quarta-feira, 9 de outubro de 2013

GREVE A VISTA NO 4º MAIOR KIMBERLITE DO MUNDO CATOCA SITUADO NO TERRITÓRIO DA NAÇÃO LUNDA TCHOKWE

GREVE A VISTA NO 4º MAIOR KIMBERLITE DO MUNDO CATOCA SITUADO NO TERRITÓRIO DA NAÇÃO LUNDA TCHOKWE






Trabalhadores da empresa mineira de diamante, o quarto kimberlite do mundo, Catoca a escassos Km a norte da cidade de Saurimo na Lunda-Sul, podem entrar em greve a qualquer hora.




Toda a história a narrar, teve inicia aos 5 de Novembro de 2012, quando os trabalhadores fizeram entrada de um “Dossiers” de 65 páginas ao PCA – Ganga Júnior, que é também o Director geral há mais de 20 anos nesta empresa por ser pessoa de total confiança e por causa da sua fidelidade absoluta ao Chefe José Eduardo dos Santos para o manter fora dos prazos estabelecidos por lei, numa empresa considerada Pública Estatal á exemplo da TAAG, ENSA, RNA, TPA, SONANGOL, ENDIAMA, etc que já teve a rotatividade dos seus conselhos de Administração excepto Catoca que nunca é esclarecida se é direito duma empresa publico ou não do estado angolano; mais que rendem receitais fabuloso aos cofres dos concessionários é um facto.




Catoca vende 78,2% dos diamantes produzidos em Angola, mas nunca publicou um único relatório para explicar onde vai os 10% das receitas que o regime do Presidente José Eduardo dos Santos, diz que seriam afectados ao desenvolvimento das 4 províncias; Kuando Kubango, Moxico, Lunda-Sul e Lunda-Norte. Estranho é que nem mesmo a própria Assembleia Nacional que legislou e aprovou tal diploma, veio a publico alguma vez para questionar o destino dos tais propalados 10%.




 No referido dossiers, os trabalhadores solicitam melhorias sociais e laborais, sobretudo nos sectores de Raio X, Metalurgia e outras bem como a revisão salarial sobre a abismal diferença entre Angolanos e os seus colegas expatriados. As questões ligadas ao seguro, assistência médica e outros benefícios entre o trabalhador.




Das várias questões expostas no dossier com as seguintes perguntas, que não foram respondidas: relativamente a isso, o sector de raio X em particular e o da Metalurgia, porque é que a maioria dos directores são estrangeiros? E se esses quadros são capazes mais deixam à desejar, importam leis e regras dos seus países de origem que não tem nada a ver com a Lei Geral de Trabalho de Angola nem com a nossa constituição atípica, implantam forçoso e empiricamente nas empresas de Angola, sobretudo do tal absentismo que foi implantado pelo chefe brasileiro José Carlos que considera a ausência dum trabalhador por morte de um pai ou avó; consulta médica do trabalhador que é parte do seu direito, como absentismo.




Será que estes quadros estão devidamente abalizados e consciencializado do que fazem? Essas políticas não incentivam aquilo que amanhã poderá incentivar a chamada Xenofobia? Será que a palavra expatriada ou proveniente não é a mesma coisa? Porque essa diferença entre os estrangeiros técnicos e angolanos? Quem são os responsáveis ou Directores na Terciarização de Serviços e que poderes tem sobre os trabalhadores de Catoca? Porque se o Angolano vai estudar ou trabalhar na Rússia, é obrigado à aprender o russo, porque não se faz o mesmo neles no aprendizado do Português em Angola?



O dossier considerado revelador do que se passa no interior do 4º kimberlito do mundo, menciona os conflitos laborais como o pão de cada dia e a prostituição como cartão-de-visita de Catoca que os trabalhadores consideram como festas de lazer e antro da prostituição e kilapi.



De acordo com o texto, “Quando há festas no Catoca, nesta ocasião se aproveita para trazer várias convidadas de Saurimo para a comemoração, colegas que trazem mais de cinco mulheres, raparigas de entre os 14 anos, fazem pim pam pum para distribuição das mesmas por vários homens e até nalguns casos fazem gera numa só mulher, porque todos molham lá o pau. Gasta se tanto dinheiro em campanhas de prevenção contra a SIDA, no Catoca constituem o foco de expansão do HIV para a cidade de Saurimo e tudo isso acontece porque constitui o centro de procura para a subsistência alimentar da maioria dos munícipes ”.




As prostitutas já vêm nuas a partir da cidade de Saurimo onde são contratadas ou conquistadas a troco de uma bebida e uma noite no 4º kimberlite do mundo.




O dossier fala da humilhação porque passa o trabalhador Angolano, sobretudo na sala das operadoras do raio X, misturando homens e mulheres, pais e filhos juntos e nuas. Observados nus pelas mulheres, Designadamente Sra Yannie.




