sexta-feira, 23 de agosto de 2013

PARTE I - A EVOLUÇÃO POLÍTICA DE AFRICA E A LUNDA 1884 – 1891

PARTE I - A EVOLUÇÃO POLÍTICA DE AFRICA E A LUNDA 1884 – 1891




1.- O Estado Independente do Congo
1.1.- A Conferência Geográfica de 1876 e a Associação Internacional Africana




A partir de 1875 a LUNDA começou a despertar as ambições e a curiosidade das potências Europeias, interessada na exploração do interior de África, Portugal, Alemanha, Bélgica e outros, assistiu-se a uma inesperada «corrida para África», a procura de ocupações de vastas terras para facilitar o comércio, justificado com a pretensão de civilizar os indígenas do continente negro.




A Leopoldo II da Bélgica estava reservado o papel de primeira plana na mobilização das inteligências e dos capitais para o continente negro. Enfadava-se ele com os papéis passivos a que o trono da Bélgica o sujeitara: ser rei constitucional e ser neutral. Sentia, por isso, ânsia de sair dessa apatia. Profundamente impressionado com as narrativas das explorações feitas no continente Africano por David Livingstone, Cameron e Stanley, LEOPOLDO reuniu em 12 de Setembro de 1876, no seu palácio em Bruxelas, uma conferência geográfica, a cuja sessão inaugural ele próprio presidiu.



No discurso de abertura, definiu ele os fins humanitários e científicos que urgia levar acabo em toda África, particularmente na região da África Austral e Central.



Este era o único interesse dos Europeus em África?..




No dia 14, dois dias depois, decidia a conferência Geográfica constituir «uma comissão internacional de exploração e de civilização da África central e comissões nacionais que se manteriam em contacto com a comissão, com o fim de centralizar, tanto quanto possível, os esforços feitos pelos nacionais e facilitar, pelo seu concurso, a execução das resoluções da comissão», e entregava ao rei dos Belgas a presidência da Comissão Internacional, que formava um Comité Executivo destinado também a assistir o presidente.




Dele fizeram parte, desde logo, o Sr Quatrefages por parte da França, o Sr Bartle Frere pela Grã-Bretanha e o Sr Nachtigal pela Alemanha. Vários foram os países onde se constituíram Comissões Nacionais. Em PORTUGAL criou-se na Sociedade de Geografia de Lisboa uma comissão presidida pelo Visconde de S. Januário. Contudo, foi o Comité Nacional Belge, criado em 6 de Novembro desse ano, o que se mostrou mais activo. Assim nascia a Associação Internacional Africana com o fim de «ouvrir à la civilisation la seule partie de notre globe où elle n’eût pas encore pénétré», explorando cientificamente a áfrica, estabelecendo vias de comunicação e abolindo a ESCRAVATURA.




Ainda a Associação não tinha assentado definitivamente no seu programa de acção, e já, em 21 de Junho de 1877, a comissão internacional se ocupava da escolha de uma bandeira. Acordou-se logo que não podia a obra adoptar pavilhão que pertencesse a algum país ou outra associação. Sugeriu-se, para insígnia, o leão belga, depois a esfinge, como alusão ao enigma da África, mas, finalmente, aceitou-se o fundo azul com uma estrela de ouro.


1.2.- O «Comité d’Etudes du Haut-Congo»


“Como compreender a questão da LUNDA se não voltarmos as origens das intenções Europeias em África, e, agora, as ambições do neocolonialismo africano, justificados com a nova era do desenvolvimento e saque sistemático das riquezas, a expropriação das terras, as violações, torturas bem como a nova fórmula da escravatura em pleno século XXI”.


Nesta mesma reunião decidiu a comissão internacional organizar uma série de expedições tendentes a penetrar no coração do continente por Zanzibar e pelo Congo. O Comité Nacional Belge tomou a seu cargo a fundação de posto no baixo Congo. De regresso à Europa da sua viagem através da África equatorial, encontrava Henry Staley, em 1878, dois delegados do rei dos Belgas em Marselha com a proposta de ele entrar ao Serviço da Associação Internacional. Henry Stanley, que tinha em mente criar uma grande sociedade anónima de exploração na bacia do Congo, não quis dizer a sua última palavra sem primeiro sondar a opinião pública da Inglaterra e despediu os delegados de Leopoldo II com evasivas.



