quarta-feira, 15 de maio de 2013

PARTILHA E A DESCOLONIZAÇÃO DE ÁFRICA ENTRE 1944 ATÉ 1975


PARTILHA E A DESCOLONIZAÇÃO DE ÁFRICA ENTRE 1944 ATÉ 1975


  


Vítima de um passado histórico de colonização, a Segunda Guerra Mundial, proporcionou, o despertar da África, marcando o início dos processos de descolonização. A primeira fase da descolonização aconteceu com a Conferência de Brazaville de 1944, onde se reuniram todos os governadores das Colônias Francesas para estudarem e discutirem as reformas das instituições tradicionais.


Ordem cronológica da Independência dos Países Africanos, para que se tenha uma idéia das fronteiras actuais:


Reino da Líbia - 24 de dezembro de 1951.
Sua independência foi proclamada após receber poderes administrativos do Reino Unido e da França, em cumprimento às decisões tomadas pela ONU em 1949 e 1950.  A Líbia foi o Primeiro Estado Independente criado pela ONU. A Líbia foi Membro da Liga Árabe, tendo sido colônia italiana de 1912 até a 2ª Grande Guerra Mundial e esteve sob domínio turco de 1835 a 1912;


República do Sudão - 1º de janeiro de 1956.
Sua independência foi proclamada após o recebimento da homologação de tal acto do Reino Unido e Egipto em 31 de dezembro de 1955. Pertenceu a Liga Árabe e esteve em forma de Condomínio Sudão Anglo - Egípcio;


Reino do Marrocos - 02 de março de 1956.
A França reconheceu a independência marroquina, nesta data, quando foram extintos os poderes administrativos do Protetorado Francês. Contudo, o Marrocos celebra a data de 18 de novembro de 1955, como o início de sua independência com a ascensão do Sultão ao trono.



Em 07 de abril de 1956 a independência foi reconhecida pela Espanha no
Protetorado Espanhol do Marrocos. A Zona Internacional de Tânger ficou sob controle marroquino em 29 de outubro de 1956. O acordo de 1º de abril de 1958, celebrado entre a Espanha e o Marrocos, a Zona Meridional passou definitivamente ao Marrocos em 17 de abril de 1958.


República da Tunísia - 20 de março de 1956.
Ficou independente da França (foi protetorado francês de 1881 a 1956), quando foi proclamado o Reino da Tunísia. Em 25 de julho de 1957, o Bey foi deposto e estabelecida a República. Pertenceu a Liga Árabe.


República de Gana - 06 de março de 1957.        
Obteve sua independência do Reino Unido (Costa do Ouro e Colônias Ashanti). Sua área inclui o território tutelado da Togolândia britânica, que após plebiscito de 13 de dezembro de 1956, uniu-se à Colônia de Costa do Ouro, tornando-se parte do novo Estado de Gana.
Na data de sua independência Gana adquiriu as condições de Domínio, tornando-se República em 1º de julho de 1960. É País - Membro da Comunidade Britânica das Nações.


República da Guiné - 02 de outubro de 1958.
Tornou-se independente da França pela rejeição da constituição proposta pela mesma, segundo referendo público de 28 de setembro de 1958.

  

República Federal dos Camarões - 1º de janeiro de 1960.
Ficou independente com o término da tutela das Nações Unidas desde 1921 sob a administração francesa, a parte sul esta sob administração inglesa. O Estado de Camarões foi estabelecido em 16 de abril de 1957, como território associado à União Francesa. O Estado de Camarões declarou-se República com a adoção da nova Constituição em 04 de março de 1960.


República de Togo - 27 de abril de 1960.
Em 28 de outubro de 1956 estabeleceu-se a República de Togo, como um território associado à União Francesa. A independência foi adquirida com o término da tutela da ONU.


República Malgache (Ilha de Madagascar) - 27 de junho de 1960.
Independência proclamada a partir de acordos de transferência de poder e de cooperação, assinado em Paris, em 26 de março de 1960. A República Malgache já havia se tornado membro autônomo da Comunidade Francesa em 14 de outubro de 1958.


República Democrática do Congo ( Congo Zaire/ex-Estado Independente do Congo, dona da Conferência de Berlim 1884-1885) - 30 de junho de 1960.
Sua independência foi proclamada com acordo celebrado com a Bélgica e Oficiais Congoleses, em 27 de janeiro de 1960.  As eleições gerais congolesas ocorreram em 31 de maio de 1960. Um tratado de amizade e colaboração foi assinado pela Bélgica e o Congo em 29 de junho de 1960.


República da Somália - 1º de julho de 1960.
Com o término da tutela da ONU na Somalilândia.  A Somália uniu-se com a Somálilândia Britânica, que havia se tornado independente em 26 de junho de 1960, para formar um só país. Havia também, a Somalilândia Italiana: parte da África Oriental Italiana (que incluía Etiópia e Eritréia) entre 1936 e 1941. A área da Somália administrada pela Itália entre 1889 e 1936, foi uma alternância de protetorado/colônia.



