segunda-feira, 18 de março de 2013

CRISE PROFUNDA DO JORNALISMO ANGOLANO SOBRE A HISTÓRIA DA LUNDA - MARTINHO JÚNIOR DIZ QUE O PROTECTORADO DA LUNDA TEM IDEOLOGIA TRIBALISTA EM AINDA O VALE DO CUANGO – III


CRISE PROFUNDA DO JORNALISMO ANGOLANO SOBRE A HISTÓRIA DA LUNDA - MARTINHO JÚNIOR DIZ QUE O PROTECTORADO DA LUNDA TEM IDEOLOGIA TRIBALISTA EM AINDA O VALE DO CUANGO – III





Martinho Júnior, Luanda

9 – O povo angolano guarda na memória a saga da “guerra dos diamantes de sangue” de Savimbi, facto que perdurará ainda por várias gerações, tais os impactos no seu tecido social.



Para aqueles que foram vítimas da insanidade de Savimbi, conforme eu ilustrei em Vale do Cuango (veja-se a quantidade de explorações que ele tinha no Cuango e no Cuanza), esperava-se que os actuais responsáveis da UNITA, em contraste com seu antigo chefe e por que a paz é uma questão-chave para todo o povo angolano depois dos Acordos de Luena a 4 de Abril de 2002, assumissem uma posição sem ambiguidades nem equívocos, particularmente onde ele explorou e negociou diamantes à revelia do governo angolano para dar continuidade às sequelas do colonialismo e do “apartheid”, aproveitando da “Iª Guerra Mundial Africana” (que desmente a teoria da “guerra civil” que determinada propaganda, também de origem identificada, nos quer impingir).



Samakuva visitou em Março de 2011 a região do Cuango e comecem por verificar um dos propagandistas das suas mensagens, as mensagens que na altura entendeu transmitir: o “site” do Protectorado da Lunda, por via duma reportagem de Manuela dos Prazeres, que para o fazer terá acompanhado a comitiva!



O Protectorado da Lunda é um grupo que pelo seu programa, ideologia (tribalista) e objectivos políticos, põe em causa a Constituição Angolana e esperava-se que, se a UNITA não teve responsabilidade que esse grupo fizesse cobertura e publicidade à passagem de Samakuva por Malange e pelas Lundas, tivesse o cuidado de emitir um comunicado dizendo que não se responsabilizava por essa publicidade, demarcando-se ao mesmo tempo desse grupo em tempo oportuno.



Samakuva e a UNITA calaram-se, (“quem cala consente”) e desse modo destaco a primeira ambiguidade: caberá aos partidos que têm acento na Assembleia Legislativa alinhar com grupos que nada têm a ver com a Constituição Angolana, muito pelo contrário?!



Pode-se até não estar de acordo com a actual Constituição Angolana, mas ela está vigente e os representantes dos eleitores na Assembleia da República, UNITA incluída, devê-la-ão respeitar e não foi, neste caso, isso o que aconteceu!



10 – Essa permeabilidade em relação a grupos que põem em causa a Constituição Angolana acontece também no que se prende com as questões de Cabinda, aproveitando por vezes organizações bem identificadas pelo seu “activismo” pernicioso e fragmentador.



A ambiguidade e os equívocos, métodos utilizados por quem está interessado em tirar partido de factores de desestabilização e de risco, ganham no entanto mais corpo em Malange e nas Lundas quando se dá conta do conteúdo do que escreveu a jornalista Manuela dos Prazeres:



- Faz alusão à pobreza das populações angolanas numa terra onde há a proliferação de tantas riquezas, culpando também, sem citar nomes, as empresas nacionais e estrangeiras (o que é legítimo);



- Faz alusão à morte de estrangeiros ilegais (sem dar mais explicações) que já haviam constituído relações com angolanas (a sua morte deixou viúvas e em alguns casos órfãos, o que é de facto de muito lamentar);



- Em nada se refere contudo à migração clandestina para dentro de território angolano tendo como última escala a RDC, muito menos de grande parte dessa migração ser proveniente de países islâmicos sunitas do Sahel, com financiamentos estranhos a Angola!