Numa interessante das passagens do dossier, ponto 6.5. – “Qual é de facto o nosso problema?” – Diz o seguinte: ”tudo em nada é roubo de diamantes, afinal quem é gatuno?  O Tchokwe tornou-se o gatuno da sua própria riqueza!..”. O Tchokwe em primeira instância é o dono do buraco e estamos no seu território jurisdicional sob controlo de provenientes o que não acontece com o peixe do mar, as bananas, nem com as salinas do litoral. A linguagem repetitivamente ofensiva dos enviados do regime de José Eduardo dos Santos que exploram Catoca deve terminar, porque os Tchokwes se fossemos tão tribalistas ou mesmo matumbos, os angolanos não teriam apoio que os conduzisse a uma luta que os levou a conquistarem o poder que ostentam; Talvez matumbos por admitirem as atrocidades, as humilhações, as torturas repugnantes do regime angolano sobre estes.



A incursão do dossier, transcreve toda a situação de Catoca desde Luanda na Base de Talatona, sector administrativo, sector financeiro, sector de produção, sector de planeamento, sector dos transportes Aéreos e terrestres de apoio, sector de segurança interna, Metalurgia, terciarização de serviços, sector afecto a Brasileiros, Russos, Israelitas entre várias situações.


 O dossier em posse do senhor PCA – Presidente do Conselho de Administração de Catoca e seu Director geral, Ganga Júnior, desde Novembro de 2012, passados mais de 11 meses, nem água vai e nem vem, para além do acumular de outras situações, por isso esta na eminência uma greve geral, este é o meio que os trabalhadores encontraram para fazer vingar as suas reclamações, de acordo com uma fonte bem colocada que pediu o anonimato.



Por Samajone na Lunda

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A VINGANÇA MUÇULMANA VAI SER TERRÍVEL DISTO TENHO A CERTEZA JES / MPLA ESTÃO A BRINCAR COM O FOGO

A VINGANÇA MUÇULMANA VAI SER TERRÍVEL DISTO TENHO A CERTEZA  JES / MPLA ESTÃO A BRINCAR COM O FOGO



 www.ponto-final.net

Hoje eu e mais um dos poucos amigos do peito que tenho estivemos a analisar a maka das mesquitas que estão a ser destruídas em Angola e o comportamento do regime JES / MPLA em relação aos muçulmanos.


Mas antes de me alongar importa dizer aqui o seguinte: Disse poucos amigos do peito que tenho porque nos tempos que correm, amigos de verdade e no verdadeiro sentido da palavra é coisa que se tem tornado cada vez mais rara.


Tanta falsidade e me parece que os angolanos hoje se tornaram ou foram transformados na mercadoria mais fácil e presa fácil de um regime com todo tipo de artimanhas para comprar consciências e almas fracas. Conheço casos arrepiantes como por exemplo; filhos e filhas que se vendem aos serviço secreto para espionarem os seus próprios país, irmãos tios e etc.


Miúdas e senhoras casadas que se vendem aos generais em troca de uns tostões, e na hora de prestarem contas até os seus mais próximos acabam por ser hipotecados Jornalistas de meia tigela ou não, que fazem jogadas duplas em troca de quase tudo. Durante o dia são da oposição e a noite em suas próprias casas recebem os patrões que lhes traçam as missões e os planos para as próximas horas e dias, etc.


A malta que tem feito o vai e vem, alega que é o próprio país, que foi transformado numa Republica de informantes. E para se conseguir um " bom " emprego, montar um negócio, pedir um crédito, um terreno ou um visto para a Europa as vezes se não alinhas acabas alinhavado, e como ser informante dá direito á quase todas as regalias muitos alinham e querem saber das bocas sujas e invejosas?


Bom, o resto fica para outra altura! Agora em relação as mesquitas e os muçulmanos em Angola! Antes do Fernando Garcia Miala ter sido posto no olho da rua por causa da ganância do Kopelipa e outros fingidos em seus amigos pelo seu cargo.


Segundo boas informações que tenho sobre o seu dossier, quando ele se apercebeu de que os grandes mafiosos do regime como Nandó e outros estavam a se inclinar em parcerias com empresários também mafiosos de origem muçulmana. O mesmo tinha feito um aviso sobre o perigo que isto poderia constituir qualquer dia para Angola, porque a maioria dos angolanos não conheciam e nem estavam habituados com a cultura muçulmana.
 .

Este aviso também custou ao FGM alguns dissabores e ranger de dentes dos homens que estavam decididos em estabelecer os esquemas com o mundo árabe.


Miala acabou preso e humilhado! -- (o resto conto mais tarde)


Enquanto o Nandó ganhou a fama que nem sei se sente orgulhoso, em estar envolvido em negócios com terroristas e proibido de entrar nos EUA. --- (O resto conto depois)


E se não fosse o passão diplomático distribuído á todo tipo de bandido para os livrar de prisões na Europa e na América hoje teríamos o Piedade como eu lhe tratava antigamente justamente por detrás das grades numa cadeia dos EUA.


Até estava a esquecer-me que o assunto é outro!


Angola como defende na sua constituição ser um Estado laico, não deveria ter destruído as mesquitas porque elas foram construídas dentro da legalidade. Para as destruir mais valia fabricar uma nova lei á moda da corrupção institucionalizada por JES, onde proibissem a existência de mesquitas em Angola. Mas como o regime gosta de dar shows vendendo a ilusão de que respeitam as leis que garantem a existência de todo tipo de religiões no país concluiu o meu kamba do peito.