República do Daomé - 1º de agosto de 1960.
Tornou-se independente da França. Passou a ser Membro Autônomo da Comunidade Francesa em 19 de dezembro de 1958.


República do Alto Volta (depois Burkina Faso) - 05 de agosto de 1960.
 Ficou independente depois de obter acordo com a França. A República do Volta, passou a chamar-se Alto Volta, em 02 de março de 1959. Tornou-se Membro Autônomo da Comunidade Francesa em 11 de dezembro de 1958.


República da Costa do Marfim - 1º de agosto de 1960.
Ficou independente após obtenção de acordo com a França. Tornou-se Membro Autônomo da Comunidade Francesa em 04 de dezembro de 1958.


República do Chade - 11 de agosto de 1960.
Independência após acordo de Paris, em 12 de junho de 1960. Passou a ser Membro Autônomo da Comunidade Francesa em 28 de novembro de 1958.


República Centro - Africana - 13 de agosto de 1960.
Ganhou independência após acordo de Paris de 12 de julho de 1960. Passou a ser Membro Autônomo da Comunidade Francesa em 1º de dezembro de 1958.


República do Congo (Congo - Brazaville) - 15 de agosto de 1960.
Tornou-se independente pelo acordo de Paris de 12 de julho de 1960. Tornou-se Membro Autônomo da Comunidade Francesa em 28 de novembro de 1958.



República do Gabão - 17 de agosto de 1960.
Pela assinatura do acordo de Paris tornou-se independente, em 12 de julho de 1960. A partir de 28 de novembro de 1958 tornou-se Membro Autônomo da Comunidade Francesa.


República do Senegal - 20 de agosto de 1960.
Esta data indicou a inauguração de uma República independente, após a secessão do Senegal da Federação do Mali. O Senegal adoptou uma nova constituição em 25 de agosto de 1960. Anteriormente, o Senegal tornou-se independente da França, como parte da Federação de Mali, em 20 de junho de 1960. Fez parte desta Federação junto com Sudão em 04 de abril de 1959. Tornou-se Membro Autônomo da Comunidade Francesa em 25 de novembro de 1958.


República do Mali - 22 de setembro de 1960.
Na data acima tornou-se independente, após a secessão do Senegal da Federação Mali, em 20 de agosto de 1960. Tornou-se membro Autônomo da Comunidade Francesa em 24 de novembro de 1958.



República da Nigéria - 1º de outubro de 1960.
Obteve a independência após acordo com o Reino Unido.  O Camerum Setentrional e parte do Território Tutelado administrado pela Inglaterra, votaram num plebiscito, em 11 de fevereiro de 1961, para a união com a Federação da Nigéria. A União foi efectivada em 1º de junho de 1961. Em 24 de maio de 1966, a designação de República Federal da Nigéria foi abolida. Faz parte da Comunidade Britânica das Nações.



República Islâmica da Mauritânia - 28 de novembro de 1960.
Obteve a independência em seguida ao acordo de Paris, assinado em 19 de outubro de 1960. Passou a fazer parte da Comunidade Francesa em 28 de novembro de 1958.


Serra Leoa - 27 de abril de 1961.
Independência obtida de acordo com a Conferência Constitucional de Londres, realizada de 20 de abril a 04 de maio de 1960. Pertence a Comunidade Britânica das Nações.


República Unida da Tanzânia - 09 de setembro de 1961.
Na data de 27 de abril de 1964 Tanganica e Zanzibar uniram-se para formar um único Estado, em 29 de outubro do mesmo ano o nome foi mudado para República Unida de Tanganica e Zanzibar para República Unida da Tanzânia.
Tanganica adquiriu independência em 09 de dezembro de 1962, com o término da tutela das Nações Unidas. O Reino Unido anunciou em 29 de março de 1961, que a Tanganica tornar-se-ia independente em 28 de dezembro de 1961, alterado mais tarde para a data acima. Zanzibar tornou-se independente do Reino Unido, em 10 de dezembro de 1963.


República de Burundi - 1º de julho de 1962.
Independência adquirida como reino, do mesmo modo que a República de Rwanda, por determinação da tutela das Nações Unidas de Ruanda-Urundi,  Burundi é a mais nova designação aceita de Urundi. Burundi antes Estado Indígena de Urundi, em Ruanda-Urundi, tornou-se parte do território tutelado da ONU de Ruanda-Burundi, sob administração belga, em abril de 1949.
Foi aprovada pela Assembléia Geral da ONU em dezembro de 1946. Antes de tornar-se território tutelado, fez parte de um mandato belga da Liga das Nações, que se efectivou depois da 1ª Guerra Mundial. Antes deste conflito esta área compreendia parte da África Oriental Alemã, que formava um triângulo junto com Tanganica e Kionga.


