quarta-feira, 12 de junho de 2013

AGENTES ENCONTRADOS MORTOS TERÃO SIDO ABATIDOS PELA PRÓPRIA POLICIA

AGENTES ENCONTRADOS MORTOS TERÃO SIDO ABATIDOS PELA PRÓPRIA POLICIA


Lisboa – As autoridades angolanas ainda não reagiram as informações postas a circular em Luanda, aventando que  os três agentes da polícia  recentemente  encontrados sem vida, no município do cacuaco poderão ter sido abatidos  por operativos da chamada “baixa visibilidade”.  Nas referidas informações  alude-se que a  execução dos mesmos, terá sido calculada no sentido de se atribuir a autoria do crime a UNITA, para causar,  sentimentos de rejeição/revolta contra esta força política que tem aquele município como praça eleitoral.


Fonte: Club-k.net


A referida versão, aparentemente originaria de meios policiais “opostos as tais praticas”  tem sido tomada  em consideração  tendo em conta que os profissionais da ordem pública têm a capacidade de identificar quando um crime é praticado por marginais ou por eles próprios.


Em razão do qual, tem-se encarado sustento na referida tese, devido a particularidades da  característica do assassinato, mas também no comportamento mediático  das autoridades.  Os três agentes terão sido mortos quando eram cerca das 3.30 horas do primeiro dia de Junho.   Logo, após o aparecimento dos cadáveres, a polícia nacional, sem ter feito alguma investigação declarou que se tratou de um acto protagonizado por “marginai.” Poucos dias depois, redefiniram os seus discursos alegando que foi um acto protagonizado por “elementos não identificados, que continuam em fuga”.  O discurso da polícia  foi igualmente revestido de referencias e chamadas de atenção a UNITA, como sendo “irresponsável”.  (O  principal partido da oposição em Angola, acusou a polícia de ter morto dois dirigentes seus durante a noite de sábado para domingo).



De acordo com conhecimento, de situações policiais, em situações naturais, a investigação criminal recorrendo a métodos avançados teria já apresentado publicamente os autores dos crimes e a respectiva explicação do que terá acontecido com os três agentes encontrados mortos. 



Há igualmente conhecimento de uma segunda versão, de consistência esvasivas,   insinuando que um dos agentes estaria com dividas  e que encarou a morte por efeito de uma retaliação que atingiu acidentalmente os outros dois colegas. Porém, no sentido de se atenuar a tese de que os três agentes foram mortos pela própria policia para atribuir culpas a UNITA,  há recomendações de meios habilitados desafiando  a corporação a apresentar  exames  balísticos para exclarecer  se as balas disparadas naquela noite   terão ou não saído de uma arma do uso  exclusivo da poíicia nacional. 



Em conformidade com a  historia, há países, com a mesma característica autoritária ao do regime angolano que optam por tais praticas desde o século passado.  Alexander Litvinenko, um ex-espiao russo contou em livro que na década de 90, os serviços secretos russos colocaram uma bomba num  edifício de três andares nos arredores de Mosvoco que  provocou  a morte dos seus habitantes. As autoridades, segundo o denunciante, atribuíram a autoria do crime,  a militantes da Tchetchênia. Logo a seguir, os populares em Moscovo passaram a sentir um sentimento de ódio contra os Tchetchenos levando muitos jovens a se oferecem autoridades para ingressarem no exercito a fim de vingar os Tchetchenos.



Episodio semelhantes viriam aconteceram em Angola. Em 1975, o MPLA,  retirou corações de cadáveres na morgue do Hospital de Luanda e colocou-os nas instalações da FNLA, tendo de seguida apresentando na televisão como evidencia de que este partido comia pessoas. Logo a seguir, a população de Luanda revoltou-se contra a FNLA, escorraçando-os da cidade.



Já em 1992, como forma de se evitar a realização das segundas voltas das eleições presidências em Angola (que tinha como concorrente Eduardo dos Santos e Jonas Savimbi), as autoridades deram armas as população e lançaram o rumor de que a UNITA iria fazer guerra para tomar o poder. Em reação, as FAA, e Policias foram orientadas a vestirem se de civil, fazendo-se passar de população acabando por expulsar de Luanda a direção da UNITA.  O Vice - Presidente deste partido e altos dirigentes que estavam a negociar com o governo a segunda volta das primeiras eleições gerais em Angola, foram mortos pelo regime.