Os criminosos que nos governam como já perderam toda vergonha na cara preferiram partir abusivamente as mesquitas desrespeitando e ofendendo os muçulmanos deste jeito. JES/MPLA esqueceu-se até que Agostinho Neto, Lúcio Lara e outros viveram como refugiados nos países árabes e circulavam com os passaportes destes países.


Ainda me lembro como se fosse hoje do armamento que descarreguei em Ponta Negra em 1974 vindos de países como Argélia e Marrocos!


Hoje as mesquitas que são o seu maior símbolo serem destruídas desta maneira, quando a lei é contra? Estou a prever que essa destruição das mesquitas em Angola ainda vai acabar por custar muitas vidas de angolanos dentro e fora de Angola. Não tenho dúvidas de que os muçulmanos vão se vingar de forma brutal!


Que se vinguem contra JES e seus pares os responsáveis por essa falta de respeito!


Vamos ter homens bombas não tardará!


Que vão ao palácio da república e se virem contra o ditador angolano e claro sinceramente falando nos daria um grande jeitão! JES/ MPLA ainda não percebeu que os muçulmanos claro os radicais, utilizam os explosivos como qualquer um de nós utiliza um cinto para segurar as calças! Algo me diz que a primeira vítima vai ser um peixe grande, do grupo dos mais malandros que o país tem!


Depois vamos gritar em coro: Bem feito!


Quem lhes manda brincar com o fogo?


Fernando Vumby



Fórum Opinião Livre & Justiça

domingo, 6 de outubro de 2013

RELEVANTES ACONTECIMENTOS DA HISTÓRIA DE ANGOLA ENTRE 1873-1919 VS NAÇÃO LUNDA TCHOKWE

RELEVANTES ACONTECIMENTOS DA HISTÓRIA DE ANGOLA ENTRE 1873-1919 VS NAÇÃO LUNDA TCHOKWE





Alguns dados relevantes dos acontecimentos históricos de Angola entre 1873 – 1919 e o carácter independente da Nação Lunda Tchokwe. A evolução politica ou colonização Portuguesa de Angola e o tratado internacional de protectorado da Lunda Tchokwe que tem lugar entre 1885-1975.



A história que significa pesquisa, conhecimentos advindos da investigação é a ciência que estuda o Homem e sua acção através dos tempos e no espaço geográfico, concomitante a analise dos processos e eventos ocorridos no passado, é o estudo do passado e dos seus acontecimentos.


O estudo do passado não pode ser feito directamente, mas de forma mediada através dos vestígios da actividade humana, a que é dado o nome genérico de fontes históricas. Exactamente, são estas fontes históricas que hoje vamos explorar para dar a conhecer ao público leitor, as reivindicações legítimas da questão LUNDA TCHOKWE que muitas vezes o regime do Presidente José Eduardo dos Santos, tenta a todo custo escamotear, envenenando a sociedade a de que os Tchokwes são tribalistas, separatistas ou que Angola é una e indivisível, “UM SÓ POVO, UMA SÓ NAÇÃO”.



Foram Colônias Portuguesas na África: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. A Lunda Tchokwe foi um protectorado de Portugal cuja história vai descobrir com esta incursão sobre o passado de Africa entre 1884 até 1975.


1873-1874 Abertura pelo padre CHARLES DUPARQUET duma missão religiosa em Lândana. Revolta do Golungo Alto. Revolta de Ambaca e do Duque de Bragança.
1878 – Abolição oficial da escravatura. Chegada da Missão Baptista Inglesa á S.Salvador (Mbanza Congo). Chegada a Angola dos exploradores Portugueses CAPELO, IVENS e SERPA PINTO.

1879 – Primeiros contactos entre os Boérs e o povo Humbes.

1881 – Chegada dos missionários americanos ao Bailundo. Instalação dos Boérs em Humpata (Huila), chamados naquela época pelos portugueses de “Holandeses do Cabo”. O líder dos Boérs é JACOBUS FREDERICK BOTHA, ascendente do futuro general sul-africano BOTHA que se envolveu em guerra com Angola nos anos 80. Instalação duma missão francesa entre os Ovambos. Chegada do padre BARROSO à S.Salvador. Publicação de dois decretos do Governo de Lisboa, um para favorecer a emigração para África, e outro que visava a propagação da civilização e influências europeias, particularmente portuguesa nos vastos territórios africanos e a iniciação dos seus habitantes a lei, e a instauração do trabalho útil, de forma a modificar os costumes bárbaros e desumanos das sociedades indígenas africanas. Instituição do mapa cor-de-rosa pela sociedade de geografia de Lisboa.


1882 – O capitão de origem africano de segunda linha FRANCISCO PEREIRA DOS SANTOS VAN-DÚNEM é nomeado chefe e director da Feira de Cassange, confirmado pelo Governador-geral de Angola FERREIRA DO AMARAL. Reconstituição do concelho do Talamungongo.


1884 – É constituída pela primeira vez uma comissão da Sociedade de Geografia de Lisboa para uma missão de exploração no interior de África, sobretudo nas terras da LUNDA, conhecida por Viagem de Exploração Cientifica a Mussumba do Muatiânvua 1884-1888, é nomeado oficialmente o Major do Exercito HENRIQUE AUGUSTO DIAS DE CARVALHO como chefe da referida missão. Esta missão tinha os seguintes objectivos a cumprir no terreno; estudo etnográfico da história dos povos da Lunda, clima, estabelecimento de contactos diplomático e comerciais que deram lugar a celebração de vários tratados de protectorado entre Portugal e as varias regiões autónomas sob domínio do Imperador Muatiânvua (Império Lunda Século XIX).


