domingo, 6 de outubro de 2013

RELEVANTES ACONTECIMENTOS DA HISTÓRIA DE ANGOLA ENTRE 1873-1919 VS NAÇÃO LUNDA TCHOKWE

RELEVANTES ACONTECIMENTOS DA HISTÓRIA DE ANGOLA ENTRE 1873-1919 VS NAÇÃO LUNDA TCHOKWE





Alguns dados relevantes dos acontecimentos históricos de Angola entre 1873 – 1919 e o carácter independente da Nação Lunda Tchokwe. A evolução politica ou colonização Portuguesa de Angola e o tratado internacional de protectorado da Lunda Tchokwe que tem lugar entre 1885-1975.



A história que significa pesquisa, conhecimentos advindos da investigação é a ciência que estuda o Homem e sua acção através dos tempos e no espaço geográfico, concomitante a analise dos processos e eventos ocorridos no passado, é o estudo do passado e dos seus acontecimentos.


O estudo do passado não pode ser feito directamente, mas de forma mediada através dos vestígios da actividade humana, a que é dado o nome genérico de fontes históricas. Exactamente, são estas fontes históricas que hoje vamos explorar para dar a conhecer ao público leitor, as reivindicações legítimas da questão LUNDA TCHOKWE que muitas vezes o regime do Presidente José Eduardo dos Santos, tenta a todo custo escamotear, envenenando a sociedade a de que os Tchokwes são tribalistas, separatistas ou que Angola é una e indivisível, “UM SÓ POVO, UMA SÓ NAÇÃO”.



Foram Colônias Portuguesas na África: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. A Lunda Tchokwe foi um protectorado de Portugal cuja história vai descobrir com esta incursão sobre o passado de Africa entre 1884 até 1975.


1873-1874 Abertura pelo padre CHARLES DUPARQUET duma missão religiosa em Lândana. Revolta do Golungo Alto. Revolta de Ambaca e do Duque de Bragança.
1878 – Abolição oficial da escravatura. Chegada da Missão Baptista Inglesa á S.Salvador (Mbanza Congo). Chegada a Angola dos exploradores Portugueses CAPELO, IVENS e SERPA PINTO.

1879 – Primeiros contactos entre os Boérs e o povo Humbes.

1881 – Chegada dos missionários americanos ao Bailundo. Instalação dos Boérs em Humpata (Huila), chamados naquela época pelos portugueses de “Holandeses do Cabo”. O líder dos Boérs é JACOBUS FREDERICK BOTHA, ascendente do futuro general sul-africano BOTHA que se envolveu em guerra com Angola nos anos 80. Instalação duma missão francesa entre os Ovambos. Chegada do padre BARROSO à S.Salvador. Publicação de dois decretos do Governo de Lisboa, um para favorecer a emigração para África, e outro que visava a propagação da civilização e influências europeias, particularmente portuguesa nos vastos territórios africanos e a iniciação dos seus habitantes a lei, e a instauração do trabalho útil, de forma a modificar os costumes bárbaros e desumanos das sociedades indígenas africanas. Instituição do mapa cor-de-rosa pela sociedade de geografia de Lisboa.


1882 – O capitão de origem africano de segunda linha FRANCISCO PEREIRA DOS SANTOS VAN-DÚNEM é nomeado chefe e director da Feira de Cassange, confirmado pelo Governador-geral de Angola FERREIRA DO AMARAL. Reconstituição do concelho do Talamungongo.


1884 – É constituída pela primeira vez uma comissão da Sociedade de Geografia de Lisboa para uma missão de exploração no interior de África, sobretudo nas terras da LUNDA, conhecida por Viagem de Exploração Cientifica a Mussumba do Muatiânvua 1884-1888, é nomeado oficialmente o Major do Exercito HENRIQUE AUGUSTO DIAS DE CARVALHO como chefe da referida missão. Esta missão tinha os seguintes objectivos a cumprir no terreno; estudo etnográfico da história dos povos da Lunda, clima, estabelecimento de contactos diplomático e comerciais que deram lugar a celebração de vários tratados de protectorado entre Portugal e as varias regiões autónomas sob domínio do Imperador Muatiânvua (Império Lunda Século XIX).


1884 (15Nov) – 1885 (26Fev) Conferência de Berlim, e substituição pelas potências Colonizadoras Europeias em África do conceito de esfera de influência pela doutrina Alemã de “HINTERLAND”, que estabelece que toda a potência europeia estabelecida sobre a costa possui direitos especiais sobre as populações do interior e pode recuar indefinidamente até as fronteiras das suas possessões até que encontre uma zona de influência de um outro estado europeu, não importando os estados indígenas que seriam engolidas por força das armas ou de outras artimanhas o que permitiu que vários estados indígenas e povos inteiros fossem agrupados a outro sem o seu consentimento (ex: Nação Lunda Tchokwe e Cabinda).


Chegada dos primeiros portugueses ao Bailundo. Chegada dos primeiros colonos madeirenses a Huila (Humpata, Palanca, Sá da Bandeira e Chibia). Chegada dos missionários metodistas a Luanda. Revolta dos Humbes dirigidos pelo soba Chaungo, que busca uma coligação com os Cuanhamas e os de Cuamato. Manuel José Puna, nobre de Cabinda, que foi educado no rio de Janeiro-Brasil, conjuntamente com Francisco Franque, torna-se barão de Cabinda e fidalgo do rei de Portugal; morte do rei de Ngoyo, assassinado. Assinatura de tratado de protectorado de moanda, Chimbolo, Socca e Futila. Criação administrativa do distrito do Congo, com cinco residências: Cabinda, Lândana, S.António do Zaire (Soyo), Ambrizete e S.Salvador (Mbanza Congo); Cabinda é a capital do novo distrito. Silva Porto é nomeado capitão-mor do Bié e do Bailundo.


