sábado, 25 de maio de 2013

Carta aberta para a União Africa no 50º aniversário do continente berço da humanidade




Vítima de um passado histórico de colonização, a Segunda Guerra Mundial, proporcionou, o despertar da África, marcando o início dos processos de descolonização. A primeira fase da descolonização aconteceu com a Conferência de Brazaville de 1944, onde se reuniram todos os governadores das Colônias Francesas para estudarem e discutirem as reformas das instituições tradicionais.



Ordem cronológica da Independência dos Países Africanos, para que se tenha uma idéia das fronteiras actuais:


Reino da Líbia - 24 de dezembro de 1951.
Sua independência foi proclamada após receber poderes administrativos do Reino Unido e da França, em cumprimento às decisões tomadas pela ONU em 1949 e 1950.  A Líbia foi o Primeiro Estado Independente criado pela ONU. A Líbia foi Membro da Liga Árabe, tendo sido colônia italiana de 1912 até a 2ª Grande Guerra Mundial e esteve sob domínio turco de 1835 a 1912;


República do Sudão - 1º de janeiro de 1956.
Sua independência foi proclamada após o recebimento da homologação de tal acto do Reino Unido e Egipto em 31 de dezembro de 1955. Pertenceu a Liga Árabe e esteve em forma de Condomínio Sudão Anglo - Egípcio;


Reino do Marrocos - 02 de março de 1956.
A França reconheceu a independência marroquina, nesta data, quando foram extintos os poderes administrativos do Protetorado Francês. Contudo, o Marrocos celebra a data de 18 de novembro de 1955, como o início de sua independência com a ascensão do Sultão ao trono.


Em 07 de abril de 1956 a independência foi reconhecida pela Espanha no
Protetorado Espanhol do Marrocos. A Zona Internacional de Tânger ficou sob controle marroquino em 29 de outubro de 1956. O acordo de 1º de abril de 1958, celebrado entre a Espanha e o Marrocos, a Zona Meridional passou definitivamente ao Marrocos em 17 de abril de 1958.


República da Tunísia - 20 de março de 1956.
Ficou independente da França (foi protetorado francês de 1881 a 1956), quando foi proclamado o Reino da Tunísia. Em 25 de julho de 1957, o Bey foi deposto e estabelecida a República. Pertenceu a Liga Árabe.


República de Gana - 06 de março de 1957.        
Obteve sua independência do Reino Unido (Costa do Ouro e Colônias Ashanti). Sua área inclui o território tutelado da Togolândia britânica, que após plebiscito de 13 de dezembro de 1956, uniu-se à Colônia de Costa do Ouro, tornando-se parte do novo Estado de Gana.
Na data de sua independência Gana adquiriu as condições de Domínio, tornando-se República em 1º de julho de 1960. É País - Membro da Comunidade Britânica das Nações.


República da Guiné - 02 de outubro de 1958.
Tornou-se independente da França pela rejeição da constituição proposta pela mesma, segundo referendo público de 28 de setembro de 1958.


República Federal dos Camarões - 1º de janeiro de 1960.
Ficou independente com o término da tutela das Nações Unidas desde 1921 sob a administração francesa, a parte sul esta sob administração inglesa. O Estado de Camarões foi estabelecido em 16 de abril de 1957, como território associado à União Francesa. O Estado de Camarões declarou-se República com a adoção da nova Constituição em 04 de março de 1960.


República de Togo - 27 de abril de 1960.
Em 28 de outubro de 1956 estabeleceu-se a República de Togo, como um território associado à União Francesa. A independência foi adquirida com o término da tutela da ONU.


República Malgache (Ilha de Madagascar) - 27 de junho de 1960.
Independência proclamada a partir de acordos de transferência de poder e de cooperação, assinado em Paris, em 26 de março de 1960. A República Malgache já havia se tornado membro autônomo da Comunidade Francesa em 14 de outubro de 1958.

