sexta-feira, 28 de junho de 2013

GREVE DE PROFESSORES NA LUNDA CONTINUA DE MOMENTO,..ERNESTO MUANGALA DIZ QUE VAI EXPULSAR TODOS DA EDUCAÇÃO

GREVE DE PROFESSORES NA LUNDA CONTINUA DE MOMENTO,..ERNESTO MUANGALA DIZ QUE VAI EXPULSAR TODOS DA EDUCAÇÃO







Ernesto Muangala, governador da Lunda-Norte disse que vai expulsar todos os professores grevista da educação que não voltarem até ao dia 27 do corrente, nas salas de aulas.





Um forte dispositivo da Policia Anti-Motim foi colocado em todas as escolas primárias, sobretudo na cidade de Dundo, por ordem superior do senhor Governador Ernesto Muangala.




Os professores que entraram em greve há cerca de um mês para cá, exigem da entidade empregadora do Estado Angolano, os seus ordenados e uma serie de subsídios que não recebem desde 2011. O braço de ferro e a falta de dialogo esta também na base do prolongamento da greve.





Aventa-se a hipótese de substituir os professores com os alunos do ensino médio, a verdade porém, se não existe dinheiro para os efectivos, onde é que o senhor Governador vai encontrar dinheiro para pagar os alunos que vai contratar? Porque então não paga os professores se existe tais verbas?




Esta greve esta a prejudicar fortemente as crianças, parece não existir a data de termino da mesma, o que vai mutilar ainda o aproveitamento escolar destes educandos, numa região sem alternativas.





O certo é que já se passaram mais de 50 dias, e a greve  continua, o braço de ferro das partes mantém, por um lado o SINPROF da Lunda-Norte e por outro lado o Governo, no meio de tudo isso, as crianças é que estão a perder o mais precioso, a aquisição dos conhecimentos cientificos para os desafios do amanhã...



POR SAMAJONE NA LUNDA

120 ANOS DA RATIFICAÇÃO DA ACTA DAS FRONTEIRAS NA LUNDA

120 ANOS DA RATIFICAÇÃO DA ACTA DAS FRONTEIRAS NA LUNDA
 «Limites no Congo e no Lunda, AMNE»
março n.º 25, armário n.º9





Les Gouvernement de Sa Majesté Très-/Fidèle et de L’Êtat Indépendant du Congo, s’étant fait/rendre compte des travaux de délimitation exécutés/sur le terrai par les commissaires qu’íls avaíent/chargé, aux termes de L’article 2 de la Convention/signé à Lisbonne le 25 mai 1891, d’effectuer le/tracé de la frontière tel qu’il resulte de l’article 1/de la susdite convention et ayant pris connaissance du/pracès-verbal du 26 juin 1893 signé, sous réserve de/ratification, à Loanda par les dits commissaires, ont/décidé d’approuver el de ratifier respectivament ce/procès-verbal du 26 juin 1893 dans les termes suivants.


Anno de mil oitocentos/ e noventa e tres aos vinte e seis/dias do mez de Junho, Nós/Jayme Lobo de Brito Godins/Governador Geral Interino/da provincia de Angola, e George Grenfell, Mission/ario da Missão inglesa baptiste (sic)/


Depois de termos mutuamente/apresentado os nossos diplomas,/que foram achados em boa/e divida (sic) ordem, dando-nos /plenos poderes de Commissarios/regios por parte de Portugal/ e do Estado Independente do/Congo para executarmos de /commum accordo o traçado / da fronteira na região da Lunda,/ em conformidade com / o estipulado nos artigos 1.º e /2.º da Convenção de Lisboa/ de 25 de Maio de 1891, tendo/ além disso o Commissario/ regio por parte de / Portugal o direito de/ de transmitir, no todo ou/ em parte, os poderes/ que foram conferidos, / faculdade que fez uso/ delegando no tenente gra/duado do exercito de Portugal, Simão /Candido Sarmento, os mesmos/ poderes no que respeitasse/ a trabalhos de campo.


Depois de termos tomado/ conhecimento das actas das cinco sessões aqui juntas,/ que estão asignadas pelos/ referidos: tenente Simão /Candido Sarmento, regio por/tugues para os trabalhos/ de campo e George Grenfell/ Commisario regio do Estado/Independente e bem assim/ pelo capitão da Força publicana do Estado Independente do Congo, Floren/Gorin, Commissario/regio para os trabalhos/technicos; Conviemos/ em adoptar - «ad refe/rendum» - o traçado/ da fronteira consignado/ na presente acta/que não vae assignada pelo/ mencionado capitão Gorin/(Florent), por se achar/ ausente, o que nada diminue o valor do mesmo/ documento, que é a trans-/cripção dos limites que o dito Capitão Florent/Gorin approvou e/ constan das cinco/actas acima mencionados./


