segunda-feira, 13 de maio de 2013

A COLÔMBIA DE ÁFRICA : HÁ NARCOTRÁFICO EM ANGOLA ?


A COLÔMBIA DE ÁFRICA : HÁ NARCOTRÁFICO EM ANGOLA ?






“A LUZ não conhece, não teme a Escuridão!”


Faz já algum tempo que propositadamente não ‘aparecia’ nas redes sociais, a expressar a minha opinião sobre o que vai no mundo e especialmente no “planeta Angola”, assim decidi influenciado pelos acontecimentos pré-eleitoral, hibernar para refletir e acompanhar auditiva e visualmente o desenrolar dos acontecimentos mui especialmente, na nossa banda. As eleições decorreram de acordo o que estava previsto no “programa máximo do MPLA”; Fraude na grossa, mas enfim!..




O meu amigo DoVi (Ndinga Ndaty), fez-me ver a necessidade de pôr fim a hibernação e participar no debate construtivo … Por isso, cá estou uma vez mais.



Deste modo, reinauguro a minha ‘rentrée’ com um assunto que por um tempo emiti a minha opinião; “o narcotráfico”, Devo dizer, que antes da decisão de “invernar”, tinha levado a cabo mais uma vez, uma discreta investigação sobre o narcotráfico em Angola, desde Luanda, Benguela (o centro da atividade), Namibe, Lubango e Cunene (corredor), ensaiei inclusive um artigo sobre o tema, onde me dispunha denunciar algumas figuras das FAA e do MININT que estão sem duvidas ligados a suja atividade, entretanto decidi ‘congelar’ o artigo, seguindo o prudente conselho de “Kambás do peito”.




Quando qualifiquei a Guiné-Bissau (GB) de Colômbia de África, alguns sectores de opinião pública nacional e não só, acharam que eu estava exagerando e que provavelmente estava comungado com as forças que apostavam ‘lançar’ a Guiné-Bissau no caminho do retrocesso. È curioso observar hoje, que a GB de facto e de jure, regrediu em muito em todos os domínios, Porque?




ESTADO PÁRIA

Os factos, Hoje aí estão, por demais manifestos; Não há dúvidas, aquele país irmão está seriamente dependente do narcotráfico, os seus governantes e a maioria dos principais dirigentes estão envolvidos direta ou indiretamente no funesto negócio, o que tem determinado sobremaneira as abruptas e violentas clivagens, pelo que tem passado a GB, que poderá, perigar a continuidade da sua existência como Estado “de direito”, pois corre o risco de se tornar numa outra Somália (se uma faz mal ao continente, imagine duas!), adicionando ao cognome já citado (Colômbia de África), cujo resultado será um perigo para a região inteira e o continente no geral, foi precisamente estes sinais que Ramos Horta viu e tratou de alertar a comunidade GB e a comunidade Internacional.



Hoje ninguém tem dúvidas de que a morte do então presidente da República da GB, Nino Vieira (NV), o destemido Herói, comandante do braço armado de PAIGC na guerra contra o colonialismo foi consequência da luta entre os ‘clãs’ envolvidos no narcotráfico, que naltura estavam demarcando territórios e tomarem posições tendentes a ilícita atividade. O Estado na GB estava perigosamente se diluindo, desde o segundo golpe de Estado (o primeiro protagonizado pelo próprio NV contra Luís Cabral), levado a cabo por Ansumané Mané, que apeou NV da chefia do Estado da GB.



Devo dizer que as condições que determinaram que a GB se transformasse num estado “quase” (?!) pária dependente do narcotráfico, foram a falta de políticas realistas e objetivas conducentes a um desenvolvimento pautado nas regras e Direito internacionais, sintetizado na seguinte fórmula; “Desenvolvimento = Democracia + Justiça x Liberdade”.



Tudo indica que o único chefe de Estado Guineense-Bissau que enveredou embora de forma titubeante e sob a batuta da ideologia marxista-leninista, materializar tal fórmula com alguma seriedade foi Luís Cabral, o primeiro chefe de Estado pós-independência.



NARCOTRÀFICO EM ANGOLA?



Angola interioriza dentro dos seus limites geográficos, as mesmíssimas ‘condições’ que tornaram GB presa fácil do narcotráfico internacional, a saber:





CORRUPÇÂO generalizada, acentuada falta de sentido de justiça…falta de autoridade ou esta é diluída de acordo os interesses da classe governante, falta de patriotismo, egoísmo doentio e total falta de interesse na defesa dos interesses dos governados e da Nação. Observa-se uma ausência crónica de uma política de defesa estratégica do Estado, dá a impressão que os governantes governam sobre o joelho, os parlamentares “escrevem” as leis á lápis, os tribunais fingem que fazem cumprir as leis… a Policia e as Forças Armadas atuam sob o mando de “apitadelas” como se estivessem a ensaiar ou executar uma dança folclórica, carnavalesca…




Enfim, Angola funciona como se não estivesse sob o domínio de um Estado isto é, como se são existisse Estado! É quase uma anarquia.




Angola foi fatalmente iniciada na atividade ainda no tempo do general Ochoa (antigo comandante em chefe das tropas expedicionárias cubana em Angola), quando traficava diamante angolano trocando-o pelo “diamante em pó” a favor do governo de Cuba. Angola, hoje está referenciado como um dos polos de ‘estacionamento’ e trânsito do narcotráfico.