1884 (15Nov) – 1885 (26Fev) Conferência de Berlim, e substituição pelas potências Colonizadoras Europeias em África do conceito de esfera de influência pela doutrina Alemã de “HINTERLAND”, que estabelece que toda a potência europeia estabelecida sobre a costa possui direitos especiais sobre as populações do interior e pode recuar indefinidamente até as fronteiras das suas possessões até que encontre uma zona de influência de um outro estado europeu, não importando os estados indígenas que seriam engolidas por força das armas ou de outras artimanhas o que permitiu que vários estados indígenas e povos inteiros fossem agrupados a outro sem o seu consentimento (ex: Nação Lunda Tchokwe e Cabinda).


Chegada dos primeiros portugueses ao Bailundo. Chegada dos primeiros colonos madeirenses a Huila (Humpata, Palanca, Sá da Bandeira e Chibia). Chegada dos missionários metodistas a Luanda. Revolta dos Humbes dirigidos pelo soba Chaungo, que busca uma coligação com os Cuanhamas e os de Cuamato. Manuel José Puna, nobre de Cabinda, que foi educado no rio de Janeiro-Brasil, conjuntamente com Francisco Franque, torna-se barão de Cabinda e fidalgo do rei de Portugal; morte do rei de Ngoyo, assassinado. Assinatura de tratado de protectorado de moanda, Chimbolo, Socca e Futila. Criação administrativa do distrito do Congo, com cinco residências: Cabinda, Lândana, S.António do Zaire (Soyo), Ambrizete e S.Salvador (Mbanza Congo); Cabinda é a capital do novo distrito. Silva Porto é nomeado capitão-mor do Bié e do Bailundo.


1886 – Portugal apresenta publicamente o mapa cor-de-rosa ligando Angola à Moçambique, incluindo as regiões da Nação Lunda Tchokwe do Moxico e Kuando Kubango, Inglaterra lança ultimato a Portugal se não acabasse com este projecto. Convenção franco-portuguesa de delimitação dos respectivos territórios na Guine e Cabinda. Convenção Luso-Alemã sobre o sul de Angola. Revolta dos povos Bondos.


1891 – Conferência de Lisboa para a discussão do contencioso a “ORIGEM DA QUESTÃO LUNDA 1890-1894”, que teve o seu epicentro, quando o rei Leopoldo II da Bélgica quis anexar a Nação Lunda Tchokwe, Portugal protestou ter assinado tratados de Protectorado com os estados da Lunda como bandeira da sua defesa. Desmembramento do IMPERIO LUNDA por causas internas e sobretudo influências estrangeiras e colonizadoras Europeias. Independentemente deste desmembramento a Nação Lunda Tchokwe reconhecida Internacionalmente no dia 24 de Março de 1894, das convenção de 14 de Fevereiro de 1885 e da acta de limites de 26 de Junho de 1893, mantém-se independente e sob protecção da coroa portuguesa. Não há nenhuma presença estrangeira no território nem mesmo de Portugal.


Revolta dos Humbes. Weyulu, rei dos Cuanhamas, tacticamente, torna-se vassalo de coroa portuguesa, contra oposição do seu irmão Nnende, pretendente ao trono. Coligação entre Cuamato grande e Cuamato pequeno contra portugueses dirigidos pelos sobas Iquera e Chatona. Revolta em Cabinda dirigida por Maniema.


1895 – Viagem do Rei do Congo D.Álvaro de Águas Rosada para Portugal em tratamento Médico. Criação Administrativa do distrito militar da Lunda, de fora fica a região do Moxico e do Kuando Kubango por força do ultimato Britânico contra Portugal por causa do seu projecto Mapa Cor-de-rosa de 1886, Henrique Augusto Dias de Carvalho é nomeado o primeiro Governador-geral da Nação Lunda Tchokwe, (Carácter Independente)


1897 – 1898 Peste bovina no sudoeste africano. Revolta dos Humbes

1900 – Revolta dos Bassorongo; Noqui, S.António do Zaire e Ambrizete, o triângulo crítico subleva-se varias vezes e revolta do povo Bondo.


1904 – 1905 Devido ao comportamento negativo dos portugueses, dá-se a primeira revolta do povo e a Nação Lunda Tchokwe, pronuncio de uma serie de outras revoltas.
1906 Revolta do povo Luchaze na região do Moxico e Nganguela. Revolta dos Gambos. Revolta do Cuamato e revolta dos Bassorongo.


1908 Grande rebelião do povo Lunda Tchokwe dirigidos pelo Quelendente Muene Luchico na região do Lunguena, Luangue até o Itengo.


1910-1915 Eclosão de uma serie de revoltas, quase por tudo que era canto de Angola.

1914 Eclosão da 1ª guerra Mundial. Portugal Institui o primeiro regulamento de trabalho Indígena nas colónias em África. Angola Administrativamente tem 6 Regiões semi Autónomas ou distritos militares.