A continuação do/thalweg do Cuango/(Kwango desde 8º/ parallelo até á/ confluencia do/Utunguila (Tunguila)/8º 7’ 40’’ latitude Sul/ approximadamente;/ o thalweg do Utunguila/(Tunguila) até á sua/ intersecção com o /canal pelo qual/ correm as aguas do Lola;/ o thalweg do mesmo/ canal até á sua junção com o Comba/(Komba) 8’ a Oeste do Uhamba (Wamba) e 8º 5’ 40’’ /latitude sul approxi/madamente; na falta /d’um limite natural / a fronteira até ao/thalweg do Uhamba /(Wamba) será demar/cada pela linha Este/verdadeira, partindo do/ ponto de juncção citada/(Comba e Lola),/


Depois do parallelo/ do ponto de juncção do/ Comba (Komba) com/ o Lola, o thalweg de/Uhamba(Wamba) até/ á confluencia de /Novo (Uovo); o thalweg/de Uovo até á sua/ juncção com o Combo/(M’Kombo); o thalweg/ do Combo / (M’Kombo), e /do Camanguna (Ka/manguna) (ou do/rio pelo qual as/aguas go Lué entram/ no Combo) até ao/ (8º grau); a partir /d’este ponto (8º grau)/ o limite será o /8º parallelo ao thalweg do rio/Lucaia (Lukai);/ o thalweg deste/rio (Lucaia) até ao/ 7º 55’ Latitude sul/; o parallelo deste/ponto (7º 55’ Latitude/sul) até ao Cuengo/(Kuengo); o thalweg/ do Cuengo (Kuengo)/ até ao 8~grau; desde/ponto o parallelo/ até ao Luita; o/ thalweg do Luita/ até á sua juncção /com o Cuilo (Kuilo)/ a partir d’este ponto/(7º 34’ Latitude Sul/ approximadamente)/ este parallelo até/ ao thalweg do Cama/bomba (Kama-bomba)/ ou Cungulungu/(Kungulungu); o thalweg/ do Cungulungu (Kung/ulungu) até á juncção /das suas águas com o Loangué,/ e o thalweg do Loangué,/ até ao 7º grau La/titude Sul,/


A partir da intersecção do thalweg do/ Loangué com o/ 7º grau, a conti/nuação d’este parallelo/ até á sua intersecção/ com o thalweg de Lóvua; o thalweg de Lóvua até/ 6º 55’ Latitude Sul;/ d’este ponto (6º 55’ L.S.)/ o limite será este/ parellelo até á sua/ intersecção com o thalweg do Chicapa/ (Chicapa) /(Chikapa/; o thalweg/ d’este rio (Chicapa)/ até ao 7º 17’ Latitude/Sul; d’este ponto/(7º 17’ lat. Sul/ o parallelo até ao /thalweg do Cassai (Kassai)./


Feito em duplicado na cidade/de Loanda, aos vinte e seis/dias do mez Junho do anno/ de mil oitocentos e noventa e tres./ por Portugal/ (s) Jayme Lobo/ de Brito Godins/
Pelo Estado Independente do Congo/ (s) George Grenfell/


terça-feira, 18 de junho de 2013

MAIS UM ASSASSINATO DE MULHER HOJE NO CUANGO, DIA 18 DE JUNHO DE 2013

MAIS UM ASSASSINATO DE MULHER HOJE NO CUANGO, DIA 18 DE JUNHO DE 2013




DEPOIS DA BONANÇA VEM A TEMPESTADE, MAL ACABOU A MANIFESTAÇÃO DE REPÚDIO CONTRA AS ATROCIDADES E ASSASSINATOS DE MULHERES NO CUANGO, QUE COLOU MAIS DE 40 ELEMENTOS NA CADEIA EM OPERAÇÃO DA POLICIA NACIONAL DE CAÇA HOMEM, EIS QUE SURGE UMA VITIMA.


AS RETALIAÇÕES JÁ COMEÇARAM, DESTA VEZ A VITIMA É A SENHORA ROSA CAUNZE, DE 40 ANOS DE IDADE, NATURAL DE CAUNGULA, FOI ENCONTRADA MORTA POR VOLTA DAS 16 HORAS DE 18 DE JUNHO DE 2013, JUNTO DAS 8 CASAS DA ADMINISTRAÇÃO DO CUANGO, CERCA DE 500 METROS.

ATÉ AO MOMENTO O CORPO DA MALOGRADA AINDA NÃO FOI REMOVIDA NO LOCAL DO BRUTAL INCIDENTE QUE A VITIMOU MORTALMENTE.

OS SINAIS SÃO DE ESPANCAMENTO E TORTURA...

OS AGENTES DA POLICIA E DE INVESTIGAÇÃO ESTÃO NO LOCAL DO INCIDENTE...

