segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

ISAIAS SAMAKUVA PRESIDENTE DA UNITA DISSE A VOA CONCORDAR COM AUTONOMIA DA LUNDA TCHOKWE, MAS ADVERTIU, SEM INTENÇÕES DE TRIBALISMO


ISAIAS SAMAKUVA PRESIDENTE DA UNITA DISSE A VOA CONCORDAR COM AUTONOMIA DA LUNDA TCHOKWE, MAS ADVERTIU, SEM INTENÇÕES DE TRIBALISMO





ANGOLA FALA SÓ - Isaías Samakuva: Inquérito às mortes na Cidadela tem "árbitros" que são "jogadores"




O evento da Igreja Universal do Reino de Deus, IURD, evoluiu para o caos e, depois, para uma tragédia, em que morreram 16 pessoas. "Uma tristeza, foi um desastre que nós esperamos não venha a repetir-se", afirmou Samakuva respondendo aos ouvintes da Voz da América, no programa Angola Fala Só



O presidente da UNITA, Isaías Samakuva, criticou a inclusão de "árbitros" que também são "jogadores" na Comissão de Inquérito aos incidentes da noite do fim do ano, no estádio da Cidadela, em Luanda.



O evento da Igreja Universal do Reino de Deus, IURD, evoluiu para o caos e, depois, para uma tragédia, em que morreram 16 pessoas. "Uma tristeza, foi um desastre que nós esperamos não venha a repetir-se", afirmou Samakuva respondendo aos ouvintes da Voz da América, no programa Angola Fala Só.



Isaías Samakuva disse concordar com o advogado Pedro Capracata, segundo o qual os ministros do Interior, Cultura, Juventude e Desportos, e o governador provincial de Luanda, deviam ser excluídos de uma Comissão de Inquérito ao desastre, nomeada quinta-feira, prelo presidente angolano.




"Ninguém pode ser árbitro e jogador ao mesmo tempo. Não devia ser assim. Aqueles que estão de uma ou outra forma implicados nisto deviam ser deixados de fora. Há outras pessoas e instituições que podiam ser parte desta comissão", declarou o presidente da UNITA.



A comissão integra, ainda, os ministros da Administração do Território, Justiça e Saúde em relação aos quais a UNITA não faz reparos.




A um ouvinte que levantou o assunto da auto-determinação das Lundas, Samakuva respondeu que a UNITA defende a "integridade territorial" de Angola mas "não nos importaríamos de evoluir para a regionalização". Admite a formação de "oito regiões dotadas de autonomia em certas matérias. E se as propostas do Protectorado vêm neste sentido, concordamos. Mas se é uma questão de tribalismo, não concordamos".




Isaías Samakuva criticou, ainda, a recepção pelo presidente angolano, de um Rei das Lundas que não é reconhecido na região porque não obedece à forma como, há séculos, se apura a linhagem dos monarcas tradicionais.




Esse é, para Samakuva, um problema "não só nas Lundas mas em toda a Angola" em que José Eduardo dos Santos "tenta instrumentalizar pessoas e impô-las em regiões onde não têm autoridade".




"Corremos o risco de banalizar as autoridades tradicionais", disse o presidente da UNITA notando que não se pode colocar "um qualquer como soba, sobeta, regedor ou rei". Mas "os que são da linhagem são postos de fora" porque não se sujeitam a critérios partidários.




O líder do maior partido da oposição criticou, ainda o MPLA por "governar só para fazer show" e não permitir que seja ensinada, nas escolas, a "verdadeira história de Angola".


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

FAMILIA THUMBA KALUNGA E A RECEPÇÃO DO MUACAWEWE REI DA LUNDA PELO PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS


FAMILIA THUMBA KALUNGA E A RECEPÇÃO DO MUACAWEWE REI DA LUNDA PELO PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS




  
O respeitado sítio da Internet, Jornal online CLUB-K, divulgou uma carta aberta da família Thumba Kalunga dirigida ao presidente da Republica de Angola, na sua rubrica voz do povo e hoje dia 3 de Janeiro de 2013, José Eduardo dos Santos recebe em audiência Alberto Dumba Muacawewe, investido por MPLA como rei da Lunda, depois da morte do seu irmão ex-deputado do MPLA José Satambi, pela importância dos dois actos a CMJSPLT, faz algumas considerações.