1886 – Portugal apresenta publicamente o mapa cor-de-rosa ligando Angola à Moçambique, incluindo as regiões da Nação Lunda Tchokwe do Moxico e Kuando Kubango, Inglaterra lança ultimato a Portugal se não acabasse com este projecto. Convenção franco-portuguesa de delimitação dos respectivos territórios na Guine e Cabinda. Convenção Luso-Alemã sobre o sul de Angola. Revolta dos povos Bondos.


1891 – Conferência de Lisboa para a discussão do contencioso a “ORIGEM DA QUESTÃO LUNDA 1890-1894”, que teve o seu epicentro, quando o rei Leopoldo II da Bélgica quis anexar a Nação Lunda Tchokwe, Portugal protestou ter assinado tratados de Protectorado com os estados da Lunda como bandeira da sua defesa. Desmembramento do IMPERIO LUNDA por causas internas e sobretudo influências estrangeiras e colonizadoras Europeias. Independentemente deste desmembramento a Nação Lunda Tchokwe reconhecida Internacionalmente no dia 24 de Março de 1894, das convenção de 14 de Fevereiro de 1885 e da acta de limites de 26 de Junho de 1893, mantém-se independente e sob protecção da coroa portuguesa. Não há nenhuma presença estrangeira no território nem mesmo de Portugal.


Revolta dos Humbes. Weyulu, rei dos Cuanhamas, tacticamente, torna-se vassalo de coroa portuguesa, contra oposição do seu irmão Nnende, pretendente ao trono. Coligação entre Cuamato grande e Cuamato pequeno contra portugueses dirigidos pelos sobas Iquera e Chatona. Revolta em Cabinda dirigida por Maniema.


1895 – Viagem do Rei do Congo D.Álvaro de Águas Rosada para Portugal em tratamento Médico. Criação Administrativa do distrito militar da Lunda, de fora fica a região do Moxico e do Kuando Kubango por força do ultimato Britânico contra Portugal por causa do seu projecto Mapa Cor-de-rosa de 1886, Henrique Augusto Dias de Carvalho é nomeado o primeiro Governador-geral da Nação Lunda Tchokwe, (Carácter Independente)


1897 – 1898 Peste bovina no sudoeste africano. Revolta dos Humbes

1900 – Revolta dos Bassorongo; Noqui, S.António do Zaire e Ambrizete, o triângulo crítico subleva-se varias vezes e revolta do povo Bondo.


1904 – 1905 Devido ao comportamento negativo dos portugueses, dá-se a primeira revolta do povo e a Nação Lunda Tchokwe, pronuncio de uma serie de outras revoltas.
1906 Revolta do povo Luchaze na região do Moxico e Nganguela. Revolta dos Gambos. Revolta do Cuamato e revolta dos Bassorongo.


1908 Grande rebelião do povo Lunda Tchokwe dirigidos pelo Quelendente Muene Luchico na região do Lunguena, Luangue até o Itengo.


1910-1915 Eclosão de uma serie de revoltas, quase por tudo que era canto de Angola.

1914 Eclosão da 1ª guerra Mundial. Portugal Institui o primeiro regulamento de trabalho Indígena nas colónias em África. Angola Administrativamente tem 6 Regiões semi Autónomas ou distritos militares.


1916 Revolta conjugada Luchaze, Mbunda e os Lunda Tchokwe



1918 – 1919 Fim da 1ª guerra mundial. Tratado de Versailles. Abertura do primeiro Liceu em Angola na cidade de Luanda. A Cobertura escolar de Angola chega as seguintes localidades: Belize, Lândana, Lucula, Cabinda, Noqui, S.Salvador, S.António do Zaire, Maquela do Zombo, Quinzau, Madimba, Ambrizete, Bembe, Ambriz, S.José de Encoje, Libongo, Barra do Dande, Quibaxe, Alto Dande, Quifangondo, Barra do Bengo, Luanda, Calumbo, Golungo Alto, Duque de Bragança, Zenza, Ambaca, Cazengo, Muxima, Massangano, Cambambe, Pungo Andongo, Malanje, Tala Mungongo, Calulo, Novo Redondo, Egipto, Bailundo, Bié, Lobito, Benguela, Catumbela, Nova Lisboa, Dombe grande, Caconda, Quilengues, Sá da Bandeira, Humpata Chibia, Gambos, Moçamedes e Porto Alexandre.


Nenhum ponto da Nação Lunda Tchokwe em 1919 tinha algum estabelecimento escolar portuguesa, porque era um país independente, não tinha dependência de Portugal (Carácter Independente). Por outro lado, existe variadíssimas datas e informação histórica, simplesmente seleccionámos algumas, nas próximas ocasiões o faremos com outros dados, sobretudo o período entre 1919-1975.


sábado, 5 de outubro de 2013

ESTAMOS VENDIDOS AO PREÇO DE PETRÓLEO EM ANGOLA, DISSE MARCOLINO MOCO

ESTAMOS VENDIDOS AO PREÇO DE PETRÓLEO EM ANGOLA, DISSE MARCOLINO MOCO






Marcolino Moco – À Mesa do Café


Todos os que estamos em condições de minimamente discernir sobre as coisas essenciais, sabemos que vivemos uma situação grave no país.




Alguns dos que combateram contra o colonialismo, com a sua Pide, com a sua repressão que os obrigou, a alguns, como o actual Presidente da República, a sair de Angola para o exterior, são dignitários deste Estado, que reprime da mesma ou da pior maneira angolanos, mesmo perante um evento internacional. Como acreditar que depois do Dr. Filomeno Lopes, figura respeitada no país e não só, hoje chega a vez de jornalistas conhecidos, como o Rafael Marques, o Alexandre Solombe e o Coque Mukuta que são “pisados e torturados” por polícias orientados por aqueles que se julgam legitimados para fazer isso?