MAIS INFORMAÇÕES SOBREB O ASSUNTO NAS PROXIMAS HORAS...





segunda-feira, 17 de junho de 2013

PRETOS AO PODER PORQUE…OS NEGROS JÁ LÁ ESTÃO

PRETOS AO PODER PORQUE…OS NEGROS JÁ LÁ ESTÃO


William Tonet – Folha 8, edição 1146 de 15 junho 2013




Hoje, depois de muito se ter fala­do sobre a entrevista concedida, pelo Presi­dente da República à SIC, canal de televisão privada portuguesa, decidi não me ater muito a ela, preferin­do fazer uma incursão so­bre o que considero estar na base de muita da confli­tualidade em alguns países de África e, principalmen­te, em Angola, depois de se ter libertado do jugo colonial português e estar, desde 1975, a ser governa­da por angolanos.


No calor da luta de liberta­ção nacional, estes nacio­nalistas ou pseudo-nacio­nalistas pretos, carentes de legitimidade e solida­riedade para a guerrilha, fez juras de, tão logo, che­gados ao poder, inverter o rumo do racismo, da po­breza e da discriminação, enfrentada pelos diferen­tes povos, que despojados das suas terras, viviam na miséria.

Ledo engano.

Instalados no poder, os novos dirigentes forma­dos e forjados nas aca­demias ocidentais, não conseguiram adaptar es­ses conhecimentos à rea­lidade dos seus povos, tal como fazem, com maes­tria os asiáticos e árabes. Os angolanos, preferiram, dar continuidade de forma mais refinada a uma práti­ca institucionalizada pelo regime salazarista: a assi­milação. Esta consistia em transformar o indígena, que adoptasse uma pos­tura distinta dos da maio­ria, como renegar a sua cultura, língua, costumes, alimentação, religião e tra­dição, em negros, melhor, indígenas psicologicamen­te lavados, que renegavam a luta pela independência e por via disso, poderiam ascender a certos cargos, na função pública colonial.


Muitos destes assimilados infiltraram-se nas fileiras da revolução, com o ob­jectivo claro de subverter os propósitos da constru­ção de um verdadeiro Es­tado de cariz africano, mo­derno e tecnologicamente próximo dos demais Esta­dos do mundo.


E tanto assim é que, hoje, podemos verificar os da­nos que os negros causam aos pretos, que sendo a maioria, estão relegados para a mais ignóbil po­breza, miséria extrema, discriminação, para além de não terem educação e saúde, com o mínimo de qualidade e dignidade, enquanto essa minoria se refastela com os milhões de dólares desviados do erário público, transfor­mando por via disso, a corrupção numa norma institucional, com imuni­dade bastante, para não causar danos aos seus ac­tores, com a apropriação dos sistemas de justiça, policial e militar.


Por esta razão, por mais paradoxal que possa pa­recer, neste momento, a maioria dos pretos angola­nos, está refém de negros assimilados, que despre­zam e têm vergonha de assumir as línguas angola­nas, os costumes e a tradi­ção dos diferentes povos que habitam e convivem de forma harmoniosa o território Ngola (Angola), impondo uma que é estra­nha à maioria.


Só um negro pode aplau­dir que uma Constituição de um país onde existem várias línguas, e na qual estas sejam relegadas para segundo plano, por eleição de uma estrangeira.




Só um negro pode or­gulhar-se de colocar na sua Constituição a mes­ma norma, que é a base da colonização: a terra é propriedade exclusiva do Estado. Uma cópia fiel do que defendia o colonialis­mo, mas que se tolerava por ser estrangeiro, mas diante de tantas anormali­dades, não tenho dúvidas; António Salazar, ao lado do que fazem muitos dos actuais dirigentes negros aos pretos, era um feto.


Só os negros continuam a assumir, ainda hoje, tal como o faziam no tempo colonial, que pirão (fun­ge) só comem uma vez por semana, aos sábados, porque senão dormem e com o maior desplante defendem como seu prato preferido o “cozido à por­tuguesa”, tal é o desenrai­zamento.


Os pretos, feliz e orgulho­samente, comem pirão todos e várias vezes ao dia e não dormem, pelo con­trário, trabalham vigorosa­mente.


Os negros, defendem a continuidade das datas co­loniais nas cidades liberta­das, tal como a manuten­ção do livro dos nomes coloniais nas conservató­rias do Registo Civil, onde impera a resistência aos nomes angolanos e africa­nos, diferente da promo­ção, também, dos nomes cubanos e russos.