Mas nem na Inglaterra, nem na América, nem na França, conseguiu congregar as vontades e os capitais para a sua empresa. Voltou-se então, e agora decididamente, para a Bélgica. É entusiasticamente recebido em Bruxelas. Em contacto directo com o rei dos Belgas, ouviu dele o pedido para voltar a África, completar a exploração do Congo com fins «CIENTÍFICOS, FILANTRÓPICOS E COMERCIAIS» e fazer alianças com os chefes indígenas.




Destas diligências e intenções surgiu em 25 de Novembro de 1878, sob a presidência de STRAUCH (era também secretário da associação internacional africana), com o capital de um milhão de francos, o Comité d’Études du Haut-Congo, modesto título que encobria a verdadeira identidade do que em 1882 se chamou a Associação Internacional do Congo.  Para Henry Stanley, era seu intento declarado cooperar com a Associação Internacional Africana na obra de civilização e exploração da África.  Logo em 23 de Janeiro de 1879, no maior segredo, deixava Henry Stanley a Europa à cabeça de nova expedição. No dia 10 de Maio estava ele em Zanzibar e aqui anunciou que em breve iria dar início à sua exploração. Tal declaração tinha por fim apenas insinuar as boas intenções de colaborar com a Associação Internacional.



Mas em 24 de Julho deste mesmo ano chegava à Serra Leoa, sob o nome de SWINBORNE, para recrutar pessoal. É tomado ali por mais um traficante de escravos e obrigado então a revelar a sua identidade. No dia 14 de Agosto, tocava a embocadura do ZAIRE, onde já o esperava uma flotilha mandada pelo Comité d’Études, e, uma semana depois, o ilustre explorador subia o rio. Por sugestão de Henry Stanley, o rei Leopoldo decidira tomar por bases Banana e Boma, em vez de Bagamoio e Zanzibar.  O Comité d’Études depressa deixou transpirar o fim comercial e politico por que se constituíra, em oposição ao fim científico e filantrópico da associação internacional africana.



Sob a bandeira simpática desta, começou ele por estudar a ligação marginal do curso superior do rio Zaire com o seu estuário marítimo, que tinham entre si a separá-lo 83 quilómetros de cataratas. Para isso e para assegurar uma comunicação contínua às explorações a que ia procedendo, foi semeando ao longo do Congo postos ou estações.



Dado que não era apenas o Comité d’Études a pretender atrair para si os comércios sertanejos, atentas também as dificuldades de simples drenagem marginal dos produtos, e devido, sobretudo, aos interesses alheios que se estavam empenhando ao mesmo tempo nos tratos do zaire, Leopoldo II lançou-se abertamente na aquisição de pretensos direitos soberanos sobre os territórios e seus chefes indígenas, e no desejo de alcançar a zona marítima do rio.



Em cinco anos foram celebrados mais de quinhentos (500) Tratados com os chefes indígenas, foram estabelecidas quarenta (40) estações e cinco navios a vapor navegavam no Congo. Estava terminada, pois, a missão ostensiva do Comité d’Études. Era agora a vez de a Associação Internacional do Congo entrar em cena. A Associação Internacional Africana não pôde receber dos comités nacionais o auxílio que esperava. Não conseguiram estes interessar a opinião pública dos seus países e tiveram de colocar-se aos poucos sob patrocínio dos respectivos Governos. Deste modo começou a desenhar-se uma cisão táctica entre si e o Comité internacional. O certo é que só o rei dos Belgas se achava inteiramente empenhado na existência da Associação. Por isso, teve ele de garantir-lhe um milhão de francos anuais.



Até 1882,a Associação Internacional Africana, que perdera o caracter de geral, que era a sua essência, não se reunira uma só vez. Neste ano, porém, na sua primeira reunião, fundiu o Comité d’Études du Haut-Congo com a Associação Internacional do Congo.