É confrangedor. Todos estamos impotentes, fingindo que tudo está normal. Hoje ouvi um padre a pregar que não critiquemos os “nossos dirigentes”. “Rezemos para que Deus os proteja e os encaminhe para o bem”. E perante tudo isso, o assunto mais importante para a mídia e os comentadores de serviço são os depósitos na conta Mfuca Muzemba, militante de um partido político. O país vai enterrando de vez o conceito dignidade humana e de que a lei vale para todos. Os juízes e juízas libertam sob caução jovens que não cometeram crime nenhum. Ajudemos pelo menos, os que podemos, a pagar. Que país é este? Que justiça amordaçada?!




Estes jovens são os únicos que estão a cumprir, quase isolados, o seu dever de cidadãos, perante a indiferânça de quem podia fazer alguma coisa, mesmo com um simples gesto de desaprovação. Estamos vendidos ao preço do petróleo. Todos nós estamos envergonhados. Eu pelo menos estou envergonhado. Não estava preparado para ver isso no século XXI, depois de proclamada a Paz, no meu país.


ERNESTO DOS SANTOS LIBERDADE ACUSADO DE USURPAÇÃO DE TERRAS NO MOXICO

ERNESTO DOS SANTOS LIBERDADE ACUSADO DE USURPAÇÃO DE TERRAS NO MOXICO






O Governador Ernesto dos Santos Liberdade tc por ″Saquinta″, ao Serviço do regime do Presidente José Eduardo dos Santos na sua colónia da Nação Lunda Tchokwe é acusado pela população local de estar a usurpar terras em toda a extensão da região do Moxico.



Ele é acusado também de apropriar-se de grandes superfícies Comerciais, tanto na cidade do Luena como no resto da maioria dos Municípios da Provincial, não permitindo a concorrência entre os comerciantes, mantendo-os constantemente sob ameaças feiticeiras, aliás é assim que ele é conhecido por aqui.



Por falar em feitiçaria, a população o acusam de ter montado ″Satelites de Feitiço″ em todas as principais entradas da cidade do Luena, incluindo o Aeroporto local, e, ″dizem que ele já sabe quem estiver a pensar ou a falar mal dele″…e não perdoa, elimina imediatamente o seu opositor – ″Mito populacional″.



Devido a tanto sangue inocente derramado, ele não consegue permanecer mais de sete dias numa residência, muda constantemente de casa para casa, do município em município fugindo os espíritos perturbadores de sangue alheio, de acordo com as acusações que a população cansada dele o fazem.



É também acusado de fomentador de conflitos étnicos na região do Moxico e de no seu Executivo Provincial preferir um grupo étnico em detrimento de outros; Mbundas, Nganguelas, Tchokwes, Ambuelas, Minungos, Lundas, Luchazes etc.



Manipula a autoridade tradicional a seu belo prazer, joga grupos de intelectuais uns contra outros, tudo por causa da mendicidade a bajulação, porque muitos destes não valoriza as suas competências técnico profissionais que é o lado obscuro do panorama de muitos técnicos sem honra e carácter.



O sr Governador Saquinta da Província do Moxico usa o nepotismo na sua desgovernação como muitos outros medíocres e incompetentes fazem no território da Nação Lunda Tchokwe. Gaba-se que só a morte é que lhe vai separar do Moxico onde ele é o dono absoluto. Tudo por causa da sua fidelidade absoluta ao Chefe José Eduardo dos Santos que o mantém anos a fio no MOXICO.




Por Joseph Ihanjika no Luena

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

SINPROF DA LUNDA-NORTE DIZ QUE BARTOROMEU DIAS SAPALO DIRECTOR DE EDUCAÇÃO MENTIU A VOZ DE AMÉRICA TER CUMPRIDO COM O CADERNO REIVINDICATIVO DOS PROFESSORES

SINPROF DA LUNDA-NORTE DIZ QUE BARTOROMEU DIAS SAPALO DIRECTOR DE EDUCAÇÃO MENTIU A VOZ DE AMÉRICA TER CUMPRIDO COM O CADERNO REIVINDICATIVO DOS PROFESSORES




Dundo - 2/10/2013. O sindicado dos Professores desmentiu hoje no Dundo as declarações do Director Provincial da Eduação Sr Bartoromeu Dias Sapalo, a Voz de América  as de que o Governo do Sr Ernesto Muangala ter cumprido com as exigências do caderno reivindicativo por estes apresentado, que em Maio/Julho provocou uma greve e a consequente paralização das aulas em um período de 70 dias.



O SINPROF da Lunda-Norte vai mais longe, diz que o Executivo da Lunda-Norte não cumpriu absolutamente nada, nem mesmo 1% das exigências.



A HISTORIA DO PROCESSO REIVINDICATIVO DO SINPROF DA LUNDA-NORTE


Este processo reivindicativo teve seu início em Março de 2012, o SINPROF convocou uma greve para exigir da entidade do Ministério da Educação o pagamento de subsídios de férias e outros benefícios acumulados desde 2009 até 2012  (4 ANOS), o Governo Provincial prometeu pagar e, a greve ficou cancelada.



Em Novembro de 2012 o mesmo SINPROF voltou a convocar outra greve, já que o Governo do Sr Ernesto Muangala não estava a honrar o compromisso. As partes reuniram e celebrou-se um Memorandum de entendimento, o governo provincial comprometeu-se a cumprir com a sua obrigação e o dever de pagar o que devia aos professores, que não aconteceu.



Volvidos mais de 6 meses depois, isto é, entre Novembro 2012 á Maio 2013, nem uma palha foi removida pelo governo provincial da lista das exigências do memorandum de entendimento, o que obrigou a uma nova greve, que teve início no dia 20 de Maio do corrente ano. Depois ouve negociações no meio de muitos ameaço de despedimentos de professores.



Para além dos subsídios de férias, o SINPROF exigia também o cumprimento do artigo 42º do Decreto 16 sobre as nomeações em cargos de direcção e chefia nas escolas públicas, professores com duplo vínculo e duplo salários entre as várias irregularidades que constantemente eram violados por parte do Governo Provincial, que também nomeava estagiários, familiares ou membros do MPLA sem conhecimentos científicos de pedagogia e as condições exigidas por lei em um gesto de nepotismo.