Não existe espaço suficiente para falarmos de Famílias Reais, ou das sucessões do poder tradicional Lunda Tchokwe no geral e em particular as de Thumba Kalunga ou a participação de cerca de 66% dos filhos Lundas durante a guerra de guerrilha de libertação contra o colonizador de Angola e não da Nação Lunda Tchokwe, Portugal.




Partimos de um princípio da Família Real Lunda; Yala Ya Muaka, Kunde, Konde, Nacambamba, Tchissengue Hampata, Tchinguri, Tchinhama, Ndoji, Lueji Akonde, Thumba Kalunga = Kanhica, Muambumba, Muakhia, Muandumba e Tembo, dela Muatchissengue, Kaita, outras notáveis famílias, Cazembe, Muamboma, Mbunda, Nganguela, Tchiweka, Muamuchico, Inchinde, Tchinuque, Ambuela, Caungula, Capenda Camulemba a família Mahango ou Cafunfo, Pimbe Catewe, Bangala, Songo etc, etc, a lista dos Reais séria interminável, porque cada família vai defender a participação na guerra de Angola e o abandono pelo José Eduardo dos Santos.




É assim que vemos no dia-a-dia todos os sectores da sociedade a reivindicarem do MPLA, da UNITA e FNLA a sua participação na luta e o abandono sem condições sociais, ex-FAPLA, Ex-ELNA, Ex-FALA, Ex-DISA, Ex-SINSE, Ex-Combatentes etc, etc, de Cabinda ao Cunene, de Luanda Angola até a Nação Lunda Tchokwe.




Os Thumba Kalunga têm razão, como têm razão os outros reivindicadores, que vendo seus direitos legítimos a serem atropelados reclamam por quem de direito a dar resposta sobre a violação dos mesmos. A solução tarda 37 anos por chegar, numa Nação das Nações considerada “Uma Economia mais Dinâmica em Africa e do Mundo” actualmente.




O que a Família Thumba Kalunga não sabe, sobre o estado actual da Nação Lunda Tchokwe (Kuando Kubango, Moxico e antigo distrito militar da Lunda) é da escravatura, reinante e do neocolonialismo; que impera o nepotismo com os mais próximos ao regime instalado em Luanda; fruto desta exclusão os lundas são limitados o acesso, em várias áreas da esfera socioeconómico e política, acarretando várias consequência como: as violações constante dos seus direitos fundamentais, dentro e fora do seu território, sob domínio do regime militarizado, expropriam e ocupam ilegalmente grandes porções de terras ricas em jazigos, semeando, morte, miséria, desemprego, indigências ignorância e uma elevada taxa de analfabetismo, prostituição vazadora fruto da decadência de empregos, aprisionamento e mortes dos indígenas saque dos recursos naturais em fim; tudo isso passa por uma política delineada por uma dominação, de extermínio duma nação, em causa está o desaparecimento dos valores éticos e culturais deste povo, que está sendo revestido com as políticas de intrigas étnica, que facilita o regime fazer pilhagem das riquezas na Nação Lunda Tchokwe.




A luta desta causa não é de envolvência duma única família real Lunda a causa tem a ver com conhecedores senhores, por outro lado a Lunda foi historicamente um estado imperado com autonomia no exercício das políticas tributárias nas várias famílias reais. Porém uma decisão não consensual entre as várias famílias reais da qual a nossa magna constituição em posse do estado angolano; prevê a Câmara Baixa, não tem como uma individualidade singular ao serviço do regime dominante pode fazer passar o sentimento não consensual dum senário que o regime cré falsar.




Devemos sim, sempre defendermos as causas nobres e colectivas, salvaguardando o futuro das novas gerações dos Lundas e não o individualismo egoísta, aliás foram manobras utilizadas pelos colonizadores Europeus, agora assimilados com novos métodos pelos novos colonizadores Africanos.