1.3.- O Estado Independente do Congo



A penetração que a Associação Internacional do Congo estava realizando em Africa suscitava dois problemas: um, relativo à aquisição de territórios segundo o direito Internacional da época; outro, concernente à cessão feita pelos chefes indígenas. Tratando-se de territórios frequentemente habitados por povos, não podia proceder-se a uma ocupação pura e simples. Era necessário que a tomada de posse se fizesse com expresso consentimento da AUTORIDADE NATIVA, consentimento esse que devia ser dado sem pressões, com inteira liberdade, consciência e segundo os usos do país.



Henry Stanley e seus agentes tivessem concluído tantas convenções com os chefes Tribais ou com simples Régulos ou sobas menores. Quando Morgan, em 26 de Março de 1884, apresentou ao Senado dos Estados Unidos de América (EUA), um relatório sobre a questão das relações que deviam estabelecer-se entre a República e os «os habitantes da bacia do Congo em África», foram feitas consultas a TRAVERS TWISS e a ÉGIDE ARNTZ sobre se tais cessões investiriam a Associação Internacional do Congo na soberania de Estado. A resposta de ambos foi afirmativa.



Já treze dias antes, FRELINGHUYSEN, secretário do Departamento de Estado, declarava que nenhum princípio de direito internacional era contrário a que uma associação filantrópica criasse um Estado.  Conferiram à Associação Internacional do Congo pode obter o reconhecimento de outras nações, precisamente porque esta associação prova a sua existência como um governo de direito… Se subsiste alguma dúvida sobre a soberania, ou o território, ou os sujeitos, a interpretação entre as tribos indígenas que concluem tratados com a Associação oferece uma garantia bastante aos outros povos para que reconheçam a Associação como um Governo de facto.



MORGAN, relator do parecer do Comité dos Negócios Estrangeiros do Senado norte-americano, concluía, portanto, pelo reconhecimento da Associação. E, em 22 de Abril de 1884, uma declaração assinada por Frelinghuysen, autorizado pelo presidente e pelo Senado, aprovava «o fim humanitário e generoso da associação internacional do Congo, gerindo os interesses dos Estados Livres estabelecidos (sic) naquela região», e dava ordem aos funcionários dos Estados Unidos, no mar e em terra, de reconhecerem a bandeira da Associação como de um Governo amigo.



Em 23 de Abril deste mesmo ano, a Associação prometia à França o direito de preferência, se, por circunstâncias imprevistas, tivesse de alienar as suas possessões. No dia seguinte o Governo Francês aceitava esse compromisso e obrigava-se, por seu lado, a respeitar as estações e territórios livres da Associação e a não levantar obstáculos ao exercício dos seus direitos. 



Não parou a Associação de angariar de outras potências o reconhecimento do seu pavilhão como de um Estado amigo. Assim, celebrou convenções com;


ü     Alemanha no dia 8 de Novembro de 1884
ü     Grã-Bretanha no dia 16 de Dezembro de 1884
ü     Itália no dia 19 de Dezembro de 1884
ü     Áustria-Hungria no dia 24 de Dezembro de 1884
ü     Países Baixos no dia 27 de Dezembro de 1884
ü     Espanha no dia 7 de Janeiro de 1885
ü     França e Rússia no dia 5 de Fevereiro de 1885
ü     Suécia e Noruega no dia 10 de Fevereiro de 1885
ü     Portugal no dia 14 de Fevereiro de 1885
ü     Dinamarca no dia 23 de Fevereiro de 1885.



Em 23 de Fevereiro de 1885 eram trocadas declarações entre o Governo da Bélgica e a Associação. Até este dia todas as potências representadas na Conferência de Berlim, com excepção da TURQUIA, tinham reconhecido a Associação Internacional do Congo (6).



Do final da Conferência de Berlim resultara o reconhecimento por todas as Potências participantes de que a Associação formava um Estado soberano e independente, cujo chefe era o rei LEOPOLDO II. Em 1 de Julho de 1885 a fundação era proclamada em BANANA, e, no dia primeiro do mês imediato, isto é, Agosto, o rei dos Belgas, autorizado pelas câmaras, era investido na chefia do novo Estado e declarava-se neutral.



