sábado, 28 de setembro de 2013

PARTILHA DO CONTINENTE AFRICANO PARA AGRADAR OS INTERESSES DOS EUROPEUS

PARTILHA DO CONTINENTE AFRICANO PARA AGRADAR OS INTERESSES DOS EUROPEUS



Colonização Portuguesa - deu-se em função de ultrapassar a dupla barreira do Continente Africano: a África Islâmica (Árabe) e o Deserto do Sahara.



A Colonização Portuguesa - na Era dos Descobrimentos com suas naus portadoras de caravelas, bordejou o litoral africano, descobrindo o famoso Caminho Marítimo para as Índias, o Cabo das Tormentas, depois Chamado de Cabo da Boa Esperança, na atual República da África do Sul. Foram Colônias Portuguesas na África: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. A Lunda Tchokwe foi um protectorado de Portugal cuja história vai descobrir com esta incursão sobre o passado de África entre 1884 até 1950.



O ano de 1870, foi considerado o marco da implantação da política imperialista da Europa na África, que teria como consequência imediata a sua partilha. Em despacho dirigido ao Secretário de Estado de Assuntos Estrangeiros, Comandante de Clarendon, datado de 1º de Novembro de 1871, Livingstone escreveu a respeito de levantamentos barométricos, que ele havia acabado de efetuar no leito do Lualaba.  As explorações de Livingstone e de Stanley, provocaram uma reviravolta na Europa, acirrando os ânimos e culminando com a Conferência de Bruxelas, na Bélgica, à qual Portugal não foi convidado.



Em 1872, o Geógrafo Alemão E. Behm provou através de suas pesquisas que o Rio Lualaba não era o Curso Superior do Rio Congo. No ano de 1875, aconteceu o Congresso Geográfico de Paris.  Em 1876, a Hidrografia da África Austral era de certo modo explorada.  O Zaire (República Democrática do Congo) ainda não era totalmente conhecido.



Conferência Geográfica Internacional convocada pelo Rei da Bélgica, Leopoldo II, em Bruxelas, em 12 de Setembro de 1876, da qual participaram além da Bélgica, Alemanha, Aústria-Hungria, França, Inglaterra e Rússia, que tinha como objetivos:


a) explorar cientificamente as partes conhecidas da África;
b) facilitar a abertura de vias de penetração as civilizações que existiam no interior do Continente Africano e,
c) pesquisar meios de suprimir o Tratado dos Negros.


A Conferência Geográfica Internacional ocorrida na Bélgica, no segundo semestre de 1876, provocou:


- o nascimento da Associação Internacional para a Exploração e Civilização da África Central, mais tarde denominada Associação Internacional Africana, o embrião do Estado Livre do Congo;


- a Europa não tinha conhecimento do espaço que correspondente a África Central, que era em sua grande parte percorrida pelos Árabes e comerciantes Portugueses, que traficavam escravos, marfim, e armas;


- a determinação de uma exploração metódica, real e eficiente do solo africano, por meio de pesquisadores e homens empreendedores e ;


- uma reacção em Portugal.
Naquele mesmo ano, fundou-se a Comissão Central Permanente de Geografia, pouco depois substituída pela Sociedade de Geografia de Lisboa, cujos esforços integrou Portugal ao movimento geográfico vigente na época.


Em Outubro de 1883, existia a preocupação de definir-se os limites da "África Portuguesa".         O Ministro Pinheiro Chagas, criou em Novembro de 1883, ligado ao Ministério da Marinha e Ultramar, a Comissão de Cartografia:


Temia-se que alguma potência se instalasse entre os domínios portugueses de Angola e Moçambique, menos a Nação Lunda Tchokwe que ainda era desconhecida, o que de facto ocorreu, com a presença inglesa na área.  Esta Comissão possuía membros comuns à Sociedade de Geografia de Lisboa e editou o primeiro mapa representando o Curso do Rio Zaire.