Angola e GB fazem parte do Golfo da Guiné, mesmo em frente do Brasil, a “porta de saída” dos países produtores da droga na América Latina. Brasil o maior parceiro de Angola no continente Americano, milhares de navios contentores cruzam o oceano Atlântico proveniente de vários portos do Brasil em direção a Angola, muitos deles nem sequer saem de portos oficiais do Brasil, no alto mar mudam as matriculas e as bandeiras, com destino a Angola, e claro mudam ou adicionam “outras cargas”.



ENVOLVIMENTO DA MÀFIA INTERNACIONAL


Os cartéis da América Latina, Médio-Oriente, China e Russa, atuam impunes em Angola, a corrupção tem servido de “autoestrada” da atividade. Angola em certa medida, tem sido mais proveitoso no ponto de vista do ‘negócio’ do que GB, de acordo o acima mencionado, atente ao fato, que há uma centena de vezes mais atividade portuária e aeroportuária em Angola do que na GB.




Foi precisamente a atuação dos referidos carteis com especial destaque a do Medio-Oriente liderado pelos Libaneses em conluio com a Chinesa, que determinaram a queda aparatosa de FGM (Fernando Garcia Miala), da direção dos ex-SIE.




FGM estava determinado em “arrumar a casa” começando por, pôr na ordem a Máfia Libanesa ou do médio-oriente, que desde muito cedo associado aos ‘grandes’ do regime e do MPLA, “tomaram conta” no verdadeiro sentido da palavra, do estratégico negócio de “Alimentar Angola”.




FGM durante o seu consulado, estava ciente que os tentáculos do narcotráfico estavam a cobrir o País, e como não tinha qualquer “vínculo umbilical” com a mesma, decidiu extermina-la. Porem não contou com a “cartada Kopelipa” e quando pensou ter o apoio incondicional do chefe supremo, este maquiavelicamente puxou o tapete dos seus pés e daí a queda, a ‘teia’ antecipou-se ao golpe (erro fatal).



ALERTA A NAVEGAÇÃO – Atuação do DEA (EUA)!


Hoje em Angola, já não se fala no tráfico de diamantes (muito falado e usual no passado colonial até os anos 1990, lembrem-se do celebérrimo processo 105!), hoje quase que se esqueceu que o País produz diamantes e que há tráfico de diamantes (agora assunto sem interesse!), por uma razão muito simples, “o diamante em pó” é mil vezes mais lucrativo.



“Mudaram-se os tempos mudaram-se os hábitos,” Por outro lado, atente a sinais de extrema opulência entre um certo segmento de generais das FAA e do MININT e também no inusitado poder que algumas personagens estrangeiras têm e exibem pública e despudoradamente.

A Prisão do Bubo na Tchuto (BT) na GB foi um sério aviso a navegação internacional com principal enfase em África. EUA já não vão imperturbados “olhar do camarote” a atividade ilícita do narcotráfico a inundar o seu território. Por outro lado, os EUA lançaram uma forte contenção a atividade na GB e no continente, os indiciados por BT vão seguramente parar a prisão nos EUA, se continuarem com a atividade, não importa o cargo que exerçam no País de origem… Lembrem-se do Noriega do Panamá!




Generais das FAA e do MININT, são assíduos “frequentadores” da Europa e outras paragens no exterior, aliás é para lá onde eles depositam o ‘resultado’ da sua criminosa atividade; “Cuidem-se que o tio Sam está, de olho em vós!”, Refiro-me aqueles que estão ligados ao narcotráfico, há quem diga que durante a Guerra em Angola, serviram-se da mesma artimanha que os seus pares da GB, aliás (esta é a verdade!) estes últimos são os que imitaram os Angolanos.




Os EUA têm poder para isso?! Faz-me lembrar a atuação de um Juiz Espanhol na detenção do ditador Pinochet na UK… O poder da Justiça!




Narcotráfico é igual a corrupção. Dizer que Angola não está envolvida na atividade de narcotráfico equivale a dizer que Angola não é corrupta!



Narcotráfico aciona o nepotismo, dizer que não há Nepotismo em Angola, equivale dizer que o 27 de Maio de 1977 não aconteceu! E que os compatriotas Kamulingue e Kassule estão vivinhos da silva na suíça!



“Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha”


Por : Nguituka Salomão - colunista e editor do ponto-final.net

sexta-feira, 10 de maio de 2013

NA CADEIA DA KAKANDA ACTIVISTAS DO PROTECTORADO AFASTADOS DA ACTIVIDADE DOCENTE QUE EXERCIAM POR ENTREGAREM CARTA REIVINDICATIVA A DEPUTADOS DA A.N. QUE VISITARAM AQUELE ESTABELECIMENTO PRISIONAL


NA CADEIA DA KAKANDA ACTIVISTAS DO PROTECTORADO AFASTADOS DA ACTIVIDADE DOCENTE QUE EXERCIAM POR ENTREGAREM CARTA REIVINDICATIVA A DEPUTADOS DA A.N. QUE VISITARAM AQUELE ESTABELECIMENTO PRISIONAL





Dundo, 8 Abr.- Activistas do protectorado da Lunda Tchokwe que se encontram ilegalmente presos na cadeia da Kakanda, Lunda-Norte, entregaram uma Carta Reivindicativa ao grupo de Deputados da Assembleia Nacional de Partidos da oposição que se encontram naquela Província em visitas de constatação e fiscalização da acção governativa do Executivo do Regime do Presidente José Eduardo dos Santos.