CONFLITO DO PODER TRADICIONAL LUNDA TCHOKWE
“O NEPOTISMO NO MEIO”





A nossa leitura em primeira instância, ao presidente José Eduardo dos Santos ter recebido Alberto Dumba Muacawewe, como rei da Lunda, o acto em si, é puro “NEPOTISMO”, toda gente sabe que existe um conflito do poder tradicional na Lunda entre este e o Sr Carlos Manuel Muatxitambuia, fomentado pelo próprio regime do MPLA, o Sr Presidente nomeou o Sr Marcial Calumbi Miji Itengo filho do Sr Muacawewe como seu Assessor, logo a seguir as eleições de 31 de Agosto de 2012 vencidas por seu Partido, Calumbi que foi governador da Lunda-Sul pela UNITA, que renunciou aquele Partido da oposição em 2008.




Alias a opinião pública nacional, sabe-se que o MPLA no poder de Angola para bem reinar dividiu quis fazer desaparecer as reais família com a introdução do seus fieis personalidades dos cometeis partidários em autoridades tradicionais. Em 1974-1975, com a chegada dos movimentos de libertação de Angola e não da Lunda Tchokwe, MPLA, FNLA e UNITA, a primeira tarefa que o MPLA fez, foi o de criar conflitos étnicos nas Lundas até hoje, condições da desunião do povo.





O poder tradicional da Lunda Tchokwe é do Sr Carlos Manuel Muatxitambuia, da linhagem e família real, este poder foi usurpado com a morte da Senhora Tximupi, que esteve a frente do Reinado provisoriamente desde 1958, depois da morte do Rei Muatchissengue Watembo naquele ano em pleno colonialismo e da morte da senhora Tximupi em 1974.





 Por outro lado, o Sr. Presidente José Eduardo dos Santos recebeu o SOBERANO REI DA LUNDA TCHOKWE que é uma Nação criado por DEUS e organizada politicamente pelos nossos bisavôs no século XI, reconhecida pelas 14 Nações Europeias presentes na Conferência de Berlim em 1884 – 1885, que partilhou abusivamente o continente negro, destruindo vastas famílias, povos e etnias inteiras, Estados Unidos de América esteve presente, o Reino de Ndongo (Kimbundo) também reconheceu a Nação Lunda Tchokwe, através das subscrições dos 6 Tratados de Protectorado celebrados entre o Governo de Portugal e os Miananganas, Potentados Lundas e Tratado de fronteiras convencionais desde 1885 – 1895, ano de mapeamento dos limites definitivos da Lunda, Sob princípio Internacional de “PACTA SCRIPTA SUNT SERVANDA” e de “RES UBIQUNQUE, SUIDOMNT EST”.





A solução aceitável é a Autonomia Administrativa, Económica e Jurídica defendida pela CMJSPLT, cuja Magna Constituição em posse do Executivo Angolano, do Parlamento, dos Partidos Políticos e da Comunidade Internacional, ONU, União Europeia, União Africana e a sociedade civil, onde contem os direitos, deveres e dignidade do povo Lunda Tchokwe, constituída em 56 páginas, 158º artigo, Bandeira, Hino, brasão de arma e 5 títulos a saber:



Titulo I – Princípios Fundamentais
Titulo II - Órgãos do Governo e Administração Publica da Lunda Tchokwe
Titulo III – Relações entre a Lunda Tchokwe e o Governo de Angola
Titulo IV – Regime financeiro, económico e fiscal
Titulo V – Disposições finais e competências transitórias
ORGANOGRAMA do governo Autónomo civil



As exigências da carta aberta da família Thumba Kalunga, a que o CLUB-K fez publicação, estão elucidadas e bem defendidas nos artigos 6º, 13º e 14º desta Magna Constituição, a favor do interesse da maioria do nosso povo, da Juventude e do desenvolvimento equilibrado da Lunda Tchokwe.
  



