terça-feira, 20 de novembro de 2012

FLEC quer discutir Cabinda com o governo de Angola





Luanda - Os independentistas de Cabinda insistem que desejam negociar o futuro do território com o governo angolano saído das últimas eleições gerais, realizadas a 31 de agosto. Assinado pelo Presidente da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), Nzita Henriques Tiago, o comunicado, que chegou à redação da Dw África, salienta que a organização, que mantém há 38 anos uma luta de libertação do enclave, não vê do lado angolano uma vontade de engajar um diálogo sério para uma solução definitiva.


Fonte: DW



Em entrevista à DW África, Nzita Tiago (NT), apelou ao governo e parlamento angolanos para colocarem termo ao que considera ser a "ocupação ilegal e integração de Cabinda em Angola pela força militar e pela violência", e acrescenta.



Queremos que o governo angolano, em particular o Presidente, José Eduardo dos Santos, abra as negociações com os dirigentes da FLEC-FAC, ou então com todos os políticos do território de Cabinda. Porque o povo de Cabinda não pode continuar a suportar os assassinatos e o desprezo que os angolanos praticam em Cabinda. Os angolanos estão a praticar em Cabinda um terrorismo do Estado e ninguém lhes diz nada. Repito... queremos sentar à mesa de negociações com os angolanos .


DW África: Mas existe um “Plano de desenvolvimento de Angola (2012-2017)" que inclui Cabinda. Isso quer dizer que o “dossier” Cabinda é preocupação do governo angolano ?



NT: Vamos distinguir as coisas: Cabinda não é Angola, Cabinda é um protetorado português, e as pessoas que querem o desenvolvimento de Cabinda não podem defender esse prática no âmbito de um eventual Plano de desenvolvimento de Angola. Esse desenvolvimento, que Luanda quer levar a cabo, ou que promete fazer, compete única e exclusivamente às autoridades de Cabinda. Isso é que queremos e vamos combater para reconquistarmos a nossa soberania usurpada pelos angolanos.



DW África: A direção política da FLEC lançou apelos à CPLP, à UA, à ONU e à UE, para que estas organizações ajudem a encontrar uma solução para Cabinda. Que respostas a FLEC recebeu até agora?



NT: Até agora continuamos à espera de alguma resposta. Mas, como a UA reconheceu o território de Cabinda numa das conferências realizadas no Cairo, para nós isso significa que a questão de Cabinda como território continua a estar nas mãos da UA. Mas a nossa pergunta é: porquê a organização panafricana não tem a coragem para dizer aos angolanos “vocês usurparam a soberania cabindesa e, portanto, não tem o direito de continuar a fazer o que estão a fazer. Também o governo português, que entregou Cabinda aos angolanos, sabe perfeitamente bem o que se passa hoje no território. Mas, apesar dos nossos apelos, a UA e outros continuam impávidos e serenos. Que não nos venham dizer amanhã: os cabinda são terroristas. Porquê não enviam observadores para o terreno, para verem o que se passa ali? E qual é o dever desses países e organizações, que se dizem amantes da paz? Não é ver e aconselhar a comunidade internacional, para ajudar a acabar com os conflitos?



DW África: Como carateriza a situação em Cabinda?



NT: Muito má, porque Cabinda está ocupada por militares angolanos que cometem muitas atrocidades. As mulheres não podem ir buscar água aos fontanários, nem podem ir para o campo cultivar, sem que tenham militares às costas para controlar os contactos. Este é um dos muitos exemplos que poderia dar, passando pelos assassinatos de cabindas que regularmente são cometidos no Congo-Brazaville. Por isso dizemos: os angolanos devem pensar muito bem, porque o problema de Cabinda pode desestabilizar os dois territórios do Congo (República Democrática do Congo e República do Congo), se os congoleses não tomarem cuidado.



Cabinda é um enclave responsável por cerca de 70 por cento da produção pretolífera angolana. A FLEC luta pela independência do território, que considera um protetorado português, tal como ficou estabelecido no Tratado de Simulambuco, em 1885.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

SAURIMO - AGENTES DA PIR E POLICIA DE GUARDA FRONTEIRAS ACUSADOS DE SE ENVOLVEREM EM PANCADARIA







Lunda Sul – Agentes da Polícia de Intervenção Rápida e da Guarda Fronteiras envolveram-se em violência, em plena celebração do 37º aniversário da independência na cidade do Saurimo, província do Lunda Sul, inviabilizando a continuação da festa. 
   