A carta em causa, era destinada a Alta Comissaria da ONU para os Direitos Humanos Senhora NAVY PILLAY, que no pretérito mês de Abril, visitou aquele estabelecimento prisional, mas que na altura não teve a oportunidade de se reunir com os activistas do Movimento, porque as autoridades do regime não permitiram o contacto entre aquela responsável e os reclusos, por razões até hoje desconhecidas.




O teor da referida carta, é a violação continuada dos direitos humanos por parte do regime no geral e, em particular a membros do movimento do protectorado presos ilegalmente e da reivindicação do direito de Autonomia da Lunda Tchokwe.




A Delegação dos Deputados da Assembleia Nacional, chefiados pelo General Eugénio Manuvacola, disse que vão levar a Carta ao Presidente do Parlamento Angolano Fernando da Piedade Dias dos Santos tc Nando, que durante o encontro manteve prolongada conversa com os Activistas do Protectorado, que no seu dia-a-dia da cadeia exercem actividade docente e Pastoral, ensinando reclusos com 5ª e 6ª Classe gratuitamente.




Quem não gostou do acto, foi o Director da penitenciaria, que depois da visita terem se retirado do estabelecimento, pediu uma reunião com os activistas do Protectorado, para anunciar o seu afastamento das actividades docentes, justificando que eles estavam é a mobilizar os reclusos para aderirem ao seu movimento, acusando-os de serem os responsáveis de fuga de informações, que são publicadas fora da cadeia e serem muito dinâmicos com as denuncias que fazem sobre a situação carceraria e das condições do estabelecimento.




É uma pena para estes cidadãos, que por capricho das autoridades prisionais vão perder a oportunidade da sua superação académica.




Lembramos que, continuam detidos ilegalmente na Kakanda os Activistas; Domingos Henrique Samujaia, José Muteba, Sebastião Lumanhi e António da Silva Malendeca, numa altura em que a soltura tem sido a conta gota, enquanto um novo exército de 16 Activistas, esta detida e condenada por 90 dias em Saurimo.


POR SAMAJONE

quinta-feira, 9 de maio de 2013

REGIME DO PRESIDENTE JES EM CAMPANHA CONTRA O MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE


REGIME DO PRESIDENTE JES EM CAMPANHA CONTRA O MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE





Há dois meses para cá, se denota com uma movimentação frenética sem precedente de altos dirigentes do Executivo do Presidente José Eduardo dos Santos em viagens e reuniões secretas com as autoridades tradicionais, para os persuadir, sensibilizá-los a combaterem o movimento da Lunda Tchokwe que reivindica o direito natural dos Protectorado.



Com efeito, no dia 28 de Abril do corrente, pelas 18 horas, escalou cidade de Saurimo uma Delegação do mais alto nível do Executivo Angolano a que fazia parte membros do SINSE/SINFO e Deputadas da Assembleia Nacional, que reuniu em seguida e secretamente no palácio do governo com as autoridades tradicionais locais e da Corte de Sua Majestade o Rei Muatchissengue Watembo, com o objectivo de ajuntarem as sinergias no combate ao movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe.



Idêntico encontro teve lugar na mesma cidade no dia 4 de Maio de 2013, entre a Governadora Cândida Narciso e a autoridade tradicional do Itengo, de Capenda Camulemba, do Cafunfo/Cuango entre outros, consta que os mesmo deveriam ter feito declarações publicas via TPA, RNA, ANGOP e Jornal de Angola, favorecendo o governo a combater o movimento, pelo que os mesmo rejeitaram reconhecendo que foram seus bisavôs os primeiros que celebraram os tratados de comercio e amizade com Portugal e colocaram a Lunda sob sua protecção, seria uma traição aos seus antepassados renegar os seus feitos.




Saurimo mantem 16 membros do Protectorado no estabelecimento prisional, por estes terem-se manifestado na via publica a favor de Autonomia da Nação Lunda Tchokwe.



Outra fonte disse que o 2º Secretario do MPLA do Cuango Sr Cakhambu convidou várias autoridades tradicionais da região, prometendo-os a viajarem para Luanda com os mesmos objectivos. As autoridades Tradicionais locais sentiram-se ofendidas com a proposta de combaterem os seus próprios filhos, afirmando que o MPLA já os vem mentindo ao longo dos 38 anos de ocupação da Lunda e não será desta para os apoiarem, a referida reunião terminou na confusão sem sucesso.



Em todos os encontros realizados o regime esta a prometer oferta de Viaturas, Motorizadas, Bicicletas, construções de casa para os mesmos nas suas próprias localidades se colaborarem activamente com as intenções manifestadas pelo regime, a de combater o movimento.