Quer dizer, se levarmos ainda em conta que “quem cala consente”: se não abordou os riscos de ilegais islâmicos estarem a entrar sem controlo e em grande número em território angolano através da muito porosa via do Cuango, é por que a UNITA está a retirar dividendos sócio-políticos (se não mesmo financeiros) dessa situação, quando tal acontecimento que se vai repetindo no dia-a-dia, põe desde logo em risco o exercício da própria soberania nacional!



Essa questão fundamenta o seguinte raciocínio: há factores de risco externo e interno que se estão a conjugar, sob o olhar benevolente das potências cuja acção em África influenciam em cadeia nos fenómenos políticos, humanos, económicos e financeiros, implicando-se em todos os “efeitos dominó”, entre elas os Estados Unidos, a França e os seus aliados “de mão”, como os “financiadores” desse tipo de migrações, as ultra conservadoras monarquias arábicas avessas à democracia, elas próprias também implicadas no jogo das “primaveras árabes”!



Para quem tem gente ao seu serviço como Theresa Welan, é impossível que a situação presente do vale do Cuango não seja perfeitamente entendida para melhor explorar os termos de ingerência e manipulação, sobretudo no que diz respeito à confluência dos factores de risco externos e internos!

A ambiguidade de Samakuva, da UNITA e dos jornalistas que os servem não terá a mesma escola da Theresa Welan?



11 – Por essa razão também não é de estranhar que, sob o ponto de vista sócio-político, partidos da oposição em Angola, ao invés de se assumirem contra os fenómenos de capitalismo neo liberal que levaram entre muitas coisas a políticas de portas escancaradas em Angola, que levaram a financiamentos mal parados que incluem a exploração e o comércio ilegais de diamantes, bem como a massiva migração de correntes de pessoas originárias dos países islâmicos sunitas do Sahel, ao silenciar aspectos tão críticos, estão “a cavalo” tanto no neo liberalismo quanto em fenómenos de desestabilização, para garantirem inclusive a sua capacidade de mobilização num quadro cada vez mais evidente de “desobediência civil”, que é por seu turno um pré-aviso de mais tensões e conflitos, senão duma nova guerra!



A UNITA tem de se retratar uma vez mais perante o seu eleitorado e toda a situação que se prende ao Vale do Cuango hoje, pela sua acuidade, é um motivo para tal, dados os antecedentes de Savimbi e das implicações profundas da “guerra dos diamantes de sangue”, questões que se interligam ao significado que têm para África a evolução das situações da Tunísia, do Egipto, mas sobretudo da Líbia e do que daí resultou no Sahel e por via do Sahel em direcção a Angola!



Assumirá a UNITA, mais uma vez, a repetida “qualidade” de “cavalo de Tróia”, conforme o foi no tempo colonial (recorde-se a Operação Madeira), na luta contra o “apartheid” (recorde-se a Operação DISA entre dezenas de outras), ou ainda como apêndice, mesmo no estertor do regime de Mobutu a ponto de Savimbi desencadear a “guerra dos diamantes de sangue”?



OBSERVAÇÃO:
O Comité Executivo Nacional do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, vai emitir o seu ponto de vista sobre a matéria nas próximas horas e convida desde já o senhor jornalista Martinho Júnior e outros que estiverem interessados para um debate aberto, sério e transparente com o objectivo de sustentar qualquer tesse acusatório, em como é que o povo Lunda Tchokwe é tribalista e a colagem do Movimento com algum Partido da oposição ou no poder em Angolana.

Como é que o Movimento do Protectorado fez campanhas publicitárias a favor da UNITA em Malange e Cuango ou fez parte da Comitiva do Sr SAMAKUVA. Os arquivos publicados no site do protectorado em 2011 e 2012 estão disponíveis e podemos dar a quem tiver interesse sobre a matéria, www.protectoradodalunda.blogspot.com


domingo, 17 de março de 2013

LUTO NO MOVIMENTO DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE


LUTO NO MOVIMENTO DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE


 Augusto de Sousa


Faleceu vítima de acidente motorizado na cidade de Saurimo na passada quinta-feira dia 14 de Março, o Sr Augusto de Sousa, Membro do Comité Executivo Nacional do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe. O Malogrado era um dirigente activo e uma pessoa esclarecida, foi Secretario Adjunto Nacional para as Comunidades e Autoridades Tradicionais. Grande mobilizador, homem de coragem, determinado e combatente da primeira hora. O seu passamento físico deixa um grande vazio para o nosso movimento reivindicativo.