República Democrática do Congo ( Congo Zaire/ex-Estado Independente do Congo, dona da Conferência de Berlim 1884-1885) - 30 de junho de 1960.
Sua independência foi proclamada com acordo celebrado com a Bélgica e Oficiais Congoleses, em 27 de janeiro de 1960.  As eleições gerais congolesas ocorreram em 31 de maio de 1960. Um tratado de amizade e colaboração foi assinado pela Bélgica e o Congo em 29 de junho de 1960.



República da Somália - 1º de julho de 1960.
Com o término da tutela da ONU na Somalilândia.  A Somália uniu-se com a Somálilândia Britânica, que havia se tornado independente em 26 de junho de 1960, para formar um só país. Havia também, a Somalilândia Italiana: parte da África Oriental Italiana (que incluía Etiópia e Eritréia) entre 1936 e 1941. A área da Somália administrada pela Itália entre 1889 e 1936, foi uma alternância de protetorado/colônia.


República do Daomé - 1º de agosto de 1960.
Tornou-se independente da França. Passou a ser Membro Autônomo da Comunidade Francesa em 19 de dezembro de 1958.


República do Alto Volta (depois Burkina Faso) - 05 de agosto de 1960.
 Ficou independente depois de obter acordo com a França. A República do Volta, passou a chamar-se Alto Volta, em 02 de março de 1959. Tornou-se Membro Autônomo da Comunidade Francesa em 11 de dezembro de 1958.



República da Costa do Marfim - 1º de agosto de 1960.
Ficou independente após obtenção de acordo com a França. Tornou-se Membro Autônomo da Comunidade Francesa em 04 de dezembro de 1958.



República do Chade - 11 de agosto de 1960.
Independência após acordo de Paris, em 12 de junho de 1960. Passou a ser Membro Autônomo da Comunidade Francesa em 28 de novembro de 1958.



República Centro - Africana - 13 de agosto de 1960.
Ganhou independência após acordo de Paris de 12 de julho de 1960. Passou a ser Membro Autônomo da Comunidade Francesa em 1º de dezembro de 1958.

República do Congo (Congo - Brazaville) - 15 de agosto de 1960.
Tornou-se independente pelo acordo de Paris de 12 de julho de 1960. Tornou-se Membro Autônomo da Comunidade Francesa em 28 de novembro de 1958.


República do Gabão - 17 de agosto de 1960.
Pela assinatura do acordo de Paris tornou-se independente, em 12 de julho de 1960. A partir de 28 de novembro de 1958 tornou-se Membro Autônomo da Comunidade Francesa.



República do Senegal - 20 de agosto de 1960.
Esta data indicou a inauguração de uma República independente, após a secessão do Senegal da Federação do Mali. O Senegal adoptou uma nova constituição em 25 de agosto de 1960. Anteriormente, o Senegal tornou-se independente da França, como parte da Federação de Mali, em 20 de junho de 1960. Fez parte desta Federação junto com Sudão em 04 de abril de 1959. Tornou-se Membro Autônomo da Comunidade Francesa em 25 de novembro de 1958.



República do Mali - 22 de setembro de 1960.
Na data acima tornou-se independente, após a secessão do Senegal da Federação Mali, em 20 de agosto de 1960. Tornou-se membro Autônomo da Comunidade Francesa em 24 de novembro de 1958.



República da Nigéria - 1º de outubro de 1960.
Obteve a independência após acordo com o Reino Unido.  O Camerum Setentrional e parte do Território Tutelado administrado pela Inglaterra, votaram num plebiscito, em 11 de fevereiro de 1961, para a união com a Federação da Nigéria. A União foi efectivada em 1º de junho de 1961. Em 24 de maio de 1966, a designação de República Federal da Nigéria foi abolida. Faz parte da Comunidade Britânica das Nações.



República Islâmica da Mauritânia - 28 de novembro de 1960.
Obteve a independência em seguida ao acordo de Paris, assinado em 19 de outubro de 1960. Passou a fazer parte da Comunidade Francesa em 28 de novembro de 1958.