A fonte disse que o Presidente José Eduardo dos Santos, esta entre a parede e a espada com a situação, terá questionado as autoridades tradicionais Lunda Tchokwe, se não sentiam satisfeito com a sua governação, ameaçando-os a mobilizarem a Juventude para não aderirem em massa ao movimento a que ele chama de separatista, considerou que este movimento quer dividir Angola, isso traz guerra e mortes, intimidando fortemente os Miananganas que estiveram presente no encontro, a que estes últimos responderam, dizendo que, o Presidente deveria é convidar os reclamantes (MPLT), para um diálogo, para os ouvir, para escutar de viva voz as verdadeiras intenções do movimento, não aceitaram o convite de combater os seus próprios filhos. 



Eles disseram ao Presidente José Eduardo Santos que esta história estava no secretismo, mas agora todo o povo já sabe, o presidente não precisa ameaçar com a guerra porque ela não vai acontecer, a única alternativa que  aconselham é de dialogar com os protagonistas, que estão a fazer um trabalho louvável.



Nós não queremos dividir Angola dentro dos seus limites geográficos de acordo com a conferência de Berlim 1884-1885, que se limita até ao rio lui onde partilha a sua fronteira comum com a Nação Lunda Tchokwe que vai até o rio Cassai e Zambeze, portanto Angola é um território e a Lunda é um outro território usurpado desde 1975, a Africa, Portugal, Bélgica, França, UK, Alemanha e Vaticano são testemunhos morais do protectorado internacional da Lunda, diante desta reivindicação a guerra não tem lugar...



Sabemos que a intenção do regime ditatorial e Sanguinário de José Eduardo dos Santos  a todo custo é de guerra, o que não vai acontecer na Nação Lunda Tchokwe, porque contamos com uma maturidade dos nossos antepassado que tiveram a mesma sabedoria de negociar juridicamente com os Europeus e forçaram-lhes a celebrarem tais tratados, que constituem fonte materiais testemunhas e fruto da actual reivindicação - Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe.



O nosso apelo ao regime e a comunidade internacional é o “DIALOGO” com o Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, lembrando que a autoridade tradicional, eles são nossos avós, pais, irmãos, tios e parentes próximos que jamais irão nos combater…a guerra foi sempre a vontade maquiavélica do Arquitecto sanguinário do regime ditatorial dito da paz para Angola,  José Eduardo dos Santos, somos contrário ao pensamento militarista.



 O Presidente ao fazer tais ameaças e intimidações diante da autoridade tradicional Lunda Tchokwe, ainda mais, acompanhado de agentes de serviços secretos, abre caminho e deixa ordens para que haja mortes selectivas a dirigentes do movimento reivindicativo, não seria essa a actitude do mais alto dignatário, que ao invés de resolver os problemas, dando soluções de paz e harmonia, quer é ver o banho de sangue…


quarta-feira, 8 de maio de 2013

LUNDA-SUL- NEPOTISMO DO REGIME DE JES DIRECTOR REGIONAL DE ESTATISTICA EXONERADO E AMEAÇADO PARA NÃO FALAR


LUNDA-SUL- NEPOTISMO DO REGIME DE JES DIRECTOR REGIONAL DE ESTATISTICA EXONERADO E AMEAÇADO PARA NÃO FALAR





Puro nepotismo do regime do Presidente José Eduardo dos Santos, Director Regional (Moxico, Lunda Sul e Norte) de Estatísticas exonerado e ameaçado para não falar publicamente sobre as razões da sua exoneração sob pena de sofrer mais represarias, tudo isso, por ter falado no Programa da Radio Nacional de Angola, “Manhã Informativa”, das dificuldades que o governo ou o Executivo esta a enfrentar para dar inicio ao senso populacional, mas isto não é tudo, o seu substituto é um estagiário e parente próximo da Governadora Cândida Narciso que agora se apoderou da Lunda-Sul como a sua fazenda.



…”O nepotismo em força no governo da Lunda sul com a Cândida Narciso, a montar armadilhas para afastar os autóctones.  Os trabalhadores da  direcção provincial de estatística "SPIN" da Lunda Sul lamentam a exoneração do seu directo técnico  por ter aceitado uma entrevista no programa da rádio nacional a Manhã Informativa. Em que o mesmo teria explicado as razões do atraso do censo populacional em curso tem a ver com o atraso dos mapas cartográfico;  implicando a Cartografia de Angola isso chateou o ministro do Plano que ordenou a sua exoneração em substituição foi colocado um individuo de Luanda parente próximo da governadora recentemente admitido na função pública com menos de dois anos em serviço. Segundo a fonte tudo passa por uma jogada suja da governadora que quer afastar a todo custo os autóctones que se identificam nos s convívios com as pessoas da camada baixa a semelhança do vítima que é conotado constantemente em ambientes de convívios públicos daquela pequena urbe, estando enfrente duma direcção provincial”…



Vicente Ihanza, um técnico formado nos anos 90 na Republica de Cuba, nascido num bairro próximo da cidade de Saurimo, é funcionário público há mais de 20 anos, colocado no Gabinete de Estatística do Governo Provincial da Lunda-Sul, onde trabalhou sozinho nos últimos tempos, para além da sua formação académica, já frequentou uma serie de cursos e seminários de actualização, por outro lado enfrentou dificuldades com o desprezo que este sector recebia do governo, mas sempre esteve ai presente.