Augusto de Sousa solteiro de 58 anos de idade nascido no 10 de Outubro de 1954, filho de Sacacunda e de Watxipi natural de Luangue Município do Lubalo província da Lunda Norte, em vida residia em Saurimo bairro Luavuri Zona (A).




Deixa viúva a mulher que também se encontra hospitalizado nos cuidados intensivos, vitima do mesmo acidente em que ambos se viram envolvido, quando a mototaxi BAJAJA que os transportava no perímetro entre o bairro Candembe e o rio Chicapa embateu frontalmente contra um TOYOTA HILUX, no momento em que o condutor da mototaxi tentava fazer ultrapassagem um Camião que se encontrava a sua frente.




É membro do movimento desde Setembro de 2007, participou activamente da conferência nacional no Movimento de 15 a 16 de Julho de 2011 realizado em Luanda para a eleição da nova liderança, fazendo parte da delegação vinda da Província Lunda Sul.




Amigos e todos aqueles que nutriam grande afecto a este militante e filho da Nação Lunda Tchokwe, o movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, rende singela homenagem em sua memória e endereçamos as nossas sentidas condolências a família enlutada, e que a sua alma descanse em paz.




Comité Executivo Nacional do Protectorado da Lunda Tchokwe
            

UNITA QUER COMISSÃO DE INQUÉRITO PARLAMENTAR SOBRE ESCRAVIDÃO NO KUANDO KUBANGO


UNITA QUER COMISSÃO DE INQUÉRITO PARLAMENTAR SOBRE ESCRAVIDÃO NO KUANDO KUBANGO




A UNITA vai solicitar comissão de inquérito parlamentar, para investigarem a situação de escravidão dos angolanos no Kuando Kubango.



A intenção foi manifestada pelo Presidente do Partido, Isaías Samakuva, durante o comício político em Menongue, no dia 16 de Março de 2013, em alusão a celebração do 47º aniversário da fundação da UNITA, que se assinalou a no passado dia 13 do mês corrente.



Na ocasião, Isaías Samakuva denunciou o que chamou de escravidão de angolanos nas fazendas que se diz pertencerem aos governantes, cuja mão-de-obra é paga pelo Estado.


“Aqui no Kuando Kubango existe escravatura, há aqui companheiros trabalhando nas fazendas, cujo trabalho é lavar porcos”, denunciou, o Presidente Samakuva, sublinhando ter estado nos últimos dez dias em contacto com os sobas, com anciãos e jovens e dos quais ouviu lamentações sobre trabalho de escravidão.



Segundo avançou, as fazendas parecem pertencer a pessoas, mas quem paga é o estado.


“Os nomes das fazenda, as empresas dizem-nos que são de governantes, mas os trabalhadores quando perguntados dizem-nos que recebem dinheiro do Estado”, acrecentou o Presidente Samakuva para quem “quer sejam de governantes, quer sejam de empresários privados, o tratamento que reservam aos nossos companheiros aqui no Kuando Kubango é uma pura escravatura”.


O pedido de inquérito a ser feito pela UNITA, de acordo com o seu líder, vai ser dirigido também às organizações de defesa dos direitos humanos e ao MAPESS, para apurarem a realidade dos factos que se vivem no Kuando Kubango.



O Presidente da UNITA falou também da necessidade de se aferir a conformidade do papel da Casa Militar com a Constituição da República de Angola, numa altura em que no Kuando Kubango, a instituição de apoio ao Presidente da República é que recruta trabalhadores para as fazendas de privados e pagos com dinheiro do Estado.






“Teremos de saber se são fazendas do Estado ou de privados. Pela Constituição da República de Angola, a casa militar é em Luanda, aqui no Menongue estamos a ouvir que a Casa Militar é que recruta trabalhadores para fazendas de privados. Teremos de ter respostas claras, conforme a lei”, insistiu Isaías Samakuva, ameaçando que instruir outro processo-crime, se as respostas às questões levantadas não forem conforme a lei.

