quinta-feira, 14 de março de 2013
MUNICIPIO DE CACOLO NA LUNDA-SUL ASSOLADA POR UMA EPIDEMIA DESCONHECIDA
MUNICIPIO DE CACOLO NA LUNDA-SUL ASSOLADA POR
UMA EPIDEMIA DESCONHECIDA
Uma
fonte ligada ao hospital municipal de Cacolo na Provincial da Lunda-Sul disse
que uma epidemia desconhecida esta a causar muitos óbitos naquela
municipalidade. Em média morrem entre 3 a 6 pessoas por dia de algum tempo para
cá, maioritariamente crianças entre os zero aos 5 anos de idade.
Dois
médicos Cubanos e alguns estagiários Angolanos fazem parte daquela unidade
hospitalar municipal, que esta sem condições médicas medicamentosas e
laboratoriais para o diagnóstico e detenção de infecções. Não tem técnicos a
altura para darem respostas as várias solicitações de pacientes que acorrem
para aquele estabelecimento.
A população esta confusa e apavorada pelo
facto de a direcção do hospital ter colocado um panfleto com os seguintes
dizeres “PROIBIDO DE CIRCULAR NOS CORREDORES DO HOSPITAL CRIANÇAS SAUDAVEIS,
SOB PENA DE CONTRAIR DOENÇA”, por isso os munícipes pensam que é uma doença ou
epidemia desconhecida.
Um
Regedor do município de Cacolo disse-nos que prefere tratar os seus com
medicamento tradicional que leva-los ao hospital, ai tem feitiço muito forte, e
ninguém diz as razões de tantas mortes, nunca antes vimos isso aqui, estou
preocupado, a administração não diz nada, o governo da província só vem em
datas de festas, Cacolo esta esquecido, rematou a finalizar.
O Municipio de Cacolo
esta há 154 Km de Saurimo, tem cerca de 76 mil habitantes. É limitado a Norte pelos
municípios de Capenda Camulemba e Lubalo, a Este pelos municípios
de Saurimo a Capital da Província e o Dala, a Sul pelos municípios do
Moxico e Cuemba no Bié, e a Oeste pelos municípios de Quirima e
Cambundi-Catembo Malanje. É constituído pelas comunas de Cacolo, Alto Chicapa,
Xassengue e Cucumbi.
Municipio de Cacolo
precisa com urgência do socorro do Ministério da Saúde…
Por Samajone na Lunda
terça-feira, 12 de março de 2013
HRW exorta ONU a pedir explicações a Angola sobre liberdade de expressão e de manifestação
HRW exorta ONU a pedir explicações a Angola
sobre liberdade de expressão e de manifestação
A
Human Rights Watch (HRW) exortou o Conselho de Direitos Humanos da ONU a pedir
explicações ao governo angolano sobre o que tem feito para garantir a liberdade
de imprensa, de expressão e de manifestação em futuras eleições.
O
ministro da Justiça e dos Direitos Humanos de Angola, Rui Mangueira, deverá
participar na quinta-feira na sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU que
está a decorrer em Genebra.
A
organização de defesa dos direitos humanos apontou restrições à liberdade de
expressão e de manifestação em Angola por ocasião das eleições gerais de 2012 e
denunciou atos de violência e detenções arbitrárias por parte da polícia.
"As
eleições realizaram-se num ambiente mais restritivo para os media e para a
liberdade de expressão e manifestação do que em 2008", refere o relatório
da HRW enviado ao Conselho dos Direitos Humanos da ONU, em Genebra.
O
relatório da HRW sobre Angola, que foi divulgado a 31 de janeiro e atualizado
em fevereiro, aponta "numerosos incidentes de violência" causados
"aparentemente por polícias à paisana contra manifestantes pacíficos nos
meses anteriores às eleições, contribuindo para um clima de medo".
As
eleições tiveram lugar a 31 de agosto e o Movimento Popular de Libertação de
Angola (MPLA), do Presidente José Eduardo dos Santos, no poder desde 1975,
conquistou a maioria no parlamento.
O
texto adianta que a polícia não agiu com imparcialidade, tendo por diversas
ocasiões "detido arbitrariamente ativistas da oposição".
Segundo
a HRW, o escrutínio foi "prejudicado pelos sucessivos atrasos e restrições
às acreditações de jornalistas e observadores internacionais".