Fonte:
Unitaangola.org




Na presença da governadora provincial, Cândida Narciso, entidades político-partidárias, autoridades religiosas e tradicionais e milhares de populares, que acorreram ao largo 1º de Maio, para participar das comemorações do 11 de Novembro, dois agentes da PIR e da guarda Fronteiras desentenderam-se e partiram para vias de facto, tendo o agente da PIR detonado uma granada de gás lacrimogéneo, que intoxicou os presentes, incluindo a governadora provincial.



O cenário deixou estupefactos os presentes que condenaram o comportamento dos agentes policiais que deveriam ser o exemplo de tolerância e de civismo.



O Secretário provincial da UNITA,
Virgílio Pedro Samussungo que também presenciou o acto, deplorou o facto que considerou de revelador de falta de respeito às entidades e ao povo presentes e exigiu tomadas de medidas disciplinares e exemplares para que actos do género não voltem acontecer.



Samussungo lamentou, igualmente, o facto de os órgãos de comunicação públicos que presenciaram o acontecimento não terem dado importância, revelando uma vez mais a sua parcialidade.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Há intimidação de populações na Lunda, tudo porque o povo apoia o movimento do Protectorado em Defesa de Autonomia


Há intimidação de populações na Lunda, tudo porque o povo apoia o movimento do Protectorado em Defesa de Autonomia





A situação politica no interior da Lunda Tchokwe caracteriza-se muito preocupante, principalmente nos Municípios de Capenda Camulemba, Cuango, zona do Cafunfo e no Caungula.




Segundo informações em nossa posse, um documento expedido de Luanda, orienta o início da intolerância política contra as populações conotadas com o Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, que defende Autonomia Administrativa, Económica e Jurídica, intimidações pelas forças de segurança e pelo aliciamento aos cargos da função pública, ameaças de cortes de benefícios ou bónus salariais as Autoridades tradicionais.



Este documento, de acordo com a fonte, orienta o rapto, perseguições, arbitrariedades e a invenção de crimes mesmo não existindo a membros do Movimento do Protectorado, para desencorajar a acção mobilizadora das populações por parte destes activos Activistas dos municípios citados.




Esta situação está a criar um mau ambiente nas comunidades sobre tudo da população e membros afectos ao movimento que são trabalhadores da função pública e da Autoridade Tradicional (Muananganas) que depende dessa pobre migalha (bónus salarias de 15.000,00 Kz).



Os Munícipes queixam-se de restrições as actividades do campo, o que está reflectir-se  na vida das populações.  Acusam as Forças da Ordem e outras forças de segurança privadas de continuar a impedir o acesso das referidas populações às lavras, aos rios sob pretexto de serem garimpeiros, situação que se arrasta com a epidemia que esta a levar muitas vidas desde o início do ano de 2012.




O Muanangana, Regedor Nzovo disse nos que recebeu o 1.º Secretario do MPLA, no Municipio que lhe ameaçou, se por ventura aperceber-se de que a sua regedoria tem estado a apoiar o Manifesto do Protectorado da Lunda Tchokwe, a qual ele próprio considera que são todos meus filhos; “tanto do MPLA como os do Movimento”.




Por Samajone na LUNDA 

domingo, 11 de novembro de 2012

11 DE NOVEMBRO, DIA DA INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA – MOMENTO DE REFLEXÃO


O DIA DA INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA – MOMENTO DE REFLEXÃO




Os povos Africanos começaram a sua descolonização nos anos de 1945, logo após o fim da 2.ª guerra mundial. Angola, Cabo-Verde, Guiné, Moçambique e S.Tome e Príncipe, colónias portuguesas, viviam na ânsia de libertar-se das amarras do colonialismo, tal como o haviam feito os povos de outras colónias no continente negro, sob domínio Francês, Inglês, Belga, etc, estas liberdades foram na sua maioria arrancadas a força das armas no contexto particular dos anos 1950 á 1980.



A FNLA, MPLA e UNITA, foram os representantes legítimos que defenderam o território lés a lés as agruras e atrocidades, que abalaram os alicerces do império colonialistas português e levou a derrocada do regime de SALAZAR, continuado por Marcelo Caetano, depois de cerca de 493 anos da presença de Portugal em Angola.


LAVAR DE MÃOS, DIA 10 DE NOVEMBRO DE 1975




O alto-comissário, almirante LEONEL CARDOSO, proclamou a independência de Angola na manha do dia 10 de Novembro de 1975, durante uma conferência de imprensa concedida no Palácio do Governo em Luanda e de seguida zarpou para Lisboa, deixado no terreno o troar dos canhões, numa angola dividida com armas entre os beligerantes MPLA, FNLA e UNITA, era o pronuncio da guerra civil e de morte por tudo o que era canto.