Assim, o SINPROF na Lunda-Norte, recorreu por direito no artigo 26º da Lei 23/91, lei da greve, aprovada á 13 de Maio e publicada no Diário da República I Série no dia 15 de Junho de 1991.

Mesmo assim, o SINPROF da Lunda-Norte, diz que o governo provincial contra todas as expectativas, violou os artigo 21º e as alíneas 1 e 2  e o artigo 28º da lei sobre as greves, pois, a mesma diz que os grevistas não podiam ser prejudicados, não podiam ser coagidos ou obrigados a aceitarem qualquer exigência, porque existia um memorandum que a entidade empregadora não estava a cumprir.




De acordo com a fonte do SINPROF, estavão envolvidos do saque do dinheiro de subsídio de férias dos professores, o ex-Director Provincial Educação da Lunda-Norte  Luis Kitamba, actualmente a trabalhar para ENDIAMA, o Sr Drº Espanhol do Gabinete do Governador entre vários funcionários seniores, muitos deles com propriedades e Colégios  em Luanda e com o conhecimento do Governo Provincial que nunca tomou medidas.




A mesma fonte disse que a TPA, a RNA e ANGOP, transmitem informações completamente falsas, sobretudo quando se fala da Educação, dão exemplos, de a TPA sempre apresentar a existência de mais de 16 Institutos Médio na Lunda-Norte, somente existe um Instituto Médio no Dundo.



O SINPROF diz que não esta fora a hipótese de voltar a convocar uma nova greve, de momento, pretendem fazer o desmentido do Sr Director Provincial de Educação da Lunda-Norte, depois irão convocar os seus filiados com o objectivo de encontrar uma saída sobre o caderno reivindicativo que se encontra no impasse desde Agosto último.

Por JOKA no Dundo





DENUNCIA: REGIME ANGOLANO CONTINUA A PERSEGUIR MEMBROS DO BLOCO DEMOCRÁTICO NA LUNDA NORTE

DENUNCIA: REGIME ANGOLANO CONTINUA A PERSEGUIR MEMBROS DO BLOCO DEMOCRÁTICO NA LUNDA NORTE






COMUNICADO: BLOCO DEMOCRÁTICO DENUNCIA PERSEGUIÇÃO DE MEMBRO NA LUNDA-NORTE


O Bloco Democrático (BD) vem por este meio tornar público que os seus membros continuam sob perseguição, desta vez, é o Senhor Manuel Francisco Nelo, célula do Bloco Democrático na localidade de Nzanji, Cambulu, Província da Lunda-Norte.


Domingo, 22 de Setembro, foi detido às 5 horas da manhã tendo sido mantido sob detenção até às 10horas. O companheiro Manuel Francisco Nelo foi detido, conforme explicou, por 7 elementos da Polícia local e mais 3 da Polícia de Intervenção Rápida, tendo sido retirado de sua casa e levado para a Polícia de Cambulu.
Aí foi interrogado e mal tratado, ficou com a cara completamente inflamada, tendo sido apreendido o seu portátil até hoje. A razão que lhe foi dada para a detenção foi que esteve no dia anterior a falar com vários cidadãos nas Comunas limítrofes e foi entendido pelas autoridades, que tivesse a convocar pessoas para se manifestarem.


Manuel Francisco Nelo só foi libertado quando o Procurador declarou não haver matéria para estar detido.


Durante a agressão que sofreu os detectives e policias inquiriam sobre o facto do nosso companheiro ter estado fora da cidade durante 5 dias visitanto comunidades.


Em seu entender estava a semear a mobilização para futuras demonstrações contra o Governo.


O Bloco Democrático vem pois divulgar ao povo Lunda, e ao Povo de Angola em geral mais este caso de perseguição dos membros do BD.


O Bloco Democrático vai fazer envio da informação a todos os grupos de direitos humanos, vai escrever às autoridades da Provincia e à Direcção Nacional de Investigação denunciando o assunto e vai elaborar uma queixa na Provedoria de Justiça.

São situações como a que passou Manuel Francisco Nelo que provam mais uma vez o nível de dificuldade em que actuam corajosamente os membros do Bloco Democrático por todo o solo pátrio! Vamos vencer! Viva Manuel Francisco Nelo!


LIBERDADE, MODERNIDADE, CIDADANIA


Sede Nacional: Rua Cónego Manuel das Neves, 102, 5º andar, 14. Telefone: 222 407 198



email: blocodemocratico@yahoo.co.uk
Site oficial: www.bdangola.com
www.bdluanda.blogspot.com

terça-feira, 1 de outubro de 2013

SILÊNCIO DO REGIME DO PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS SOBRE A SITUAÇÃO ESTACIONARIA DOS ACTIVISTAS POLÍTICOS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE CONDENADOS INJUSTAMENTE NAS SUAS CADEIAS

SILÊNCIO DO REGIME DO PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS SOBRE A SITUAÇÃO ESTACIONARIA DOS ACTIVISTAS POLÍTICOS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE CONDENADOS INJUSTAMENTE NAS SUAS CADEIAS







O nosso apelo à comunidade internacional, a sociedade civil angolana e o povo Lunda Tchokwe no geral, que acompanham com muito interesse a evolução política do processo reivindicativo da Autonomia da Nação Lunda Tchokwe e a postura arrogante e prepotente do regime angolano que à ferro-fogo quer manter sob o seu domínio um povo e extingui-lo a belo prazer, sem respeitar a sua soberania de direito transcendental; O nosso povo diante dum regime Auto valente conotado com vários crimes de assassinatos e desrespeito a nossa realidade cultural: hábitos, usos e costumes, está forçosamente impor-nos uma cultura alheia e diferente ao mosaico cultural Lunda Tchokwê, observa-se pilhagem de imensurável recursos naturais do mesmo povo apropriando-se do nosso capital de recursos naturais para corromper e manipular silenciosamente o processo ao seu favor, em alguns circulo sociais nacional e da comunidade internacional; Pelo que achamos necessário advertir que para um mundo que prima o asseguramento duma paz sustentável, queremos uma envolvência pacifica de todas as força da manutenção da paz a pressionar o regime de JES que abusivamente ultrapassou os seus limites e direito de um chefe de estado para um proprietário dum povo a que impõe leis imposturadas.