A
HRW afirma que jornalistas e ativistas dos direitos humanos são
"frequentemente detidos, questionados e assediados pela polícia",
apontando como exemplos os casos do jornalista do semanário Folha 8 William
Tonet e do jornalista e ativista Rafael Marques, ameaçado por divulgar
"casos de corrupção em Angola envolvendo a presidência e um largo conjunto
de altos funcionários".
O
relatório indica ainda que desde março de 2011 as forças de segurança e agentes
à paisana têm recorrido à violência para reprimir manifestações pacíficas e
lembra que em maio de 2012, dois angolanos desapareceram após um protesto de
veteranos em Luanda.
Em
dezembro de 2012, o governo angolano anunciou uma investigação ao ocorrido, mas
desde então a HWR não teve conhecimento de progressos.
A
organização pede, através do Conselho de Direitos Humanos, que o governo
angolano explique o resultado das investigações e se houve a responsabilização
de elementos das forças de segurança sobre detenções ilegais ou o uso excessivo
da força contra manifestantes pacíficos.
LUSA
DENUNCIA – MAIS UMA MANOBRA DO REGIME DO PRESIDENTE JES CONTRA OS ACTIVISTAS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE APRISIONADOS ILEGALMENTE
DENUNCIA – MAIS UMA MANOBRA DO REGIME DO PRESIDENTE
JES CONTRA OS ACTIVISTAS DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE APRISIONADOS ILEGALMENTE
Fonte
do Tribunal Provincial da Lunda-Norte, disse a CMJSPLT que já existe a soltura
de todos os Activistas Políticos do Protectorado aprisionados ilegalmente na
cadeia da Kakanda.
A
mesma fonte adverte que o Regime quer ainda mantê-los na cadeia por mais tempo
para criar uma acção psicológica dentro das suas próprias famílias, que farão
pressão sobre os mesmo para desencoraja-los a continuarem activos no Movimento quando
estiverem em liberdade.
A
fonte disse também que o Procurador Provincial Sr Celestino Paulo Benguela esta a chantagear os mesmo, ameaçando-os de que
irão ser julgado novamente por crime de desobediência, por não ter aceitado o
convite de abandonar o Movimento Reivindicativo da Autonomia da Lunda Tchokwe.
O
mesmo Procurador no dia 5 de Março de 2013, foi ao estabelecimento prisional da
Kakanda e em conversa com os Activistas do Protectorado da Lunda Tchokwe,
confirmou a informação, tento ameaçado os Senhores José Muteba, Sebastião Lumani e
António da Silva Malendeca, que iriam
aguardar pela revisão das ilegais sentenças com um novo julgamento depois de os
mesmo terem já cumprido com o tempo a que foram condenados.
O
Procurado Provincial da Lunda-Norte Celestino
Paulo Benguela em seminário
realizado no dia 6 de Dezembro de 2011, no Município do Cambulo com professores
e alunos, também havia ameaçado os mesmos se fossem descobertos a fazerem parte
do Manifesto do Protectorado da Lunda, seriam despedidos da Educação e
colocados nas cadeias, com sentença sumária, sem direito a recurso nem Advogado
para os defender.
Direito
é direito e política é política, a justiça deve optar sempre pela justiça e
pelo direito e não pelas cores partidárias, deve haver equilíbrio no julgamento
dos factos. A reivindicação do Protectorado da Lunda não é crime, logo ninguém
tem o direito sobrenatural de privar as liberdades dos filhos Lunda Tchokwe, que
é a violação dos direitos humanos consagrados na DECLARAÇÂO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS de que Angola
faz parte, deve sim existir dialogo como caminho certo.