Leonel Cardoso declarou: “Em nome do Presidente da Republica Portuguesa proclamo solenemente, com efeito a partir das zero horas do dia 11 de Novembro de 1975, a independência de Angola e a sua plena soberania radicada no povo angolano, a quem pertence decidir as formas do seu exército doravante. A comunidade internacional conta, pois, entre os seus membros, um novo Estado (…)”.



Mas Leonel Cardoso, neste seu discurso reconheceu que as coisas em Angola não estavam bem assim, senão vejamos o que ele disse mais adiante: “ Que a luta fratricida termine em breve e os instrumentos de trabalho substituam para sempre os instrumentos de destruição e morte (…)”, as falhas e erros de Portugal que fizeram mais de 500.000 mil mortos entre 1975 á 2002.



ANTÓNIO AGOSTINHO NETO, IRONIZA QUE SÓ O MPLA NÃO VIOLOU OS ACORDOS



Assim iniciou Agostinho Neto o primeiro discurso que proferiu, não já como simples representante de um movimento de libertação, mas como porta-voz de um povo que acabara, após séculos de colonização, de ascender à independência. E acrescentou: “Correspondendo aos anseios do povo, o MPLA declara o nosso país constituído em Republica Popular de Angola”.



A. Neto disse: “Durante o período compreendido entre o encontro de ALVOR e esta proclamação, só o MPLA não violou os acordos assinados. Aos lacaios internos do imperialismo de há muito os deixamos de reconhecer como movimentos de libertação”, aqui estava dada as ordens para os massacres que se seguir durante mais de 35 anos.



Agostinho Neto, concluiu: “Quanto a Portugal, o desrespeito pelos acordos de Alvor é manifesto. Entre outros, o facto de sempre ter silenciado a invasão de que o nosso pais é vítima por parte de exércitos regulares e forças mercenárias”.



CASO LUNDA TCHOKWE E CABINDA, NÃO DEVEMOS NUNCA REPARTIR ANGOLA





 António Agostinho Neto, sabia muito bem a questão da Lunda Tchokwe, porque foi ele que disse a Portugal que o assunto era entre irmãos e seria resolvido internamente, veja agora o que ele disse no dia 13 de Novembro de 1975, ao recusar a cortar um bolo com a forma do mapa de Angola durante o jantar oficial realizado em Luanda para celebrar a independência.



Quando lhe apresentaram o enorme bolo com as 12 regiões de Angola delineadas a «CHANTILLY», o Drº A. Neto pousou a faca, declarando: “Não devemos nunca repartir Angola”. Estava consumada a usurpação do protectorado da Lunda Tchokwe.



ANGOLA INDEPENDENTE OU DEPENDENTE?..



O passado deu uma visão diferente do que se pode fazer para construir uma NAÇÃO DAS NAÇÕES, o 11 de Novembro de 1975, foi feito de uma forma separada. Uns em Luanda, outros no Uíge e outros, ainda no Huambo. Angola foi um parto a cesariana num ambiente de enorme convulsão asfixiante, perante a internacionalização do conflito angolano: Zaire, Cuba, URSS, EUA, Jugoslávia, Africa do Sul e outros países, estava desenhada o xadrez da dependência.



Os africanos como sempre, apelidavam-se uns dos outros de inimigos, para uma mesma causa a libertação e o poder político. As alianças dos interesses estrangeiros, uns eram proletários a favor do povo, segundo eles, outros eram capitalistas ou imperialistas. Outros defendiam que a revolução deveria ser enraizada nas realidades africanas que nunca podia ser importada do estrangeiro.



Os interesses estrangeiros hoje, 37 anos da independência de Angola, falam mais alto do que todas as teorias que os políticos daquele 11 de Novembro prometeram.

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O sonho era de um país em que os seus filhos vivessem sem receio, de um país em que cada filho pudesse ter a sua casa, o seu carro, o seu emprego, a sua saúde, o seu ensino, viver uma vida normal e com grande prosperidade. Á medida que os anos foram passando, o sonho de muitos angolanos foi se afastando, os sacrifícios inúteis.



Temos consciência das fases que Angola tem passado, mas o passado já deu-nos uma experiência e não há razões de o povo continuar a viver da DEPENDÊNCIA.