Assim surgia a «mais contraditória das criações da história contemporânea» (7), o Estado Livre do Congo, por obra e graça da fantasia diplomática da Conferência de Berlim. «O Estado Independente do Congo – dizia H.L. Samuel na Câmara dos Comuns em Lisboa em 20 de Maio de 1903 – nasceu do consentimento das grandes potências, e foi atribuído não a um país, mas a uma personalidade, ao rei dos Belgas» (8). O Estado era LEOPOLDO II; as suas receitas eram os milhões desse rei Liberal, que no início, ao menos aparentemente e com gáudio de toda a Europa, mormente das fábricas de Manchester, queria organizar um Estado sem cobrar impostos.  Em 1889 LEOPOLDO II fazia testamento em que legava o Congo à Bélgica; em 20 de Agosto de 1908, não sem muitas e acaloradas discussões, a Câmara votava a sua aceitação, e a anexação fazia-se solenemente. Dir-se-ia que a Bélgica aceitou o Congo com tanta má vontade quanta foi a sua boa vontade de o entregar, passado pouco mais de meio século. «Água o deu, água o levou» - diz um rifão do povo.



Assim nasceu o Estado Independente do Congo. Criado para servir em proveito das várias potências EUROPEIAS na grande bacia do Zaire, em breve se foi moldando a servir, quase em exclusivo, os seus próprios interesses.


Fontes:

…(6),(7) e (8) – Mas as fronteiras definitivas do Estado Independente do Congo só foram determinados mais tarde: a sul, de acordo com Portugal, em 1891 no conflito entre a Bélgica sobre a Questão da Lunda 1885-1894; a sudeste, com a Inglaterra, em 1894; a norte, com a França em 1894; a nordeste, com a Inglaterra em 1906; a este, com Alemanha, em 1910.
…() In Jornal do Commercio, n.º 11.223, de 30 de Abril de 1891:« A partilha de África», in nouvelle Revue.
…() In.NYS, Ernest –Ibidem, p. 21 este autor insurgiu-se contra o facto de se pretender (segundo ele) que o Estado independente do Congo é fruto da diplomacia da Conferencia de Berlim,  e defendeu que ele é anterior, como Estado, a esta conferencia.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

JULGAMENTO DE MEMBROS DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE É JÁ NO DIA 23 DE AGOSTO DE 2013

JULGAMENTO DE MEMBROS DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE É JÁ NO DIA 23 DE AGOSTO DE 2013







O Julgamento de membros do Protectorado Lunda Tchokwe tem lugar no dia 23 de Agosto de 2013, pelas 9 horas no Palácio Dona Ana Joaquina Tribunal Provincial de Luanda, 3.ª Secção dos Crimes Comuns sem Advogado de Defesa.



São no total 10 membros do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, dos quais 3 foram considerados declarantes ou seja queixosos, outros 5 receberam soltura no dia 25 de Janeiro de 2010, que agora o Tribunal de Luanda voltou a notificar para comparecerem na Audiência do dia 23 de Agosto, outros dois (2) cumpriram prisão entre o dia 10 de Janeiro de 2010 altura em que haviam sido raptados até ao dia 14 de Dezembro, quando foram colocados em liberdade condicional por falta de provas que os incriminasse e por excesso de prisão preventiva.



No dia 12 de Fevereiro de 2012, o Juiz fez a pronúncia de acusação, depois de 2 anos (2010-2012).



Os mesmos foram acusados de crimes contra a segurança de Estado Angolano, por terem reivindicado o direito legitimo, histórico natural da Nação Lunda Tchokwe a AUTONOMIA.



Outros (4) membros, encontram-se a cumprir ilegalmente sentenças condenatórias na cadeia da Kakanda Lunda-Norte; Domingos Henrique, José Muteba, António Silva Malendeca e Sebastião Lumani, que já cumpriram tais sentenças, mas que continuam presos sem nenhuma justificação, numa altura em que o Governo Angolano acaba de declarar guerra sem trégua contra o Estado e a Nação Lunda Tchokwe que ocupa ilegalmente desde 1975 com a retirada de Portugal que era seu PROTECTOR.