A
CMJSPLT vem através deste denunciar mais uma manobra do regime do presidente
José Eduardo dos Santos a opinião pública nacional e internacional, as
organizações Internacionais dos Direitos Humanos, UE, UA, EUA, Human Rights,
United for Human Rights, Amnestia internacional, UN, FIDH, AEDH, RAIDH,
WITNESS, CNDH, AJPD, IAADH, A Voz da Diversidade, Committee for the Defence of
Human Rights, Conselho Europeu dos Direitos Humanos, Comité Africano para o
Direito e Desenvolvimento, Civil Liberties Organisation, Human Rights
Fórum, IDHP, CEDH, CIPDH, OMCT, WOAT, Youth for Human Rights International que,
continuem apelando e pressionando para a libertação total e sem demoras dos
restantes ACTIVISTAS.
domingo, 10 de março de 2013
MANIFESTAÇÕES POPULARES EM APOIO AO PRESIDENTE DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO E A FAVOR DA AUTONOMIA DA LUNDA TCHOKWE
MANIFESTAÇÕES POPULARES EM APOIO AO PRESIDENTE
DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO E A FAVOR DA AUTONOMIA DA LUNDA TCHOKWE
LUNDA
-8/2013, Teve lugar nas Lundas no dia 8 de Março, uma manifestação espontânea
popular e pacifica de apoio ao presidente do Movimento do Protectorado da Lunda
Tchokwe, Eng.º José Mateus Zecamutchima e a favor da Autonomia Administrativa,
económica e jurídica conforme ilustram estas imagens fotográficas.
Foi
um acto cheio de bravura e de coragem, este apoio do nosso povo ao movimento
reivindicativo diante do Governo usurpacionista do regime do Presidente José
Eduardo dos Santos que continua silencioso ao invés do dialogo.
Este
tipo de manifestações irão continuar pacificamente a ter lugar em todo o
território da Nação Lunda Tchokwe – Kuando Kubango, Moxico e antiga Lunda até
que o regime instalado em Luanda se abra para negociações e a instauração da
Autonomia.
A
presença da classe feminina nesta manifestação, exactamente no dia e no mês
dedicada a mulher é de extrema importância, é o despertar da consciência do
nosso povo diante do seu legítimo direito, contra a subalternização,
humilhação, obscurantismo e a colonização de Angola.
sábado, 9 de março de 2013
TELESERVICE VOLTA A MATAR NA TERRA DOS DIAMANTES DE SANGUE LUNDA TCHOKWE
TELESERVICE VOLTA A MATAR NA TERRA DOS DIAMANTES
DE SANGUE LUNDA TCHOKWE
Calonda
7/2013 – Uma fonte bem
colocada disse que a empresa de segurança privada no ramo dos projectos de
exploração de diamantes na Lunda, assassinou esta quinta-feira dia 7 de Março
na localidade de Calonda, na Província da Lunda-Norte 7 elementos, todos
originários Tchokwes.
A
Teleservice é acusada em vários relatórios de assassinatos no território da
Lunda Tchokwe com processos em tribunais tanto em Angola como em Portugal.
Desconhece-se
até ao momento as razões desta matanza, mas presume-se por questões ligadas a
garimpo, o que não lhe dá (Teleservice) nenhum poder para matar ninguém já que
existe tribunais para julgar qualquer facto que seja considerado de crime.
Calonda
é uma localidade mineira ao sul do município de Lucapa a cerca de 30 Km desta.
Mais
informações nos próximos tempos, sobre o assunto.
Por
Samajone na Lunda
quarta-feira, 6 de março de 2013
MANIFESTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE ENTREGA PELA 2ª VEZ AO PRESIDENTE DE ANGOLA O DOSSIER REIVINDICATIVO DA AUTONOMIA
MANIFESTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE ENTREGA
PELA 2ª VEZ AO PRESIDENTE DE ANGOLA O DOSSIER REIVINDICATIVO DA AUTONOMIA
O
movimento do manifesto do Protectorado da Lunda Tchokwe liderado pelo Eng.º José Mateus Zecamutchima, seu Presidente, fez entrega pela 2ª vez na
passada sexta-feira dia 1 de Março de 2013, no palácio Presidencial em Luanda
ao Presidente de Angola Eng.º José Eduardo
dos Santo, o dossier
reivindicativo da Autonomia do território Lunda, composto de importantes
documentos; Magna Constituição da Nação Lunda Tchokwe, Carta de enquadramento
histórico e factos jurídicos, selos e moeda com fins filatélicos e numismáticos
de acordo com o artigo 109º alínea h) da referida Constituição.