República de Ruanda - 1º de julho de 1962.
Sua independência ocorreu de modo semelhante a de Burundi. Ruanda é a mais nova designação aceita de Ruanda, antigo Estado Indígena.


República Democrática e Popular de Argélia- 05 de julho de 1962.
Conseguiu sua independência com o acordo de Evian e os plebiscitos posteriores, levados a efeito na França e Argélia. Constituiu um Governo Nacional em setembro de 1962. A Argélia, excluindo a região do Saara, tornou-se francesa entre os anos de 1830 e 1847, durante os quais a região foi progressivamente ocupada.


Uganda - 09 de outubro de 1962.
Como resultado de uma Convenção Constitucional, realizada em Londres, em outubro de 1961, Uganda foi programada para adquirir independência, com o estabelecimento de um Governo Federal, e a capital foi transferida de Entebe para Kampala. Pertence a Comunidade Britânica das Nações.


República do Quênia - 12 de dezembro de 1963.
Após a dissolução da Federação Africana (Quênia, Tanganica e Uganda), em 1963, o Quênia obteve total independência, tornando-se República um ano mais tarde. É membro da Comunidade Britânica das Nações.
Passou a ser controlada pelo Reino Unido em 1888 através da Companhia Britânica da África Oriental. Em 1895 foi transferida para a Coroa, tornando-se o Protectorado Este Africano.




República de Malawi - 06 de julho de 1964.
Obteve a independência com o acordo de Londres de setembro de 1963, que estabeleceu um período de autogoverno. É membro da Comunidade Britânica das Nações. Foi protectorado de Niassalândia, administrado pelo Reino Unido. A Niassalândia juntamente com as Rodésias do Norte e do Sul, eram membros da Federação da Rodésia e da Niassalândia, que vigorou entre 03 de setembro de 1953 a 31 de dezembro de 1963.


República de Zâmbia - 24 de outubro de 1964.
Obteve a independência após o acordo de Londres de maio de 1964. É Membro da Comunidade Britânica das Nações.


Gâmbia - 18 de fevereiro de 1965.
Conseguiu sua independência a partir dos termos do acordo da Conferência Constitucional de Londres de julho de 1964. Já havia obtido o auto governo em 1963, é Membro da Comunidade Britânica das Nações.


República de Botsuana - 30 de outubro de 1966.
A independência foi obtida pela Bechuanalândia, do Reino Unido, sob o nome de Botsuana, em conformidade com o acordo estabelecido em Londres, de 14 a 21 de fevereiro de 1966. É Membro da Comunidade Britânica das Nações.


Reino do Lesoto - 04 de outubro de 1966.
A independência foi obtida pelo Lesoto, antes denominado Basutolândia, do Reino Unido, na Reunião em Londres de 08 a 17 de junho de 1966.



Angola e Moçambique só conseguiram suas independências nos anos 75, depois de revoluções sangrentas contra Portugal:


Angola era a província ultramarina mais rica (café, diamantes, ferro, petróleo) e Moçambique era considerada importante devido à sua posição estratégica. Lutaram por Angola: o MPLA - Movimento Popular de libertação de Angola, de linha sino-cubana-Rússa  de Agostinho Neto, que veio a ser Presidente e Mário Pinto de Andrade, UPA - União dos Povos de Angola de Holden Roberto, mais tarde FNLA  e a UNITA - União Nacional pela Independência Total de Angola dirigida até 2002 por Jonas Malheiro Savimbi.



Angola usurpou o Protectorado Portugues da Lunda Tchokwe 1885-1894 / 1975 (Kuando Kubango, Moxico e antigo distrito da Lunda) , existe actualmente o conflito territórial, reivindicado pelo Movimento do Protectorado Internacional em defesa de Autonomia, 2003-2013, liderado por José Mateus Zecamutchima. Angola tem também o conflito de Cabinda, da FLEC liderado por Nzita Tiago, mas que em 2006 António Bento Bembe assinou um acordo com o Governo Angolano e os Cabindas reijeitam tal acordo.



Em Moçambique surgiram a FRELIMO - Frente de Libertação de Moçambique de Eduardo Mondlane, Uria Simango, Marcelino Santos e Samora Machel, que mais tarde foi Presidente, o outro grupo era a RENAMO de Paulo Gumane e Afonso Delakama. Mais tarde a RENAMO que fez a guerra civil com a Frelimo, assinaram um acordo de Paz para Moçambique, com ela nasceram as eleiçoes gerais que não acontenciam antes.



O traço retilíneo dos limites territoriais dos Países Africanos pode ser visto em Angola, Argélia, Bostsuana, Chade, Líbia, Mali, Mauritânia, Namíbia, Níger, Quênia, República Democrática do Congo, Saara Ocidental, Somália, Tanzânia e Zâmbia.  Essa partilha por parte dos europeus, trouxe reflexos também, no litoral, antigo ponto estratégico de penetração do continente, desde o tempo das feitorias portuguesas.