Serra Leoa - 27 de abril de 1961.
Independência obtida de acordo com a Conferência Constitucional de Londres, realizada de 20 de abril a 04 de maio de 1960. Pertence a Comunidade Britânica das Nações.


República Unida da Tanzânia - 09 de setembro de 1961.
Na data de 27 de abril de 1964 Tanganica e Zanzibar uniram-se para formar um único Estado, em 29 de outubro do mesmo ano o nome foi mudado para República Unida de Tanganica e Zanzibar para República Unida da Tanzânia.
Tanganica adquiriu independência em 09 de dezembro de 1962, com o término da tutela das Nações Unidas. O Reino Unido anunciou em 29 de março de 1961, que a Tanganica tornar-se-ia independente em 28 de dezembro de 1961, alterado mais tarde para a data acima. Zanzibar tornou-se independente do Reino Unido, em 10 de dezembro de 1963.



República de Burundi - 1º de julho de 1962.
Independência adquirida como reino, do mesmo modo que a República de Rwanda, por determinação da tutela das Nações Unidas de Ruanda-Urundi,  Burundi é a mais nova designação aceita de Urundi. Burundi antes Estado Indígena de Urundi, em Ruanda-Urundi, tornou-se parte do território tutelado da ONU de Ruanda-Burundi, sob administração belga, em abril de 1949.
Foi aprovada pela Assembléia Geral da ONU em dezembro de 1946. Antes de tornar-se território tutelado, fez parte de um mandato belga da Liga das Nações, que se efectivou depois da 1ª Guerra Mundial. Antes deste conflito esta área compreendia parte da África Oriental Alemã, que formava um triângulo junto com Tanganica e Kionga.


República de Ruanda - 1º de julho de 1962.
Sua independência ocorreu de modo semelhante a de Burundi. Ruanda é a mais nova designação aceita de Ruanda, antigo Estado Indígena.


República Democrática e Popular de Argélia- 05 de julho de 1962.
Conseguiu sua independência com o acordo de Evian e os plebiscitos posteriores, levados a efeito na França e Argélia. Constituiu um Governo Nacional em setembro de 1962. A Argélia, excluindo a região do Saara, tornou-se francesa entre os anos de 1830 e 1847, durante os quais a região foi progressivamente ocupada.


Uganda - 09 de outubro de 1962.
Como resultado de uma Convenção Constitucional, realizada em Londres, em outubro de 1961, Uganda foi programada para adquirir independência, com o estabelecimento de um Governo Federal, e a capital foi transferida de Entebe para Kampala. Pertence a Comunidade Britânica das Nações.


República do Quênia - 12 de dezembro de 1963.
Após a dissolução da Federação Africana (Quênia, Tanganica e Uganda), em 1963, o Quênia obteve total independência, tornando-se República um ano mais tarde. É membro da Comunidade Britânica das Nações.
Passou a ser controlada pelo Reino Unido em 1888 através da Companhia Britânica da África Oriental. Em 1895 foi transferida para a Coroa, tornando-se o Protectorado Este Africano.


República de Malawi - 06 de julho de 1964.
Obteve a independência com o acordo de Londres de setembro de 1963, que estabeleceu um período de autogoverno. É membro da Comunidade Britânica das Nações. Foi protectorado de Niassalândia, administrado pelo Reino Unido. A Niassalândia juntamente com as Rodésias do Norte e do Sul, eram membros da Federação da Rodésia e da Niassalândia, que vigorou entre 03 de setembro de 1953 a 31 de dezembro de 1963.


República de Zâmbia - 24 de outubro de 1964.
Obteve a independência após o acordo de Londres de maio de 1964. É Membro da Comunidade Britânica das Nações.


Gâmbia - 18 de fevereiro de 1965.
Conseguiu sua independência a partir dos termos do acordo da Conferência Constitucional de Londres de julho de 1964. Já havia obtido o auto governo em 1963, é Membro da Comunidade Britânica das Nações.