Perante o cenário,o regime de Luanda quer a todo o custo usar métodos intimidatórios com os nossos valiosos heróis e filhos da Liberdade...


“UNIDOS NUMA ÚNICA CAUSA, VENCEREMOS”


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

COMUNICADO - DECLARAÇÃO DE GUERRA DO GOVERNO ANGOLANO CONTRA O ESTADO E A NAÇÃO LUNDA TCHOKWE


COMUNICADO OFICIAL DO MPLT


SOBRE A DECLARAÇÃO DE GUERRA DO GOVERNO ANGOLANO CONTRA O ESTADO E A NAÇÃO LUNDA TCHOKWE



No passado dia 8 de Agosto de 2013, o Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, recebeu o documento da declaração de guerra emitido no dia 1 de Agosto pelo Governo Angolano contra o Estado e a Nação Lunda Tchokwe, cujo teor é o seguinte (ver anexo):







Perante tal declaração de guerra, o Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, informa a opinião pública Nacional e Internacional em particular, as Nações Unidas, a União Africana, União Europeia e os países de África Austral que a Nação Lunda Tchokwe (Kuando Kubango, Moxico, Lundas Sul e Norte), diante do seu direito legítimo, histórico-natural, sempre reivindicou a Autonomia em troca da sua própria independência, pautando pelo primado de princípios pacíficos e de boa-fé, que conduzissem o processo para a mesa de diálogo e um debate aberto, franco, transparente e sem ambiguidades, no momento em que o regime mantém activistas políticos filhos Lunda Tchokwe aprisionados.




Porém, o regime ocupacionista não tendo solução, acaba de declarar-nos uma guerra sem tréguas, combater energicamente a todo o custo, com todo o material bélico a sua disposição a Nação Lunda Tchokwe que ocupa desde 1975 com a retirada unilateral de Portugal naquele território que era seu Protectorado Internacional.




Ao povo Lunda Tchokwe, neste momento difícil, complexo e crucial da sua história que, quando um povo se levanta em defesa de causa justa e nobre, não existe tirania que a possa parar, por isso, mesmo sem exército, sem armas de guerra, usem todos os meios possíveis; arcaicos, recursos tradicionais, sabedoria, inteligência, maturidade e integridade ao vosso alcance para defenderem a Soberania da Dignidade Lunda Tchokwe.



UNIDOS NUMA ÚNICA CAUSA




Luanda, aos 12 de Agosto de 2013.


MOVIMENTO DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE

domingo, 11 de agosto de 2013

FALECEU DESTACADO DIRIGENTE DO MOVIMENTO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE, JOSÉ ANDRÉ SAUAMBA

FALECEU DESTACADO DIRIGENTE DO MOVIMENTO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE, JOSÉ ANDRÉ SAUAMBA






Vitima de prolongada doença, José André Sauamba, foi ontem a enterrarem 10 de Agosto de 2013 em Luanda. Malogrado Sauamba era Membro do Comité Executivo Nacional. Deixa viúva esposa, filhos e netos. Foi um dirigente da linha da frente do nosso movimento, seus apoios foram importantes na consolidação e alicerces da postura do movimento. Foi um grande guerrilheiro e antigo combatente, militante activo do MPLA, sonhava sempre com a Autonomia da Nação Lunda Tchokwe  sua terra natal.

A terra que lhe seja leve...a familia enlutada a Direcção do movimento apresenta as mais sentidas condolências.


ANDRÉ SAUAMBA FOI PARA A ETERNIDADE

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O DRAMA DAS 449 FAMÍLIAS QUE VIRAM AS SUAS MORADIAS A SEREM DEMOLIDAS PELA GOVERNADORA CÂNDIDA NARCISO DA LUNDA-SUL

O DRAMA DAS 449 FAMÍLIAS QUE VIRAM AS SUAS MORADIAS A SEREM DEMOLIDAS PELA GOVERNADORA CÂNDIDA NARCISO DA LUNDA-SUL





Os cerca de 449 famílias que viram as suas moradias a serem demolidas por ordem da senhora Governadora Cândida Narciso da Lunda-Sul, que também é acusada ter vendido o espaço a Chineses com objectivo de construir casas para a elite endinheirado ou estrangeiros, continua sem solução e ainda por cima de ameaças e perseguições por parte do pessoal da administração municipal de Saurimo.