Angola desde 1975 que não realizava senso populacional, devido a condição politico militar da sua guerra civil entre o MPLA e a UNITA, o momento agora exige outra dinâmica, o Ministério de tutela ou do Planeamento viu-se na obrigação de criar o Gabinete Regional de Estatísticas, adoptou-o com meios financeiros próprios, Viaturas e um escritório independente fora do palácio do governo provincial, para dar resposta aos actuais desafios de senso populacional com vista a organização das eleições autárquicas que se aproxima.




Com esta dotação de meios a este sector, a ambição pelos dinheiros começou, os bajuladores, as queixinhas, as fofocas em fim uma luta sem campo de batalha, a cobiça pelo cargo regional de estatísticas tomou conta dos invejosos e da chefe do executivo provincial, que simulou um concurso publico fechado e restrito para o recrutamento de técnicos neste sector, mandando vir o seu perante estagiário de Luanda de acordo com a fonte que acompanha este processo.



Ponto a seguir, foi colocar a casca de banana no chão (entrevista manhã informativa da RNA) para o cidadão nacional da Lunda Tchokwe, Vicente Ihanza se estender de cumprido.




Informações desencontradas dizem que foi o Ministro que o exonerou compulsivamente sem consultar o Director Nacional de Estatísticas ou a Governadora da Lunda -Sul, por ter escutado a entrevista do técnico, outra fonte diz que não é bem assim, afinal foi a Governadora que procurava alguém de sua total confiança para o preenchimento do lugar e o controlo dos meios a disposição.



Afinal o ministro não exonera e nem nomea responsáveis a nível provincial de acordo com a lei, foi sim a Governadora e o Director Nacional de Estatísticas os responsáveis a este nível que gizaram o truque a de que foi o ministro, tudo para calar ou evitar que o técnico recorresse a decisão.



Outra fonte do Instituto Nacional de Estatísticas, diz que havia muita queixa por parte da entidade do executivo provincial da Lunda-Sul, á de que o técnico em causa não se apresentava com o atavio requerido para o desempenho daquela função, era confundido como de um funcionário básico se tratasse, mas não há razão para a exoneração do mesmo, a única razão é por ser um Lunda Tchokwe, situação idêntica esta agora acontecendo na empresa CATOCA, onde estão a substituir técnicos nacionais Lunda Tchokwes em funções de chefia por outros e de nacionalidade RUSSA ou BRASILEIROS.



Por SAMAJONE


A HIPOCRISIA DE UM JORNALISMO ALIMENTADO PELA GASOSA --- ( I )


A  HIPOCRISIA  DE UM JORNALISMO  ALIMENTADO  PELA  GASOSA --- ( I )






Não  tenho nada contra o jornalista que por ter fome e não saber como alimentar a sua família peça uma ajuda ao patrão para qual ele trabalha , num país  onde  uma boa parcela dos cidadãos chegam a ficar anos inteiros sem ordenado .


Quantos relações já se romperam , quantas famílias foram  destruídas e quantos maridos já não foram traídos  porque os tempos hoje são outros e já não há lugar para o amor com  barriga vazia ?


Mesmo se vivendo num país onde o roubo até compensa  logo que este  seja apoiado , garantido e  partilhado com algum membro deste   governo  cheio de corruptos e malabaristas bem refinados , o pedir um pedaço de pão ao patrão é sempre melhor do que roubar.


Para ser sincero  como angolano que sou ,  não tenho nenhum orgulho pela qualidade do nosso  jornalismo  se calhar por estar habituado á uma verdadeira imprensa livre , onde os jornalistas dizem  e escrevem o que pensam livres de qualquer censura.


Mas atenção , não quero com isto dizer que não temos bons jornalistas ,  o temos sim senhor . só que muitos vivem sob forte pressão  e quase permanentemente  com o coração nas mãos com receio de que mais um dos seus editoriais ou comentário poça ser mal interpretado pelo sistema  e isto constituir-se  em  mais um prego para o seu caixão.

Muito  embora  a vida dos  jornalistas  que não defendem  a linha editorial do regime esteja  constantemente em perigo , e nas mãos dos que mandam no país , mesmo assim ainda são muitos os  que  merecem o nosso respeito e admiração pela contribuição que têm dado  ao país.


É preciso saber diferenciar uns dos outros , não é difícil nos apercebermos  quais são os jornalistas prostitutos , sempre prontos á estender suas mãos para  a tradicional gasosa e quem são os seus clientes !


Muitos chegam á ser piores que prostitutas que na hora de fazerem  o sexo que nem se quer precisam de olhar para a cara do cliente , reparar se este tem dentes ou não , se tem ferida  não ou se cheira á esturro ou não.


Para  essas  o mais  importante é dar uma rápida  e despachá-lo  para dar  lugar ao próximo cliente  porque o que está em causa é facturar o mais rápido possível.


De igual modo se comportam alguns jornalistas , que na calada chamam de ladrão ao governante fulano de tal , e na hora quando precisam  de alguns  trocados para umas  viagens oferecem-se de peito aberto como voluntários para fabricarem  calunias contra  figuras  famosas da oposição.


Assim como há  outros que presenciaram verdadeiros crimes que custaram á vida  até mesmo de seus amigos do peito , mais na hora do noticiarário  são os  mesmo que aparecem na TV contrariando tudo e todos , misturando e embrulhando os factos  escondendo-se por detrás das ordens dadas e da gasosa garantida.