Politicamente, a elite ne­gra é propensa à acultu­ração e à promoção de valores estrangeiros, base por onde assenta a estra­tégia da discriminação dos adversários políticos, dos assassinatos selectivos dos membros da oposição, da arrogância extrema, da privatização familiar do Estado, da fraude elei­toral, da má distribuição da riqueza nacional, da corrupção endémica e da implantação de uma de­mocracia de fachada. Os negros, também, no seu complexo, transformam as minorias em cobaias, melhor, segundo as con­veniências do seu poder, vão promovendo a intriga entre mulatos, brancos e pretos, para melhor reinar, quando sabem que estas duas raças unidas (já que os mulatos patrióticos, consideram-se pretos), por Angola, são uma força incontornável.


Basta recordar que no tempo colonial, não havia mulatos, pois a maioria, orgulhosamente consi­deravam-se preto, que o diga o kota Bonga, que “palava” de manhã até a noite se lhe chamassem de laton. Infelizmente, um dos maiores responsá­veis desta divisão de raças entre nós, foi Agostinho Neto, na sua política dra­coniana.


É pois nesta encruzilha­da que se encontra, neste momento, Angola, carente de uma unidade de todos os seus cidadãos: pretos e brancos, unidos e verda­deiramente comprometi­dos com as suas origens, com o fim do racismo, com a democracia e com uma verdadeira paz e po­lítica de reconciliação na­cional.


Por via disso é preciso que nasça um amplo mo­vimento nacional, para a promoção de novas leis, capazes de revogarem aquelas que são a continu­ação da política colonial, como a exclusividade da língua portuguesa, a titula­ridade da terra, as actuais efígies na moeda nacional, os símbolos da República, o hino e a bandeira, princi­palmente.




Os pretos, os mulatos e brancos patrióticos e co­erentes, devem tudo fa­zer para evitar que o país tenha uma transição pacifica e não violenta do poder, que parece ser in­tenção do actual regime, que se sente como peixe na água, com a guerra. Por esta razão, os verdadeiros nacionalistas de todas as raças e povos, maiorias ou minorias, devem redobrar esforços, para que a nova aurora, salve Angola do di­lúvio anunciado.

domingo, 16 de junho de 2013

MAIS DE 18 ELEMENTOS PRESOS NA MANIFESTAÇÃO DE REPÚDIO AOS ASSASSINATOS NA LOCALIDADE DE CAFUNFO

MAIS DE 18 ELEMENTOS PRESOS NA MANIFESTAÇÃO DE REPÚDIO AOS ASSASSINATOS NA LOCALIDADE DE CAFUNFO




Mais de 18 elementos presos pela Policia Nacional Angolana, na manifestação que teve lugar onde na localidade mineira de Cafunfo, Lunda-Norte.





Entre Dezembro de 2012 á Abril de 2013, mais de 20 corpos foram encontrados mortos, assassinatos selectivos, sobretudo mulheres a quem foram arrancados os seus órgãos genitais, a Policia tomou conhecimento, o governo tomou conhecimento mais não ouve reação das autoridades.





A manifestação teve inicio as 8 horas do dia 15 de Junho até as 14 horas, percorreu varias artérias da vila mineira pacificamente sem vandalismo, sem desobediências e terminou junto das instalações da Direcção dos Serviços de Investigações Criminais, onde os organizadores pretendiam entregar uma carta de repúdio sobre os tantos assassinatos naquela região da Lunda Tchokwe.



A carta não foi entregue porque não havia ninguém na instalação… A POLICIA NACIONAL, AS AUTORIDADES COMPETENTES DA REGIÃO NÃO FAZEM NADA SOBRE OS ASSASSINOS E NEM INVESTIGAM OS CASOS QUE ACONTECEM,…



As 15 horas, depois de ter terminado a manifestação a Policia Nacional começou a operação casa homem, ou seja foram em busca das pessoas nas suas respectivas casas, que resulto na detenção dos 18 elementos incluindo dois dirigentes de um Partido Politico da oposição Angolana, PRS…



Esta manhã 16 de Junho de 2013, os 18 elementos foram transferidos para a sede municipal do Cuango, enquanto isso a operação caça homem continua na localidade mineira de Cafunfo.



Uma fonte disse que a Policia vai fabricar algumas provas para poder condenar estes elementos, tais como vandalismo, assaltos e roubos de geradores, destruição de viaturas etc,..



Ainda vai correr muita tinta e água debaixo da ponte…




POR SAMAJONE

sábado, 15 de junho de 2013

MEGA MANIFESTAÇÕES NA LUNDA TCHOKWE CONTRA OS ACTOS DE ATROCIDADES DO REGIME DE JES

CUANGO A FERRO E FOGO COM O REGIME DITATORIAL DE JES, REALIZOU ESTA MANHA 15 DE JUNHO DE 2013,UMA MEGA MANIFESTAÇÃO,REUNINDO CERCA DE 30000 POPULARES EM REPUDIO AOS ASSASSINATOS SELECTIVOS DIRIGIDAS SOBRETUDO CONTRA AS MULHERES E OUTRAS ATROCIDADES DO REGIME...