Países como Sudão, Guiné, Nigéria, República dos Camarões, República Centro-Africana, Congo, Quênia, tem pouca ou nenhuma fronteira marítima.  A República Democrática do Congo, tem cerca de 9.200 quilômetros de fronteiras terrestres e não chega a ter 50 quilômetros de litoral. .


Continuação com partilha e politicas em Africa...

terça-feira, 14 de maio de 2013

Membros do Secretariado Regional do Protectorado na Lunda Norte recebidos em Audiência pelos Deputados da Assembleia Nacional


Membros do Secretariado Regional do Protectorado na Lunda Norte recebidos em Audiência pelos Deputados da Assembleia Nacional




Eugénio Ngolo Manuvakola e Sofia Mussonguela, ambos Deputados à Assembleia Nacional de Angola, pela Bancada da UNITA que se encontra em visita de trabalho às Lundas, para constatar e fiscalizar a acção governativa do Executivo Provincial do Regime do Presidente José Eduardo dos Santos, receberam em audiência no dia 10 de Maio do corrente no Dundo, membros do Secretariado Regional do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe.




Os Secretários Regionais, Paulo Muamuene, Domingos Capenda e Sérgio Augusto, foram portadores de uma Carta da Direcção do Movimento para aqueles Altos dignatários da NA de Angola, sobre a violação de direitos humanos na Lunda, sobre a prisão ilegal de membros do movimento e da reivindicação do direito da Autonomia da Nação Lunda Tchokwe.




Os distintos Deputados já haviam recebido uma outra carta das mãos de Activistas Políticos do movimento do protectorado que se encontra a cumprir ilegalmente condenações injustas na cadeia da Kakanda, quanto estes visitaram aquele estabelecimento prisional, acção que custou o afastamento da actividade docente que os mesmos exerciam junto de outros reclusos.




Os Deputados prometeram igualmente encaminhar as cartas ao Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nando”.



De lembrar que, todas as Bancadas dos Partidos Políticos Angolanos na Assembleia Nacional (MPLA, UNITA, CASA-CE, PRS e a FNLA) e as Comissões, tem domínio sobre o processo reivindicativo da Autonomia da Nação Lunda Tchokwe, pelo facto do movimento ter feito entrega do “Dossier”.



O movimento de protectorado, reivindica Autonomia da Nação Lunda Tchokwe, faz mais de 10 anos. Já teve mais de 40 Activistas presos, hoje tem 4 Activistas na cadeia da Kakanda Lunda-Norte e mais 16 na Lunda-Sul.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

PARTILHA DO CONTINENTE AFRICANO PARA AGRADAR OS INTERESSES DOS EUROPEUS


PARTILHA DO CONTINENTE AFRICANO PARA AGRADAR OS INTERESSES DOS EUROPEUS





Colonização Portuguesa - deu-se em função de ultrapassar a dupla barreira do Continente Africano: a África Islâmica (Árabe) e o Deserto do Sahara.



A Colonização Portuguesa - na Era dos Descobrimentos com suas naus portadoras de caravelas, bordejou o litoral africano, descobrindo o famoso Caminho Marítimo para as Índias, o Cabo das Tormentas, depois Chamado de Cabo da Boa Esperança, na atual República da África do Sul. Foram Colônias Portuguesas na África: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. A Lunda Tchokwe foi um protectorado de Portugal cuja história vai descobrir com esta incursão sobre o passado de Africa entre 1884 até 1950.



O ano de 1870, foi considerado o marco da implantação da politíca imperialista da Europa na África, que teria como consequência imediata a sua partilha. Em despacho dirigido ao Secretário de Estado de Assuntos Estrangeiros, Comandante de Clarendon, datado de 1º de novembro de 1871, Livingstone escreveu a respeito de levantamentos barométricos, que ele havia acabado de efetuar no leito do Lualaba.  As explorações de Livingstone e de Stanley, provocaram uma reviravolta na Europa, acirrando os ânimos e culminando com a Conferência de Bruxelas, na Bélgica, à qual Portugal não foi convidado.



Em 1872, o Geógrafo Alemão E. Behm provou através de suas pesquisas que o Rio Lualaba não era o Curso Superior do Rio Congo. No ano de 1875, aconteceu o Congresso Geográfico de Paris.  Em 1876, a Hidrografia da África Austral era de certo modo explorada.  O Zaire (República Democrática do Congo) ainda não era totalmente conhecido.



Conferência Geográfica Internacional convocada pelo Rei da Bélgica, Leopoldo II, em Bruxelas, em 12 de setembro de 1876, da qual participaram além da Bélgica, Alemanha, Aústria-Hungria, França, Inglaterra e Rússia, que tinha como objetivos:



a) explorar cientificamente as partes conhecidas da África;
b) facilitar a abertura de vias de penetração as civilizações que existiam no interior do Continente Africano e,
c) pesquisar meios de suprimir o Tratado dos Negros.