Eu conheço muitos mais por favor não me perguntem os seus nomes , quem acompanha a  imprensa intoxicante e nojenta  estatal angolana  os conhece tão bem , e sabe que não existe nenhuma diferença entre eles e as prostitutas  do antigo bairro operário ( B.O ) .


Arrepiam-me o corpo todo quando vejo na Tpa , jornalistas alguns até que vivem tão mal  , e nalguns casos  escaparam por pouco não perder á vida nas sabotagens nossas do dia á dia , a parabenizar  governantes criminosos.


Seria isto normal num país onde as pessoas ganham a sua vida honestamente , desinteressadas das gasosas e sem precisarem de trambiquices ou bajular para alcançarem os seus objectivos ?


Um jornalista como qualquer outro profissional , pode até errar  porque errar é humano , mais ser sincero é uma das maiores virtudes para dignificar o bom nome desta profissão.



Estar a vida inteira á vender  mentiras , ilusões e fazer propaganda  de um sistema tão criminoso como o nosso , como se isto fosse o mesmo que  oferecer  chocolates á crianças não é dignificante para nenhum jornalista  em qualquer deste mundo .

Há jornalistas que até para garantirem uns trocados simulam  conhecer  crimes  praticados  por um determinado recem nomeado  governante e entre portas e janelas faz chegar  a mensagem ao mesmo .


E  esse com medo de perder o lugar que geralmente só  se considera  aquecido depois de alguns assaltos aos cofres publico ,  acabar por fazer chegar o  dinheiro ao o suposto conhecedor de casos muitas vezes até  pouco relevantes para travar o boato ou impedir que o caso surja galopante para o facebook.



Há cenas arrepiantes nesta classe de gente ,  que  nem  passa pela cabeça de jornalistas que se habituaram  á  viver  do pouco que vão conseguindo  se calhar  graças á Deus ..



O que mais me revolta nisto tudo é a forma como o regime maltrata os jornalistas que se esforçam em ser honestos   imparciais e que ponham no papel   as suas próprias  ideias.


Esses são os primeiros á serem degolados e raptados por um sistema que nunca se sentiu na obrigação em explicar onde esconderam os corpos da Milocas , Ricardo de Melo , Savimbi , Nfulupinga e outros tantos cadáveres feitos prisioneiros.

Meu grande e único ódio mesmo embora respeitando as diferenças é o facto de  mesmo assim  ainda haver tanta gente defendendo a quantidade de lixo sonoro  passados  por jornalistas  na TPA , RN , JA  que mais não são do que o estrume  que alimentam  e ajudam o  crescimento  das  praticas criminosas do regime.


Fórum Livre Opinião & Justiça


Fernando Vumby

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A FÓRMULA DOS 10% É CONHECIDA PELO POVO LUNDA TCHOKWE


A FÓRMULA DOS 10% É CONHECIDA PELO POVO LUNDA TCHOKWE

POR : PROF.N'GOLA KILUANGE




Cruzei-me com o Presidente do Movimnto do Protetorado da Lunda Tchokwe, José Mateus Zecamutchima , o qual tive a honra e o prazer de entrevistar . Conversamos sobre vários assuntos candentes da Nação Lunda Tchokwe.


Eis o conteudo da entrevista:


Em que ano foi criado o movimento do protetorado da Lunda Tchokwe?


RESPOSTA JOSÈ MATEUS ZECAMUTCHIMA (JMZ): Muito obrigado.

O aparecimento do movimento que reivindica os tratados de protectorado da Lunda Tchokwe de 1885/1894, não é uma obra de casualidade, nem é um capricho de um grupo de pessoas, é fruto da história do estado da Lunda criado por DEUS e organizado politicamente pelos nossos antepassados, é o resultado da luta secular do nosso povo contra a invasão e ocupação estrangeira, mormente Europeia, luta essa que forçou Portugal a celebração jurídica dos tais tratados de comércio e amizade entre 1885 á 1894, data do reconhecimento Internacional da questão da Lunda.


É também o resultado de vários movimentos reivindicativos iniciados entre 1904 á 1916 com as revoltas do povo Mbunda, Lutchaze, Lunda Ndembo, Nganguelas e Tchokwe na região do Moxico, a guerra do Luxico e Lunguena, entre Portugueses e Muene Quelendende, a Associação dos Tchokwe do Congo, Angola e Rodesia – ATCAR em 1951 na actual republica do Congo, cujo dirigentes mais tarde se aliaram ao MPLA, FNLA e UNITA, do fracassado movimento “KULIKUNGA” dos anos 90, da Associação para o Desenvolvimento do Leste de Angola – ATLA LESTE, cujo alguns dirigentes defendiam no seu intimo a questão da Lunda que, quando o MPLA se apercebeu, os corrompeu, oferecendo para alguns deles postos ministeriais, governadores etc, etc, portanto, nos anos 90 á 2000 muita coisa não podia ser divulgada, dada a situação politico militar de Angola por um lado e a guerra da FLEC em Cabinda por outro lado.