República de Botsuana - 30 de outubro de 1966.
A independência foi obtida pela Bechuanalândia, do Reino Unido, sob o nome de Botsuana, em conformidade com o acordo estabelecido em Londres, de 14 a 21 de fevereiro de 1966. É Membro da Comunidade Britânica das Nações.


Reino do Lesoto - 04 de outubro de 1966.
A independência foi obtida pelo Lesoto, antes denominado Basutolândia, do Reino Unido, na Reunião em Londres de 08 a 17 de junho de 1966.

Angola e Moçambique só conseguiram suas independências nos anos 75, depois de revoluções sangrentas contra Portugal.

Angola era a província ultramarina mais rica (café, diamantes, ferro, petróleo) e Moçambique era considerada importante devido à sua posição estratégica. Lutaram por Angola: o MPLA - Movimento Popular de libertação de Angola, de linha sino-cubana-Rússa  de Agostinho Neto, que veio a ser Presidente e Mário Pinto de Andrade, UPA - União dos Povos de Angola de Holden Roberto, mais tarde FNLA  e a UNITA - União Nacional pela Independência Total de Angola dirigida até 2002 por Jonas Malheiro Savimbi.


Angola usurpou o Protectorado Portugues da Lunda Tchokwe 1885-1894 / 1975 (Kuando Kubango, Moxico e antigo distrito da Lunda) , existe actualmente o conflito territórial, reivindicado pelo Movimento do Protectorado Internacional em defesa de Autonomia, 2003-2013, liderado por José Mateus Zecamutchima. Angola tem também o conflito de Cabinda, da FLEC liderado por Nzita Tiago, mas que em 2006 António Bento Bembe assinou um acordo com o Governo Angolano e os Cabindas reijeitam tal acordo.


Em Moçambique surgiram a FRELIMO - Frente de Libertação de Moçambique de Eduardo Mondlane, Uria Simango, Marcelino Santos e Samora Machel, que mais tarde foi Presidente, o outro grupo era a RENAMO de Paulo Gumane e Afonso Delakama. Mais tarde a RENAMO que fez a guerra civil com a Frelimo, assinaram um acordo de Paz para Moçambique, com ela nasceram as eleiçoes gerais que não acontenciam antes.


O traço retilíneo dos limites territoriais dos Países Africanos pode ser visto em Angola, Argélia, Bostsuana, Chade, Líbia, Mali, Mauritânia, Namíbia, Níger, Quênia, República Democrática do Congo, Saara Ocidental, Somália, Tanzânia e Zâmbia.  Essa partilha por parte dos europeus, trouxe reflexos também, no litoral, antigo ponto estratégico de penetração do continente, desde o tempo das feitorias portuguesas.


Países como Sudão, Guiné, Nigéria, República dos Camarões, República Centro-Africana, Congo, Quênia, tem pouca ou nenhuma fronteira marítima.  A República Democrática do Congo, tem cerca de 9.200 quilômetros de fronteiras terrestres e não chega a ter 50 quilômetros de litoral. .


A hidrografia africana é um reflexo de sua geologia e do tectonismo, com a separação do grande Continente de Gondwana, pela Teoria da Deriva dos Continentes de Wegner (1922) os rios correm de sul para norte, ou de leste para oeste, estes com grande sinuosidade e capacidade erosiva, após vencer inúmeras corredeiras, chegam ao mar. Os grandes rios africanos passam por vários países, eles são:


·        Nilo - 6.500 km - Uganda, Sudão e Egito;
·        Níger- 4.200 km - Mali, Níger, Benin e Nigéria;
·        Congo ou Zaire - 4.700 km - Congo e República Democrática do Congo e
·        Zambeze - 2.700 km - Zimbabue (ex- Rodésia), Zâmbia e Moçambique.


O Rio Zambeze só passou a figurar como fronteira, limite internacional entre Zâmbia e Zimbabue, com a sua independência em 1980.