A Conferência Geográfica Internacional ocorrida na Bélgica, no segundo semestre de 1876, provocou:



- o nascimento da Associação Internacional para a Exploração e Civilização da África Central, mais tarde denominada Associação Internacional Africana, o embrião do Estado Livre do Congo;

- a Europa não tinha conhecimento do espaço que correspondente a África Central, que era em sua grande parte percorrida pelos Árabes e comerciantes Portugueses, que traficavam escravos, marfim, e armas;

- a determinação de uma exploração metódica, real e eficiente do solo africano, por meio de pesquisadores e homens empreendedores e ;

- uma reação em Portugal.
Naquele mesmo ano, fundou-se a Comissão Central Permanente de Geografia, pouco depois substituída pela Sociedade de Geografia de Lisboa, cujos esforços integrou Portugal ao movimento geográfico vigente na época.



Em outubro de 1883, existia a preocupação de definir-se os limites da "África Portuguesa".         O Ministro Pinheiro Chagas, criou em novembro de 1883, ligado ao Ministério da Marinha e Ultramar, a Comissão de Cartografia:



Temia-se que alguma potência se instalasse entre os domínios portugueses de Angola e Moçambique, menos a Nação Lunda Tchokwe que ainda era desconhecida, o que de facto ocorreu, com a presença inglesa na área.  Esta Comissão possuía membros comuns à Sociedade de Geografia de Lisboa e editou o primeiro mapa representando o Curso do Rio Zaire.



No ano de 1884, Portugal empreendeu várias grandes expedições à África. Ermenegildo Capelo e Roberto Ivens foram de Angola até Moçambique. Serpa Pinto e Augusto Cardoso estiveram na Região Norte de Moçambique. Na oportunidade, Cardoso chegou até ao Lago Niassa. Henrique Augusto Dias de Carvalho percorreu de Lunda ao Muatiânvua. Antônio Maria Cardoso fez observações astronômicas de Gaza a Inhambene. Paiva de Andrade estabeleceu rotas de Quelimane até Gaza e estudou Bacia do Rio Save.



Assim como no Brasil, os Padres Católicos tiveram importância para a exploração do continente africano para Portugal:


As Missões de São Salvador do Congo e da Huíla, no Planalto de Moçamedes, cumpriram esse papel (Bacias do Caculuvar e do Cunene).



Artur de Paiva percorreu e explorou a Lunda do Sul, parte norte do Moxico e o resto do Cuando Cubango.



A Conferência de Berlim, na Alemanha, convocada por Bismark que durou de 15 de novembro de 1884 a 26 de fevereiro de 1885, onde as Potências Européias dividiram entre si o Território Africano, ignorando por completo, o destino de cerca de 30 milhões de vidas, povos, etnias, tribos, habitando em inúmeras nações no continente negro.



A Alemanha preocupava-se com os avanços da Inglaterra e França. Essa Conferência "uniu" povos de línguas e tradições diferentes e separou outros homogêneos, resultando muitas vezes em fronteiras de traçado retilíneo, mantidas até hoje e originando sangrentos conflitos, com milhares de refugiados e muitos mortos ou mutilados. Como os que ainda existem na complexa Geopolítica Africana.



Os Artigos de Nº 36 e 37, da Acta Final da Conferência de Berlim, era bastante flexível, mostrando a sagacidade diplomática das potências européias signatárias, pois lhes era permitido introduzir futuramente e mesmo até para os países que não participaram da mesma vários itens relacionados às suas possessões africanas. A Inglaterra reconheceu o direito de Portugal na foz do Zaire, assegurando-lhe o domínio econômico da região. Ficou também estabelecido que a ocupação da África Central seria militar, aumentado os sonhos do imperialismo africano, acirrando as disputas pelas potências européias. A Europa também lançava seu interesse pela África Meridional, justamente onde Portugal tinha seus maiores domínios que eram Angola e Moçambique, menos a Nação Lunda Tchokwe.



Foi sem dúvida a pressão alemã que levou os portugueses a mapearem a África Meridional, pois segundo a declaração de 24 de abril de 1884, todo o sudoeste do continente, desde o Rio Orange ao Rio Cunene foi proclamado Protetorado Alemão. Este litígio só terminou com o fim da Primeira Guerra Mundial 1918.




Em abril de 1889, Joaquim José Machado, através da Sociedade de Geografia, denunciou ao governo português as intenções do rápido expansionismo inglês na África Meridional.



A criação da British South Africa Company concretizou todas as previsões desta Sociedade ao governo. O tempo passou e em 02 de dezembro de 1889, a Sociedade de Geografia de Lisboa escreveu: "faz votos para que a diplomacia inglesa se informe melhor que os territórios encorpados no distrito do Zumbo e os das zonas do Zambeze, do Chire e do Niassa sempre foram em boa ciência incluídos na soberania portuguesa".