1916 Revolta conjugada Luchaze, Mbunda e os Lunda Tchokwe



1918 – 1919 Fim da 1ª guerra mundial. Tratado de Versailles. Abertura do primeiro Liceu em Angola na cidade de Luanda. A Cobertura escolar de Angola chega as seguintes localidades: Belize, Lândana, Lucula, Cabinda, Noqui, S.Salvador, S.António do Zaire, Maquela do Zombo, Quinzau, Madimba, Ambrizete, Bembe, Ambriz, S.José de Encoje, Libongo, Barra do Dande, Quibaxe, Alto Dande, Quifangondo, Barra do Bengo, Luanda, Calumbo, Golungo Alto, Duque de Bragança, Zenza, Ambaca, Cazengo, Muxima, Massangano, Cambambe, Pungo Andongo, Malanje, Tala Mungongo, Calulo, Novo Redondo, Egipto, Bailundo, Bié, Lobito, Benguela, Catumbela, Nova Lisboa, Dombe grande, Caconda, Quilengues, Sá da Bandeira, Humpata Chibia, Gambos, Moçamedes e Porto Alexandre.


Nenhum ponto da Nação Lunda Tchokwe em 1919 tinha algum estabelecimento escolar portuguesa, porque era um país independente, não tinha dependência de Portugal (Carácter Independente). Por outro lado, existe variadíssimas datas e informação histórica, simplesmente seleccionámos algumas, nas próximas ocasiões o faremos com outros dados, sobretudo o período entre 1919-1975.


sábado, 5 de outubro de 2013

ESTAMOS VENDIDOS AO PREÇO DE PETRÓLEO EM ANGOLA, DISSE MARCOLINO MOCO

ESTAMOS VENDIDOS AO PREÇO DE PETRÓLEO EM ANGOLA, DISSE MARCOLINO MOCO






Marcolino Moco – À Mesa do Café


Todos os que estamos em condições de minimamente discernir sobre as coisas essenciais, sabemos que vivemos uma situação grave no país.




Alguns dos que combateram contra o colonialismo, com a sua Pide, com a sua repressão que os obrigou, a alguns, como o actual Presidente da República, a sair de Angola para o exterior, são dignitários deste Estado, que reprime da mesma ou da pior maneira angolanos, mesmo perante um evento internacional. Como acreditar que depois do Dr. Filomeno Lopes, figura respeitada no país e não só, hoje chega a vez de jornalistas conhecidos, como o Rafael Marques, o Alexandre Solombe e o Coque Mukuta que são “pisados e torturados” por polícias orientados por aqueles que se julgam legitimados para fazer isso?



É confrangedor. Todos estamos impotentes, fingindo que tudo está normal. Hoje ouvi um padre a pregar que não critiquemos os “nossos dirigentes”. “Rezemos para que Deus os proteja e os encaminhe para o bem”. E perante tudo isso, o assunto mais importante para a mídia e os comentadores de serviço são os depósitos na conta Mfuca Muzemba, militante de um partido político. O país vai enterrando de vez o conceito dignidade humana e de que a lei vale para todos. Os juízes e juízas libertam sob caução jovens que não cometeram crime nenhum. Ajudemos pelo menos, os que podemos, a pagar. Que país é este? Que justiça amordaçada?!




Estes jovens são os únicos que estão a cumprir, quase isolados, o seu dever de cidadãos, perante a indiferânça de quem podia fazer alguma coisa, mesmo com um simples gesto de desaprovação. Estamos vendidos ao preço do petróleo. Todos nós estamos envergonhados. Eu pelo menos estou envergonhado. Não estava preparado para ver isso no século XXI, depois de proclamada a Paz, no meu país.


ERNESTO DOS SANTOS LIBERDADE ACUSADO DE USURPAÇÃO DE TERRAS NO MOXICO

ERNESTO DOS SANTOS LIBERDADE ACUSADO DE USURPAÇÃO DE TERRAS NO MOXICO






O Governador Ernesto dos Santos Liberdade tc por ″Saquinta″, ao Serviço do regime do Presidente José Eduardo dos Santos na sua colónia da Nação Lunda Tchokwe é acusado pela população local de estar a usurpar terras em toda a extensão da região do Moxico.



Ele é acusado também de apropriar-se de grandes superfícies Comerciais, tanto na cidade do Luena como no resto da maioria dos Municípios da Provincial, não permitindo a concorrência entre os comerciantes, mantendo-os constantemente sob ameaças feiticeiras, aliás é assim que ele é conhecido por aqui.



Por falar em feitiçaria, a população o acusam de ter montado ″Satelites de Feitiço″ em todas as principais entradas da cidade do Luena, incluindo o Aeroporto local, e, ″dizem que ele já sabe quem estiver a pensar ou a falar mal dele″…e não perdoa, elimina imediatamente o seu opositor – ″Mito populacional″.



Devido a tanto sangue inocente derramado, ele não consegue permanecer mais de sete dias numa residência, muda constantemente de casa para casa, do município em município fugindo os espíritos perturbadores de sangue alheio, de acordo com as acusações que a população cansada dele o fazem.



É também acusado de fomentador de conflitos étnicos na região do Moxico e de no seu Executivo Provincial preferir um grupo étnico em detrimento de outros; Mbundas, Nganguelas, Tchokwes, Ambuelas, Minungos, Lundas, Luchazes etc.