 

Por www.unitaangola.org

ANGOLA: AS VICISSITUDES DO NOSSO " GOVERNO SUPREMO "


ANGOLA: AS VICISSITUDES DO NOSSO " GOVERNO SUPREMO "






Vivemos momentos conturbados de intensa ansiedade, injustiça, opressão, perigo, confusão mental provocados por má governação, distribuição desigual da riqueza nacional, corrupção, desfalques do nosso erário público, problemas sociais – desemprego, saúde, educação, habitação, falta de água potável e energia eléctrica, saneamento básico, tratamento de esgoto, limpeza, tratamento do lixo, canalização de córregos, etc, etc,etc.







Basta pormos um termômetro nos tecidos mais sensíveis dessa terra para sentirmos a dor e as súplicas mais profundas dos nossos conterrâneos, implorando pão!!! Socorro: uma em cada quatro crianças angolanas sofre de má nutrição crónica e morre de fome,etc.!!!!!





Para que nos serve a segunda posição como maior empresa petrolífera de África, quando o "governante supremo" joga a roleta russa com as almas das gerações futuras?!... quando a China Sonangol International Holding Ltd, Endiama China International Holding Limited, Sonangol Sinopec International Limited, Dayuan International Development Limited, Sonangol Asia Limited e New Bright International Development Limited,etc., são propriedades de Xu Jinhua (Sam Pa)[ antigo colega escolar do "governante supremo" na ex-URSS]?...




Quado os chineses ,através da "88 Queensway Group," têm mais de 20% das nossas terras aráveis , em nomes de terceiros?!, ... quando Lev Leviev vendeu a sua participação de 18% nas minas de diamante da catoca à China Sonangol International Holding Ltd por US $ 400 milhões, tendo adquirido essa participação na década de 1990 por apenas $ 20 milhões, enquanto os activistas dos direitos humanos, pertencentes ao
Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, nomeadamente Domingos Henrique Samujaia, José Muteba, António da Silva Malendeca, Sebastião Lumani, Sérgio Augusto, Alberto Cabaza e Manuel Muatoyo, Eugénio Mateus Lopes e Alberto Mulozeno são rotulados de terroristas?...




Quando o "governante supremo" escolheu seu filho para gerir cinco mil milhões de dólares do nosso fundo público, sem contar com os outros 2.4 mil milhões que a sua filha primogénita tem espalhado por esse mundo afora ?...quando "68% dos angolanos vivem actualmente abaixo do limiar da pobreza, com 26% vivendo em pobreza extrema, sobrevivendo com menos de USD 1 por dia" (de acordo com o PNUD) ?...quando na verdade ninguém sabe o paradeiro do nosso producto interno bruto (PIB) avaliado em US$ 121.466 bilhões por ano (estimativa de 2009), com a paridade de poder de compra – ao preço de US$ 128.476 bilhões a nível internacional (estimativa de 2009)!!!!, e reservas internacionais no montante de US$ 19.749 bilhões (fontes: World Bank; informação actualizada: 





November de 2010)?!!...quando até a presente data as autoridades angolanas não sejam capazes de emitir uma conclusão [afirmativa, preliminar ou definitiva] sobre a "morte misteriosa" do enginheiro António Belarmino Brito [quadro superior da Sonangol], ocorrido, no dia 22 de Fevereiro de 2012, no novo edifício sede da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola; "desaparecimento súbito" de António Alves Kamulingue e Isaías Sebastião Cassule, nos finas de Maio de 2012. Se tudo acima mencionado forem meras acusações com intuito de manchar a honra e dignidade do "
governante supremo", o lesado tem o direito de recorrer aos serviços de um advogado, se assim o desejar!!!






Prof.N'gola Kiluange

prof.kiluangenyc@yahoo.com
New York-Manhattan



quinta-feira, 14 de março de 2013

DENUCIADO PLANO DO REGIME PARA TENTAR INCRIMINAR O MOVIMENTO DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE


DENUCIADO PLANO DO REGIME PARA TENTAR INCRIMINAR O MOVIMENTO DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE





Fonte segura e bem colocada disse que o regime angolano esta a preparar um plano maquiavélico para incriminar o movimento do protectorado da Lunda Tchokwe em defesa de Autonomia Administrativa, económica e jurídica.