A Conferência de Berlim, produziu 14 países interioranos, a saber: Botsuana, Burkina Faso, Burundi, Chade, Lesoto, Mali, Malawi, Níger, República Centro-Africana, Ruanda, Suasilândia, Uganda, Zâmbia e Zimbabue, num total de 6,8 milhões de quilômetros quadrados, onde habitavam 23% da população africana, ou seja 30 milhões de pessoas.


O quadro político ficou dividido depois da Conferência de Berlim, no que hoje são os seguintes países:


·         África Equatorial Francesa: Burkina - Faso, Chade, Mali, Níger e República Centro-Africana;
·      África Inglesa - Bostuana, Lesoto, Malawi, Suazilândia, Uganda, Ruanda, Zâmbia e Zimbabue;
·         África Belga - República Democrática do Congo e Tanzânia;
·        África Alemã - Togo e Namíbia;
·        Africa Portuguesa - Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Guiné Bissau.

OS DESAFIOS DE AFRICA HOJE…


A Lunda nunca antes fora colonizada, isto é desde 1884-1885 data da conferência de Berlim e da partilha de Africa até a 15 de Janeiro de 1975, data da assinatura do único título jurídico de transferência da Administração da Província Ultramarina Portuguesa de Angola, aos 3 movimentos de Libertação – FNLA, MPLA e UNITA.


Nação Lunda Tchokwe foi protectorado internacional de Portugal até 1975, quando foi usurpada sob domínio da antiga colonia portuguesa de Angola.


PROTECTORADO é uma ligação entre dois Estados independentes em que o mais forte obriga-se a defender o mais fraco através de condições acordadas que beneficiam as partes (Tratados Bilaterais ou multilaterais de Amizade e Comércio), país protegido por acordo de interesse comum, aqui não há imposição, porque proteger alguém não é escravizar ou colonizar.

Um povo sem terra é um povo sem dignidade, a Lunda Tchokwe não tem dignidade, é um desafio que se coloca hoje ao mundo e aos dirigentes Africanos.

A Lunda Tchokwe reivindica hoje a reposição do seu direito e a sua dignidade no contexto das NAÇÕES…


A LUNDA TCHOKWE é hoje o desafio de Africa.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

DENUNCIA - SANTOS BIKUKU ACUSADO DE COMPRAR CASAS EM SAURIMO A FAVOR DE ESTRANGEIROS. DOENÇAS DESCONHECIDA EM CACOLO

DENUNCIA - SANTOS BIKUKU ACUSADO DE COMPRAR CASAS EM SAURIMO A FAVOR DE ESTRANGEIROS. DOENÇAS DESCONHECIDA EM CACOLO





Tudo quanto as novidades encontrado como acontecimento de destaque na província da Lunda – sul em particular em Saurimo:




1-A estação emissor da radio Lunda-Sul noticiou o desinteresse das autoridade do estado angolano perante um surto de doença que diariamente esta a ceifar vidas, entre dez a quinze crianças com idade compreendida de zero mês a 12 anos de idade, no município de Cacolo na Lunda-Sul; relatos vindo dos populares daquele município dizem que o caso é do conhecimento público mais as autoridades competentes locais e nacionais nada fazem para estancar o surto, de recordar que Cacolo situa-se próximo da região do Kuango na Lunda-Norte, região recentemente afetado por uma doença que vitimou mais de 1000 crianças em 2012 que fez deslocar uma equipa médica do Ministério de tutela.




2- O Gerente Santo BikuKu, acionista dos negócios dúbios de algumas personalidades próximos ao regime do Presidente José Eduardo dos Santos na Lunda- Sul, a partir de duas aeronaves de fabrico Russo IL e ANTNOV que lhe foram atribuídos a titulo pessoal, aeronaves essas anteriormente pertenceram ao empresário Valentim Amós na região Sul de Angola, está sendo apontado como autor moral de seduzir os autóctones da municipalidade de Saurimo para aderirem em massa a venda das suas residências de estruturas colonial para serem reabilitados e posteriormente ceder-se-á aos parentes e familiares dos altos dirigentes do regime que ganharam nacionalidades angolano partir dos serviços que apercebemos denominados por “CAQ” instalados secretamente em alguns território da lusofonia em Africa, “S. Tome” e Portugal, destinado a falsificar documentos angolanos a favor das linhagem estrangeiras próximo ao JES e não só, como política conveniente de povoar a Lunda com mais estrangeiros para uma fusão dos autóctones ou genuínos a forma mais fácil que achou para combater os autonomista e acabar com a historia do movimento do protetorado da Lunda Tchokwe (M.P.L-T);