Manipula a autoridade tradicional a seu belo prazer, joga grupos de intelectuais uns contra outros, tudo por causa da mendicidade a bajulação, porque muitos destes não valoriza as suas competências técnico profissionais que é o lado obscuro do panorama de muitos técnicos sem honra e carácter.



O sr Governador Saquinta da Província do Moxico usa o nepotismo na sua desgovernação como muitos outros medíocres e incompetentes fazem no território da Nação Lunda Tchokwe. Gaba-se que só a morte é que lhe vai separar do Moxico onde ele é o dono absoluto. Tudo por causa da sua fidelidade absoluta ao Chefe José Eduardo dos Santos que o mantém anos a fio no MOXICO.




Por Joseph Ihanjika no Luena

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

SINPROF DA LUNDA-NORTE DIZ QUE BARTOROMEU DIAS SAPALO DIRECTOR DE EDUCAÇÃO MENTIU A VOZ DE AMÉRICA TER CUMPRIDO COM O CADERNO REIVINDICATIVO DOS PROFESSORES

SINPROF DA LUNDA-NORTE DIZ QUE BARTOROMEU DIAS SAPALO DIRECTOR DE EDUCAÇÃO MENTIU A VOZ DE AMÉRICA TER CUMPRIDO COM O CADERNO REIVINDICATIVO DOS PROFESSORES




Dundo - 2/10/2013. O sindicado dos Professores desmentiu hoje no Dundo as declarações do Director Provincial da Eduação Sr Bartoromeu Dias Sapalo, a Voz de América  as de que o Governo do Sr Ernesto Muangala ter cumprido com as exigências do caderno reivindicativo por estes apresentado, que em Maio/Julho provocou uma greve e a consequente paralização das aulas em um período de 70 dias.



O SINPROF da Lunda-Norte vai mais longe, diz que o Executivo da Lunda-Norte não cumpriu absolutamente nada, nem mesmo 1% das exigências.



A HISTORIA DO PROCESSO REIVINDICATIVO DO SINPROF DA LUNDA-NORTE


Este processo reivindicativo teve seu início em Março de 2012, o SINPROF convocou uma greve para exigir da entidade do Ministério da Educação o pagamento de subsídios de férias e outros benefícios acumulados desde 2009 até 2012  (4 ANOS), o Governo Provincial prometeu pagar e, a greve ficou cancelada.



Em Novembro de 2012 o mesmo SINPROF voltou a convocar outra greve, já que o Governo do Sr Ernesto Muangala não estava a honrar o compromisso. As partes reuniram e celebrou-se um Memorandum de entendimento, o governo provincial comprometeu-se a cumprir com a sua obrigação e o dever de pagar o que devia aos professores, que não aconteceu.



Volvidos mais de 6 meses depois, isto é, entre Novembro 2012 á Maio 2013, nem uma palha foi removida pelo governo provincial da lista das exigências do memorandum de entendimento, o que obrigou a uma nova greve, que teve início no dia 20 de Maio do corrente ano. Depois ouve negociações no meio de muitos ameaço de despedimentos de professores.



Para além dos subsídios de férias, o SINPROF exigia também o cumprimento do artigo 42º do Decreto 16 sobre as nomeações em cargos de direcção e chefia nas escolas públicas, professores com duplo vínculo e duplo salários entre as várias irregularidades que constantemente eram violados por parte do Governo Provincial, que também nomeava estagiários, familiares ou membros do MPLA sem conhecimentos científicos de pedagogia e as condições exigidas por lei em um gesto de nepotismo.



Assim, o SINPROF na Lunda-Norte, recorreu por direito no artigo 26º da Lei 23/91, lei da greve, aprovada á 13 de Maio e publicada no Diário da República I Série no dia 15 de Junho de 1991.

Mesmo assim, o SINPROF da Lunda-Norte, diz que o governo provincial contra todas as expectativas, violou os artigo 21º e as alíneas 1 e 2  e o artigo 28º da lei sobre as greves, pois, a mesma diz que os grevistas não podiam ser prejudicados, não podiam ser coagidos ou obrigados a aceitarem qualquer exigência, porque existia um memorandum que a entidade empregadora não estava a cumprir.




De acordo com a fonte do SINPROF, estavão envolvidos do saque do dinheiro de subsídio de férias dos professores, o ex-Director Provincial Educação da Lunda-Norte  Luis Kitamba, actualmente a trabalhar para ENDIAMA, o Sr Drº Espanhol do Gabinete do Governador entre vários funcionários seniores, muitos deles com propriedades e Colégios  em Luanda e com o conhecimento do Governo Provincial que nunca tomou medidas.




A mesma fonte disse que a TPA, a RNA e ANGOP, transmitem informações completamente falsas, sobretudo quando se fala da Educação, dão exemplos, de a TPA sempre apresentar a existência de mais de 16 Institutos Médio na Lunda-Norte, somente existe um Instituto Médio no Dundo.



O SINPROF diz que não esta fora a hipótese de voltar a convocar uma nova greve, de momento, pretendem fazer o desmentido do Sr Director Provincial de Educação da Lunda-Norte, depois irão convocar os seus filiados com o objectivo de encontrar uma saída sobre o caderno reivindicativo que se encontra no impasse desde Agosto último.