De acordo com a fonte, chefias da Policia Nacional, SINSE, reunidos nos municípios da Lunda-Norte, gizaram um plano que consiste em produzir Camisolas em quantidade iguais as produzidas pelos membros do Protectorado que saíram pacificamente a manifestar-se na rua. O objectivo é criar um grupo de indivíduos que irão usar tais camisolas e entregar-lhes as armas de fogo para criarem vandalismo e disparos contra populações, resultando em mortes o que abrirá a possibilidade de incriminar o Movimento do Protectorado.




A seguir irão junto do tribuna Supremo, PGR e outras instânciais Judiciarias para instaurar mandados de capturas para os membros da direcção e da liderança do movimento do protectorado da Lunda Tchokwe.




A fonte disse que o referido Plano já recebeu a anuência dos Órgãos superiores das estruturas em Luanda, as reuniões tiveram lugar nos municípios do Cuango, Caungula, Lubalo e ultimamente em Capenda Camulemba.




Tal como aconteceu entre 2008 á 2010, em que se manipulava a existência de exército fantasma do protectorado, que nunca foi provado, agora querem aproveitar a oportunidade do aparecimento de camisolas para darem o tiro da misericórdia, tentando desta forma calar o movimento do protectorado definitivamente.




Nós continuaremos a subscrever a tese Gandhi: “A não-violência é a maior força á disposição da humanidade. É mais poderosa do que a mais potente arma de destruição concebida pelo engenho humano”. A nossa luta vencera o mal e a besta, o Sol para sempre brilhará numa só força de milhões de braços, retumbante voz de séculos de dor e esperança e a verdade ultrapassará as mais altas nuvens entre as nações. Sem armas na mão…




Quais quer indivíduos que aparecerem nas ruas de camisolas aparentemente do protectorado a fazerem vandalismo, distúrbios populares serão agentes da Policia Nacional, Agentes Secretos do SINSE e de outras forças ocultas do regime ditatorial infiltrados para causar confusão de acordo com os desejos da superior hierarquia do regime, mas alheia a vontade do Movimento do Povo Lunda Tchokwe.




A CMJSPLT vem através deste denunciar mais uma manobra do regime do presidente José Eduardo dos Santos a opinião pública nacional e internacional, as organizações Internacionais dos Direitos Humanos, UE, UA, EUA, Human Rights, United for Human Rights, Amnestia internacional, UN, FIDH, AEDH, RAIDH, WITNESS, CNDH, AJPD, IAADH, A Voz da Diversidade, Committee for the Defence of Human Rights, Conselho Europeu dos Direitos Humanos, Comité Africano para o Direito e Desenvolvimento, Civil Liberties Organisation, Human Rights Fórum, IDHP, CEDH, CIPDH, OMCT, WOAT, Youth for Human Rights International e, pedimos aos militantes e activistas VIGILANCIA CONTRA ESTA MANOBRA.


HABEMUS PAPAM


MUNICIPIO DE CACOLO NA LUNDA-SUL ASSOLADA POR UMA EPIDEMIA DESCONHECIDA


MUNICIPIO DE CACOLO NA LUNDA-SUL ASSOLADA POR UMA EPIDEMIA DESCONHECIDA





Uma fonte ligada ao hospital municipal de Cacolo na Provincial da Lunda-Sul disse que uma epidemia desconhecida esta a causar muitos óbitos naquela municipalidade. Em média morrem entre 3 a 6 pessoas por dia de algum tempo para cá, maioritariamente crianças entre os zero aos 5 anos de idade.




Dois médicos Cubanos e alguns estagiários Angolanos fazem parte daquela unidade hospitalar municipal, que esta sem condições médicas medicamentosas e laboratoriais para o diagnóstico e detenção de infecções. Não tem técnicos a altura para darem respostas as várias solicitações de pacientes que acorrem para aquele estabelecimento.




 A população esta confusa e apavorada pelo facto de a direcção do hospital ter colocado um panfleto com os seguintes dizeres “PROIBIDO DE CIRCULAR NOS CORREDORES DO HOSPITAL CRIANÇAS SAUDAVEIS, SOB PENA DE CONTRAIR DOENÇA”, por isso os munícipes pensam que é uma doença ou epidemia desconhecida.