A movimentação das fronteiras coloniais sobre o espaço africano começa no Tratado de Berlim: desrespeitando etnias, acidentes geográficos, formações políticas e caminhos terrestres seculares, os políticos europeus deliberavam, com uma enorme inconsciência, um continente de que mal conheciam a representação territorial. No ano de 1894 uma Comissão Mista de Portugal e da República Sul Africana definiram sua fronteira em comum.



A estrada de ferro já ligava a África do Sul a Lourenço Marques, actual Maputo. O Capitão Joaquim Antônio Nunes da Silva, reuniu no ano de 1896, em um só mapa, as fronteiras com a Inglaterra, Suasilândia e o Transvaal. As linhas de fronteiras foram definidas com marcos de pedra, entre o Rio Maputo e o Oceano Índico depois de ser aprovada tanto pelos governos português e inglês.



Na África foram raras as exceções em que a diplomacia prevaleceu, a exemplo do que ocorreu com o Militar e pesquisador Português Henrique Augusto Dias de Carvalho, que durante o período de 1884 a 1886 celebrou acordos e tratados de Protectorado com varios chefes da Lunda e com o Muatiânvua Xá Madiamba, Muatiânvua Mucanza em 1887 e demais familias para que aceitassem a soberania de Portugal sobre seus respectivos territórios. Henrique Augusto Dias de Carvalho, em 1891, participou da Conferência de Demarcação de Fronteiras de Lunda, entre Portugal e o Estado Independente do Congo.  Em 1895, ao ser criado o Distrito de Lunda, Dias foi nomeado seu Primeiro Governador.



Em 1920, as colônias africanas já tinham sido praticamente todas mapeadas e dominada a 100%.


Continuação com o capitulo da descolonização…

A COLÔMBIA DE ÁFRICA : HÁ NARCOTRÁFICO EM ANGOLA ?


A COLÔMBIA DE ÁFRICA : HÁ NARCOTRÁFICO EM ANGOLA ?






“A LUZ não conhece, não teme a Escuridão!”


Faz já algum tempo que propositadamente não ‘aparecia’ nas redes sociais, a expressar a minha opinião sobre o que vai no mundo e especialmente no “planeta Angola”, assim decidi influenciado pelos acontecimentos pré-eleitoral, hibernar para refletir e acompanhar auditiva e visualmente o desenrolar dos acontecimentos mui especialmente, na nossa banda. As eleições decorreram de acordo o que estava previsto no “programa máximo do MPLA”; Fraude na grossa, mas enfim!..




O meu amigo DoVi (Ndinga Ndaty), fez-me ver a necessidade de pôr fim a hibernação e participar no debate construtivo … Por isso, cá estou uma vez mais.



Deste modo, reinauguro a minha ‘rentrée’ com um assunto que por um tempo emiti a minha opinião; “o narcotráfico”, Devo dizer, que antes da decisão de “invernar”, tinha levado a cabo mais uma vez, uma discreta investigação sobre o narcotráfico em Angola, desde Luanda, Benguela (o centro da atividade), Namibe, Lubango e Cunene (corredor), ensaiei inclusive um artigo sobre o tema, onde me dispunha denunciar algumas figuras das FAA e do MININT que estão sem duvidas ligados a suja atividade, entretanto decidi ‘congelar’ o artigo, seguindo o prudente conselho de “Kambás do peito”.




Quando qualifiquei a Guiné-Bissau (GB) de Colômbia de África, alguns sectores de opinião pública nacional e não só, acharam que eu estava exagerando e que provavelmente estava comungado com as forças que apostavam ‘lançar’ a Guiné-Bissau no caminho do retrocesso. È curioso observar hoje, que a GB de facto e de jure, regrediu em muito em todos os domínios, Porque?




ESTADO PÁRIA

Os factos, Hoje aí estão, por demais manifestos; Não há dúvidas, aquele país irmão está seriamente dependente do narcotráfico, os seus governantes e a maioria dos principais dirigentes estão envolvidos direta ou indiretamente no funesto negócio, o que tem determinado sobremaneira as abruptas e violentas clivagens, pelo que tem passado a GB, que poderá, perigar a continuidade da sua existência como Estado “de direito”, pois corre o risco de se tornar numa outra Somália (se uma faz mal ao continente, imagine duas!), adicionando ao cognome já citado (Colômbia de África), cujo resultado será um perigo para a região inteira e o continente no geral, foi precisamente estes sinais que Ramos Horta viu e tratou de alertar a comunidade GB e a comunidade Internacional.



Hoje ninguém tem dúvidas de que a morte do então presidente da República da GB, Nino Vieira (NV), o destemido Herói, comandante do braço armado de PAIGC na guerra contra o colonialismo foi consequência da luta entre os ‘clãs’ envolvidos no narcotráfico, que naltura estavam demarcando territórios e tomarem posições tendentes a ilícita atividade. O Estado na GB estava perigosamente se diluindo, desde o segundo golpe de Estado (o primeiro protagonizado pelo próprio NV contra Luís Cabral), levado a cabo por Ansumané Mané, que apeou NV da chefia do Estado da GB.