DESDE DE AS 18 HORAS DO DIA 14 DE JUNHO DE 2013, PAIOL DA FAA NO LUZAMBA ESTA EM CHAMAS E A POPULAÇÃO ESTA EM PÀNICO,...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

ACTIVISTAS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE CONTINUAM PRESOS ILEGALMENTE

ACTIVISTAS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE CONTINUAM PRESOS ILEGALMENTE





O grupo de trabalho da ONU sobre a detenção e prisões arbitrárias, a Amnistia Internacional e outras Organizações Internacionais e Angolanas de defensa dos direitos humanos, Activistas Cívicos, personalidades do mundo político, académicos entre outros, escreveram cartas ao Governo Angolano, ao poder Judiciário, fizeram denúncias, publicaram informações entre 2011 á 2013 sobre a ilegalidade das prisões de Activistas e Filhos da Nação Lunda Tchokwe.



Mais de 500 personalidades fizeram um abaixo-assinado e enviaram ao Governo Angolano, pedindo a libertação dos Activistas do Protectorado da Lunda Tchokwe, que não cometeram crime nenhum, simplesmente reivindicaram o seu direito legítimo e natural, o direito da Nação Lunda Tchokwe a AUTONOMIA.



Governo Angolano nunca deu espaço aos Advogados de defensa do processo, simplesmente os ignora, razão pela qual todos os julgamentos haviam sido realizados sem a presença dos mesmos, a acusação sempre foi crime contra a segurança de estado, previsto pelo artigo 26º da Lei 7/78 revogado em 2010.



Em 2010 morreu na cadeia do Conduege Dundo, Lunda-Norte, o Activista Bonifácio Chamumbala Muatxihina, em situações estranhas, nunca foi julgado e, foi enterrado em vala comum sem o consentimento de sua família, numa clara violação ao direito a vida e um enterro condigno. Não se tratava de um meliante ou de um criminoso ou de um ladrão de botija de gaz.



O poder judiciário angolano julgou os Activistas do Protectorado da Lunda Tchokwe sob pretexto e manipulações num processo altamente viciado com a interferência do SINFO/SINSE de rebelião, tentativa de dividir angola, manifestações contra o Governo, desobediência etc, onde o Tribunal Provincial da Lunda-Norte foi conivente ao inventar advogados inexistente ao processo, e a manipulação de Estagiários oficiosos.




O Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe entrega o dossier reivindicativo ao Presidente da Republica José Eduardo dos Santos, no dia 3 de Agosto de 2007, também o faz com os TRIBUNAIS ANGOLANOS – PGR, TRIBUNAL SUPREMO, PROVEDOR DE JUSTIÇA, TC e a Assembleia Nacional, encabeçada por MPLA, com a UNITA, PRS, FNLA, PDP-ANA, PAJOCA, PLD, PRD entre outros partidos, a Fundação Drº António Agostinho Neto, ao corpo diplomático, a ONU, a União Europeia, a União Africana, as Instituições e Organizações Internacionais de direitos humanos.




Quatro (4) anos depois, os TRIBUNAIS ANGOLANOS, acusam ilegalmente o movimento que os nossos actos são ilegais e condenam os Activistas, todos eles raptados.




O artigo 65.º da Lei Constitucional de Angola n.º5 diz que “Ninguém deve ser julgado mais do que uma vez pelo mesmo facto” e o n.º6 do mesmo artigo elucida nos, o seguinte “Os cidadãos injustamente condenados têm direito, nas condições que a lei prescrever, à revisão da sentença e à indemnização pelos danos sofridos”. Porque é que o poder Judiciário Angolano não quer aceitar a revisão das sentenças sobre os recursos que os Advogados Marcolino Moco e David Mendes de defesa remeteram?..



Presentemente, estes Activistas já cumpriram as ilegais e injustas sentenças, mas permanecem na cadeia da Kakanda, Lunda-Norte, para além de outros aprisionados em Saurimo por 90 dias e pagamento de cerca de 3000,00 USD.




quarta-feira, 12 de junho de 2013

SECRETARIO REGIONAL DO MOXICO DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE REUNE COM AUTORIDADE TRADICIONAL EM CAZOMBO

SECRETARIO REGIONAL DO MOXICO DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE REUNE COM AUTORIDADE TRADICIONAL EM CAZOMBO




Luena-18,Maio - O Secretario Regional do Moxico do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, Sr Dinis Kaluchaze, reuniu com as autoridades tradicionais no município do Cazombo, o encontro contou também com a presença de mais 15 Autoridades Tradicionais vindos da Republica da Zâmbia, convidados para o efeito.