Domingos Evaristo e Cândida Fernanda, membros da Comissão de moradores, criada para discutir o assunto junto do Governo da Província da Lunda-Sul, disseram que tem recebido ameaças de morte e perseguições da parte do Governo e dos seus “Capangas”, que a toda a hora vigiam o local para que a população sinistrada não continue a fazer adobes.



Eles vieram com mentiras de que haveria de darem senhas para mostrar um outro local para onde as populações deveriam ir fazer as suas construções, mas esta promessa não passa de conversa para o boi dormir, até aqui não vimos nada, senão ameaças, disse um outro sinistrado de nome  David Ihulio, que acrescentou “eu foi militar das ex-FAPLA, sou antigo combatente, há anos que luto na Caixa social e nada, sem casa, como fica a minha situação”, lembrando a quem de direito que este mês de Agosto é de chuvas.



Não há solidariedade, estamos abandonados, nem parece que somos Angolanos e votamos no MPLA, disse-nos a senhora Luisa Sapalo, a encontramos sentada com o seu filho de 5 anos de idade, vestida de camisola da OMA – a Organização da Mulher Angolana afecta ao Partido no poder.



Por Samajone na Lunda


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

VALOROSOS COMBATENTES DA NAÇÃO LUNDA TCHOKWE

VALOROSOS COMBATENTES DA NAÇÃO LUNDA TCHOKWE




Estes valorosos combatentes, filhos do nosso povo, deram as suas vidas para a restauração da dignidade da Nação Lunda Tchokwe, continuaremos a render-lhes homenagem todos os dias, eles são a nossa inspiração, o caminho e o exemplo de abnegação a seguir...


Irmãos; Sousa, Bonifácio e Makenga sempre PRESENTE!...

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

BORNITO DE SOUSA MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO DO TERRITÓRIO DISSE EM LONDRES NÃO CONHECER A EXISTÊNCIA DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE

BORNITO DE SOUSA MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO DO TERRITÓRIO  DISSE EM LONDRES NÃO CONHECER A EXISTÊNCIA DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE






 
O Ministro da Administração do Território Sr. Bornito de Sousa Baltazar Diogo, respondendo há uma pergunta que os representantes do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe na Europa, especificamente no Reino Unido da Inglaterra, Dr. Chantal Kaita e o Eng.º Mubuabua Yambissa lhe formularam, as razões do porque até a presente data o seu governo não quer responder ao chamamento pacifico dos que reivindicam o protectorado assinado entre o estado da Lunda Tchokwe e Portugal que é do conhecimento do regime que ele faz parte.





O Ministro Bornito de Sousa Baltazar Diogo disse não ter conhecimento do dossiers do Protectorado da Lunda Tchokwe o que faz crer que em Angola tudo está vedado com a pessoa de José Eduardo dos Santos, o Presidente da Republica. De recordar que nos últimos tempos Dos Santos e seu General Kopelipa na companhia de terceira pessoa, membro da Assembleia Nacional, teriam deslocado secretamente a cidade de Saurimo para reunir com um grupo restrito de Soberanos para os advertirem um combate cerrado contra os defensores da autonomia o que não convenceu os autóctones que aconselharam o diálogo como a forma mais favorável sobre um dossier que é de domínio de todo os filhos Lunda Tchokwe.




O Ministro mentiu à Diáspora angolana, porque a Direcção do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, sempre distribuiu toda a documentação que é emitida a todos os órgãos do regime, desde a Presidência da Republica, aos Tribunais, Assembleia Nacional, aos Partidos Políticos com respectivas Bancadas e, sobretudo os Ministérios da Justiça e Direitos Humanos e o Ministério da Administração do Território.



Será mesmo que o Ministro Bornito de Sousa Baltazar Diogo desconhece na verdade os actos praticados pelos órgãos de Soberania da Assembleia Nacional, Tribunais e  do governo que ele faz parte?