Um Regedor do município de Cacolo disse-nos que prefere tratar os seus com medicamento tradicional que leva-los ao hospital, ai tem feitiço muito forte, e ninguém diz as razões de tantas mortes, nunca antes vimos isso aqui, estou preocupado, a administração não diz nada, o governo da província só vem em datas de festas, Cacolo esta esquecido, rematou a finalizar.




O Municipio de Cacolo esta há 154 Km de Saurimo, tem cerca de 76 mil habitantes. É limitado a Norte pelos municípios de  Capenda Camulemba e Lubalo, a Este pelos municípios de  Saurimo a Capital da Província e o Dala, a Sul pelos municípios do Moxico e Cuemba no Bié, e a Oeste pelos municípios de Quirima e Cambundi-Catembo Malanje. É constituído pelas comunas de Cacolo, Alto Chicapa, Xassengue e Cucumbi.



Municipio de Cacolo precisa com urgência do socorro do Ministério da Saúde…


Por Samajone na Lunda

terça-feira, 12 de março de 2013

HRW exorta ONU a pedir explicações a Angola sobre liberdade de expressão e de manifestação



HRW exorta ONU a pedir explicações a Angola sobre liberdade de expressão e de manifestação





A Human Rights Watch (HRW) exortou o Conselho de Direitos Humanos da ONU a pedir explicações ao governo angolano sobre o que tem feito para garantir a liberdade de imprensa, de expressão e de manifestação em futuras eleições.




O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos de Angola, Rui Mangueira, deverá participar na quinta-feira na sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU que está a decorrer em Genebra.




A organização de defesa dos direitos humanos apontou restrições à liberdade de expressão e de manifestação em Angola por ocasião das eleições gerais de 2012 e denunciou atos de violência e detenções arbitrárias por parte da polícia.



"As eleições realizaram-se num ambiente mais restritivo para os media e para a liberdade de expressão e manifestação do que em 2008", refere o relatório da HRW enviado ao Conselho dos Direitos Humanos da ONU, em Genebra.




O relatório da HRW sobre Angola, que foi divulgado a 31 de janeiro e atualizado em fevereiro, aponta "numerosos incidentes de violência" causados "aparentemente por polícias à paisana contra manifestantes pacíficos nos meses anteriores às eleições, contribuindo para um clima de medo".




As eleições tiveram lugar a 31 de agosto e o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), do Presidente José Eduardo dos Santos, no poder desde 1975, conquistou a maioria no parlamento.




O texto adianta que a polícia não agiu com imparcialidade, tendo por diversas ocasiões "detido arbitrariamente ativistas da oposição".




Segundo a HRW, o escrutínio foi "prejudicado pelos sucessivos atrasos e restrições às acreditações de jornalistas e observadores internacionais".




A HRW afirma que jornalistas e ativistas dos direitos humanos são "frequentemente detidos, questionados e assediados pela polícia", apontando como exemplos os casos do jornalista do semanário Folha 8 William Tonet e do jornalista e ativista Rafael Marques, ameaçado por divulgar "casos de corrupção em Angola envolvendo a presidência e um largo conjunto de altos funcionários".



O relatório indica ainda que desde março de 2011 as forças de segurança e agentes à paisana têm recorrido à violência para reprimir manifestações pacíficas e lembra que em maio de 2012, dois angolanos desapareceram após um protesto de veteranos em Luanda.




Em dezembro de 2012, o governo angolano anunciou uma investigação ao ocorrido, mas desde então a HWR não teve conhecimento de progressos.



A organização pede, através do Conselho de Direitos Humanos, que o governo angolano explique o resultado das investigações e se houve a responsabilização de elementos das forças de segurança sobre detenções ilegais ou o uso excessivo da força contra manifestantes pacíficos.


LUSA

DENUNCIA – MAIS UMA MANOBRA DO REGIME DO PRESIDENTE JES CONTRA OS ACTIVISTAS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE APRISIONADOS ILEGALMENTE


DENUNCIA – MAIS UMA MANOBRA DO REGIME DO PRESIDENTE JES CONTRA OS ACTIVISTAS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE APRISIONADOS ILEGALMENTE



Fonte do Tribunal Provincial da Lunda-Norte, disse a CMJSPLT que já existe a soltura de todos os Activistas Políticos do Protectorado aprisionados ilegalmente na cadeia da Kakanda.