No ano de 1884, Portugal empreendeu várias grandes expedições à África. Ermenegildo Capelo e Roberto Ivens foram de Angola até Moçambique. Serpa Pinto e Augusto Cardoso estiveram na Região Norte de Moçambique. Na oportunidade, Cardoso chegou até ao Lago Niassa. Henrique Augusto Dias de Carvalho percorreu de Lunda ao Muatiânvua. Antônio Maria Cardoso fez observações astronômicas de Gaza a Inhambene. Paiva de Andrade estabeleceu rotas de Quelimane até Gaza e estudou Bacia do Rio Save.


Assim como no Brasil, os Padres Católicos tiveram importância para a exploração do continente africano para Portugal:


As Missões de São Salvador do Congo e da Huíla, no Planalto de Moçamedes, cumpriram esse papel (Bacias do Caculuvar e do Cunene).


Artur de Paiva percorreu e explorou a Lunda do Sul, parte norte do Moxico e o resto do Cuando Cubango.

A Conferência de Berlim, na Alemanha, convocada por Bismark que durou de 15 de novembro de 1884 a 26 de fevereiro de 1885, onde as Potências Européias dividiram entre si o Território Africano, ignorando por completo, o destino de cerca de 30 milhões de vidas, povos, etnias, tribos, habitando em inúmeras nações no continente negro.


A Alemanha preocupava-se com os avanços da Inglaterra e França. Essa Conferência "uniu" povos de línguas e tradições diferentes e separou outros homogêneos, resultando muitas vezes em fronteiras de traçado retilíneo, mantidas até hoje e originando sangrentos conflitos, com milhares de refugiados e muitos mortos ou mutilados. Como os que ainda existem na complexa Geopolítica Africana.


Os Artigos de Nº 36 e 37, da Acta Final da Conferência de Berlim, era bastante flexível, mostrando a sagacidade diplomática das potências européias signatárias, pois lhes era permitido introduzir futuramente e mesmo até para os países que não participaram da mesma vários itens relacionados às suas possessões africanas. A Inglaterra reconheceu o direito de Portugal na foz do Zaire, assegurando-lhe o domínio econômico da região. Ficou também estabelecido que a ocupação da África Central seria militar, aumentado os sonhos do imperialismo africano, acirrando as disputas pelas potências européias. A Europa também lançava seu interesse pela África Meridional, justamente onde Portugal tinha seus maiores domínios que eram Angola e Moçambique, menos a Nação Lunda Tchokwe.



Foi sem dúvida a pressão alemã que levou os portugueses a mapearem a África Meridional, pois segundo a declaração de 24 de Abril de 1884, todo o sudoeste do continente, desde o Rio Orange ao Rio Cunene foi proclamado Protetorado Alemão. Este litígio só terminou com o fim da Primeira Guerra Mundial 1918.



Em Abril de 1889, Joaquim José Machado, através da Sociedade de Geografia, denunciou ao governo português as intenções do rápido expansionismo inglês na África Meridional.


A criação da British South Africa Company concretizou todas as previsões desta Sociedade ao governo. O tempo passou e em 02 de dezembro de 1889, a Sociedade de Geografia de Lisboa escreveu: "faz votos para que a diplomacia inglesa se informe melhor que os territórios encorpados no distrito do Zumbo e os das zonas do Zambeze, do Chire e do Niassa sempre foram em boa ciência incluídos na soberania portuguesa".


A movimentação das fronteiras coloniais sobre o espaço africano começa no Tratado de Berlim: desrespeitando etnias, acidentes geográficos, formações políticas e caminhos terrestres seculares, os políticos europeus deliberavam, com uma enorme inconsciência, um continente de que mal conheciam a representação territorial. No ano de 1894 uma Comissão Mista de Portugal e da República Sul Africana definiram sua fronteira em comum.


A estrada de ferro já ligava a África do Sul a Lourenço Marques, actual Maputo. O Capitão Joaquim Antônio Nunes da Silva, reuniu no ano de 1896, em um só mapa, as fronteiras com a Inglaterra, Suasilândia e o Transvaal. As linhas de fronteiras foram definidas com marcos de pedra, entre o Rio Maputo e o Oceano Índico depois de ser aprovada tanto pelos governos português e inglês.