Magna Constituição
composta de 158º artigo, 56 páginas, Bandeira, Hino e brasão de arma e 5
títulos seguintes:
Titulo
I
– Princípios Fundamentais
Titulo
II
- Órgãos do Governo e Administração Publica da Lunda Tchokwe
Titulo
III
– Relações entre a Lunda Tchokwe e o Governo Central de Angola
Titulo
IV
– Regime financeiro, económico e fiscal
Titulo
V
– Disposições finais e competências transitórias
ORGANIGRAMA do governo
Autónomo civil
A
numismática é a ciência que trata das moedas e das medalhas, identificando-as,
analisando-lhes a composição e, enfim, distribuindo-as cronológica, geográfica,
histórica e estilisticamente. A numismática é de grande importância para a
Arqueologia e a História, o estudo das moedas permite reconstruir os aspectos
econômicos dos povos. Foi com estes objectivos e em homenagem ao lendário YALA YA MUAKA,
o pai fundador e organizador do Estado da Lunda que produzimos a moeda
denominada “MUAKU” (£) cotadas em
valores facial de 5, 10, 20, 50 e 100
Muakus, pelo facto de o
Governo de Angola ter recebido o dossier desde 2007 e não ter dito nada, prova
da aceitação dos presentes actos.
Os
selos simbolizam a arte, a cultura, a flora, a fauna e a sua diversidade de acordo
com cada espaço territorial da Nação Lunda Tchokwe e o interesse pelo colecionismo.
A
CMJSPLT vem através desta denunciar o silêncio do cinismo desonesto do regime
absolutista, totalitário e ditatorial do Presidente José Eduardo dos Santos,
que descreve com o seu silêncio um futuro beligerante entre os povos da Lunda
Tchokwe e de Angola, que poderá promover Arquitecto banhados em actos
sanguinários como o tem sido habito.
Este
regime demagogo em fóruns internacionais defendeu sempre diálogo como meio de
resolução pacífica dos conflitos, o que não demonstra internamente. O povo
Lunda Tchokwe esta aberto ao diálogo, transparente como via de convivência de
PAZ.
terça-feira, 5 de março de 2013
NOTAS BIOGRAFICAS DE HENRIQUE DE CARVALHO O HOMEM DA LUNDA TCHOKWE
NOTAS BIOGRAFICAS DE HENRIQUE DE CARVALHO O HOMEM
DA LUNDA TCHOKWE
“É
aqui que, no apogeu das suas possibilidades, realiza a exploração da LUNDA, que
foi desde então a razão de ser da sua vida e à qual se dedicou por completo”…
E
o homem que descobriu e deu para a Nação Portuguesa os mananciais de marfim e
de diamantes da LUNDA, e mais tarde os cobre e outros minérios, morreu pobre e
esquecido. E só, o refazer da «História, com o estudo calmo e não desvirtuado
por conceitos de grupo ou de partido, permitiu que lhe fizesse justiça,
honrando a sua memória.»
Ernesto Fontoura Garcez de
Lencastre, Coronel 1961
GENERAL HENRIQUE AUGUSTO DIAS DE CARVALHO
«O HOMEM DA LUNDA»
Ex-Aluno
do Real Colégio Militar, da Escola do Exército e da Faculdade de Engenharia. Notável
Militar, Africanista, Escritor e Jornalista.
Benemérito
da Pátria Portuguesa. Grâ-Cruz da Ordem de Santiago. Grande Oficial das Ordens
da Torre e Espada e de S.Bento de Aviz.
Comendador
das Ordens de Cristo, de N.ªS.ª de Vila Viçosa, da Estrela Africana da Bélgica
e da Coroa de Itália.
Medalha
de Ouro do Valor Militar, Bons Serviços e Assiduidade no Ultramar e
Comportamento Exemplar.
1.º
Governador da Lunda 1895
Socio
Fundador da Real Sociedade de Geografia de Lisboa. Membro de Honra das
Sociedades de Geografia de Bruxelas e Genevé, e Correspondente da Sociedade de
Exploração Colonial em Africa, de Itália.
Fundador
e Director do jornal «As Colónias Portuguesas» e da Revista «ÁFRICA ILUSTRADA».