A Visita a Luanda do Sr. Alberto Dumba Muacawewe, insere-se num programa individual e familiar ou de amizade entre ele e Sua Excelência o Sr. Presidente da Republica e como membro do seu Partido, não pode representar os interesses da maioria, porque nesta delegação não fazem parte outras personalidades e Notáveis do Reino Lunda Tchokwe, a mesma ocorreu secretamente tratando-se de um SOBERANO ou de alguma concertação invisível para combater os Reivindicadores da causa Lunda Tchokwe.





O COMBATE CONTRA A CMJSPLT




 A política de dividir para reinar esta muito bem concebida pelo Regime do Presidente José Eduardo dos Santos, primeiro ao manter e reconhecer os Sr. Carlos Manuel Muatxitambuia e o Sr. Alberto Dumba Muacawewe, ambos como Reis da Lunda Tchokwe, o Rei de Portugal ofereceu um Certificado de irmão professo ao Sr. Muatxitambuia a quem reconheceu como Rei. Alguns agentes do governo do MPLA reconhecem ou simulam montam informações para confundir a opinião nacional e internacional, o Sr. Cambamba Xingo da baixa de Cassange como Rei da Lunda Tchokwe. O conflito étnico entre Bangalas, Phendes e Tchokwes na região de Xá-Muteba e Cuango, é o início de uma concertação para a inviabilização da luta reivindicativa da Nação Lunda Tchokwe.





A Agência de notícia do regime ANGOP, ao transcrever tendenciosamente o “slogan”, utilizado pela CMJSPLT o que se pretende com isso? Muatchissengue Watembo é o 10º rei no trono da Lunda Tchokwe, reconhecida mundialmente nos termos de sucessão colectiva e de fundamentos jurídicos dos tratados de protectorado de 1885 – 1894.




Ver noticia publicadas no síte www.protectoradodalunda.blogspot.com no dia 16 de Fevereiro e no sítewww.paginaglobal.blogspot.com no dia 1 de Março em 2012 com o título “MPLA cria grupo subversivo e paralelo para negociar o protectorado da Lunda Tchokwe, no lugar da verdadeira Direcção do Manifesto”.





A CMJSPLT defende a Justiça e a Igualdade de oportunidades, porque uma sociedade que não confira iguais oportunidades aos cidadãos, ou que não imponha a sua verificação, é uma sociedade injusta e a CMJSPLT considerará sempre como não democrática, onde a discriminação positiva e negativa nele exista. A igualdade de oportunidades é uma exigência no plano político, no plano económico e no plano social. Nada do que expusemos pode adquirir a dimensão que pretendemos, sem que o valor de Justiça esteja activo.




A igualdade de oportunidades é, um direito inalienável do Homem e um dever inegociável do Estado. Considerar que pode haver justiça, sem igualdade de oportunidades para todos os cidadãos não é realista. Da mesma forma confundir a igualdade de oportunidades, com a pretensa de igualdade social é apenas contribuir para aumentar o fosso entre os ricos e os pobres, entre fortes e fracos, entre protegidos e excluídos.



Luanda, 03 de Janeiro de 2013



COMITE EXECUTIVO NACIONAL DO MANIFESTO DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE


MARCOLINO MOCO NÃO PREVÊ MUDANÇAS EM ANGOLA EM 2013


MARCOLINO MOCO NÃO PREVÊ MUDANÇAS EM ANGOLA EM 2013



Tudo deverá continuar na mesma em Angola no ano que acaba de começar, prevê o ex-primeiro-ministro Marcolino Moco. O jurista angolano acredita que as manifestações contra o regime se repetirão em 2013.



Em entrevista à DW África sobre as suas expectativas para 2013, o antigo primeiro-ministro faz duras críticas à Europa por, na sua opinião, nada fazer em relação as irregularidades vividas no país.



No caso de Portugal, Marcolino Moco critica os “investimentos duvidosos” de familiares do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e questiona também a atuação do presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Durão Barroso.