Por JOKA no Dundo





DENUNCIA: REGIME ANGOLANO CONTINUA A PERSEGUIR MEMBROS DO BLOCO DEMOCRÁTICO NA LUNDA NORTE

DENUNCIA: REGIME ANGOLANO CONTINUA A PERSEGUIR MEMBROS DO BLOCO DEMOCRÁTICO NA LUNDA NORTE






COMUNICADO: BLOCO DEMOCRÁTICO DENUNCIA PERSEGUIÇÃO DE MEMBRO NA LUNDA-NORTE


O Bloco Democrático (BD) vem por este meio tornar público que os seus membros continuam sob perseguição, desta vez, é o Senhor Manuel Francisco Nelo, célula do Bloco Democrático na localidade de Nzanji, Cambulu, Província da Lunda-Norte.


Domingo, 22 de Setembro, foi detido às 5 horas da manhã tendo sido mantido sob detenção até às 10horas. O companheiro Manuel Francisco Nelo foi detido, conforme explicou, por 7 elementos da Polícia local e mais 3 da Polícia de Intervenção Rápida, tendo sido retirado de sua casa e levado para a Polícia de Cambulu.
Aí foi interrogado e mal tratado, ficou com a cara completamente inflamada, tendo sido apreendido o seu portátil até hoje. A razão que lhe foi dada para a detenção foi que esteve no dia anterior a falar com vários cidadãos nas Comunas limítrofes e foi entendido pelas autoridades, que tivesse a convocar pessoas para se manifestarem.


Manuel Francisco Nelo só foi libertado quando o Procurador declarou não haver matéria para estar detido.


Durante a agressão que sofreu os detectives e policias inquiriam sobre o facto do nosso companheiro ter estado fora da cidade durante 5 dias visitanto comunidades.


Em seu entender estava a semear a mobilização para futuras demonstrações contra o Governo.


O Bloco Democrático vem pois divulgar ao povo Lunda, e ao Povo de Angola em geral mais este caso de perseguição dos membros do BD.


O Bloco Democrático vai fazer envio da informação a todos os grupos de direitos humanos, vai escrever às autoridades da Provincia e à Direcção Nacional de Investigação denunciando o assunto e vai elaborar uma queixa na Provedoria de Justiça.

São situações como a que passou Manuel Francisco Nelo que provam mais uma vez o nível de dificuldade em que actuam corajosamente os membros do Bloco Democrático por todo o solo pátrio! Vamos vencer! Viva Manuel Francisco Nelo!


LIBERDADE, MODERNIDADE, CIDADANIA


Sede Nacional: Rua Cónego Manuel das Neves, 102, 5º andar, 14. Telefone: 222 407 198



email: blocodemocratico@yahoo.co.uk
Site oficial: www.bdangola.com
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terça-feira, 1 de outubro de 2013

SILÊNCIO DO REGIME DO PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS SOBRE A SITUAÇÃO ESTACIONARIA DOS ACTIVISTAS POLÍTICOS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE CONDENADOS INJUSTAMENTE NAS SUAS CADEIAS

SILÊNCIO DO REGIME DO PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS SOBRE A SITUAÇÃO ESTACIONARIA DOS ACTIVISTAS POLÍTICOS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE CONDENADOS INJUSTAMENTE NAS SUAS CADEIAS







O nosso apelo à comunidade internacional, a sociedade civil angolana e o povo Lunda Tchokwe no geral, que acompanham com muito interesse a evolução política do processo reivindicativo da Autonomia da Nação Lunda Tchokwe e a postura arrogante e prepotente do regime angolano que à ferro-fogo quer manter sob o seu domínio um povo e extingui-lo a belo prazer, sem respeitar a sua soberania de direito transcendental; O nosso povo diante dum regime Auto valente conotado com vários crimes de assassinatos e desrespeito a nossa realidade cultural: hábitos, usos e costumes, está forçosamente impor-nos uma cultura alheia e diferente ao mosaico cultural Lunda Tchokwê, observa-se pilhagem de imensurável recursos naturais do mesmo povo apropriando-se do nosso capital de recursos naturais para corromper e manipular silenciosamente o processo ao seu favor, em alguns circulo sociais nacional e da comunidade internacional; Pelo que achamos necessário advertir que para um mundo que prima o asseguramento duma paz sustentável, queremos uma envolvência pacifica de todas as força da manutenção da paz a pressionar o regime de JES que abusivamente ultrapassou os seus limites e direito de um chefe de estado para um proprietário dum povo a que impõe leis imposturadas.



É importante que as pessoas tomem conhecimento que a acção do nosso movimento foi sempre pacífica e da procura de diálogo, mesmo quando o opressor continua a violar constantemente os direitos humanos e civis, quase em todo o território Lunda Tchokwe a pretexto de ser sua parcela de reserva latifundiária em nome do seu estado.