OS PAIS DO NACIONALISMO E LIBERTAÇÃO DE ANGOLA


Holden Roberto – FNLA
António Agostinho Neto – MPLA
Jonas Malheiro Savimbi - UNITA

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

MUNÍCIPES DA CIDADE DE SAURIMO VIOLENTADOS E SITIADOS PELA POLICIA DE INTERVENÇÃO RÁPIDA


MUNICIPES DA CIDADE DE SAURIMO VIOLENTADOS E SITIADOS PELA POLICIA DE INTERVENÇÃO RÁPIDA




Cidade de Saurimo a capital da Província da Lunda-Sul, esta sitiada pela Policia de Intervenção Rápida – PIR.



De acordo com informações, uma unidade da PIR está localizada no Aeroporto de Saurimo, supostamente à guarnição de equipamento militar do Comando da Região, mas que na calada da noite, isto é entre 23 horas as 4 da madrugada, ela (PIR) é a responsável do patrulhamento da cidade e dos bairros periféricos.


O aeroporto de Saurimo situa-se a cerca de 7 Km da cidade colonial ou seja a 20 minutos do centro.



O caricato nisto tudo, é o facto de, durante este período da noite, a referida força policial é acusada no envolvimento em crimes de natureza diversa; Em substituição a Policia da Ordem Publica responsável pelo patrulhamento da cidade, estes espaçam os cidadãos e com o agravante cidadãs de sexo femininos confirmam ter sido violadas sexualmente pelos homens da farda azul-escuro, na calada da noite; Porém, com as acções desta força, o medo tomou conta da população que não está a compreender por que razão da presença desta Policia, e do porque desta restrição de circular no período noturnas na cidade.



A presença destas força nas rua atormenta e traumatiza misticamente os munícipes de Saurimo que necessita duma clara explicação à quem de direito.



João Telunga Kaualika, de 37 anos de idade que caiu nas mãos desta força Policial, disse-nos que, de saída, do bairro Tchizainga para o bairro Sambukila onde é sua residência, quando acabava de chegar do Município do Muconda, segundo este: “fui interceptado na rotunda por 5 homens garbosos, bem armados, era tão cedo, as 22 horas, perguntaram-me de onde estava a sair, falei-lhes do Muconda, não me acreditaram, e levaram-me no AEROPORTO, onde fui espancado com mais outros 12 elementos, entre eles 4 mulheres que lá encontrei, sem ter cometido crime nenhum e pelo que uma delas confessou-me, um dos Policia o queria para um prazer sexual imediato só assim o pudesse libertar em seguida”.



Uma outra vítima de sexo feminino, Isabel Sonhi, de apenas 26 anos de idade, disse que foi interceptado junto do Cine Chicapa no centro da cidade de Saurimo, quando eram 23 horas e 30 minutos, e que não lhe deram tempo sequer para se explicar para onde estava a ir, levado para o Quartel da PIR nos arredores do Aeroporto, um chefe do grupo queria manter relações sexuais com ela, e ameaçada de morte se não cedesse aos desejos do mesmo, maltratada de Katchokwes, atrasadas, matumbas, estão armados com PRS e esse movimento separatista e tribalista do Protectorado.


A senhora Governadora Cândida Narciso e o Comandante Provincial da Policia Nacional Sr Abel, devem ter  conhecimento de tudo isto que se está a passar, razão pela qual não há nenhuma reacção ou pronunciamento sobre os actos nocivos que a PIR esta a praticar desde Agosto de 2012 para cá na cidade.


Esta unidade da PIR na Lunda-Sul é dirigida pelo Sr Genivaldo, também conhecido por “Comandante Veneno” de acordo com informações que tivemos acesso, que trouxe o pânico e terror nestas paragens.



Por Samajone em Saurimo

CASO WILLIAM TONET, DAVID MENDES DESMENTE BASTONÁRIO DA ORDEM DOS ADVOGADOS


AO
ILUSTRE BASTONÁRIO DA ORDEM DOS ADVOGADOS DE ANGOLA
LUANDA



Os meus respeitosos cumprimentos.
Ilustre Bastonário;


Tomei conhecimento pela imprensa pública que o advogado WILLIAM TONET teria a sua cédula profissional cassada, porque não teria concluído o estágio ou, pior ainda, que não tinha formação em direito.


Esta informação, posta a circular pela Ordem dos Advogados de Angola, é muito grave. Pois, se tivermos em conta o seguinte:


1º- Para que um cidadão nacional se inscreva na Ordem dos Advogados de Angola é necessário ter licenciatura em direito. A licenciatura em direito é condição sine qua non para a inscrição como estagiário. As inobservâncias deste requisito por parte da OAA (inscrevendo indivíduos sem licenciatura) põem em causa a sua própria idoneidade.