José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola há 33 anos



Marcolino Moco (MM): Eu prevejo que não haverá grandes mudanças. Continuaremos a viver uma espécie de pax romana, que consiste no fim da guerra de tiros generalizada, com a exceção do território de Cabinda, onde continuará a haver certamente ainda algumas escaramuças, mas com grandes preocupações continuaremos a viver um regime anormal em termos de Estados que se proclamam democráticos.



O Presidente da República está há mais de 33 anos no poder. Num Estado democrático, essa é logo a primeira anormalidade. Continuaremos a assistir às suas manobras no sentido de continuar no poder - um poder que continua a sufocar o funcionamento das instituições. Está tudo centralizado na pessoa do Presidente. É ele que manda fazer tudo, mas depois atira as culpas para os outros.



E vamos continuar a ter as vozes diferentes sufocadas. Eu atualmente já só falo para vocês (de fora). Aqui em Angola, a minha voz já não é ouvida. Todos os meios de comunicação estão completamente controlados. Passa-se o mesmo com a oposição. Só algumas coisas controladas são divulgadas da oposição



As compras de Isabel dos Santos em Portugal continuam a provocar críticas




DW África: Em termos sociais, pode-se esperar a continuação de manifestações como aconteceu nos últimos anos?



MM: Sim. Ainda há pouco tempo vivemos uma manifestação justa, pacífica, mas contra as anormalidades do país. [As pessoas] manifestavam-se contra o desaparecimento de dois jovens, dialogaram com as autoridades e sofreram, mais uma vez, uma forte repressão. Passaram o Natal na cadeia. É duro, mas não é divulgado pelos meios de comunicação nacionais e agora até estrangeiros, sobretudo de Portugal, que é uma plataforma onde as imensas vozes que se espalhavam pelo mundo também estão a ser compradas pela filha do Presidente [Isabel dos Santos] e pelos parentes. Então, o que vai acontecer é que os jovens ou vão desistir ou vão continuar, mas vão continuar também a ser reprimidos.



DW África: No seu livro “Angola, a Terceira Alternativa”, dá contribuições para a retomada da construção de uma sociedade aberta e pacífica em Angola. Pensa que no ano que agora começa haverá condições para a tal retomada?



MM: Não é muito fácil porque aqui os debates de um livro como aquele não se efetivam, não têm espaço na comunicação social. Há toda uma série de gestos meio escondidos, mas por vezes bastante extensivos para desestimular esse debate. Veja, por exemplo, a crítica que eu faço no livro em relação às igrejas já teve algum efeito, porque as igrejas já foram capazes de criticar a forma como as eleições tiveram lugar. A igreja católica já chegou a dar uma espécie de ultimato em relação à Rádio Ecclesia, que é uma rádio que se devia ouvir em toda Angola, mas que só se ouve no Huambo e que agora também é controlada.




Marcolino Moco diz estar "muito triste" com a a atuação do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso




DW África: Já passaram três meses desde que o atual governo assumiu funções. A oposição e a sociedade civil estão no silêncio. Na sua opinião, isso significa que estão contentes com a governação?



MM: O silêncio é sufocado, mas em todo o lado, nos transportes públicos, nas nossas casas, em todo o lado há lamentações. Em relação à repressão dos jovens que se querem manifestar, há lamentações, em relação à falta de água e luz também. Infelizmente, na Europa as pessoas proclamam que este regime é democrático.




Eu, por exemplo, estou muito triste com o meu amigo presidente da Comissão Europeia [José Manuel Durão Barroso], que vem aqui algumas vezes dar alentos a este regime, mas na verdade este não é um regime democrático. Antes das eleições, o doutor Durão Barroso disse que havia todas as condições para haver eleições livres e justas quando já se via, naquela altura, que nunca haveria eleições livres e justas.




Em relação, por exemplo, às últimas notícias da filha do Presidente [Isabel dos Santos], que continua a comprar coisas em Portugal, não são coisinhas, são bancos, são telefónicas, são meios de comunicação, sem se explicar de onde é que uma jovem como ela está a tirar o dinheiro. O doutor Durão Barroso parece que anda muito satisfeito com essas compras, disse que é o empresariado angolano que está a comprar, quando não há empresariado angolano nenhum. É a família do Presidente que está a comprar com o dinheiro de proveniência não explicada.