Este plano era o mesmo que o Sr Henrique Augusto Dias de Carvalho trazia para a Lunda Tchokwe em 1890, basta ler o livro do autor “MEMÓRIAS DA LUNDA”, Pg. 30 á 135, para aperceber-se desta intenção secular, fusão entre a mulher preta com os brancos, o objectivo criar uma nova ração e poder dominar os autóctones, que agora o regime retomou e pôs na pratica.




Os cidadãos estrangeiros que se beneficiam desses serviços entram em Angola com um encaminhamento direito e empossados a cargos públicos a título de, confundir a opinião público como se fosse os natos a dirigirem; Passando estes camuflados de cidadão nacional que residiam temporariamente no estrangeiro em estudo.




Por outro lado a cidade de Saurimo em véspera do seu aniversário é uma das cidades muito recente (57 anos apenas) que pouco a pouca está sendo demolido os seus edifícios colonias em substituição de algumas obras de estilo Chines e até que certos edifícios que foram demolido sem quaisquer avale de erro arquitetónica nomeadamente o hotel central ex-banco Pinto & Irmãos, Gráfica e a Cerâmica, já a 10 anos os empresários ligados a essas demolições nunca fazem nada para repor os edifícios nos referido espaços com destaque o comerciante Vasco de Oliveira Irmão do General Kopelipa Ministro do Estado e Chefe da Casa Militar da Presidência da Republica, é um campeão que demoliu mais quatro edifícios todos pertença do estado




3 - Previsão do governo angolano na Lunda-Sul, Transferir o quartel-general para o parque natural do Sombo Sul; com a presença e movimentação maciça de tropas naquela região põe em causa a fuga das espécies animais da Fauna Lunda Tchokwe para outras regiões do continente o que arrisca a distinção de algumas espécies na região.



Por Samajone na LUNDA


quinta-feira, 23 de maio de 2013

AMNISTIA INTERNACIONAL CRITICA QUE SE FARTA , MAS JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS ESTÁ SE MARIMBANDO




AMNISTIA INTERNACIONAL CRITICA QUE SE FARTA , MAS JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS ESTÁ SE MARIMBANDO




Violações de direitos humanos ocorrem em todos os aspectos, diz relatório


Abusos de poder pela polícia, prisões ilegais, presos que cumprem as suas penas e continuam detidos, demolições de casas e falta de resposta do governo aos desalojados que ele próprio causou. Isto são algumas das violações de direitos humanos registadas pela Amnistia Internacional num relatório publicado Quinta-feira em que a polícia angolana é também acusa de "continuar a fazer um uso excessivo da força, incluindo contra manifestantes pacíficos”, existindo suspeitas de que a polícia cometeu execuções extrajudiciais.




No relatório sobre o estado dos direitos humanos no mundo em 2012, a organização não-governamental, que visitou Angola em Abril de 2012, diz que as manifestações contra o governo que começaram em Março de 2011 prosseguiram em 2012 e ocorreram, principalmente, em Luanda, Benguela e Cabinda.



Assim como aconteceu em 2011, a polícia não só deixou de intervir para impedir a violência contra os manifestantes pacíficos, como ainda teria usado força excessiva contra eles, alguns dos quais foram presos e detidos de modo arbitrário, diz o documento.



A Amnistia internacional lamenta que “ninguém tenha sido responsabilizado por uso excessivo da força e detenções arbitrárias nas manifestações de 2011”.



