido dossiers, os trabalhadores solicitam melhorias sociais e laborais, sobretudo nos sectores de Raio X, Metalurgia e outras bem como a revisão salarial sobre a abismal diferença entre Angolanos e os seus colegas expatriados. As questões ligadas ao seguro, assistência médica e outros benefícios entre o trabalhador.




Das várias questões expostas no dossier com as seguintes perguntas, que não foram respondidas: relativamente a isso, o sector de raio X em particular e o da Metalurgia, porque é que a maioria dos directores são estrangeiros? E se esses quadros são capazes mais deixam à desejar, importam leis e regras dos seus países de origem que não tem nada a ver com a Lei Geral de Trabalho de Angola nem com a nossa constituição atípica, implantam forçoso e empiricamente nas empresas de Angola, sobretudo do tal absentismo que foi implantado pelo chefe brasileiro José Carlos que considera a ausência dum trabalhador por morte de um pai ou avó; consulta médica do trabalhador que é parte do seu direito, como absentismo.




Será que estes quadros estão devidamente abalizados e consciencializado do que fazem? Essas políticas não incentivam aquilo que amanhã poderá incentivar a chamada Xenofobia? Será que a palavra expatriada ou proveniente não é a mesma coisa? Porque essa diferença entre os estrangeiros técnicos e angolanos? Quem são os responsáveis ou Directores na Terciarização de Serviços e que poderes tem sobre os trabalhadores de Catoca? Porque se o Angolano vai estudar ou trabalhar na Rússia, é obrigado à aprender o russo, porque não se faz o mesmo neles no aprendizado do Português em Angola?



O dossier considerado revelador do que se passa no interior do 4º kimberlito do mundo, menciona os conflitos laborais como o pão de cada dia e a prostituição como cartão-de-visita de Catoca que os trabalhadores consideram como festas de lazer e antro da prostituição e kilapi.



De acordo com o texto, “Quando há festas no Catoca, nesta ocasião se aproveita para trazer várias convidadas de Saurimo para a comemoração, colegas que trazem mais de cinco mulheres, raparigas de entre os 14 anos, fazem pim pam pum para distribuição das mesmas por vários homens e até nalguns casos fazem gera numa só mulher, porque todos molham lá o pau. Gasta se tanto dinheiro em campanhas de prevenção contra a SIDA, no Catoca constituem o foco de expansão do HIV para a cidade de Saurimo e tudo isso acontece porque constitui o centro de procura para a subsistência alimentar da maioria dos munícipes ”.




As prostitutas já vêm nuas a partir da cidade de Saurimo onde são contratadas ou conquistadas a troco de uma bebida e uma noite no 4º kimberlite do mundo.




O dossier fala da humilhação porque passa o trabalhador Angolano, sobretudo na sala das operadoras do raio X, misturando homens e mulheres, pais e filhos juntos e nuas. Observados nus pelas mulheres, Designadamente Sra Yannie.




Numa interessante das passagens do dossier, ponto 6.5. – “Qual é de facto o nosso problema?” – Diz o seguinte: ”tudo em nada é roubo de diamantes, afinal quem é gatuno?  O Tchokwe tornou-se o gatuno da sua própria riqueza!..”. O Tchokwe em primeira instância é o dono do buraco e estamos no seu território jurisdicional sob controlo de provenientes o que não acontece com o peixe do mar, as bananas, nem com as salinas do litoral. A linguagem repetitivamente ofensiva dos enviados do regime de José Eduardo dos Santos que exploram Catoca deve terminar, porque os Tchokwes se fossemos tão tribalistas ou mesmo matumbos, os angolanos não teriam apoio que os conduzisse a uma luta que os levou a conquistarem o poder que ostentam; Talvez matumbos por admitirem as atrocidades, as humilhações, as torturas repugnantes do regime angolano sobre estes.



A incursão do dossier, transcreve toda a situação de Catoca desde Luanda na Base de Talatona, sector administrativo, sector financeiro, sector de produção, sector de planeamento, sector dos transportes Aéreos e terrestres de apoio, sector de segurança interna, Metalurgia, terciarização de serviços, sector afecto a Brasileiros, Russos, Israelitas entre várias situações.