Autora: Nádia Issufo
Edição: Madalena Sampaio/António Rocha
DW

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

LIBERDADE INCONDICIONAL PARA ACTIVISTAS POLÍTICOS DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE


LIBERDADE INCONDICIONAL PARA ACTIVISTAS POLÍTICOS DO PROTECTORADO DA LUNDA TCHOKWE





 Se o ano de 2012 não trouxe novidades para o Manifesto do Protectorado da Lunda Tchokwe em Defesa de Autonomia Administrativa, Económica e Jurídica, o certo é que o ano de 2013 é ímpar  por isso o povo e o nosso movimento, espera novidades ímpares com a LIBERTAÇÃO INCONDICIONAL DE TODOS OS ACTIVISTAS E PRISIONEIROS POLÍTICOS DA NAÇÃO LUNDA, nas masmorras do regime de Luanda.




Em 2013, a luta em busca da Liberdade dos reivindicadores do Protectorado sobre a nobre causa do povo Lunda Tchokwe será mais intensa, contra os tribunais do regime ditatorial, com apoio e gentileza de todas as forças que lutam contra a violação dos direitos inalienáveis e a dignidade dos povos, consagradas na DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS e NA CARTA AFRICANA DOS DIREITOS HUMANOS E DOS POVOS.



Os activistas; Domingos Henrique “Samujaia”, Sebastião Lumani, António Silva Malendeca, José Muteba, Sérgio Augusto, Alberto Mulozeno e Eugénio Mateus Lopes, continuam sob tortura, humilhação, subjugação e brutalidade de uma lei inexistente, injusta a que foram condenados pelo falecido artigo 26º da Lei 7/78 “Crimes contra a segurança de estado”, revogada em Outubro de 2010 pela Assembleia Nacional de Angola.



O Secretario de Estado dos Direitos Humanos Sr. António Bento Bembe, em visita realizada de 15 á 18 de Fevereiro de 2012 a Província da Lunda-Norte, deslocou-se a cadeia da Kakanda, no encontro que teve com os Activistas Políticos do Protectorado e o Secretario Regional da CMJSPLT no Dundo Sr Paulo Muamuene, prometeu que iria contactar os Órgãos competentes da Justiça do regime Angolano para a resolução da questão. Este mesmo Sr. Secretario de Estado António Bento Bembe, em Carta enviada a CMJSPLT no mês de Dezembro, diz que vai “AINDA” investigar se existe ou não violação de direitos humanos e se existe presos ilegais do Manifesto das Lundas na cadeia da KAKANDA, que contradição!- ver noticia publicada dia 21/02/2012 no síte www.protectoradodalunda.blogspot.com, também no dia 2 de Março de 2012 no síte www.paginaglobal.blogspot.com.



O senhor Provedor de Justiça da Republica de Angola Drº Paulo Tjipilica, em seminário realizada em Luanda em Fevereiro de 2012 sobre “Mandado, Função e utilidade do Provedor de Justiça” na União dos Escritores Angolanos, respondendo a uma pergunta de um membro do Manifesto presente no evento, havia também prometido contactar os Órgãos competentes da Justiça do regime para o esclarecimento da questão, o que não aconteceu e o ano 2012 terminou. - Noticia publicada no dia 11 de Fevereiro de 2012 no síte www.protectoradodalunda.blogspot.com.



Outros Órgãos de Soberania do Estado Angolano, prometeram-nos a libertação incondicional dos Activistas Políticos do Manifesto do Protectorado da Lunda Tchokwe em 2012, quando contactassem os Órgãos competentes do poder Judiciário (Tribunal Supremo e a PGR), que continuam a ferro e fogo a ignorarem a revisão das injustas sentenças solicitadas pelos Advogados de Defesa, tudo por causa da mão invisível do poder político.


 A situação contínua inalterada sem solução a vista, para além de que muitos deles já cumpriram com estas mesmas injustas sentenças.