Na África foram raras as exceções em que a diplomacia prevaleceu, a exemplo do que ocorreu com o Militar e pesquisador Português Henrique Augusto Dias de Carvalho, que durante o período de 1884 a 1886 celebrou acordos e tratados de Protectorado com vários chefes da Lunda e com o Muatiânvua Xá Madiamba, Muatiânvua Mucanza em 1887 e demais famílias para que aceitassem a soberania de Portugal sobre seus respectivos territórios. Henrique Augusto Dias de Carvalho, em 1891, participou da Conferência de Demarcação de Fronteiras de Lunda, entre Portugal e o Estado Independente do Congo.  Em 1895, ao ser criado o Distrito de Lunda, Dias foi nomeado seu Primeiro Governador.



Em 1920, as colônias africanas já tinham sido praticamente todas mapeadas e dominada a 100%.

domingo, 22 de setembro de 2013

ENTREVISTA DE JOSÉ MATEUS ZECAMUTCHIMA, PRESIDENTE DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE AO PONTO FINAL PORTAL ANGOLANO DE INTERNET







Por : Prof.Ngola Kiluange

O nosso interluctor dispensa introdução, conhecido na nossa praça política, José Mateus Zecamutchima, concedeu-nos uma entrevista cujo teor aqui se dá :

Ponto-Final; José Mateus, deia-nos uma retrospectiva dos últimos acontecimentos nas Lundas?

RESPOSTA: JMZ


Muito obrigado mais uma vez pela oportunidade que o ponto final nos dá.  Desde a última vez que fui entrevistado neste canal, na Lunda Tchokwe não ouve melhorias substanciais no geral; ouve uma mega manifestação popular contra o assassinato de mulheres, acção de grande impacto que marcou pela primeira vez a Nação Lunda Tchokwe, embora a média Angolana ter ignorado esta manifestação, por outro lado esses crimes continuam a acontecerem aos olhos silenciosos do governo angolano, ouve greve dos professores e mineiros a nível da Lunda-Norte, o drama das demolições de residências chegou também na Lunda-Sul e no município de Lucapa, mais de 480 famílias estão sem abrigo, assistimos conflitos étnicos entre famílias reais no Moxico por exemplo, fomentados pelo regime angolano que já provocaram mortes de vários cidadãos e autoridades reais e regedores, etc., etc.


                                                                                                               
Relativamente ao Movimento de que somos Presidente, recebemos uma carta do Gabinete do Presidente da Republica Eng.º José Eduardo dos Santos, a dizer que vai nos combater sem tréguas, que não reconhece o suposto Protectorado Lunda Tchokwe, também diz que o Presidente não reconhece diálogo para conflitos de Angola, mas este faz declarações de aconselhamento de outros povos a dialogarem enquanto eles não fazem. Continuamos assistindo a perseguições e a ameaças de mortes e vigiarem-nos continuamente.



Ignorar a história, querer alterar os princípios éticos, culturais de um povo, para além de ser crime, é comportamento próprio de colonizadores.


Quero lembrar que o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, encontrou-se com a Presidente da 10ª Comissão da Assembleia Nacional sobre os direitos humanos, Petições e reclamações dos Cidadãos, senhora Genoveva da Conceição Lino, membro do Comité Central do MPLA, para discutir questões relativas a estes processo em 22 de Novembro e 13 de Dezembro de 2012 e no dia 11 de Abril de 2013, não podemos compreender o teor ameaçador da Carta do Gabinete do Presidente da Republica.



No geral, nesta perspectiva no movimento tivemos ganhos, os nossos representantes no exterior tem feito um trabalho diplomático digno de relevo, temos uma campanha de mobilização muito forte a todos os níveis, sem descurar a defesa dos direitos humanos que temos feito e ajudou a estancar algumas acções maléficas que vinham sendo praticadas na Lunda Tchokwe.


Ponto Final: Parece profunda a divisão no seio do Movimento dos Lundas, acha?
RESPOSTA: JMZ


Esta pergunta é pertinente, devo dizer que não existe nenhuma divisão no seio do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, estamos coesos e uma única direcção a saída da conferência Nacional realizada em Luanda nos dias 15 e 16 de Julho de 2011, que elegeu democraticamente as actuais estruturas organizativas, aprovou um estatuto e um regulamento, definiu os objectivos e criou a organização da Juventude e a organização das mulheres de forma autónoma, tudo em defesa de Autonomia da Nação Lunda Tchokwe.