 O dossier em posse do senhor PCA – Presidente do Conselho de Administração de Catoca e seu Director geral, Ganga Júnior, desde Novembro de 2012, passados mais de 11 meses, nem água vai e nem vem, para além do acumular de outras situações, por isso esta na eminência uma greve geral, este é o meio que os trabalhadores encontraram para fazer vingar as suas reclamações, de acordo com uma fonte bem colocada que pediu o anonimato.



Por Samajone na Lunda

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A VINGANÇA MUÇULMANA VAI SER TERRÍVEL DISTO TENHO A CERTEZA JES / MPLA ESTÃO A BRINCAR COM O FOGO

A VINGANÇA MUÇULMANA VAI SER TERRÍVEL DISTO TENHO A CERTEZA  JES / MPLA ESTÃO A BRINCAR COM O FOGO



 www.ponto-final.net

Hoje eu e mais um dos poucos amigos do peito que tenho estivemos a analisar a maka das mesquitas que estão a ser destruídas em Angola e o comportamento do regime JES / MPLA em relação aos muçulmanos.


Mas antes de me alongar importa dizer aqui o seguinte: Disse poucos amigos do peito que tenho porque nos tempos que correm, amigos de verdade e no verdadeiro sentido da palavra é coisa que se tem tornado cada vez mais rara.


Tanta falsidade e me parece que os angolanos hoje se tornaram ou foram transformados na mercadoria mais fácil e presa fácil de um regime com todo tipo de artimanhas para comprar consciências e almas fracas. Conheço casos arrepiantes como por exemplo; filhos e filhas que se vendem aos serviço secreto para espionarem os seus próprios país, irmãos tios e etc.


Miúdas e senhoras casadas que se vendem aos generais em troca de uns tostões, e na hora de prestarem contas até os seus mais próximos acabam por ser hipotecados Jornalistas de meia tigela ou não, que fazem jogadas duplas em troca de quase tudo. Durante o dia são da oposição e a noite em suas próprias casas recebem os patrões que lhes traçam as missões e os planos para as próximas horas e dias, etc.


A malta que tem feito o vai e vem, alega que é o próprio país, que foi transformado numa Republica de informantes. E para se conseguir um " bom " emprego, montar um negócio, pedir um crédito, um terreno ou um visto para a Europa as vezes se não alinhas acabas alinhavado, e como ser informante dá direito á quase todas as regalias muitos alinham e querem saber das bocas sujas e invejosas?


Bom, o resto fica para outra altura! Agora em relação as mesquitas e os muçulmanos em Angola! Antes do Fernando Garcia Miala ter sido posto no olho da rua por causa da ganância do Kopelipa e outros fingidos em seus amigos pelo seu cargo.


Segundo boas informações que tenho sobre o seu dossier, quando ele se apercebeu de que os grandes mafiosos do regime como Nandó e outros estavam a se inclinar em parcerias com empresários também mafiosos de origem muçulmana. O mesmo tinha feito um aviso sobre o perigo que isto poderia constituir qualquer dia para Angola, porque a maioria dos angolanos não conheciam e nem estavam habituados com a cultura muçulmana.
 .

Este aviso também custou ao FGM alguns dissabores e ranger de dentes dos homens que estavam decididos em estabelecer os esquemas com o mundo árabe.


Miala acabou preso e humilhado! -- (o resto conto mais tarde)


Enquanto o Nandó ganhou a fama que nem sei se sente orgulhoso, em estar envolvido em negócios com terroristas e proibido de entrar nos EUA. --- (O resto conto depois)


E se não fosse o passão diplomático distribuído á todo tipo de bandido para os livrar de prisões na Europa e na América hoje teríamos o Piedade como eu lhe tratava antigamente justamente por detrás das grades numa cadeia dos EUA.


Até estava a esquecer-me que o assunto é outro!