É importante que as pessoas tomem conhecimento que a acção do nosso movimento foi sempre pacífica e da procura de diálogo, mesmo quando o opressor continua a violar constantemente os direitos humanos e civis, quase em todo o território Lunda Tchokwe a pretexto de ser sua parcela de reserva latifundiária em nome do seu estado.



É importante que as pessoas saibam, que as acções de violência no território da Lunda partem sempre da iniciativa do opressor que não quer dialogar, receia a derrota por essa via, os seus interesses são apenas gananciosos e nunca de governar e proporcionar um desenvolvimento justo ou consolidar os principio fundamentais de um povo. Nada resta para um regime que não, considerar a opinião oposta, na base de diálogo e entendimento, mesmo a recordar-lhe que não se esqueçam de que a eternidade do poder reinante em angola está decrescente, para tal ele perde a grande oportunidade de pacificar e aproximar a irmandade dos povos da Lunda Tchokwê com os de Angola é mais uma página triste que deixa nesse inicio do século XXI, para a história do seu reinado na monarquia angolana.



Nós temos a plena certeza que a causa está ganha, estamos diante de um gigante que tarde ou cedo vai desmoronar, porque a nossa justa causa conta com apoio do nosso povo os que nasceram e os que também estão por nascer.



É importante que a sociedade tome conhecimento que, quem pratica a política da exclusão, do tribalismo, regionalismos e outros males desprovidos de qualquer sentido humano, quem assassina, humilha, tortura e delapida as riquezas alheias é o regime do Presidente José Eduardo dos Santos.



Incapaz de publicamente defender a tese segundo a qual a Nação Lunda Tchokwe é parcela do Território Angolano, de acordo com o artigo 5º da sua constituição atípica forjada em 2010, enquanto por outro lado nos ameaça em combater-nos sem tréguas e a todos os custos, afinal quem provoca violência? Qual é o medo para o diálogo? Porque é que o Presidente José Eduardo dos Santo esta a furtar-se do diálogo com o Movimento de Protectorado que defende a causa legítima da Nação Lunda Tchokwe?



É importante que a justiça se faça em condições de igualdade, observando-se sempre os postulados de instrumentos jurídicos internacionais emendas da Declaração Universal dos Direitos Humanos e da Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos. É esse direito legítimo e internacional que a Nação Lunda Tchokwe reivindica como sujeito, porque é um Protectorado, um país com direito de formar o seu próprio governo independente.



Sob princípio Internacional de “PACTA SCRIPTA SUNT SERVANDA”, os representantes do povo NDONGO ou Nação Kimbundo, a província ultramarina de Portugal, dos anos 1482 – 1975, subscreveram aos tratados de Protectorado, testemunharam que os portugueses e os Belgas tornaram a LUNDA TCHOKWE como PROTECTORADO sob princípio de “RES UBIQUNQUE, SUIDOMNT EST”ou que, uma coisa onde esteja, é do seu dono e, se a LUNDA fosse parte integrante de Angola, o SOBA AMBANGO não seria capaz de testemunhar a favor, por intermédio do seu mandatário Jayme Augusto.



O POVO LUNDA TCHOKWE, é detentor do direito protestativo ou soberano, o facto de escolher o estatuto de Autonomia Administrativo, Económico e Jurídico, não significa desconhecimento do direito real.



Angola Independente não é parte dos Tratados de Protectorado Internacional da Lunda Tchokwe, e por isso, não tem o direito nem obrigações sobre os mesmos, parte 1 do artigo 1º e artigo 15º, 16º e n.º 3 do artigo 17º e artigos 31º á 34º e o n.º 3 do artigo 37º todos da CONVENÇÃO DE VIENA DE 1978 SOBRE A SUCESSÃO DO ESTADO RECÉM INDEPENDENTE EM MATÉRIAS DE TRATADOS. A presença de Angola na administração da Lunda Tchokwe é usurpação e isso chama-se Colonização.




Os Tratados não produzem direitos e obrigações a terceiros, “PACT TERTIIS” e artigo 3º, 4º, 33º e 34º todos da CONVENÇÃO DE VIENA DE 1969 sobre direitos de TRATADOS INTERNACIONAIS, ANGOLA é membro das instituições jurídicas internacionais e, é parte integrante, porque subscreveu e reconhece todos os tratados internacionais sob a égide da ONU, artigo 13º alínea 1 e 2 e artigo 26º alínea 2 da Lei Constitucional de Angola, mas viola flagrantemente tais instrumentos jurídicos internacionais, sob olhar silencioso da comunidade das NAÇÕES UNIDAS com sede em NOVA YORK Estados Unidos de América  para onde o Ministro das Relações Exteriores Jorge Chicoty há pouco menos de uma semana rubricou em nome de Angola tais tratados.




Apelamos as Nações Unidas, Sr. Secretario Geral BAN KI-MOON, a União Europeia seus Representantes Dr. DURÃO BARROSO Presidente da Comissão Europeia, a Sra. CATHERINE ASHTON Alta Representante para a Politica Externa, a não fecharem as portas às detenções arbitrárias e condenações ilegais do regime de Angola sobre os ACTIVISTAS do povo Lunda Tchokwe, União Africana, os países da SADC, PORTUGA Sr. Presidente Aníbal Cavaco Silva, Rei da Bélgica Príncipe Philippe, França Sr. Presidente François Gérard Georges Nicolas Hollande, Alemanha Sra Chanceler Angela Merkell, Inglaterra Sr. Primeiro Ministro David William Donald Cameron, Vaticano Papa Francisco e os Estados Unidos de América, Sr. Presidente Barack Hussein Obama em particular, na qualidade de autores materiais (1885-1885 Conferência de Berlim), a testemunharem a favor do direito reivindicado da Nação Lunda Tchokwe.