Se a Ordem dos Advogados inscreveu WILLIAM TONET como advogado estagiário é porque ele reunia as condições exigíveis, de entre elas, a formação em direito. E, é do meu conhecimento que ele possui um diploma de licenciado em direito, obtido de uma Universidade Americana e confirmada a sua autenticidade, pelas instituições americanas.


Com a inscrição, o WILLIAN TONET efetuou o seu estagiário sob minha tutela. E, enquanto patrono, no final do estágio enviei ao Conselho Provincial da OAA o relatório final, dando como concluído o mesmo com bastante êxito.


A Ordem dos Advogados de Angola tem conhecimento de que, sob minha tutela, têm passado vários advogados estagiários e muitos deles, por falta de empenho ou por não demonstrarem capacidade técnica, não obtiveram o meu parecer favorável, pelo rigor que exijo a quem pretende obter a cédula de advogado.


2º - È do nosso conhecimento que o WILLIAN TONET ao solicitar a sua inscrição na OAA apresentou uma declaração da Reitoria da Universidade Agostinho Neto dando conta que estava a decorrer trâmites de reconhecimento do diploma junto daquela Instituição. Do que sei, até a presente data a Reitoria da Universidade Agostinho Neto nada disse sobre o assunto.


3º- Quando tomei conhecimento de uma carta do Conselho Provincial da OAA, dando conta de que WILLIAM TONET não teria terminado o estágio, tratei de a responder mediante carta, dando conta de que ele havia terminado de facto o estágio e, dirigi-me a OAA e falai pessoalmente com a presidente do Conselho Provincial, com que abordei  a questão e ela disse-me, no encontro, que não tinha recebido a minha carta e que, por outro lado, a questão estava no facto de até aquela data ainda não estar junto no processo individual dele a declaração de reconhecimento do diploma.


3º- Se a questão era a junção da declaração que reconhece o diploma pela Universidade Agostinho Neto, acho, que a decisão acertada seria o condicionando a entrega da cédula profissional a junção da referida declaração e nunca o de considerar nulo o estágio ou como se pretende fazer crer, estar a exercer ilegalmente a profissão.


4º- Tal como tenho vindo a me bater há vários anos, a OAA não deve continuar passar a imagem pública de que é uma organização constituída por pessoas sem caracter, sem disciplina e até mesmo falsos profissionais. A OAA deve em primeiro lugar chamar os seus associados para em conjunto debater as questões internas antes de as tornar pública.


5º- Pelo que sei, WILLIAM TONET enquanto estagiário usou a cédula de estagiário nº 1506, passada pela OAA e praticou actos judicias em conformidade com os estatutos da OAA. É meu entendimento que, se responsabilidade houver, ela deve ser atribuída única e exclusivamente a OAA e nunca à WILLIAM TONET.


6º- Será que a OAA indagou a Reitoria da Universidade Agostinho Neto da veracidade ou não da declaração que WILLIAN TONET juntou no seu processo?


Penso que chegou a hora de se dizer basta a este comportamento policial da OAA sobre os seus associados e fazer com que ela assuma o seu verdadeiro papel de corporativo e defensora dos seus associados, ao invés de os diabolizar perante a opinião pública.


A OAA já se perguntou porque que outras ordens profissionais não vêm a público falar dos seus associados? Reflitamos e de forma participativa, trabalhemos, em conjunto, para uma OAA melhor.


ATENCIOSAMENTE
LUANDA, AOS 07 DE NOVEMBRO DE 2012

O SIGNATÁRIO

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

BARACK OBAMA MITT ROMNEY E É REELEITO PRESIDENTE DOS EUA





Democrata já garantiu 290 votos no colégio eleitoral contra 200 do rival. Presidente vai para o 2º mandato após campanha eleitoral disputada.







O democrata Barack Obama foi reeleito presidente dos Estados Unidos nesta terça-feira (6), após uma campanha muito disputada contra o republicano Mitt Romney. bama conseguiu, até agora, 290 votos de um total de 538, contra 200 do rival, segundo projeção da AP.

A festa da vitória já acontece no McCormick Place, em Chicago, onde Obama acompanhou a apuração. “Isto aconteceu graças a vocês, obrigado. Mais quatro anos", disse Obama - um pioneiro em utilizar politicamente as redes sociais - no Twitter.