Angola como defende na sua constituição ser um Estado laico, não deveria ter destruído as mesquitas porque elas foram construídas dentro da legalidade. Para as destruir mais valia fabricar uma nova lei á moda da corrupção institucionalizada por JES, onde proibissem a existência de mesquitas em Angola. Mas como o regime gosta de dar shows vendendo a ilusão de que respeitam as leis que garantem a existência de todo tipo de religiões no país concluiu o meu kamba do peito.


Os criminosos que nos governam como já perderam toda vergonha na cara preferiram partir abusivamente as mesquitas desrespeitando e ofendendo os muçulmanos deste jeito. JES/MPLA esqueceu-se até que Agostinho Neto, Lúcio Lara e outros viveram como refugiados nos países árabes e circulavam com os passaportes destes países.


Ainda me lembro como se fosse hoje do armamento que descarreguei em Ponta Negra em 1974 vindos de países como Argélia e Marrocos!


Hoje as mesquitas que são o seu maior símbolo serem destruídas desta maneira, quando a lei é contra? Estou a prever que essa destruição das mesquitas em Angola ainda vai acabar por custar muitas vidas de angolanos dentro e fora de Angola. Não tenho dúvidas de que os muçulmanos vão se vingar de forma brutal!


Que se vinguem contra JES e seus pares os responsáveis por essa falta de respeito!


Vamos ter homens bombas não tardará!


Que vão ao palácio da república e se virem contra o ditador angolano e claro sinceramente falando nos daria um grande jeitão! JES/ MPLA ainda não percebeu que os muçulmanos claro os radicais, utilizam os explosivos como qualquer um de nós utiliza um cinto para segurar as calças! Algo me diz que a primeira vítima vai ser um peixe grande, do grupo dos mais malandros que o país tem!


Depois vamos gritar em coro: Bem feito!


Quem lhes manda brincar com o fogo?


Fernando Vumby



Fórum Opinião Livre & Justiça

domingo, 6 de outubro de 2013

RELEVANTES ACONTECIMENTOS DA HISTÓRIA DE ANGOLA ENTRE 1873-1919 VS NAÇÃO LUNDA TCHOKWE

RELEVANTES ACONTECIMENTOS DA HISTÓRIA DE ANGOLA ENTRE 1873-1919 VS NAÇÃO LUNDA TCHOKWE





Alguns dados relevantes dos acontecimentos históricos de Angola entre 1873 – 1919 e o carácter independente da Nação Lunda Tchokwe. A evolução politica ou colonização Portuguesa de Angola e o tratado internacional de protectorado da Lunda Tchokwe que tem lugar entre 1885-1975.



A história que significa pesquisa, conhecimentos advindos da investigação é a ciência que estuda o Homem e sua acção através dos tempos e no espaço geográfico, concomitante a analise dos processos e eventos ocorridos no passado, é o estudo do passado e dos seus acontecimentos.


O estudo do passado não pode ser feito directamente, mas de forma mediada através dos vestígios da actividade humana, a que é dado o nome genérico de fontes históricas. Exactamente, são estas fontes históricas que hoje vamos explorar para dar a conhecer ao público leitor, as reivindicações legítimas da questão LUNDA TCHOKWE que muitas vezes o regime do Presidente José Eduardo dos Santos, tenta a todo custo escamotear, envenenando a sociedade a de que os Tchokwes são tribalistas, separatistas ou que Angola é una e indivisível, “UM SÓ POVO, UMA SÓ NAÇÃO”.



Foram Colônias Portuguesas na África: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. A Lunda Tchokwe foi um protectorado de Portugal cuja história vai descobrir com esta incursão sobre o passado de Africa entre 1884 até 1975.


1873-1874 Abertura pelo padre CHARLES DUPARQUET duma missão religiosa em Lândana. Revolta do Golungo Alto. Revolta de Ambaca e do Duque de Bragança.
1878 – Abolição oficial da escravatura. Chegada da Missão Baptista Inglesa á S.Salvador (Mbanza Congo). Chegada a Angola dos exploradores Portugueses CAPELO, IVENS e SERPA PINTO.

1879 – Primeiros contactos entre os Boérs e o povo Humbes.