Como o Senhor Jornalista pode ver, não convinha naquele momento os Lundas aparecerem, seria catástrofe para este povo no geral. Finalmente a reorganização do Movimento do Protectorado tem início no ano de 2003, a nossa principal tarefa era a de mobilizar secretamente os intelectuais e o nosso povo no geral. Esta acção teve muitos êxitos, razão porque em 2007 deu-se o pontapé de saída publicamente com a entrega do Manifesto Reivindicativo em Agosto ao Presidente Angolano Eng.º José Eduardo dos Santos, a sociedade civil no geral, aos partidos políticos, ao corpo diplomático e a comunidade internacional, incluindo a União Africana, União Europeia, SADC, países da CPLP, a ONU e o Vaticano, portanto, existimos na práctica há mais de 10 anos (2003/2013).


.
O movimento fala muito sobre a defesa da autonomia da Lunda Tchokwe, queira ser mais específico?


RESPOSTA JMZ: Sr Jornalista, eu primeiro quero definir o que é o Protectorado, antes de especificar o tipo de Autonomia que estamos a defender diante do Governo Angolano. Como é do conhecimento do mundo jurídico e não só, o protectorado é uma ligação entre dois Estados independentes em que o mais forte obriga-se a defender o mais fraco através de condições acordadas que beneficiam as partes ou seja Tratados Bilaterais ou multilaterais de Amizade e Comércio, país protegido por acordo de interesse comum, aqui não há imposição, porque proteger alguém não é escravizar ou colonizar.


Dita por outras definições diríamos, o protectorado é um Estado Independente protegido por outro Estado mais forte, que assinou ou celebrou tratados de protecção, é representação externa por uma 2.ª potência – Por principio de, UTI POSSIDETIS JURIS, o direito derivado de posse que tem: princípio de intocabilidade de fronteiras Históricas, e por força do direito, do pleno direito, o protectorado Internacional, não se extingue unilateralmente, sem o consentimento doutras potências participantes do acto da sua celebração, sob pena a recurso ao Tribunal Internacional de Justiça.


De facto, aqui os Lundas têm todo o direito de reivindicar, e o prevaricador deve com humildade reconhecer sem demoras o direito reivindicativo.


O movimento do protectorado, já fez entrega a Magna Constituição da Autonomia da Lunda Tchokwe ao Presidente José Eduardo dos Santos, ao MPLA, a todos os Partidos Políticos, a comunidade Internacional e não só, contem as balizas específicas do tipo de autonomia que defendemos, Administrativo, Economico e Jurídico, bem próximo as Ilhas da Madeira, Açores e Escócia na Inglaterra.


Neste ponto devo dizer que, algumas pessoas bajuladoras próximas ao Presidente, emitem opiniões contrárias, as de que estamos a dividir ou a ocultar as nossas verdadeiras intenções, o presidente não esta a ver o ruma da história, ou lhe informam com verdade ou lhe mentem.


Qual a percentagem dos diamantes produzidos na Lunda? Em termos de receita bruta, quanto fica ai?


RESPOSTA JDM: Senhor Jornalista, este é um assunto que não tenho competência para me pronunciar, nós não estamos presentes onde o governo e mais de 167 Projectos Mineiros que Exploram os diamantes da Lunda estão, essa pergunta é para o regime do Presidente José Eduardo dos Santos, é ele que tem o poder sobre aquilo que sai da Lunda, é ele que tem domínio sobre as receitas brutas e as percentagens que deixa lá. No dia 9 de Março de 2012 em um comício no Dundo, o Presidente foi claro em dizer que os diamantes não serviam nem para a construção da estrada entre Xá-Muteba até o Dundo ou até o Luena.


Para o nosso movimento, a maior riqueza da Lunda Tchokwe é o nosso povo, a nossa terra, a fauna e a nossa flora.


Acha justo o montante da receita que recebem do Governo? Ou melhor ainda, chega para resolver os problemas sociais locais?


RESPOSTA JMZ: esta pergunta senhor Jornalista, remeto-a na minha resposta a pergunta anterior.

Recentemente, o Governo mostrou-se disposto a oferecer 10% `a Cabinda... das receitas do seu petróleo... 
Esta fórmula, seria aceitável para a Lunda?


RESPOSTA JMZ: Nós não precisamos de fórmulas de 10%, temos como prioridade das prioridades a AUTONOMIA da Nação Lunda Tchokwe, temos como prioridade das prioridades o diálogo urgente com governo do Presidente José Eduardo dos Santos. O MPLA nunca dará 10% a ninguém, é conversa de bastidores e para o inglês ver como se diz na gíria, não vamos perder tempo com aquilo que jamais irá acontecer.

A fórmula dos 10% é conhecida pelo povo Lunda Tchokwe, este regime, para mentir, aprovou por sua iniciativa o decreto executivo n.º30/2000 de 28 de Abril, atribuição de 10% das receitas brutas da venda de diamantes e outros benefícios para o desenvolvimento das 4 províncias, Kuando Kubango, Moxico, Lundas Sul e Norte, como pode observar a fórmula é antiga e nunca funcionou, talvez funcione agora com os nossos irmãos Cabindas, na Lunda não!..


... Porque é que até o momento 5 membros do movimento do protetorado da Lunda Tchokwe ainda continuam presos?