O objectivo do encontro, foi sobre o trabalho mobilizativo, os esclarecimentos sobre a actualidade do movimento que reivindica autonomia administrativo, económico e jurídico da Nação Lunda Tchokwe, distribuição do folheto de selos e moedas para fins filatélicos e numismático, bem como a distribuição de alguns documentos históricos importantes e do estatuto do movimento do protectorado, explicações detalhados sobre a prisão ilegal de Activistas Políticos desde 2009 até a presente data na Kakanda no Dundo e mais 16 membros condenados por 90 dias e pagamento de 3000,00 três mil dólares americanos no estabelecimento prisional em Saurimo.



A reunião teve também outro pano de fundo, esclarecimentos e a desmistificação do veneno da campanha que o regime ditatorial do Presidente José Eduardo dos Santos leva a cabo contra o movimento, acusando-o de tribalismo e separatismo, as mentiras enganosas que são levadas nas aldeias, nos bairros, as ameaças e intimidações contra a juventude para não aderir a causa, entre os vários temas debatidos no Cazombo com a autoridade tradicional.



Tratou-se também das questões ligadas a violação dos direitos humanos no Moxico e do abandou total pelo regime aquela região que sempre foi um baluarte, albergou a luta dos angolanos contra o colonialismo português, serviu muitas bases guerrilheiras da UNITA e do MPLA, deu 66% dos seus filhos (guerrilheiros) que serviram a causa de Angola, foi palco das negociações da independência (Acordo de Lunhamege), e do fim da guerra civil em 2002.




AUTORIDADES TRADICIONAIS EXIGEM INDEPENDÊNCIA…


As autoridades tradicionais presentes, encorajaram a acção do movimento, enviaram uma Carta e um abaixo-assinado a Direcção e a Liderança do Presidente do Movimento Eng.º Zecamutchima, para este exigir do governo de Angola a nossa independência ao invés de reivindicarem Autonomia, esta carta é o sinal de apoio total das autoridades tradicionais do Moxico.




A vinda das autoridades tradicionais da Zâmbia é uma honra para o nosso movimento, eles serão portadores de informar com a verdade sobre o movimento reivindicativo do protectorado da Lunda Tchokwe nas comunidades da diáspora Lunda naquele país de Africa Austral.



Acções de género já tiveram lugar no Kangamba e no município dos Mbundas, que para além da presença das autoridades tradicionais, os encontros tiveram também afluência de muita Juventude com participação activa nos debates. O Secretario Regional Sr Dinis Kaluchaze, disse que em todos os encontros com as Autoridades Tradicionais, estes exigem sempre que o Movimento reivindique a “Independência” da Nação Lunda Tchokwe que é o verdadeiro direito (Kuando Kubango, Moxico e o antigo distrito da Lunda).



…”O MPLA e o Presidente José Eduardo dos Santos, não vão aceitar dar autonomia, não se perde mais tempo com eles, eles nem respeitam os mais velhos, não respeitam a história do povo Lunda, quem metem um SOBAS na cadeia!.. É com esse que o movimento quer dialogar”?.. Eles mataram muita gente, eles são sanguinários, mataram por simples reivindicação, vocês não sabem o que aconteceu na comuna da Calunda no ano de 1977 e de 1978?..



…Eles não vão dialogar pacificamente para solucionar o conflito da Lunda, sem que haja violência, o que melhor sabem fazer e não o contrario, estamos vivos para provarmos que estou errado, muito cuidado para não destruir o movimento, como fizeram com os partidos políticos angolanos, eles vão usar os membros fracos do movimento para criarem problemas, e o povo ficar na duvida acerca das boas intenções que vocês estão a defender com muito sacrifício e coragem, terem também muito cuidado com alguns falsos Sobas que são medrosos e traidores por causa da pobreza extrema de muitos deles, a troco de alguma coisa para matar fome, mata o irmão!.. Disse o Muanangana Muacandala vindo da Zâmbia presente na reunião.



O Secretario Regional disse que o ciclo de reuniões vai continuar em outras localidades com a juventude e as autoridades tradicionais, temos que combater o mito, temos que quebrar o gelo do medo exagerado que as pessoas têm do regime e dos serviços secretos diante de seu direito. No Moxico as pessoas estão tão apavoradas com o SINFO/SINSE, até conversas de quintal, pensam que estão sendo escutados por sobrenaturais do regime.



Por Dinis K. Luena SR/Movimento.

AGENTES ENCONTRADOS MORTOS TERÃO SIDO ABATIDOS PELA PRÓPRIA POLICIA

AGENTES ENCONTRADOS MORTOS TERÃO SIDO ABATIDOS PELA PRÓPRIA POLICIA


Lisboa – As autoridades angolanas ainda não reagiram as informações postas a circular em Luanda, aventando que  os três agentes da polícia  recentemente  encontrados sem vida, no município do cacuaco poderão ter sido abatidos  por operativos da chamada “baixa visibilidade”.  Nas referidas informações  alude-se que a  execução dos mesmos, terá sido calculada no sentido de se atribuir a autoria do crime a UNITA, para causar,  sentimentos de rejeição/revolta contra esta força política que tem aquele município como praça eleitoral.