Junto
dos africano Henrique Augusto Dias de Carvalho deu largas provas do seu
espirito liberal e amizade, respeitando-os, ensinando-os e nunca deixando que
os explorassem. Usando de paciência e persuasão, deixou um rasto indelével a
sua passagem pelo Ultramar.
sexta-feira, 1 de março de 2013
DOSSIER MARÇO O MÊS DA NAÇÃO LUNDA TCHOKWE I
QUEM FOI DUMBA WATEMBO
Régulo
do Tchiboco, Rei da Lunda Tchokwe entre 1860 – 1880, primo da Rainha Nhakatolo,
tio materno do Tchissengue ou Muatchissengue, personalidade aristocrática da
corte do Muatiânvua dos mesmos anos.
Muene N’Dumba-Tembo ou Dumba Watembo, é homem elegante, da figura distinta, tipo inteligente, ar nobre e maneira delicada. Trajava um pano de riscado preso á cinta por uma correia, tendo suspensa adiante pequena pele de antílope. Casaco de fazenda escura, coberto de quadradinhos bordados a cassungo completava a sua modesta mas esquisita «toilette».
Uma coroa de latão, como a dos monarcas da Europa, singular cópia de que nunca podemos conhecer a proveniência, cingia-lhe a frente, tendo na parte inferior uma fila bordada a missanga de cores. Pendia-lhe no pescoço exótico colar, onde figurava dois búzios (Cyprea Moneta) e um pequeno chifre de antílope.
Os seus dedos guarnecidos de anéis de latão, terminavam por longas unhas do mesmo metal, dificultando os movimentos, e não lhe permitindo segurar o bordão que muitas vezes lhe caía por terra. Em extremo industrioso, segundo nos afiançaram, anéis, unhas e coroa, tudo era obra sua nos momentos roubados à governação do Estado.
ENCONTRO COM EXPLORADORES CAPELO E IVENS, CAMERON E LEVINGSTONE
Assim descreveram os exploradores portugueses Capelo e Ivens a figura de Dumba Watembo, quando no dia 11 de Julho do ano já distante de 1878 ou 1874, entravam em contacto com ele, no CUCHIQUE, sanza-capital dos Tchokwes daquela época (...) a sanza-capital cuchique situava-se um pouco a oeste das nascentes do rio Cuango e do rio Cassai. O rio cuchique, que difere frequentemente de nome, de mapa para mapa, é afluente norte do rio Luando, subafluente do rio Cuanza (...).
Na primeira das páginas citadas dão-nos os autores um muito curioso retrato do antigo Rei do Tchiboco, instruindo com ele a propósito, as páginas em que o descrevem. É sem dúvida um documento interessante e o único identificado que conhecemos, não apenas do referido Rei nativo dos Tchokwes como dos seus antecessores e sucessores.
Isolados nas extensas e formosas florestas hiemisilva dos seus territórios do TCHIBOCO, país do mel e do embriagante hidromel, os Dumba Watembo, e os seus irrequietos Tchokwes, encheram aquelas espessuras duma reputação temerosa que afastou, prudentemente, os viajantes, até porque as suas comitivas indígenas se negavam penetrar naqueles amedrontadores domínios dos «demónios silvícolas do Tchiboco», segundo a expressão de CAMERON que se desviou daqueles caminhos na sua travessia Zanzibar-Benguela, em 1875.
Já anteriormente, em 1854, o mesmo fizera LEVINGSTONE. Para mais, tivera ele a má ideia de retribuir um soba Tchokwe daquelas proximidades com um boi vivo ao qual faltava o rabo. Valeu-lhe, e dificilmente, a forte escolta dos seus Makokolos que aliás, o tornaram afoito para entregar boi incompleto, em tão exigentes paragens.
O Tchiboco foi, na verdade, e durante longo tempo, um país ensombrado de florestas e de atemorizantes lendas, e por isso sistematicamente evitado pelos exploradores europeus, como bem o confirmam as primeiras palavras do Rei Dumba Watembo aos exploradores: «NUNCA POR AQUI SE VÊM OS HOMENS BRANCOS»...
Isto explica a raridade de notícias e de documentos iconográficos dos antigos régulos daquela região ou estado e o interesse histórico da gravura citada.
Não há dúvida nenhuma que Dumba Watembo provinha das estirpes aristocráticas dos Muatiânvua, criadores e governantes do Império LUNDA, constituído nos finais do Século XV ou XVI, na Katanga Ocidental.
