sábado, 21 de abril de 2012

José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola e do MPLA marca eleições para 31 de Agosto de 2012



Lisboa  -  O Presidente José Eduardo dos Santos, comunicou ao seu “staff” em reunião restrita,   realizada, sexta-feira (20) no palácio presidencial que ira marcar   como  data para as próximas eleições o  “31 de Agosto” ao contrario do “5 de Setembro” como aconteceu em 2008.  



Para   alem dos seus  conselheiros  mais próximos, foram convidados para esta   reunião,    os governadores provinciais que estão na dupla função de 1º Secretários do MPLA cujo convite foi entendido  como “luz verde”, para  o inicio de  campanha nas suas  respectivas regiões, de trabalho,  no interior do país.

 
Em Dezembro de 2011, o PR transmitiu igualmente a cerca da  data do “31 de Agosto” para realização das eleições, a margem da  reunião do Conselho da República mas o assunto  nunca  foi de consumo  público por efeito de um regulamento interno que proíbe  a transmissão de assuntos inconclusivos  para fora daquele espaço.


Em conformidade com a constituição angolana, o Presidente da  República  deve  convocar    publicamente as  eleições,  para 60 dias antes do fim de mandato da actual  legislatura.  Antes da convocação do pleito, o PR, deverá, também  aguardar pela resposta do  recurso avançado pela oposição política (UNITA e PRS), junto ao Tribunal Supremo  respeitante a situação da Presidente da Comissão Nacional Eleitoral, Susana Inglês.   Em caso de uma resposta desfavorável,   que precipitara com  o cancelamento de todos os actos da administrativos    daquela advogada, o Chefe de Estado deverá acautelar   a convocação das eleições.  


A escolha do mês de Agosto como data da realização das eleições coincide num momento favorável ao mês em que o país, com destaque ao seu partido estará,  na ressaca  da  festividade  do seu  aniversario (completa 70 anos a 28 de Agosto).


Eduardo dos Santos e o  MPLA tem a certeza que irão ganhar as eleições com uma percentagem, desta vez na casa dos 90% dos votos.  Embora as eleições  sejam  realizadas pela CNE,   o Presidente angolano   conta a seu favor com uma equipa de cerca de 300 elementos do SINSE- Serviços de Inteligência e Segurança de Estados, (dezassete  para cada província)   que trabalham nos bastidores do processo eleitoral.   Os mesmos operam em coordenação com  Fernando Octávio, chefe adjunto do SINSE, que mantém  informado o Presidente da República. Em  principio de Março passado, este grupo de  operativos dos Serviços de  Inteligência   estiveram em seminário de superação  orientados por peritos portugueses onde de entre vários temas  aprenderam técnicas de manejamento  das actas e cadernos eleitorais.   

FONTE: CLUB-K.NET