Fonte: Club-k.net


A referida versão, aparentemente originaria de meios policiais “opostos as tais praticas”  tem sido tomada  em consideração  tendo em conta que os profissionais da ordem pública têm a capacidade de identificar quando um crime é praticado por marginais ou por eles próprios.


Em razão do qual, tem-se encarado sustento na referida tese, devido a particularidades da  característica do assassinato, mas também no comportamento mediático  das autoridades.  Os três agentes terão sido mortos quando eram cerca das 3.30 horas do primeiro dia de Junho.   Logo, após o aparecimento dos cadáveres, a polícia nacional, sem ter feito alguma investigação declarou que se tratou de um acto protagonizado por “marginai.” Poucos dias depois, redefiniram os seus discursos alegando que foi um acto protagonizado por “elementos não identificados, que continuam em fuga”.  O discurso da polícia  foi igualmente revestido de referencias e chamadas de atenção a UNITA, como sendo “irresponsável”.  (O  principal partido da oposição em Angola, acusou a polícia de ter morto dois dirigentes seus durante a noite de sábado para domingo).



De acordo com conhecimento, de situações policiais, em situações naturais, a investigação criminal recorrendo a métodos avançados teria já apresentado publicamente os autores dos crimes e a respectiva explicação do que terá acontecido com os três agentes encontrados mortos. 



Há igualmente conhecimento de uma segunda versão, de consistência esvasivas,   insinuando que um dos agentes estaria com dividas  e que encarou a morte por efeito de uma retaliação que atingiu acidentalmente os outros dois colegas. Porém, no sentido de se atenuar a tese de que os três agentes foram mortos pela própria policia para atribuir culpas a UNITA,  há recomendações de meios habilitados desafiando  a corporação a apresentar  exames  balísticos para exclarecer  se as balas disparadas naquela noite   terão ou não saído de uma arma do uso  exclusivo da poíicia nacional. 



Em conformidade com a  historia, há países, com a mesma característica autoritária ao do regime angolano que optam por tais praticas desde o século passado.  Alexander Litvinenko, um ex-espiao russo contou em livro que na década de 90, os serviços secretos russos colocaram uma bomba num  edifício de três andares nos arredores de Mosvoco que  provocou  a morte dos seus habitantes. As autoridades, segundo o denunciante, atribuíram a autoria do crime,  a militantes da Tchetchênia. Logo a seguir, os populares em Moscovo passaram a sentir um sentimento de ódio contra os Tchetchenos levando muitos jovens a se oferecem autoridades para ingressarem no exercito a fim de vingar os Tchetchenos.



Episodio semelhantes viriam aconteceram em Angola. Em 1975, o MPLA,  retirou corações de cadáveres na morgue do Hospital de Luanda e colocou-os nas instalações da FNLA, tendo de seguida apresentando na televisão como evidencia de que este partido comia pessoas. Logo a seguir, a população de Luanda revoltou-se contra a FNLA, escorraçando-os da cidade.



Já em 1992, como forma de se evitar a realização das segundas voltas das eleições presidências em Angola (que tinha como concorrente Eduardo dos Santos e Jonas Savimbi), as autoridades deram armas as população e lançaram o rumor de que a UNITA iria fazer guerra para tomar o poder. Em reação, as FAA, e Policias foram orientadas a vestirem se de civil, fazendo-se passar de população acabando por expulsar de Luanda a direção da UNITA.  O Vice - Presidente deste partido e altos dirigentes que estavam a negociar com o governo a segunda volta das primeiras eleições gerais em Angola, foram mortos pelo regime.


Os agentes da Polícia são nossos irmãos e irmãs. Eles precisam de nós para se libertarem também daqueles que querem utilizá-los para cometer crimes!” - Isaías Samakuva



Nos dias de hoje sempre que se a próxima as eleições, as autoridades recorrem à mesma pratica e usam discursos belicistas apontado a UNITA como fazedor da guerra.



No passado dia 7 de Junho, discursando a margem do velório de dois malogrados dirigentes da UNITA, Filipe Mamuko mortos pela policia no Kikolo, o líder desta formação, Isaías Samakuva teria alertado a cerca de um suposto plano do regime para se “arranjar desculpa para fazer novos massacres, para poderem manter-se no poder”.