Perante a comitiva do governo e dos efectivos de serviço de inteligência, serviços secreto  do governo Angolano,  os representantes do Protectorado da Lunda Tchokwe na EUROPA chamaram atenção e acusaram os Lideres do MPLA por estarem atrás das mortes e assassinatos continuados de filhos da Nação Tchokwe, tais como aqueles que acontecem na região do Cuango e Cafunfo.   



Os representantes disseram ao Ministro e a sua comitiva, a fim de transmitir a mensagem da diáspora Lunda Tchokwe resultante desta reunião ao Sr José Eduardo dos Santos para promover  o diálogo e as negociações com os dirigentes do protectorado mas rápido possível.



Também chamaram atenção os dirigentes da Comitiva do Comitê Central e do BP do MPLA presente na reunião em Londres (30/07/2013),   que se o Governo não quer dialogar com o Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe para a instauração da Autonomia, na seqüência de reiterados discursos do Sr Presidente José Eduardo dos Santos, para dirimir os conflitos por meio de diálogo para se poderem encontrar consensos entre as partes, ao povo Lunda Tchokwe não restará outra saída, senão declarar unilateralmente a sua INDEPENDÊNCIA, a comunidade internacional já compreendeu a nossa causa.





O encontro terminou com num clima que quase dominou o dossier Lunda Tchokwe que mereceu um apoio aplausível de muitos dos participantes da diáspora Angolana no Reino Unido.

E ASSIM LÁ VÃO VIVENDO & MORRENDO OS ANGOLANOS

E  ASSIM   LÁ VÃO VIVENDO & MORRENDO OS ANGOLANOS




Essa maka  do jovem  possivelmente envenenado na cadeia não constitui novidade para mim e já houve altura em  que alertei sobre este perigo !


Quanto sei já na altura em que Rafael Marques esteve preso , não foram poucas as tentativas ou planos que visam envenená-lo , e sobre este assunto , qualquer dia os angolanos saberão mais .



Há testemunhos , que abrirão o dossier mal o regime seja deposto , pois como disse e bem dito " Isaías Samakuva " em Angola só existe um único bicho que se atira contra o fogo ! Querem saber o nome ? Perguntem ao mesmo !



O ditado diz : " tarde ou cedo tudo vêm á superfície " e Angola um país com tantos crimes ocultos não fugirá a regra.



Maldito são os que subestimam os outros , convencidos de que são os espertalhões , sabem tudo , fazem , tudo e para eles os outros são cegos , surdos e mudos.



Olha que não são poucos os homens e mulheres da nossa terra , que só estão á esperar de um regime verdadeiramente democrático para lhes dar a oportunidade de contarem tudo quanto sabem sobre os crimes praticados contra presos nas cadeias políticas angolanas.




SINCERAMENTE NÃO ME ESPANTOU O MAU ESTAR DO JOVEM DEPOIS QUE LHE DAREM A ENJEIÇÃO NA CADEIA



Essa é uma pratica muito comum dos serviços secretos angolanos , que raramente quem cai nas malhas não lhe dão um produto químico para o debilitar , uma forma de matar a vitima lentamente.


Mas como os angolanos nunca levam muito a sério questões muitas vezes até mesmo ligadas com a saúde das vitimas essa situação se vai arrastando e muitos chegam a morrer e num país onde o regime não tem obrigação de prestar contas á ninguém lá vão vivendo e morrendo os angolanos de todas as maneiras.


Eu duvido que o própria Fernando Garcia Miala , não esteja padecendo de saúde , como consequência das várias tentativas de o eliminarem.



Como jurou fidelidade ao regime não só ele , essa gente prefere morrer calada ou até mesmo dizer que está tudo bem para agradar á um regime que até o mata lentamente.


Curioso é que nem sempre as ordens para está pratica é vinda de pessoas que estão na chefia da secreta , os possíveis comprometidos com a vitima muitas vezes para eliminares rastos , medo que sejam tarde ou cedo citados mandam entre portas e janelas eliminar este ou aquele conforme os casos e o que estiver em jogo entre uns e outros.