Os agentes da Polícia são nossos irmãos e irmãs. Eles precisam de nós para se libertarem também daqueles que querem utilizá-los para cometer crimes!” - Isaías Samakuva



Nos dias de hoje sempre que se a próxima as eleições, as autoridades recorrem à mesma pratica e usam discursos belicistas apontado a UNITA como fazedor da guerra.



No passado dia 7 de Junho, discursando a margem do velório de dois malogrados dirigentes da UNITA, Filipe Mamuko mortos pela policia no Kikolo, o líder desta formação, Isaías Samakuva teria alertado a cerca de um suposto plano do regime para se “arranjar desculpa para fazer novos massacres, para poderem manter-se no poder”.



“Vamos manter a paz! Vamos manter a paz! Manifestemos a NOSSA REPULSA, a nossa total INDIGNAÇÃO contra estes hediondos crimes. Digamos aos inimigos da paz que o povo angolano já não cairá na sua ratoeira. Não haverá mais lutas entre angolanos. Não haverá mais Sextas-Feiras sangrentas. Não haverá mais 27 de Maios, nem Cuitos Quanavales. Não cairemos mais nesta ratoeira!” alertou.



Segundo o político “Os inimigos da paz estão identificados. São meia dúzia de pessoas que querem lançar outra vez o país na confusão! Querem lançar os angolanos uns contra os outros. Querem arranjar uma desculpa para fazer novos massacres, para poderem manter-se no poder.”



“Vamos respeitar a Polícia, porque os agentes da Polícia são nossos irmãos e irmãs. Eles precisam de nós para se libertarem também daqueles que querem utilizá-los para cometer crimes. A luta do povo não é contra a Polícia, nem contra os agentes da ordem pública. A luta do povo é contra o crime, contra a corrupção, contra a ditadura!”, apontou.


terça-feira, 11 de junho de 2013

GENERAIS ANGOLANOS TÊM MÃOS SUJAS DE SANGUE DENUNCIA INSTITUTO ALEMÃO


 GENERAIS ANGOLANOS TÊM MÃOS SUJAS DE SANGUE DENUNCIA INSTITUTO ALEMÃO





A Alemanha deve pensar duas vezes antes de exportar armas para Angola, país onde se registam sérias violações dos direitos humanos. O alerta é dado pelo BICC num relatório sobre a exploração de diamantes nas Lundas.



O Centro Internacional de Conversão (BICC),  instituto de pesquisa, sediado em Bona, alerta, num relatório publicado no dia 3 de junho, para sérias violações dos direitos humanos em Angola  nomeadamente na área da extracção de diamantes nas Lundas.



Marie Müller, co-autora do relatório, diz que durante a sua pesquisa encontrou vários relatos de abusos, às mãos de forças de segurança privadas e também estatais."Os pequenos garimpeiros de diamantes na Lunda Sul e Norte são frequentemente expulsos pelas forças de segurança angolanas porque estão ilegais e a prioridade do Governo é fixar empresas de extracção industriais. Eles são, por exemplo, congoleses que atravessam a fronteira. E na sequência destas expulsões, registam-se com frequência sérias violações dos direitos humanos."



"119 Assassinatos e 500 casos de tortura" nas Lundas



O relatório cita, por exemplo, números avançados pelo jornalista e activista angolano Rafael Marques no livro "Diamantes de Sangue", em Outubro de 2011: no total, 119 assassinatos e 500 casos de tortura, que foram documentados ao longo de mais de um ano e meio de pesquisa no terreno – uma "pequena amostra" do que se passa no quotidiano, afirma o jornalista no livro.



Rafael Marques acusava também altas patentes das Forças Armadas Angolanas de estar por trás de "crimes contra a humanidade", afirmação que lhe valeu processos por difamação que decorrem em Portugal e em Angola. Por seu lado, as autoridades, parecem preferir não comentar. Marie Müller, do Centro de Pesquisa alemão BICC, diz não ter conhecimento de nenhum caso em que algum dos acusados tenha sido chamado a prestar contas.


Comunidade internacional tem de fazer mais apela o BICC


Marie Müller advoga uma intervenção mais musculada da comunidade internacional, nomeadamente do Governo alemão. No relatório, Müller recomenda, por exemplo, à Alemanha que pressione as Nações Unidas para alargar a definição de "diamantes de conflito" no esquema de certificação do processo de Kimberley. Segundo esta investigadora, o conceito deve deixar de contemplar apenas o uso de diamantes para financiar a violência de grupos rebeldes.