O democrata foi para a cidade de Illinois, seu reduto eleitoral, já na noite de segunda-feira (5). Durante a tarde desta terça, reservou espaço para jogar basquete, seu passatempo favorito e também um "ritual" para o líder nos dias de eleições.

As pesquisas de intenção de voto realizadas dias antes da eleição apontavam um empate técnico entre os dois candidatos em âmbito nacional, mas com ligeira vantagem para o presidente nos estados-chaves.

No complexo sistema eleitoral americano, é o resultado em cada estado é que importa. Ao votar em um candidato, a população na verdade escolhe um colégio eleitoral dentro de seu estado, composto por delegados, que só então elegerá o presidente.  Em todo o país, o colégio eleitoral reúne 538 delegados, de 50 estados e do distrito de Columbia, onde fica a capital Washington.


Antes da eleição, os estados de Nevada (6 delegados), Colorado (9 delegados), Iowa (9 delegados), Wisconsin (10), Ohio (18), Pensilvânia (20), Michigan (16), Virgínia (13), Carolina do Norte (15), New Hampshire (4) e Flórida (29) eram considerados tecnicamente empatados, e oficialmente poderiam ser ganhos por qualquer um dos candidatos. Obama já possuía ligeira vantagem na maior parte deles, menos na Carolina do Norte e na Flórida.

A vitória em Ohio e na Flórida acabou sendo crucial para determinar a vitória de Obama, após um tenso processo de apuração.


Dia da eleição


Ainda durante o dia, antes do fim da votação, Obama, parabenizou o adversário republicano pela disputa acirrada para a Casa Branca e expressou confiança na reeleição.  "Quero dizer ao governador Romney: parabéns pela campanha animada. Sei que os apoiadores dele estão tão engajados e tão entusiasmados e trabalhando tanto quanto os nossos hoje", disse Obama, enquanto voluntários faziam ligações telefônicas incentivando eleitores a votar. Ele também ligou para voluntários no escritório de campanha para agradecer pelo trabalho feito pela reeleição.

Incentivar o voto foi um movimento intensivo dessas eleições, já que a escolha do presidente não é obrigatória nos Estados Unidos. Em suas campanhas, os dois candidatos movimentaram mais de US$ 2 bilhões, e boa parte de seus gastos foram em propaganda.


Obama passou o dia em Chicago e não precisou ir a um local de votação – ele já havia depositado seu voto 12 dias antes, em 25 de outubro, na mesma cidade. O gesto – o primeiro de um mandatário dos EUA na história – foi um modo de incentivar o voto antecipado pelos eleitores, no qual esperava levar vantagem. Segundo estimativas de institutos de pesquisa, cerca de 31 milhões de americanos votaram antes desta terça.


No Quênia, moradores de Nyangoma-Kogelo (430 km a oeste de Nairóbionde nasceu o pai do candidato e presidente dos EUA, Barack Obama, fizeram uma votação simulada para a Presidência dos Estados Unidos. A avó paterna de Obama, Sarah Obama, deixou a reclusão de sua casa, no povoado queniano de Kogelo, para falar por alguns minutos com a imprensa.


"Eu rezo por ele, para que Deus o ajude", afirmou Sarah durante a coletiva de imprensa improvisada no jardim de sua casa. "É uma disputa dura, por isso tenho rezado por ele. Se for a vez dele (vencer), Deus o deixará triunfar", acrescentou.


Avanços


Obama apostou nos avanços conseguidos em seu governo para permanecer em um segundo mandato. "Nós sabemos que a mudança não viria de maneira rápida ou fácil. Nunca vem", disse ele em 2011 ao confirmar ser candidato à reeleição.


Os slogans sobre "esperança" e "mudança", usados quando o candidato se apresentou como um líder visionário para mudar o destino dos Estados Unidos, sumiram. Sob o lema "América avança", no entanto, a atual campanha de Obama buscou ecoar o mesmo entusiasmo do pleito anterior, afirmando que o país "precisa proteger o progresso conquistado".


Mas o cenário atual é bem diferente. Apesar de muitos problemas do país terem começado antes de sua presidência, Obama tornou-se face da lenta recuperação econômica da nação. Durante a campanha, um raio de esperança surgiu em forma de número: o desemprego caiu para menos de 8%, o menor índice desde janeiro de 2009.


Nos quase quatro anos de governo, Obama não conseguiu cumprir grandes promessas da campanha anterior, como o fechamento da polêmica prisão de Guantánamo, em Cuba, onde estão suspeitos de terrorismo. A reforma no sistema de saúde americano ainda gera divisões. O presidente também é questionado por republicanos descontentes com o posicionamento dos Estados Unidos diante da crise na Líbia – onde quatro funcionários de um consulado americano foram mortos em ataque terrorista – e nos países do Oriente Médio.