Por causa de algumas práticas indecorosas que afecta a maioria dos profissionais do jornalismo angolano viciado com a mendicidade de algumas gorjetas emitem opiniões confusas a favor do regime manipulam tudo. Estes Jornalistas passam de impostores protagonistas, belígera o processo ao invés de informarem com a verdade os factos, passam a mensagem enganadora de que existe divisão no seio do movimento ou que existe duas alas que não é verdade. Uma pessoa afastada da maioria constituí uma ala? Não é percebível.



Segundo o velho ditado popular, ”quem corre nu atrás dum maluco nu que lhe fugiu com a roupa ambos são considerados Malucos. se a roupa suja lava-se em casa por um lado diz-se que quem cala consente” é por ai que vamos hoje abrir um parenteses para dizermos aquilo que não falamos ao longo deste período todo, em que fomos vítimas de acusações e campanha do nosso infeliz vende-pátria Quiçá demente, que se auto-intitula  dono criador da fazenda chamada Nação Lunda Tchokwe, sem o mínimo de respeito e consideração de milhões de povos, etnias que conformam a Lunda desde o Kuando Kubango até ao Dundo; 



A Lunda Tchokwe não é uma propriedade privada de Zecamutchima ou do cidadão Malakito, não existe no mundo inteiro alguém que se intitule dono absoluto com todas as consequências de um processo de descolonização e muito menos a questão da Lunda que vem desde os anos 1885 que teve como protagonistas os Mianaganas, Reis das suas terras.



Malakito foi destituído por vários motivos e razões; corrupção activa, reuniu em 11 de Julho de 2008 sozinho com elementos afectos a Casa Militar da Presidência da Republica nas instalações do Conselho de Ministros, sito ao largo dos Ministérios e lhe prometeram 15.000.000,00 (Quinze milhões de dólares) aceitou, mas a maioria dos membros da direcção não aceitou tal proposta.



Preso em Maio de 2009, por não ter cumprido com a promessa de ter que parar com as acções do movimento em que ele já não tinha o controlo, entrega uma relação nominal de todos os membros de Direcção a DNIC com o objectivo de os prender ou abate-los na calada da noite em 12 de Junho de 2009.



Transferido da cadeia de S.Paulo para a Comarca de Viana, volta a entregar uma nova relação nominal dos membros de direcção a elementos afectos a Casa Militar da Presidência da Republica e do grupo técnico operativo de Inteligência, agentes conhecidos por Henrique, Daniel, Edna e xxxxxx, com quem mantinha contactos permanentes ate a data de sua soltura.



Na cadeia escreve uma carta ao Sr Avelino irmão mais velho do Presidente José Eduardo dos Santos, pedindo que este interviesse junto de seu irmão para que lhe concedesse a liberdade com a promessa de tentar acabar com as acções do movimento reivindicativo.



Ainda na cadeia escreve uma carta para pedir amnistia ao Presidente José Eduardo dos Santos, isto é em 2010.



Em 22 de Março de 2011, depois de ser liberto, escreve uma carta ao MPLA para agradecer por lhe ter tirado da cadeia, esquecendo-se do Habias Corpus que o Dr David Mendes teria interposto junto do Tribunal Supremo.



Saiu da cadeia com a proposta do MPLA para ser o Director da Campanha Eleitoral de 2012 nas Lundas, recebendo dinheiros, viaturas, bicicletas e outros bens para que fosse distribuídos as populações locais para conquistar votos a favor do Partido no Poder em Angola, esta acção não surtiu efeitos porque foi destituído a 12 de Abril de 2012. E, como se não bastasse ele convocou os Miananganas para lhes comunicar que já havia negociado a partir da cadeia de Viana com o Presidente José Eduardo dos Santos, 35.000.000.000,00 (trinta e cinco biliões de dólares) a seu favor.



Depois da sua destituição, ele foi a Rádio Eclésia e a Voz de América, acusando que a actual Direcção do Movimento possuía paióis de armamentos militar, fez queixa juntos dos Tribunais e a DNIC, pedindo que estes órgãos prendessem em 45 dias os membros do movimento.