É importante que as pessoas saibam, que as acções de violência no território da Lunda partem sempre da iniciativa do opressor que não quer dialogar, receia a derrota por essa via, os seus interesses são apenas gananciosos e nunca de governar e proporcionar um desenvolvimento justo ou consolidar os principio fundamentais de um povo. Nada resta para um regime que não, considerar a opinião oposta, na base de diálogo e entendimento, mesmo a recordar-lhe que não se esqueçam de que a eternidade do poder reinante em angola está decrescente, para tal ele perde a grande oportunidade de pacificar e aproximar a irmandade dos povos da Lunda Tchokwê com os de Angola é mais uma página triste que deixa nesse inicio do século XXI, para a história do seu reinado na monarquia angolana.



Nós temos a plena certeza que a causa está ganha, estamos diante de um gigante que tarde ou cedo vai desmoronar, porque a nossa justa causa conta com apoio do nosso povo os que nasceram e os que também estão por nascer.



É importante que a sociedade tome conhecimento que, quem pratica a política da exclusão, do tribalismo, regionalismos e outros males desprovidos de qualquer sentido humano, quem assassina, humilha, tortura e delapida as riquezas alheias é o regime do Presidente José Eduardo dos Santos.



Incapaz de publicamente defender a tese segundo a qual a Nação Lunda Tchokwe é parcela do Território Angolano, de acordo com o artigo 5º da sua constituição atípica forjada em 2010, enquanto por outro lado nos ameaça em combater-nos sem tréguas e a todos os custos, afinal quem provoca violência? Qual é o medo para o diálogo? Porque é que o Presidente José Eduardo dos Santo esta a furtar-se do diálogo com o Movimento de Protectorado que defende a causa legítima da Nação Lunda Tchokwe?



É importante que a justiça se faça em condições de igualdade, observando-se sempre os postulados de instrumentos jurídicos internacionais emendas da Declaração Universal dos Direitos Humanos e da Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos. É esse direito legítimo e internacional que a Nação Lunda Tchokwe reivindica como sujeito, porque é um Protectorado, um país com direito de formar o seu próprio governo independente.



Sob princípio Internacional de “PACTA SCRIPTA SUNT SERVANDA”, os representantes do povo NDONGO ou Nação Kimbundo, a província ultramarina de Portugal, dos anos 1482 – 1975, subscreveram aos tratados de Protectorado, testemunharam que os portugueses e os Belgas tornaram a LUNDA TCHOKWE como PROTECTORADO sob princípio de “RES UBIQUNQUE, SUIDOMNT EST”ou que, uma coisa onde esteja, é do seu dono e, se a LUNDA fosse parte integrante de Angola, o SOBA AMBANGO não seria capaz de testemunhar a favor, por intermédio do seu mandatário Jayme Augusto.



O POVO LUNDA TCHOKWE, é detentor do direito protestativo ou soberano, o facto de escolher o estatuto de Autonomia Administrativo, Económico e Jurídico, não significa desconhecimento do direito real.



Angola Independente não é parte dos Tratados de Protectorado Internacional da Lunda Tchokwe, e por isso, não tem o direito nem obrigações sobre os mesmos, parte 1 do artigo 1º e artigo 15º, 16º e n.º 3 do artigo 17º e artigos 31º á 34º e o n.º 3 do artigo 37º todos da CONVENÇÃO DE VIENA DE 1978 SOBRE A SUCESSÃO DO ESTADO RECÉM INDEPENDENTE EM MATÉRIAS DE TRATADOS. A presença de Angola na administração da Lunda Tchokwe é usurpação e isso chama-se Colonização.




Os Tratados não produzem direitos e obrigações a terceiros, “PACT TERTIIS” e artigo 3º, 4º, 33º e 34º todos da CONVENÇÃO DE VIENA DE 1969 sobre direitos de TRATADOS INTERNACIONAIS, ANGOLA é membro das instituições jurídicas internacionais e, é parte integrante, porque subscreveu e reconhece todos os tratados internacionais sob a égide da ONU, artigo 13º alínea 1 e 2 e artigo 26º alínea 2 da Lei Constitucional de Angola, mas viola flagrantemente tais instrumentos jurídicos internacionais, sob olhar silencioso da comunidade das NAÇÕES UNIDAS com sede em NOVA YORK Estados Unidos de América  para onde o Ministro das Relações Exteriores Jorge Chicoty há pouco menos de uma semana rubricou em nome de Angola tais tratados.




Apelamos as Nações Unidas, Sr. Secretario Geral BAN KI-MOON, a União Europeia seus Representantes Dr. DURÃO BARROSO Presidente da Comissão Europeia, a Sra. CATHERINE ASHTON Alta Representante para a Politica Externa, a não fecharem as portas às detenções arbitrárias e condenações ilegais do regime de Angola sobre os ACTIVISTAS do povo Lunda Tchokwe, União Africana, os países da SADC, PORTUGA Sr. Presidente Aníbal Cavaco Silva, Rei da Bélgica Príncipe Philippe, França Sr. Presidente François Gérard Georges Nicolas Hollande, Alemanha Sra Chanceler Angela Merkell, Inglaterra Sr. Primeiro Ministro David William Donald Cameron, Vaticano Papa Francisco e os Estados Unidos de América, Sr. Presidente Barack Hussein Obama em particular, na qualidade de autores materiais (1885-1885 Conferência de Berlim), a testemunharem a favor do direito reivindicado da Nação Lunda Tchokwe.


Em Prol da Nossa Nação Unidos Venceremos.