1881 – Chegada dos missionários americanos ao Bailundo. Instalação dos Boérs em Humpata (Huila), chamados naquela época pelos portugueses de “Holandeses do Cabo”. O líder dos Boérs é JACOBUS FREDERICK BOTHA, ascendente do futuro general sul-africano BOTHA que se envolveu em guerra com Angola nos anos 80. Instalação duma missão francesa entre os Ovambos. Chegada do padre BARROSO à S.Salvador. Publicação de dois decretos do Governo de Lisboa, um para favorecer a emigração para África, e outro que visava a propagação da civilização e influências europeias, particularmente portuguesa nos vastos territórios africanos e a iniciação dos seus habitantes a lei, e a instauração do trabalho útil, de forma a modificar os costumes bárbaros e desumanos das sociedades indígenas africanas. Instituição do mapa cor-de-rosa pela sociedade de geografia de Lisboa.


1882 – O capitão de origem africano de segunda linha FRANCISCO PEREIRA DOS SANTOS VAN-DÚNEM é nomeado chefe e director da Feira de Cassange, confirmado pelo Governador-geral de Angola FERREIRA DO AMARAL. Reconstituição do concelho do Talamungongo.


1884 – É constituída pela primeira vez uma comissão da Sociedade de Geografia de Lisboa para uma missão de exploração no interior de África, sobretudo nas terras da LUNDA, conhecida por Viagem de Exploração Cientifica a Mussumba do Muatiânvua 1884-1888, é nomeado oficialmente o Major do Exercito HENRIQUE AUGUSTO DIAS DE CARVALHO como chefe da referida missão. Esta missão tinha os seguintes objectivos a cumprir no terreno; estudo etnográfico da história dos povos da Lunda, clima, estabelecimento de contactos diplomático e comerciais que deram lugar a celebração de vários tratados de protectorado entre Portugal e as varias regiões autónomas sob domínio do Imperador Muatiânvua (Império Lunda Século XIX).


1884 (15Nov) – 1885 (26Fev) Conferência de Berlim, e substituição pelas potências Colonizadoras Europeias em África do conceito de esfera de influência pela doutrina Alemã de “HINTERLAND”, que estabelece que toda a potência europeia estabelecida sobre a costa possui direitos especiais sobre as populações do interior e pode recuar indefinidamente até as fronteiras das suas possessões até que encontre uma zona de influência de um outro estado europeu, não importando os estados indígenas que seriam engolidas por força das armas ou de outras artimanhas o que permitiu que vários estados indígenas e povos inteiros fossem agrupados a outro sem o seu consentimento (ex: Nação Lunda Tchokwe e Cabinda).


Chegada dos primeiros portugueses ao Bailundo. Chegada dos primeiros colonos madeirenses a Huila (Humpata, Palanca, Sá da Bandeira e Chibia). Chegada dos missionários metodistas a Luanda. Revolta dos Humbes dirigidos pelo soba Chaungo, que busca uma coligação com os Cuanhamas e os de Cuamato. Manuel José Puna, nobre de Cabinda, que foi educado no rio de Janeiro-Brasil, conjuntamente com Francisco Franque, torna-se barão de Cabinda e fidalgo do rei de Portugal; morte do rei de Ngoyo, assassinado. Assinatura de tratado de protectorado de moanda, Chimbolo, Socca e Futila. Criação administrativa do distrito do Congo, com cinco residências: Cabinda, Lândana, S.António do Zaire (Soyo), Ambrizete e S.Salvador (Mbanza Congo); Cabinda é a capital do novo distrito. Silva Porto é nomeado capitão-mor do Bié e do Bailundo.


1886 – Portugal apresenta publicamente o mapa cor-de-rosa ligando Angola à Moçambique, incluindo as regiões da Nação Lunda Tchokwe do Moxico e Kuando Kubango, Inglaterra lança ultimato a Portugal se não acabasse com este projecto. Convenção franco-portuguesa de delimitação dos respectivos territórios na Guine e Cabinda. Convenção Luso-Alemã sobre o sul de Angola. Revolta dos povos Bondos.