Em Prol da Nossa Nação Unidos Venceremos.



domingo, 29 de setembro de 2013

ANÍBAL JANOTA CAUDA DA GOVERNADORA CÂNDIDA NARCISO DIZ QUE TCHOKWES SÃO IGNORANTES E ANALFABETOS EM PLENA SALA DE AULAS, DO NÚCLEO DA UNIVERSIDADE LUSÍADA DA LUNDA - SUL

ANÍBAL JANOTA CAUDA DA GOVERNADORA CÂNDIDA NARCISO DIZ QUE TCHOKWES SÃO IGNORANTES E ANALFABETOS EM PLENA SALA DE AULAS, DO NÚCLEO DA UNIVERSIDADE LUSÍADA DA LUNDA - SUL






Aníbal Janota cauda ao serviço da Governadora da Lunda – Sul, Sra. Cândida Narciso esposa do Sr. Tany Narciso Administrador do Cazenga em Luanda, irmã da Sra. Maria Cândida Teixeira, Ministra da Ciência e Tecnologia que também é esposa do actual Director do Gabinete do Presidente da Republica de Angola José Eduardo dos Santos.



A Sra. Cândida Narciso, trouxe para a Lunda-Sul seus familiares e amigos no gesto de nepotismo e os nomeou em diversos cargos Provinciais da função pública, tendo exonerado injustificadamente os autóctones filhos Lunda Tchokwe, substituídos a cauda que no dia-a-dia vão ofendendo publicamente a moral do povo Tchokwe, tratando-os de “ignorantes, analfabetos, longe em governação de relevo em Angola”, esta afirmação é do Sr. Aníbal Janota Sobrinho da Sra. Governadora Cândida Narciso, Director Provincial da Juventude e dos Desportos e Professor do Núcleo Universitário da Lusíada da Lunda-Sul em plena sala de aula trouxe um espírito de revolta que adverte o regime a parar com a governação da senhora que é dona do partido e do governo da Lunda-sul euforicamente recordam o Sr. Presidente de Angola J.E.S. que se foi capaz de criar uma pasta ao Pedro Muitindy que nunca quis subordinar-se a uma mulher então muito menos os Lundas, tema suportar o seu enviado em gesto de desrespeitar a sua colónia.



Janota, chega à ameaçar publicamente, que se algum estudante seu, que estiver a criticar a desastrosa desgovernação da sua tia Sra. Cândida Narciso, segundo ele veio salvar os Tchokwe até dos conhecimentos científicos, de Ignorantes os Tchokwes nunca iriam deixar de serem, por isso alertou-os que vai reprová-los e ninguém vai fazer-lhe absolutamente nada. Por um lado adverte o atraso das obras da construção da Mediateca de Saurimo segundo a qual foi a iniciativa da sua tia com ajuda da sua outra tia da Ciência e Tecnologia em consideração da sua irmã com o presidente da República; por isso ninguém deve questionar ou cobrar por não ser uma iniciativa local.



O Atraso registado da obra está entre as primeiras Mediatecas no plano das obras desta natureza em construção que o presidente de Angola José Eduardo dos Santo na sua campanha eleitoralista lançou pedra para a construção na primeira estância; A Mediatecas de Luanda, Lubango já concluídas excepto a da Lunda- Sul em Saurimo que se encontra atrás da do Soyo e Benguela que estavam no segundo plano.



Os estudantes do núcleo Universitário da Lusíada da Lunda-Sul, duvidam das capacidades pedagógicas e intelectuais do Sr. Aníbal Janota, porque passa o tempo de aulas a falar da sua vida particular, nunca conseguiu leccionar conteúdos credíveis metodologicamente pedagógicos.



O artigo 15º da actual Lei Constitucional, que o Sr. Presidente José Eduardo dos Santos, considerou genuíno, tem estado a beneficiar de que maneira, muitos estrangeiros na Lunda, tais governadores vem para usurparem as terras das populações locais em nome da constituição.



 O Sobrinho da governadora que é contestado pelo seu estilo de bajulação pública para promover a figura da sua tia esquece de informar a realidade sobre os apagões de energia eléctrica que se regista na cidade de Saurimo, as noite apenas dão energia para os postos públicos dos bairros periféricos menos as residências para iludirem os visitantes de que a cidade expõe da corrente eléctrica; mesmo com uma hidroeléctrica com tecnologia de ponta recentemente construída e a central de captação de água que custou milhares de dinheiros aos Lundas mais que nada produz em beneficência dos mesmos.



Para os Lundas, Janota é mais uma das caudas sem pelo da Cândida Narciso que em conjunto deve arrumar as maletas de regresso porque o seu charme expiatória não deixara intimidar os emigrantes termo (Mukuacwisas)  Nguize ou Provenientes; Algo normal em qualquer parte do planeta para tratar os expatriados.



Por Samajone na Lunda-Sul



sábado, 28 de setembro de 2013

ENTREVISTA DE JOSÉ MATEUS ZECAMUTCHIMA, PRESIDENTE DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE AO PONTO FINAL PORTAL ANGOLANO DE INTERNET

ENTREVISTA DE JOSÉ MATEUS ZECAMUTCHIMA, PRESIDENTE DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE AO PONTO FINAL PORTAL ANGOLANO DE INTERNET


Por : Prof.Ngola Kiluange

O nosso interlocutor dispensa introdução, conhecido na nossa praça política, José Mateus Zecamutchima, concedeu-nos uma entrevista cujo teor aqui se dá :


Ponto-Final; José Mateus, deia-nos uma retrospectiva dos últimos acontecimentos nas Lundas?