Se ele intitula-se como salvador da Lunda, como é possível antes de ter a Lunda em seu poder, exige do governo angolano uma indemnização; Fidel Castro, Nelson Mandela, Agostinho Neto e tantos outros patriotas e nacionalistas, estiveram nas masmorras dos seus colonizadores, nunca em algum momento ouvimos a exigirem indemnizações.



Como suposto jurista que se considera, chega a ponto de falsificar e alterar os documentos dos Tribunais e da PGR, montagem da sua fotografia com a do Presidente José Eduardo dos Santos, como se tivesse sido recebido em audiência, só para mentir e enganar o povo. E também a falsificação de assinaturas de 55 regedores e sobas para mostrar que tem apoio da autoridade tradicional Lunda Tchokwe. Burla de valores monetários há cidadãos Lunda Tchokwe alimentando a esperança dos seus filhos à estudar fora do país.  



Foi ao Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, deu entrada de documentos para a criação de uma Associação Filantrópica para a defesa dos direitos humanos e fez declarações a Rádio Voz de América com o objectivo da criação da mesma.



Temos muita coisa a narrar sobre este cidadão que nesta entrevista não há espaço, é uma pessoa sem carácter, mentirosa, sem escrúpulo, demente ao serviço do regime, sem competências e perfil para algum dia liderar uma Nação.




Ponto-final: Mas afinal quem representa quem e negoceia em nome de quem?
RESPOSTA: JMZ


Uma parte da resposta, esta na pergunta anterior; estamos a negociar em nome do povo e da Nação Lunda Tchokwe, porque somos parte integrante.



 Ponto-Final: Traduza-nos por miúdos essa tal ansiosa autonomia.
RESPOSTA: JMZ



Muito obrigado Sr. Jornalista, muitas vezes não somos compreendidos quando falamos da Autonomia da Nação Lunda Tchokwe. A Lunda é um protectorado Internacional, logo é um país, com o direito legitimo de formar o seu próprio governo independente. Nós pretendemos uma autonomia do tipo Escocês, Açores ou Madeira na Inglaterra ou Portugal. Temos a Magna Constituição onde manifestamos o nosso princípio de governar a Lunda, anda em posse do regime de Luanda.


Ponto-Final: Sabe dizer quanto se lucra com a exploração de diamantes nas Lundas?
RESPOSTA: JMZ



Esta pergunta só o senhor Presidente José Eduardo dos Santos é quem pode responder, ele é o Chefe do Executivo quem controla o que se produz em Angola e os lucros que os diamantes produzem nas Lundas.



Ponto-Final: E os 10% dos lucros das vendas de diamantes que o governo prontificou-se a oferecer – parque serve?
RESPOSTA: JMZ



Essa pergunta já fizeram-me várias vezes, não existem 10% na prática, eles só existem no papel para adormecer os menos esclarecidos. É falsa a ideia de que o governo atribui 10% para o desenvolvimento do Kuando Kubango, Moxico e as duas Lundas. É uma forma enganosa para ganhar credibilidade internacional sobre o  saque indiscriminado de recursos naturais visível no território sem  a beneficência local; Desafio o regime apontar uma obra construída no âmbito da referida percentagem em toda Lunda; Essa percentagem se existe e porque nunca foi discutida no parlamento quanto se aprova os orçamentos ou talvez circula nos bolsos alheios. Na realidade nada existe



 PONTO-FINAL: Quantas companhias que operam nesse momento nas Lundas?
RESPOSTA: JMZ



É difícil dizer com exactidão devido ao secretismo de muitas das empresas que trabalham em baixas frequências, mas sabemos que existe mais de 200 Projectos Mineiros e um ambicioso projecto de exploração de 3 kimberlitos na Lunda e o que virá a ser Cuango Internacional, a  exploração desde a nascente do rio Cuango no Bié até a fronteira com a RDC, parece que não existe preocupação com as futuras gerações e o meio ambiente.