1891 – Conferência de Lisboa para a discussão do contencioso a “ORIGEM DA QUESTÃO LUNDA 1890-1894”, que teve o seu epicentro, quando o rei Leopoldo II da Bélgica quis anexar a Nação Lunda Tchokwe, Portugal protestou ter assinado tratados de Protectorado com os estados da Lunda como bandeira da sua defesa. Desmembramento do IMPERIO LUNDA por causas internas e sobretudo influências estrangeiras e colonizadoras Europeias. Independentemente deste desmembramento a Nação Lunda Tchokwe reconhecida Internacionalmente no dia 24 de Março de 1894, das convenção de 14 de Fevereiro de 1885 e da acta de limites de 26 de Junho de 1893, mantém-se independente e sob protecção da coroa portuguesa. Não há nenhuma presença estrangeira no território nem mesmo de Portugal.


Revolta dos Humbes. Weyulu, rei dos Cuanhamas, tacticamente, torna-se vassalo de coroa portuguesa, contra oposição do seu irmão Nnende, pretendente ao trono. Coligação entre Cuamato grande e Cuamato pequeno contra portugueses dirigidos pelos sobas Iquera e Chatona. Revolta em Cabinda dirigida por Maniema.


1895 – Viagem do Rei do Congo D.Álvaro de Águas Rosada para Portugal em tratamento Médico. Criação Administrativa do distrito militar da Lunda, de fora fica a região do Moxico e do Kuando Kubango por força do ultimato Britânico contra Portugal por causa do seu projecto Mapa Cor-de-rosa de 1886, Henrique Augusto Dias de Carvalho é nomeado o primeiro Governador-geral da Nação Lunda Tchokwe, (Carácter Independente)


1897 – 1898 Peste bovina no sudoeste africano. Revolta dos Humbes

1900 – Revolta dos Bassorongo; Noqui, S.António do Zaire e Ambrizete, o triângulo crítico subleva-se varias vezes e revolta do povo Bondo.


1904 – 1905 Devido ao comportamento negativo dos portugueses, dá-se a primeira revolta do povo e a Nação Lunda Tchokwe, pronuncio de uma serie de outras revoltas.
1906 Revolta do povo Luchaze na região do Moxico e Nganguela. Revolta dos Gambos. Revolta do Cuamato e revolta dos Bassorongo.


1908 Grande rebelião do povo Lunda Tchokwe dirigidos pelo Quelendente Muene Luchico na região do Lunguena, Luangue até o Itengo.


1910-1915 Eclosão de uma serie de revoltas, quase por tudo que era canto de Angola.

1914 Eclosão da 1ª guerra Mundial. Portugal Institui o primeiro regulamento de trabalho Indígena nas colónias em África. Angola Administrativamente tem 6 Regiões semi Autónomas ou distritos militares.


1916 Revolta conjugada Luchaze, Mbunda e os Lunda Tchokwe



1918 – 1919 Fim da 1ª guerra mundial. Tratado de Versailles. Abertura do primeiro Liceu em Angola na cidade de Luanda. A Cobertura escolar de Angola chega as seguintes localidades: Belize, Lândana, Lucula, Cabinda, Noqui, S.Salvador, S.António do Zaire, Maquela do Zombo, Quinzau, Madimba, Ambrizete, Bembe, Ambriz, S.José de Encoje, Libongo, Barra do Dande, Quibaxe, Alto Dande, Quifangondo, Barra do Bengo, Luanda, Calumbo, Golungo Alto, Duque de Bragança, Zenza, Ambaca, Cazengo, Muxima, Massangano, Cambambe, Pungo Andongo, Malanje, Tala Mungongo, Calulo, Novo Redondo, Egipto, Bailundo, Bié, Lobito, Benguela, Catumbela, Nova Lisboa, Dombe grande, Caconda, Quilengues, Sá da Bandeira, Humpata Chibia, Gambos, Moçamedes e Porto Alexandre.


Nenhum ponto da Nação Lunda Tchokwe em 1919 tinha algum estabelecimento escolar portuguesa, porque era um país independente, não tinha dependência de Portugal (Carácter Independente). Por outro lado, existe variadíssimas datas e informação histórica, simplesmente seleccionámos algumas, nas próximas ocasiões o faremos com outros dados, sobretudo o período entre 1919-1975.