RESPOSTA JDM: Má-fé do regime do Presidente José Eduardo dos Santos, até a data 30 de Abril de 2013, passados 72 meses da vigência do Movimento Reivindicativo dos protetorados da Lunda Tchokwe, o Governo Angolano desde abril de 2009, raptou e colou nas cadeias mais de 40 membros Activistas, mas nunca veio a terreiro, por via da TPA, RNA, ANGOP ou do Jornal de Angola, a nos denunciar publicamente que, somos separatistas, conforme nos acusam nos gabinetes pelo grupo operativo de Inteligência da casa militar da Presidência da República que foi a responsável pelos raptos, a deturpação e mentiras nos processos, e um poder judiciário manietado é o resultado desta vergonha de manter os nossos membros, ainda hoje presos.

Má-fé do regime ditatorial, a resposta esta na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no seu artigo 11º e o n.º 2 do artigo 7.º da Carta Africana.


Lamentavelmente devo denunciar que, para além dos 5 membros presos ilegalmente no Kakanda, em Luanda estão outros dois membros, em liberdade condicional sem um horizonte da solução da sua situação.


Por outro lado, no mês de Março do corrente, foram condenados na Lunda-Sul outros 16 membros por 90 dias de prisão efectiva e pagamento de cerca de 3000,00 mil dólares americanos. Estes membros foram acusados de vandalismo e estarem a se manifestarem na via pública, reivindicando a Autonomia da Nação Lunda Tchokwe.


As manifestações de solidariedade e apoio sobre a causa Lunda Tchokwe, vão continuar de acontecerem, por isso estamos a exigir o diálogo, é um desafio, aliás o próprio Presidente José Eduardo dos Santos reafirmou isso no seu discurso dia 27 de Março, no fórum Africano realizado em Luanda.


Navi Pillay, Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, esteve na Lunda e lamentou por não ter a oportunidade de encontrar-se com os membros do movimento, ainda presos no Kakanda... Sabe por quê?


RESPOSTA JDM: É triste a actitude do Governo Angolano, pela manipulação dos órgãos de justiça, manipulação de tudo e todos, até entidades estrangeiras das Nações Unidas.


A Lunda é a parte do mundo sem guerra, mas que continuam a morrer pessoas todos os dias, empresas de segurança privada matam quando quiser, viola-se os direitos humanos sem ninguém dizer nada. Nós esperávamos um encontro com a Sra Navi Pillay, mas o regime antecipou-se, ela perdeu a maior oportunidade para encostar o regime astucioso do Presidente José Eduardo dos Santos a parede.


Aquela alta responsável da ONU, foi ludibriada, não teve acesso nos blocos onde se encontrava os membros do movimento por vontade do regime, o regime impediu simplesmente, a sua visita teve lugar no Gabinete do Director da Penitenciaria da Kakanda somente e como visitante não teve outra alternativa, em casa alheia é o dono que manda, os regimes comunistas leninistas como o MPLA aplica muito bem este princípio.


Prof. Ngola Kiluange

New York-Manhattan


Chefe de redaçãoponto-final.net

Prof.kiluangenyc@yahoo.com

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Pillay não viu a realidade angolana – UNITA


Pillay não viu a realidade angolana – UNITA


Alta Comissária para os Direitos Humanos recusou avistar-se com partidos políticos, diz Adalberto da Costa Júnior.


Fonte: VOANEWS



A UNITA disse hoje que a  Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, se recusou a encontrar com partidos da oposição, saindo de Angola com uma imagem totalmente falsa sobre a realidade dos direitos humanos no país.


Pillay visitou recentemente algumas zonas do país e avistou-se com representantes de organizações não-governamentais e com membros do governo, tendo afirmado à sua partida que o governo está empenhado em fazer respeitar os direitos humanos.



Disse contudo que continua a haver violações dos mesmos.


O chefe, em exercício da bancada parlamentar da UNITA, Adalberto da Costa Júnior disse a Voz da América que Navy Pillay só viu o que lhe deixaram ver pelo executivo angolano.



"Sai de Angola com uma imagem completamente falsa, foi lhe mostrado o que convinha e não levou daqui o que devia levar," disse.



Como exemplo do que diz, Adalberto Júnior falou da viagem de Navy Pillay á Lunda-Norte, onde a esperava um grupo de activistas cívicos, mas o encontro  não se efectivou.



Pillay "levada a visitar algumas cadeias na Lunda-Norte onde ela apenas encontrou algumas montagens não reais destas cadeias," disse Adalberto Júnior.



A Alta Comissaria da ONU não teve nenhum encontro com partidos políticos apesar da tentativa da UNITA, para o efeito.




"Nós solicitamos uma audiência com a Alta Comissária da ONU para os direitos humanos e foi nos dito que (ela) não encontraria nenhum partido político," disse o parlamentar da UNITA.



O actual líder do grupo parlamentar dos maninhos lamentou igualmente o facto da alta comissária da ONU não ter ido a Assembleia Nacional, para um debate sobre direitos humanos.



"Mesmo a nível da Assembleia Nacional não houve a oportunidade de estarmos num debate plural com tal signatária importante," acrescentou



“É preocupante que quanto mais os anos passam mais se restringe a liberdade de optar e de reunir, há angolanos que estão a desaparecer em função das suas opiniões, há direitos constitucionais que são negados com consequências sobre a vida, " disse Adalberto Júnior.


Fonte:VOANEWS