A organização condena a presença de “um número não identificado de infiltrados" nos protestos pacíficos, suspeitos de estarem colaborarem com a polícia para provocar os manifestantes.



“Embora as autoridades policiais tenham assegurado que estavam em curso investigações às ameaças e aos ataques exibidos na televisão, ninguém foi responsabilizado até final do ano”, critica o relatório que menciona ainda que, o uso excessivo da força policial estende-se aos detidos, mencionando uma morte e pelo menos sete “casos suspeitos de execuções extrajudiciais”.



O documento refere também que a liberdade de associação e de expressão continuam sujeitas a restrições e alega que a liberdade de expressão continuou a ser suprimida, sobretudo na imprensa e que ocorreram tentativas de impedir a publicação de jornais ou de artigos considerados potencialmente contrários ao governo.



A Amnistia internacional cita como exemplo a operação que levou 15 agentes policiais aos escritórios do jornal Folha 8, dirigido por William Tonet, que resultou na confiscação de 20 computadores e na inquirição de jornalistas.



A organização internacional refere igualmente dois casos de possíveis “desaparecimentos forçados" nomeadamente os casos respeitantes a António Alves Kamulingue e Isaías Sebastião Cassule, envolvidos na organização de um protesto de veteranos de guerra e ex-guardas presidenciais que exigiam o pagamento de pensões e salários em atraso e que foram dados como desaparecidos há um ano.




Estes dois casos têm sido recordados em protestos cívicos, estando agendado um para a próxima segunda-feira, em Luanda.



O documento denuncia a existência de prisioneiros de consciência, tendo citado o caso de dois integrantes da Comissão do Manifesto Jurídico Sociológico do Protectorado da Lunda Tchokwe (CMJSP-Lunda), Mário Muamuene e Domingos Capenda, que permaneciam na penitenciária de Kakanda apesar de suas sentenças terem expirado em 9 de Outubro de 2011 mas que só foram libertados no dia 17 de Janeiro de 2012.



Embora o Grupo de Trabalho da ONU sobre Detenções Arbitrárias tenha concluído suas deliberações em Novembro de 2011 pedindo a libertação dos membros da Comissão detidos entre 2009 e 2011, cinco deles – Sérgio Augusto, Sebastião Lumani, José Muteba, António Malendeca e Domingos Henrique Samujaia – permaneceram presos, lê-se no documento.



A AI diz ainda ter indicações de “despejos forçados” em Angola, alegando que apesar dos discursos governamentais sobre a melhoria do acesso ao alojamento, prosseguem os despejos forçados de pequena escala e milhares de pessoas permanecem em risco.



A organização recorda que o Governo angolano se comprometeu, em Junho de 2011, a realojar "mais de 450 famílias", cujas casas foram demolidas em Luanda, mas nenhuma estava realojada até final de 2012.



VOANEWS/PONTO FINAL

terça-feira, 21 de maio de 2013

SECRETARIO REGIONAL DO MOXICO DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE REUNE COM AUTORIDADE TRADICIONAL EM CAZOMBO


SECRETARIO REGIONAL DO MOXICO DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE REUNE COM AUTORIDADE TRADICIONAL EM CAZOMBO

Foto de Arquivo 2008 Reunião com Muatchissengue



Luena-18,Maio - O Secretario Regional do Moxico do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, Sr Dinis Kaluchaze, reuniu com as autoridades tradicionais no município do Cazombo, o encontro contou também com a presença de mais 15 Autoridades Tradicionais vindos da Republica da Zâmbia, convidados para o efeito.



O objectivo do encontro, foi sobre o trabalho mobilizativo, os esclarecimentos sobre a actualidade do movimento que reivindica autonomia administrativo, económico e jurídico da Nação Lunda Tchokwe, distribuição do folheto de selos e moedas para fins filatélicos e numismático, bem como a distribuição de alguns documentos históricos importantes e do estatuto do movimento do protectorado, explicações detalhados sobre a prisão ilegal de Activistas Políticos desde 2009 até a presente data na Kakanda no Dundo e mais 16 membros condenados por 90 dias e pagamento de 3000,00 três mil dólares americanos no estabelecimento prisional em Saurimo.