Devo dizer que as condições que determinaram que a GB se transformasse num estado “quase” (?!) pária dependente do narcotráfico, foram a falta de políticas realistas e objetivas conducentes a um desenvolvimento pautado nas regras e Direito internacionais, sintetizado na seguinte fórmula; “Desenvolvimento = Democracia + Justiça x Liberdade”.



Tudo indica que o único chefe de Estado Guineense-Bissau que enveredou embora de forma titubeante e sob a batuta da ideologia marxista-leninista, materializar tal fórmula com alguma seriedade foi Luís Cabral, o primeiro chefe de Estado pós-independência.



NARCOTRÀFICO EM ANGOLA?



Angola interioriza dentro dos seus limites geográficos, as mesmíssimas ‘condições’ que tornaram GB presa fácil do narcotráfico internacional, a saber:





CORRUPÇÂO generalizada, acentuada falta de sentido de justiça…falta de autoridade ou esta é diluída de acordo os interesses da classe governante, falta de patriotismo, egoísmo doentio e total falta de interesse na defesa dos interesses dos governados e da Nação. Observa-se uma ausência crónica de uma política de defesa estratégica do Estado, dá a impressão que os governantes governam sobre o joelho, os parlamentares “escrevem” as leis á lápis, os tribunais fingem que fazem cumprir as leis… a Policia e as Forças Armadas atuam sob o mando de “apitadelas” como se estivessem a ensaiar ou executar uma dança folclórica, carnavalesca…




Enfim, Angola funciona como se não estivesse sob o domínio de um Estado isto é, como se são existisse Estado! É quase uma anarquia.




Angola foi fatalmente iniciada na atividade ainda no tempo do general Ochoa (antigo comandante em chefe das tropas expedicionárias cubana em Angola), quando traficava diamante angolano trocando-o pelo “diamante em pó” a favor do governo de Cuba. Angola, hoje está referenciado como um dos polos de ‘estacionamento’ e trânsito do narcotráfico.



Angola e GB fazem parte do Golfo da Guiné, mesmo em frente do Brasil, a “porta de saída” dos países produtores da droga na América Latina. Brasil o maior parceiro de Angola no continente Americano, milhares de navios contentores cruzam o oceano Atlântico proveniente de vários portos do Brasil em direção a Angola, muitos deles nem sequer saem de portos oficiais do Brasil, no alto mar mudam as matriculas e as bandeiras, com destino a Angola, e claro mudam ou adicionam “outras cargas”.



ENVOLVIMENTO DA MÀFIA INTERNACIONAL


Os cartéis da América Latina, Médio-Oriente, China e Russa, atuam impunes em Angola, a corrupção tem servido de “autoestrada” da atividade. Angola em certa medida, tem sido mais proveitoso no ponto de vista do ‘negócio’ do que GB, de acordo o acima mencionado, atente ao fato, que há uma centena de vezes mais atividade portuária e aeroportuária em Angola do que na GB.




Foi precisamente a atuação dos referidos carteis com especial destaque a do Medio-Oriente liderado pelos Libaneses em conluio com a Chinesa, que determinaram a queda aparatosa de FGM (Fernando Garcia Miala), da direção dos ex-SIE.




FGM estava determinado em “arrumar a casa” começando por, pôr na ordem a Máfia Libanesa ou do médio-oriente, que desde muito cedo associado aos ‘grandes’ do regime e do MPLA, “tomaram conta” no verdadeiro sentido da palavra, do estratégico negócio de “Alimentar Angola”.




FGM durante o seu consulado, estava ciente que os tentáculos do narcotráfico estavam a cobrir o País, e como não tinha qualquer “vínculo umbilical” com a mesma, decidiu extermina-la. Porem não contou com a “cartada Kopelipa” e quando pensou ter o apoio incondicional do chefe supremo, este maquiavelicamente puxou o tapete dos seus pés e daí a queda, a ‘teia’ antecipou-se ao golpe (erro fatal).



ALERTA A NAVEGAÇÃO – Atuação do DEA (EUA)!


Hoje em Angola, já não se fala no tráfico de diamantes (muito falado e usual no passado colonial até os anos 1990, lembrem-se do celebérrimo processo 105!), hoje quase que se esqueceu que o País produz diamantes e que há tráfico de diamantes (agora assunto sem interesse!), por uma razão muito simples, “o diamante em pó” é mil vezes mais lucrativo.



“Mudaram-se os tempos mudaram-se os hábitos,” Por outro lado, atente a sinais de extrema opulência entre um certo segmento de generais das FAA e do MININT e também no inusitado poder que algumas personagens estrangeiras têm e exibem pública e despudoradamente.