Há também outros actores a ter em conta, também responsáveis por actos violentos. "Vimos nos últimos anos que este conceito já não se reflecte na realidade. Em Angola, os generais participam nas empresas de segurança e de extracção. E, ao mesmo tempo, as mesmas empresas privadas, como, por exemplo, a empresa de segurança Teleservice, são responsáveis por violações dos direitos humanos no sector".



Processo de Kimberley está ultrapassado


Em Setembro de 2011, na altura da publicação do livro "Diamantes de Sangues", Rafael Marques criticava a condescendência do processo de Kimberley das Nações Unidas, em entrevista à DW África "Porque a ONU tem responsabilidades acrescidas por ter apadrinhado a definição dos diamantes de conflito. […] Não há nas convenções internacionais nenhum articulado que permita ou que dê legitimidade a um Governo para maltratar e matar o seu próprio povo. É isso que é preciso discutir."




Marie Müller, do BICC, reconhece que há limitações naquilo que a comunidade internacional pode fazer para acabar com as violações dos direitos humanos em regiões diamantíferas. No entanto, isso não pode servir como desculpa, diz Müller. E isso também se aplica à Alemanha, que tem interesses económicos no país.

ACTIVISTAS MOBILIZAM-SE CONTRA A TENTATIVA DE SILENCIAMENTO DE RAFAEL MARQUES PELA JUSTIÇA ANGOLANA

ACTIVISTAS MOBILIZAM-SE CONTRA A TENTATIVA DE SILENCIAMENTO DE RAFAEL MARQUES PELA JUSTIÇA ANGOLANA





Dezasseis organizações de defesa dos direitos humanos, angolanas e estrangeiras, enviaram uma petição ao Procurador-geral da República de Angola. Dizem que as acusações contra Rafael Marques têm motivações políticas. 



Defensores dos direitos humanos acompanham com preocupação a acusação da justiça angolana contra o ativista e jornalista angolano Rafael Marques. Afirmam que é mais um passo, com motivações políticas, para tentar silenciar uma voz incómoda.



Diamantes:
uma maldição africana? Numa petição enviada, no final da semana passada, ao Procurador-geral da República (PGR) de Angola, 16 organizações angolanas e estrangeiras apelam a que seja retirada a acusação de difamação que pende sobre Rafael Marques.



Na obra que publicou, em 2011, “Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola”, o activista incomodou altas figuras do Estado angolano. Segundo Salvador Freire dos Santos, presidente da Associação Mãos Livres, que subscreve a petição entregue ao PGR, o trabalho de Rafael Marques expõe os pontos negros de Angola: "o que Rafael Marques está a fazer não é nada mais senão cumprir com a lei de Angola contra a corrupção".




Salvador Freire dos Santos entende que: "o livro “Diamantes de Sangue”, que Rafael Marques publicou, vem exatamente espelhar o que tem acontecido no nosso país, sobretudo nas zonas mineiras onde há violações flagrantes dos direitos humanos a todos os níveis. As pessoas envolvidas neste processo, evidentemente, sentem-se lesadas e a todo o custo tentam incriminar o Rafael Marques em alguns atos. E como tal há um silêncio das autoridades nessa parte".



Crimes documentados por Marques incomodam poderosos


Recorde-se no livro “Diamantes de Sangue”, que resulta de uma investigação iniciada em 2004, Rafael Marques acusa altas figuras do Estado de crimes contra a humanidade. Na obra, o jornalista documenta casos de homicídio e tortura na região das Lundas, de exploração de diamantes, localizada no leste do país.


Diamantes de Sangue, a obra polémica de Rafael Marques Como consequência, alguns generais apresentaram, em Portugal, onde foi lançado o livro, uma queixa-crime "por difamação e injúria". Mas o Ministério Público português decidiu pelo arquivamento, em fevereiro deste ano. E os nove oficiais superiores optaram pela acusação particular contra Rafael Marques.



Autoridades angolanas investigam activista


Em abril, foi a vez das autoridades de Luanda começaram a investigar Rafael Marques. A organização não-governamental internacional Media Legal Defense Initiative, que apoia jornalistas na defesa dos seus direitos, subscreve a petição em defesa de Rafael Marques.