Á margem de dissidentes familiares e políticas, que inimizaram e dividiram LUNDAS e TCHOKWES, os altos chefes Tchokwes eram de etnia Lunda e das famílias aparentadas aos Muatiânvua. O próprio Dumba Watembo, historiando a sua genealogia, descreveu a Capelo e Ivens a existência, na Lunda de além-Cassai ou seja na Mussumba, duma mulher denominada Lukokessa mãe de três chefes Tembos, um deles, ele próprio (Dumba).
Podemos esclarecer que a Lukokessa (algumas vezes sob a forma gráfica de Lucoqueça) era um alto dignatário feminino da corte dos LUNDAS.
Dumba era filho da Tembo irmã de Yala Ya Muaka ou (Iala Maku deturpação Europeia), tia da Lueji, mãe ou avô de Muatiânvua Ianvo que foi o primeiro Muatiânvua eleito.
Provavelmente, a data do colapso e da separação das dinastias com o tabú da Lueji (por ter casado com Tchipinda Ilunga), fixa-se entre os anos de 1595 – 1650, a contar da presença do Tchingúri em Luanda.
Trata-se, neste caso, do antepassado de Dumba Watembo que conduziu a invasão dos Tchokwes da Mussumba, através do rio Luau, e seguidamente ao longo do Cassai superior, em épocas que fixamos no primeiro quartel do século XV ou XVII, seja uns dois e meio século antes da vista dos exploradores Europeus, ao Dumba Watembo, no Tchiboco.
Se atribuíssemos 20 anos a cada Reinado, o Dumba Watembo em questão seria o 12º ou 13º Rei do Tchiboco.
Dumba significa Leão, Tembo sua mãe, significa que Leão da Tembo. Trata-se de uma hierarquia nobre, apoiada no prestígio de nome ou de família e um título da governação no reino, tal igual o nome do Muatchissengue. O Dumba é tio do Muatchissengue de acordo com a linhagem dos Thumba Kalunga.
Encontram-se os nomes Tembo junto ao Lucala e a Massangano. Na língua de Matamba, o local onde se guardava os ídolos era designado Tembo. Há notícias dum nome Tembo-Ndumba, da mulher do Jaga Zimbo, e na Jinga venerava-se a memória de Tem-Bam-Dumba. Aliás, vários etnógrafos e historiadores têm encontrado correlações entre os Tchokwes e os Jagas.
Desse facto, e das ramificações do nome Tembo em Angola, o próprio Dumba Watembo deu elementos, nas conversas com os exploradores europeus, ao referir como parentes Muzumbo Tembo dos Songos ou Massongos, e Cassange Tembo, que se institui Jaga do Quembo-Songo e Holo.
O Dumba Watembo, da época de Capelo e Ivens, ainda se empenhou no alargamento de domínio, e blasonava do seu poderio, em arengas como esta: - “Os meus domínios são tão grandes que estendem daqui a Catende para lá do norte; neles só eu mando, a mim tudo obedece”.
Mantinha, também hábitos de grande corte Africana, com a sua guarda pessoal do comando dum seu sobrinho, «armado até aos dentes», um corpo de tamborileiros e xilofonistas para festas e recepção, e um estado-maior de notáveis de conselho e de guerra.
Esta actividade bélica e praxe da corte, estão de acordo com as ambições dos primeiros Dumba Watembo, que imaginaram a criação no Tchiboco dum Estado poderoso e organizado, nos moldes do estado dos LUNDAS da Katanga (do qual, aliás, foram dissidentes, para se eximirem ao seu poder nascente, aliado ao dos Balubas do II Império, nos finais do século XVI).
Aquela tentativa do Tchiboco, porém, foi uma concepção de classes aristocráticas, a que a massa Tchokwe, irrequieta e nómada, de perfeito acordo com a sua ancestralidade de caçadores savánicos, se não prestou.
Á volta dos anos 1857 a 1878 ou 1879 já os Tchokwes imigravam através dos Luchazes, atacavam os povos matabas no nortes da lunda e alcançavam com os seus primeiros bandos os territórios dos Batchilangues, por altura do quinto grau de latitude sul. O estado de Tchiboco entrava em rarefação.