A reunião teve também outro pano de fundo, esclarecimentos e a desmistificação do veneno da campanha que o regime ditatorial do Presidente José Eduardo dos Santos leva a cabo contra o movimento, acusando-o de tribalismo e separatismo, as mentiras enganosas que são levadas nas aldeias, nos bairros, as ameaças e intimidações contra a juventude para não aderir a causa, entre os vários temas debatidos no Cazombo com a autoridade tradicional.



Tratou-se também das questões ligadas a violação dos direitos humanos no Moxico e do abandou total pelo regime aquela região que sempre foi um baluarte, albergou a luta dos angolanos contra o colonialismo português, serviu muitas bases guerrilheiras da UNITA e do MPLA, deu 66% dos seus filhos (guerrilheiros) que serviram a causa de Angola, foi palco das negociações da independência (Acordo de Lunhamege), e do fim da guerra civil em 2002.



AUTORIDADES TRADICIONAIS EXIGEM INDEPENDÊNCIA…



As autoridades tradicionais presentes, encorajaram a acção do movimento, enviaram uma Carta e um abaixo-assinado a Direcção e a Liderança do Presidente do Movimento Eng.º Zecamutchima, para este exigir do governo de Angola a nossa independência ao invés de reivindicarem Autonomia, esta carta é o sinal de apoio total das autoridades tradicionais do Moxico.



A vinda das autoridades tradicionais da Zâmbia é uma honra para o nosso movimento, eles serão portadores de informar com a verdade sobre o movimento reivindicativo do protectorado da Lunda Tchokwe nas comunidades da diáspora Lunda naquele país de Africa Austral.



Acções de género já tiveram lugar no Kangamba e no município dos Mbundas, que para além da presença das autoridades tradicionais, os encontros tiveram também afluência de muita Juventude com participação activa nos debates. O Secretario Regional Sr Dinis Kaluchaze, disse que em todos os encontros com as Autoridades Tradicionais, estes exigem sempre que o Movimento reivindique a “Independência” da Nação Lunda Tchokwe que é o verdadeiro direito (Kuando Kubango, Moxico e o antigo distrito da Lunda).



…”O MPLA e o Presidente José Eduardo dos Santos, não vão aceitar dar autonomia, não se perde mais tempo com eles, eles nem respeitam os mais velhos, não respeitam a história do povo Lunda, quem metem um SOBAS na cadeia!.. É com esse que o movimento quer dialogar”?.. Eles mataram muita gente, eles são sanguinários, mataram por simples reivindicação, vocês não sabem o que aconteceu na comuna da Calunda no ano de 1977 e de 1978?..



…Eles não vão dialogar pacificamente para solucionar o conflito da Lunda, sem que haja violência, o que melhor sabem fazer e não o contrario, estamos vivos para provarmos que estou errado, muito cuidado para não destruir o movimento, como fizeram com os partidos políticos angolanos, eles vão usar os membros fracos do movimento para criarem problemas, e o povo ficar na duvida acerca das boas intenções que vocês estão a defender com muito sacrifício e coragem, terem também muito cuidado com alguns falsos Sobas que são medrosos e traidores por causa da pobreza extrema de muitos deles, a troco de alguma coisa para matar fome, mata o irmão!.. Disse o Muanangana Muacandala vindo da Zâmbia presente na reunião.



O Secretario Regional disse que o ciclo de reuniões vai continuar em outras localidades com a juventude e as autoridades tradicionais, temos que combater o mito, temos que quebrar o gelo do medo exagerado que as pessoas têm do regime e dos serviços secretos diante de seu direito. No Moxico as pessoas estão tão apavoradas com o SINFO/SINSE, até conversas de quintal, pensam que estão sendo escutados por sobrenaturais do regime.



Por Dinis K. Luena SR/Movimento.