Nani Jansen, daquela organização com sede em Londres, afirma: "queremos apelar formalmente ao PGR para que deixe cair a acusação contra Marques. Esperamos que, pelo menos, o PGR reconsidere".




Garimpo ilegal é uma atividade de enorme risco em Angola De acordo com a ativista, "há uma clara violação das leis internacionais e da lei angolana. Por exemplo, no caso de haver uma acusação, em Portugal, a Constituição de Angola impede qualquer entidade de fazer a mesma acusação contra Rafael Marques em Angola".



Segundo a Media Legal Defense, além de haver a violação de uma enorme lista de direitos humanos, "o seu direito a um advogado foi violado. Ainda não lhe foi permitido ver o processo que decorre contra ele, ele não conhece em detalhe as acusações contra ele. Portanto é tudo muito vago, pelo que não pode preparar uma defesa apropriada. Acima de tudo é uma enorme violação do seu direito de expressão pois tem sido acusado pelo que escreveu como jornalista", esclarece Nani Jansen.



"
Investigue-se o que se passa nas Lundas", apelam defensores dos direitos humanos.



Além de pedirem ao Procurador-geral da República de Angola que retire a acusação contra Rafael Marques, as organizações de defesa dos direitos humanos convidam a uma investigação séria dos casos de abusos na região das Lundas.



Ativistas mobilizam-se contra tentativa de silenciamento de Rafael Marques pela justiça angolana” Evidentemente, Rafael Marques, no seu livro, vem apenas fazer uma denúncia. Como tal, as autoridades angolanas deviam fazer as investigações necessárias e que aquelas pessoas, que vêm acusadas no relatório, sejam ouvidas para tirarem as suas conclusões, com precisão. Depois, caso haja motivo, que sejam levadas para o órgão correspondente de justiça. Mas evidentemente, isto não tem acontecido", entende Salvador Santos da Associação Mãos Livres, de Angola.



As 16 organizações signatárias da petição pedem ao PGR angolano, o general João Maria de Sousa, que respeite os "compromissos internacionais assumidos sobre os direitos humanos e o combate à corrupção".




As associações acreditam que, a seu tempo, as autoridades virão a público esclarecer sobre o que se seguirá no processo contra Rafael Marques. O activista foi já acusado inúmeras vezes pela justiça angolana.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

DOSSIER: CATOCA PRIVATIZADA PELA ELITE DO REGIME DITATORIAL DO PRESIDENTE JES


DOSSIER: CATOCA PRIVATIZADA PELA ELITE DO REGIME DITATORIAL DO PRESIDENTE JES






Catoca, considerado o 3.º Kimberlito do Mundo, tal igual os Projectos Mineiros de Alumínio do Cazombo no Moxico e do Projecto Turístico OKAVANGO/Zambeze, estão entre os grandes projectos de dossiers da NAÇÃO LUNDA TCHOKWE, que este Blog vai passar a divulgar nos próximos tempos.




O MPLA e o seu regime, a Elite que Governa Angola, a Presidência da Republica e a sua família, os Generais das forças Armadas, os Serviços de Segurança e Ordem interna, a Policia Nacional, a mafia Angolana e Africana, oriunda sobretudo de países da Lusofonia, entre eles S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guine Bissau, Portugal, Brasil, alguns Moçambicanos, Portugal, mafiosos de países Árabes e Asiáticos, tais como Arabia Saudita, Líbano, Israelitas, China, entre outros constituem o eixo do mal da exploração e escravidão da Nação Lunda Tchokwe, que este Blogue com o sentido de estado e responsabilidade acrescida vai a partir de hoje divulgando, o manancial de informações a nossa disposição, sem transformar-se em “WikiLeaks AFRICANO”…




Neste dossier, vamos priorizar os serviços terciários de CATOCA a favor da Elite e amigos do regime do Sr Presidente José Eduardo dos Santos que fazem a prestação de serviços aquele Kimberlito que vende mais de 78,2% de todos os diamantes que Angola comercializa no mercado Internacional, empresas que prestão assistência técnica, sem nunca terem passado por um concurso publico, escolhidos criteriosamente pela vontade do Chefe, nos seguintes sectores:




Sector de Produção e logística, Sector dos transportes, Sector de equipamento, Sector de alimentação, Sector de saúde, Sector de comunicações, Sector de geologia, Sector técnico e electricidade, Sector de construção, sector de agricultura, Sector de transportes e pessoal, Sector de manutenção e saneamento.