Ao Dumba Watembo da época do Capelo e Ivens, outros se seguiram até a passagem do trono ao Tchissengue ou Muatchissengue, decerto mais decadentes, até que uma terrível época de fome assolou o Tchiboco, haverá pouco mais de meio século, levando as populações a um êxodo que baixou extraordinariamente os efectivos demográficos do Estado de Tchiboco. Uma epidemia de varíola elevou a alto grau o índice de mortalidade. Esta catástrofe, que ficou conhecido por “Muaka ua kapunga ou Muaka ua Nzala (Época da fome), terá sido a grande responsável pelo desaparecimento do Estado do Tchiboco.
Continuação…
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
TRIBUNAL DA LUNDA-NORTE LIBERTA PRIMEIRO ACTIVISTA DO PROTECTORADO INCONDICIONALMENTE
TRIBUNAL DA LUNDA-NORTE LIBERTA PRIMEIRO
ACTIVISTA DO PROTECTORADO INCONDICIONALMENTE
Dundo
- 26/02 - Augusto Sérgio, primeiro Activista do protectorado da Lunda
Tchokwe a ser raptado pelo Comando municipal da Policia Nacional em Lucapa em
2009, condenado ilegalmente no dia 4 de Maio de 2010, no processo n.º
3668-B/2009, pelo artigo 26º, da lei 7/78 de 26 de Maio, acusado sem provas e
julgado sem a presença do Advogado de defesa, de crime atentatório contra a
segurança do estado angolano, foi posto hoje em liberdade incondicional.
Augusto
Sérgio é membro activo do
movimento do protectorado da Lunda Tchokwe que defende legalmente a Autonomia,
é filho de Muacanhenga Muiza Sacafuxi e de Muazeke, natural de Capaia e residia
antes de ser raptado e preso no bairro Valódia/Lucapa-Lunda-Norte.
Esta
libertação acontece na sequência de varias intervenções de Advogados de defesa
da Associação Mãos Livres, Marcolino Moco & Advogados, de algumas
Instituições da Soberania (AN) que defendem direitos humanos, de personalidades
singulares e colectivas, Igrejas, Activistas independentes, alguns políticos e
da pressão exercida pelas organizações de direitos humanos nacionais e
internacionais com destaque para a Amnistia Internacional, HRW, bem como pela
divulgação continuada feita por vários órgãos e portais de internet da
comunicação social angolana e estrangeira, com desta para a VOANEWS, BBC, DW,
RFI, LUSA, Club-K, Angola24horas, Ponto-final, Pagina Global, The Guardian, Angodenúncias,
UNITAANGOLA, FOLHA8 e outros.
Para
além do Activista agora posto em liberdade, outros continuam nas masmorras do
regime autoritário e ditatorial do Presidente Eng.º José Eduardo dos Santos, para os quais o Movimento do Protectorado da
Lunda Tchokwe para a defesa da Autonomia Liderado pelo Eng.º José Mateus Zecamutchima, vem através deste informar a opinião pública
nacional e internacional, as organizações Internacionais dos Direitos Humanos,
UE, UA, EUA, Human Rights, United for Human Rights, Amnestia internacional, UN,
FIDH, AEDH, RAIDH, WITNESS, CNDH, AJPD, IAADH, A Voz da Diversidade, Committee
for the Defence of Human Rights, Conselho Europeu dos Direitos Humanos, Comité
Africano para o Direito e Desenvolvimento, Civil Liberties Organisation,
Human Rights Fórum, IDHP, CEDH, CIPDH, OMCT, WOAT, Youth for Human Rights
International que, continuem apelando e pressionando para a libertação total e
sem demoras dos restantes ACTIVISTAS.
A
CMJSPLT desconhece as razões desta decisão do Tribunal Provincial da
Lunda-Norte, ao invés de libertar todos os Activistas, mas somente deu
liberdade ao Activista Augusto
Sérgio, estará em causa
alguma orientação superior vinda de Luanda, só pode ser…
As
soluções paliativas não servem para nada, a compra das consciências não é o
caminho seguro, o Executivo do regime do MPLA deve é dialogar, negociando a
Autonomia da Lunda Tchokwe, com os representantes legítimos do povo, de forma
transparente, sem usar a corrupção, sem usar traidores Lundas e golpes baixos
que é a sua bandeira, porque a nossa luta vai continuar.
CMJSPLT,
26/02/2013
Subscrever:
Mensagens (Atom)






.jpg)