Em contrapartida, Obama tentou colocar em prática sua luta por mudanças: além da reforma do sistema de saúde, promoveu mudanças nas regras para o sistema financeiro, ordenou o fim da restrição que obrigava homossexuais a esconder sua orientação sexual nas Forças Armadas, estimulou o relaxamento de leis para jovens imigrantes ilegais, anunciou a retirada de tropas do Iraque e ordenou a ação que resultou na morte do líder da rede terrorista da Al-Qaeda, Osama Bin Laden.


Congresso dividido



Apesar da reeleição, Obama deve continuar enfrentando problemas para aprovar suas medidas no Congresso, que manteve sua divisão: Câmara controlada pelos republicanos, e Senado, pelos democratas.


Isso dificulta o trabalho do presidente – ele precisa usar sua base nas casas para que elas proponham e aprovem as leis e reformas de seu interesse.

Na eleição de 2008, os democratas também ganharam a maioria no Senado e na Câmara de Representantes. Nas eleições legislativas de 2010, entretanto, os republicanos recuperaram a maioria entre os deputados – atualmente, são 241 republicanos e 194 democratas.

Globo/Angola24horas

domingo, 4 de novembro de 2012

NAÇÃO LUNDA TCHOKWE, OS NÚMEROS DA POBREZA QUE FALAM POR SI…


NAÇÃO LUNDA TCHOKWE, OS NÚMEROS DA POBREZA QUE FALAM POR SI…



Desde o Dirico até ao Dundo (Fronteiras Sul e Norte), desde Xá-Muteba ou rio Lui até rio Cassai e Zambeze (Fronteiras Oeste e Leste), em um protectorado internacional, constituída por 581.073,06 km2, tamanho igual ao Reino da Espanha, a Nação Lunda Tchokwe (Kuando Kubango, Moxico e o distrito da antiga Lunda), tem uma população estimado em mais de 6.800.000 habitantes, que vivem com menos de um dólar por dia, o povo mais pobre do mundo – taxa de pobreza 98%, mesmo tendo o subsolo mais rico em mineiras, um espaço territorial apto para agricultura e a agropecuária por excelência.


Os diamantes da Nação Lunda Tchokwe, representam mais de 99% das vendas do regime angolano no exterior do país.


Reconhecida mundialmente no dia 24 de Março de 1894, a Nação Lunda Tchokwe tem a cidade de Saurimo como Capital, o ITENGO capital histórico do seculo XIX, a localidade mantem a sua peculiaridade do passado, aqui jazem os restos mortais dos vários Soberanos Muatchissengues Watembos, as línguas faladas são, tchokwe 80% da população, Lunda 10% da população, 8% da população fala Nganguela, Mbunda, Lutchaze, Bangala, Pende, Luba, 2% outras línguas africanas.


O povo fala também o Português como língua de trabalho e comunicação oficial.


Como religião, a Nação Lunda Tchokwe, professa o Cristianismo: 85% Catolicismo e Anglicanismo, 14% cultos Africanos e 0,1% professa o maomista e religiões, que são  recentes impostas pela crescente migração de povos Oeste Africanos e Asiáticos em busca de sobrevivência nas terras da Lunda Tchokwe, onde exploram a população nativa com pequenos.


O analfabetismo é no geral de 90%, as mulheres ocupam 75% desse número, com subnutrição crónica de 55% e uma taxa de mortalidade infantil de aproximadamente 600 por mil/nascidos.


Os recursos hídricos ocupam 85% de toda a superfície territorial da Nação Lunda Tchokwe, com destaque aos de maior caudal: Cuango, Lui, Zambeze, Cassai, Kuando, Chicapa, Luembe, Luangue, Cuilo, Luele e outros, correndo de sul para o norte na sua maioria.


O desemprego é na ordem dos 90% da população activa, isto é entre os 18 á 65 anos de idade, por falta de infraestruturas fabris ou reconstrução em alta escala que poderia garantir o emprego a sociedade.


Os sistemas de saúde e ensino são precários, os mais pobres, por esta razão mais de 80% de crianças estão fora do ensino. A penas um médico para 114 mil habitantes. A falta de professores e escolas é outro calcanhar de “Aquiles” que enferma a Nação Lunda Tchokwe, um professor para mil crianças, numa população de mais de 6.800.000 habitantes.