Para mais informações, visite as seguintes páginas de internet: www.protectoradodalunda.blogspot.com. www.africafederation.net, www.lundatchokwe.org, www.freelundatchokwe.org entre várias.




O blog sob responsabilidade do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe em defesa de Autonomia Administrativa, Económica e Jurídica, Liderado pelo Eng.º José Mateus Zecamutchima, irá divulgar também uma Carta de 60 páginas de trabalhadores da empresa CATOICA endereçada ao Presidente do Conselho de Administração daquele estabelecimento empresarial Estatal Angolano, Sr Ganga Júnior desde 2011, que até a presente data nunca foi respondida…


domingo, 9 de junho de 2013

PORTUGAL - COISA DO "ARCO DA VELHA"!..







Martinho Júnior, Luanda

1 – Encerra no dia em que escrevo (9 de Junho de 2013) mais uma reunião anual do grupo Bilderberg, agora mais publicitada e comentada que nunca.


Efectivamente, à medida que a “democracia representativa” é imposta como modelo acabado de como deve institucionalmente funcionar o poder de estado, mais publicidade se tem dado ao “acontecimento” Bilderberg, o que não deixa de ser um sinal evidente do que começa a ser do domínio público: a “democracia representativa” é a formatação política que mais convém aos interesses da aristocracia financeira mundial, das elites, como das oligarquias, no quadro da lógica capitalista e das “economias de mercado” e aqueles estados que ousarem, como Cuba, aprofundar a democracia no sentido da participação, arriscam-se a ser tratados como “estados terroristas”!...


Pelos vistos a saúde e a educação para todos parece ser inimiga da lógica capitalista tal como ela é sentida e digerida pela aristocracia financeira mundial e pelas elites: é precisamente com mais saúde e mais educação garantida que Cuba, em função da sua Revolução, avançou com ousadia na democracia participativa, no quadro aliás da lógica com sentido de vida!


O aprofundamento da democracia só poderá realizar-se com cada vez maior consciência e inteligência em relação à situação global e local e só se conseguirá alcançar um patamar estável, precisamente quando mais saúde e ensino para todos for propiciado e efectivamente garantido.


Enquanto a Revolução Cubana recorre à história e ao materialismo dialéctico, a José Marti, a Fidel de Castro, a Che Guevara, a Karl Marx e a Lénin para melhor fundamentar e aprofundar as conquistas da democracia participativa cujo único “lobby” é a Revolução, o campo capitalista esmera-se com um ramalhete de doutrinas, entre elas a de Karl Popper, de que não só alimenta a lógica capitalista contemporânea, mas sobretudo o neo liberalismo do modelo de globalização que interessa e convém precisamente à aristocracia financeira mundial, às oligarquias e às elites… ao império!...


2 – …E o império tem também no Bilderberg a sua expressão anual, por aquilo que implicam as análises, os pontos de vista e as opções daqueles que o servem, por dentro dos mecanismos de poder, por dentro dos bancos, por dentro das corporações multi-nacionais e por dentro dos “média de referência”, análises, pontos de vista e opções que com a “globalização que interessa” a bem ou a mal se tornam “determinantes”.


Até que ponto é que com lógica capitalista, globalização neo liberal, “democracias representativas”, formatação de novas elites, “mercados abertos”, “petróleo barato” e outros méritos como tais, estão afectivamente a ser “defendidos” os interesses da aristocracia financeira mundial, assim como das oligarquias e elites “representativas”, sua agenciadas?


Até que ponto está a ser bem sucedido o exercício do poder dos 1%, com as suas “receitas”, “ementas” e “correias de transmissão”, quanto tudo isso implica no carácter dos relacionamento para com os outros 99%, o resto da humanidade?


Para responder a tudo isso existem os “think tanks” elitistas e, entre eles, o “prestigiado” Bilderberg!...


3 – O representante assumido do Bilderberg em Portugal é uma figura notável no meio sócio-político: Francisco Pinto Balsemão.


Francisco Pinto Balsemão pertenceu, é preciso sempre recordá-lo, à “ala liberal” no tempo de Marcelo Caetano e, sendo um dos fundadores do Partido Social Democrata, continua a ser um dos “experts” e um potentado da comunicação portuguesa.