Forúm Livre Opinião & Justiça
Fernando Vumby



Kopelipa e Outros Generais Continuam Caça aos Diamantes, Maka Angola

Kopelipa e Outros Generais Continuam Caça aos Diamantes, Maka Angola




O jornalista e defensor dos direitos humanos Rafael Marques de Morais respondeu hoje, na Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP) em Luanda, por 11 queixas-crime relacionadas com o seu livro Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola.



Luís Nascimento, advogado de defesa, considerou o interrogatório, conduzido pelo magistrado-instrutor Eleutério Lourenço, como “urbano e civilizado”. A directora nacional do DNIAP, Júlia Gonçalves, acompanhou a audiência, que durou cerca de quatro horas.


“Estamos preparados para defendermo-nos”, assegurou o advogado.


Sete generais, liderados pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, apresentaram, a 14 de Março passado, queixas por difamação por terem sido citados no livro como responsáveis morais dos crimes contra a humanidade que têm ocorrido na região diamantífera das Lundas. Os outros generais queixosos são Adriano Makevela Mackenzie, António Emílio Faceira, Armando da Cruz Neto (deputado do MPLA), Carlos Alberto Hendrick Vaal da Silva (Inspector-Geral do Estado Maior-General das FAA), João Baptista de Matos e Luís Pereira Faceira.



A empresa privada de segurança Teleservice, propriedade dos referidos generais, também apresentou uma queixa colectiva, para além do seu sócio civil José Carlos Figueiredo de Sousa.



Por sua vez, a Sociedade Mineira do Cuango (SMC), que detém uma concessão de diamantes na Bacia do Cuango, também apresentou um queixa colectiva. A SMC é um consórcio formado pela Lumanhe, empresa dos mesmos generais, a Endiama e a ITM-Mining. Esta última apresentou a primeira queixa, sobre a qual o jornalista foi ouvido a 3 de Abril passado.



A 14 de Novembro de 2011, o jornalista apresentou, à Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola, uma queixa-crime contra os sócios da Teleservice, da Sociedade Mineira do Cuango e gestores da ITM-Mining. A queixa solicitava uma investigação “por indícios de agência” de crimes contra a humanidade aos sócios das referidas empresas. O autor invocou o Código Penal, “que define a autoria moral de um crime por abuso de autoridade ou de poder”.



Como conclusão do Inquérito Preliminar 04/2012-INQ, a PGR arquivou a queixa. No seu despacho, a PGR sublinhou que, “do ponto de vista de responsabilidade criminal, em Angola, nenhuma pessoa colectiva responde criminalmente em observância do princípio da individualidade da responsabilidade penal (…)”.



Por sua vez, os generais apresentaram a primeira queixa-crime contra o jornalista em Portugal. O Ministério Público português arquivou o processo a 11 de Fevereiro de 2013, tendo concluído que a publicação da obra “se enquadra no legítimo exercício de um direito fundamental, a liberdade de informação e de expressão, constitucionalmente protegido, que no caso concreto se sobrepõe a outros direitos”.




No seu despacho de arquivamento, o Ministério Público português “concluiu pela ausência de indícios de prática de crime, atentos os elementos probatórios recolhidos e o interesse público em causa”. Mais afirmou “não estarem reunidos indícios sobre a prática do crime que os assistentes [os generais] imputaram, em sede de denúncia, aos arguidos [Rafael Marques de Morais e sua editora]”.



Como recurso, em Março passado, os generais intentaram uma acusação particular contra o defensor dos direitos humanos junto do Tribunal Distrital de Lisboa, pedindo uma indemnização de 300 mil euros.



Com a justiça portuguesa a sua desfavor, os generais recorreram, então, ao sistema judicial angolano, passado um ano e seis meses após a publicação do referido livro.



Em Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola, resultado de anos de investigação nas  Lundas, Rafael Marques de Morais denuncia centenas de casos de tortura e assassinato e violações sistemáticas de direitos humanos a que estão sujeitas as populações das Lundas, com o envolvimento activo de membros das Forças Armadas Angolanas e da Teleservice, uma empresa privada de segurança ao serviço da SMC.




O DNIAP não impôs quaisquer medidas de coacção ao jornalista e defensor dos direitos humanos.