A mesma fonte adverte que o Regime quer ainda mantê-los na cadeia por mais tempo para criar uma acção psicológica dentro das suas próprias famílias, que farão pressão sobre os mesmo para desencoraja-los a continuarem activos no Movimento quando estiverem em liberdade.




A fonte disse também que o Procurador Provincial Sr Celestino Paulo Benguela esta a chantagear os mesmo, ameaçando-os de que irão ser julgado novamente por crime de desobediência, por não ter aceitado o convite de abandonar o Movimento Reivindicativo da Autonomia da Lunda Tchokwe.




O mesmo Procurador no dia 5 de Março de 2013, foi ao estabelecimento prisional da Kakanda e em conversa com os Activistas do Protectorado da Lunda Tchokwe, confirmou a informação, tento ameaçado os Senhores José Muteba, Sebastião Lumani e António da Silva Malendeca, que iriam aguardar pela revisão das ilegais sentenças com um novo julgamento depois de os mesmo terem já cumprido com o tempo a que foram condenados.




O Procurado Provincial da Lunda-Norte Celestino Paulo Benguela em seminário realizado no dia 6 de Dezembro de 2011, no Município do Cambulo com professores e alunos, também havia ameaçado os mesmos se fossem descobertos a fazerem parte do Manifesto do Protectorado da Lunda, seriam despedidos da Educação e colocados nas cadeias, com sentença sumária, sem direito a recurso nem Advogado para os defender.




Direito é direito e política é política, a justiça deve optar sempre pela justiça e pelo direito e não pelas cores partidárias, deve haver equilíbrio no julgamento dos factos. A reivindicação do Protectorado da Lunda não é crime, logo ninguém tem o direito sobrenatural de privar as liberdades dos filhos Lunda Tchokwe, que é a violação dos direitos humanos consagrados na DECLARAÇÂO  UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS de que Angola faz parte, deve sim existir dialogo como caminho certo.




A CMJSPLT vem através deste denunciar mais uma manobra do regime do presidente José Eduardo dos Santos a opinião pública nacional e internacional, as organizações Internacionais dos Direitos Humanos, UE, UA, EUA, Human Rights, United for Human Rights, Amnestia internacional, UN, FIDH, AEDH, RAIDH, WITNESS, CNDH, AJPD, IAADH, A Voz da Diversidade, Committee for the Defence of Human Rights, Conselho Europeu dos Direitos Humanos, Comité Africano para o Direito e Desenvolvimento, Civil Liberties Organisation, Human Rights Fórum, IDHP, CEDH, CIPDH, OMCT, WOAT, Youth for Human Rights International que, continuem apelando e pressionando para a libertação total e sem demoras dos restantes ACTIVISTAS.

domingo, 10 de março de 2013

MANIFESTAÇÕES POPULARES EM APOIO AO PRESIDENTE DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO E A FAVOR DA AUTONOMIA DA LUNDA TCHOKWE


MANIFESTAÇÕES POPULARES EM APOIO AO PRESIDENTE DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO E A FAVOR DA AUTONOMIA DA LUNDA TCHOKWE





LUNDA -8/2013, Teve lugar nas Lundas no dia 8 de Março, uma manifestação espontânea popular e pacifica de apoio ao presidente do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, Eng.º José Mateus Zecamutchima e a favor da Autonomia Administrativa, económica e jurídica conforme ilustram estas imagens fotográficas.




Foi um acto cheio de bravura e de coragem, este apoio do nosso povo ao movimento reivindicativo diante do Governo usurpacionista do regime do Presidente José Eduardo dos Santos que continua silencioso ao invés do dialogo.



Este tipo de manifestações irão continuar pacificamente a ter lugar em todo o território da Nação Lunda Tchokwe – Kuando Kubango, Moxico e antiga Lunda até que o regime instalado em Luanda se abra para negociações e a instauração da Autonomia.




A presença da classe feminina nesta manifestação, exactamente no dia e no mês dedicada a mulher é de extrema importância, é o despertar da consciência do nosso povo diante do seu legítimo direito, contra a subalternização, humilhação, obscurantismo e a colonização de Angola.