PONTO-FINAL: Foi convidado para uma conferencia nos Estados Unidos e Inglaterra, quer comentar?
RESPOSTA: JMZ



De facto fomos convidados por várias Instituições e Organizações Internacionais, sedeadas nos Estados Unidos de América, na Inglaterra e no resto da Europa, é o fruto de um árduo trabalho diplomático que este a ser feito pelos nossos representantes no exterior e pelo amadurecimento, seriedade e o engajamento dos membros do movimento do protectorado Lunda Tchokwe.



Temos as nossas condições subjectivas amadurecidas o nosso processo historicamente foi pacifico e não admitamos garbosíssimo. MPLA com as suas catanas lutaram contra um exército forte e venceu e acha que é invencível?



Estes convites são bem-vindos, permitirão a que o movimento explique exactamente o sentido da sua luta pacífica para o regate da autonomia da Nação Lunda Tchokwe, pese embora haver muita resistência por parte do opressor, que aconselha o diálogo aos outros países, mas internamente não tem cultura de diálogo não respeita a diferença de pensamento.



Prof.N'gola Kiluange
Prof.kiluangenyc@yahoo.com

Chefe Chefe de redação

Ponto-final. Net



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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Munícipes de Saurimo revoltosos com o deputado do círculo provincial do MPLA que os representou na conferencia da juventude em Luanda convocado pelo presidente José Eduardo Dos Santos

Munícipes de Saurimo revoltosos com o deputado do círculo provincial do MPLA que os representou na conferencia da juventude em Luanda convocado pelo presidente José Eduardo Dos Santos




O deputado do MPLA conhecido por Kassongo que chefiou a caravana da Lunda-sul à conferencia nacional da Juventude convocado pelo presidente de Angola José Eduardo dos santo encontra se vigiado e protegido temporariamente na sua residência pelos agentes da policia nacional, temendo uma represália pública devido a falsidade de ter omitido informação sobre a real situação na Província; em particular de Saurimo que nos últimos tempos vem degradando cada dia com a substituição do ex-governador Miji Marcial Ytengo e do Malogrado Graciano Mande que ficaram numa mudança positiva da Província durante as suas governação.



De recordar que Lunda sul depois de Luanda é a Província que mais rotatividade de governadores teve.



Por sua vez o deputado sem conter a emoção justificou que tudo teria acontecido cumprindo uma orientação da governadora Cândida Guilherme Narciso que o tinha enviado um SMS no seu telefone, hora antes do início da conferência advertindo-o a limitação e simplificação dos argumento apresentar sobre a Província e se não pudesse comentar e sentir se ultrapassado pelo seu colega antecessor melhor ainda e assim aconteceu.




Como prova exibiu a mensagem que a governadora lhe enviou para conter a euforia dos jovens que viram as suas preocupações ofuscado pelo Deputado do MPLA com segundo mandato na Assembleia nacional.



De recordar que localmente a opinião diverge entre a população e a única estação emissora pública local que a cada momento vai difundindo informações que não tem a ver com aquilo que o representante da juventude teria falado, como fora de branquear a imagem do deputado jovem da Lunda-sul.  




Por Ng na Lunda - Sul

COBERTURA ESCOLAR ANGOLANA ENTRE 1845-1919, EXCLUINDO A NAÇÃO LUNDA TCHOKWE

COBERTURA ESCOLAR ANGOLANA ENTRE 1845-1919, EXCLUINDO A NAÇÃO LUNDA TCHOKWE






O mapa de cobertura escolar angolana entre 1845-1919 que anexamos mostra claramente que Portugal nunca teve a Nação Lunda Tchokwe como sua colónia  por essa razão até 1919 a cobertura escolar não havia chegado neste território, pelas mesmas razões a Nação Tchokwe nos anos 1950 não podia ter quadros qualificados para defender a integridade territorial nem podia renegociar com Portugal os Tratados celebrados e testemunhados pela Comunidade Internacional de Protecção (Protectorado 1885-1975).



Tratados estes que foram escamoteados entre Portugal e os dirigentes dos Movimentos de Libertação de Angola que em 1975 acedeu a sua Independência e nos acordos de Alvore, por falta de Representante da Nação Lunda Tchokwe que pudesse defender a causa.

Fonte: Arquivos históricos do Ministério de Ultramar de Portugal