NOSSO APELO



As Organizações de direitos humanos nacionais e internacionais, Jornalistas e activistas cívicos da sociedade civil a continuarem a denunciar esta brutalidade do regime angolano em violar os direitos dos activistas das Lundas, no processo que outros 34 Activistas já se encontram em Liberdade há mais de um ano (2011-2012), por via de HABEAS CORPUS interposto pelos mesmos Advogados de defesa.



Luanda, 2 de Janeiro de 2013.



Comité Executivo Nacional do Manifesto do Protectorado da Lunda Tchokwe

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

MUHUNGA É ISOLADA DO RESTO DA LUNDA, UM INFERNO QUE NÃO TEVE FESTAS DE FIM DO ANO 2012


MUHUNGA É ISOLADA DO RESTO DA LUNDA, UM INFERNO QUE NÃO TEVE FESTAS DE FIM DO ANO 2012





Muhunga é um Bairro no interior da Lunda-Sul, ao norte da comuna de Mona Quimbundo, a cerca de 35 Km da cidade de Saurimo, nas florestas do rio Luele e seus afluentes, um Bairro ou aldeia sem saída a estrada principal Luanda-Lundas.




O caminho para se chegar a aldeia do Muhunga é feita por trilhozinho via bairro Pimbe, através do rio Luzia, Mualuango e alguns riachos até chegar. A viagem até aldeia de Bicicleta pode durar 8 horas, de motorizada cerca de 4 horas, a via é péssima.




Aqui vive entre 50 á 60 famílias camponesas, a aldeia não tem escola, não tem posto médico, nem loja ou cantina para a compra de bens de primeiras necessidades. Os produtos básicos são adquiridos na cidade de Saurimo. O mais grave, há dois modos de sobrevivência para essa população: a agricultura de subsistência, a pesca artesanal e a caça.




O soba Muhunga e a sua gente existem desde o tempo colonial e na mesma localidade, há 37 anos que estão condenados a não fazerem festas por ocasião do fim de ano, o governo Angolano, ignorou essa gente completamente, que vivem sem as mínimas condições humanas.




A Governadora da Lunda-Sul, Cândida Narciso, nunca visitou esta aldeia, nunca o fará porque não existe estrada para lá. Não é prioridade da sua governação.




Visitamos a aldeia na véspera de natal de 2012 e, encontramos uma cena caricata, como esta que se segue: “o camponês Tchitelembe Muambumba vive numa cabana de um só quarto, com a cama ao lado de uma fogueira, por cima de um secador tradicional de bombo, dorme nesta cama com mais dois filhos; Sapalo de 5 anos e Tchitungueno de 7 anos e a esposa”, encontramos o camponês de calças rasgadas e uma camisa que era branca que se tornou castanha escura de sujidade, a mulher nas mesmas condições e os filhos pior ainda.




O Soba Muhunga nos confessou que as mulheres da sua aldeia, por falta de condições económicas, para lavar a roupa usam folhas de árvores como sabão em pleno século XXI. Porque tanto alarido de um desenvolvimento que não chega a todos.




Nestas condições estão as mais de 50 famílias da aldeia, total exclusão social e o agravamento da pobreza, uma humilhação que abrange mais de 95% da população das Lundas.



Durante a nossa estadia de quase 10 horas na aldeia, podemos observar um grupo de cerca de 20 crianças entre 5 á 12 anos de idade, descalços, nuns e assustados sobre a nossa presença. Não vimos nenhuma destas criaturas com bonecas ou outro tipo de brinquedos, como outras crianças do resto de Angola nesta quadra festiva.




Um dos objectivos do milénio defendidos por regime Angolano é o direito das crianças, a estas lhes foi tirada e violada pelo próprio regime. Os dirigentes do regime não têm ideia da situação de penúria, da miséria e nudez que graça nas populações do interior da LUNDA.




Esta população isolada do resto da Lunda e do mundo, não teve sorte da maioria da população Angolana que festejou com pombas e circunstancias o natal e o fim de ano de 2012, não existirá esperanças, as de que o Sapalo e Tchitungueno algum dia venham festejar estas dadas.



Por Samajone na LUNDA