“Vamos manter a paz! Vamos manter a paz! Manifestemos a NOSSA REPULSA, a nossa total INDIGNAÇÃO contra estes hediondos crimes. Digamos aos inimigos da paz que o povo angolano já não cairá na sua ratoeira. Não haverá mais lutas entre angolanos. Não haverá mais Sextas-Feiras sangrentas. Não haverá mais 27 de Maios, nem Cuitos Quanavales. Não cairemos mais nesta ratoeira!” alertou.



Segundo o político “Os inimigos da paz estão identificados. São meia dúzia de pessoas que querem lançar outra vez o país na confusão! Querem lançar os angolanos uns contra os outros. Querem arranjar uma desculpa para fazer novos massacres, para poderem manter-se no poder.”



“Vamos respeitar a Polícia, porque os agentes da Polícia são nossos irmãos e irmãs. Eles precisam de nós para se libertarem também daqueles que querem utilizá-los para cometer crimes. A luta do povo não é contra a Polícia, nem contra os agentes da ordem pública. A luta do povo é contra o crime, contra a corrupção, contra a ditadura!”, apontou.


terça-feira, 11 de junho de 2013

GENERAIS ANGOLANOS TÊM MÃOS SUJAS DE SANGUE DENUNCIA INSTITUTO ALEMÃO


 GENERAIS ANGOLANOS TÊM MÃOS SUJAS DE SANGUE DENUNCIA INSTITUTO ALEMÃO





A Alemanha deve pensar duas vezes antes de exportar armas para Angola, país onde se registam sérias violações dos direitos humanos. O alerta é dado pelo BICC num relatório sobre a exploração de diamantes nas Lundas.



O Centro Internacional de Conversão (BICC),  instituto de pesquisa, sediado em Bona, alerta, num relatório publicado no dia 3 de junho, para sérias violações dos direitos humanos em Angola  nomeadamente na área da extracção de diamantes nas Lundas.



Marie Müller, co-autora do relatório, diz que durante a sua pesquisa encontrou vários relatos de abusos, às mãos de forças de segurança privadas e também estatais."Os pequenos garimpeiros de diamantes na Lunda Sul e Norte são frequentemente expulsos pelas forças de segurança angolanas porque estão ilegais e a prioridade do Governo é fixar empresas de extracção industriais. Eles são, por exemplo, congoleses que atravessam a fronteira. E na sequência destas expulsões, registam-se com frequência sérias violações dos direitos humanos."



"119 Assassinatos e 500 casos de tortura" nas Lundas



O relatório cita, por exemplo, números avançados pelo jornalista e activista angolano Rafael Marques no livro "Diamantes de Sangue", em Outubro de 2011: no total, 119 assassinatos e 500 casos de tortura, que foram documentados ao longo de mais de um ano e meio de pesquisa no terreno – uma "pequena amostra" do que se passa no quotidiano, afirma o jornalista no livro.



Rafael Marques acusava também altas patentes das Forças Armadas Angolanas de estar por trás de "crimes contra a humanidade", afirmação que lhe valeu processos por difamação que decorrem em Portugal e em Angola. Por seu lado, as autoridades, parecem preferir não comentar. Marie Müller, do Centro de Pesquisa alemão BICC, diz não ter conhecimento de nenhum caso em que algum dos acusados tenha sido chamado a prestar contas.


Comunidade internacional tem de fazer mais apela o BICC


Marie Müller advoga uma intervenção mais musculada da comunidade internacional, nomeadamente do Governo alemão. No relatório, Müller recomenda, por exemplo, à Alemanha que pressione as Nações Unidas para alargar a definição de "diamantes de conflito" no esquema de certificação do processo de Kimberley. Segundo esta investigadora, o conceito deve deixar de contemplar apenas o uso de diamantes para financiar a violência de grupos rebeldes.



Há também outros actores a ter em conta, também responsáveis por actos violentos. "Vimos nos últimos anos que este conceito já não se reflecte na realidade. Em Angola, os generais participam nas empresas de segurança e de extracção. E, ao mesmo tempo, as mesmas empresas privadas, como, por exemplo, a empresa de segurança Teleservice, são responsáveis por violações dos direitos humanos no sector".



Processo de Kimberley está ultrapassado


Em Setembro de 2011, na altura da publicação do livro "Diamantes de Sangues", Rafael Marques criticava a condescendência do processo de Kimberley das Nações Unidas, em entrevista à DW África "Porque a ONU tem responsabilidades acrescidas por ter apadrinhado a definição dos diamantes de conflito. […] Não há nas convenções internacionais nenhum articulado que permita ou que dê legitimidade a um Governo para maltratar e matar o seu próprio povo. É isso que é preciso discutir."




Marie Müller, do BICC, reconhece que há limitações naquilo que a comunidade internacional pode fazer para acabar com as violações dos direitos humanos em regiões diamantíferas. No entanto, isso não pode servir como desculpa, diz Müller. E isso também se aplica à Alemanha, que tem interesses económicos no país.