RESPOSTA: JMZ

Muito obrigado mais uma vez pela oportunidade que o ponto final nos dá.  Desde a última vez que fui entrevistado neste canal, na Lunda Tchokwe não ouve melhorias substanciais no geral; ouve uma mega manifestação popular contra o assassinato de mulheres, acção de grande impacto que marcou pela primeira vez a Nação Lunda Tchokwe, embora a média Angolana ter ignorado esta manifestação, por outro lado esses crimes continuam a acontecerem aos olhos silenciosos do governo angolano, ouve greve dos professores e mineiros a nível da Lunda-Norte, o drama das demolições de residências chegou também na Lunda-Sul e no município de Lucapa, mais de 480 famílias estão sem abrigo, assistimos conflitos étnicos entre famílias reais no Moxico por exemplo, fomentados pelo regime angolano que já provocaram mortes de vários cidadãos e autoridades reais e regedores, etc., etc.
                                                                                                               
Relativamente ao Movimento de que somos Presidente, recebemos uma carta do Gabinete do Presidente da Republica Eng.º José Eduardo dos Santos, a dizer que vai nos combater sem tréguas, que não reconhece o suposto Protectorado Lunda Tchokwe, também diz que o Presidente não reconhece diálogo para conflitos de Angola, mas este faz declarações de aconselhamento de outros povos a dialogarem enquanto eles não fazem. Continuamos assistindo a perseguições e a ameaças de mortes e vigiarem-nos continuamente.


Ignorar a história, querer alterar os princípios éticos, culturais de um povo, para além de ser crime, é comportamento próprio de colonizadores.

Quero lembrar que o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, encontrou-se com a Presidente da 10ª Comissão da Assembleia Nacional sobre os direitos humanos, Petições e reclamações dos Cidadãos, senhora Genoveva da Conceição Lino, membro do Comité Central do MPLA, para discutir questões relativas a estes processo em 22 de Novembro e 13 de Dezembro de 2012 e no dia 11 de Abril de 2013, não podemos compreender o teor ameaçador da Carta do Gabinete do Presidente da Republica.


No geral, nesta perspectiva no movimento tivemos ganhos, os nossos representantes no exterior tem feito um trabalho diplomático digno de relevo, temos uma campanha de mobilização muito forte a todos os níveis, sem descurar a defesa dos direitos humanos que temos feito e ajudou a estancar algumas acções maléficas que vinham sendo praticadas na Lunda Tchokwe.



Ponto Final: Parece profunda a divisão no seio do Movimento dos Lundas, acha?
RESPOSTA: JMZ

Esta pergunta é pertinente, devo dizer que não existe nenhuma divisão no seio do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, estamos coesos e uma única direcção a saída da conferência Nacional realizada em Luanda nos dias 15 e 16 de Julho de 2011, que elegeu democraticamente as actuais estruturas organizativas, aprovou um estatuto e um regulamento, definiu os objectivos e criou a organização da Juventude e a organização das mulheres de forma autónoma, tudo em defesa de Autonomia da Nação Lunda Tchokwe.

Por causa de algumas práticas indecorosas que afecta a maioria dos profissionais do jornalismo angolano viciado com a mendicidade de algumas gorjetas emitem opiniões confusas a favor do regime manipulam tudo. Estes Jornalistas passam de impostores protagonistas, belígera o processo ao invés de informarem com a verdade os factos, passam a mensagem enganadora de que existe divisão no seio do movimento ou que existe duas alas que não é verdade.

Uma pessoa afastada da maioria constituí uma ala? Não é percebível.

Segundo o velho ditado popular, ”quem corre nu atrás dum maluco nu que lhe fugiu com a roupa ambos são considerados Malucos. se a roupa suja lava-se em casa por um lado diz-se que quem cala consente” é por ai que vamos hoje abrir um parenteses para dizermos aquilo que não falamos ao longo deste período todo, em que fomos vítimas de acusações e campanha do nosso infeliz vende-pátria Quiçá demente, que se auto-intitula  dono criador da fazenda chamada Nação Lunda Tchokwe, sem o mínimo de respeito e consideração de milhões de povos, etnias que conformam a Lunda desde o Kuando Kubango até ao Dundo; 


A Lunda Tchokwe não é uma propriedade privada de Zecamutchima ou do cidadão Malakito, não existe no mundo inteiro alguém que se intitule dono absoluto com todas as consequências de um processo de descolonização e muito menos a questão da Lunda que vem desde os anos 1885 que teve como protagonistas os Mianaganas, Reis das suas terras.


Malakito foi destituído por vários motivos e razões; corrupção activa, reuniu em 11 de Julho de 2008 sozinho com elementos afectos a Casa Militar da Presidência da Republica nas instalações do Conselho de Ministros, sito ao largo dos Ministérios e lhe prometeram 15.000.000,00 (Quinze milhões de dólares) aceitou, mas a maioria dos membros da direcção não aceitou tal proposta.


Preso em Maio de 2009, por não ter cumprido com a promessa de ter que parar com as acções do movimento em que ele já não tinha o controlo, entrega uma relação nominal de todos os membros de Direcção a DNIC com o objectivo de os prender ou abate-los na calada da noite em 12 de Junho de 2009.


Transferido da cadeia de S.Paulo para a Comarca de Viana, volta a entregar uma nova relação nominal dos membros de direcção a elementos afectos a Casa Militar da Presidência da Republica e do grupo técnico operativo de Inteligência, agentes conhecidos por Henrique, Daniel, Edna e xxxxxx, com quem mantinha contactos permanentes ate a data de sua soltura.


Na cadeia escreve uma carta ao Sr Avelino irmão mais velho do Presidente José Eduardo dos Santos, pedindo que este interviesse junto de seu irmão para que lhe concedesse a liberdade com a promessa de tentar acabar com as acções do movimento reivindicativo.


Ainda na cadeia escreve uma carta para pedir amnistia ao Presidente José Eduardo dos Santos, isto é em 2010.


Em 22 de Março de 2011, depois de ser liberto, escreve uma carta ao MPLA para agradecer por lhe ter tirado da cadeia, esquecendo-se do Habias Corpus que o Dr David Mendes teria interposto junto do Tribunal Supremo.