Essa é precisamente um tipo de trajectória e de personalidade que é modelar para estabelecer os vínculos do Bilderberg naquela parcela Ibérica e na sua expressão no mundo.


De facto, enquanto membro da “ala liberal”, ele pôde-se aperceber muito antes da eclosão do 25 de Abril, das transformações que a sociedade portuguesa foi tendo a nível dos processos de consciência e de inteligência sobre a evolução da situação, sem nunca deixar de se assumir ao serviço dum poder “forte” que tendia a adequar-se ao poder do capital: a época de transição foi uma experiência única e é desse tipo de capacidades de que tem de se nutrir o Bilderberg… “para responder aos desafios”…


4 – Francisco Pinto Balsemão na “democracia representativa” portuguesa passou a ser um cientista social do poder post 25 de Abril, um “guardião do templo” que interessa no quadro da lógica capitalista e da economia de mercado, um “estratega” para as opções sócio-políticas e mediáticas… um artífice do “arco de governação” de que o estado português se passou a nutrir.


Agora que a crise se tornou exponencial e avassaladora, é um dos homens mais habilitados, em nome da aristocracia financeira mundial e das oligarquias portuguesas, a fazer as escolhas, a modelar o poder e a orientar no caminho que, de acordo com as “receitas e as ementas” de conveniência, se tem de percorrer a curto, médio prazos… com os olhos tanto quanto o possível no longo e muito longo prazos.


Ele sabe que mesmo que cumpra com o mandato o actual governo não conseguirá sustentar-se em eleições próximas, pelo que há que preparar o futuro, com recurso ao “arco da governação”, não vá o diabo tecê-las… ou seja, precisamente no momento em que um governo patriótico e de esquerda é tido como possível opção alternativa.


Para ele um governo patriótico e de esquerda, abrangendo o PS, o PCP, o BE e os Verdes, mesmo numa “democracia representativa”, mesmo com os “Bilderbergers” do PS lá embutidos, pode quanto muito assumir uma transição mais caótica (a esquerda que fique com o ónus do caos, para que mais rapidamente as oligarquias voltem ao poder e o mantenham durante mais umas quantas décadas).


Se tiver que recorrer a essa trilha, Francisco Pinto Balsemão poderá de qualquer modo garantir para as correntes dominantes da globalização, tanto o PS quanto o CDS (o PSD está reservado ao plantão mais esbatido nos próximos tempos), nas pessoas de seus actuais dirigentes mais exponenciais ou em outros já antes co-optados e, no quadro dessa manipulação sem limites, garantir a continuidade do “arco da governação”.


É claro que a presença de Seguro e de Portas na Reunião de Londres do “Bilderberg” é uma pista das preocupações do “Clube” e do que Portugal pode esperar nos próximos tempos… coisas do “arco da velha”!...


Foto: Seguro e Portas presentes na reunião de Londres do “Clube Bilderberg”… coisas do “arco da velha”!



sábado, 8 de junho de 2013

NAÇÃO LUNDA TCHOKWE, OS NÚMEROS DA POBREZA QUE FALAM POR SI…

NAÇÃO LUNDA TCHOKWE, OS NÚMEROS DA POBREZA QUE FALAM POR SI…




Desde o Dirico até ao Dundo (Fronteiras Sul e Norte), desde Xá-Muteba ou rio Lui até rio Cassai e Zambeze (Fronteiras Oeste e Leste), em um protectorado internacional, constituída por 581.073,06 km2, tamanho igual ao Reino da Espanha, a Nação Lunda Tchokwe (Kuando Kubango, Moxico e o distrito da antiga Lunda), tem uma população estimado em mais de 6.800.000 habitantes, que vivem com menos de um dólar por dia, o povo mais pobre do mundo – taxa de pobreza 98%, mesmo tendo o subsolo mais rico em mineiras, um espaço territorial apto para agricultura e a agropecuária por excelência.



Os diamantes da Nação Lunda Tchokwe, representam mais de 99% das vendas do regime angolano no exterior do país.



Reconhecida mundialmente no dia 24 de Março de 1894, a Nação Lunda Tchokwe tem a cidade de Saurimo como Capital, o ITENGO capital histórico do seculo XIX, a localidade mantem a sua peculiaridade do passado, aqui jazem os restos mortais dos vários Soberanos Muatchissengues Watembos, as línguas faladas são, tchokwe 80% da população, Lunda 10% da população, 8% da população fala Nganguela, Mbunda, Lutchaze, Bangala, Pende, Luba, 2% outras línguas africanas.