A Prisão do Bubo na Tchuto (BT) na GB foi um sério aviso a navegação internacional com principal enfase em África. EUA já não vão imperturbados “olhar do camarote” a atividade ilícita do narcotráfico a inundar o seu território. Por outro lado, os EUA lançaram uma forte contenção a atividade na GB e no continente, os indiciados por BT vão seguramente parar a prisão nos EUA, se continuarem com a atividade, não importa o cargo que exerçam no País de origem… Lembrem-se do Noriega do Panamá!




Generais das FAA e do MININT, são assíduos “frequentadores” da Europa e outras paragens no exterior, aliás é para lá onde eles depositam o ‘resultado’ da sua criminosa atividade; “Cuidem-se que o tio Sam está, de olho em vós!”, Refiro-me aqueles que estão ligados ao narcotráfico, há quem diga que durante a Guerra em Angola, serviram-se da mesma artimanha que os seus pares da GB, aliás (esta é a verdade!) estes últimos são os que imitaram os Angolanos.




Os EUA têm poder para isso?! Faz-me lembrar a atuação de um Juiz Espanhol na detenção do ditador Pinochet na UK… O poder da Justiça!




Narcotráfico é igual a corrupção. Dizer que Angola não está envolvida na atividade de narcotráfico equivale a dizer que Angola não é corrupta!



Narcotráfico aciona o nepotismo, dizer que não há Nepotismo em Angola, equivale dizer que o 27 de Maio de 1977 não aconteceu! E que os compatriotas Kamulingue e Kassule estão vivinhos da silva na suíça!



“Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha”


Por : Nguituka Salomão - colunista e editor do ponto-final.net

sexta-feira, 10 de maio de 2013

NA CADEIA DA KAKANDA ACTIVISTAS DO PROTECTORADO AFASTADOS DA ACTIVIDADE DOCENTE QUE EXERCIAM POR ENTREGAREM CARTA REIVINDICATIVA A DEPUTADOS DA A.N. QUE VISITARAM AQUELE ESTABELECIMENTO PRISIONAL


NA CADEIA DA KAKANDA ACTIVISTAS DO PROTECTORADO AFASTADOS DA ACTIVIDADE DOCENTE QUE EXERCIAM POR ENTREGAREM CARTA REIVINDICATIVA A DEPUTADOS DA A.N. QUE VISITARAM AQUELE ESTABELECIMENTO PRISIONAL





Dundo, 8 Abr.- Activistas do protectorado da Lunda Tchokwe que se encontram ilegalmente presos na cadeia da Kakanda, Lunda-Norte, entregaram uma Carta Reivindicativa ao grupo de Deputados da Assembleia Nacional de Partidos da oposição que se encontram naquela Província em visitas de constatação e fiscalização da acção governativa do Executivo do Regime do Presidente José Eduardo dos Santos.




A carta em causa, era destinada a Alta Comissaria da ONU para os Direitos Humanos Senhora NAVY PILLAY, que no pretérito mês de Abril, visitou aquele estabelecimento prisional, mas que na altura não teve a oportunidade de se reunir com os activistas do Movimento, porque as autoridades do regime não permitiram o contacto entre aquela responsável e os reclusos, por razões até hoje desconhecidas.




O teor da referida carta, é a violação continuada dos direitos humanos por parte do regime no geral e, em particular a membros do movimento do protectorado presos ilegalmente e da reivindicação do direito de Autonomia da Lunda Tchokwe.




A Delegação dos Deputados da Assembleia Nacional, chefiados pelo General Eugénio Manuvacola, disse que vão levar a Carta ao Presidente do Parlamento Angolano Fernando da Piedade Dias dos Santos tc Nando, que durante o encontro manteve prolongada conversa com os Activistas do Protectorado, que no seu dia-a-dia da cadeia exercem actividade docente e Pastoral, ensinando reclusos com 5ª e 6ª Classe gratuitamente.




Quem não gostou do acto, foi o Director da penitenciaria, que depois da visita terem se retirado do estabelecimento, pediu uma reunião com os activistas do Protectorado, para anunciar o seu afastamento das actividades docentes, justificando que eles estavam é a mobilizar os reclusos para aderirem ao seu movimento, acusando-os de serem os responsáveis de fuga de informações, que são publicadas fora da cadeia e serem muito dinâmicos com as denuncias que fazem sobre a situação carceraria e das condições do estabelecimento.




É uma pena para estes cidadãos, que por capricho das autoridades prisionais vão perder a oportunidade da sua superação académica.




Lembramos que, continuam detidos ilegalmente na Kakanda os Activistas; Domingos Henrique Samujaia, José Muteba, Sebastião Lumanhi e António da Silva Malendeca, numa altura em que a soltura tem sido a conta gota, enquanto um novo exército de 16 Activistas, esta detida e condenada por 90 dias em Saurimo.


POR SAMAJONE