A Nação Lunda com as suas regiões do Moxico e do Kuando Kubango, são as mais penalizadas e prejudicadas em toda a extensão territorial de Angola, falta de estradas, de infra-estruturas e da descapitalização do pequeno empresário para a criação de negócio e do emprego para equilibrar a promoção do desenvolvimento e consequente redução da extrema pobreza.



No território Lunda Tchokwe tudo está em promessas teóricas, os desafios são gigantescos, o regime de Luanda á cerca de 6 anos, exactamente  no dia 20 de Agosto de 2008, havia anunciado na cidade de Saurimo, a quatro ventos que iria colocar os melhores filhos da Lunda para promover o seu desenvolvimento, que não passou de mero exercício de propaganda eleitoral daquele ano que não deixou de ser este ano também.


Sem xenofobia, mas a massiva invasão de emigrante ilegais é a pior marca registada do regime colonialista de Angola na Lunda Tchokwe, acrescida a isso, a violação aos direitos humanos, assassinatos, massacres de população indefeso, e tudo em nome dos diamantes.


O movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe para a Defesa da Autonomia Administrativa, Económica e Jurídica, tem consciência a um compromisso que implica pesada responsabilidade para a criação de relações fortes e solidas, a importância da liberdade de expressão, dos direitos políticos, económicos e direitos humanos para a boa governação em um ambiente democrático, que é uma missão complexa mas não impossível, num território sem saída para o mar, dividido em vários clãs, tribos e povos, onde continua o desmantelamento das riquezas pela elite governativa de Luanda e onde a pobreza faz morada perene.


O generoso povo Lunda Tchokwe está preparado para arregaçar as mangas, cultivando a sua própria terra, criando emprego, bem-estar e a sua dignidade, sobretudo a história ensina-nos por excelência somos bons guerreiros que nunca fomos humilhados como desta vez em que o governo de Lisboa transitou sem consentimento dos Lunda os tratados de protectorado ao governo de Luanda em 1975 na cedência da independência de Angola. Por este facto exigimos no mínimo a sua AUTONOMIA.

sábado, 3 de novembro de 2012

RÁPIDAS DO MOXICO - FILHO MATA PAI POR CRENÇA EM FEITIÇARIA


RÁPIDAS DO MOXICO - FILHO MATA PAI POR CRENÇA EM FEITIÇARIA





O cidadão Quintas Muquil foi morto esta madrugada no bairro Canende, arredores do município do Luau, província do Moxico, pelo filho, que o acusava da prática de feitiçaria.


Segundo informações recolhidas no local pela Angop, a accão maléfica é resultado do facto de o filho acusar o pai de ser o responsável pela morte da mãe,
Verónica Francisco.


O suposto criminoso já está a contas com a justiça, encontrando-se detido no comando municipal da corporação.

 

Luau dista a 334 quilómetros da cidade do Luena, capital da província do Moxico.


IGREJA CATÓLICA RECOMPÕE-SE NO IMENSO LESTE DE ANGOLA



A Igreja Católica está a recompor-se na imensidão do leste de Angola.


O Bispo da Diocese do Luena refere-se ao facto como fruto da paz e dos esforços de missionários que a tranquilidade possibilitou o seu enquadramento em diversas localidades da região.


Justamente – disse – “com os benefícios da paz estamos a verificar o aumento da actividade eclesial especialmente no leste de angola, onde tantas comunidades pelos efeitos da guerra ficaram sem atenção missionária e hoje graças a Deus vemos este crescimento”.



“ Vemos este crescimento eclesial novo, graças a aquisição de tantos evangelizadores, a começar pelos próprios catequistas, pelos religiosos e religiosas, padres e madres da nossa diocese” – disse Dom Tirso Blanco.


“No ano de 2008, no começo eramos 30 missionários, actualmente somos 80 missionários estabelecidos em várias localidades” – disse Dom Tirso Blanco.



Tudo isto – acrescentou “está acompanhado de um esforço de facto reconstrução de restruturas, estamos em reabilitações e construções de estruturas, de igrejas e calculam-se aproximadamente umas 10 residências religiosas”. 

Importa notar que Moxico é a maior província de Angola em extensão territorial. Tem área de 223023km quadrados e população estimada de 750 mil habitantes. Comporta os municípios de Alto Zambeze, Bundas, Camanongue, Léua, Luacano, Luau, Luchazes, Lumeje e Moxico.


O clima da província é tropical, com uma média de temperatura que varia entre os 22ºC e os 24°C.

A província foi o principal palco da guerra civil angolana que durou 27 anos.

Fonte: o apostolado