O povo fala também o Português como língua de trabalho e comunicação oficial.



Como religião, a Nação Lunda Tchokwe, professa o Cristianismo: 85% Catolicismo e Anglicanismo, 14% cultos Africanos e 0,1% professa o maomista e religiões, que são  recentes impostas pela crescente migração de povos Oeste Africanos e Asiáticos em busca de sobrevivência nas terras da Lunda Tchokwe, onde exploram a população nativa com pequenos negocios.



O analfabetismo é no geral de 90%, as mulheres ocupam 75% desse número, com subnutrição crónica de 55% e uma taxa de mortalidade infantil de aproximadamente 600 por mil/nascidos.



Os recursos hídricos ocupam 85% de toda a superfície territorial da Nação Lunda Tchokwe, com destaque aos de maior caudal: Cuango, Lui, Zambeze, Cassai, Kuando, Chicapa, Luembe, Luangue, Cuilo, Luele e outros, correndo de sul para o norte na sua maioria.



O desemprego é na ordem dos 90% da população activa, isto é entre os 18 á 65 anos de idade, por falta de infraestruturas fabris ou reconstrução em alta escala que poderia garantir o emprego a sociedade.



Os sistemas de saúde e ensino são precários, os mais pobres, por esta razão mais de 80% de crianças estão fora do ensino. A penas um médico para 114 mil habitantes. A falta de professores e escolas é outro calcanhar de “Aquiles” que enferma a Nação Lunda Tchokwe, um professor para mil crianças, numa população de mais de 6.800.000 habitantes.




A Nação Lunda com as suas regiões do Moxico e do Kuando Kubango, são as mais penalizadas e prejudicadas em toda a extensão territorial de Angola, falta de estradas, de infra-estruturas e da descapitalização do pequeno empresário para a criação de negócio e do emprego para equilibrar a promoção do desenvolvimento e consequente redução da extrema pobreza.




No território Lunda Tchokwe tudo está em promessas teóricas, os desafios são gigantescos, o regime de Luanda á cerca de 6 anos, exactamente  no dia 20 de Agosto de 2008, havia anunciado na cidade de Saurimo, a quatro ventos que iria colocar os melhores filhos da Lunda para promover o seu desenvolvimento, que não passou de mero exercício de propaganda eleitoral daquele ano que não deixou de ser também no ano de 2012.



Sem xenofobia, mas a massiva invasão de emigrante ilegais é a pior marca registada do regime colonialista de Angola na Lunda Tchokwe, acrescida a isso, a violação aos direitos humanos, assassinatos, humilhações, massacres de população indefeso, e tudo em nome dos diamantes.



O movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe para a Defesa da Autonomia Administrativa, Económica e Jurídica, tem consciência a um compromisso que implica pesada responsabilidade para a criação de relações fortes e solidas, a importância da liberdade de expressão, dos direitos políticos, económicos e direitos humanos para a boa governação em um ambiente democrático, que é uma missão complexa mas não impossível, num território sem saída para o mar, dividido em vários clãs, etnias, tribos e povos, onde continua o desmantelamento das riquezas pela elite governativa de Luanda e onde a pobreza faz morada perene.



O generoso povo Lunda Tchokwe está preparado para arregaçar as mangas, cultivando a sua própria terra, criando emprego, bem-estar e a sua dignidade, sobretudo a história ensina-nos por excelência somos bons guerreiros que nunca fomos humilhados como desta vez em que o governo de Lisboa transitou sem consentimento dos Lunda os tratados de protectorado ao governo de Luanda em 1975 na cedência da independência de Angola. Por este facto exigimos no mínimo a sua AUTONOMIA.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

MAIS E MAIS ASSASSINATOS NA LUNDA TCHOKWE

MAIS E MAIS ASSASSINATOS NA LUNDA TCHOKWE


Esta fotografia ilustra uma outra cidadã Lunda Tchokwe 
assassinada em 2012 e lhe retiraram os seus órgãos femininos 
na mesma região Cuango


Todos os meses acontece assassinatos no interior da Lunda, aos olhos silêncio do Governo Angolano, pois até aqui não foi esclarecido nenhum caso, nunca foi condenado nenhum criminoso destes bárbaros assassinatos, mesmo conhecendo os autores, nunca vimos os tribunais a julgar os responsáveis de tais actos repugnantes, nunca vimos a TPA, a RNA, o Jornal de Angola ou Angop a publicitar tantos actos de assassinatos na Lunda.