Saiu da cadeia com a proposta do MPLA para ser o Director da Campanha Eleitoral de 2012 nas Lundas, recebendo dinheiros, viaturas, bicicletas e outros bens para que fosse distribuídos as populações locais para conquistar votos a favor do Partido no Poder em Angola, esta acção não surtiu efeitos porque foi destituído a 12 de Abril de 2012. E, como se não bastasse ele convocou os Miananganas para lhes comunicar que já havia negociado a partir da cadeia de Viana com o Presidente José Eduardo dos Santos, 35.000.000.000,00 (trinta e cinco biliões de dólares) a seu favor.


Depois da sua destituição, ele foi a Rádio Eclésia e a Voz de América, acusando que a actual Direcção do Movimento possuía paióis de armamentos militar, fez queixa juntos dos Tribunais e a DNIC, pedindo que estes órgãos prendessem em 45 dias os membros do movimento.


Se ele intitula-se como salvador da Lunda, como é possível antes de ter a Lunda em seu poder, exige do governo angolano uma indemnização; Fidel Castro, Nelson Mandela, Agostinho Neto e tantos outros patriotas e nacionalistas, estiveram nas masmorras dos seus colonizadores, nunca em algum momento ouvimos a exigirem indemnizações.


Como suposto jurista que se considera, chega a ponto de falsificar e alterar os documentos dos Tribunais e da PGR, montagem da sua fotografia com a do Presidente José Eduardo dos Santos, como se tivesse sido recebido em audiência, só para mentir e enganar o povo. E também a falsificação de assinaturas de 55 regedores e sobas para mostrar que tem apoio da autoridade tradicional Lunda Tchokwe. Burla de valores monetários há cidadãos Lunda Tchokwe alimentando a esperança dos seus filhos à estudar fora do país.  


Foi ao Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, deu entrada de documentos para a criação de uma Associação Filantrópica para a defesa dos direitos humanos e fez declarações a Rádio Voz de América com o objectivo da criação da mesma.


Temos muita coisa a narrar sobre este cidadão que nesta entrevista não há espaço, é uma pessoa sem carácter, mentirosa, sem escrúpulo, demente ao serviço do regime, sem competências e perfil para algum dia liderar uma Nação.




Ponto-final: Mas afinal quem representa quem e negoceia em nome de quem?
RESPOSTA: JMZ

Uma parte da resposta, esta na pergunta anterior; estamos a negociar em nome do povo e da Nação Lunda Tchokwe, porque somos parte integrante.




 Ponto-Final: Traduza-nos por miúdos essa tal ansiosa autonomia.
RESPOSTA: JMZ

Muito obrigado Sr. Jornalista, muitas vezes não somos compreendidos quando falamos da Autonomia da Nação Lunda Tchokwe. A Lunda é um protectorado Internacional, logo é um país, com o direito legitimo de formar o seu próprio governo independente.


Nós pretendemos uma autonomia do tipo Escocês, Açores ou Madeira na Inglaterra ou Portugal. Temos a Magna Constituição onde manifestamos o nosso princípio de governar a Lunda, anda em posse do regime de Luanda.



Ponto-Final: Sabe dizer quanto se lucra com a exploração de diamantes nas Lundas?
RESPOSTA: JMZ

Esta pergunta só o senhor Presidente José Eduardo dos Santos é quem pode responder, ele é o Chefe do Executivo quem controla o que se produz em Angola e os lucros que os diamantes produzem nas Lundas.



Ponto-Final: E os 10% dos lucros das vendas de diamantes que o governo prontificou-se a oferecer – parque serve?
RESPOSTA: JMZ

Essa pergunta já fizeram-me várias vezes, não existem 10% na prática, eles só existem no papel para adormecer os menos esclarecidos. É falsa a ideia de que o governo atribui 10% para o desenvolvimento do Kuando Kubango, Moxico e as duas Lundas. É uma forma enganosa para ganhar credibilidade internacional sobre o  saque indiscriminado de recursos naturais visível no território sem  a beneficência local; Desafio o regime apontar uma obra construída no âmbito da referida percentagem em toda Lunda; Essa percentagem se existe e porque nunca foi discutida no parlamento quanto se aprova os orçamentos ou talvez circula nos bolsos alheios. Na realidade nada existe.



 PONTO-FINAL: Quantas companhias que operam nesse momento nas Lundas?
RESPOSTA: JMZ


É difícil dizer com exactidão devido ao secretismo de muitas das empresas que trabalham em baixas frequências, mas sabemos que existe mais de 200 Projectos Mineiros e um ambicioso projecto de exploração de 3 kimberlitos na Lunda e o que virá a ser Cuango Internacional, a  exploração desde a nascente do rio Cuango no Bié até a fronteira com a RDC, parece que não existe preocupação com as futuras gerações e o meio ambiente.



PONTO-FINAL: Foi convidado para uma conferencia nos Estados Unidos e Inglaterra, quer comentar?
RESPOSTA: JMZ


De facto fomos convidados por várias Instituições e Organizações Internacionais, sedeadas nos Estados Unidos de América, na Inglaterra e no resto da Europa, é o fruto de um árduo trabalho diplomático que este a ser feito pelos nossos representantes no exterior e pelo amadurecimento, seriedade e o engajamento dos membros do movimento do protectorado Lunda Tchokwe.

Temos as nossas condições subjectivas amadurecidas o nosso processo historicamente foi pacifico e não admitamos garbosíssimo. MPLA com as suas catanas lutaram contra um exército forte e venceu e acha que é invencível?


Estes convites são bem-vindos, permitirão a que o movimento explique exactamente o sentido da sua luta pacífica para o resgate da autonomia da Nação Lunda Tchokwe, pese embora haver muita resistência por parte do opressor, que aconselha o diálogo aos outros países, mas internamente não tem cultura de diálogo não respeita a diferença de pensamento.



Prof.N'gola Kiluange
Prof.kiluangenyc@yahoo.com

Chefe Chefe de redação

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