A Policia e o Ministro do Interior, nunca o vimos a falar dos assassinatos da Lunda Tchokwe. Há aqui alguma coisa errada!..




Que tipo de povo é que o Governo do Senhor Presidente José Eduardo dos Santos, protege? Somente os Quimbundos? Os Umbundos? Os Kwanyamas? Pois quando os assassinatos acontecem na Huila, em Benguela, no Huambo, em Luanda, no Sumbe ou em Malanje fazem-se manifestações de repúdio, orienta-se as forças da ordem e segurança pública para a tomar das medidas necessárias.





Mais quando acontecem na Lunda Tchokwe, não se move nenhuma palha, não se fala no assunto, não se organiza manifestações de repudio!..Porque tanta descriminação se nos dizem que somos também Angolanos?..


Afinal o governo só sabe explorar as riquezas da Lunda Tchokwe e não sabe defender e proteger o mais precioso da Lunda Tchokwe, que é o homem? Qual é o pegado do povo Lunda Tchokwe contra o regime em Luanda? Para tanta humilhação, descriminação e matanças selectivas sem ninguém dizer nada?





MAIS UMA CIDADÃ LUNDA TCHOKWE ASSASSINADA NO CUANGO



Exactamente, a cidadã Lunda Tchokwe que em vida se chamava Izarda Muakahia, de 58 anos de Idade, natural de Camaxilo, Lunda-Norte, moradora em vida no Bairro Xámucuale, foi assassinada dia 4 de Junho de 2013, pelas 15 horas, junto do rio Cace na região do Cuango.




A malograda deixa 5 filhos e 10 netos, a cidadã que não podia ser confundida com garimpeiros, mesmo assim ninguém esta autorizada para matar garimpeiros como de animais selvagens se tratasse.




É mais um assassinato que se ajunta a vários outros que acontecem exactamente nesta região endémica. Aqui a polícia nacional não existe, nem o governo, aqui a lei da morte por assassinato fala mais alto, aqui não existe justiça nem o amor a vida ou é o extermínio silencioso do povo Lunda Tchokwe, dentro dos planos do regime do Governo Angolano!.. Só assim se explica a falta de tomada de medidas por quem de direito.



As autoridades competentes do Governo Angolano na região conhecem os autores, convivem com eles e agradecem a estes actos bárbaros de extermínio…



Por Samajone na Lunda



VEM AI A NOVA WWW DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE

Vem ai a nova página de internet do movimento do protectorado da lunda tchokwe

www.lundatchokwe.net

Web de informação geral sobre a questão “NAÇÃO LUNDA TCHOKWE” e do Movimento do Protecorado

domingo, 2 de junho de 2013

TCHOKWE QUEREM AUTONOMIA DAS LUNDAS, TITULO INSERIDO NA ENTREVISTA QUE ZECAMUTCHIMA CONCEDEU AO JORNAL MANCHETE

TCHOKWE QUEREM AUTONOMIA DAS LUNDAS, TITULO INSERIDO NA ENTREVISTA QUE ZECAMUTCHIMA CONCEDEU AO JORNAL MANCHETE






Zecamutchima disse em entrevista no Jornal Manchete, que o Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe que é Líder, não é um bicho-de-sete-cabeças e deixa um recado ao Governo do Presidente José Eduardo dos Santos, “DIÁLOGO É A PRIORIDADE”, para encontrar as melhores soluções para toda Angola.




 Nas entrelinhas da entrevista Zecamutchima, disse que “PRIORIDADE DAS PRIORIDADES É A AUTONOMIA DA NAÇÃO LUNDA TCHOKWE” e é “PRIORIDADE O DIÁLOGO COM O GOVERNO ANGOLANO”.




Numa extensa entrevista no Jornal Manchete que tem como Director Geral o Sr Jornalista Francisco Cabila, um Jornal de Angola Democrática que sai as ruas da Capital Angolana aos finais de Semana.





Esta entrevista pode ser encontrada na Edição N.º 08 de 31 de Maio de 2013, em circulação ao longo da próxima semana em vários quiosques de LUANDA.